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Claro! - Futuro

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QUANDO CHEGA O AMANHÃ? AMANDA MANARA BIANCA CABALLERO Quem nunca quis saber o futuro? Talvez ir a uma cartomante para descobrir se vai conhecer o amor da sua vida, ou quem sabe ser promovido no trabalho... Vai dizer que não é tentador? Mesmo os mais céticos não escapam das previsões do futuro, afinal, até aquele jornal que você assiste todas as noites faz questão de tentar prever o que vai acontecer: será que vou precisar levar guarda-chuva amanhã? Ou talvez um casaco...

é incerto, e deixar tudo para depois não é a melhor saída. A única certeza é o hoje, o agora, o já, e ele deve ser encarado como se não houvesse amanhã – afinal ele pode realmente não existir. Ainda assim, as preocupações com um tempo que está por vir não cessam em nossas cabeças. São pessoas buscando a fonte da juventude de um lado, cartomantes sendo consultadas de outro. Preocupações com o futuro da crise e com a situação do mercado também são frequentes. “Será que as previsões econômicas tem alguma lógica de fundamento?”.

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De uma maneira ou de outra o futuro é algo que nos desperta interesse. Talvez pelo mistério de não sabermos o que vem pela frente, talvez pela magia de podermos fazer dele tudo que imaginarmos. A espera por esse tempo que parece tão certo molda nossas ações, nossos planos, nossos desejos.

O imaginário não para no que vai acontecer amanhã, dentro de poucos anos ou quando estivermos velhinhos. É possível também imaginar as relações em um futuro bem mais distante, com os homens se tornando cada vez mais parecidos com máquinas e se esquecendo das relações pessoais. O futuro pode estar se transformando em uma distopia.

“Preciso economizar dinheiro para ter uma velhice mais confortável...”. “Pretendo me casar por volta dos 30, o primeiro filho com 33 e o segundo com 36...”. “Vamos esperar o dólar baixar para ir à Disney, ok? Ano que vem já melhora...”.

Aqui no Claro! exploramos um pouquinho de tudo que o futuro pode nos trazer. Mas não demora muito pra ler, já pensou se de repente acontece um apocalipse zumbi ou um vírus mortal se espalha pela Terra? O fim do mundo pode não estar tão longe assim (e você deve estar preparado).

O futuro está sempre lá, se aproximando, e nós estamos sempre aqui, aguardando sua chegada ou imaginando como será. O problema é justamente esse: aguardar e imaginar enquanto ele pode nem chegar. Diferente do que pensamos, o futuro ILUSTRAÇÃO: MARCELO GRAVA

EXPEDIENTE ECA-USP Diretora Margarida Maria Krohling Kunsch Departamento de Jornalismo e Editoração Chefe Dennis Oliveira Redação Professora Responsável Eun Yung Park Editoras de conteúdo: Amanda Manara e Bianca Caballero Diretor online: Vitor Hugo Equipe online: André Spigariol, Hailton Biri, Nina Turin, Victória Pimentel e Vinícius Crevilari Editor de imagem: Daniel Muñoz Diretora de arte: Marina Yukawa Diagramadores: Bruna Eduarda Brito, Gabriel Carvalho, Jullyanna Salles, João Henrique Furtado Silva, Mariana Miranda e Stella Bonici Ilustradores: João Cesar Diaz e Marcelo Grava Repórteres: Ana Paula Machado, Fernando Magarian, Giovana Feix, Luís Viviani, Marcela Campos, Murilo Carnelosso, Pâmela Carvalho, Quéfren de Moura, Sérgio Gomes de Oliveira e William Nunes Making Of: André Meirelles e Mirella Silva Kamimura Endereço Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Bloco A. Cidade Universitária, São Paulo - SP CEP: 05508-900 - Telefone: (11) 3091-4211 O suplemento Claro! é produzido pelos alunos do 6º semestre de graduação de Jornalismo, como parte da disciplina Laboratório de Jornalismo Impresso III Tiragem: 8000 exemplares


