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Revista Ciências Médicas, Abril/2021

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Abril/2021 - Nº 23

TRADIÇÃO, ENSINO E EXCELÊNCIA Faculdade Ciências Médicas – MG comemora 70 anos formando excelentes profissionais de saúde LabSim ganha novo ambiente para treinamento dos alunos

15

Hospital Universitário faz 30 anos como Ciências Médicas e celebra alto padrão assistencial

18 1


SUA QUALIFICAÇÃO CURSOS NAS ÁREAS:

MEDICINA | ODONTOLOGIA | GESTÃO EM SAÚDE FISIOTERAPIA | FARMÁCIA | ENFERMAGEM FONOAUDIOLOGIA | PSICOLOGIA CURSOS MULTIPROFISSIONAIS

Conheça também o Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde.

INSCRIÇÕES ABERTAS c m m g . e d u . b r / p o s | (3 1) 3 2 4 8 - 7 2 3 0

2

posgraduacaocmmg

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Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais


Vice-presidente Dr. José Maria Borges Secretário-geral de Administração e Finanças Dr. Cesário da Silva Almada Lima DIRETORIA Superintendente-geral Flávio de Almeida Amaral Superintendente de Planejamento e Gestão Túlio Pedrosa Gomes CONSELHO DELIBERATIVO DA FELUMA

SUMÁRIO

CONSELHO DIRETOR DA FELUMA Presidente Dr. Wagner Eduardo Ferreira

Antônio Vieira Machado, Evilázio Teubner Ferreira, Geraldo Magela Gomes da Cruz, Gregore Moreira de Moura, Helton Freitas, Jackson Machado Pinto, Jair Leopoldo Raso, José Celso Cunha Guerra Pinto Coelho, Marcelo Miranda e Silva, Rafael Duarte Silva, Wagner Eduardo Ferreira, Walter Antônio Prata Pace CONSELHO FISCAL DA FELUMA

José Antonino Baia Borges, Lincoln Lopes Ferreira, Ricardo Valadares Gontijo, Gustavo Azeredo Furquim Wernek (suplente), Hudson de Araújo Couto (suplente), Luiz Wellington Pinto (suplente) Diretor Interinstitucional da Feluma Prof. Antônio Vieira Machado FACULDADE CIÊNCIAS MÉDICAS – MG Diretor Prof. José Celso Cunha Guerra Pinto Celho Vice-diretor Prof. Rafael Duarte Silva Secretária-geral Profª. Marlene das Mercês Ferreira Caldas PÓS-GRADUAÇÃO CIÊNCIAS MÉDICAS – MG Diretor-geral Prof. Marcelo Miranda e Silva Diretora Acadêmica Ana Carolina C.L. Giulianetti Coodenadora Acadêmica do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu Profª. Maria da Glória Machado

Palavra do Conselho Diretor

4

Treinamentos online da Atlética Ciências Médicas - MG durante a pandemia

6

Trote Solidário não parou as atividades na pandemia

7

Um ano do Teatro Feluma

8

Os 70 anos da Faculdade Ciências Médicas - MG: emoção, homenagens e cultura

10

Mostra de profissões online reúne alunos e pais para evidenciar os diferenciais da Faculdade

14

LabSim ganha casa simulada

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Institutos Feluma se especializam nas lives

16

Programa Mentoring é sucesso entre os alunos de Medicina

17

HUCM-MG se destaca em Programa de Desenvolvimento Hospitalar municipal

18

Alunos aproveitam a chance de estudar no exterior com ações do setor de Relações Internacionais

20

Setor de Pesquisa e Extensão fomenta que alunos e professores publiquem seus trabalhos

22

Internato de Saúde Coletiva se adapta à pandemia

23

PGCM-MG com grande experiência na gestão de residências e especialização

24

Os desafios do vestibular em meio à pandemia

25

Cartão de Todos e PGCM-MG se unem para capacitar três especialidades médicas

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HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CIÊNCIAS MÉDICAS – MG Diretor-geral Dr. Antônio Carlos de Barros Martins Diretor Técnico Dr. Glauco Sobreira Messias TEATRO FELUMA Curador Dr. Jair Leopoldo Raso

COMUNICACÃO FELUMA Tel. (31) 3248 - 7128 cmk@feluma.org.br

Produção: Prefácio Comunicação Tel - (31) 3292-8660 prefaciocomunicacao.com.br Jornalista responsável: Ana Luiza Purri (MC 678987/JP) Reportagem e redação: Guilherme Barbosa (MTB/MG 12.630) Edição: Cristina Mota Edição e Revisão final: Comunicação Feluma (Aparecida Queiroga, Cláudio Nascimento, Cyntia Andrade, Humberto Gomes, Isabela Azi, Isabela Toledo, Patrícia Bento, Roberta Reis) Fotos: Divulgação, Departamento de Comunicação Revisão: Luciara Oliveira Projeto gráfico: Sigla Comunicação - (31) 3245-0845 www.siglacomunicação.com.br

Faculdade Ciências Médicas MG: faculdadecmmg Pós-graduação Ciências Médicas: posgraduacaocmmg @cienciasmedicasmg @faculdadecmmg Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais

@teatrofeluma @teatrofeluma

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PALAVRA DO CONSELHO DIRETOR Jamais o narcisismo irá apagar a História da Ciências Médicas A Ciências Médicas começou como um sonho, um ideal. Vários idealistas da Corporação de Médicos Católicos sonharam juntos com Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, para criar uma Faculdade de Medicina, que seria o embrião da Universidade Católica de Minas Gerais. O sonho foi se transformando em realidade com a integração de luminares da Medicina Mineira, constituindo-se assim o grupo de fundadores e o primeiro corpo docente da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais por idealistas e sonhadores, que doaram seu conhecimento e “expertise” para o sucesso da empreitada. Seguiu-se um período de muitas dificuldades para a construção da estrutura física da Faculdade, que iniciou suas atividades em uma sede provisória cedida pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte até que fosse construída sua sede definitiva na Alameda Ezequiel Dias, onde se encontra até hoje. Nesse período, os idealistas e muitos outros sonhadores, que passaram a integrar o corpo docente, doaram o seu trabalho e seus salários para garantir a sobrevivência da instituição. Um sério imprevisto ocorreu quando os alicerces do novo prédio começaram a ceder, sendo necessário reforçar a estrutura, o que demandou muitos investimentos inesperados. Porém, em meio a obras e andaimes, a Ciências Médicas nunca deixou de funcionar, destacando-se nesse período a liderança do professor Elias Murad e a dedicação do corpo docente. No final dos anos 1980, a redemocratização do Brasil, a nova Constituição Brasileira e a criação do Sistema Único de Saúde tornaram indispensável adequar a Faculdade à nova realidade. Iniciou-se então um processo de profunda reforma curricular que teve dois pilares fundamentais: a Integração Docente-assistencial e a profissionalização do corpo docente. A integração docente-assistencial deu ênfase às quatro

4

áreas básicas da formação médica junto aos programas de Saúde Coletiva. O currículo passou a incluir atendimento ambulatorial, desde o primeiro ano do curso (Medicina Social e Psicologia), o Internato Rural, o Internato em Medicina de Urgência, e o Internato Metropolitano na periferia de Belo Horizonte. Vieram então o Ambulatório Central, os ambulatórios na periferia, em convênio com a Prefeitura de Belo Horizonte, os convênios com a FHEMIG para o Internato de Medicina de Urgência no Hospital de Pronto Socorro João XXIII e o Centro Geral de Pediatria e a Maternidade Odete Valadares para os estágios de Pediatria e Obstetrícia. Para o Internato Rural, foram realizados convênios com várias prefeituras do interior de Minas Gerais e dois hospitais de referência para o Internato Rural em Moema e Santo Antônio do Amparo. Nesses hospitais, foi criada a primeira residência médica em Medicina Geral e Comunitária do Brasil, preparando profissionais para exercer a Saúde da Família. Em resposta a essas necessidades, a Faculdade Ciências Médicas - MG foi pioneira para implantação do Programa de Saúde da Família e dos Consórcios Intermunicipais de Saúde em Minas Gerais e no Brasil. Para dar suporte a toda essa revolução curricular, não faltaram investimentos em infraestrutura: nova biblioteca, novos laboratórios, elevadores, cantina, biotério, Técnica Operatória e Cirurgia Experimental. Acompanhando as reformas do curso de Medicina, foram reformulados os cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, com a construção de ambulatórios, introdução dos estágios e do Internato Rural também para alunos desses cursos. O segundo pilar da reforma, a profissionalização do corpo docente, contemplou as alterações de carga horária, estabelecendo os regimes de 10, 20 e 40 horas semanais para substituir gradativamente os professores horistas, com remuneração condigna, incentivando a titulação acadêmica de mestres e doutores com o correspondente adicional de salário e a realização de concursos para admissão de professores e para


