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_ livreto digital_Felipe Nardini

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Felipe Nardini


Memórias do Berçário Uirapuru Entre risadas miúdas, olhares curiosos e pequenos gestos cheios de descobertas, nasceu este livro, um abrigo de lembranças e ternuras. Aqui, cada página guarda o pulsar suave do cotidiano vivido, em 2025, no Berçário Uirapuru. O despertar sonolento de manhãs cheias de luz, o aconchego do colo que embala o sono, o sabor das primeiras experiências à mesa, o toque cuidadoso nas rotinas de higiene, e o encanto das brincadeiras que fazem o tempo dançar devagar. Este é um livro feito de momentos simples, mas imensos. São memórias que respiram afeto, que florescem em cada sorriso compartilhado e em cada gesto de cuidado. Cada fotografia, cada traço e cada palavra são fragmentos de um ano vivido com amor, paciência e muitas descobertas, um tecido delicado de infância, tecido de muitas mãos e corações. Ao folhear estas páginas, convidamos você a revisitar instantes que, embora pequenos, são eternos. Os passos dados com curiosidade, os sons que se transformaram em palavras, as descobertas, os animais do Quintal, as aulas de música, as histórias e os olhares que aprendem o mundo. Mais do que um registro, este é um livro, é uma celebração, do crescer, do cuidar e do amar. Porque é no cotidiano, em sua poesia simples e verdadeira, que se escreve a mais bonita das histórias, a do começo da vida. Uirapuru Bebê/2025 Gabriela Plens (Coordenadora Pedagógica) Talita Silva (Orientadora Educacional)


Nesta fase de exploração, o bebê conhece tudo primeiro pelos sentidos. Felipe, deitado sobre o mundo que ainda está descobrindo, encontra no brinquedo um universo inteiro, ele olha, gira, apalpa e experimenta com a boca. um de seus primeiros momentos vivido no berçário.


Felipe estende a mão curiosa sobre o plástico bolha como quem toca um segredo. Entre seus dedos miúdos, cada estalo é descoberta, cada bolinha que se desfaz é um pequeno triunfo. Ali, no brilho atento do olhar e no gesto aberto da mão, ele aprende que o mundo responde ao seu toque, e que até o menor som pode ser uma aventura.


No início da introdução alimentar, Felipe é aninhado no colo, onde o alimento chega misturado ao afeto, entre cheiros, olhares e movimentos suaves que acolhem e acalmam. Cada colherada é um diálogo silencioso, um encontro que nutre o corpo e o vínculo. Com o seguir dos dias, ele passa a sentar na cadeirinha, firme e atento, preparado para explorar sabores e texturas que se revelam como pequenas aventuras. O que antes era pura entrega no aconchego do colo transforma-se em descoberta diante da vida que se amplia, colher por colher, brilho por brilho no olhar que aprende.


Felipe, com o livro nas mãos e o brilho da curiosidade nos olhos, sorri para o adulto que o acompanha, como quem encontra no afeto compartilhado a chave para abrir cada página do mundo.


A água chega morna, dançando sobre a pele e convidando ao aconchego. Entre conversas, respingos e olhares atentos, o banho se transforma em um momento de encontro, um diálogo entre quem cuida e quem é cuidado. Cada toque, cada gesto de delicadeza, é também um gesto de amor. No calor das mãos que sustentam e na suavidade da água que envolve, Felipe descobre o prazer do cuidado, a segurança do colo, o aconchego que habita o cotidiano. Mais do que higiene, o banho é encontro, é linguagem sem palavras. Nos olhares trocados, no toque suave e no riso que escapa, nasce a confiança e cria-se o vínculo. Um banho que limpa o corpo, mas também alimenta o coração.


Felipe mergulha as mãos na tinta, sentindo-a escorrer entre os dedos. Observa com atenção o brilho úmido que se espalha, seguindo o movimento curioso de suas mãos pequenas. A cada toque, a tinta ganha forma, ritmo e vida, desliza, marca, transforma. Entre olhares atentos e gestos exploratórios, Felipe descobre a magia de criar com o próprio corpo, deixando que a cor fale por ele. Cada movimento é experiência pura, cada respingo é poesia que nasce no encontro entre tinta e sua curiosidade infinita.


Felipe toma um banho de luz, deixando que o brilho o envolva, enquanto segura o funil nas mãos como quem recolhe raios e inventa caminhos para a claridade escorrer.


No acolhimento do colo,Felipe bebe seu leite pela mamadeira, entregando-se ao instante manso em que nutrição e afeto se misturam como um só gesto de cuidado.