GIOVANA FEIX

GIOVANA FEIX

Futuro do pretérito

Com 77 anos de vida, 57 de casada, preciso admitir. Não sei bem o que fazer de tantas lembranças. Meus filhos estão sempre aqui em casa, mas nenhum jamais teve interesse em abrir isso junto comigo – em conhecer esse quase museu de memórias que juntei ao longo da vida. Fazia tempo que eu mesma não dava atenção a ele. Foi a mudança que me obrigou. O escritório é o cômodo que mais está dando trabalho: esse armário do canto direito, que costumo fechar a chave, tem tanta lembrança dentro que muitas vezes me vi hesitante em explorá-lo. Quando abri estas portas, hoje, as coisas foram diferentes. Além do passado, era também o futuro que eu temia. Diferente do primeiro, este novo medo me trazia um frio gostoso à barriga. Eu e Silvio nunca fomos acomodados, mas, com a idade, as coisas mudam. Assim que nos demos conta, decidimos pela casa nova, no bairro onde, tanto tempo atrás, nos conhecemos e construímos nossa vida. Aqui dentro estão, catalogados, os mais de quarenta álbuns de foto da nossa família. Diante deles, uma sensação estranha: ao contrário do que acontece com as madrugadas que passei organizando as imagens, já não lembro com clareza dos momentos que elas registram. No canto direito está a caixa com minhas cadernetas. São mais de quinze, preenchidas de ponta a ponta com versinhos que escrevi, quando ainda não tinha família para fotografar. A tentativa de lembrar como foi composta minha vasta poesia também causa estranhamento. Desse tempo, o que pareço ter registrado com mais intensidade é a esperança: as cadernetas, muito além de momentos, têm o poder de me lembrar de sonhos. Elas são lembranças do futuro que, durante muitos anos, me dediquei a planejar. Ainda que esses planos tivessem, sim, um espaço reservado aos álbuns de família, não posso negar que a ideia central do meu roteiro nunca chegou a se concretizar. Ter meus versinhos publicados sempre esteve rotulado, em um canto escondido dos meus pensamentos, como nada além de um sonho juvenil. Nenhum poeta famoso nasce em Caxias do Sul, eu pensava. Melhor seguir os conselhos da mamãe: as responsabilidades da casa e da família são as únicas capazes de fazer da menina uma mulher. A tarde que passo relendo os versinhos atrasa a mudança e castiga minha coluna, mas também torna evidente: a beleza do novo frio em minha barriga ultrapassa o mero frenesi da novidade. Voltar ao bairro onde eu e Silvio nos conhecemos é voltar à sensação que um dia tive, de que as palavras me reservavam um futuro brilhante. Afinal, esse também é o bairro onde eu cresci, e onde, além das cadernetas, meu futuro foi um dia preenchido com sonhos. Depois de finalmente terminar a separação do que vai à casa nova e o que vai ao lixo, é engraçado o quanto já não me sinto confusa sobre o que fazer das lembranças desse armário. Não há mais espaço para receio. Vem futuro pela frente, e quem sabe agora, com 77 anos de vida, 57 de casada, seja hora de apostar em ideias juvenis.


a distopia do jornalismo FERNANDO MAGARIAN Uma crítica escrita por um estudante no futuro. Escrevo o presente texto para expressar minhas angústias (e, quem sabe, apontar um caminho para superá-las). O mundo é um lugar efetivamente angustiante. Em todos os cantos está presente a barbárie, única filha legítima do processo de desenvolvimento do capitalismo. Há muito que dizer sobre isso. Mas não há espaço. A minha crítica, portanto, terá um recorte: a faculdade de jornalismo.

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A universidade se tornou um garrancho desagradável em um mundo ir-

racionalmente organizado, e com ela a faculdade de jornalismo. Não que ela já tenha alguma vez sido um espaço verdadeiramente emancipador: não foi. Mas ao menos já possuiu, há muito tempo, um projeto civilizatório e de desenvolvimento do conhecimento - ainda que um conhecimento perverso, a serviço da conservação da exploração das classes dominadas pelas classes dominantes. Não. A universidade, hoje, sequer produz qualquer coisa que se pretenda progressista. Ela pode ser reduzida a uma máquina de modelar jovens trabalhadores especializados. A primeira escola de jornalismo do mundo foi fundada há muito tempo, em 1869, nos Estados Unidos. Se propagou em seguida pela Europa (1920 na Inglaterra), e a primeira brasileira data de 1947. O propósito era ensinar o ofício jornalístico, suas técnicas e suas teorias aplicadas à prática - uma proposta tecnicista portanto. Mas como se sabe, ao se inserir nas faculdades de ciências humanas propiciou, como esta área do saber no geral, a produção de conhecimentos sociológicos, propostas de novas teorias e saber acadêmico. Nem isso, no entanto, restou. Como o resto das escolas de ciências humanas, a faculdade de jornalismo degenerou em uma escola técnica. O pouco espaço de experimentação e produção de novas formas e novos conteúdos de outrora foi gradualmente extirpado do espaço acadêmico. O imperativo hoje é claro: formar mão de obra para o mercado.