professores titulares. Foram esses os primeiros passos para a instituição da carreira de magistério. Coroando todo esse processo de renovação, profissionalização e adequação à realidade brasileira iniciado em 1988, dois anos após, em 1990, a Faculdade recebeu em comodato por 30 anos com o Governo do Estado de Minas Gerais o Hospital São José, desativado há mais de uma década. No entanto, o que era uma “joia” para a Instituição tornou-se um desafio gigantesco, pois foi preciso montar e equipar todo o hospital: enfermarias (250 leitos), bloco cirúrgico, CTI , serviços de imagem e endoscopia, pronto-socorro, laboratórios e equipes multiprofissionais (médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, nutricionistas, assistente social e funcionários) somando mais de 800 colaboradores para oferecer atendimento de qualidade científica e humana para os nossos pacientes. Tudo pronto, com investimentos que endividaram a Instituição, à custa de aval pessoal dos seus diretores, inclusive envolvendo seus familiares, fomos atingidos pela implantação do Plano Real com uma medida injusta e inesperada, que foi a correção das tabelas de remuneração dos procedimentos do SUS, com redução de 30% na conversão da Unidade Real de Valor (URV) para o Real.

Para dar suporte a tantos avanços, novos cursos e aumento de vagas, grandes investimentos em infraestrutura foram realizados, com novos ambulatórios, nova biblioteca, editora Ciências Médicas, auditório e teatro. Esta sinopse se fez necessária para corrigir uma lacuna imperdoável de relatos que pretenderam marcar como obscuro o período de 15 anos em que muitas mudanças institucionais foram implementadas à custa de muita dedicação e sacrifício dos gestores da época, que lançaram as bases para o florescer da Faculdade. Falou-se até em omissão e corrupção e de tentativas de correção de rumos movidas por interesses próprios, sem competência e sem respeito, pechas que jamais podem ser atribuídas aos dirigentes da Fundação, como Ludércio Rocha de Oliveira e os saudosos e dignos professores Mahrdas Salvador Nankran e Cláudio Almeida de Oliveira. Que Narciso olhe-se no espelho, recolha-se em seu casulo de vaidades e respeite a História da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

EM TEMPO: HOMENAGEM ÀS DIRETORIAS DO PERÍODO 1987-1999

Graças às reformas didáticas e curriculares e ao seu incontestável compromisso social, aliados à profissionalização da gestão da Feluma, em que se destacam o professor Wagner Eduardo Ferreira Presidente e o Superintendente Geral Flávio Amaral, a Faculdade superou todas as dificuldades: criou novos cursos (Psicologia e Enfermagem), recebeu nota máxima (5) na avaliação do Ministério da Educação e Cultura com autorização para 400 vagas/ano no curso de Medicina, e ampliou o Instituto de Pós-graduação para mais de 4 mil alunos, incluindo o curso de mestrado “strictu sensu” e o curso de pós-graduação em Odontologia.

FELUMA

Mantendo sua tradição de pioneirismo, a Ciências Médicas abriga um dos melhores laboratórios de Simulação Realística da América Latina. E, desde 2016, introduziu, em Minas, um dos maiores avanços tecnológicos da Medicina moderna, que é a Cirurgia Robótica. Em pouco mais de quatro anos, o Instituto de Cirurgia Robótica treinou mais de 50 cirurgiões nas áreas de Cirurgia Gastroenterológica, Coloproctologia, Urologia, Ginecologia e Cirurgia Torácica, e realizou mais de 2 mil cirurgias.

1991/1995 | Diretor: José Rafael Guerra Pinto Coelho 1º Vice-diretor: Adilson Savi 2º Vice-diretor: Marcelo Miranda e Silva

1988/1989 | Presidente: Ludércio Rocha de Oliveira 1990/1995 | Presidente: Mahrdas Salvador Nankran 1996/1999 | Presidente: Cláudio Almeida de Oliveira Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais 1987/1991 | Diretor: José Rafael Guerra Pinto Coelho 1º Vice-diretor: Adilson Savi 2º Vice-diretor: Ajax Gonçalves Ribeiro

1995/1999 | Diretor: Adilson Savi 1º Vice-diretor: Marcelo Miranda e Silva 2º Vice-diretor: Lucas Monteiro Machado Neto

José Rafael Guerra Pinto Coelho Cirurgião Geral, Ex-diretor da Faculdade Ciências Médicas – MG (1987 – 1991 / 1991 – 1995), Ex-diretor do Instituto de Cirurgia Robótica Ciências Médicas – MG (2016 – 2018) e Ex-coordenador da disciplina optativa de Cirurgia Robótica da Faculdade Ciências Médicas – MG.

5


FA CUL DADE

Atividades têm sido realizadas três vezes por semana durante a pandemia

TREINAMENTOS ONLINE Atlética Ciências Médicas – MG disponibiliza treinos remotos para toda a comunidade escolar

A

Atlética Ciências Médicas – MG não parou

nos eventos. Como praticante das modalidades de

suas atividades durante a pandemia. Os

basquete, handebol e atletismo, ele considera que

coordenadores agiram rápido, avaliando

os exercícios contribuíram para que esteja pronto

e colocando em prática uma forma

quando as competições voltarem (todas foram

de manter os treinamentos dos atletas, mesmo a

canceladas por causa da pandemia, permanecendo

distância. “A ideia foi promover a saúde física e mental

apenas os esportes que podem ser realizados online,

dos alunos durante o isolamento, e as ações não

como xadrez e corrida por marcação de tempo). “Foi

ficaram restritas somente aos atletas, abrimos para

muito bom, uma forma de desestressar. Foi uma boa

toda a Faculdade”, disse a então aluna do 6º período

iniciativa da Atlética e mostra um amparo técnico que

de Medicina e coordenadora de Marketing da Atlética,

eles estão tendo com os esportistas.”

Júlia Gondim Maia Reis. A ferramenta utilizada para os treinamentos

6

Para incentivar ainda mais a participação, a equipe organizadora realizou uma promoção: o

funcionais online é o Zoom. Durante a execução, os

aluno mais assíduo nos treinamentos online recebeu

professores pedem que as pessoas deixem todas as

um passaporte off para todos os eventos que serão

câmeras abertas para que possam acompanhar a

realizados pela Atlética. O ganhador do “No Foco com

realização dos exercícios. E os treinos tiveram avaliação

o Sapão” foi Vítor Correia, que participou de 19 treinos.

positiva. Vítor Porfírio, então aluno do 5º período de

Ao todo, foram 23 realizados. Os treinos presenciais

Medicina, é um dos que aprovaram a ideia e foi assíduo

ainda estão sem data prevista para retorno.


FA CUL DADE

TROTE ADAPTADO Ação solidária não parou durante a pandemia, com doações contemplando instituições beneficentes Mantimentos indicados pelas instituições também valem pontos no ranking do Trote realizado pelos alunos

Comprovantes de doação de sangue e cadastro no banco de medula foram aceitos para pontuação no Trote Solidário

O

Os materiais são separados e higienizados antes de serem doados às instituições parceiras

Trote Solidário continuou bastante ativo durante a pandemia. Como a palavra de ordem tem sido adaptação, os organizadores

Para incentivar doações em dinheiro, também houve

da ação reuniram-se e traçaram novos

ajustes no regulamento, atribuindo pontos em dobro para

protocolos para mantê-lo ativo, levando em conta todas

cada real doado, além da extensão do período de doação

as medidas de segurança sanitária necessárias.

por todo o semestre. “A arrecadação em dinheiro é um pleito das instituições, pois possibilita que elas quitem

Diante da crise do novo coronavírus, todas as instituições

dívidas fixas”, explicou Mariana Righi, então aluna do 7º

de caridade, parceiras da iniciativa, informaram que

período de Medicina e presidente do Trote Solidário.

o volume de doações caiu consideravelmente, o que aumentou ainda mais a motivação dos alunos para

A cada 100 pontos acumulados, tanto calouros quanto

participar do Trote, assim como sua importância social.

veteranos recebem um certificado de responsabilidade social e o registro de 20 horas de atividades

A primeira mudança deu-se na entrega das doações, com

complementares. As três pessoas que acumulam as

a criação de pontos de coletas nas casas dos integrantes

maiores pontuações durante o ano ainda ganham brindes

da comissão organizadora. Uma vez por mês, a Comissão

do Trote Solidário. Uma mudança neste novo formato

Organizadora vai à sede da Fundação Sara, entidade

de trote é a possibilidade da participação de alunos de

parceira que presta assistência social a crianças e

outros períodos e outras instituições na doação de itens e

adolescentes com câncer, para fazer as doações, que são

o recebimento de certificado ao atingir os 100 pontos, fato

devidamente higienizadas antes de serem entregues.

que nas demais edições só era possível para calouros.

