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REVISTA MENSAL SOBRE A ATIVIDADE DO CLUBE NAVAL DA HORTA
JOSร MACEDO | CNH 2019
JULHO 2019 Nยบ 64
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BOTES BALEEIROS REGATA DE SÃO PEDRO, EM CASTELO BRANCO
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Regata de Vela em Bote Baleeiro de São Pedro - Castelo Branco, realizada este sábado, dia 29 de Junho, contou com 8 botes baleeiros, tendo sido vencedor o “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira, tendo como Oficial, Rute Matos. O 2º lugar foi conquistado pelo bote “Maria da Conceição”, do Clube Naval da Horta (CNH), que tinha como Oficial, Luís Alves; e o 3º pelo bote “São José”, da Junta de Freguesia do Capelo, tendo Pedro Rosa sido o Oficial. Esta prova integrou o Campeonato de Vela em Bote Baleeiro da Ilha do Faial de 2019, que contempla, ainda, mais 6 Regatas. A primeira deste ano de 2019 foi a da “Senhora das Angústias”, em que foi vencedor o bote “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão. A Regata de São Pedro teve como Entidade Promotora a Junta de Freguesia de Castelo Branco, tendo o Clube Naval da Horta sido a Entidade Organizadora. De acordo com Vítor Mota, Mestre da “Walki-
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ria”, antiga lancha baleeira que mantém a sua função de rebocar os botes, “havia pouco vento – 4/5 nós – e muita maré nas bóias”. Integraram a Comissão de Regata, Vítor Mota, Carlos Fontes, José Macedo e Carlos Silva. A “Rainha dos Mares dos Açores” (“Wakiria”) foi a lancha da Comissão de Regata. Duarte Araújo e João Duarte deram corpo à Comissão de Protestos. A Entrega de Prémios e o Jantar, promovidos pela Junta de Freguesia de Castelo Branco, decorreram na tarde deste dia, no recinto das festas em honra de São Pedro: porto albicastense. Participaram os Tripulantes dos Botes, Membros das Comissões de Regata e de Protestos, Tripulantes das embarcações de apoio e outros Colaboradores envolvidos na Organização da Regata. Classificação da Regata de São Pedro - Castelo Branco: 1º lugar: Bote “Senhora da Guia” - Junta de Fre-
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CLUBE NAVAL DA H guesia da Feteira - Oficial: Rute Matos - 49 minutos e 23 segundos 2º lugar: Bote “Maria da Conceição” - CNH Oficial: Luís Alves - 51 minutos 3º lugar: Bote “São José” - Junta de Freguesia do Capelo - Oficial: Pedro Rosa - 51 minutos e 09 segundos 4º lugar: Bote “Senhora do Socorro” - Junta de Freguesia do Salão - Oficial: Pedro Garcia - 51 minutos e 58 segundos
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5º lugar: Bote “Senhora de Fátima” - Junta de Freguesia de Castelo Branco - Oficial: António Luís - 52 minutos e 33 segundos 6º lugar: Bote “Claudina” - CNH - Oficial: Susana Salema - 54 minutos e 26 segundos 7º lugar: Bote “Capelinhos” - Junta de Freguesia do Capelo - Oficial: Filipe Goulart -54 minutos e 50 segundos 8º lugar: Bote “Senhora das Angústias” - Junta de Freguesia das Angústias - Oficial: José Gonçalves - 1 horas, 02 minutos e 52 segundos
“Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira, foi o bote vencedor desta regata
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BOTES BALEEIROS X REGATA INTERNACIONAL DE BOTES BALEEIROS
‘Welcome Party’ deu as boas-vindas à Comitiva de New Bedford, na Fábrica da Baleia
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Comitiva da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS), de New Bedford, EUA, que tem como propósito participar na X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que se realiza nos dias 5 e 7 do corrente nas ilhas do Faial e Pico, aterrou na ilha do Faial na manhã de quarta-feira, dia 03. A recepção de boas-vindas aconteceu na tarde deste mesmo dia, no decorrer da ‘Welcome Party’, que teve como espaço a Fábrica da Baleia em Porto Pim. Presentes estiveram elementos das tripulações masculinas e femininas de ambos os lados do Atlântico, responsáveis pela AMHS, pelo Clube Naval da Horta (CNH) – clube anfitrião – assim como alguns convidados, onde se incluem o Capitão do Porto da Horta, Comandante Rafael da Silva; o Director da Marina, Armando Castro; o Vice-Presidente da Câmara Municipal da Horta, Luís Botelho; e o Administrador
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da Atlânticoline, Luís Paulo Morais. O reencontro de amigos marcou esta ‘Welcome Party’, onde não faltou comida, bebida, música e até um pezinho de dança ao som da tradicional chamarrita. A questão ambiental foi tida em linha de conta, pontificando a loiça e talheres tradicionais, que cada um usou e lavou a seguir à refeição. Para a manhã desta quinta-feira, dia 04, o Programa prevê um Encontro com o Presidente da Câmara Municipal da da Horta, no Auditório do Teatro Faialense; um Passeio pela Ilha oferecido pela Câmara; e Almoço no Restaurante “Vista da Baía”, no Varadouro, oferecido pelo Presidente da Autarquia Faialense. À tarde, as tripulações americanas terão oportunidade para contactar com os Botes Baleeiros do Faial, estando a Comitiva convidada para a Sessão Solene do Dia da Cidade da Horta: 04 de Julho, dia em que se assinala a Elevação da Horta de Vila a Cidade, o que aconteceu em 1833, há precisamente 186 anos.
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Comitiva americana visitou o Teatro Faialense
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palavra amizade sobressaiu na visita que a comitiva da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS), de New Bedford, EUA, fez ao Teatro Faialense na manhã desta quinta-feira, dia 04. Recorde-se que esta deslocação ao Faial e Pico tem como mote a participação na X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que decorre nos dias 05 e 07 do corrente, tendo precisamente como pano de fundo estas duas ilhas irmãs. Antes de percorrerem as dependências deste edifício cultural, os visitantes foram saudados pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva, que salientou o “excelente trabalho” que o Clube Naval da Horta vem fazendo, de que é exemplo a organização desta Regata Internacional de Botes Baleeiros, “sendo a acção do CNH um contributo inestimável na promoção e divulgação do Faial, dos Açores e de Portugal
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no Mundo”. O autarca faialense enalteceu “estas relações que passam de geração em geração levando as nossas tradições”. E vincou: “Temos de fortalecer cada vez mais a ligação existente entre a cidade da Horta e a de New Bedford e esta Regata também serve para isso, já que um povo sem história não consegue elevar a sua gente”. José Leonardo sublinhou o facto de esta relação com a diáspora já ter atingido a segunda e terceira gerações, sendo alguns dos membros desta comitiva bem o sinal dessa realidade. “São pessoas que gostam de visitar os Açores e neste caso concreto a ilha do Faial. Olhamos para isto de uma forma tão positiva, pois, uma ilha tão pequena que faz parte de um arquipélago tão pequeno, tem uma projecção tão grande do outro lado do Atlântico”. O governante notou que este é um ano “muito importante” para a relação Açores/Estados Unidos da América, atendendo à comemoração do
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CLUBE NAVAL DA H centenário da Primeira Travessia Aérea do Atlântico, proeza alcançada pelo Comandante Albert Read a 17 de Maio de 1919, dia em que o NC4 amarou no Porto da Horta, primeiro aeroporto dos Açores. “Fazemos parte da história e nós próprios também fazemos história, de uma forma diferente”, sustentou o edil faialense. Para José Leonardo, “o que interessa é a nossa relação inter-pessoal”. E destacou: “Hoje em dia é tão bom falarmos para as pessoas e abraçarmos pessoas tendo em conta que estamos muito virados para os meios audiovisuais; é tudo muito plástico. É tão bom haver uma discussão frente a frente, porque isso também faz parte da nossa maneira de viver”. O Presidente do Município lembrou que esta quinta-feira, 04 de Julho, era igualmente uma data “muito significativa”, por ser o Dia da Cidade. Foi precisamente a 04 de Julho de 1833 – há 186 anos – que a Horta foi elevada de Vila a Cidade. E toda a comitiva estava convidada para a Sessão Solene, que teve início pelas 20h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A terminar esta conversa entre amigos, José Leo-
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nardo disse: “É com muito gosto que vos recebo e espero que se divirtam e tenham uma boa competição”. Paulo Curado, Presidente da AMHS, agradeceu o convite e revelou que a maior parte do grupo – composto por 28 elementos – são pessoas que nunca tinham vindo aos Açores. “Posso garantir que eles estão a gostar, pois esta viagem gera um grande convívio e é uma excelente oportunidade para conhecer novas pessoas e rever amigos, como é o meu caso, que estive no Faial pela primeira vez há 4 anos”, recordou. O Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), José Decq Mota, agradeceu ao Presidente da Câmara “a forma aberta e empenhada” como o Município tem apoiado esta iniciativa e salientou: “Agradeço em nome do CNH mas também em nome das outras entidades do Faial dententoras de Património Baleeiro – e que praticam Botes – e neste caso da X Regata Internacional e em representação das entidades do Pico com botes baleeiros”. “Nós criámos um Comissão e fizemos um programa que inclui as duas ilhas”, explicou.
Todos escutaram atentamente as informações veiculadas e Sara Quintal, da Organização da AMHS (sentada na primeira fila) fez a tradução para que todos pudessem ficar inteirados
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A comitiva americana reuniu-se no palco do Teatro Faialense e fez questão de posar para a fotografia com as crianças que participavam num Worshop, tendo mesmo uma delas revelado que tem um padrinho em New Bedford
José Decq Mota, um amante da baleação e dos botes, sugeriu que no decorrer do Passeio pela Ilha, oferecido pela Câmara, bem como o almoço, no Varadouro – “uma baía muito bonita” – a comitiva pudesse visitar o porto do Comprido, “que foi a mais importante estação baleeira do Faial e onde se arreava à baleia até ao ano em que rebentou o Vulcão dos Capelinhos, em 1957”. “É um gosto enorme ter-vos aqui e esperamos que isto se repita por muito tempo”, assinalou José Decq Mota, acrescentando: “Atendendo à minha idade, estou em fim de viagem mas este projecto tem de prolongar-se”. AMHS vai ter sede própria Aproveitando esta oportunidade, o Presidente da Direcção do CNH deu os parabéns aos amigos de New Bedford pelo facto de o Presidente da AMHS ter assinado, sexta-feira última, o documento de aquisição do terreno onde será construída a sede (parte social e armazém para os botes). E reforçou: “Continuem assim, porque
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a acção de divulgação e manutenção do Bote Baleeiro Açoriano precisa da actividade da Azorean Maritime Heritage Society”. A partir das 16 horas desta quinta-feira, a comitiva americana teve oportunidade de treinar, usando os botes do CNH. Após esse contacto no mar, decorreu um convívio na rampa. José Decq Mota recordou que a participação na Sessão Solene, na Câmara, era facultativa afirmando, contudo, que seria uma oportunidade para todos verem como é que “nós portugueses, açorianos, atlânticos, comemoramos o 04 de Julho”. O último ponto desta visita ao Teatro Faialense foi um percurso guiado pelo Presidente do Conselho de Administração da UrbHorta, José António Freitas, que começou por referir que também andou “muito tempo” nos Botes, tendo integrado a tripulação do “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira. “Os meus amigos andam todos nos botes e esta sexta vão competir com vocês, que fazem o que eu gosto”. José António recordou que o Teatro Faialense – o actual edifício tem mais de 100 anos – era um
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CLUBE NAVAL DA H antigo armazém de vinhos. “O vinho era trazido do Pico em barricas e vendido no Faial. Ao longo dos anos este edifício foi sofrendo diversas alterações como demonstra a sequência de
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imagens patente. A última grande remodelação foi há cerca de 16 anos, tendo havido a preocupação de manter a traça exterior e interior das galerias, dos camarotes e da plateia”.
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Paulo Curado, Presidente da AMHS, fala do gosto que sente por estar envolvido na tradição baleeira
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asceu na Figueira da Foz, no Continente português, e emigrou para os Estado Unidos da América (EUA) quando tinha 8 anos de idade. Em Portugal, apenas completou a 1ª Classe mas por insistência dos pais, além da escola regular americana, também frequentou a portuguesa. E isso valeu-lhe o domínio perfeito de duas línguas, tendo feito questão de iniciar o filho no mesmo percurso. Trata-se de Paulo Curado, que desde Janeiro último assumiu os destinos da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS), de New Bedford, e que se encontra no Faial a participar na X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que se realiza nos dias 05 e 07 (sexta e domingo), do corrente, no Faial e Pico. O Programa inclui uma vasta componente social e cultural, tendo arrancado no dia 03 deste mês (quarta-feira), dia em que a comitiva americana chegou ao Faial, encerrando esta segunda-feira,
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dia 08, na ilha do Pico. Foi com boa disposição e grande à vontade, que o Presidente da Direcção da AMHS aceitou o convite do Gabinete de Imprensa do Clube Naval da Horta (CNH) – clube anfitrião e organizador desta iniciativa no Faial – para partilhar com todos nós o seu percurso na Associação, a sua ligação a esta tradição baleeira, desvendando um pouco dos projectos que aí vêm. “Esta visita ao porto do Comprido abriu muito os olhos de todos para a saga baleeira” “O grupo é composto por 28 pessoas de diferentes idades e temos muita gente que vem pela primeira vez ao Faial, ao Pico e aos Açores. Nem todos são portugueses e, por isso, também, não dominam a língua de Camões. Mas a verdade é que devagarinho já começaram a aprender português e demonstram muita vontade de saber. Aliás, essa foi uma preocupação que partilharam comigo mas eu tranquilizei-os, dizendo que a maior parte das pessoas aqui fala inglês. Quando chegámos, todos se sentiram à vontade
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CLUBE NAVAL DA H e dizem que isto é uma maravilha. Nenhum de nós conhecia o porto do Comprido, que o sr. Presidente do Clube Naval da Horta fez questão de nos mostrar pessoalmente, na quinta-feira. Aliás, para quase todos, este foi o primeiro contacto com uma estação baleeira. Gostámos muito! Conhecer a cultura baleeira ao vivo e a cores é totalmente diferente! Esta visita ao porto do Comprido abriu muito os olhos de todos para a saga baleeira. Os filmes que víamos nos EUA sobre a caça à baleia não têm nada a ver com isto aqui. Até o meu filho ficou estupefacto com o que viu, quarta-feira, na Fábrica da Baleia, em Porto Pim. Não fazia ideia de como isto era trabalhoso e difícil. Além de perigoso, claro! Cada vez mais pessoas estão a tomar contacto com o Património Baleeiro, mesmo estrangeiros, como acontece na nossa Associação. Todos os que tinham vontade de vir, vieram. A AMHS custeou parte das despesas e todos, mas todos, dizem que valeu muito a pena terem vindo. Uma das raparigas da comitiva confessou-me mesmo antes de embarcar: “Não me importo se tiver de perder o meu trabalho para ir, porque vou mesmo”. Ela é enfermeira num hospital. A maior parte vem por uma semana mas sei que
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se trata de uma experiência única e inesquecível e eu tenho a sorte de esta já ser a segunda vez que venho. E, sinceramente, gostava de continuar a vir. O meu filho está a adorar este sítio. A viagem ao Faial e Pico este ano será só uma semana, porque no meu caso temos de ir a São Miguel visitar a família da minha mulher e depois iremos para o Continente, onde também tenho família e já não vou lá desde 2013. Tenho um apartarmento e só lá estive uma vez. Mas da próxima vez quero ficar mais tempo no Faial e conhecer outras ilhas. É muito importante manter estas regatas Nasci na Figueira da Foz, onde não há tradição baleeira, mas adoro água. Em 2013 fui convidado por um amigo para andar à Vela e assim aconteceu a minha entrada na AMHS. Na primeira reunião em que participei foi dito que precisavam de alguém para levar um bote para uma prova perto de Boston e eu ofereci-me. Depois, era necessário mais uma pessoa para remar e eu alistei-me. Foi a minha estreia! Nunca tinha remado num barco destes mas ganhei o gosto e nunca mais parei. Vim pela primeira vez aos Açores – Faial e Pico
“Também gostávamos de ter mais um bote”
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– há 4 anos na equipa de Remo e Vela. Mas este ano só estou no Remo. Posso dizer que desta vez estamos mais bem preparados do que da última. Temos treinado mais e levado isto mais a sério. As mulheres sempre levaram isto muito a sério e começámos a pensar que tínhamos de fazer o mesmo para não ficar atrás. Elas treinam de manhã, antes de ir para o trabalho. E sei disso, porque colocam sempre fotos no ‘Facebook’ com o sol a crescer. São muito dedicadas e não é só nos Botes. É em tudo! Considero que é muito importante manter estas regatas, porque permitem o conhecimento de novas pessoas – que nunca iríamos conhecer de outra maneira – a criação de ligações e amizades e, acima de tudo, manter viva esta tradição muito significativa. Os amigos que fazemos nos Botes são para toda a vida! Conheço o Faial, o Pico e São Miguel, atendendo a que os pais da minha mulher são desta última ilha. Mas gostava muito de conhecer as 9 ilhas e já percebi que todas são diferentes. Destas três, a que mais gosto é do Faial. É a mais linda. A minha mulher também gosta. A última vez que estive cá, dizia sempre nos primeiros dias: “Isto não parece verdadeiro! É tudo tão verde. E a água tão azul!” Eu partilhei sempre esta ideia com o meu filho e ele veio desta vez e está a adorar! Ele já começou a interessar-se pelos botes e gosta de Vela. Se calhar para o ano vai começar a velejar. Penso continuar O meu mandato acaba em Janeiro de 2020 e posso ser Presidente durante 3 anos consecutivos. No último ano da Direcção presidida pela Sara Quintal – que foi Presidente ao longo de 3 anos – ocupei o cargo de Vice-Presidente e na sequência disso fui eleito Presidente. Todos os 15 elementos da minha equipa foram votados. Gosto de trabalhar com todos eles. Sei que o mentor deste projecto muito especial foi o João Cardoso Pinheiro, que esteve durante muitos anos envolvido e continua apesar de ter manifestado vontade de ficar mais afastado para começarmos a ganhar mais experiência. Ele agora quer ver-nos remar! Falamos de vez em quando e ele está sempre presente mas na rectaguarda. Sempre que temos uma ideia nova,
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pedimos-lhe opinião. Funciona como uma espécie de conselheiro. Aliás, todos os ex-presidentes da AMHS integram um Grupo de Conselheiros. E nós gostamos dessa presença e colaboração, pois ficamos mais descansados e também não queremos ofender quem começou e muito tem trabalhado. Gostávamos de angariar mais Sócios, que desde há alguns anos começaram a pagar quota. Estamos a falar de 30 dólares por ano e quem quiser usar os barcos paga mais 30. Temos em mente criar um projecto educacional/ pedagógico para podermos fazer uma candidatura e obter apoios. Sempre houve a intenção de termos uma escola para começar a formar pessoas e agora poderemos avançar para isso. Também gostavamos de ter mais um bote para que outros possam integrar e conhecer este projecto. Cada vez mais, a Associação conta com pessoas de diferentes origens: açorianos, portugueses e americanos. Eu sou da Figueira da Foz e o meu Vice-Presidente, o Donald Rei, é de Trás-os-Montes. Quando uma pessoa está a fazer o que gosta, é mais fácil A semana passada foi assinado o documento para aquisição do terreno onde vai ser construída a nossa sede. O facto de virem aí obras pode ser visto como um período mais cansativo mas tudo é cansativo e quando uma pessoa está a fazer o que gosta é mais fácil. Penso continuar. Aliás, perante o que aí vem, digo: “Agora é que tem de ser mesmo!” Ainda que não seja como presidente, quero continuar ligado. A Associação não dispõe de verbas para esta empreitada, o que significa que vamos ter de angariar fundos, fazendo festas e outras iniciativas. Vamos ter uma festa já em Outubro. Tivemos recentemente uma prova de vinhos e contámos com a participação de açorianos, portugueses mas também americanos. Acho que os americanos já vão compreendendo melhor a tradição baleeira. Este foi o primeiro ano em que participámos no Dia de Portugal. A cidade que fica junto de nós – Fall River – convidou-nos para irmos com os nossos barcos fazer uma corrida lá e gostaram
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Paulo Curado enaltece a dedicação das mulheres da sua Associação
muito, porque nunca tinham visto. Estamos a despertar um maior interesse por parte de Fall River e não só. Quantas mais pessoas virem os barcos, melhor! Simultaneamente, também recebemos um outro convite do estado perto de nós – Rhode Island, Providence – mas tivemos de declinar por causa de Fall River. Estamos a ser muito solicitados este ano. Agradeço muito ter aprendido português Quando fui para os Estados Unidos, frequentava a escola americana e depois de um dia inteiro de aulas, ainda tinha de ir para a escola portuguesa, o que se tornava um bocadinho chato para uma criança. Quando nasceu o meu filho, uma antiga professora minha conversou com minha mãe e manifestou vontade de me ver e quando nos encontrámos, ela disse uma frase que nunca mais me esqueci: “Queres que o teu filho fale português? Então, não fales com ele em português e inglês ao mesmo tempo, porque as crianças ficam confusas”. Tivemos sorte, porque nesse tempo os meus sogros viviam no primeiro andar e nós no terceiro no mesmo prédio e viamo-nos todos os dias, o que facilitou a aprendizagem do português por
parte do meu filho. Ele até tem a pronúncia do Continente e de São Miguel. Quando fomos trabalhar, ele ficou em casa de uma senhora que tomava conta de uma menina que só falava inglês e como ela não percebia inglês era o meu filho, com 2 anos, que traduzia em português para ela. Hoje, agradeço muito ter aprendido português. E gosto de falar português. Jamais quero perder a minha língua materna e isso não vai acontecer, porque pratico sempre com os meus pais, que só falam português. Agora, quando os portugueses emigram para os EUA, sobretudo na área em que vivemos, as escolas têm professores que são bilingues: falam português e inglês, o que facilita muito a integração. Não tive essa sorte. Quando emigrei para a América, fui para Philadelphia e lá ninguém falava português. Como fiquei por lá durante um ano, vi-me forçado a aprender inglês”. Entrevista a Sara Quintal, da AMHS, Organizadora da X Regata Internacional de Botes Baleeiros Sara Nunes da Silva Quintal é uma cientista da reestruturação ambiental e um activo membro da
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“Gosto muito, muito, muito de saber falar português”
Azorean Maritime Heritage Society. Foi Presidente durante 3 anos, pertenceu ao grupo dos Directores e actualmente dirige a Organização da X Regata Internacional de Botes Baleeiros e de outros eventos da Associação, estando directamente envolvida na questão da sede. Após mais de 20 anos de existência, a AMHS vai ter casa própria. A assinatura do documento com vista à aquisição do terreno aconteceu na semana passada e vem abrir um novo capítulo na vida e no entusiasmo desta colectividade e dos seus associados. Esta americana que fala português, tem profundas raízes nos Açores, atendendo a que a mãe era do Pico (tendo herdado o sobrenome Nunes), o pai do Faial (de onde vem o Silva) e casou com um americano (que mesmo assim tem um apelido bem português). Sara acabou a sua maratona na Presidência da AMHS em Janeiro deste ano, tendo preparado o seu Vice-Presidente (Paulo Curado) para a substituir, atendendo a que encontrou nele o perfil para o cargo: “Todos gostam dele e tem está ligado a este projecto”. E mesmo fora da Direcção, continua a dar-lhe apoio, como bem se tem notado nesta viagem, sendo a mulher da agenda, dos contactos e das marcações, sempre atenta e disponível.