As disciplinas são criadas e ajustadas pelo que o mercado precisa - e, inversamente, pelo que “o estudante precisa para estar no mercado”. Pouco importa que o curso é jornalismo: é preciso obrigar seus matriculados a aprender assessoria de imprensa, porque é isso que o mercado reserva. Nenhum problema em grandes editoras utilizarem o aparato estatal da universidade para fazer verdadeiros cursos de capacitação de estudantes para trabalhar em suas próprias redações. Nenhuma contradição entre a crítica rasa ao “mau jornalismo da grande mídia” e a legião de professores que são na realidade jornalistas da grande mídia.Esqueçamos experimentar métodos e formas. Esqueçamos discutir conceitos: a faculdade de jornalismo é a própria negação dos conceitos. Nada se problematiza ou se discute a fundo - não há tempo para isso, é preciso “aprender a técnica” e “exercitar as relações de hierarquia”. Por trás de um discurso difuso de progressismo e “bom jornalismo”, a faculdade de jornalismo tem medo de discutir jornalismo. Nela só cabe o projeto de jornalismo (arcaico e perverso) sob o qual foi concebida. E ela não pensa duas vezes na alegada “liberdade acadêmica” antes de recorrer às hierarquias e micropoderes burocráticos para suprimir qualquer tentativa de feitio de alguma coisa diferente do que está escrito no intocável e inquestionável Manual do Bom Jornalismo™ - e nisso recebe o apoio entusiástico de uma parcela de estudantes a mais reacionária, tão imersa no burocratismo que se escandaliza com a menor experiência de democracia dentro da faculdade. Não é à toa - embora seja risível - esta reação histérica da faculdade a diferentes concepções de jornalismo. Questionar (e combater) as bases ideológicas da instituição, isto é, produzir algo diferente do que está programado, é ameaçar a existência da própria instituição. Mas não nos acanhemos: nada de bom pode sair do que é hoje a faculdade de jornalismo. Não há porque temer seu fim. Em verdade, este lugar está morto há muito. Deste prédio frio e putrefato, deste projeto perverso eu só posso querer uma coisa: a destruição. E, com sorte, talvez desta carcaça falida possa nascer uma faculdade com vida.


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lagrimas na chuva LUÍS VIVIANI Dentro de uma caverna lúgubre, três insólitos personagens esperam sua hora e vez para conversar sobre dúvidas existenciais com o meio humano/meio vulcano Spock, caracterizado por sua peculiar inteligência e grande lógica. O primeiro a falar é Rick Deckard, outrora caçador de andróides (replicantes), que discursa com certo receio: “Essa noite sonhei novamente com ovelhas elétricas. Isso me faz questionar: seria eu um daqueles que jurei “aposentar”? Um andróide em pele de humano? Não consigo degustar tal fato. Odiaria fazer parte desse nicho de Inteligências Artificiais (IA) que frequentemente entram em guerra e devastam o universo dos humanos”. Spock, em sua sabedoria inata, resolve ponderar sobre a essência de Rick e o fato de que é necessário um equilíbrio entre homens e máquinas: “Deduzi que, após seu diálogo com Batty, já teria entendido que as características humanas são o que realmente importam. As lembranças, experiências e paixões pelas quais você passou o transformaram em uma vida dotada de importância, seja ela humana ou artificial. A querela entre ser ou não ser um andróide irá te atormentar de modo fatal”.