7


TE ATRO FELUMA

UM ANO EM CARTAZ Teatro Feluma se consolida como um espaço de fomento à cultura e à ciência

Após o espetáculo, os atores Ílvio Amaral e Maurício Canguçu, ambos caracterizados dos respectivos personagens, o autor e diretor da peça, Jair Raso, e a assistente de direção, cenário e figurino, Andrea Raso, participaram de bate-papo com a plateia

J

unho de 2019. Atores, produtores, diretores,

um momento crucial para as artes, que vinham sendo

dramaturgos, coreógrafos e dançarinos

fortemente combatidas. Felizmente, andamos na

aguardam com grande expectativa o anúncio

contramão desse movimento”, comemora o curador.

de uma iniciativa que promete movimentar o cenário artístico na capital mineira. Naquele

Um ano depois de as portas terem sido abertas ao público, o

mês, foi oficialmente lançado o projeto do Teatro Feluma,

balanço é positivo. Graças aos investimentos em tecnologia,

um espaço construído no sétimo andar da Faculdade

a pandemia não impossibilitou que as atividades, até então

Ciências Médicas – MG, que estava em ciclo de obras

previstas, fossem realizadas e transmitidas, em tempo real,

destinado a aprimorar a estrutura disponível à comunidade

por meio dos canais de comunicação da Faculdade e do

acadêmica, artística e à sociedade belo-horizontina.

Teatro. Para o Prof. Jair Raso, essa funcionalidade tem sido o grande diferencial. A estrutura moderna dos equipamentos

8

A classe artística se entusiasmou com a possibilidade

multimídia, instalados antes da inauguração, permitiram

de ter disponível mais um espaço cultural. Entre a

que produtores e diretores teatrais mineiros apresentassem

apresentação do projeto e a conclusão das obras, foram

suas peças. Para se ter uma ideia, desde a inauguração, o

apenas seis meses. No dia 6 de dezembro de 2019,

Teatro Feluma sediou o I Festival Online do Teatro Feluma,

estreava o primeiro espetáculo, O Palco Iluminado, com

com 8 espetáculos; o Festival do Sinparc, com 11 peças;

direção do professor da Faculdade e atual curador do

a gravação do Prêmio Sinparc/Copasa, que depois foi

Teatro Feluma, dramaturgo e neurocirurgião, Jair Raso.

transmitido pela Rede Minas; foi palco de atrações da 46ª

“Essa é uma das caraterísticas da Feluma: tirar do papel

Campanha de Popularização do Teatro e ainda de diversas

os projetos elaborados e torná-los concretos. É admirável

lives científicas e 7 edições da disciplina Cátedra Lucasiana.

que, em um tempo tão curto, tenhamos conseguido

O palco ainda abrigou uma série de lives e webinars,

entregar uma casa de espetáculo para a cidade em

que contribuíram para a formação dos alunos e para


TE ATRO FELUMA

“Vencemos o inesperado e o palco permaneceu iluminado. Cumprimos a promessa que fizemos aos produtores em 2019, quando dissemos que seria um local de valorização da cultura” Dr. Wagner Eduardo Ferreira, presidente da Feluma

O Teatro Feluma foi palco também de debates importantes como a live com o médico da OMS, Dr. Marco Antônio de Ávila Vitória

levar informação à sociedade, o evento online sobre “A

se destinaria apenas à cobertura das despesas de

Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à

funcionamento – e assim tem sido feito.”

pandemia da Covid-19”, que contou com a participação de Dr. Marco Antônio de Ávila Vitória, médico do

Relações humanas em cena

Departamento de HIV e DSTs da OMS, diretamente de Genebra. Também em novembro, a solenidade

O espetáculo que estreou na reabertura do local para

comemorativa aos 70 anos da Faculdade Ciências Médicas

eventos presenciais é ambientado justamente em um

– MG foi realizada no Teatro em formato híbrido, ou seja,

contexto semelhante ao que a sociedade vive nos dias

presencial (seguindo todos os protocolos de segurança) e

de hoje. Em Maio, antes que você me esqueça, um

com transmissão pelos canais web.

filho se vê obrigado a passar um período com o pai,

Emoção na volta

diagnosticado com Alzheimer. O texto de Jair Raso tem passagens bem-humoradas,

Após 12 meses da inauguração – período em que o acesso

mas sua essência dramática toca em questões delicadas

presencial do público à casa foi vedado em razão da

como adoecimento de familiares idosos, como lidar com

pandemia – o Teatro Feluma colocou uma nova peça em

pacientes cuja memória se encontra fragilizada e ética no

cartaz no início de dezembro, quando o acesso presencial do

relacionamento familiar.

público à casa foi liberado com algumas restrições, coroando um ano de existência: Maio, antes que você me esqueça,

As apresentações, na capital mineira, marcam também a

com texto e direção de Jair Raso, produção da Cangaral e,

estreia nacional do espetáculo, realizado em parceria com

no elenco, os talentosos Ílvio Amaral e Maurício Canguçu.

a produtora Cangaral.

“Usamos por dois meses o espaço de ensaios que temos aqui. É uma satisfação muito grande comemorar o primeiro ano e a reabertura com um espetáculo que eu considero um produto da casa”, comemora o diretor do espetáculo. Todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos sanitários competentes foram seguidos para que os espectadores tivessem a segurança necessária. “Vencemos o inesperado e o palco permaneceu iluminado”, disse o presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira, na abertura do espetáculo. “Cumprimos a promessa que fizemos aos produtores em 2019, quando dissemos que seria um local de valorização da cultura. Afirmei que todos seriam muito bem-recebidos aqui e que o custo

2020: um ano com o palco iluminado

125

espetáculos apresentados

166

eventos científicos e acadêmicos realizados

para os artistas mineiros realizarem seus espetáculos

9


CAPA

70 ANOS FORMANDO OS MELHORES PROFISSIONAIS DE SAÚDE Faculdade Ciências Médicas – MG comemora sete décadas e resgata trajetória de evolução e feitos históricos em evento especial no Teatro Feluma

Alunos foram homenageados com o Atlas comemorativo aos 70 anos da Faculdade representando todos os discentes de todos os cursos

E

O evento contou com show de encerramento de Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina

m sua aula inaugural na Faculdade, em 1950,

a tornaram madura e sólida. Ser pioneira e ousada ao

Dr. Lucas Machado usou a seguinte frase:

tomar decisões estratégicas e ser dinâmica para formar

“Quantas vezes nos reunimos movidos por

excelentes profissionais de saúde do Brasil exige um

lindos sonhos e coloridas ilusões”. Naquele

preço. As pessoas que construíram sua trajetória tinham

momento, o fundador externava sua alegria

consciência disso, pois legaram aos sucessores um

ao receber os primeiros alunos. Até pouco tempo antes,

caminho para que pudessem conduzir um verdadeiro

ele não imaginava que conseguiria tirar do papel a ideia de

gigante do setor de educação e saúde. Estes, por sua vez,

abrir uma faculdade de Medicina e tampouco que ela se

assumiram a responsabilidade e levaram adiante a missão.

tornaria uma das mais importantes Instituições de ensino e

“Muitas das ilusões e sonhos que se pensaram lá atrás não

prestação de serviços de saúde no Brasil.

estão perdidos, estão sendo concretizados”, afirma Dr. Wagner Eduardo Ferreira, presidente da Feluma.