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Por isso, foi preciso esperar que tivesse tudo organizado para podermos sentar-nos a gozar de uma belíssima vista, junto ao Centro de Formação de Desportistas Náuticos do CNH, e termos a sua total atenção. “Sinto-me muito feliz por estar envolvida na Organização de um evento como este num lugar que amo tanto, como é a terra dos meus pais” “Nasci em New Bedford mas como os meus pais trabalhavam, passei muito tempo com umas tias maternas que nunca casaram. Foi com elas que aprendi português. E gosto muito, muito, muito de saber falar português. Nunca senti vergonha e entendo que é maravilhoso saber línguas! Sempre gostei de viajar e de aprender mais. A primeira vez que andei de avião tinha 4 anos e foi precisamente para vir às ilhas. Conheço Faial, Pico, Terceira e São Miguel e quero muito conhecer as outras 5, pois ouço sempre maravilhas. A minha ligação à AMHS começou através de três primos e um deles, o Luís Pereira, encontra-se neste grupo. O meu gosto pela Vela é do tem-
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CLUBE NAVAL DA H po da Universidade, onde aprendi. Mas como trabalhava em Nova Iorque, o que implicava grandes distâncias, durante 8 anos a Vela foi bastante relegada. Só nas férias tinha tempo para essa paixão. Sentia muita falta do mar e há 8 anos regressei a casa (Massachusetts). A prioridade foi dar apoio à família, pois a minha mãe estava doente (veio a falecer) e sempre que podia velejava na Associação. Volvido algum tempo, questionaram-me sobre a hipótese de eu ajudar mais no arranque da equipa feminina de Vela e recebi treino para ser Oficial. Sinto-me muito feliz por estar envolvida na Organização de um evento como este num lugar que amo tanto, como é a terra dos meus pais. No passado, eu via estas ilhas com uma lente diferente. Agora, já não se trata somente das ilhas dos meus pais mas das ilhas onde tenho grandes amizades. Tornaram-se muito especiais! Sempre que é preciso, integro a tripulação do bote mas as ocupações de Organizadora deixam-me pouco tempo livre. Em 2014 e 2015 integrei o Grupo de Directores e em 2016 fui eleita Presidente, o que se manteve ao longo de 3 anos. O propósito a que mais me tenho dedicado é
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a sede. Foi necessário encontrar um terreno que satisfizesse as nossas necessidades. Até 2013, funcionávamos num espaço junto ao Museu da Baleia, em New Bedford. Mas com o crescimento deste espaço museológico, tivemos de sair dali e passámos a andar com a casa às costas. Este terreno que adquirimos é bom e muito bem situado. Fica perto do Museu. Já temos uma primeira versão do projecto. Poderemos estar a falar de uma obra que envolve meio milhão de dólares e uma vez que não temos fundos, para baixar o preço estamos a ver qual o contributo que cada um poderá dar na sua área profissional, atendendo a que somos vários em diferentes sectores. Esta deverá ser uma empreitada para 2 anos. Pretendo continuar ligada à Associação mas não de forma tão intensa como até aqui, pois também tenho projectos pessoais que gostaria de concretizar. Dos meus 5 irmãos, sou a única que anda nos Botes. Sou mais ligada à cultura e à comunidade, o que representa outro horário de trabalho mas aqui é tudo por carolice. Sinto-me realizada com o que faço mas também sei que não vai poder ser assim toda a vida. Este ano estou a passar
“Pretendo continuar ligada à Associação mas não de forma tão intensa como até aqui, pois também tenho projectos pessoais que gostaria de concretizar”
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o testemunho. Ser Presidente é muito cansativo e este tipo de organização é muito absorvente. Novo bote Também há intenção de avançarmos para a construção de um novo bote, em estilo açoriano, tal como os outros 3. O Mestre Tavares, do Pico, fez reparações mas o “Bela Vista” já tem 22 anos e os outros dois (“Faial” e “Pico”) 20/21. Se queremos que mais pessoas conheçam a saga baleeira, é preciso mais botes. Considero que as pessoas que estão envolvidas conhecem a história marítima e a ligação do Faial (Açores) com New Bedford. Foi precisamente com esse objectivo que foi criada esta Associação. E os barcos que usamos explicam muito bem essa epopeia. Os interessados vêem os barcos e ouvem a história e querem vir experimentar para viver a sensação descrita. Essa era uma experiência que muita gente na nossa comunidade não tinha e nós possibilitámos esse primeiro contacto, que muitos quiseram aprofundar. E quando estão no mar, explicamos que não se trata apenas de barcos mas que estas embarcações têm um passado diferente, especial, cheio de significado. New Bedford é uma cidade que cresceu com muitos açorianos. E a história açoriana é uma grande parte da nossa cidade americana. Tudo está interligado e queremos que todos conheçam este importante legado. Estas viagens e estas regatas ajudam muito a perceber tudo isto! Torna-se muito mais fácil vir ao Faial e ao Pico e tomar contacto com esta realidade, porque aqui podemos ver onde é que as baleias eram caçadas, onde é que o bote era arreado. É possível observar tudo isso mas também beber da cultura dos açorianos, que são tão simpáticos! A comida, os abraços dos amigos novos, são impagáveis! É crucial manter viva a cultura baleeira e consolidar esta relação, que não se resume a velejar ou remar. A visita que fizemos à Fábrica da Baleia, no Faial – agora remodelada e muito mais apelativa – ajuda-nos muito a entrar naquilo que foi a caça à baleia. Cada vez que venho a estas ilhas do Canal aprendo algo de novo. A última vez que estive no Faial, soube que havia o barco “Senhora Santana”. E o Lance Lee,
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que foi o Director responsável pela construção do bote “Bela Vista”, é que encontrou o Mestre João Silveira Tavares e acertaram tudo. Lance Lee explicava que o barco “Senhora Santana” tinha sido a inspiração para o “Bela Vista” ser construído. Houve um homem que viu o “Senhora Santana” – que era o símbolo desta história – e percebeu que o Bote Baleeiro estava morrendo e como tinha posses, decidiu avançar com a construção de um Bote Baleeiro Açoriano que permitisse a sua continuidade. Isso explica a razão pela qual foi criada a AMHS. Quando o “Bela Vista” estava a ser construído, a nossa fundadora, Dra. Mary Vermette, estava aqui nos Açores, integrada num grupo que tinha vindo do Museu da Baleia de New Bedford visitar os Açores. E foi enquanto decorria a construção do “Bela Vista” que ela teve a ideia de que esse barco iria ser o símbolo que íamos usar em New Bedford, para que as pessoas pudessem ter uma ligação física, podendo ver o barco e usá-lo. E hoje [quinta-feira, dia 04] na visita que o sr. José Decq Mota fez connosco à Casa dos Botes, no Capelo, percebi que a “Senhora Santana” permanece no Faial. Tal como no filme do Indiana Jones, eu hoje percebi o princípio de tudo! De muitas maneiras, o “Senhora Santana” pode ser considerado o princípio de tudo! Da nossa Associação. O que move esta gente é a amizade Os elementos do nosso grupo dizem que o Faial é um lugar muito lindo, onde se pode comer muito bem, sendo as pessoas simpáticas. O que move esta gente é a amizade. Podem velejar com pessoas simpáticas mas amigas. Quando é só uma ou duas pessoas num barco, é facil arranjar desculpas para ir faltando mas tratando-se de uma equipa, esta puxa por nós! E quando há um objectivo motivacional, como é o caso da Regata, ainda mais! E todos querem ganhar! As mulheres treinam muito. Acho que isso também se explica pelo facto de serem boas organizadoras e excelentes gestoras do seu tempo”.
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BOTES BALEEIROS X REGATA INTERNACIONAL DE BOTES BALEEIROS
Primeiro dia de prova com pódio repartido pelo Faial, Pico e New Bedford
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Programa do primeiro dia da X Regata Internacional de Botes Baleeiros – sexta-feira, 05 – previa a realização de 3 Regatas de Remo e 3 de Vela mas a falta de vento não permitiu que a terceira prova de Vela tivesse sido uma realidade. Em termos de resultados, a equipa do Faial ganhou em Remo Feminino. Em Remo Masculino, a equipa do Faial ganhou uma regata e a equipa do Pico ganhou outra. Em Vela Masculina, o Pico levou a melhor e em Vela Feminina ganhou a equipa da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS) de New Bedford. Perante este ‘ping-pong’, podemos dizer que as vitórias ficaram distribuídas pelo Faial, Pico e New Bedford. As Regatas de Remo ocorreram durante a manhã e as de Vela à tarde. O almoço decorreu no Bar do Clube Naval da Horta (CNH), Organizador desta iniciativa.
Sempre que a Regata se realiza deste lado do Atlântico é organizada pelo CNH e por uma entidade que representa a ilha do Pico, decorrendo as provas no Faial e no Pico. Quando acontece em New Bedford, tem o cunho da AMHS. O convívio final deste dia, na ilha do Faial, aconteceu pelas 19 horas, no Jantar servido no Restaurante “O Barão”, oferecido pelo Património Baleeiro do Faial e destinado às equipas participantes, bem como Dirigentes e convidados. Recorde-se que em 2017 – na IX Regata Internacional de Botes Baleeiros, que teve como palco New Bedford – as tripulações Feminina e Masculina (faialenses) sagraram-se campeãs tanto em Remo como em Vela, tendo a Equipa do Faial também conseguido arrebatar o 1º lugar em Vela na Dabney Cup 2017 (Regatas de Remo e Vela com equipas mistas). José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, proferiu umas palavras antes do jantar para realçar “um ponto interessante” relacionado com os Botes Baleeiros. “A gente olha para quem
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O Bote Baleeiro é uma embarcação emblemática
está nesta sala, para quem treina nos botes, vamos às regatas e percebemos que este tipo de embarcação e de actividade têm a capacidade de atrair pessoas de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as origens sócio-profissionais. Isto, só por si, é uma enorme mais-valia”. Este Dirigente – um defensor acérrimo do Bote Baleeiro Açoriano e da preservação deste Património – destacou os aspectos positivos do uso desta embarcação no plano económico, social e desportivo, garantindo que “esta prática é para continuar pela vida fora, sendo para manter o bote como uma embarcação emblemática que é”. O mais alto Responsável pelos destinos do CNH agradeceu o empenho dos participantes, a colaboração de todos os que deram apoio no mar e em terra, congratulando-se com a forma como decorreu este primeiro dia da X Regata Internacional de Botes Baleeiros. O segundo e último dia desta X Regata será domingo, dia 07, na ilha do Pico, estando programadas Regatas de Remo e Vela, Masculinas e Femininas. Nesse dia serão conhecidos os resul-
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tados finais, estando a Cerimónia de Entrega de Prémios marcada para o decorrer do Jantar, na Casa do Povo de São Mateus do Pico. A X Regata Internacional de Botes Baleeiros é uma organização conjunta do Faial e Pico. O Programa, que pode ser consultado nesta ligação, inclui uma vasta componente social e cultural em ambas as ilhas. Em declarações ao Gabinete de Imprensa do CNH, Ricardo Ferreira, que integra a entidade que representa o Pico nesta X Regata Internacional de Botes Baleeiros, afirma que “este primeiro dia correu muito bem”. E sublinha: “Globalmente, estou satisfeito com os resultados”. Quanto ao dia de domingo, “estamos à espera de mais vento. É mais uma regata que se vai fazer no Pico mas nuns moldes diferentes daqueles a que estamos habituados a fazer, atendendo a que há rotação de botes e várias regatas”. Questionado sobre a pertinência deste evento de âmbito internacional, Ricardo Ferreira (que também é Presidente do Clube Náutico das Lajes do Pico), responde: “É fundamental este meio de ligação, tendo em conta que em New Bedford
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A comitiva americana há muito que se vem preparando para esta X Regata Internacional
têm botes e se dedicam a isto. Podemos dizer que cá está a mãe deste projecto baleeiro e lá o pai, pois eles começaram a vir atrás da mãe. Há que manter e aprofundar esta relação. No Faial e Pico não há dúvida de que as regatas continuarão a ser uma realidade. Sempre fomos amigos e agora que os campeonatos estão separados, se calhar há mais rivalidade entre nós no Pico do que com o Faial. Estas competições são giras! Nós gostamos muito de bater no Faial assim como o Faial adora bater em nós. É uma relação antiga. Isto vale, fundamentalmente pela cultura, pela manutenção deste património que nos deixaram mas, também, pela amizade. Entendo que vamos assistir a um decréscimo do número de tripulações e já está a notar-se isso mas as regatas de Botes Baleeiros não vão acabar e nós estamos a treinar muito para que isso não aconteça. No Pico, treinamos muito Remo. As mulheres estão a assumir um papel muito importante nisto. Ainda hoje [sexta-feira] viemos com 2 botes do Pico: 6 mulheres e 2 homens. Elas têm mais vontade de trabalhar e colaborar no que é preciso, quando estão empenhadas, claro! E os homens vão atrás, o que é um bom truque”. Tendo sido realizada pela primeira vez em 2004, na Cidade Baleeira de New Bedford – cidade-irmã da Horta desde 1972 – a Regata Internacional é um grande evento regional e de atracção turística. Realiza-se de 2 em 2 anos, de forma alternada entre os EUA (New Bedford) e os Açores (Faial e Pico). Fundada em 1997, a missão da Azorean Maritime Heritage Society é promover a Cultura
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Açoriana e o Património Baleeiro, aumentando o interesse e o orgulho no seio da comunidade açoriano-americana da Nova Inglaterra e reconhecendo o riquíssimo património partilhado, há mais de 150 anos, entre New Bedford e os Açores. Em parceria com o Museu da Baleia de New Bedford, o “Bela Vista” foi, em 1997, o primeiro Bote Baleeiro Açoriano a ser lançado à água em New Bedford. A AMHS construiu e lançou mais dois Botes Baleeiros Açorianos: o “Faial” e o “Pico”, em 1999 e 2000, respectivamente, tendo sido os dois primeiros Botes Baleeiros Açorianos a serem construídos nos EUA. A tenacidade da Dra. Mary T. Vermette, a primeira presidente da AMHS, juntamente com o apoio inabalável do Museu, fez deste sonho uma realidade. Hoje, os três botes são os únicos do género nos Estados Unidos e parte dos 63 existentes em todo o Mundo. Através de competições, actividades recreativas de Remo ou Vela, desfiles e exposições, estes botes promovem o debate sobre o nosso património marítimo comum. Os membros da Azorean Maritime Heritage Society têm a oportunidade única de velejar e remar nestes belos botes baleeiros ao longo do Verão, bem como participar em competições locais e internacionais.
“Há que manter e aprofundar esta relação com New Bedford”
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BOTES BALEEIROS X REGATA INTERNACIONAL DE BOTES BALEEIROS
Faial ganhou a X Regata Internacional de Botes Baleeiros Na fotografia, a equipa Feminina do Faial com Mark Silveira, Presidente da Câmara de São Roque do Pico
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Faial é campeão absoluto da X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que decorreu nos dias 05 e 07 do corrente, (sexta e domingo), nas ilhas do Faial e Pico, tendo conquistado as taças todas. As Equipas Faialenses ganharam em Remo (Feminino e Masculino) e na Vela (Feminino e Masculino)., secundadas nuns casos pelo Pico e noutros pela comitiva americana da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS), de New Bedford. Recorde-se que em 2017 – na IX Regata Internacional de Botes Baleeiros, que teve como palco New Bedford – as Tripulações Faialenses (Feminina e Masculina) sagraram-se campeãs tanto em Remo como em Vela, tendo a Equipa do Faial
também conseguido arrebatar o 1º lugar em Vela na Dabney Cup 2017 (Regatas de Remo e Vela com equipas mistas). A Cerimónia de Entrega de Prémios desta X Regata decorreu no último dia de prova – domingo – na Casa do Povo de São Mateus do Pico. Presente esteve Marlene Damião de Medeiros, Directora Regional do Turismo, em representação do Governo Regional dos Açores; os três Presidentes de Câmara do Pico: José António Soares, da Madalena; Mark Silveira, de São Roque e Roberto Silva, das Lajes; o Director do Museu do Pico, Manuel Costa; o comandante Rafael da Silva, Capitão do Porto da Horta; os elementos da Comissão de Regata no Faial e Pico; os Voluntários que deram apoio nas embarcações; as estrelas desta Regata: os vários participantes, entre outros convidados. Manuel Serpa do Pico (professor e escritor), Orador convidado, referiu-se à história das sopas do Espírito Santo – que integraram a ementa festiva – e à importância da baleação americana no
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Equipa Masculina do Faial com Roberto Silva, Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico
século XIX, que influenciou o século XX. Os Prémios foram entregues por Ricardo Ferreira, Presidente da Direcção do Clube Náutico das Lajes do Pico, e por José Decq Mota, Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH), que referiu a importância que teve o facto desta “excelente embarcação que é o Bote Baleeiro Açoriano” ter passado de um plano de uso e sustento económico-social para uma vertente recreativa e cultural, que assegurou a sua preservação e divulgação histórica. Sempre que a Regata se realiza deste lado do Atlântico é organizada pelo CNH e por uma entidade que representa a ilha do Pico, decorrendo as provas no Faial e no Pico. Quando acontece em New Bedford, tem o cunho da AMHS. José Decq Mota congratula-se com a forma como decorreu no Faial e no Pico esta X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que contou com um vasto programa social nestas duas ilhas. A XI edição desta Regata será em New Bedford, em data a divulgar. Tendo sido realizada pela primeira vez em 2004, na Cidade Baleeira de New Bedford – cidade-irmã da Horta desde 1972 – a Regata Internacional é um grande evento regional e de atracção turística, realizando-se de forma alternada entre os EUA (New Bedford) e os Açores (Faial e Pico). 22
A Directora Regional do Turismo, Marlene Damião de Medeiros, também posou para a fotografia ao lado dos “baleeiros” do Faial
Equipa Feminina do Faial com José António Soares, Presidente da Câmara Municipal da Madalena do Pico
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BOTES BALEEIROS REGATA DE SÃO JOÃO DO PICO
Regata de Vela de São João do Pico foi interrompida “por ter expirado o tempo da prova”
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ma avaria na “Walkiria” – que já se encontra a ser reparada – fez com que a viagem que estava prevista para São João do Pico, na manhã deste sábado, dia 06, tenha ficado inviabilizada. A lancha do Clube Naval da Horta (CNH) tinha como missão rebocar os 5 botes (“Senhora da Guia”, “Capelinhos”, “Senhora do Socorro”, “Claudina” e “Maria da Conceição”) que iriam participar na Regata de Vela de Botes Baleeiros de São João do Pico. Sexta-feira à tarde, já estavam inscritos nesta prova 25 botes do Faial e Pico. Perante o sucedido, foi solicitado apoio ao Clube Náutico das Lajes do Pico, tendo o seu Presidente, Ricardo Ferreira, cedido a lancha “Rosa Maria”, que veio ao Faial rebocar os botes. Neste caso, apenas seguiram até ao Pico os 2 botes baleeiros do CNH: “Claudina” e “Maria da Conceição”. O “Maria da Conceição” iria participar em
nome do CNH, tendo como Oficial, Luís Alves, ao passo que o “Claudina” tinha sido emprestado à comitiva da Azorean Maritime Heritage Society (AMHS), de New Bedford, dos EUA, para também disputar esta prova do Campeonato do Pico. A falta de vento levou a Organização da Regata de São João a adiar a largada, que estava prevista para as 14 horas de sábado, o que só veio a acontecer por volta das 17h30. De acordo com informações prestadas pela Comissão de Regata foi interrompida a disputa quando foi considerado que o tempo de prova já tinha expirado. O bote “Maria da Conceição”, bem como outros, estavam muito próximos da meta. Esta deveria ter sido a primeira Regata efectiva do Campeonato de Botes Baleeiros da Ilha Pico neste ano de 2019, atendendo a que a prova que estava calendarizada em primeiro lugar – Regata Terra Baleeira – foi adiada devido às adversas condições climatéricas.
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BOTES BALEEIROS IV CAMPEONATO REGIONAL DE BOTES BALEEIROS, NA GRACIOSA
Faial dominou o primeiro dia de prova
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o primeiro dia do IV Campeonato Regional em Vela e Remo de Botes Baleeiros dos Açores, que decorre de sexta a domingo (19 a 21 do corrente) na ilha Graciosa, foram realizadas 3 regatas: 2 de Remo (1 Feminina e 1 Masculina) da parte da manhã, e 1 de Vela (Masculina), à tarde. Vítor Mota, do Clube Naval da Horta (CNH), que integra a Comissão de Regata, refere que estavam previstas 2 regatas de Vela mas o vento a mais não permitiu tal desiderato. Foi precisamente o vento que fez com que dos 12 botes alinhados, 2 tenham desistido de realizar a regata de Vela e apenas 6 cortaram a linha de chegada. Em termos de resultados, os faialenses dominaram este primeiro dia de prova, tendo a Tripulação Feminina – “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira – ficado em 1º lugar na Regata de Remo. Em Vela Masculina, o “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão, também alcançou o 1º lugar, tendo o “Capelinhos”, da Junta de Freguesia do Capelo, sido 4º classificado. O 2º lugar foi para o bote “Santo Cristo”, de São João do Pico, e o 3º foi arrebatado pelo “Maria
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Armanda”, também do Pico. Em Remo Masculino, a Tripulação do Faial ficou em 4º lugar. Para este sábado, dia 20, estão previstas mais regatas de Remo (Masculino e Feminino) e de Vela, cuja realização estará condicionada pelo vento, que promete soprar com mais intensidade do que neste primeiro dia de Campeonato. Vítor Mota, fonte de informação do Gabinete de Imprensa do CNH, garante que” reina um ambiente de satisfação” e que “todos foram bem recebidos” pelo clube anfitrião: Clube Naval da Graciosa. Vítor Mota e José Macedo, do Clube Naval da Horta, integram a Comissão de Regata, presidida por Ricardo Ferreira, Presidente do Clube Náutico das Lajes do Pico. Carlos Silva, do CNH, também se encontra na Graciosa a dar apoio a este IV Campeonato Regional em Vela e Remo de Botes Baleeiros dos Açores, que é promovido pela Direcção Regional da Cultura, através do Museu do Pico, sendo organizado pelo Clube Naval da Ilha Graciosa. Este evento decorre a partir do porto da Barra, onde se situam as instalações do Clube Naval da Graciosa, sendo disputado por todas as ilhas dos Açores, à excepção do Corvo.
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BOTES BALEEIROS IV CAMPEONATO REGIONAL DE BOTES BALEEIROS, NA GRACIOSA
No 2º dia de prova, Faial mantém-se à frente na Vela e no Remo Feminino.