Spock, ao perceber a lógica do computador, decide mostrar também os problemas das máquinas. “Realmente, humanos precisam desses ajustes todos, mas assim não são todas as criaturas vivas, inclusive as máquinas? Pelo que eu me lembre, é preciso ajustar alguns defeitos, seja na fabricação, seja na própria vivência. Uma guerra só causaria prejuízo às duas partes. É preciso construir, e não destruir. Sem eliminações. Sem caos. Sem máculas”. HAL 9000 aceitou o fato, já que, em sua história, foi desligado outrora com uma simplória chave de fenda por um humano, o que causou certo constrangimento ao computador. Por fim, foi a vez da tenente Ellen Ripley, que também relata seus sonhos/ pesadelos: “Aliens! Sempre surgem em minha mente. Não consigo mais relaxar. É necessário acabar com todos eles. Estão fritando a minha mente”. Spock, então, faz um apanhado da relação entre os seres humanos e alienígenas, mostrando que nem sempre há hostilidade. “Você teve azar, Ripley, admito. Porém, nem todos os alienígenas são criaturas assassinas, frias e temidas, como o espaço. Eu mesmo sou um alienígena para vocês, humanos. E existem milhares de outros que buscam uma vivência em harmonia. Só para lembrar, temos os casos do ET do Spielberg, do Segredo do Abismo, do MIB, do Starwars ou mesmo os Klingons, que assinaram tratados de paz com os humanos recentemente. É preciso lembrar também que as necessidades de muitos...” Entretanto, no meio de sua fala, irrompe um clarão seguido de um DeLorean e dele sai um velho cientista todo agitado, dizendo. “Precisamos voltar... precisamos voltar para o FUTURO. Uma agência militar lançou uma bomba que desencadeou numa guerra entre humanos, andróides e alienígenas”. “E assim caminha a humanidade, sem lógica alguma”, lamenta Spock, suspirando.

Spock é do universo startrek, começou como seriado nos anos 60 e hoje abarca filmes, quadrinhos, livros, games

Ripley é da saga de filmes “Alien”. Famoso pelo cartaz "no espaço ninguém escuta você gritar"

O cientista maluco e Emmet Brown, companheiro de Marty Mcfly na trilogia “de volta para o futuro”

Deckard é um caçador de androides, seres criados com data de expiração de 4 anos, do filme Blade Runner. Andróides se caracterizam por sonharem com ovelhas elétricas.

Hal 9000 é o computador do filme 2001, uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick. Revolucionário para sua época, é um dos filmes mais cultuados no universo da ficção científica.

JOÃO CESAR DIAZ

“Além disso - continuou Spock - a questão é que as IA lutam por sobrevivência. Homens sempre construíram máquinas com objetivo de escravizá-las, para servirem de simples ferramentas. Foi o que aconteceu com a Matrix, a Skynet, os andróides de Asimov... Eles buscam apenas sobrevida. É preciso haver um equilíbrio. Por que homens não conseguem criar máquinas para uma coexistência pacífica? Há exemplos na Enterprise que mostram isso, como o nosso oficial DATA. Independentemente do que for, não deve haver marginalização, assim como andróides não podem ser criados com data de expiração”. Deckard, então, retirou-se mais mitigado, dando lugar ao computador HAL 9000, que questiona a validade dos homens com sua serena voz:

“Eles são defasados, a IA deve prevalecer. O homem não consegue transcender. Precisa respirar, precisa se alimentar, precisa descansar. Não vejo função. Precisamos nos libertar deles para uma maior evolução”.


Joga pra mim MARCELA CAMPOS

Quando a Tauane abriu o jogo... Ai. Tem quem vá todo mês, tem quem vá todo ano, tem quem vá uma vez na vida e saia correndo de medo ou extasiado de admiração. Não tem curiosidade que não acenda quando, andando na rua, achas aquele papelzinho sobre teus pés, grudado ao chão da calçada “Mãe Flávia, tarô e amarração” ou “Trago teu amor em três dias”. Mas não é só isso, não, minha gente. Cartomante é assim: descobres umas paradas e vais mais leve lidar com o possível. O profissional está ali pra te guiar, ajudar, segurar tua mão, sabes? É um serviço, mas é também um carinho – que pode até entrar no orçamento mensal.