Enfrentar desafios e buscar soluções é uma marca na história da Faculdade. Foram as adversidades que

10

Para comemorar a data, foi realizado um evento à altura


CAPA

Por meio de vídeo ao vivo, o médico destacou como o nome Ciências Médicas é forte não só no Brasil. “Tenho a oportunidade de estar com colegas de várias partes do mundo e sempre mostro com muito orgulho como é o trabalho que desenvolvemos aqui.” Dr. Vinícius Barbosa, formado na turma de Medicina de 1961, foi homenageado representando os ex-alunos. Os atuais discentes também foram representados por Ana Luiza Gomes, Jéssica Feliciano, Vitória Marinho e João Guilherme Figueiredo receberam o jaleco e o Atlas.

Atlas Uma história de peso precisa ser documentada. Por isso, o Atlas 70 anos Faculdade Ciências Médicas – MG envolveu muita pesquisa e vários coautores para que a rica trajetória Dra. Valma Leite da Cunha, promotora da Curadoria de Fundações e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional ao Terceiro Setor do Ministério Público, foi homenageada com um exemplar da edição especial do Atlas comemorativo de 70 anos da Faculdade

da Faculdade pudesse ser contada. São 24 capítulos e cerca de 400 páginas que detalham as adversidades, vitórias e curiosidades que envolveram a criação da Faculdade e seu desenvolvimento, bem como

da magnitude e tradição da Instituição, claro, dentro das medidas de segurança necessárias em tempos de pandemia. O local não poderia ser mais adequado – recém-inaugurado, é um verdadeiro presente para o meio cultural mineiro: o Teatro Feluma. Todas as medidas de segurança foram tomadas para receber autoridades das áreas de saúde e educação e dos poderes Executivo

do setor de saúde mineiro. A publicação foi lançada, oficialmente, durante o evento e todos os convidados ganharam um exemplar. “É preciso olhar para trás para saber as marcas que estamos deixando e para onde vamos. É isso que estamos fazendo aqui, valorizando nossa Instituição para irmos adiante”, disse o Prof. Dr. Geraldo Magela Gomes da Cruz, ex-diretor da FCM-MG.

e Judiciário, além de ex-diretores, professores e alunos. “Acho que o Lucas não imaginava que iria falecer tão jovem e conduzir a Instituição por apenas 20 anos. E acredito que ele estaria feliz com o que a Faculdade se tornou”, comentou o Prof. Dr. Geraldo Magela Gomes da Cruz, exdiretor e autor, junto a outros coautores, do Atlas 70 anos da Faculdade, lançado durante o evento.

Homenagens A programação incluiu muitas homenagens e, sobretudo, muita emoção. Rodrigo Lasmar, professor da Residência em Ortopedia do Hospital Universitário Ciências Médicas – MG, foi o primeiro homenageado da noite em nome dos mais de 520 docentes que compõem o quadro da Faculdade. De forma simbólica, ele recebeu um jaleco personalizado e uma edição do Atlas, pois, no momento da cerimônia, se encontrava no Centro de Treinamento da Seleção Brasileira de Futebol, da qual é o médico responsável.

11


CAPA

Marcos na trajetória da Faculdade Ciências Médicas – MG É criado e oferecido o curso de Fisioterapia

Primeira turma de Medicina formada

1987

1965

1956

1950

Biblioteca é construída

1964

1970

1989

Falecimento de Lucas Machado

Fundação

Mudança da sede para a Alameda Ezequiel Dias

Criação do Internato de Saúde Coletiva Reformulação dos projetos pedagógicos

12


CAPA

Evento online O evento comemorativo de 70 anos da Faculdade foi transmitido online pelos canais do Teatro e da Faculdade no YouTube. Como parte da cerimônia o artista mineiro Lô Borges, um dos fundadores do Clube da Esquina, fez um emocionante show. Acesse o QR Code e veja todos os detalhes deste momento histórico e emocionante.

Inauguração do Ambulatório do HUCM-MG Professor Caio Benjamin Dias

Inauguração do Centro de Memória Inauguração do Teatro Feluma

Conclusão das obras de infraestrutura da Faculdade (Centro de Convivência dos alunos, restaurante e hall de entrada)

50 anos do curso de Fisioterapia 30 anos de Saúde Coletiva (Internato Rural)

Nota máxima do MEC nos cursos de Medicina e Fisioterapia Inauguração do Laboratório de Habilidades e Simulação Realística (LabSim)

2015

2008

2017

2016

Criação e oferta do curso de Enfermagem

2019

2018

2020

Inauguração da Clínica Odontológica e abertura da pós-graduação em Odontologia.

Criação e oferta do curso de Psicologia Certificação ISO 9001 (com renovação anual do título) Chegada da primeira plataforma robótica de cirurgias de Minas Gerais, trazida pela Feluma (Instituto Cirurgia Robótica Ciências Médicas - MG): um projeto inovador e pioneiro de mudança de paradigma nas atividades cirúrgicas em todo o estado.

Comemoração dos 70 anos da Faculdade Criação do Núcleo de Egressos e lançamento do Portal de Egressos Celebração dos 30 anos do Hospital Universitário como Ciências Médicas - MG: atuação no campo de estágio e formação de alunos e residentes 13


FA CUL DADE

MOSTRA DE PROFISSÕES ATRAI ALUNOS DE COLÉGIOS DA CAPITAL Realizado de forma virtual, evento reuniu pais e alunos de dois colégios sobre os diferenciais da Faculdade

A

nualmente, a Faculdade Ciências Médicas – MG participa do projeto Mostra de Profissões, realizado em parceria com colégios da capital. A iniciativa é uma oportunidade para

evidenciar os diferenciais dos cursos oferecidos, pela Instituição, aos alunos que vão concluir o ensino médio e estão prestes a ingressar no mundo acadêmico.

drobotdean / Freepik

“Abordamos aspectos como mercado de trabalho na área, estrutura curricular, formação de competências com as quais trabalhamos e, ao final, abrimos para que os estudantes esclareçam dúvidas, o que é muito importante”, explica a professora Leila de Fátima Santos, coordenadora do curso de Enfermagem. Em 2020, para evitar aglomerações, o evento foi realizado de forma online, o que, infelizmente, não permitiu que

“É um momento importante para nós. Mostramos, por

os estudantes fizessem visita guiada e conhecessem

exemplo, que a Ciências Médicas é a única a oferecer

as dependências da Faculdade e tivessem acesso aos

internato para a Fisioterapia”, comentou George Sabino,

laboratórios disponíveis e toda a estrutura.

então coordenador do curso.

A alternativa encontrada trouxe, no entanto, alguns

Colégios aproveitam

benefícios: mais alunos puderam participar e alguns pais também estiveram presentes virtualmente.

A transmissão online atraiu mais de mil alunos, entre 15 e 17 anos, do Colégio Bernoulli, localizado em Belo

“Sou encantada por esta iniciativa. Não se trata apenas de apresentar os cursos. É um momento de o aluno refletir sobre quem é hoje e o que quer ser no futuro” Maria de Lourdes Ribeiro, psicóloga do Bernoulli 14

Horizonte. “Muitos deles já estão familiarizados à rotina da Medicina pelo fato de os pais serem médicos, mas receber informações de outros profissionais da área é igualmente valioso”, explica Maria de Lourdes Ribeiro, psicóloga do Bernoulli. O Colégio Logosófico de Belo Horizonte foi outra instituição de ensino que também participou da Mostra de forma remota.


FA CUL DADE

MAIS UMA INOVAÇÃO EM PROL DO MELHOR ENSINO LabSim ganha ambiente para que alunos possam simular, de forma mais fidedigna, atendimento de saúde domiciliar

Q

uem conheceu o Laboratório de Habilidades e Simulação Realística (LabSim) quando foi inaugurado, em 2017, percebe claramente que ele mudou e está cada vez melhor. O

espaço modernizado continuamente, de acordo com as necessidades dos alunos e professores. Em 2020, ganhou mais uma novidade: a Casa Simulada, montada em um

Professor Augusto Scalabrini Neto faz demonstração de movimentos de retirada do paciente e atendimento, que podem ser treinados em um ambiente monitorado e propício

dos 12 consultórios que integram a estrutura. Sala, quarto, cozinha e banheiro foram montados no interior do LabSim para treinar os alunos de todos os cursos a darem assistência ao paciente no ambiente domiciliar. Dentro da casa simulada é possível que o aluno compreenda as Determinantes Sociais de Saúde (DSS) em que o indivíduo e sua família se encontram. O recurso permite ainda que ele preste uma assistência educativa por meio da visita domiciliar, avaliando as condições socioeconômicas e elaborando um plano assistencial individualizado ao paciente”, explica a coordenadora Pedagógica do LabSim, Profª Rosana Amaral. O deslocamento do paciente do sofá para a cama e todo o cuidado necessário no banho de um indivíduo debilitado, entre outras ações, podem ser treinados em um ambiente controlado. Por exemplo, no banheiro, adaptado para pacientes com necessidades especiais, os alunos têm contato com técnicas para a utilização dos equipamentos, a fim de evitar quedas e garantir a segurança do indivíduo. Outro diferencial, segundo a coordenadora Administrativa do LabSim, Fernanda Paula Moreira Silva, é possibilitar que o aluno treine estratégias de educação continuada para a família, simulando a capacitação de um cuidador entre os familiares, que será responsável pelo paciente.