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o primeiro dia do IV Campeonato Regional em Vela e Remo de Botes Baleeiros dos Açores, que decorre de sexta a domingo (19 a 21 do corrente) na ilha Graciosa, foram realizadas 3 regatas: 2 de Remo (1 Feminina e 1 Masculina) da parte da manhã, e 1 de Vela (Masculina), à tarde. Vítor Mota, do Clube Naval da Horta (CNH), que integra a Comissão de Regata, refere que estavam previstas 2 regatas de Vela mas o vento a mais não permitiu tal desiderato. Foi precisamente o vento que fez com que dos 12 botes alinhados, 2 tenham desistido de realizar a regata de Vela e apenas 6 cortaram a linha de chegada. Em termos de resultados, os faialenses dominaram este primeiro dia de prova, tendo a Tripulação Feminina – “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira – ficado em 1º lugar na Regata de Remo. Em Vela Masculina, o “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão, também alcançou o 1º lugar, tendo o “Capelinhos”, da Junta de Freguesia do Capelo, sido 4º classificado. O 2º lugar foi para o bote “Santo Cristo”, de São João do Pico, e o 3º foi arrebatado pelo “Maria
Armanda”, também do Pico. Em Remo Masculino, a Tripulação do Faial ficou em 4º lugar. Para este sábado, dia 20, estão previstas mais regatas de Remo (Masculino e Feminino) e de Vela, cuja realização estará condicionada pelo vento, que promete soprar com mais intensidade do que neste primeiro dia de Campeonato. Vítor Mota, fonte de informação do Gabinete de Imprensa do CNH, garante que” reina um ambiente de satisfação” e que “todos foram bem recebidos” pelo clube anfitrião: Clube Naval da Graciosa. Vítor Mota e José Macedo, do Clube Naval da Horta, integram a Comissão de Regata, presidida por Ricardo Ferreira, Presidente do Clube Náutico das Lajes do Pico. Carlos Silva, do CNH, também se encontra na Graciosa a dar apoio a este IV Campeonato Regional em Vela e Remo de Botes Baleeiros dos Açores, que é promovido pela Direcção Regional da Cultura, através do Museu do Pico, sendo organizado pelo Clube Naval da Ilha Graciosa. Este evento decorre a partir do porto da Barra, onde se situam as instalações do Clube Naval da Graciosa, sendo disputado por todas as ilhas dos Açores, à excepção do Corvo.
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BOTES BALEEIROS IV CAMPEONATO REGIONAL DE BOTES BALEEIROS, NA GRACIOSA
Faial sagrou-se Campeão em Vela e Remo Feminino
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ano de 2019 está a ser glorioso para a Secção de Botes Baleeiros da Ilha do Faial. Depois de terem conquistado as taças todas (Vela Feminino e Masculino e Remo Feminino e Masculino) na X Regata Internacional de Botes Baleeiros, que decorreu nos dias 05 e 07 do corrente, no Faial e Pico, as Tripulações Baleeiras Faialenses sagraram-se Campeãs em Remo Feminino e Vela (Masculino) no IV Campeonato Regional em Vela e Remo de Botes Baleeiros dos Açores, realizado nos dias 19, 20 e 21 do corrente, na ilha Graciosa. Foram 3 dias de prova, em que as Companhas do Faial alcançaram sempre resultados muito semelhantes e de destaque. Em Remo Feminino, a Equipa do “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira, sagrou-se Campeã. O 2º e o 3º lugares foram para o Pico: “São Pedro”, do Clube Náutico Aliança Calhetense, e “Santo Cristo”, da Junta de Freguesia de São João, respectivamente. Em Remo Masculino, o “Senhora do Socorro” manteve o 4º lugar. O pódio ficou assim preen-
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chido: “Maria Celeste” (1º lugar) e Maria Armanda” (2º), ambos do Clube Náutico das Lajes do Pico; e “Serra Branca”, do Clube Naval da Ilha Graciosa. Feitas as contas finais, em Vela, o bote “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão, ficou em 1º lugar, secundado pelo “Capelinhos”, da Junta de Freguesia do Capelo. O 3º lugar foi para o Pico: bote “Maria Armanda”, do Clube Náutico das Lajes. Vítor Mota e José Macedo, do Clube Naval da Horta (CNH), integraram a Comissão de Regata, que foi presidida por Ricardo Ferreira, Presidente do Clube Náutico das Lajes do Pico. Carlos Silva, do CNH, também deu apoio a este IV Campeonato Regional em Vela e Remo de Botes Baleeiros dos Açores, promovido pela Direcção Regional da Cultura, através do Museu do Pico, com organização do Clube Naval da Ilha Graciosa. Neste último dia do Campeonato – domingo, 21 – realizaram-se 2 regatas de Remo: 1 Feminina e 1 Masculina, as quais “decorreram lindamente”, atendendo a que o vento ainda soprava fraco. Mas o aumento da intensidade deste, na parte da tarde, não permitiu a concretização da regata de Vela, que estava prevista, explica Vítor Mota.
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CLUBE NAVAL DA H O Jantar, com Entrega de Troféus, aconteceu na noite deste domingo. A festa terminou com a actução dos ConCorda. Vítor Mota destaca “a satisfação dos Faialenses e os bons resultados alcançados”. Este evento decorreu a partir do porto da Barra, onde se situam as instalações do Clube Naval
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da Graciosa, o anfitrião deste Campeonato, disputado por todas as ilhas dos Açores, à excepção do Corvo. A prova contou com botes (de 16 entidades) do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Terceira, Flores, Santa Maria e São Miguel, nas modalidades de Vela, Remo Masculino e Remo Feminino, o que envolveu cerca de 200 pessoas.
As campeãs do bote “Senhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira
Nas regatas à vela, o bote “Senhora do Socorro”, da Junta de Freguesia do Salão, foi o vencedor.
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BOTES BALEEIROS REGATA CAIS AGOSTO: “SENHORA DA GUIA”, DO FAIAL, VENCEU EM REMO FEMININO”
Rute Matos 2019
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enhora da Guia”, da Junta de Freguesia da Feteira; “Senhora de Fátima”, da Junta de Freguesia de Castelo Branco e “Maria da Conceição” do Clube Naval da Horta (CNH), foram os botes faialenses participantes na Regata Cais Agosto, integrada no Campeonato de Botes Baleeiros da Ilha do Pico 2019. Os botes faialenses foram rebocados pela lancha “Elite”, das Flores, tendo como mestre Carlos Avelar, Responsável pela comitiva do Faial. O bote “Senhora da Guia” ganhou em Remo Feminino; ao passo que em Remo Masculino o 1º lugar foi conquistado pelo “São Joaquim”, do Clube Náutico de Santa Cruz das Ribeiras. O “Pontinha”, do Clube Naval de São Mateus, foi o vencedor na regata de Vela. Foram 20 os botes participantes na Regata Cais Agosto, marcada por vento inconstante, que fez com que vários botes tenham revirado, provocando desistências e danos vários.
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CANOAGEM CAMPEONATO REGIONAL DE CANOAGEM
Hugo Parra dá os parabéns aos “seus” canoístas participantes neste Regional: Miguel Pires, Carla Martins (ambos Campeões Regionais), Rafael Almeida, Jerónimo Remédios, Clésio Pereira e Pedro Costa
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Secção de Canoagem e o Clube Naval da Horta (CNH) têm, desde domingo, mais dois Campeões Regionais no seu palmarés. “Foi muito positiva” a prestação dos atletas do Clube Naval da Horta no Campeonato Regional de Velocidade (200, 500 e 1000 metros) e de Fundo (5000 metros) - Canoagem, que se realizou este sábado e domingo, dias 13 e 14, na ilha Terceira. O balanço é feito por Hugo Parra, Treinador de Competição da Secção de Canoagem do CNH,
que, sobre os “seus” canoístas diz que “estão todos de parabéns pelo esforço demonstrado”. E prossegue: “Destaque para os atletas Carla Martins na prova de Velocidade e Miguel Pires na de Fundo, que lutaram pelas primeiras posições de forma tenaz, tendo-se sagrado Campeões Regionais dos escalões Veteranos Feminino e Cadetes, respectivamente”. Relativamente à Organização do Campeonato, Hugo Parra vinca: “Preocupa-me a forma como a prova é conduzida bem como a ocorrência de situações que se têm registado em anos anteriores. A meu ver, baseia-se num sistema enraizado e antiquado em certos aspectos e que precisa de ser revisto e actualizado se quisermos tornar a modalidade mais atractiva para os atletas e clubes da Região Açores”.
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MOTONÁUTICA 1ª PROVA DO CAMPEONATO REGIONAL DOS AÇORES DECORREU NA TERCEIRA
Pilotos do CNH ficaram bem classificados. Pedro Freitas foi o 1º classificado e Márcio Gomes o 3º, em Runabout - Classe de 2 Tempos
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árcio Gomes, Pedro Freitas, Marco Garcia e Tiago Mota, foram os 4 Pilotos da Secção de Motonáutica do Clube Naval da Horta (CNH), que participaram na 1ª Prova do Campeonato Regional dos Açores, que decorreu pelas 15 horas deste sábado, dia 30 de Junho, na Praínha,
cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Esta competição, disputada por 26 atletas do Faial, Pico, São Jorge, Terceira e São Miguel, foi organizada pelo Angra Iate Clube (AIC). Na disciplina de Runabout (Motos de Água) Classe de 2 Tempos, Pedro Freitas ficou no 1º lugar do pódio e Márcio Gomes no 3º. Na disciplina de Runabout - Classe de 4 Tempos, Marco Garcia foi o 2º classificado. Em ‘Jet Ski’ - Tiago Mota ficou em 5º lugar - Séniores.
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Marco Garcia, Coordenador da Secção de Motonáutica do CNH, refere que esta Prova “decorreu bem”, tendo a Entrega de Prémios acontecido na tarde do próprio dia da competição. A 2ª Prova deste Campeonato Regional terá lugar em São Jorge, nos dias 7 e 8 do corrente; e a 3ª terá como palco a Baía da Horta, a 12 de Agosto, dia do encerramento do Festival Náutico da Semana do Mar 2018. Esta será a primeira vez que uma competição regional da modalidade irá realizar-se no Faial,
tendo sido convidado a estar presente o Presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica (FPM), Paulo Ferreira. Para a véspera, (dia 11), está marcado um pequeno passeio à volta da ilha e a anteceder, no dia 3 de Agosto, haver uma demonstração de Motonáutica, também na Baía da Horta, a qual integra o Clube das Mais Belas Baías do Mundo. De acordo com Marco Garcia, existem 9 pilotos federados no Faial, sendo várias as disciplinas existentes dentro da Motonáutica.
Marco Garcia foi 2º Classificado na disciplina de Runabout - 4 Tempos
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MOTONÁUTICA 2ª PROVA DO CAMPEONATO REGIONAL DOS AÇORES
São Jorge acolheu a 2ª Prova do Regional e uma volta à ilha
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oram 28 os pilotos que participaram na 2ª Prova do Campeonato Regional de Jet Ski dos Açores, que decorreu este sábado, dia 7, na ilha de São Jorge, organizado de forma conjunta pelo São Jorge Automóvel Clube e pela Associação de ‘Jet Ski’ e Motonáutica dos Açores. Na véspera realizou-se um Passeio – volta à ilha – que contou com a presença de vários atletas. A Secção de Motonáutica do Clube Naval da Horta (CNH) fez-se representar por 5 Pilotos: Marco Garcia, Márcio Gomes, Pedro Freitas, Tiago Mota e João Miguel. Além dos pilotos do Faial, esta iniciativa contou, ainda, com participantes do Pico, São Jorge, Terceira e São Miguel. Na disciplina de Runabout - 2 Tempos, Pedro Freitas arrebatou o 1º lugar; Márcio Gomes foi o 3º; e João Miguel o 5º. Também em Runabout, mas na Classe de 4 Tem-
pos, Marco Garcia ficou no 2º lugar do pódio. Em Séniores, Tiago Mota foi 5º classificado. Instado a fazer um balanço a esta participação Marco Garcia, Coordenador da Secção de Motonáutica do CNH, refere que “correu tudo bem, tanto na Prova como no Passeio”. A 3ª Prova do Campeonato Regional de Jet Ski dos Açores decorrerá na Baía da Horta – uma das Mais Belas do Mundo – a 12 de Agosto, dia do encerramento do Festival Náutico da Semana do Mar 2018. Esta será a primeira vez que uma competição regional da modalidade terá como local de realização o Faial, tendo sido convidado a estar presente o Presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica (FPM), Paulo Ferreira. Para a véspera (dia 11), está marcado um pequeno passeio à volta da ilha e, a anteceder, no dia 3 de Agosto, haverá uma demonstração de Motonáutica, também na Baía da Horta, o que constitui uma oportunidade para o público apreciar a destreza dos pilotos.
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NATAÇÃO RESULTADOS DO TORNEIO DE PORTO PIM FORAM “EXCELENTES”
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ecorreu no Faial, sábado e domingo últimos, dias 29 e 30 de Junho, o Torneio de Porto Pim, destinado aos atletas da Secção de Natação do Clube Naval da Horta (CNH). Tiago Henriques, Treinador e Coordenador da Secção de Natação do Clube Naval da Horta, explica que esta prova – que teve como palco a piscina da Escola Secundária Manuel de Arriaga, da Horta (ESMA) – serviu de preparação para o Campeonato Regional de Absolutos, que acontecerá nos 12, 23 e 14 deste mês, em São Miguel. “Depois de algumas semanas intensas de treino, o culminar foi esta prova, que teve como objectivo testar os níveis físi-
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cos e psicológicos dos atletas e os resultados foram excelentes, pois, mesmo com muito pouco tempo de descanso, os nossos nadadores corresponderam da melhor forma. Aliás, melhor do que se esperava!”, salienta este Técnico, que prossegue na sua análise: “Mesmo em carga, foram muito corajosos e conseguiram superar-se quer em resultados quer em atitude competitiva com muitos recordes pessoais e excelente atitude face ao cansaço que sentiam. Este cenário abre boas perspectivas para o Regional, onde se espera que estejam na plenitude das suas capacidades. Parabéns a todos!”
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NATAÇÃO CAMPEONATO REGIONAL DE ABSOLUTOS DOS AÇORES
Tiago Henriques 2019
“Além das Medalhas, os nadadores do CNH conseguiram vários Recordes Pessoais”
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Clube Naval da Horta (CNH) participou com 16 atletas da Secção de Natação no Campeonato Regional de Absolutos dos Açores, que decorreu nos dias 12, 13 e 14 do corrente (sexta, sábado e domingo) na piscina das Laranjeiras, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. O balanço a esta Prova é feito por Tiago Henriques, Treinador e Coordenador da Secção de Natação do CNH. “Foi o culminar da Época para a larga maioria dos atletas do CNH, que cumpriram os objectivos de forma excelente. Apesar do muito calor e humidade na piscina, os nossos meninos foram uns guerreiros e lutaram durante os 3 dias de prova pelos melhores resultados possíveis. O atleta Guilherme Nunes arrecadou 5 medalhas a título individual: 50 Costas e 100 Mariposa 3° lugar; 50 Livres, 50 Mariposa e 100 Livres 2° lugar. A atleta Diana Neves alcançou o 2° lugar nos 100 Costas. De salientar que a Diana é Infantil A e nadou contra atletas de categorias mais velhas.
Tiago Henriques 2019 Tiago Henriques 2019 O grupo de atletas das EstafetasAtrás: Guilherme Nunes e Afonso Santimano. À frente: Tomás Oliveira e Diogo Vieira
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Guilherme Nunes arrecadou 5 medalhas a título individual
A Estafeta Masculina de 4x50 Estilos arrecadou o 2° lugar e sagrou-se Campeã Regional na Estafeta de 4x50 Livres. As duas Estafetas eram compostas por Guilherme Nunes, Tomás Oliveira, Afonso Santimano e Diogo Vieira. Além das Medalhas, os nadadores do CNH conseguiram uma grande percentagem de Recordes Pessoais terminando, assim, a Época da melhor maneira. Mais uma vez fomos equipa, fomos unidos, responsáveis e lutadores, dignificando o Clube Naval da Horta da melhor forma possível. Como Treinador, não podia estar mais orgulhoso de tudo o que alcançámos esta temporada. Foi muito gratificante observar a evolução destas gerações enquanto atletas mas, principalmente, como pessoas e excelentes seres humanos. Já lhes disse pessoalmente mas repito, obrigado por tudo o que me ensinaram esta Época. Cresci como Treinador e sou, com certeza, melhor pessoa. Obrigado a todos! Foi, realmente, uma época incrível!!!
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Agora é preparar o Campeonato Nacional de Infantis, em que estarão presentes a Diana Neves e o Francisco Rodrigues para, mais uma vez, sairmos orgulhosos de nós próprios e com o sentimento de dever cumprido. Para o ano há mais”.
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Diana Neves (de frente) nadou contra atletas de categorias mais velhas, o que demonstra bem o seu grande potencial
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NATAÇÃO CAMPEONATO NACIONAL DE INFANTIS, EM LOULÉ
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Tiago Henriques: “No geral, foram muito bons os resultados” Na fotografia: Francisco Rodrigues, Tiago Henriques e Diana Neves
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oram 600 os atletas de todo o País e Ilhas que participaram no Campeonato Nacional de Infantis - Natação, que decorreu em Loulé, no Continente português, de 26 a 28 deste mês. O Clube Naval da Horta (CNH) esteve representado pelos nadadores, Diana Neves e Francisco Rodrigues. Tiago Henriques, Treinador e Coordenador da Secção de Natação do Clube Naval da Horta, que acompanhou os “seus” pupilos, traça o balanço: “A Diana terminou a sua participação no top 40, pois, pontuou nas 4 provas que realizou, cumprindo, assim, o regulamento da Federação Portuguesa de Natação (FPN). Um pouco fora das expectativas tendo em conta que poderia ter terminado no top 20, mas não conseguiu trans-
por para esta prova nacional o mesmo nível que apresentou nas provas locais e regionais. Precisa de continuar a evoluir nesse aspecto para chegar a esta fase com mais confiança e menos nervosismo. Contudo, já apresentou melhorias em relação à Época anterior. De destacar o 6° lugar nacional obtido na prova dos 100 Costas. O Francisco Rodrigues esteve em grande nível, conseguindo fazer tempos em piscina olímpica muito próximos dos que trazia de piscina curta, alcançando o 8° lugar nos 200 Bruços e o 6° lugar nos 100 Bruços com um grande espírito competitivo e atitude corajosa. Ficou nas duas provas a menos de 1 segundo dos mínimos nacionais para a próxima Época, em que subirá para a categoria de Infantil A. No geral, foram muito bons os resultados, deixando prever uma próxima Época em que ainda existe muito por onde melhorar. Agora é descansar, depois de uma temporada longa e cansativa mas com muitos sucessos desportivos e pessoais, quer para os atletas, quer
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para mim enquanto Treinador pois, foi das épocas mais gratificantes que tive a nível pessoal. Foi uma Época que julgo ser motivo de orgulho para o CNH e para a ilha do Faial, tendo a Secção de Natação obtido resultados de realçar. Porém, o mais importante é o facto de a equipa
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ter evoluído durante toda esta temporada, terminando com um espírito de união e equipa que são uma delícia para os olhos e para o coração. Parabéns a todos!!! Bom descanso e para a próxima Época cá estaremos para continuar a nossa caminhada de progressão”.
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PESCA DESPORTIVA DE BARCO “XARK” GANHOU A 3ª PROVA DE CORRICO
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ark” (Vicente Barreto), foi a embarcação vencedora da 3ª Prova de Corrico do Campeonato de Pesca Desportiva de Barco do Clube Naval da Horta (CNH) - Época de 2019, que decorreu sábado, dia 13. Nesta competição participaram também as embarcações “Zeus” (Jorge Oliveira), “Senhora da Guia” (Renato Azevedo) e “Titou” (João Pereira). A embarcação “Xark” foi duplamente vencedora, atendendo a que também capturou o maior exemplar: uma bicuda, com 5.950 quilos. “A Prova decorreu com tempo excepcional. Apesar das previsões e da chuva durante a tarde, o tempo acabou por colaborar”, refere Luís Carlos Rosa, Director desta Secção que, a propósito das quantidades pescadas sustenta que “não foi muito favorável”, frisando, nesse sentido, que “o objectivo deste Campeonato de Pesca Desportiva é o convívio e a camaradagem, além de, por vezes, ser possível ganhar uma prova com apenas um peixe”. A amena cavaqueira é um aspecto dominante nestas provas, em que os participantes contam
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com o lanche oferecido pelo CNH. O Campeonato de Pesca Desportiva de Barco do Clube Naval da Horta conta, novamente este ano, com o patrocínio da empresa “Delfim Vargas, Lda”, sendo composto por 8 Provas: 4 de Pesca de Fundo e 4 de Pesca de Corrico. A 4ª Prova está calendarizada para o próximo domingo, dia 21 de Julho. Recorde-se que a 2ª Prova de Pesca de Corrico, que tinha sido adiada devido às adversas condições atmosféricas, foi remarcada para o dia 24 de Agosto.
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PESCA DESPORTIVA DE COSTA PROVA DE PESCA DESPORTIVA DA 32ª SEMANA CULTURAL DAS VELAS
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arlos Medeiros, do Clube Naval da Horta (CNH), conseguiu concretizar o desejo que tinha de ganhar a Prova de Pesca Desportiva de Costa da 32ª edição da Semana Cultural das Velas, que decorreu domingo, dia 07, em São Jorge. No pódio ficou, além de Carlos Medeiros em 1º lugar, Nelson Soares (2º lugar) e Francisco Paiva (3º lugar), ambos da Calheta de São Jorge. O 4º classificado foi José Armando Silva, do CNH, e o 9º, José Escobar, que também integrou a comitiva do Clube Naval da Horta. O 5º e 6º lugares vieram igualmente para o Faial mas para o Clube de Pesca Ilha Azul. Além do título de campeão, Carlos Medeiros também ganhou o Prémio para o Maior Número de Exemplares da Mesma Espécie, tendo pescado 58 Peixes-Rei. De forma global, capturou 98 unidades. No total, participaram 21 pescadores de 4 clubes, sendo 2 da ilha do Faial (CNH e Clube de Pesca Ilha Azul) e 2 de São Jorge. O maior exemplar – uma Veja com 2,380 quilos – foi capturado por Gabriel Nunes, da Calheta. Carlos Medeiros, vencedor desta Prova (e Director da Secção de Pesca Desportiva de Costa do CNH) refere que a competição “decorreu bem”, sendo o sistema de pontuação “igual ao que é usado no CNH”.
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Este Dirigente sublinha que a participação foi “muito positiva” pelo convívio gerado e pelo resultado alcançado – que vai de encontro às suas expectativas – enaltecendo a “excelente” organização da Secção de Pesca Desportiva de Costa do Clube Naval das Velas, que tem como Director Fernando Santos. “Também foi oferecido um lanche aos pescadores, como acontece no CNH, e o Jantar de Entrega de Prémios aconteceu na noite deste domingo, num Império das Velas”. No entanto, atendendo ao horário do regresso ao Faial, a comitiva do CNH não pôde participar, pelo que Carlos Medeiros se viu impedido de trazer os troféus conquistados, com a garantia de que serão trazidos por Fernando Santos. E a propósito de viagens marítimas, este Dirigente aproveita esta oportunidade para, em nome do Clube Naval da Horta, agradecer publicamente o patrocínio da “Atlânticoline”, tanto na ida como no regresso. Carlos Medeiros adiantou que o Clube Naval das Velas já foi convidado para participar na Prova de Pesca de Costa da Semana do Mar, no Faial, em Agosto próximo. Também em resposta a uma convite da ilha de São Jorge – neste caso da Secção de Pesca do Clube de Futebol da Calheta – o CNH far-se-á representar na Prova de Pesca Desportiva de Costa do Festival de Julho da Calheta, agendada para 14 deste mês.