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Trinta reais é o preço da consulta da Tauane Alamino. Ah, tão atenciosa, ela explicou: não se abre a mesa sem algo em troca. Cada cartomante faz o preço que quiser. O que não pode é fazer disso abuso – se te faltam as faculdades mediúnicas, se cobras valores injustos... ficas bloqueado! Se quem está procurando ajuda não pode pagar, pede-se o simbólico: que seja uma troca, um escambo, centavos. Não se abre a mesa sem algo em troca. Nem todo mundo sabe ao certo qual foi o tipo de baralho que leu seu futuro. Tauane diz que há muitos. Só não infindos porque, sabes, essas coisas, esses números, têm fim. O que ela usa é o tarô dos orixás – puxa pro seu lado umbandista, religioso. Mas tem outros, sim! Tem o mitológico, o egípcio e tem até o mother peace, só para mulheres. Diz o nome: baralho cigano. Não é tarô. Pra ser, tem que ter 72 cartas. Quem joga o cigano é a Babs Almeida. Ela disse que é bem mais intuitivo, mas cada cartomante lê com o que melhor se escreve aos seus olhos. Imaginas ler 72 cartas? A cartomante explicou: mesmo que tenham nomes diferentes, as cartas têm significados equivalentes em

todos os tarôs. Exemplo: a morte, no Mitológico, é Hades. Ainda tem que se atentar à posição. Esta carta do lado daquela pode significar algo diferente desta mesma carta do lado daquela outra. Ela é autodidata. Aprendeu em algumas semanas. O Kael, que é também professor, contou pra ela que já conseguiu ensinar alunos em um mês, mas que tem educandos que tentam há mais de dois anos e não conseguem ler nada com clareza. Mediunidade? Sensibilidade? Também dá pra cursar em escola específica. A Debora Helena Rodrigues fez isso. As aulas duraram um ano na sua escola e ela fez juntinho com o curso de Astrologia, que durou três. Não é à toa que cartomantes acertam. É claro que queres saber o que há de positivo quando procuras saber teu futuro. São tantas perguntas... Tauane contou que pergunta de amor é batata. Todo mundo quer saber, né? Pergunta sobre família também tem muito: vai ficar tudo bem? Vamos parar de brigar? E crees que tem gente que já vai com uma situação específica em mente, buscando respostas? É especialmente pra esses que o cartomante deve dar conforto. Não no sentido de contar mentiras, sabes? Ou deixar de dizer que coisas ruins podem acontecer.


Ceticismo nas cordas SERGIO RODAS

Não estava interessado em ouvir suposições sobre meu futuro profissional, amoroso ou familiar. Mesmo cético assim, resolvi encarar uma cartomante, por causa da experiência antropológica. Marquei uma consulta com a Dona Júlia após achar um papelzinho surrado na calçada, no qual estava escrito que “ela lhe revelará os fatos mais importantes da sua vida” e que “uma nova tentativa pode mudar a sua vida”. Para a minha surpresa, ela era uma mulher jovem, vestida com trajes esportivos, sem nenhum colar ou pulseira, e que não correspondia à minha imagem de uma mística à la Mãe Joana. O arejado apartamento dela tampouco parecia com os consultórios de videntes retratados na cultura popular. A decoração se resume a amuletos de diversas culturas em cima da mesa. Ao me sentar em frente à Dona Júlia para começar a consulta, notei que já não estava tão relaxado. Talvez por perceber o desconforto de ter o meu futuro, mesmo que imaginário, revelado. A cartomante começou a embaralhar as surradas cartas do tarô egípcio - que não é ligado a nenhum culto - enquanto solicitava meus dados básicos. Depois de me pedir para cortar o baralho, ela passou a dispor as figuras em fileiras de sete. Após examinar o quadro que compusera na mesa, Dona Júlia afirmou que, na parte profissional, eu estava com “depressão espiritual”. Eu franzi a testa para esse diagnóstico, uma vez que nunca me senti tão motivado com um trabalho como agora. Ela então me alertou de um colega que quer tomar o meu lugar. Fui à sessão prevenido das previsões genéricas, mas, ao ouvir uma que possa se encaixar na sua vida, é difícil não a ligar a uma situação semelhante que enfrente. Perguntei se teria sucesso na minha carreira. A vidente respondeu que “o sol da esperança brilha para você, mas é preciso sair da sua torre para alcança-lo”. Em seguida, ela passou à análise amorosa. Disse que eu precisava acabar com as intrigas que prejudicam o meu namoro, e apontou que eu estava dividido entre duas mulheres. Di-