Profª. Rosana conta que a avaliação dos professores foi extremamente positiva até a pandemia – com o isolamento social, a Casa Simulada foi fechada, por questões de segurança. “É muito melhor quando uma atividade é realizada em um ambiente planejado, seguro e supervisionado, trazendo mais assimilação e compreensão dos alunos.” Além de toda ambientação de uma casa comum, o Prof. Augusto Scalabrini Neto, coordenador-geral Didático do LabSim, explica que o espaço conta também com um espelho unidirecional, que possibilita a perfeita visão de quem está do outro lado, na sala de debriefing. “Durante a simulação do atendimento domiciliar, o docente permanece com um grupo de alunos do outro lado do espelho, praticando a observação como instrumento de aprendizagem. Ao final da simulação, nos reunimos para discutirmos o caso apresentado.” A Casa Simulada é mais um diferencial de mercado da Faculdade Ciências Médicas – MG. O LabSim é um dos mais modernos do país, com equipamentos de ponta que asseguram ao aluno a possibilidade de vivenciar situações críticas com o monitoramento dos professores.

15


FA CUL DADE

PREPARADA PARA INOVAR Faculdade se adapta rapidamente à tendência das lives; importantes eventos remotos foram transmitidos em 2020

A

obrigatoriedade do isolamento social impôs ao mundo corporativo a necessidade de adotar rapidamente as ferramentas online disponíveis para dar sequência ao trabalho

e demais compromissos. Dentre as novidades impostas pela pandemia, a digitalização da comunicação está certamente entre as alternativas mais relevantes. As lives foram as opções que emergiram com maior evidência no período, se tornando uma opção vital para a realização de eventos de entretenimento, arte, cultura e ciência. Nesse novo contexto, a Faculdade se adaptou de forma rápida. Prof. Rafael Duarte, vice-diretor da Instituição, lembra que dispor de todos os equipamentos de mídia necessários para as transmissões online – como é caso do Teatro Feluma –, foi fundamental. “Fizemos 44 lives

alto padrão dos equipamentos de mídia do Teatro nos

nesses últimos meses”, comemora. “O Teatro se preparou

permitiu realizar transmissões diferenciadas para o

para não ficar parado. Adequamos os fluxos e deu certo.”

público.” Ao todo, sete Cátedras estão disponíveis no canal do YouTube da Faculdade, podendo ser acessadas

A Faculdade conseguiu operacionalizar os eventos

quando o usuário necessitar.

online, e a qualidade dos conteúdos propostos se manteve em alto nível. Um destaque foi a transmissão

Os eventos remotos incluíram ainda o lançamento

realizada com o médico do Departamento de HIV,

do primeiro livro da editora, simpósios científicos,

Hepatites e DSTs da OMS, Dr. Marco Antônio de Ávila

eventos de colação de grau de todos os cursos, além de

Vitória, que trouxe ao público informações importantes

atividades de abrangência internacional, como a live

sobre a Covid-19, com participação em vídeo direto

sobre Rastreamento do Câncer Gástrico, que teve como

de Genebra. “Hoje ficou provado que se todas as

convidado o professor Mário Diniz Ribeiro, presidente da

universidades fossem fortalecidas por entidades

Sociedade Europeia de Endoscopia Digestiva, que falou

públicas, poderíamos informar mais e melhor as pessoas

aos interessados diretamente de Portugal.

e contribuir para que elas se sintam menos angustiadas. A educação volta a ser uma prioridade na área de saúde. Muitas pessoas vão dormir mais tranquilas com as informações repassadas aqui no dia de hoje”, observou, durante o evento remoto, o presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira.

Acesse nosso canal no YouTube e assista a todos os

A tradicional Cátedra Lucasiana, ministrada pelo Prof. Dr.

eventos digitais produzidos

Geraldo Magela Gomes da Cruz, também foi adaptada

pela Feluma e seus Institutos.

para o formato digital. “Um fato a destacar é que o

16


FA CUL DADE

LIÇÕES PARA A VIDA Com o objetivo de debater os desafios e as expectativas da profissão, Programa Mentoring expande atuação e contempla mais turmas

A

trajetória acadêmica e formação envolve vivências desafiantes, em que o discente precisa fazer a sua transição de aluno para o profissional. Assim, é importante oferecer

suporte que estimule o desenvolvimento profissional do futuro médico. Para contribuir nessa formação, a Faculdade Ciências Médicas – MG estruturou o Programa Mentoring em 2019 e colocou em prática em 2020. O professor tutor é om médico e professor, que acompanha, orienta e

“É um espaço que temos para sair um pouco do conteúdo teórico do curso e trazer as apreensões, coisas que passam pela nossa cabeça e que não conseguimos tratar em sala de aula” João Vitor Levindo Coelho Novaes, aluno do 2º período de Medicina

estimula um jovem iniciante em sua jornada acadêmica, levando em consideração o desenvolvimento pessoal, emocional e profissional. A iniciativa já fazia parte da grade curricular para os alunos de Medicina do 1º período. “É um espaço que temos para sair um pouco do conteúdo teórico do curso e trazer as apreensões, coisas

Troca franca

que passam pela nossa cabeça e que não conseguimos tratar em sala de aula”, conta João Vitor Levindo Coelho

Os três professores atuantes no Programa Mentoring

Novaes, então aluno do 2º período de Medicina.

são José Mariano Sales Alves Junior, Rudolf Moreira e Sérgio Cançado. Prof. José Mariano está na faculdade há

O objetivo do Programa é trabalhar as emoções.

36 anos e conta que, durante longo tempo, trabalhou

Por meio de professores/tutores, há o debate de

com alunos do 6º ano e, recentemente, tem atuado com

temas variados: relação médico/paciente, residência

os novatos. “Foi uma grande novidade trabalhar com

médica, Internato de Saúde Coletiva, pressões e

calouros, não estava tão acostumado, mas também uma

problemas vividos na carreira, técnicas de estudo,

alegria enorme.”

filmes relacionados à área de saúde, literatura e outros temas pertinentes à vida do médico e do estudante

De acordo com o professor, os debates são sempre

de Medicina são alguns dos assuntos trazidos pelos

muito produtivos. Os encontros realizados remotamente

participantes. “Para este programa, foram selecionados

por causa da pandemia e o Dr. José Mariano conta

professores que são referências para os alunos. São

que, em um deles, o tema proposto por um vídeo de

profissionais com as quais eles têm mais liberdade

oito minutos transformou-se em um debate que se

para conversar e se abrir. Assim, os tutores conseguem

estendeu por uma hora e meia. “Eu sou aquele que

se aproximar mais, ter um diálogo aberto e trabalhar

fomenta. O que ofereço a eles é oportunidade para

três eixos principais, que são vida acadêmica, pessoal

reflexão. Respondo aos questionamentos e conto como

e profissional”, explica Marina da Cunha Pinto Colares,

superei minhas inseguranças, como foi minha trajetória

coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Apoio

acadêmica e clínica. O interessante é que nessa jornada

Psicopedagógico (Naap).

tive oportunidade de revisitar minha vida e minha carreira. Eles percebem o quanto estou emocionado e a troca fica ainda mais franca e transparente.”