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PESCA DESPORTIVA DE COSTA PROVA DE PESCA DO FESTIVAL DE JULHO DA CALHETA, EM SÃO JORGE
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osé Armando Silva, empenhado elemento da Secção de Pesca de Costa do Clube Naval da Horta (CNH), conquistou o 1º lugar na Prova de Pesca Desportiva de Costa do Festival de Julho, na Calheta, que decorreu este domingo, dia 13, em São Jorge. O pescador sobre quem recaiu a representação do CNH na Calheta de São Jorge foi duplamente vencedor, ao ter ganho, também, o Prémio para o Maior Exemplar. Recorde-se que já em 2016, José Armando Silva se tinha sagrado campeão na Prova de Pesca do Festival de Julho. E a juntar ao somatório de vitórias alcançadas pela Secção de Pesca de Costa do CNH, recorde-se que, na passada semana, Carlos Medeiros foi o vencedor da Prova de Pesca Desportiva de Costa da Semana Cultural das Velas, também na ilha de São Jorge. Participaram cerca de 50 pescadores, oriundos de São Jorge (Velas e Calheta), do Faial (CNH e Clube Ilha Azul), do Pico (três clubes), da Graciosa e de Ponta Delgada. Na conversa telefónica mantida entre José Armando Silva e Carlos Medeiros (Director da Sec-
ção de Pesca Desportiva de Costa do CNH), a propósito da Prova da Calheta, o campeão do CNH disse que “melhor não podia ser”. De sublinhar que as passagens marítimas foram oferecidas pela “Atlânticoline”, a quem Carlos Medeiros agradece em nome do Clube Naval da Horta. Esta participação do CNH surge na sequência do convite endereçado pela Secção de Pesca do Clube de Futebol da Calheta de São Jorge, presidida por José Policarpo Brasil. De realçar que 2019 é o 4º ano consecutivo que este intercâmbio dá frutos, sendo que o CNH também já convidou os pescadores da Calheta a disputarem a Prova de Pesca de Costa do Festival Náutico da Semana do Mar de 2019, que se realizará em Agosto próximo.
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VELA DE CRUZEIRO REGATA HORTA/VELAS/HORTA
“Além Mar” (ORC) e “Glaz” (OPEN) ganharam a 1ª etapa. “Boreas” (ORC) e “Glaz” (OPEN) venceram a 2ª
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ecorreu nos dias 05 e 07 do corrente (sexta e domingo), a Regata Horta/ Velas/Horta, uma Organização da Secção de Vela de Cruzeiro do Clube Naval da Horta (CNH), em parceria com o Clube Naval das Velas e a Câmara Municipal das Velas. Na 1ª etapa desta Regata – com o percurso Horta/Velas – que aconteceu sexta-feira, dia 05, largaram 12 embarcações: Classe ORC 6 barcos - largada: 19 horas; Classe OPEN - 6 barcos - largada: 19h10. Susana Rosa (de calções verdes) – Coordenadora desta Secção em conjunto com José Fernandes (de pólo vermelho) – conta-nos que “esta etapa foi marcada por pouco vento, especialmente entre o canal Pico/São Jorge. Por esse facto, 5 embarcações desistiram e 7 terminaram à vela”. A Entrega de Prémios aconteceu no decorrer de um almoço oferecido pelo Clube Naval e Câ-
mara Municipal das Velas. O vencedor da Classe ORC foi a embarcação portuguesa “Além Mar”, com o ‘skipper’ Disidério Machado. Na Classe OPEN, ganhou a embarcação francesa “Glaz” com o ‘skipper’ René-Pierre. A 2ª etapa desta Regata – realizada no percurso Velas/Horta – aconteceu este domingo, dia 07. Antes da partida, realizou-se um Bodo de Leite, que também de serviu como convívio para as Tripulações e Organização da Prova. A largada ocorreu pelas 12 horas, estando alinhadas 12 embarcações. “À partida o vento estava fraco mas foi aumentando de intensidade, tornando-se mais fresco. Duas embarcações não terminaram esta 2ª etapa”. Na Classe ORC, o vencedor foi o iate “Boreas”, com o ‘skipper’ Luís Paulo Morais e na Classe OPEN ganhou novamente o iate “Glaz”. Os Prémios desta 2ª etapa são patrocinados pelo Café “Oceanic”. A Cerimónia de Entrega dos mesmos está agendada para as 20 horas do próximo dia 12, tendo como espaço o Bar do CNH.
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“Uma vez mais cumpriu-se a tradição, com longos anos de realizações, da Regata Horta/Velas/Horta, agora inserida na Semana Cultural das Velas. Este foi um excelente momento de competição e convívio, que em 2019 voltou a contar com várias embarcações estrangeiras à semelhança do que acontecia no início desta prova, sempre muito concorrida e disputada”, sublinha Susana Rosa. A próxima actividade desta Secção – o Rally de Santa Maria Madalena – está marcada para o dia 20 deste mês.
Do Calendário da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH para a temporada de 2019 fazem parte 16 regatas e um rali, sendo que deste conjunto 8 regatas integram o Campeonato de Ilha 2019 - Peter Café Sport, designadamente: Regata da Liberdade, Regata da Marinha, Regata Peter Café Sport (já realizadas), Regata do Canal, Regata do Varadouro, Regata de Aniversário do CNH, Regata da República e Regata de São Martinho (a realizar).
Disidério Machado, ‘skipper’ do “Além Mar”, ganhou em ORC a etapa Horta/Velas
René-Pierre”, ‘skipper’ do Glaz” foi o vencedor, em OPEN, das 2 etapas desta Regata, nos percursos Horta/Velas e Velas/Horta
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VELA DE CRUZEIRO - ATLANTIS CUP FROTA ATLANTIS CUP 2019 JÁ NAVEGA
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, 2, 1…..” ao sinal sonoro eram 15 os alinhados ao largo de Vila do Porto. Uma largada limpa, com vento a soprar de Noroeste, a uma velocidade de 10 nós. Um começo de Atlantis Cup 2019 a deixar adivinhar uma competição renhida na classe ORC. Os veleiros “Hexentric” de José Henrique de Sousa Freitas e o “Celtic Dream” de João Reis largaram muito próximos, tendo sido mesmo os primeiros a rondar a boia de demarque montada na baía de Vila do Porto. A classe ORC, de competição, conta este ano com 6 veleiros. Embora esteja a participar em OPEN, o “Ventosga” de Leonel Carvalho rodou a boia na popa do “Celtic Dream”, podendo ser um dos candidatos ao prémio de “Primeiro a cortar a linha” em Ponta Delgada. O prémio de “Primeiro a cortar a linha”, em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, é patrocinado pela empresa “Espaço X”. Os veleiros mais rápidos deverão começar a chegar a Ponta Delgada ao final da tarde deste domingo. A linha montada em São Miguel en-
cerra às 08h00 da manhã seguinte. A edição de 2019 da Regata da Autonomia tem um total de 217 milhas náuticas, a ligar as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial. A Atlantis Cup, Regata da Autonomia 2019, conta com o Alto Patrocinio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
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VELA DE CRUZEIRO - ATLANTIS CUP “HEXENTRIC” LIDERA ATLANTIS CUP 2019
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“Hexentric”, de José Henrique de Sousa Freitas, foi o primeiro a cortar a linha montada em Ponta Delgada, tendo sido o mais rápido na primeira regata da edição de 2019 da Atlantis Cup, que trouxe a frota, composta por 15 embarcações, de Vila do porto, na ilha de santa Maria. A tripulação do “Hexcentric” completou as 55 milhas náuticas entre as ilhas de Santa Maria e São Miguel em 10 horas e 16 minutos, liderando a classe ORC. Seguem-se as embarcações “Gustave”, “Twisted” e “Celtic Dream”. Os veleiros “Air Mail” e “Rift” enceram a classificação ORC, que conta com seis embarcações. O segundo a cortar a linha em Ponta Delgada foi o veleiro “Phileas Fogg III”, de José Paulo da Costa Caseiro, sendo o mais rápido da classe Open. A frota da Atlantis Cup deixa Ponta Delgada na terça-feira, em direção a Angra do heroísmo. O “Hexcentric” venceu igualmente o prémio de “Primeiro a cortar a linha” que será entregue na receção oficial oferecida pela Câmara Municipal de ponta Delgada, oferecido pelo Clube
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Naval de Ponta Delgada. A edição de 2019 da Regata da Autonomia tem um total de 217 milhas náuticas, a ligar as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial. A Atlantis Cup, Regata da Autonomia 2019, conta com o Alto Patrocinio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
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VELA DE CRUZEIRO - ATLANTIS CUP FROTA ATLANTIS CUP 2019 NAVEGA EM DIREÇÃO A ANGRA DO HEROÍSMO
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vento, ou a falta dele, não ajudou na largada para a segunda regata da Atlantis Cup 2019, em Ponta Delgada. A largada sofreu um atraso tendo sido dada às 10h23, com o vento a soprar de Nordeste, a uma velocidade de 4 a 5 nós. O veleiro “Hexentric” voltou a ser o mais rápido na largada tendo sido o primeiro a rondar a boia de desmarque, levantando de imediato o balão. A boia foi rondada de seguida pelos veleiros “Soraya”, “Ventosga”, “Phileas Fogg III e Celtic “Dream”. A frota da Atlantis Cup, Regata da Autonomia, composta neste momento por 18 veleiros, tem pela frente uma tirada de 92 milhas náuticas, entre as ilhas de São Miguel e Terceira. A edição de 2019 da Regata da Autonomia tem um total de 217 milhas náuticas, a ligar as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial. A Atlantis Cup, Regata da Autonomia 2019, conta com o Alto Patrocinio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
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VELA DE CRUZEIRO - ATLANTIS CUP “HEXENTRIC” LIDERA ATLANTIS CUP 2019
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veleiro mais rápido da frota Atlantis Cup 2019, na segunda regata, o “Hexentric”, completou a ligação entre Ponta Delgada e Angra do Heroísmo em 14h37. O “Hexentric” continua a liderar a classificação da classe ORC, seguido pelos veleiros “Gustave”, “Celtic Dream”, “Twisted”, “Rift” e “Air Mail”. O segundo a cortar a linha de chegada da regata que ligou as ilhas de São Miguel e Terceira, montada em Angra do Heroísmo, foi o “Soraya”. Seguiram-se as embarcações “Phileas Fogg III”, “Rift”, “Sul” e “Air Mail”. As tripulações que compõem a Atlantis Cup 2019, Regata da Autonomia, terão alguns dias para aproveitar a ilha Terceira, regressando ao mar no próximo dia 3 de agosto, para a terceira e última regata da prova. A frota terá pela frente 70 milhas náuticas até à cidade da Horta, na ilha do Faial. A edição de 2019 da Regata da Autonomia
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tem um total de 217 milhas náuticas, a ligar as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial. A Atlantis Cup, Regata da Autonomia 2019, conta com o Alto Patrocinio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
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VELA DE CRUZEIRO - ATLANTIS CUP “HEXENTRIC” VENCE ATLANTIS CUP 2019
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“Hexentric” de José Henrique de Sousa Freitas, foi o vencedor incontestável da 31ª edição da Atlantis Cup, Regata da Autonomia. O veleiro comandado por António Tangêr venceu as três regatas da prova, tendo completado
a última, que ligou Angra do Heroísmo e Horta, em pouco mais de 17 horas. A última regata, que trouxe a frota composta por 22 veleiros da ilha Terceira ao Faial, foi particularmente dura para as embarcações mais pequenas. O segundo a chegar ao porto da Horta foi o “Phileas Fogg III”, sendo o mais rápido da prova na classe Open. Na classe ORC, de competição, o “Hexentric” venceu a Atlantis Cup 2019, seguido pelos veleiros “Gustave”, “Celtic Dream” e “Rift”. As embarcações “Air Mail” e “Twisted” completam a classificação. A edição de 2019 da Regata da Autonomia ligou as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial. A Atlantis Cup, Regata da Autonomia 2019, contou com o Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
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VELA DE CRUZEIRO - ATLANTIS CUP “HEXENTRIC” (EM ORC) E “PHILEAS FOGG III” (EM OPEN) FORAM OS VENCEDORES
Tripulação do “Hexentric”, embarcação vencedora na Classe ORC, tendo como ‘skipper’, José Henrique de Sousa Freitas
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31ª “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” (“AC-RA”) navegou bem e chegou a bom porto, o que é uma fortíssima razão para estarmos todos satisfeitos!” Foi com esta congratulação que José Decq Mota, Presidente da Direcção do Clube Naval da Horta (CNH) – Entidade Organizadora deste evento náutico, realizado desde 1989 – iniciou a sua intervenção no Jantar de Entrega de Prémios da “AC-RA” 2019, que decorreu na noite desta terça-feira, dia 06, no Azoris Faial Garden Resort Hotel (antigo Hotel Fayal). Este Responsável saudou a Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Ana Luísa Luís; a Directora do Turismo dos Açores, Marlene Medeiros, em representação do Presidente do Governo Regional dos Açores; o Presidente da Câmara Muni-
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cipal da Horta, José Leonardo Silva; o Director da Marina, Armando Castro; o Presidente do Clube Naval de Ponta Delgada, Pedro Moura; os deputados regionais, as Autoridades Civis e Militares presentes, bem como os participantes e membros da Organização da “Atlantis Cup Regata da Autonomia” 2019. “Ao estarmos todos aqui, neste último momento de encontro das 22 tripulações que disputaram esta 31ª edição da “Regata da Autonomia”, cumpre-me, em nome do Clube Naval da Horta, agradecer com clareza a todas as Entidades e Empresas que, com os seus apoios, viabilizaram a organização desta “velha” mas sempre nova e aliciante Regata”, sublinhou este Dirigente, que prosseguiu: “O Alto Patrocínio da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores à “Atlantis Cup” conferiu uma dimensão simbólica que deu sentido e energia a esta peregrinação desportiva de veleiros pelas Ilhas dos Açores. A actuação criativa e muito construtiva da Presidente da ALRAA, desafiando, em 2013, o CNH
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José Decq Mota: É tempo de começarmos todos a pensar na 32ª “Atlantis Cup - Regata da Autonomia!”
para levar a “Altantis Cup” a todas as Ilhas dos Açores, deu um novo fôlego a toda a Organização da Regata. Expresso aqui o profundo reconhecimento do CNH pela forma empenhada e activa como a Drª. Ana Luísa Luís tem, na sua qualidade de Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, concretizado este Patrocínio”. José Decq Mota explicou que o apoio do Governo Regional dos Açores, concedido através da Direcção Regional do Turismo à “AC-RA” e incluído no Contrato-Programa celebrado nos termos do DLR 30/2006, “é justificado pela função que esta iniciativa tem na divulgação desta Região como local muito apropriado para a prática de Vela. Manifestamos o nosso sentido apreço por essa valiosa ajuda”. A Câmara Municipal da Horta e as Câmaras Municipais dos Concelhos onde foram feitas escalas, e que neste ano de 2019 foram Vila do Porto, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, dedicaram uma atenção e um carinho a esta Regata, que
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muito nos apraz registar e muito agradecemos”, frisou o mais alto Responsável pelos destinos do CNH, que destacou: “A Sociedade Anónima de Capitais Públicos, Portos dos Açores, SA, estrutura pública que gere os nossos portos, concede, desde o início da “Atlantis Cup”, facilidades à Organização e aos participantes, que sabemos serem essenciais à existência da própria Regata. Fica aqui a expressão do nosso reconhecimento. As Empresas “Zon”, “Hempel” e “Sailazores”, com apoios organizativos e de etapa, dão um importante contributo ao produto final bem apurado que a “AC-RA” tem conseguido ser. Agradecemos reconhecidamente esses apoios”. Entrando naquilo que é o cerne desta Regata, José Decq Mota referiu “o apoio indispensável” dos Clubes Navais de Santa Maria, Ponta Delgada e Angra Iate Clube, que, sendo como são, “verdadeiros co-organizadores”, com o CNH, da “AC-RA” 2019, assumiram-se como “peças indispensáveis nesta actividade desportiva no mar que tem verdadeira dimensão Regional”. “Muito obrigado pela vossa esforçada colaboração”, afirmou este Dirigente. “O CNH saúda calorosamente todos os tripulantes dos 22 veleiros que integraram a frota da 31ª “AC-RA” e que tudo fizeram para que ela fosse uma verdadeira regata com veleiros de cruzeiro. Bastantes são de fora, bastantes são de cá e bastantes são, simultaneamente, de fora e de cá. Os que vieram pela primeira vez já tinham ouvido falar desta Regata. Os que são de outros lugares mas optaram por viver nestas ilhas escolheram a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” para conhecer melhor este mar que nos rodeia e que nos marca. Os que são de cá e já fizeram muitas “Atlantis Cup” marcam uma presença forte muito relacionada, quer com o gosto que têm pela actividade, quer com a vontade que sempre tiveram em reforçar a Vela de Cruzeiro dos Açores”, notou o Presidente da Direcção do CNH, que avivou: “Quero dizer a todos que os recebemos com muito gosto e esperamos voltar a vê-los na frota da “AC-RA” de 2020!” Em nome da Direcção do CNH, José Decq Mota dirigiu palavras “de muito apreço pelo trabalho feito”, ao Director da Prova (Jorge Macedo), às Comissões de Regata e Protestos, aos serviços desportivos, administrativos e de comunicação do CNH e à empresa “Mar de Histórias” que
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José Giraldin – e a sua tripulação – ‘skipper’ do “Gustave”, veleiro que arrecadou o 2º lugar na Classe ORC
fez a cobertura audiovisual e jornalística da Regata. “Endereço, igualmente, uma palavra de apreço àqueles que coordenaram, colaboraram e montaram a Revista “Atlantis Cup” 2019, que este ano foi publicada em suporte electrónico”, salientou José Decq Mota. “Mas se é certo que a Regata é feita por quem nela participa e por quem, de dentro, a organiza, também é certo que a sua realização com sucesso, depende da boa e rigorosa acção de todos o que a enquadram, nomeadamente em termos de segurança no mar. Assim, o CNH regista, com gosto, a boa colaboração dos vários serviços da Autoridade Marítima Nacional, sedeados nas ilhas onde a Regata passou, e manifesta o seu grande apreço pela atenção e acompanhamento que o Comando da Zona Marítima dos Açores da Marinha de Guerra dedicou e realizou, através, nomeadamente, do MRCC Delgada”, ressaltou José Decq Mota, que acentuou: “Dedico, ainda, uma palavra de apreço e agradecimento pela atenção que a Estação Costeira da Cooperativa Porto de Abrigo
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prestou às embarcações da “AC-RA”. “A 31ª “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” está realizada e penso que foi um sucesso em todas as vertentes. É tempo de começarmos todos a pensar na 32ª “Atlantis Cup - Regata da Autonomia!”, concluiu o Presidente da Direcção do CNH. Voltando a figurinos anteriores, o percurso da “Atlantis Cup” 2019 contemplou as ilhas de Santa Maria, São Miguel e Terceira, finalizando, como sempre, no Faial, tendo a chegada acontecido em pleno Festival Náutico (da Semana do Mar), organizado pelo CNH. Marlene Medeiros, Directora Regional do Turismo, disse ser “uma honra” estar presente nesta Cerimónia e saudou “de forma especial” os velejadores. Falando da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” repisou o facto de este ser “o maior evento de Vela de Cruzeiro realizado nos Açores” – organizado pelo Clube Naval da Horta – associado à Semana do Mar, “um dos festivais mais populares dos Açores, com uma geande componente náutica”.
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João Reis e a tripulação do “Celtic Dream”, embarcação que ficou em 3º lugar na Classe ORC
A Directora do Turismo nos Açores reconhece que “esta Regata tem promovido e projectado os Açores fora de portas”, distinguindo “o importante papel dos clubes navais, com destaque para o Clube Naval da Horta”, ao mesmo tempo que frisou “o empenho e dedicação que o CNH coloca neste evento”, que é, simultaneamente “uma competição e um meio de convívio”. E a propósito da actividade da única instituição náutica do Faial, a governante reforça que “o Clube Naval da Horta tem promovido os Açores também através de outros eventos nacionais e internacionais, que experienciadamente organiza”. Para Marlene Medeiros, a “Atlantis Cup” é “um tributo ao mar”, funcionando como “ponte entre estas ilhas”. José Leonardo Silva, Presidente da Câmara Municipal da Horta, dirigiu um cumprimento “muito especial” a todos os participantes na 31ª edição da “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, sublinhando o facto de ela ter contado com velejadores do Faial, Terceira, São Miguel, Continente portu-
Directora Regional do Turismo: “O Clube Naval da Horta tem promovido os Açores também através de outros eventos nacionais e internacionais, que experienciadamente organiza”
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guês, estrangeiros residentes no Faial e até uma tripulação de Macau, que tem um faialense integrado. “É com gosto que a Cidade-Mar dos Açores, a Horta, vos acolhe, ainda por cima no decorrer da Semana do Mar e em pleno Festival Náutico, organizado pelo CNH com o apoio da Câmara Municipal e de muitos Voluntários”, assinalou o autarca faialense. O edil exaltou o facto de tudo isto acontecer “na única Cidade dos Açores que pertence ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo – de que fazem parte mais de 70 países – sendo a Horta, além de Setúbal, a única cidade portuguesa neste conjunto”. “Estamos virados ao mar e queremos contar com todos vós no próximo ano”, rematou José Leonardo. A Presidente da Casa da Autonomia – sedeada na Cidade da Horta – expressou o seu contentamento por “mais este sucesso”. E ressaltou: “O CNH tem sido exemplar na experiência e profissionalismo depositados nesta Regata”. Ana Luísa
José Leonardo Silva: “É com gosto que a Cidade-Mar dos Açores, a Horta, vos acolhe (...), em pleno Festival Náutico, organizado pelo CNH”
Tripulação e ‘skipper’ (José Paulo da Costa Caseiro) da embarcação “Phileas Fogg III”, vencedora na Classe OPEN
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Ana Luísa Luís: “É tempo de esta Regata (...) pôr à prova a sua capacidade de ser inventiva”
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Luís exaltou “a disponibilidade e vontade dos Voluntários”, notando que a “Atlantis Cup - Regata da Autonomia” “se impôs no panorama regional”, sendo “a mais importante Regata de Vela de Cruzeiro que se realiza nos Açores e uma das mais importantes a nível nacional”. A governante reforçou a tónica de que “este evento representa as 9 ilhas dos Açores e a Autonomia”, sustentando que “essa unidade deve ser transportada para a nossa vivência diária”. “Esta união através das nossas ilhas foi o mote lançado em 2013 para que a “AC-RA” cruzasse todas as ilhas ao longo de 3 anos”, recordou a Presidente da ALRAA (o que foi finalizado em 2018). Na sua 31ª edição, a “Atlantis Cup” voltou ao modelo inicial, pelo que Ana Luísa Luís entende que “é tempo de esta Regata – que proporcionou um maior conhecimento das ilhas e convívio entre os açorianos – pôr à prova a sua capacidade de ser inventiva”. A Presidente da ALRAA sabe que a “Atlantis Cup Regata da Autonomia” tem “um papel preponder-
Frederico Rodrigues – ‘skipper’ do veleiro “Soraya”, 2º classificado na Classe OPEN – com a sua Tripulação
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ante na divulgação dos Açores”, designando-a como “embaixadora do mar dos Açores” mas defende que “se deve apostar no reconhecimento internacional”. Ana Luísa Luís destacou “a coragem, o espírito aventureiro, a alegria e o companheirismo dos velejadores”, desejando que “o convívio prevaleça”. E finalizou dizendo: “Tenho a convicção de que nos vamos encontrar em 2020”. Velejadores já pensam na 32ª edição Muitos dos velejadores manifestaram vontade de voltar a participar no próximo ano, tendo alguns garantido que vão voltar e trazer muitos outros. Respondendo directamente aos que acham que esta é uma Regata fácil, José Henrique de Sousa Freitas, ‘skipper’ do “Hexentric”, atirou: “Aos que ficaram em casa, quero dizer que se viessem, talvez tivessem ganho e que para o ano provem aquilo que dizem”.