Felipe recebe o alimento como quem acolhe um gesto de amor. Cada colherada vem acompanhada de cuidado, de tempo, de presença. O adulto oferece o sabor e, junto dele, o afeto que sustenta, não apenas o corpo, mas também o vínculo. Entre olhares, pausas e pequenas expressões, nasce um diálogo silencioso, o de confiar, o de ser cuidada, o de crescer em segurança. A alimentação se torna mais que rotina, é um encontro, é cuidado que nutre, é carinho que passa de mão em mão até chegar ao coração pequeno que aprende, dia após dia, a se sentir acompanhado no mundo.


Felipe se ergue sozinho, pequena conquista que anuncia sua coragem. Engatinha até a mesa de bacias, apoia as mãos e, firme, fica em pé, descobrindo a altura do mundo sob seu próprio esforço. Em um instante de brilho no olhar, olha para o adulto e sorri, um sorriso que carrega orgulho, surpresa e a alegria de perceber que pode se sustentar sozinho.


Entre sabores, texturas e encantamentos, Felipe vai pintando o mundo com aquilo que toca, e o mundo, inteiro, se deixa descobrir por ele. No amarelo, ele observa a rodela de laranja com atenção curiosa, sente sua textura, experimenta o sabor e levanta o olhar para o adulto, como quem compartilha uma descoberta que brilha.


No vermelho, rodeado por maçã, morango e tomate-cereja, Felipe prova e explora cada fruta. Segura o morango, mas é a maçã vermelha e radiante que prende seu olhar; ele a pega, sente, observa e descobre, deixando que a cor e o sabor se transformem em pequenos encantamentos que fazem o mundo parecer ainda maior.


Felipe encontra os animais como quem descobre pequenas portas de encanto no cotidiano. O mini jabuti, na mão do adulto, desperta sua curiosidade, mas seu olhar segue fixo na figura do adulto, como se fosse ele a chave para a compreensão daquele ser tão pequenino. Quando Nando, o bode do quintal do Colégio, vem visitar o berçário, Felipe o acompanha com atenção, como se aquele encontro fosse um momento especial só para ele.


Na natureza inventada, Felipe segura uma folha seca sobre um toquinho de madeira, explorando cada detalhe com o olhar curioso. Entre texturas e pequenos gestos, seu sorriso, único e inteiro, se volta para o adulto que o acompanha, compartilhando silenciosamente a alegria de descobrir o mundo em miniatura.


Na bacia com areia colorida, Felipe mergulha as mãos e começa a espalhar os grãos com cuidado, sentindo a textura sob os dedos. Enquanto espalha, o reflexo no espelho sob a areia surge e ele se vê, olhos atentos e curiosos acompanhando cada gesto. Entre movimento, cor e descoberta, Felipe explora o mundo que cabe na palma das mãos, encantado com o espelho que devolve a própria imagem em meio à brincadeira.


Sentado sobre a grama, cercado por bichinhos de plástico, Felipe permanece atento, sentindo o espaço ao redor com curiosidade silenciosa. Seu olhar se volta para o adulto, e o sorriso que surge é pleno, como quem encontra segurança, companhia e presença no simples estar junto, transformando o instante em descoberta e aconchego.


No silêncio curioso das primeiras leituras, Felipe folheia o livro de sua escolha como quem descobre um território novo. Entre cores, traços e formas que chamam seu olhar, ele pausa diante de uma página, atento, ele observa a imagem que ali está. Depois, levanta os olhos para o adulto, o faz com um olhar forte, pensativo, buscando compreender e partilhar a descoberta. Assim, Felipe transforma o instante em memória, entre páginas, olhares e descobertas, começa a escrever sua própria história com os livros


Felipe mergulha as mãos no pote com tinta natural de cenoura, sentindo a cor e a textura deslizar entre os dedos. Observa o pote com atenção, fascinado pelo movimento da tinta que parece ganhar vida. Com cuidado, vira o pote sobre o papel, acompanhando cada gota que escorre, olhos fixos e atentos, como se cada instante revelasse um novo jeito de tocar, ver e descobrir o mundo.


Entre sons, ritmos e encantamento, Felipe mergulha na musicalização com o brilho de quem vive cada descoberta com alegria. O pandeiro oceano ressoa em suas mãos, e ele sente cada vibração que o instrumento oferece, sorrindo encantado e feliz com a experiência. Agora, já com o pandeiro tradicional, Felipe ergue-o e olha para tia Dani, atento e curioso, absorvendo cada gesto e som. Seus olhos se voltam para o ukulelÊ, e as mãos pequenas acompanham com atenção, prontas para experimentar, ousar e se encantar com cada nota. A cada encontro, tia Dani entoa sua canção de acolhida: “Amigo estou aqui, cheguei pra me divertir, Felipe bem-vindo então, seja acolhido nessa canção, dou boa tarde para você… agora toque o ukulelÊ!”

E Felipe responde com música, com entrega, com doçura, com a alegria inteira que cabe na infância. Assim, entre gestos, sons e presença, ele faz do momento vivido um território vivo de expressão, descoberta e poesia.


Turma - Bebês tarde Uirapuru bebê/2025


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