17


HOSPITAL

ALTA QUALIDADE QUE GERA SAÚDE

A Unidade de transplante renal do Hospital é uma das áreas de referência do Instituto

HUCM-MG participa de programa para desenvolver ainda mais processos e práticas de segurança e qualidade assistencial

A

busca diária pelo aprimoramento de processos para oferecer o atendimento humanizado e a segurança ao paciente é uma meta permanente para o Hospital

Universitário Ciências Médicas – MG (HUCM-MG). A equipe se mantém em processo de atualização constante, e um dos projetos em que os colaboradores estão engajados é o Programa de Desenvolvimento Hospitalar – Qualidade e Segurança do Paciente (PDH).

AS ETAPAS DO PDH O projeto é composto por fases de avaliações, realizadas pelos fiscais/auditores da Secretaria Municipal de Saúde, e é um trabalho de toda a equipe, envolvendo gerências, diretoria, supervisões e todos os colaboradores. A implementação das práticas estipuladas no edital tem permitido a difusão de uma cultura de segurança do paciente e qualidade assistencial, bem como acelerado o processo de revisão e treinamento de protocolos institucionais de forma sistêmica.

A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde e objetiva promover uma competição saudável entre vários hospitais da rede prestadora de BH, por meio da

Avaliação do Núcleo de Segurança do Paciente

análise de indicadores e da implementação de práticas de prevenção, controle e tratativa de eventos adversos infecciosos e não infecciosos. Ao fim do processo de avaliação, a instituição vencedora receberá R$ 1 milhão

Programa de Controle de Infecção Hospitalar

em incentivos para serviços a serem executados no Hospital. “É de extrema importância que o Hospital participe e demonstre aos órgãos públicos e à sociedade a qualidade dos nossos serviços e atenda aos criteriosos

18

Gestão da Qualidade de Desempenho Assistencial


HOSPITAL

requisitos. A iniciativa também estimula a multiplicação de boas práticas, no âmbito da gestão em saúde, para todos os nossos profissionais”, afirma Kehone Miranda, coordenadora da Qualidade. A participação não só melhorou os processos e o engajamento da equipe como corroborou com a disseminação da qualidade do serviço ofertado pelo HUCM-MG. Na terceira etapa do PDH, a Instituição ficou entre os primeiros lugares na classificação enviada pela Prefeitura de Belo Horizonte. Essa etapa avalia três quesitos – Segurança do Paciente, Programa de Controle de Infecção e Gestão da Qualidade/Desempenho Assistencial. Em todas as avaliações, o HUCM-MG não perdeu sequer um ponto no tópico Gestão da Qualidade, uma evidência de que a equipe vem trabalhando para adotar todos os treinamentos e protocolos estabelecidos. “É uma responsabilidade enorme para a equipe, afinal, há muitas metas a serem seguidas, mas a equipe tem correspondido. Quando melhoramos dessa forma nossos processos, produzimos ainda mais indicadores que se destacam e temos cada vez mais condição de realizar um atendimento seguro ao paciente”, afirma Dr. Antônio Carlos de Barros Martins, diretor geral do HUCM-MG. Uma das etapas, Gestão do Cuidado Continuado, foi protelada por causa da pandemia; a Secretaria informou que a auditoria relativa a esta fase

DRG como aliado Quem trabalha com gestão hospitalar sabe da importância das análises dos indicadores gerados pelas diversas metodologias disponíveis. A partir deles, é possível identificar pontos de melhoria e potencializar boas práticas executadas. Por isso, desde o início do PDH, a equipe está aprimorando as análises críticas para o indicador de média de permanência dos pacientes por unidade por meio do uso da metodologia Diagnosis Related Groups (DRG). O objetivo da ferramenta é que o paciente receba o melhor atendimento, dentro do tempo adequado. “Iniciamos a elaboração e implementação de linhas de cuidado e implantamos novos indicadores destinados ao monitoramento e adesão às práticas dos Protocolos de Segurança do Paciente e desempenho da prática clínica”, informa Kehone. Durante as auditorias do Programa, os profissionais do HUCM foram entrevistados para que se pudesse avaliar se a execução das rotinas atendia aos Protocolos de Segurança do Paciente e de Controle de Infecção Hospitalar. Os colaboradores mostraram-se proativos ao verbalizar, executar e disseminar o conhecimento nesses temas em todas as áreas do Hospital, incluindo os departamentos administrativos. Isso mostra que o engajamento e o domínio dos protocolos é cada vez maior pela equipe.

ocorrerá nos dois meses seguintes à normalização das atividades, tão logo se encerre o período de distanciamento social e os profissionais possam visitar os hospitais com plena segurança.

Critérios exigidos dos hospitais para participação no PDH . Arranjo institucional: próprios da Prefeitura de Belo Horizonte ou filantrópicos com sede na capital. . 100% de atendimento SUS. . Incorporação e operacionalização da metodologia DRG-Brasil na instituição, com tempo de uso da ferramenta de pelo menos um ano, de modo a permitir o acompanhamento da evolução dos indicadores de desempenho. . Existência de contrato de gestão vigente entre a instituição hospitalar e a Secretaria Municipal de Saúde referente à prestação dos serviços assistenciais à saúde, ou apresentação de certidões de regularização previstas na legislação.

19


FA CUL DADE

CADA VEZ MAIS INTERNACIONAL Perto de completar três anos de atividades, o setor de Relações Internacionais da FCM-MG já mantém parceria com 14 instituições estrangeiras

A

Assessoria de Relações Internacionais da Faculdade Ciências Médicas – MG adicionou duas novas instituições de ensino

Ela destaca o novo convênio firmado com a

do exterior entre suas parcerias. São elas: o

Universidade de Sidney como grande conquista, já que

Institute for Musculoskeletal Health, da Universidade

se trata de uma entidade reconhecida mundialmente

de Sidney, na Austrália, que inclusive não cessou suas

por suas pesquisas, realizadas por mais de 60 equipes,

atividades durante a pandemia, e a Universidade de

compostas por docentes de várias especialidades em

Strasbourg e Hospitais Universitários, na França.

saúde. A Faculdade Ciências Médicas - MG já contava, inclusive, com uma representante no outro lado

Criado para fomentar o intercâmbio de alunos,

do mundo: Ana Helena Salles dos Reis, do curso de

docentes e pesquisadores no exterior, o setor iniciou

Fisioterapia, ficou em terras australianas, participando,

suas atividades em 2018 e já mantém parceria com 14

durante um ano, de pesquisa sobre a eficácia dos

instituições de países como França, Portugal, Inglaterra,

tratamentos existentes para a dor lombar crônica.

EUA e Uruguai. “Isso se deve ao compromisso da

20

Faculdade para com a internacionalização de suas

Mais de 30 alunos entre graduação e pós-

atividades e de seus alunos, expandindo as fronteiras

graduação já foram beneficiados com as parcerias

do ensino e pesquisa. E temos nos empenhado muito

internacionais, vigentes desde 2018. A previsão de

para captar novas parcerias”, comenta a assessora de

algumas universidades é retomar a normalidade dos

Relações Internacionais, Corinne Andrée Imbs.

intercâmbios no segundo semestre de 2021.


FA CUL DADE

Não perca sua chance! Realizar um internato ou uma especialização fora do país enriquece o currículo e favorece a aquisição de experiência, graças ao contato com outras culturas, povos e idiomas. A oportunidade está aberta aos alunos, mas é preciso estar atento à publicação do edital e preencher os pré-requisitos para ser selecionado para as mobilidades durante os cursos de graduação. Saiba mais e aproveite essa chance:

Fique atento aos canais de comunicação da Faculdade (site, e-mail e portal do aluno). É por meio deles que são divulgados editais, prazos e exigências. Contacte o setor de Relações Internacionais e esclareça suas dúvidas – a equipe está à sua disposição.

Invista no estudo do idioma do país que quer visitar. O certificado de proficiência do idioma é obrigatório para participar dos editais das mobilidades de graduação. Dominar a língua do país referido é imprescindível para qualquer mobilidade internacional na graduação e na pós-graduação.

Planeje a sua ida com, no mínimo, um ano de antecedência. Calcule os custos e verifique o que pode ser adiantado no Brasil, caso você se ausente por alguns meses.

Converse com professores e outros profissionais sobre seu projeto de mobilidade, para ser assertivo na escolha.

Pesquise sobre o país e a instituição onde pretende ficar. Prepare-se para lidar com um ambiente e uma cultura diferentes.