“Hempel” patrocina “voucher’s’ de tinta para os primeiros classificados de cada Classe Jorge Macedo, Director de Prova há 10 anos e que há mais de 20 anda envolvido na “Atlantis Cup - Regata da Autonomia”, aproveitou para agradecer publicamente os apoios dados pela “Zon”, “Hempel” e “Sailazores”, bem como às tripulações que levaram câmeras de vídeo e recolheram imagens para divulgação, e ainda à empresa “Mar de Histórias”. Os vencedores em cada uma das Classes (“Hexentric” - ORC e “Phileas Fogg III” - OPEN) receberam um ‘Voucher’ no valor de 10 litros de tinta, patrocinados pela “Hempel”, destinada a pintar o fundo de um barco até 40 pés. “Trata-se de tinta usada para barcos à Vela de regata”, explica Jorge Macedo, recordando que o patrocínio da desta empresa foi conseguido há 3 anos, na sequência do repto que lançou a um vendedor nacional, para que abraçasse este projecto.
“Ventosga”, embarcação que ficou no 3º lugar do pódio na Classe OPEN. Leonel Carvalho, ‘skipper’, com os seus tripulantes
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“Sailazores” oferece convívio no Faial
Quem são os vencedores
O convívio oferecido pela “Sailazores” aconteceu pelo 3º ano consecutivo. Este ano decorreu segunda-feira, dia 05, no Castelo de São Sebastião, na Horta. A “Sailazores” decidiu entregar prémios a todos os classificados da última etapa da “AC-RA”, que em 2019 foi Angra/Horta. “No primeiro ano foi apenas para o primeiro na linha e este ano já contemplou o 1º, 2º e 3º classificados das 2 Classes, da última perna”, refere o Director de Prova, que, a propósito, realça: “Este é um Evento Social muito importante. Os velejadores adoraram o convívio e os prémios em acrílico, grosso”.
Desvendando ou recordando um pouco mais sobre os vencedores da edição de 2019, podemos dizer que a tripulação do “Phileas Fogg III” (1º lugar - Classe OPEN) vem da Nazaré, tendo participado este ano pela primeira vez na “Atlantis Cup”. O “Soraya” (2º - OPEN), veleiro faialense, é um ‘habitué’ nestas andanças, ao passo que o “Ventosga” (3º - OPEN) é de Lisboa, já veio anteriormente e assevera que “quer voltar assiduamente”. Jorge Macedo sublinha que “Leonel Carvalho, o ‘skipper’, é sobejamente conhecido, fazendo do transporte de barcos a sua vida profissional”. Leonel Carvalho disputou a Regata toda ao lado do filho. O “Celtic Dream” (3º - ORC), de João Reis, é da Terceira e também já é habitual nesta competição. O “Gustave” (2º - ORC) “é uma embarcação clássica, que vem demonstrar que quem anda a sério em ORC consegue ter boas classificações”, realça o Director de Prova, que acrescenta: “O “Gustave” é um barco que anda muito bem à bolina e como a maior parte das mareações foram bolinas, safou-se muito bem e ficou em 2º lugar”. José Giraldin – o ‘skipper’ – é canadiano mas reside no Faial, participando nas regatas organizadas pelo CNH. O “Hexentric” (1º - ORC), da Terceira, trouxe uma equipa composta por elementos “que já foram campeões do Mundo em Vela Ligeira”, com prestações olímpicas.
“A Regata superou as expectativas” “Estou muito contente, porque esta Prova correu muito bem e ultrapassou as expectativas. Estávamos a pensar numa média de 13 a 15 barcos e inscreveram-se 22 num ano sem grandes promoções”, revela Jorge Macedo, que conclui: “Isto é sinal de que as pessoas já vão conhecendo a “Atlantis Cup”. Mas entendo que a Regata precisa de ser melhor promovida”. E em resposta ao desafio formulado pela Presidente da ALRAA a propósito de voos internacionais, Jorge Macedo responde: “Para que isso aconteça, é preciso que haja uma rectaguarda que faça essa promoção. Esse trabalho não pode ser feito por nós, que somos uns carolas e curiosos, que fazemos tudo por amor à camisola”. “Gostava de participar na “Atlantis Cup” em 2020” Quando questionado sobre a sua continuidade como Director de Prova, Jorge Macedo anuncia: “Para o ano gostava de fazer a “Atlantis Cup” como participante, o que aconteceria pela segunda vez. A primeira foi no ano em que a Regata saiu de Santa Maria. Fiz com o Dr. Tomás Alberto e o António Luís no “Trilemus”. Gostava de ter participado já este ano, portanto, convém que a Organização comece a pensar noutra pessoa”.
Tripulação do “Hexentric” ao lado de Jorge Macedo, Director de Prova e ex-Director da Secção de Vela de Cruzeiro do CNH
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VELA LIGEIRA CAMPEONATO REGIONAL DE ESCOLAS DE VELA 2019
Equipa do CNH ficou em 3º lugar. Mariana Luís, Monitora da Escola de Vela do CNH, posa, orgulhosa, com os “seus” alunos.
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iogo Sá da Bandeira, Margarida Soares e Maria Guerreiro formaram a equipa do Clube Naval da Horta (CNH) que participou no Campeonato Regional de Escolas de Vela 2019 (CREV), decorrido este sábado e domingo, dias 29 e 30 de Junho, na ilha do Faial. Este evento foi organizado pelo CNH e promovido pela Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA). Na categoria Individual pontificou o velejador do CNH, Alexandre Pinheiro (de pólo vermelho). As ilhas Terceira e São Miguel também disputaram este Campeonato, tendo vindo uma equipa do Clube Naval da Praia da Vitória e uma do Clube Naval de Ponta Delgada. O pódio ficou assim preenchido: 1º lugar para a equipa da Terceira; 2º para São Miguel e 3º para a equipa do Clube anfitrião.
Ao longo destes dois de prova, realizaram-se 6 regatas. A Cerimónia de Entrega de Prémios aconteceu ao fim do dia de domingo (30), no decorrer do Beberete que teve como palco o Bar do Clube Naval da Horta. Presentes estiveram José Decq Mota, Presidente da Direcção do Clube Organizador (CNH); o Capitão do Porto da Horta, Comandante Rafael da Silva; o Director do Serviço de Desporto da Ilha do Faial, Bruno Leonardo; Hugo Pacheco, Vice-Presidentes da ARVA; José Fernandes, membro da Direcção do CNH; António Pedro Oliveira e João Medeiros, que deram apoio nas regatas, além dos Treinadores, Atletas participantes e outros convidados. “Os velejadores do CNH superaram as minhas expectativas e as deles próprios!” Por sugestão de Duarte Araújo, Treinador de Grau II e Coordenador da Escola de Vela do Clube Naval da Horta, Mariana Luís, Monitora des-
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ta Escola de Vela, descreve o desempenho dos “seus” alunos, de quem fala com muito apreço. “Os velejadores do CNH superaram as minhas expectativas e as deles próprios! Em relação ao Diogo, esperava um bom desempenho mas foi muito para além disso, pois apenas tínhamos treinado largadas dois dias antes do CREV. Ele teve uma boa estreia nas largadas e somente com conhecimentos teóricos! Evoluiu bastante e teve capacidade para tomar boas decisões. Fez o teórico planeado, o que é incrível, atendendo a que surgem sempre situações inesperadas. O Diogo conseguiu fazer o seu jogo cumprindo os tópicos teóricos. Estou agradavelmente surpreendida com a prestação das meninas [Margarida e Maria], que costumam usar uma área vélica menor do que aquela que usaram no Campeonato. Nos treinos, o máximo são 40 minutos mas nesta Prova aguentaram-se sozinhas no barco 3 horas em cada um dos dias. Superaram-se em cada regata, registando uma evolução exponencial. Apesar de haver mais vento no 2º dia [domingo,
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30], elas fizeram tudo sozinhas. Conseguiram crescer ao nível de orientação e coordenação. Estou super-feliz por eles e por ver que todos conseguiram evoluir observando atletas da idade deles [11 anos] que não conheciam. Agora, sim, ficaram a perceber a razão de ser de alguns exercícios que fazíamos nos treinos. Todos eles já tinham feito regatas mas não com este nível. Sinto que estão no bom caminho e sei que ficaram com o “bichinho” das regatas. Foi também neste contexto que eu ganhei o “bichinho” pelas regatas e percebi que consegui transmitir a eles o meu gosto pela Vela. Afinal, eles “pescam” disto! No 1º dia [sábado, 29] o tempo esteve excelente, com sol aberto e no 2º, apesar de o vento ter subido um pouco mais, foi um dia perfeito. Foram belíssimos dias de Verão! Na categoria Individual, tivemos o Alexandre Pinheiro [10 anos] que só pôde participar no 2º dia do Campeonato. No entanto, o Duarte fez questão de o integrar com o intuito de ele tomar contacto com esta experiência, que é sempre muito enriquecedora e onde, além de aprende-
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CLUBE NAVAL DA H rem, também convivem com outros velejadores e fazem novas amizades que, mais tarde, hão-de reencontrar nestas lides da Vela, tal como aconteceu comigo”. Mariana Luís refere que teve como Adjunto um
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ex-praticante de Vela do CNH, Ricardo Silveira, que se encontra no Faial em gozo de férias universitárias, o qual teve como Adjuntos duas promessas da Escola de Vela do Clube Naval da Horta: Manuel Bettencourt e Rodrigo Medeiros.
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VELA LIGEIRA CAMPEONATO DE PORTUGAL DE JUVENIS E INFANTIS 2019
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aísa Silva, Manuel Bettencourt e David João, velejadores do Clube Naval da Horta (CNH), falam do seu desempenho no Campeonato de Portugal de Juvenis e Infantis 2019, que decorreu em Peniche, de 24 a 28 do corrente. E pelos relatos, ficámos a perceber que a experiência foi muito positiva embora o tempo não tenha sido o melhor. Os atletas do Faial foram acompanhados por Duarte Araújo, Treinador de Grau II e Coordenador da Escola de Vela do Clube Naval da Horta. Maísa Silva: “Foi giro estar com 135 velejadores de 25 clubes” “Foram 4 dias de prova em que o tempo não ajudou. No 1º dia, fomos para o mar às 15 horas devido ao nevoeiro, chuva e vento fraco e acabámos por não fazer regatas. No 2º dia, São Pedro colaborou e a largada aconteceu à hora marcada: 10 horas. Realizá-
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mos 3 regatas, com o vendo a rondar os 8 nós. No 3º dia, as circunstâncias foram semelhantes às do primeiro. Choveu e quando fomos para o mar eram 14 horas. Estivemos 3 horas no mar à espera que houvesse condições, o que acabou por não acontecer. No 4º e último dia do Campeonato, largámos às 10 horas e fizemos 2 regatas. O pior nisto tudo foi o facto de o vento ser inconstante, o que provocava instabilidade no barco devido às ondas. Das 10 regatas inicialmente previstas, só fizemos metade. E depois ainda tive o azar de 2 das minhas melhores regatas terem sido desclassificadas, por ter saído fora da linha, o que nem me apercebi. Apesar de esta ter sido a minha 2ª participação neste Campeonato, não conhecia o campo de regatas, porque o local de realização é sempre diferente. Mas é claro que deu para aprender. Gostei muito do convívio e das Cerimónias de Abertura e de Encerramento, em que cantámos o Hino Nacional nas duas.
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CLUBE NAVAL DA H Foi giro estar com 135 velejadores de 25 clubes. Vivi uma boa experiência, que permitiu rever amigos e fazer muitas novas amizades. Esta foi, também, a minha despedida, tendo em conta que foi a última Época na Classe Optimist. Devo mudar para Laser.
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O Treinador tinha-nos dito para darmos o nosso melhor e focarmo-nos nos objectivos, deixando a brincadeira de lado quando fosse para trabalhar. No final, ele afirmou que eu tinha trabalhado bem”.
Manuel Bettencourt, Maísa Silva, David João e Duarte Araújo: a representação do CNH
Manuel Bettencourt: “Esta participação valeu muito pela nova experiência” “Este foi o meu 1º Nacional. Houve pouco vento. O pior foi ter estado muito tempo à espera de ir para o mar. Mas mesmo assim, gostei e deu para ganhar experiência, além de ter feito novos amigos. Sem dúvida que esta participação valeu muito pela nova experiência. Em termos nacionais, há mais velejadores e as regatas duram mais tempo. Percebi que é preciso treinar mais, pois a diferença entre o que se passa no Faial ou até mesmo num Regional é muito grande. Eles têm outra pedalada”.
e gostei de ter estado com outras equipas. Os meus objectivos eram participar e aprender e foram alcançados. Compreendi que é um contexto muito, muito, muito diferente daquele a que estou habituado. Os adversários são mais fortes, têm mais técnica e são em maior número. Mas é assim que se aprende. Encontrei pessoal dos Açores e fiz novos amigos da Madeira e do Continente português. Estou muito cansado mas prontíssimo para repetir!”
David João: “Os adversários são mais fortes, têm mais técnica e são em maior número” “O Campeonato foi fixe! Houve poucas regatas por causa do vento. Este foi o meu 1º Nacional
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VELA LIGEIRA RICARDO SILVEIRA, MONITOR DA VELA ESPECTACULAR DO CNH 2019
“A Vela é uma paixão e um dia no mar é sempre bem passado”
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ecorreu de 25 de Junho a 26 de Julho, mais uma edição da Vela Espectacular, projecto que há anos vem sendo desenvolvido pelo Clube Naval da Horta
(CNH). As aulas tiveram como destinatários alunos dos 8 aos 13 anos, englobando as vertentes de Iniciação, Pré-Competição e Competição. Aperfeiçoamento e captação de novos velejadores para a Secção de Vela Ligeira do CNH, são objectivos deste Programa, que privilegia a Vela, considerada como uma escola de formação do atleta a todos os níveis. Além da componente desportiva e formativa, a Vela Espectacular engloba, igualmente, a aprendizagem, a inter-acção, o respeito mútuo, o convívio e o preenchimento dos tempos livres de forma saudável e estimulante. Convidado pelo Gabinete de Imprensa do CNH, Ricardo Silveira, ex-velejador desta instituição náutica faialense e Monitor da Vela Espectacular
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do CNH 2019, partilha com todos nós mais esta experiência, levada a cabo com grande empenho e profissionalismo. “A Mariana Luís [ex-velejadora do CNH] é que começou por ser Monitora deste Projecto mas por questões relacionadas com o ingresso no ensino superior, precisou de apoio e eu também passei a ser Monitor. O Tiago Serpa, que foi meu proa durante 4 anos, na Classe 420, no CNH, também colaborou e o Pedro Moniz esteve como Adjunto. Este é o 4º ano que desempenho funções de Monitor. Venho cá passar férias e gosto sempre de voltar ao meu Clube. Este Programa foi positivo. Os alunos divertiram-se e aprenderam imenso! Contámos com diferentes níveis de experiência no que toca a andar à Vela. A Vela Espectacular é essencial para aprender a arte de navegar. Acabámos por ter 20 miúdos, alguns dos quais vinham para a Vela Espectacular de manhã e à tarde iam para as Férias Desportivas, sempre no CNH.
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CLUBE NAVAL DA H Fiz Vela durante 6 anos e a Mariana foi minha colega nesta modalidade. Conheço-a muito bem e damo-nos super-bem a trabalhar em equipa. Complementamo-nos! Foi muito gratificante ter trabalhado com o Tiago, que foi meu parceiro na Vela durante anos. Também gostei de trabalhar com o Pedro Moniz. Sinto falta da competição Hoje [sexta-feira, 25] foi o último dia deste Programa. Por isso, de manhã contámos com vários pais, que tinham sido convidados para ir de barco para o mar ver os filhos velejar. Foi espectac-
“Acabámos por ter 20 miúdos, alguns dos quais vinham para a Vela Espectacular de manhã e à tarde iam para as Férias Desportivas, sempre no CNH”
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ular! É óptimo para os filhos poderem ter os pais ali tão próximo. Espero que estas iniciativas se repitam e sejam alargadas. Quem me dera que no meu tempo os meus pais também tivessem tido a oportunidade de me acompanharem assim, no mar! Encontro-me no Curso de Engenharia Informática e ao longos dos tempos tenho tido vários sonhos. Um deles é vir a ser treinador mas confesso que não é a minha prioridade. Sempre que vier cá de férias e for necessária a minha ajuda, faço com muito gosto. Ser Monitor permite o contacto com o mar mas sinto a falta da competição. A Vela é uma paixão e um dia no mar é sempre bem passado”.
“A Vela Espectacular é essencial para aprender a arte de navegar”
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VELA LIGEIRA MARIANA LUÍS, MONITORA DE VELA NO CNH
“A experiência adquirida este ano valeu mais do que estar na universidade”
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ariana Luís, enquanto velejadora do Clube Naval da Horta (CNH) marcou pontos, que é como quem diz, ganhou títulos, provou que a Vela também se conjuga no feminino e que elas podem chegar onde eles chegam ou até mais longe, fez amizades para a vida e guarda a palete dos bons momentos na mente e no coração. Em 2018, pensou-se que era a sua despedida rumo a outros voos (estudos superiores) mas a especificidade pretendida num futuro profissional levou-a a optar por ficar mais um ano em “casa”, que é como quem diz no Faial. E para esta velejadora de alma e coração, quando se
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fala em “casa” está implícito o Clube Naval da Horta, que jamais esquecerá, aconteça o que acontecer. Por isso, a menina da Vela do CNH aceitou o desafio de ser Monitora, superando-se a si própria nos meses em que teve de substituir o (seu antigo) Treinador, Duarte Araújo, Coordenador da Escola de Vela do CNH que, por motivos de saúde, não pôde estar tão presente fisicamente durante este último ano. “Os velejadores ensinaram-me a ter paciência e a saber ensinar!” Esta missão “aliciante” mas de “grande responsabilidade” aconteceu desde Setembro até a este mês e foi uma experiência enriquecedora, que
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CLUBE NAVAL DA H valeu mais do que qualquer semestre universitário. “Há 5 anos – desde os 14 – que vinha sendo Monitora na “Vela Espectacular”, que acontece durante um mês (entre Junho e Julho) mas ser Monitora da Escola de Vela do CNH a tempo inteiro, foi algo completamente novo e diferente. Trabalhar com 20/25 miúdos no Verão não tem nada a ver com o acompanhamento que fiz durante este último ano lectivo. E digo isto, porque no Inverno temos um tempo mais cinzento do que no Verão, e ainda que nesta altura esteja vento, os velejadores encaram isso de outra forma. O escuro do Inverno assusta-os mais no mar. Trabalhar com eles foi uma maneira de eu também evoluir, porque ensinaram-me muito! É algo de extraordinário, já que eu não pensava que ia aprender mas sim apenas ensinar e enganei-me redondamente. Nas primeiras semanas apercebi-me logo disso”.
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E quando se pergunta a Mariana Luís, o que lhe ensinaram estas crianças e adolescentes – entre os 7 e os 12 anos – atira de imediato: “A ter paciência e a saber ensinar! Foi importante lembrar-me que já tive a idade deles e tive de transmitir o que aprendi nessa altura. Foi preciso ter a capacidade de voltar atrás e explicar o que aprendi mas usando a linguagem deles. A cabeça e a carga emocional destes velejadores é totalmente diferente da de um adulto. Tive de aprender a conhecê-los para saber lidar com eles e com o que ia sucedendo, desde o que chora de 5 em 5 minutos, passando pelo que está irritado ou transtornado até ao que acha que sabe tudo. Esta foi, sem dúvida, uma aprendizagem muito diferente para mim! A “Vela Espectacular” é uma actividade cheia de vida, porque acontece no Verão. Mas os treinos de Vela são diários, regulares e durante vários meses.
“Gostei e sinceramente não descarto a hipótese de um dia vir a ser treinadora”
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“Precisamos de ter alguém de confiança para nos apoiar” Ter contado, nos últimos meses, com o apoio de pessoas da minha idade, como foi o caso do Ricardo Silveira – ex-velejador do CNH, que se encontra a estudar no Continente português – foi muito bom, pois tínhamos a mesma harmonia e houve um grande equilíbrio entre nós os dois. Ele ajudou-me quando tive de ficar com as Turmas do Duarte (Pré-Competição e Competição). Quando comecei a dar aulas de Vela em Setembro passado – Turma de Iniciação – contava com o Duarte e essa foi mesmo a condição imposta por mim. Mas depois, o cenário alterou-se e eu percebi que, sendo necessário, afinal conseguia levar o barco a bom porto. Ganhei confiança em mim própria e lá segui mas confesso que sozinha isto não funciona. Precisamos de ter alguém mas alguém de confiança para nos apoiar e não uma pessoa qualquer e consegui isso com o Ricardo (desde Maio).
“Gostava de fazer uma missão humanitária” Este percurso permitiu a Mariana ter a visão do que poderia ser uma carreira como treinadora. “Gostei e sinceramente não descarto a hipótese de um dia vir a ser treinadora. É mesmo o meu plano B. Se não conseguir entrar na Marinha ou se o que aí vem não for aquilo que eu espero, o Curso de Treinadora vai ser sempre uma opção”. Esta ex-velejadora do Clube Naval da Horta pretende ingressar na Marinha, o que lhe permite vários caminhos profissionais no mar e em terra, podendo trabalhar nas capitanias, comandar um navio, etc. E revela que gostaria de fazer missões que “visem o bem universal” ou que possam contribuir para melhorar a vida dos mais desfavorecidos, como é o caso dos refugiados. “Não me importava nada de fazer uma missão humanitária dessas. Acho que, com a experiência que tive este ano, tenho as aptidões mínimas para lidar com esse tipo de situações”. Aliás, este ano lectivo também é visto como um contributo no acesso
“Tive de aprender a conhecê-los para saber lidar com eles”
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hecer e lidar com estes miúdos espectaculares, que me ensinaram imenso. Portanto, ter ficado só representou mais-valias. Este ano registei um crescimento exponencial. Quero repetir esta experiência e não me importo nada de esta ser a minha vida mas não para já. Daqui a alguns anos. Há coisas que quero fazer e tem de ser agora. Ser treinadora pode ser mais tarde”. Mariana Luís é a prova de que o Clube Naval da Horta continua a ser uma referência tanto para as gerações mais antigas como para as actuais, funcionando como uma Escola de aprendizagem de desportos náuticos, de valores, de conhecimentos, ajudando a traçar o futuro. “O Duarte mostrou-se uma pessoa super-tudo!”
“A Vela e o CNH estarão sempre presentes na minha vida”
ao ensino superior se tivermos em conta que a Psicologia é uma nota de peso. O Curso de 5 anos – com Mestrado integrado – abre muitas portas e Mariana pretende que os primeiros anos no mundo laboral sejam num local que possa ganhar traquejo. Por isso, trabalhar na sua terra não é, para já, uma prioridade embora faça parte das eventuais hipóteses. “Primeiro quero conhecer o mundo marítimo e o mundo em si e depois pensarei em regressar”. “Este foi um ano de acréscimo na minha vida” Poderemos ser levados a pensar que este compasso de um ano na vida de Mariana Luís ficou de fora da contagem numa perspectiva futura mas ela garante que foi precisamente ao contrário! “Este foi um ano de acréscimo na minha vida! Sinto que ganhei muito mais do que ter ido para um qualquer curso numa faculdade, porque quando faço a comparação entre mim e outros colegas que foram para a universidade este ano, reparo que tenho outros valores. Acho que ganhei maturidade para ter um melhor desempenho no ano lectivo que aí vem. Se não tivesse ficado cá este ano teria perdido a oportunidade única de con-
Foi a carreira na modalidade da Vela, iniciada ainda muito criança, que incutiu nesta jovem o desejo de ingressar na Marinha. Por isso, afiança: “O Clube vai estar sempre presente e continua a ser importante na minha vida e sem dúvida que a Vela é que tem a culpa disto tudo”. A Vela e o Duarte Araújo, acrescentamos nós, já que a relação que foi sendo construída ao longo de várias épocas, entre este treinador e a sua atleta, chegou a um patamar de profunda amizade, grande confiança e sólida continuidade. “Nunca pensei vir a gostar do Duarte, pois quando o vi, a minha reacção inicial foi: “Não te conheço, não te vou dar confiança, não nada!” Mas depois ele mostrou-se uma pessoa super-tudo e ganhei um amigo, com mais de 20 anos de diferença mas o que prevalece é a mentalidade jovem dele. E, sinceramente, nunca pensei vir a substituí-lo!” Depois de alguma insistência, Mariana confessa
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o que todos nós já percebemos há muito: “Ele diz-me que confia em mim e também me sinto contente por isso”. “No CNH fiz amigos e família, que jamais vou esquecer” Mas é claro que as saudades vão pesar! “Vou ter saudades de tudo! Do Duarte, dos amigos, da família, do Clube!... O CNH é uma segunda casa. Aqui, fiz amigos e família, que vou manter para sempre. E aproveito esta oportunidade para
“O CNH é uma segunda casa”
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agradecer o magnífico ano que tive e quando vier de férias o Clube será ponto de passagem obrigatória”. Mariana garante que “o Clube Naval da Horta tem atletas com potencial” e fica “muito agradada” por ver que “o número de velejadoras tem vindo a aumentar significativamente”. “Eu sempre quis estar onde os rapazes estavam, porque sempre me considerei igual a eles. Posso ser igual em termos de resultados mas também posso ser melhor velejadora e melhor pessoa, graças também à Vela, que é um desporto que nos ajuda a inter-agir e a crescer”. Para esta defensora convicta da capacidade feminina, “tanto a Vela como a Marinha devem ser vistos como mundos também pertencentes às mulheres”. E realça: “Do meu mundo da Vela trago esta ideia comigo desde miúda, do tempo das regatas e das competições. Somos todos seres humanos, com diferenças é certo, mas o que interessa é a nossa capacidade. Falamos de pessoas e não de géneros”. Na Marinha, a Vela vai continuar a ser uma realidade, atendendo a que é condição obrigatória a prática de um desporto. “E só poderia ser a Vela, porque sou uma mulher da Vela”.
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CONHECER OS NOSSOS ATLETAS PEDRO MONIZ: “A VELA FAZ-NOS TER UMA LIGAÇÃO ESPECIAL COM O MAR”
Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos foi o local escolhido para a Entrega de Prémios
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Vela não é nada fácil! É um desporto difícil de aprender e de praticar. A parte prática é sempre pior pelo medo de revirar e de levar uma retrancada. Quando se começa é horrível e embora aconteça sempre à medida que vamos evoluindo, a verdade é que as retrancadas vão sendo em menor escala. Mas posso dizer que aprender Vela foi muito importante, porque é um desporto especial!” É assim que Pedro Moniz dá o mote a esta conversa, revelando que já são 8 anos a velejar, tendo começado precisamente quando tinha 8 anos de idade. “Meu pai [Luís Paulo Moniz] tirava-me o juizo, porque queria que eu aprendesse, assim como meu padrinho [Carlos Moniz] tendo em conta que sempre tiveram barco”. Se somarmos a tudo
isto a envolvência diária no Clube Naval da Horta (CNH) pelo facto de a mãe [Orlanda Moniz] ser funcionária da Secretaria, poderemos dizer que Pedro Moniz estava predestinado a ser velejador. Mas o nosso entrevistado confessa que “já quis desistir várias vezes”, o que não sucedeu devido à firmeza do pai. “Ainda bem que isso não aconteceu, pois teria sido mau para mim”. Este jovem já fez Esgrima e jogou Futebol no Fayal Sport mas como se tornou complicado conciliar tudo isso com as aulas, optou pela Vela e está “satisfeito” com a decisão tomada, admitindo mesmo: “Sou mais ligado ao Clube Naval do que ao Fayal Sport. Venho todos os dias para o Clube, instituição que é importante para mim, funcionando como uma terceira casa. A segunda é a Escola. Se a minha vida fosse só Vela seria bom mas sei que iria sentir a falta da Escola”. Com a idade, Pedro passou a saber gerir melhor o tempo e por isso põe a hipótese de vir a praticar Atletismo, já que a Natação e a Canoagem
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“Vou querer estar sempre ligado ao mar”
não são tão apetecíveis. “Gosto de correr. O meu professor de Educação Física sempre me disse que eu era talhado para esta área por ter boa resistência. Sou muito rápido. Se me convidarem para ir fazer o ‘Trail’ [Run], vou, pois tenho amigos nesse grupo”. O facto de reter a matéria que é dada nas várias disciplinas também o ajuda a dispôr de mais algum tempo livre, assegurando que não estuda muito. “O que fica nas aulas fica mesmo!” “Quando estou no mar, sinto-me muito confortável” Apesar de ainda não ter rumo definido quanto ao futuro – encontra-se na Área de Economia e tem na Educação Física e na Matemática as disciplinas preferidas – Pedro deixa uma garantia: “Vou querer estar sempre ligado ao mar”. E se o caminho que vier a ser trilhado não corresponder ao esperado, há sempre a saída na área da Vela: “O meu pai incentiva-me muito a fazer o
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Curso de Treinador. Já aprendi a montar bóias e percursos e até fiz de júri de regata. Passo muito tempo no mar e vou muitas vezes no “Tabarly” [barco de apoio do CNH]. Já fui no barco de apoio aquando da realização de alguns Triatlos, da Regata “Les Sabes/Horta/Les Sables” e em várias regatas da Secção de Vela de Cruzeiro, sobretudo no Verão. Meu pai gosta muito que eu faça tudo isto, pois também ele praticou Vela, faz algumas regatas e costuma dar apoio a outras. Ele sempre que pode vai para o mar colaborar e puxa-me muito nesse sentido. Somos uma família de homens do mar. Quando estou no mar, sinto-me muito confortável e até gosto de dormir com agitação. Desde pequeno que sempre andei de barco. O facto de o meu padrinho ter dois barcos também ajuda. É divertido estar a apanhar ondas! Gostava muito de fazer uma “Atlantis Cup” e espero que me convidem, pois estou disponível para integrar uma tripulação. Acho que o facto de não haver elementos mais novos nas tripula-
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CLUBE NAVAL DA H ções revela falta de confiança nos jovens”. “Gosto bastante de ensinar!” Questionado sobre o que considera difícil na Vela, responde: “Estar focado em muita coisa ao mesmo tempo torna-se complicado. E ir para o mar sem saber muito assusta, sobretudo o treinador! Como fui Monitor de Vela em 2017 e 2018, consigo pôr-me no lugar do treinador e realmente assusta percebermos que temos ali vários atletas que ainda não dominam a situação. Em 2017, o Duarte convidou-me para eu ser Monitor na “Vela Espectacular” e em 2018 manifestei vontade de voltar a ser. E sinceramente é algo que pretendo voltar a ser este ano. Gosto bastante de ensinar! Ponho mesmo a hipótese de vir a ser treinador, tendo em conta que tenho muita paciência para ensinar. Aliás, acho que tenho mais paciência do que o Duarte [Treinador de Competição e Coordenador da Escola de Vela do CNH]. E prefiro ensinar os mais pequenos
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por serem mais mexidos, tal como eu. São mais o meu tipo. Na minha opinião, a “Vela Espectacular” funciona como uma escola de formação que ajuda a garantir o futuro da Secção de Vela Ligeira do CNH. Neste Projecto, há uma pequena percentagem que se safa, uma vez que a Vela exige um certo carácter, o que significa ser, especialmente muito corajoso. Começar a praticar em pequeno é o melhor, embora assuste quando está vento. Revirar também assusta assim como as retrancadas que, como já disse, vão acontecer sempre. Também costumo acompanhar os treinos da Classe Hansa [Vela Adaptada]. Vou com o João Duarte [Treinador] e gosto muito! Para mim, estes atletas são velejadores como todos os outros do Clube e sabem tanto quanto a gente. A única diferença entre nós e eles é a parte física. O meu pai também costuma colaborar com a Classe Hansa e faz mesmo equipa com um velejador da Classe 303. Eu gostava de competir contra o
Pedro Moniz foi Monitor da “Vela Espectacular” do CNH em 2018 tal como em 2017
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“Não gosto de perder!”
meu pai mas confesso que tenho algum receio de perder e não gosto de perder!” “O Duarte é exigente e isso torna-nos melhores” Ao longo destes 8 anos, Pedro Moniz conheceu diferentes treinadores, recordando os nomes de Emídio Gonçalves, Pedro Cipriano, o próprio pai que deu alguns treinos e Duarte Araújo, o actual Técnico. “Não me lembro tão bem dos outros como do Duarte, uma vez que já está connosco desde 2014 e é muito positivo ser sempre o mesmo, ou seja, não haver alterações/substituições. Posso dizer que o Duarte é um bom treinador e também um amigo. É exigente e isso torna-nos melhores. Por vezes é preciso ele dar um berro para chamar a atenção mas isso acontecia mais nos Optimist. Actualmente, já estou na Classe Laser, que é bem mais difícil do que a anterior (Optimist). Onde estamos mais desfalcados é nos 420 e
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isso explica-se pelo facto de todos começarem a praticar Vela quando são pequenos, o que faz com que haja um maior número de velejadores nos escalões mais iniciais e fáceis, digamos assim. Quando atingimos a idade para mudarmos para a Classe 420 é numa altura em que tudo se torna mais difícil, incluindo o facto de irmos estudar fora do Faial. Esta situação também acontece noutros clubes”. Maior ligação entre as Escolas e o CNH “Gostava que houvesse mais gente na Vela e no que diz respeito aos mais pequenos, isso está a ser uma realidade. Se os mais pequenos tiverem alguém que insista com eles é bom mas é preciso ter muito cuidado para não se assustarem ao ponto de desistirem. A primeira experiência é muito importante! A campanha de promoção e divulgação que o CNH faz no Ciclo [Escola Básica Integrada António José de Ávila, da Horta] também deveria
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“Gostava muito de fazer uma “Atlantis Cup” e espero que me convidem, pois estou disponível para integrar uma tripulação”
acontecer na Secundária [Manuel de Arriaga] tendo em vista a captação de novos atletas. Na Escola, os meus amigos perguntam-me várias vezes como é a Vela e apesar de eu dar o meu melhor para eles perceberem, é difícil! Só mesmo praticando e estando lá. Não há uma idade certa para começar na Vela mas quem inicia em pequeno é melhor. Seria muito interessante que, tal como já acontece na Básica, também na Secundária houvesse Vela em termos curriculares e que os alunos da Manuel de Arriaga viessem ao Clube em visita de estudo. Todos ganhavam se houvesse uma maior ligação entre estes estabelecimentos de ensino e o Clube Naval da Horta”. “O meu objectivo é ir aos Nacionais” Pedro reconhece a qualidade dos velejadores de outras ilhas e do Continente português e no CNH elege como referências Tomás Pó e Jorge Pires. “Admiro muito o Tomás e o Jorge. Aprendemos
muito com as conversas que temos. Gostava de seguir o percurso deles: ser “Jovem Talento” e ir aos Nacionais. Os melhores fazem muito treino. Ter mais Campeonatos Regionais nos Açores dava jeito, pois são excelentes momentos para aprendermos. Nos treinos também aprendemos mas isso depende do que fazemos e daquilo que o Duarte puxa por nós. Quando há vento, por vezes o Duarte leva-nos ao extremo”. Este atleta revela que o seu grande objectivo é ir aos Nacionais na próxima época com o intuito de tentar seguir as pisadas dos melhores do CNH. “Fora do Faial aprende-se mais, pois, cá dentro a competição é muito limitada. Tenho amigos no Pico, Terceira e São Miguel e devido à proximidade seria muito bom que o Pico tivesse mais velejadores, o que permitiria haver competição. Chegámos mesmo a participar nalgumas provas com os nossos vizinhos, em que destaco o Madruga [Alexandre], da Madalena”. No Clube Naval da Horta, Pedro vê “muito potencial” nalguns velejadores e cita nomes como
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Maísa Silva, David João ou Manuel Bettencourt. “Na Vela há um espírito de equipa” Quando tiver de sair do Faial para prosseguir estudos, Pedro quer continuar a praticar. “A Vela é muito importante para mim. Representa pelo menos metade do meu ano. Apesar de virmos estafados do mar, pois os treinos são de 4 horas – e eu gostava de treinar mais e acho mesmo que devíamos fazer exercícios de aquecimento – sinto falta da Vela. Este desporto implica aprender muito em terra, preparar tudo e afinar os barcos. As pessoas pensam que é chegar ali e pôr o barquinho no mar mas não é assim tão simples. Há muito trabalho de preparação! Vestir o fato molhado é a parte má nisto tudo. E quando acaba o treino é preciso tirar a Vela do Laser, lavar o barco e arrumá-lo. Estamos a falar de uma modalidade difícil, trabalhosa!... Por tudo isto, a Vela faz-nos ter uma relação especial com o mar. É um desporto diferente.
Tenho mais amigos desde que estou na Vela e os colegas mais antigos e de quem sou mais amigo é do Tomás e do Jorge. Há um espírito de equipa. E esse é um aspecto que a Mariana [Luís, Monitora] está a trabalhar com os mais pequenos. Somos bastante competitivos no mar mas em terra somos muito amigos. No mar não pode haver amigos mas nos treinos ajudamo-nos uns aos outros. Considero que a Vela é um desporto também para meninas. Por norma, as nossas ganham sempre, como é o caso da Maísa e da Mariana Luís, que agora já é Monitora! Eu também gostava de um dia vir a ser Monitor!” “A Vela ensina a desenrascarmo-nos” No entender deste velejador, “o que faz mais falta são velas, porque são alvo de um grande desgaste”. Mas desengane-se quem pensa que o equipamento é tudo! “O que interessa é ser um bom velejador. O equipamento é o bónus. Se
“A Vela é o gajo que está agarrado ao leme”
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CLUBE NAVAL DA H eu tiver um bom barco e não souber velejar, não adianta de nada mas se o equipamento for fraco e o atleta for capaz, aí é que se vê o valor do velejador”. Instado a explicar o que é a Vela, Pedro Moniz define a mesma na sua linguagem muito própria: “A Vela é o gajo que está agarrado ao leme. E o que pode correr muito mal numa regata é o mastro partir-se. Posso dizer que já parti uma espicha [nome dado ao pau que, preso ao mastro, sobe em diagonal para segurar a vela trapezoidal de certas embarcações como a do Optimist]. Mas temos de improvisar e a Vela ensina a desenrascarmo-nos. No mar, é preciso saber fazer nós e alguns não são nada fáceis”. Quanto a novas descobertas, Pedro revela que gostava de experimentar a Classe 420, o que seria sinónimo de velejar com um colega, embora essa consonância não o assuste, porque “quem está ao leme é que manda”. “O velejador mais pequeno vai para o leme. Temos de tomar decisões em conjunto mas a última palavra há-de ser do timoneiro. No CNH, apostamos muito na segurança. Cada um de nós que anda na Competição já presenciou pelo menos um acidente, de que tenha resultado um mastro partido ou um barco revirado sem conseguir voltar-se e no caso de um 420, isso é bastante complicado”.
“Aprender Vela foi muito importante, porque é um desporto especial”
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O lado B de Pedro Moniz O entrevistado de hoje da rubrica “Conhecer os Nossos Atletas” é caranguejo de signo e afirma-se sportinguista, tal como o pai. Nos seus tempos livres vê “muito” futebol mas não dispensa a série televisiva os “Simpsons”. O Futebol também preenche algum do seu tempo vago. Se lhe perguntarmos qual a qualidade que destaca, afirma que está “sempre animado” e que gosta de ajudar. Já em sentido inverso, diz ser “muito desorientado e teimoso”. Pedro é um jovem que fica pela sua cabeça não indo atrás daquilo que os outros traçam. Gosta de informática (não tanto quanto o pai) e tem na francesinha o seu prato preferido. Pedro: segue a tua vocação de ensinar dentro da modalidade favorita, aliando diversão ao mundo náutico. Mantém a boa disposição, vontade de inovar e disponibilidade para ajudar outros a crescer e a serem cidadãos de corpo inteiro.
Pedro Moniz: “Ponho mesmo a hipótese de vir a ser treinador, pois tenho muita paciência para ensinar”
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FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH PROGRAMA ARRANCOU COM CERCA DE 100 PARTICIPANTES
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ão cerca de 100 os participantes nas Férias Desportivas do Clube Naval da Horta (CNH) 2019, Programa que arrancou esta segunda-feira, dia 01 de Julho, terminando no próximo dia 26 de Julho. A recepção aconteceu na manhã deste primeiro dia de Julho, tendo contado com a presença de José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, e do Director Regional da Juventude, Lúcio Rodrigues. É Coordenador deste Projecto, Tiago Henriques (Treinador e Coordenador da Secção de Natação do Clube Naval da Horta), que conta com o apoio de 5 Monitores: Clésio Pereira (atleta da Secção de Canoagem do CNH); Tomás Oliveira (atleta da Secção de Natação do CNH e que também integrou, durante vários anos, a Secção de Vela Ligeira do CNH); Raquel Brasil (uma cara já habitual nestas andanças); Isabel Carvão (ex-
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-atleta do CNH) e Alexandra Gonçalves. Esta iniciativa, destinada a crianças e adolescentes entre os 6 e os 13 anos, abrange um conjunto diversificado de actividades desportivas, náuticas, lúdicas e culturais, sendo um dos objectivos do Clube Naval da Horta a integração de alguns destes frequentadores nas diferentes modalidades que desenvolve. Este Projecto, em marcha há diversos anos, tem registado cada vez maior adesão, constituindo uma mais-valia na ocupação dos tempos livres dos seus destinatários, na medida em que oferece um vasto leque de acções indispensáveis na formação pedagógica e cívica dos mais novos. Observatório do Mar dos Açores (OMA), Direcção Regional dos Assuntos do Mar (DRAM) e Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA), são parceiros do CNH na realização deste Projecto.
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FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH TIAGO HENRIQUES: “1ª SEMANA DECORREU COM MUITA DIVERSÃO E ACTIVIDADES NÁUTICAS”
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1ª semana das Férias Desportivas do Clube Naval da Horta (CNH) 2019 já terminou, tendo sido uma verdadeira animação, como nos conta Tiago Henriques, Coordenador deste Projecto: “Nesta 1ª semana, contámos com 50 crianças nas nossas actividades, maioritariamente da ilha do Faial mas, também, algumas do Continente português que aqui se encontram de férias e se juntaram a nós para muitas iniciativas e diversão, que incluiram Trilhos, ‘Padlle’, Vela, Canoagem, Natação, Jogos Tradicionais e Desportivos. No primeiro dia houve uma palestra a cargo do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), em que o inerveniente explicou às nossas crianças e adolescentes o que fazer em situações de perigo e como proceder em casos de picadas de caravelas portuguesas ou águas vivas. Resultante da parceria estabelecida com a União
de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), contámos com a colaboração de duas psicólogas, que conversaram sobre Igualdade de Género e ‘Bullying’ e no final realizaram dinâmicas de grupo sobre confiança e sentimentos. Foi uma semana muito ligada ao mar, marcada por muita, muita diversão, com paisagens incríveis, que só encontramos na ilha do Faial!!!” Este ano, Tiago Henriques conta com o apoio de 5 Monitores: Clésio Pereira (atleta da Secção de Canoagem do CNH); Tomás Oliveira (atleta da Secção de Natação do CNH e que também integrou, durante vários anos, a Secção de Vela Ligeira do CNH); Raquel Brasil (uma cara já habitual nestas andanças); Isabel Carvão (ex-atleta do CNH) e Alexandra Gonçalves.
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FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH LAZER, DESPORTO, CULTURA E SENSIBILIZAÇÃO MARCARAM A 2ª SEMANA
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2ª semana das Férias Desportivas do Clube Naval da Horta (CNH) 2019 foi marcada por muita actividade e grande variedade, com diferentes iniciativas de lazer, desportivas, culturais e de sensibilização. Além das actividades que têm ligação directa ao CNH, como a Vela, a Canoagem e a Natação, houve manhãs desportivas com Jogos Desportivos, no Pavilhão da Horta e na praia de Porto Pim. Passámos um dia no outro lado da ilha, com muitos mergulhos no porto do Comprido e uma visita ao Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, além da oportunidade de concretização de actividades culturais. Realizámos uma visita à Fábrica da Baleia de Porto Pim, tendo sido dada aos participantes das Férias Desportivas a possibilidade de ficar a conhecer o Museu de forma diferente, realizando um ‘Pady Pa-
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pper’. Esta 2ª semana terminou com uma acção de sensibilização, em que estivemos a apanhar beatas junto à Marina da Horta. Foi mais uma excelente semana, que registou a participação de cerca de 80 crianças e adolescentes, com muita diversão e consciencialização para temas relacionados com o meio ambiente”. É assim que Tiago Henriques, Coordenador das Férias Desportivas do CNH 2019, descreve a 2ª semana deste Projecto, que vem sendo realizado há décadas e que este ano decorre de 01 a 26 de Julho, contando com cerca de 100 inscritos. Esta iniciativa, destinada a crianças e adolescentes entre os 6 e os 13 anos, abrange um conjunto diversificado de actividades desportivas, náuticas, lúdicas e culturais, sendo um dos objectivos do Clube Naval da Horta a integração de alguns destes frequentadores nas diferentes modalidades que desenvolve.