21


FA CUL DADE

DIFERENCIAL ACADÊMICO

“Pesquisa e Extensão” incentiva e apoia alunos na produção e publicação de artigos científicos

E

nriquecer o currículo durante o curso pode ser

trabalho em equipe, criatividade, proatividade, entre

determinante para uma carreira profissional

outras. Fruto desse empenho pode ser exemplificado com

promissora. É importante que o aluno contemple

alunos que obtiveram sucesso em processos seletivos,

na sua formação atividades extracurriculares

até mesmo de doutorado, logo após a graduação, devido

no âmbito do ensino, pesquisa e extensão, que são

às suas publicações de grande impacto. É um grande

pilares importantes para um profissional preparado

diferencial curricular”, diz José Felipe Pinho da Silva,

para os desafios do futuro. Nesse contexto, a Pesquisa e

coordenador do setor de Pesquisa e Extensão. Caso o

Extensão da Faculdade Ciências Médicas – MG oferece à

aluno recorra a dados para evidenciar análises numéricas

comunidade acadêmica oportunidades e serviços que

em sua pesquisa, o setor conta também com um

possibilitam a realização dessas atividades. Além disso, os

departamento de estatística, que faz a análise e entrega o

trabalhos desenvolvidos se materializam em publicações

resultado já pronto para o acadêmico.

científicas que aumentam a visibilidade da Instituição, capacitam os professores no que há de mais moderno em

Todos os anos, três editais de iniciação científica são

termos de conhecimento e contribui para que o egresso

lançados, sendo previstos no calendário acadêmico e

seja altamente competitivo no mercado de trabalho.

disponibilizados na página da Faculdade. O aluno precisa ficar atento para que possa submeter seus trabalhos

As publicações aumentam a visibilidade do aluno no

ao setor e não perca a oportunidade de desenvolver

meio acadêmico durante e depois da conclusão do curso.

projetos de relevância e ter seu conteúdo divulgado em

Por isso, a área de Pesquisa e Extensão conta com equipe

publicações conceituadas.

bem-estruturada para instruir a todos sobre a formatação

22

de artigos, submissão do conteúdo à avaliação e escolha

O setor de Pesquisa e Extensão da Faculdade está

da publicação. “A participação do aluno em atividades

à disposição para atender os alunos e esclarecer

de pesquisa e extensão desenvolve habilidades como

eventuais dúvidas. O e-mail para contato é pesquisa.

raciocínio crítico, empatia, capacidade de comunicação,

extensao@feluma.org.br.


FA CUL DADE

ALINHADO ÀS NOVAS TENDÊNCIAS E DEMANDAS Internato de Saúde Coletiva adapta formato para a segurança dos alunos frente à Covid-19

A

pós semanas de deliberação sobre um plano bem definido e seguro para os alunos, o Internato de Saúde Coletiva retomou suas atividades em maio de 2020, permitindo

que os participantes pudessem voltar às cidades que precisam do serviço dos formandos. A etapa é uma das mais aguardadas pelos alunos, afinal, é o momento de colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos em sala de aula e laboratórios, com mais autonomia e vivência na realidade. “Estabelecemos o uso de EPIs e ofertamos treinamento para esses acadêmicos que estavam indo para o campo de atuação na atenção básica. Com a mudança de perfil de atendimento, foi necessário readequar o estágio, uma vez que muitas cidades suspenderam os atendimentos especializados para mulheres, crianças e idosos”, explica o Prof. Gustavo Werneck, coordenador do Internato de

Prof. Gustavo Werneck, coordenador do Internato de Saúde Coletiva, dedicou-se com a equipe ao planejamento da ida dos alunos para o interior durante a pandemia

Saúde Coletiva. A Faculdade montou uma estrutura segura e completa

Unidade Básica de Saúde. Infelizmente, não conseguimos

de apoio para os alunos que viajaram. O protocolo

fazer grupos de promoção à saúde, como é usual. Por outro

estabeleceu que os discentes que apresentassem

lado, aprendemos sobre o manejo do paciente suspeito

sintomas de Covid-19 imediatamente retornariam a

de Covid-19 e o funcionamento da estrutura de saúde

Belo Horizonte para realização do teste no Hospital

municipal durante uma pandemia. Foi muito valioso”, conta.

Universitário Ciências Médicas – MG, com os custos assumidos pela Feluma. Além disso, a decisão de ir

Durante o ano de 2020, 263 alunos de Medicina,

para o interior coube espontaneamente ao próprio

Fisioterapia, Psicologia e Enfermagem participaram

acadêmico, sendo que a maioria abraçou o desafio.

do Internato de Saúde Coletiva, sendo 181 no interior

“Foi uma ótima oportunidade de aprendizado sobre

e 82 em Belo Horizonte. Alguns atuaram na linha

o cuidado que terão de ter em suas rotinas, como

de frente, outros fizeram monitoramento de casos

profissionais de saúde que serão de fato, em breve”,

já comprovadamente, positivos e alguns ficaram na

comenta o coordenador.

retaguarda, apoiando demandas dos postos de saúde. De acordo com o Prof. Gustavo Werneck, após mais de

Mariana Trindade Tofani, então do 10º período de Medicina,

nove meses de pandemia, os municípios já evoluíram

confirmou que atuar no interior durante a pandemia foi

bastante no que diz respeito aos protocolos de cuidados

uma experiência única. Ela ficou por pouco mais de dois

ofertados aos profissionais de saúde e, por isso, os alunos

meses em Lagoa da Prata, uma cidade relativamente

estão seguros nos atendimentos. “Eles contam, também,

grande. “É claro que o contexto de pandemia gerou

com o apoio da Faculdade na reposição dos EPIs e

impacto, porque os pacientes ficaram receosos de ir à

treinamentos que recebem.”

23


PÓS- GRADUAÇÃO

EXCELÊNCIA EM GESTÃO PEDAGÓGICA BENEFICIA A SAÚDE

A

tradição na gestão pedagógica do ensino faz com que a Pós-graduação Ciências Médicas – MG (PGCM-MG) seja uma das mais conceituadas e procuradas por instituições

de saúde que precisam implementar ensino e pesquisa em suas unidades, ou querem aprimorar as habilidades profissionais. A PGCM-MG, ao todo, possui 230 vagas para

Pós-graduação Ciências Médicas – MG é referência no desenvolvimento de metodologias de ensino para 17 hospitais

50 especialidades; na residência, são 100 vagas para 22 especialidades; na residência multiprofissional, 25 vagas em nove especialidades e na residência uniprofissional, 25 vagas para Enfermagem Obstétrica. Além da gestão pedagógica, serviços que são referência nacional em Cirurgia Plástica, Oftalmologia e outras especializações confiam à Pós-graduação a elaboração e apuração dos concursos promovidos para o ingresso nos hospitais parceiros – desde a produção da prova, passando por sua aplicação e correção, até a divulgação do resultado final. Carolina Giulianetti, diretora Acadêmica da Pós-graduação Ciências Médicas e responsável pelo setor que organiza os processos seletivos, explica que o trabalho é criterioso e exige muito empenho de todos os envolvidos, dado o grau de importância das instituições que recebem os novos profissionais. “Temos que elaborar e adotar instrumentos de avaliação que sejam eficientes para selecionar o profissional preparado para lidar com um mercado exigente e carente de algumas especialidades. Não podemos perder de vista, também, a segurança e a isonomia do concurso.” De acordo com Carolina, a relação candidato/vaga cresceu no ano de 2020, a despeito da pandemia. Os

obtido pela gestão pedagógica da residência e

concursos realizados pelas instituições hospitalares,

especialização da Pós-graduação Ciências Médicas

coordenados pelo Agos, recebem inscrições de

– MG é o resultado do aprimoramento das diretrizes

candidatos de todas as regiões do Brasil e, neste

que têm acompanhado o ensino da Faculdade nas

ano, não foi diferente. A situação atípica imposta

últimas sete décadas, que se somam aos valores das

pelo distanciamento social foi um desafio para a

Instituições hospitalares que utilizam este trabalho. “A

realização do concurso, cujos processos seletivos foram

Ciências Médicas é pioneira na gestão desses cursos.

criteriosamente feitos de acordo com as normas de

Começamos em 1976, com o Hospital Santa Casa.

segurança sanitárias exigidas pelas autoridades e pelas

Sabemos da responsabilidade que envolve a formação

Instituições parceiras.

de profissionais de saúde, pois o conhecimento que eles adquirem na residência e especialização é algo

24

Para o Prof. Marcelo Miranda, diretor-geral da Pós-

que vão carregar para a vida toda”, afirma Antônio Vieira

graduação Ciências Médicas – MG, o reconhecimento

Machado, diretor Interinstitucional da Feluma.