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FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH “THE BEST’S”, “AS MARÉS” E “OS PIRATAS” NO PÓDIO DA REGATA DAS JANGADAS
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hegou ao fim mais uma edição das Férias Desportivas do Clube Naval da Horta (CNH). Este ano, o projecto contou com uma centena de crianças e adolescentes que aprenderam, conviveram e se divertiram nas mais diversas áreas e modalidades. Este programa, que vem sendo realizado há décadas, em 2019 decorreu de 01 a 26 de Julho e teve como Coordenador, Tiago Henriques. Um dos pontos altos das Férias Desportivas é a construção de jangadas, iniciativa em que o CNH conta com a parceria do Observatório do Mar dos Açores (OMA) como nos explica Joana Cruz. Foram construídas 10 jangadas, usando materiais recicláveis, precisamente com o intuito de sensibilizar para esta necessidade. Este dia de quinta-feira – 25 – culminou com a realização da Regata das Jangadas, tendo os pais sido convidados pelo Clube Naval da Horta para
torcerem pelos filhos. E foram muitos os que se encontravam na rampa e imediações, fotografando, incentivando e até colaborando na parte de desmanchar as jangadas, atendendo a que estavam bem seguras. Joana Cruz: “Eles trouxeram os garrafões, os sacos de ração, os cabos e deram toda a mão-de-obra” “Este é já o 4º ano em que colaboramos na construção das jangadas nas Férias Desportivas do Clube Naval da Horta. Antigamente, o OMA em parceria com o CNH e a Associaçao de Pescadores de Espécies Demersais dos Açores (APEDA),organizava a Travessia do Canal em Jangada, o que se revelou difícil de concretizar nos últimos anos. Por isso, começámos a organizar com os pequeninos e tem sido muito giro! Eles participam em todo o processo, des-
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“Para mim, os erres mais importantes são estes: recusar e reutilizar”
de a recolha do material, à construção da jangadas, terminando com a realização da regata. Eles compreendem a importância da reutilizar não só por esta actividade mas, também, através de muitas outras, pois o OMA realiza várias com estas crianças tanto em contexto escolar como de férias no próprio Clube Naval da Horta e com a equipa de Vela. Eu acho que as crianças e os jovens dos Açores estão cada vez mais conscientes deste problema. Esta é só mais uma maneira de eles realmente perceberem que aquilo que deitamos fora pode servir para jogos e coisas divertidas. O que fazemos é estimulá-los para que sozinhos se tornem cada vez mais autónomos nesta coisa de recusar e reutilizar. Para mim, os erres mais importantes são estes: recusar e reutilizar. É importante recusar uma palhinha, recusar uma festa com balões, etc. Cada vez mais é importante dizermos que não queremos aquele produto, porque no fundo temos muito poder de decisão e podemos influenciar muita coisa, principalmente as crianças, que vão mudar o mundo. Já não somos nós! Nós podemos dar-lhes as ferramentas para eles
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mudarem o mundo e é isso que tentamos fazer no OMA. Dar-lhes o conhecimento do oceano e as ferramentas para que, mais tarde, possam ser eles a proteger as nossas maravilhosas ilhas e o nosso mar. Em relação às jangadas, a base é igual para todas, o que não costuma acontecer. Isso foi assim, porque o OMA trabalhou com todos os ATL’s da ilha e estas bases, em cana de bambu, foram construídas para um evento já realizado. E decidimos aproveitá-las pelo facto de a estrutura se assemelhar a um bote baleeiro, puxando também nós um bocadinho pela tradição histórica. Eles trouxeram os garrafões, os sacos de ração, os cabos e deram toda a mão-de-obra. O facto de as jangadas serem todas feitas com os mesmos materiais evitou aquelas guerrinhas de “tu tinhas materiais melhores do que eu, porque o teu pai guardou mais coisas”. Assim, estão todas iguais. Este ano também temos uma novidade, pois o vencedor não é aquele que chegar primeiro mas, sim, o que depois de chegar a terra, desmanchar a jangada e colocar todos os materiais nas sa-
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As jangadas deste ano tinham uma estrutura que se assemelhava a um bote baleeiro
cas de ração para depositar no contentor certo. Só ganham quando todo o “lixo” tiver voltado ao seu ciclo de reciclagem. Isto tem como objectivo eles fazerem uma actividade até ao fim: começam, brincam e arrumam. É, também, uma boa aprendizagem para a vida, no sentido de perceberem que o processo tem um todo. Pais convidados a assistir Este ano não há ajudas, portanto eles é que vão ter que dar aos pezinhos, sendo o seu próprio motor de propulsão. Convidámos os pais e os familiares para este ser, também, um evento familiar, que já vai tendo importância a nível local, sendo conhecido de muita gente. Os pais envolvem-se muito e no convite formulado pelo CNH para assistirem à Regata das Jangadas, também foi dito que se tivessem tempo e quisessem participar nos trabalhos de construção, que decorreram na Fábrica da Baleia, eram muito bem-vindos! E houve pais que foram aparecendo e ajudaram a fazer os nós e a construir as jangadas, porque é sempre bom termos actividades de pais e filhos. É importante conseguir envolver a família, sobretudo nesta altura em que, por ser Verão, os pais estão com muito trabalho e as crianças estão disponíveis”.
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decorreu uma pequena cerimónia destinada à Entrega dos Prémios. Todos os participantes receberam Certificados, tendo as equipas vencedoras sido distinguidas com Medalhas e Prémios. Depois de Joana Cruz, do OMA, ter manifestado a sua satisfação pela presença de todos, enfatizando a colaboração dos Monitores na concretização desta actividade, José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, agradeceu a todos os que deram vida às Férias Desportivas do CNH em 2019. Este Dirigente congratulou-se com a resposta massiva dos pais ao convite formulado pelo Clube Naval para que participassem neste momento “empolgante e importante para os mais pequenos”, lembrando o churrasco de encerramento (no dia seguinte), no Parque do Cabouco, como habitualmente, e o “famoso casamento”. “Há muita gente empenhada em que vocês se divirtam”, realçou José Decq Mota, dirigindo-se à pequenada. Mesmo avisando que não se tratava de um balanço, o Presidente da Direcção do CNH disse que, no seu entender, “as Férias Desportivas correram bem”. “Quando passava junto à Tenda Multiusos, por vezes vi umas zangas mas também vi muitos empenhados em fazer as tarefas e as iniciativas programadas. Observei os vossos Monitores e Coordenador a trabalharem muito bem connvosco e acho que todos temos razões para estarmos satisfeitos pela forma como este projecto decorreu”. E lembrou: “Aqueles que estão dentro do padrão da idade, esperamo-los cá para o ano e outros virão também, certamente.
“As Férias Desportivas do CNH são uma iniciativa importante para vocês, para nós e para esta Terra” Terminada a Regata e arrumado todo o material,
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“Convidámos os pais e os familiares para este ser, também, um evento familiar”
As Férias Desportivas do CNH são uma iniciativa importante para vocês, para nós e para esta Terra”. O mais alto Responsável pelos destinos desta instituição náutica faialense, dirigiu um agradecimento “muito especial” à equipa do OMA, “pela colaboração, empenho e criatividade”. E o pódio da Regata das Jangadas ficou assim preenchido: 3º lugar: Os Piratas 2º lugar: As Marés 1º lugar “The Best’s” Maria Rita Rodrigues: “Gosto muito de decorar e de organizar coisas e o casamento envolve tudo isso” O casamento de um casal de Monitores, no
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dia do encerramento deste programa, é sempre aguardado com grande expectiva, envolvendo uma demorada organização, como percebeu o Gabinete de Imprensa do CNH, na conversa mantida com a líder desta iniciativa: Maria Rita Rodrigues. “Sou uma das organizadoras do casamento deste ano, em conjunto com a “Mimi” (Maria Margarida), a Maria Inês Fontes, a Maria Guerreiro, a Maria Castro e depois há várias pessoas que têm diferentes tarefas como maquilhar a noiva, trazer o fato do noivo, etc. Gosto muito de decorar e de organizar coisas e o casamento envolve tudo isso. Este ano, por falta de tempo, não fizemos a roupa dos noivos, como já aconteceu anteriormente. No ano em que a Maria Vieira casou com o Clésio fiz a roupa, que era um vestido às riscas. Com a falta de tempo deste ano, optámos por juntar uma saia com uma camisa e ficou um vestido bastante giro. Quando temos ajudas, até que não dá muito trabalho fazer isto mas às vezes estamos a organizar com umas pessoas e quando está quase no fim elas deixam tudo para cima de nós; aí é que é mais difícil. Mas este ano está tudo a correr bem. Em cada edição das Férias, nós, os participantes, é que escolhemos os noivos. Tendo em conta que este é o último ano da Isabel [Carvão] e que para o ano o Tomás [Oliveira] vai para a faculdade, decidimos juntá-los e eles aceitaram. Ainda hoje [quinta-feira, dia 25] o Tomás pediu
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a Isabel em casamento. A ideia foi nossa, claro! A Maria Castro e o Rodrigo Decq Mota Costa queriam fazer de padres – também já foram em anos anteriores – e então para ser justo vão ser os dois este ano. E eles até já têm discurso. Nós também fizemos as alianças. Neste caso, eu é que tenho as alianças em minha casa numa caixinha por isso eu é que vou trazê-las amanhã [sexta, dia 26] mas na cerimónia é a Teresa Fontes que vai levá-las. Pensámos fazer os anéis mas devido à falta de tempo, usámos uns de aço e colámos uns brilhantes e ficou fixe! Depois das Férias Desportivas claro que eles podem divorciar-se. Para mim, as Férias foram fixes. Já venho desde os meus 6 anos e tenho 10. Gosto sempre de vir, porque é um programa muito bom e além disso tem o casamento e eu participo sempre para ajudar a organizar e a decorar e isso é divertido. Mas também venho, porque vamos para o mar fazer Vela, andar de semi-rígido e uma das coisas de que eu mais gosto é ir à praia deserta. Este ano eu ia para São Jorge no dia dessa actividade mas pedi aos meus pais, aliás, eu implorei para não ir nessa viagem, porque eu queria ir à praia deserta, tinha de ser, e lá eles perceberam e não fomos a São Jorge. Gostamos dos Monitores, que fazem o seu trabalho, é o dever deles. Houve uns dias que o Tiago saiu, porque tinha viagens para fazer na Natação e então os Monitores ficaram a trabalhar e às vezes pediam ajuda a colegas seus. Acho que eles se portaram muito bem e nós às vezes também. Houve uns que saíram da casca, digamos assim”.
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FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH MONITORES FALAM DAS FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH 2019
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s Férias Desportivas do Clube Naval da Horta (CNH) são um projecto que, de ano para ano, ganha cada vez mais adeptos. A variedade e o interesse das actividades, que permitem novas aprendizagens em contexto de grupo e a nível individual, formando cidadãos plenos, são factores que levam os pais a optarem por esta instituição náutica, que preza a segurança, valoriza o bom ambiente e se preocupa em proporcionar actividades diferentes e enriquecidoras. Na hora do “adeus, até para o ano”, os Monitores da edição de 2019 foram convidados a partilhar as histórias vividas ao longo destas semanas de convívio diário com cerca de 100 crianças e adolescentes. Raquel Brasil: “Os miúdos têm uma relação muito boa connosco!”
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CLUBE NAVAL DA H “Este é o 4º ano que sou Monitora nas Férias Desportivas do CNH. Gosto deste projecto, porque representa um trabalho em que, para além de estarmos a conviver com as crianças e adolescentes, também está implicada a vertente de mar e de natureza. Há sempre uma grande chamada de atenção para a poluição, de que tanto se fala. Eles percebem a mensagem mas a verdade é que rapidamente se esquecem e deixam o lixo pelo chão. Por isso, é preciso andar sempre de olho neles, pois alguns são pequenos e distraídos. Em teoria eles sabem tudo! Sabem que há reciclagem e que não devem poluir o meio ambiente mas no que diz respeito à acção em si, aí falha. Alertamos constantemente para a necessidade que há de deixar os locais da mesma maneira que os encontrámos ou melhor mas há sempre um ou outro que se esquece do pacote das bolachas vazio num lado qualquer. É verdade que ainda são muito novos mas a mensagem de tem chegar, porque a próxima geração são eles, que têm um papel muito importante em termos de educar os pais. O programa tem sempre novidades de ano para ano, mantendo a essência dos desportos náuticos como a Vela, a Canoagem, a Natação. Temos crianças diferentes todos os anos, mas a maior parte é repetente, o que significa que gostam das actividades, dos monitores e deste ambiente. Eles têm uma relação muito boa connosco! Gostam de brincar, fazem-nos massagens, penteados, etc. Este ano tivemos um Coordenador diferente, o Tiago Henriques. É sempre bom ter pessoas novas com outras mentalidades. Foi fácil trabalhar com ele. O que mais notei de diferente foi a maneira como ele lidava com as crianças, como se impunha, estabelecendo regras. É claro que passado um mês, sinto-me cansada, porque como eles estão em contexto de férias, querem é brincadeira e nem sempre ouvem aquilo que dizemos. Mas mesmo em tempo de férias, tem de haver regras. Tivemos um grupo bastante grande mas diverti-
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mo-nos e demos-nos todos bem. Na hora de ir para casa, todos querem ficar mais tempo. As Férias Desportivas do CNH é uma iniciativa bastante antiga. Eu própria participei neste programa dos 7 aos 13 anos e no meu último ano fiquei triste, porque gostava muito e queria continuar. É curioso estar deste lado, como Monitora. Sinceramente, gostava de voltar atrás. Uma das actividades que envolveu grande participação de todos foi a construção das 10 jangadas, em que usámos material reciclável, o que é fundamental para eles perceberem a importância de reutilizar”.
Clésio Pereira: “Tivemos um novo Coordenador, o que foi bom” “Este é o meu 3º ano como Monitor. É engraçado. Há sempre pessoas novas tanto nos Monitores como nos participantes. É uma boa experiência. Há momentos que são mais difíceis devido à personalidade de cada um. No fim do 1º ano, achei que tinha sido cansativo mas agora já não. Eles gostam todos destas actividades e os que es-
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tão de novo adaptam-se rapidamente. Percebe-se que vêm na sequência das experiências que os amigos relatam. Nestes 3 anos fiz sempre as jangadas com as crianças. Todos os anos temos usado materiais recicláveis como canas de bambu, garrafões e garrafas de água, entre outros. É claro que os maiores captam melhor a mensagem da reciclagem mas é importante ir falando destas questões aos mais pequenos. A parte de que eles gostam mais é de ir para a água. Dei-me bem com os colegas novos mas nos primeiros dias foi preciso ajudá-los, pois estavam um pouco perdidos. Tivemos um novo Coordenador, o que foi bom, tendo em conta a maneira diferente dele em trabalhar com as crianças. Exigia ordem e trouxe regras. O valor que ele mais focou foi a educação: ser educado para receber educação de volta. Foi bom trabalhar com ele. Se houver oportunidade, virei no próximo ano. A seguir, deverei sair do Faial, pois gostava de ser Polícia Marítimo. Tinha de ser algo relacionado com o mar”.
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Isabel Carvão: “É importante haver actividades novas de ano para ano” “Fui Monitora durante 2 anos mas há 4 ou 5 que já não era. Este ano tivemos um Monitor novo e actividades diferentes. É importante haver iniciativas novas de ano para ano, porque há miúdos que vêm ao longo de várias edições e se fosse sempre tudo igual tornava-se repetitivo. Foi fácil trabalhar com o Coordenador e com os colegas. Demo-nos todos bem. O mais dificil foi o facto de serem muitos miúdos e a organização que isso implica. Eles começam a ganhar confiança connosco e já não nos ouvem. Estou bastante cansada, porque estamos a falar de um projecto diário, que começa de manhã e só termina ao fim da tarde. Como sempre, há o casamento no último dia [sexta-feira, 26] e eu fui escolhida para noiva. Até “obrigaram” o coitado do Tomás [o noivo] a ajoelhar-se e a fazer o pedido de casamento. Tive direito a anel e tudo! O casamento é organizado pelas raparigas, que levam isto mais a sério. Há um grupo liderado pela Maria Rita, que organiza a festa de casamento, faz a roupa dos noivos e até já me disseram que vão pentear-me e maquilhar-me. Não vai faltar nada. E eu aceitei
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tudo na boa, pois isto é uma tradição das Férias Desportivas do CNH e levamos na brincadeira”. Tomás Oliveira: “Há anos que vinha demonstrando vontade de ter esta experiência” Fui convidado pelo Tiago [Coordenador] para ser Monitor, o que aconteceu pela primeira vez. Há anos que vinha demonstrando vontade de ter esta experiência, que era também um pouco a curiosidade de saber como é lidar com gente desta idade. Se um dia for treinador, já fiquei com uma ideia da mentalidade nestas idades. Uns dias foram mais calmos do que outros mas são crianças e faz parte. Eu já conhecia o Coordenador, que é meu Treinador de Natação no CNH, e quanto aos Monitores, a gente adora-se! O que mais gostei foi de andar no mar. O facto de ter sido o Responsável pela Vela, desporto que pratiquei durante muitos anos no CNH, deu para matar saudades desse tempo. Estive nestas funções com a Nonô [Leonor Porteiro]. Acho que eles aprendem muita coisa mas é normal que também venham pela brincadeira, pois são pequenos e estão de férias. E muitas vezes
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os maiores são piores do que os mais pequenos. A construção das jangadas permitiu eles aprenderem a trabalhar em equipa e a saberem a importância de reutilizarem, algo que ainda não está muito presente na nossa sociedade. As pessoas ainda não têm noção de que o plástico é um problema e que se não for resolvido, poderemos estar a ameaçar-nos a nós próprios. Fui escolhido para noivo e aceito, porque faz parte da brincadeira e eles gostam mas posso dizer que sou um noivo à força. Se houvesse outro, não me importava nada. Ser Monitor é sinónimo de muita responsabilidade. Foi uma boa experiência mas estou todo roto. Em pequeno também participei nas Férias Desportivas. São perspectivas completamente diferentes. Este projecto evoluiu muito ao longo dos anos. Este ano contámos com a ajuda do Guilherme Nunes, como Voluntário, pois ele gosta do Clube e de colaborar e é atleta da Secção de Natação; e do Miguel Duarte e do Eduardo Almeida, que fizeram manhãs, ao abrigo do programa de Ocupação dos Tempos Livres do Jovens (OTL/J)”. Agora é aproveitar as festas e as provas do Festival Náutico do CNH. Quero fazer a travessia longa e curta da doca e aindar por aí”.
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FÉRIAS DESPORTIVAS DO CNH INICIATIVA FINAL NO PARQUE DO CABOUCO
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s Férias Desportivas do Clube Naval das Horta de 2019, terminaram na 6ª feira, dia 26/7, com um conjunto de iniciativas no Parque Florestal do Ca-
bouco. O programa do dia abriu com uma muito útil accão de sensibilização sobre tratamento de resíduos e gestão da água realizada por técnicos da ERSARA, organismo publico regional regulador da água e resíduos. Após essa útil sessão, seguida atentamente pelas dezenas de participantes, seguiu-se um largo período de brincadeira e usufruto daquele magnifico espaço público. Enquanto decorria esse período descontraído esteve a ser preparado um almoço de frango de churrasco, oferecido pelo CNH a todos os participantes. O Presidente e a Vice-Presidente da Direção,
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José Decq Mota e Olga Marques, bem como o Técnico de Gestão Desportiva António Menezes Porteiro, estiveram presentes por um largo período no Parque do Cabouco, partilhando com os jovens participantes, as monitoras e os monitores o almoço e o usufruto daquele belo espaço. Após o almoço seguiu-se o momento mais esperado por todos e que consistiu numa brincadeira já tradicional nas Férias Desportivas do CNH: O “Casamento” de uma monitora e de um monitor, escolhidos pelos participantes e com um cerimonial completo totalmente organizado pelos próprios jovens participantes. Foi um momento criativo e divertido em que todos se envolveram e que terminou com o “partir o bolo” do “casamento”. As Férias Desportivas do CNH, depois de cumprir um programa variado, aliciante e muito virado para o mar, terminaram em brincadeira e festa!
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A FIGURA DO MÊS NORBERTO SERPA
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CLUBE NAVAL DA H “Amadores e profissionais começam é pelo Clube Naval da Horta”
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orberto Serpa, internacionalmente conhecido pelo nome da sua empresa (“Norberto Diver”), começou a sua relação com o mar ainda miúdo. “Desde criança, sempre fui um apaixonado pelo mar. Está no meu coração. Sempre trabalhei e mantive uma relação muito especial com o mar. Com 5 anos comecei a falar de barcos e a fazer perguntas a minha mãe sobre coisas relacionadas com o mar. Meu pai era meio pescador meio agricultor mas um dos meus avós era mesmo pescador e eu herdei esse gosto e acho que vou morrer ligado ao mar”. No Pico, de onde é natural, era pescador, e no Faial, para onde veio estudar e se radicou, foi técnico do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, sedeado na cidade da Horta. “Aos 15 anos vim viver para o Faial, com uma irmã, a fim de ambos estudarmos mas eu andava sempre metido com os “aventureiros” na doca, a falar com eles e a pedir bolachas e outras coisas que os putos costumam fazer”. Com 24 anos surgiu a oportunidade de trabalhar no DOP e aquilo que parecia ser uma experiência de 6 meses prolongou-se por anos, fazendo com que o Pico passasse a ser encarado como local de férias. “Comecei por trabalhar como tarefeiro num barco norueguês que veio ao Faial. Precisavam de um técnico e a partir daí fui embarcando de navio em navio, o que acabou por ser a minha vida durante largos anos. No DOP fazia de tudo. Até parti pedra! Trabalhava em cimento, em ferro, soldava, moldava, pintava, mergulhava, pescava, fazia tudo o que eles queriam. Até fiz, com a minha mão, a casinha onde guardava o meu primeiro compressor. Sempre tive um toquezinho de pirata e aventureiro e nunca me dediquei a uma actividade em exclusivo. Quando me instalei no Faial, vivia cá um primo meu que era Polícia de Segurança Pública e tinha um barquinho de pesca, e lá fazíamos as nossas pescarias, o que nos rendia uns trocados. Varava os barcos das fábricas no Faial e no Pico. Como mergulhador, andava sempre por aí”. No decorrer dos primeiros anos de serviço no
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DOP, Norberto tirou o Curso de Mergulhador Amador, no Faial, com o sr. Albuquerque, mas passado pouco tempo teve de se especializar naquilo que já fazia e, como tal, foi necessário tirar o Curso de Mergulhador Profissional, atendendo a que era regularmente solicitado pela então Junta Autónoma dos Portos da Horta (JAPH) e por barcos científicos que passavam pelo Faial. O Curso foi tirado na Base do Alfeite, no Continente português, uma vez que só a Marinha é que estava certificada para tal. Posteriormente, o filho do nosso entrevistado tirou o mesmo curso mas em Espanha, o que tem acontecido com outras pessoas. Acostumado a tocar em várias teclas ao mesmo tempo, Norberto, este homem dos sete ofícios (ou talvez mais!), não se contentou com o DOP e decidiu criar a sua própria empresa, o que é uma realidade há mais de 20 anos. “Sempre tive uma cena extra e esta coisa de a empresa se chamar “Norberto Diver” tem uma história. Há 30 anos e mais até, não havia Centros de Mergulho nem empresas a trabalhar com os turistas; eram os clubes navais que tinham o compressor. Veio ao Faial um jornalista francês, que trabalhava numa revista, com o intuito de fazer uma reportagem e, através do Clube Naval da Horta (CNH), indicaram o meu nome. Fui
“A minha empresa caminhou, porque eu trabalho muito!”