FA CUL DADE

VESTIBULAR SEGURO E ADEQUADO ÀS EXIGÊNCIAS Freepik

Agos retoma elaboração de concursos com máxima segurança

A

pandemia exigiu exercício de criatividade e competência para buscar alternativas seguras. Nesse sentido, a Faculdade Ciências Médicas – MG estruturou e

adaptou uma série de atividades, entre elas o vestibular de Medicina do primeiro semestre/20. Pela primeira vez, a Instituição utilizou a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo, uma medida acertada diante da insegurança gerada pela Covid-19. Já para os cursos de Enfermagem e Fisioterapia e para o 2º semestre de Medicina, foram realizados processos seletivos usuais, nos quais adotaram-se todos os protocolos necessários à segurança de candidatos e responsáveis pela aplicação das provas. O Instituto contabilizou 1.191 inscritos no vestibular de Medicina no 2º semestre e ainda mais de 200 candidatos. Carolina Giulianetti, gestora do Agos, explica que

Adaptação

utilizar a expertise da Instituição para a elaboração do vestibular é importante para a Faculdade por

Não só o processo seletivo foi adaptado durante a

possibilitar que o concurso esteja alinhado ao que será

pandemia. Os colaboradores da Faculdade, professores

cobrado do aluno durante a vida acadêmica. “Somos

e coordenadores de curso debruçaram-se sobre

especializados em saúde, portanto, a prova que

um plano de retorno às atividades, baseado em

elaboramos é direcionada para testar a capacidade

estratégias de segurança. O diretor da Instituição,

dos candidatos em áreas do conhecimento que serão

José Celso Guerra Pinto Coelho, destaca o empenho

importantes na trajetória do aluno, como biologia,

feito para que a tradição de formar profissionais de

química e anatomia. Assim, há um nivelamento dos

saúde em nível de excelência seja mantida durante

estudantes.” Ela destaca a necessidade de que o teste

a pandemia. “Possibilitamos que os alunos da

seja rigoroso, já que a extensa carga horária, que inclui

Faculdade não parassem de progredir. Essa foi uma

aulas práticas e teóricas, além das exigências que

vitória importante, porque temos compromisso com a

acompanharão toda a trajetória do futuro acadêmico,

formação de cada um deles. Tenho certeza de que não

requerem candidatos com o máximo preparo possível

há outra faculdade no Brasil com o mesmo nível de

para enfrentar o desafio.

execução do projeto pedagógico, enfatiza.

25


PÓS- GRADUAÇÃO

MAIS MÉDICOS CAPACITADOS

O presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira, destacou a capacidade dos Institutos formarem parceria, mesmo durante a pandemia

O

Representantes da empresa parceira e da Pós-graduação Ciências Médicas - MG se reuniram presencialmente e via vídeoconferência no Teatro Feluma, para a realização do anúncio do novo curso

final de 2020 ficou marcado pela consolidação de uma parceria que vinha se desenhando há algum tempo. A Pós-graduação Ciências Médicas e o Cartão

de Todos – empresa que oferece atendimento médico a custo acessível para as classes C e D – montaram, em conjunto, um curso de Pós-graduação lato sensu em Especialidade Médica, denominado Programa Médico dos Médicos.

Novo curso em parceria com empresa referência em atendimento clínico oferta especialização a médicos de três especialidades

“O modelo é chamado de ‘administração solidária’ e engloba teorias aplicáveis ao gerenciamento da empresa, em que o lucro é consequência das estratégias humanistas utilizadas. A parceria é

26

imprescindível para o sucesso de nossa empresa e

Geriatria, Reumatologia e Saúde Mental serão as três

também para cumprirmos a missão de humanizar

especialidades trabalhadas em 18 meses de curso.

cada dia mais o atendimento e suprir a necessidade

As aulas já foram iniciadas e contam com 93 alunos,

de saúde das pessoas que mais precisam”, explica o

distribuídos nas três especialidades. Para professor

presidente do Cartão de Todos, Altair Vilar.

Marcelo Miranda, diretor-geral da Pós-graduação


PÓS- GRADUAÇÃO

Ciências Médicas – MG, um dos diferenciais do projeto

profissional aos médicos e a chance da prática de

é que ele foi, inteiramente, inspirado no conceito

forma diferenciada e humanizada, por se tratar de

inovador de telemedicina, que ganhou força durante

um modelo de atendimento diferenciado para classes

a pandemia. Grande parte do curso, inclusive, será

mais baixas.”

realizada de forma remota para os 120 médicos já inscritos no primeiro módulo.

Acesso a atendimento de qualidade

A aula inaugural contou com mesa redonda composta pelo coordenador do curso, Dr. Márcio Sanches Aquiles Vilar, vice-presidente do Cartão de Todos e coordenador do Programa Médico dos Médicos; Hércules Neves, coordenador do Instituto de Inovação

Um levantamento, realizado pelo Conselho Federal

e Incorporação Tecnológica da Ciências Médicas - MG;

de Medicina (CFM), mostrou que apenas 66% dos

Dr. Renato Couto, professor da Pós-graduação CMMG e

médicos brasileiros possuem alguma especialidade.

presidente do IAG Saúde; e Dr. Tiago Constâncio, CEO

A maioria deles está concentrada na região Sudeste,

do Med Portal.

entretanto há demanda por profissionais especialistas em outras regiões do país. Um dos objetivos da criação do curso é justamente formar médicos que atendam à real demanda da população. “Cerca de 22% das pessoas têm planos de saúde no Brasil, ou seja, há muita gente sem essa

O CURSO

cobertura e, assim, é preciso que os profissionais se capacitem para atender a essa parcela descoberta”, comenta o Prof. José Celso Cunha Guerra Pinto Coelho, diretor da Faculdade. A escolha das três especialidades ofertadas, inclusive, resultou de um estudo realizado pela Pós-graduação e o Cartão para Todos, que apontou uma maior procura por essas áreas. “Foi aí que surgiu a ideia de criar um curso de especialização que viesse a suprir as demandas reprimidas em nossas clínicas”, diz Aquiles Vilar, coordenador do Programa Médico dos Médicos e vice-presidente do Cartão de Todos. As empresas integram o mesmo grupo e a rede de clínicas tem capacidade para atender 18 milhões de consultas por ano. “É a primeira vez que estamos aliando a teoria e a prática, utilizando a tecnologia de uma maneira tão inovadora”, afirma Aquiles. O coordenador do curso da Pós-graduação, Dr. Márcio Sanches, informa que os professores estão mobilizados há meses na elaboração e no desenho pedagógico da iniciativa. Para ele, a missão desempenhada pelo Cartão de Todos, de levar acesso à saúde em larga escala, vem ao encontro das tendências evidenciadas pela pandemia, que fez crescer o uso das ferramentas de telemedicina. “O conteúdo aprimora o que já está à disposição. Outro diferencial é que a parceria com

CARGA HORÁRIA

520 horas

NÚMERO DE ALUNOS

120

ESPECIALIDADES

Geriatria, Reumatologia e Saúde Mental PARTE TEÓRICA

Introdução à Telemedicina, Bioética na Especialização, Humanização do Atendimento, Administração Solidária e Administração Financeira e Contábil PARTE PRÁTICA

Discussão de casos clínicos, parte orientada consultoria online e encontro presencial

o Cartão de Todos dá oportunidade de crescimento

27


Foto: Rafael Motta

FELUMA É

PREMIADA A Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma) recebeu o Prêmio Reconhecimento Cultural, na 6ª edição do Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas, pela criação e inauguração do Teatro Feluma. Na solenidade virtual da premiação, o presidente da Feluma, Dr. Wagner Eduardo Ferreira, em seu depoimento se declarou emocionado e honrado pelo reconhecimento do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de MG (SINPARC). O Teatro Feluma é um espaço para fomento das artes e o saber e tem como vocação ser um palco múltiplo e de integração entre o teatro, a dança, a música, a ciência, o conhecimento e a educação. A Feluma agradece ao SINPARC pela premiação que muito honra a Instituição e demonstra a relevância da iniciativa de abertura do Teatro Feluma.

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Revista Ciências Médicas, Abril/2021 by CMMG - Issuu