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apresentado a ele como um “‘expert’ em mergulho, o rapaz que trabalha no DOP e anda sempre por aqui”. Eu andava a estudar mas acabei por ir trabalhar com esse jornalista que veio no mês de Abril. Lembro-me que durante toda essa semana fez um tempo péssimo e a solução foi ir todos os dias para trás da doca, junto ao Monte da Guia, local onde ele fez a reportagem. E então eu era o “Norberto, o diverrr... Norberto, o diverrrr”. E quando vinha outro estrangeiro era a mesma história e eu decidi que esse seria o nome da minha empresa”. O primeiro Centro de Mergulho na Horta para trabalhar com turistas era um depósito de bagagem da antiga Gare Marítima, onde Norberto Serpa instalou um compressor, que funcionava como base de um francês, que tinha um barco de borracha e esteve aqui durante alguns anos. Posteriormente, foi lhe concedido um contentor, o que se mantém até hoje. Mesmo sendo empresário, Norberto manteve-se ligado ao DOP, o que só deixou de ser uma realidade desde há 5 anos. “A minha empresa caminhou, porque eu trabalho muito! Lutei muito pelos meus princípios, que se resumem a viver muito mas de forma muito pobre mesmo”. Este faialense por opção mas picoense de nascimento não esquece as suas origens e os sacrifícios feitos para chegar até aqui. “Éramos 8 a viver em 2 quartinhos e 1 cozinha, sem água nem luz, sendo tudo feito com lenha. Não passávamos fome, pois havia fartura de batatas, inhames, milho e peixe. Meu pai ia pescar e trazia o peixe todo para casa. A nossa subsistência era garantida pela venda das rendas feitas por minha mãe e minhas irmãs e pelo negociozito que meu pai tinha, relacionado com o processo de curtir peles de vaca, que preparava durante a semana para ir vender ao domingo”. Mas “A Figura do Mês” de Julho confessa que tinha o sonho de sair da ilha e viajar, conhecendo outros mundos. E desses mundos vêm amigos – novos e antigos – que deixam lembranças. “Oferecem-me imensas, imensas t-shirt’s e inúmeras garrafas de vinho e outras bebidas. Tenho uma garrafeira preenchida e um guarda-roupa lotado de ‘t’shirt’s’. Ando sempre muito roto, porque há umas ‘t-shirt’s’ pelas quais vou tomando muito gosto e não quero desfazer-me delas. Não me
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oferecem bonés, porque me vêem sempre com a bandana, que segura o cabelo comprido”. E quando se pergunta como começou esta imagem de marca – que o nosso entrevistado prefere apenas classificar como “é uma imagem” – explica: “Certa vez encontrei no “Peter” um espanhol, que na altura já estava cego mas tinha sido um grande velejador e comandante com feitos para contar, que se fazia acompanhar de uma jornalista. Reparei que tinha barbas brancas, cabelo comprido e usava bandana. E pensei: “Quem me dera um dia chegar à idade deste velhote e ainda ser assim, senhor de um estilo como este”. E aí começou a cena da bandana!” “Ninguém tem uma equipa melhor do que a minha” Observação de baleias, natação com golfinhos, viagens de barco privadas e mergulho costeiro com tubarões no banco “Princesa Alice”, são actividades possíveis de realizar com a empresa “Norberto Diver”, criada em 1996, e que possui uma frota de 7 barcos. “Comecei com o mergulho e depois passei para as baleias e golfinhos. Fui o primeiro a pôr o meu contentor junto ao CNH, onde só havia ferro velho. Mas para isso, tive de me livrar de um barco antigo que aqui se encontrava. O engenheiro Ângelo Andrade, ao tempo Director da Junta Autónoma dos Portos, disse-me que eu poderia ficar com aquele espaço desde que conseguisse remover dali a chalupa do Clube Naval. E isso deu-me um trabalhão, porque o proprietário encontrava-se em parte incerta. Mas como eu conhecia o pai do dono, através deste consegui chegar ao filho. Na sequência disso, passei o barco para o meu nome, desmantelei-o, carreguei o ferro velho num camião e coloquei lá o meu contentor. Antes, eu guardava o meu material era no depósito de bagagem, na gare marítima. E então, eu era depositário de bagagem e tinha o meu Centro de Mergulho naquele cantinho junto ao CNH. Só mais tarde é que me aproximei mais do Clube e a empresa foi crescendo. Volvido 1 ano ou 2, o “Peter” também criou a sua empresa de baleias. Éramos nós os dois. Com o passar do tempo, a minha actividade foi crescendo em movimento e número de barcos e outras
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“Trabalho muito com o coração e sinto-me muito feliz com a minha empresa e com a minha equipa”
empresas surgiram no mercado, as quais tiveram a vida facilitada com o aparecimento da ‘net’”. Observação de baleias, natação com golfinhos, viagens de barco privadas e mergulho costeiro com tubarões no banco “Princesa Alice”, são actividades possíveis de realizar com a empresa “Norberto Diver”, criada em 1996, e que possui uma frota de 7 barcos. “Comecei com o mergulho e depois passei para as baleias e golfinhos. Fui o primeiro a pôr o meu contentor junto ao CNH, onde só havia ferro velho. Mas para isso, tive de me livrar de um barco antigo que aqui se encontrava. O engenheiro Ângelo Andrade, ao tempo Director da Junta Autónoma dos Portos, disse-me que eu poderia ficar com aquele espaço desde que conseguisse remover dali a chalupa do Clube Naval. E isso deu-me um trabalhão, porque o proprietário encontrava-se em parte incerta. Mas como eu conhecia o pai do dono, através deste consegui chegar ao filho. Na sequência disso, passei o barco para o meu nome, desmantelei-o, carreguei o ferro velho num camião e coloquei lá o meu contentor.
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Antes, eu guardava o meu material era no depósito de bagagem, na gare marítima. E então, eu era depositário de bagagem e tinha o meu Centro de Mergulho naquele cantinho junto ao CNH. Só mais tarde é que me aproximei mais do Clube e a empresa foi crescendo. Volvido 1 ano ou 2, o “Peter” também criou a sua empresa de baleias. Éramos nós os dois. Com o passar do tempo, a minha actividade foi crescendo em movimento e número de barcos e outras empresas surgiram no mercado, as quais tiveram a vida facilitada com o aparecimento da ‘net’”. Norberto continua a trabalhar, sobretudo numa rede de contactos passados por familiares, amigos e conhecidos. E aposta na qualidade. Por isso, em vez de sair com um barco com 14 pessoas, prefere ir num ‘charter’ alugado por uma familia – um casal e um filho, por exemplo – em que o lucro é o mesmo com a vantagem de poder dar mais atenção aos seus clientes e de ter um menor consumo de combustível. “Trabalho muito com conhecidos e com famílias que têm crianças”. Muitas televisões e fotógrafos consagrados
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CLUBE NAVAL DA H vêm até ao Faial, porque ouviram falar deste “homem-tubarão”, como também é conhecido. Por isso, afirma: “Continuo a ser um romântico. Trabalho muito com o coração e sinto-me muito feliz com a minha empresa e com a minha equipa. Posso dizer que é a melhor equipa do mundo! Ninguém tem uma equipa melhor do que a minha”. E dessa “excelente” equipa, composta por 15 pessoas, fazem parte: Gonçalo Serpa e Jairo Sousa (‘Skipper’s e Dive Master’s); Carlos Silva (Vigia); Lisa Steiner (Bióloga Marinha); Alba Iglesia, Marco Medeiros e José Carvalho (Skipper’s e Dive Master’s); Sophia Fontes (Pront Office e Técnica de Turismo) e Raquel Aguiar (Pront Office e Bióloga Marinha). “Não trocava a minha vida por nada!” “Tenho muita gente que anda no mar e que passou pela minha empresa e um aspecto muito positivo é que continuam a ser meus amigos. Grandes amigos!” Este amante do mar, com mais de 30 anos de
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contacto com a vida marinha, tem “muitos” fãs e podemos mesmo dizer que já faz parte da paisagem do porto da Horta. “Ninguém imagina a quantidade de pessoas que conheci neste porto. Via-os crianças e hoje são comandantes ou exercem outras profissões relacionadas com o mar. A qualquer sítio que eu vá – Nicarágua, Panamá, Colômbia, Caraíbas, etc – estou sempre a dar de caras com alguém conhecido. E essas relações nasceram, porque eu fui solicitado para ir tirar o cabo da hélice de um mega-iate que vem por aí abaixo e me convida para ir beber uma cerveja com eles ou porque fui mergulhar com um grupo daqui ou dali. E um oferece-me um pacote de tabaco, outro um ‘pack’ de uísque e por aí fora. São incontáveis os mergulhos que eu dou neste porto por uma ou outra razão, o que acontece diariamente. E a quantidade de barcos que me vem pedir informações sobre o melho sítio para atracar, é impressionante! Como tenho amigos por todo o mundo, é impossível fixá-los. Por isso, são eles que vêm ter comigo e quando me vêem fazem uma grande festa.
A “Norberto Diver” oferece experiências inesquecíveis acima ou debaixo do mar
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RTA “Tenho o sonho de dar a volta ao Mundo” Norberto Serpa, ou Diver, funciona como um bom embaixador do Faial no mundo. “Tenho uma paixão enorme pelos Açores e para todo o lado onde vou, falo destas ilhas. Uma das recordações que deixo sempre – nos espaços que me marcaram durante a minha estada – para além do rasto como pessoa, é uma bandeirinha do Arquipélago. Encontro pessoas, faço amizades, divirto-me. Gosto de visitar os sítios e por vezes quando é para me vir embora tenho dificuldade. Vou por 3/4 dias e acabo por ficar 15 dias ou 3 semanas e quando saio de lá é num clima de grande festa. Tenho facilidade em fazer amigos. Já atravessei 5 vezes o Atlântico e tenho o sonho de dar a volta ao Mundo. Mas vou andando devagarinho. Sei que vou passar 3 ou 4 anos no Pacífico”.
É por isso que digo: sinto-me muito feliz e não me importo nada de continuar a fazer este trabalho. Não trocava a minha vida por nada! Do fundo do coração: se eu voltasse a ser um menino não me importava nada de levar a vida que levei até hoje. Trabalho muito mas dá-me muito prazer fazer o que faço. São poucas as pessoas no mundo que encontram um trabalho em que se divirtam e tenham prazer. Muitas vezes estou ali no meu barco, cheio de gente, e dou comigo a pensar: “E ainda me estão a pagar para eu ver esta beleza? Fantástico!” Eu divirto-me, às vezes, muito mais do que os clientes. Mas isto também não é só boa vida. O mais difícil é pôr a máquina a funcionar, rectificando avarias, fazendo manutenções, etc. São aquelas coisas que eu faço ou tenho de mandar fazer. Mas o meu pessoal vai sempre comigo e faz de tudo, incluindo trabalhar na terra. Os primeiros começam mesmo por cultivar batatas e cebolinhos. E quando é preciso vão para o armazém ou para o Pico pintar portas, portadas, janelas ou a adega, nos dias vagos, ou seja, quando não há clientes. Aliás, já quando são admitidos é com a condição de serem polivalentes, porque eu também sou. Eu estou ao lado deles em tudo. Não sou um patrão que aparece apenas para vir receber o dinheiro e gerir isto. Eu sou o primeiro em tudo”.
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“Actualmente os tubarões são cada vez mais escassos” O mergulho com tubarões começou há 15 anos, altura em que havia “um entusiasmo grande” devido ao número abundante destes animais. “Mas actualmente os tubarões são cada vez mais escassos, porque são caçados desalmadamente pelos espanhóis. Sei que eles estão a pescar fora das 200 milhas e acredito que seja de forma legal mas as descargas semanais que acontecem no porto da Horta dão uma imagem muito negativa dos Açores e sobretudo do Faial. Quando fui este ano à maior feira de mergulho da Europa e uma das maiores a nível mundial, realizada em Dusseldorf, na Alemanha, apercebi-me do impacto altamente negativo que os Açores têm pelo mundo devido às descargas dos barcos espanhóis. Estamos a sofrer uma quebra muito grande! Quando começámos no mergulho com tubarões, era normal ao fim de 30/60 minutos termos 7, 8, 9, 10,12 tubarões à nossa volta e agora para vermos 1, 2, 3 é uma complicação. É preciso estarmos 3 ou 4 horas no mar a meter sardinhas. Há dias em que não se vê um mas antes era uma actividade com um sucesso de quase 100 por cento. Os espanhóis pescam muito e tudo o que pescam é do ‘stock’ do Atlântico que se movimenta
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“Apercebi-me do impacto altamente negativo que os Açores têm pelo mundo devido às descargas dos barcos espanhóis no porto da Horta”
nos Açores e quanto mais apanharem menos os avistamos cá. Relativamente às baleias e golfinhos, o ‘stock’ mantém-se. Mas já no que diz respeito às baleias, há uma grande preocupação actualmente, porque os japoneses vão voltar a caçá-las. Não vai ser minimamente rentável. A sub-exploração vai ser tão forte que já não vão ter nada para apanhar. Contudo, a espécie não vai extinguir-se. É como o planeta, também não vai extinguir-se. Nós é que vamos ir à vida. É urgente adoptarmos medidas se quisermos que isto se mantenha saudável ainda por mais algum tempo. Mas estão todos agarrados ao deus do ouro. O dinheiro é que domina e fazem-se guerras gigantes em nome dos interesses económicos, que podem, fatalmente, destruir o ecossistema todo, neste caso o mar. Está tudo a modificar-se. Até o cheiro característico do mar, com que eu fui criado, desapareceu, assim como o da maior parte das baías que era tão habitual com a maré baixa e a quantidade de lapas e aquele rabão... As nossas algas já deram origem a outros tipos de algas que se fo-
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“No que diz respeito às baleias, há uma grande preocupação actualmente, porque os japoneses vão voltar a caçá-las”
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CLUBE NAVAL DA H ram desenvolvendo. O sedimento que se foi acumulando no fundo é um pó e já não há aquela visibilidade tão transparente como antigamente. Há pessoas que estão muito sensibilizadas para a questão ambiental mas outras ainda estão muito longe”. “Os Açores estão 50 anos à frente nos cuidados com o planeta” Nas viagens que faz, este lobo do mar evidencia as suas preocupações com a destruição do meio ambiente e partilha algumas nesta entrevista. “Garantidamente, neste momento os Açores estão 50 anos à frente de muitos dos sítios que tenho conhecido no que diz respeito aos cuidados com o planeta. Pelo que tenho visto, parece que as pessoas não gostam da sua terra. Por vezes, deixo o meu barco no Panamá e numa das minhas viagens andei por ali em Porto Lindo e Porto Belo, que já conhecia mas parei para ir cumprimentar uns amigos. Porto Belo é uma Cidade Património Mundial da UNESCO, com uma enseada linda e aqueles castelos antigos, com
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uma grande casa onde os espanhóis guardavam as suas fortunas para serem transportadas para a Europa. A cidade foi restaurada nos anos 90, o que representou um grande investimento. Ao lado do castelo convivem as casinhas sobranceiras ao mar e, curiosamente, é mesmo nessa zona que atiram o lixo por umas ribanceiras abaixo, o qual vai direito ao mar. Tirei umas fotografias e vou fazer uma pequena exposição em Setembro – na sequência de um convite recebido – a propósito dessa vergonha. Na minha opinião, a sociedade deveria unir-se e através de grupos de jovens ou de outras organizações podiam limpar esse lixo e instalar caixotes para as pessoas depositarem os detritos. Essa campanha educacional deveria funcionar no terreno, de forma permanente ao longo de pelo menos 1 ano, no sentido de educar as pessoas para as boas práticas no que toca ao lixo. Uma lixeira a céu aberto lá no interior do sítio é mau mas sabemos que aquele lixo um dia iria ser trabalhado mas atirá-lo, num sítio daqueles, directamente para o mar, revela mesmo falta de civismo. E aqui o problema atinge proporções gi-
“O ‘stock de golfinhos mantém-se”
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gantescas se tivermos em conta que esses actos irreflectidos têm consequências nefastas também para nós, pois, como recebemos uma grande influência das correntes do Golfo e do mar das Caraíbas, com a corrente isso vem tudo parar aos Açores. O grande plástico, com a acção das marés e dos embates na costa, vai-se desfazendo e chega cá em pequeno plástico. Basta ir à Praia de Porto Pim para vermos a quantidade de micro-plásticos, pequenas partículas, à superfície. Vem muito lixo das Caraíbas parar aos Açores, assim como do Panamá, República Dominicana, Haiti, Cuba e todos os países por ali e então nos mais pobres ainda pior, se bem que nas praias das ilhas onde estão os ‘resorts’ e são recebidos os grandes magnatas, a calamidade seja igualmente assustadora”. “O CNH é o único local nesta ilha onde uma criança pode pegar no leme e começar a velejar” Norberto Serpa, Sócio do CNH há mais de 20 anos, tem uma relação “antiga e especial” com esta “casa”. “Desde que cheguei ao Faial
“Há pessoas que estão muito sensibilizadas para a questão ambiental mas outras ainda estão muito longe”
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sempre precisei do Clube Naval e ele de mim. Manifestei total disponibilidade todas as vezes que me pediram alguma coisa. Todos os presidentes desta instituição podem dizer que nunca me pediram algo em que eu não tenha sido útil, desde emprestar barcos e a minha logística ou eu próprio, que já fui tanta vez retirar coisas do Clube que caíram ao mar. Recordo-me particularmente da vez em que fui à ponta da doca buscar o pau das bandeiras que tinha ficado lá. Ainda muito recentemente quiseram movimentar o barco e foram ao meu carro buscar a chave. Às vezes quando vou para o mar deixo o meu carro aberto com a chave lá dentro. Aliás, o meu carro nunca é fechado e tem sempre as chaves dentro, o que é um dos meus orgulhos nesta Terra. Para mim, o CNH é a única escola que temos no Faial para amadores e para profissionais. Naturalmente que os profissionais muitas vezes acabam por dispersar-se por outras escolas e por outros sítios. Mas é por aqui que começam. É o único local nesta ilha onde uma criança pode pegar no leme e começar a velejar, porque da Vela para o motor é muito fácil. Ao contrário é que é difícil. Eu comecei muito mais tarde na Vela e sinto que se tivesse sido mais cedo era muito mais perspicaz e tinha muito mais conhecimento do que tenho hoje, inclusivamente no que toca a manobrar o barco. Claro que agora já naveguei muito e conheço bem o meu barco mas uma coisa é iniciar uma actividade com 30 ou 40 anos e outra é em criança. Defendo que deveria ser dada uma prioridade muito grande no sentido de haver bons monitores. Não vou dizer que o Clube não tem alguns que são bons mas poderia ter mais pessoas a lutar para as coisas evoluirem. Quase todos os ‘skipper’s’ que tive até hoje são pessoas que passaram primeiro pelo Clube Naval da Horta. E foi aqui que vim buscá-los. Começava a observá-los na Vela e dizia: “Aquele puto vai dar!” E isso aconteceu com o Luís Mota, o Guedes, o “Foca” (Marco Medeiros, o eterno “Foca”, que trabalha para mim há mais de 20 anos), o Michael, o Laranjo, o Nuno Santos. O que eles sabem, aprenderam foi no CNH.
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“Quase todos os ‘skipper’s’ que tive até hoje são pessoas que passaram primeiro pelo CNH”
Deveria haver uma carrinha para ir buscar e pôr as crianças do campo O CNH não é da cidade e não tendo culpa, a verdade é que não chega a toda a ilha. As crianças do campo não são contempladas, porque ao sairem da escola têm de ir para casa logo a seguir, caso contrário não têm transporte. Tal como acontece com o futebol e outros desportos, também deveria haver uma carrinha para ir buscar e pôr as crianças que estivessem interessadas em aprender Vela, Natação, Canoagem, etc. Nem que fosse durante o Verão. Por isso, há muitos que nas férias ficam com os avós, não tendo a oportundidade de beneficiar dos vários projectos disponibilizados pelo CNH. Há pais que me dizem: “Quem me dera ter o meu filho no Clube Naval mas não me dá jeito, pois moro na Praia do Norte, nos Cedros, no Salão”. Mas estas pessoas também fazem parte da ilha do Faial e não têm as mesmas oportunidades que os da cidade e arredores. E ainda por cima, o Clube Naval da Horta fica nas portas do centro da Europa, por onde passa muita gente que também gostaria que as suas crianças pudessem usufruir daquilo que esta instituição tem para oferecer. Era importante haver programas para quem fica 1 ou 2 meses no Faial. Tenho vários pais a perguntar: “A gente pode alugar um barco? A gente pode ir para o CNH? Posso deixar os miúdos lá?”
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tos – no plano náutico, o Governo deveria ter muito mais respeito pelo CNH, para não falar das regatas e das possibilidades que esta instituição tem de organizar eventos. Acho que deveria ser muito mais valorizado. O Clube Naval da Horta merece um espaço maior. Olhando para a sede, qualquer pessoa minimamente discreta vê ferro a aparecer, o que significa que o edifício está a degradar-se. E eu sei que isso pode ser reparado. Os espaços de acesso ao mar poderiam ser muito mas muito melhorados. E quando me perguntaste se a barraca onde trabalho estava demasiado pequena para a minha actividade, eu respondo assim: “Preferia que se fizesse um clube naval como deve ser ao mesmo tempo que se fazem as instalações para as empresas marítimo-turísticas. Deveria estar tudo incluído, porque as nossas actividades dependem muito do Clube Naval da Horta. Tenho de dar os parabéns e de louvar as pessoas que integram os Corpos Sociais do Clube Naval da Horta. É gente que trabalha horas e horas por carolice, por gostar e por ter o mesmo sentimento e coração que eu tenho. Vejo o esforço e a dedicação. E há muita gente que está cá e tem possibilidades de ir para outros sítios e ganhar muito dinheiro e de certeza que não é aqui que vão ficar ricas. Se essas pessoas estão aqui, é porque gostam de ver a sua Terra evoluir e também pensam como eu: quero deixar o espaço em que vivo melhor do que o encontrei. Já me disseram: “Tu havias era de ser presidente do CNH. Acho que a partir dos 80 anos vou pensar seriamente nisso mas até lá continuo a fazer aquilo que sempre fiz”. Fotografias cedidas por: Norberto Serpa
As nossas actividades dependem muito do Clube Naval da Horta Claro que tratando-se do único sítio no Faial capaz de formar crianças e jovens – e mesmo adul-
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DESDE 1947 PRÉMIO DE EXCELÊNCIA DESPORTIVA 2011 INSÍGNIA AUTONÓMICA DE MÉRITO CÍVICO 2017 WWW.CNHORTA.ORG
MONTAGEM: ARTUR SIMÕES TEXTOS: CRISTINA SILVEIRA