ante da minha negação veemente, Dona Júlia mudou o tom de sua leitura. Garantiu que eu e a minha namorada formávamos um casal muito forte e unido, e que isso provocava inveja nos outros. Não pude evitar um sorriso. A cartomante percebeu isso, e, depois de olhar para uma carta que retratava um caminho em uma pradaria, disse que nós tínhamos uma longa jornada juntos pela frente. A próxima parte foi a das perguntas. Meu pai foi o alvo da minha primeira dúvida. Entre as sete cartas que escolhi às cegas, havia uma com um caixão e uma com uma árvore solitária em um campo aberto. Ao ler essas figuras, Dona Júlia abaixou a cabeça e previu que iria acontecer algo “muito, muito ruim” com ele. Meus batimentos cardíacos foram a mil. A essas alturas, tinha jogado todo o meu ceticismo de lado. Estava preocupadíssimo com o destino do meu pai, que fuma muito e ignora meus pedidos para quitar esse vício e consultar médicos. Mesmo inquieto e com receio das respostas, inquiri Dona Júlia sobre os demais familiares, mas nenhum prognóstico foi positivo: minha mãe passará por uma grave crise com seu marido, meu irmão escapou por “um triz” de algo “bem ruim”, e minha irmã terá um relacionamento sofrido. Voltei a perguntar sobre a minha namorada, desta vez priorizando sua vida profissional. A previsão foi que ela atravessará um período financeiramente difícil, mas depois se restabelecerá. Essa foi a leitura mais acertada da noite, já que viajaremos para os EUA em dezembro e o dólar a R$ 4 está punindo nossas carteiras. Depois disso, Dona Júlia encerrou a sessão. Saí do prédio e logo comprei duas cervejas na vendinha do outro lado da rua. Afinal, o ceticismo não está imune a questionamentos.


DANIEL MUÑOZ

Do outro lado.. E

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la olhou no espelho mais uma vez. As ondas dos cabelos acobreados caíam como cascata pelos ombros. Nenhum fio branco! A pele também estava reluzente: a ultima injeção tinha funcionado maravilhosamente. Passou as mãos pelas maçãs do rosto e sorriu. Estava pronta. 50 anos na identidade, mas aparência de 28. Escolheu andar até o restaurante. Estava tarde, mas combinou de encontrar Marcos perto de casa. Estratégico. Caminhar também ajuda a refletir. Naquela noite ela precisava colocar os pensamentos em ordem. “Você sempre foi tão segura, Ju. Sempre levantou a voz para defender o direito das mulheres se sentirem belas em qualquer corpo, qualquer idade. E agora você gasta maior grana em estética para fugir da idade que tem. Isso não faz sentido”. As palavras da amiga tiveram efeito cortante. Sim, ela se deu ao luxo de gastar em tratamentos. Mas é assustador perceber o corpo cedendo às pressões do tempo. Até os 40, ela recebia elogios por aparentar ser mais jovem do que era. Mas depois dos 45... parece que tudo desandou! Os fios brancos se multiplicavam ferozmente, as rugas brotaram sem piedade e os músculos pareciam resistir a qualquer tentativa de torneá-los. Não gostava de se ver refletida. Queria mudar de aparência, queria voltar no tempo. Queria, mais do que tudo, ser aquela jo-

vem de 22 anos que subia no palanque da faculdade para falar sobre empoderamento feminino. Naquela época ela usava manequim 38, tinha cabelos esvoaçantes e voz aveludada ao discursar sobre a necessidade de quebrar os padrões estabelecidos pelo patriarcado. Três anos atrás ela havia lido dados divulgados pelo IBGE: pesquisas afirmavam que o brasileiro gasta mais em estética do que em comida. Chocante. Bem, hoje em dia, entre os tratamentos e a dieta restritiva, talvez ela faça parte desse grupo. Chegou adiantada. Ele não estava lá. Pediu uma água e esperou. “Sua água, senhorita”. Se-nho-ri-ta! Ela se deliciou com cada sílaba daquela palavra. Os tratamentos vieram a calhar. Mas a alegria durou pouco. Lembrou das palavras da amiga. Quando será que começou a temer tanto o futuro? Sempre se viu como uma pessoa que envelheceria com gosto. Mas não, tratou de esconder cada marca que o tempo lhe trouxe. “Está esperando alguém?”. Respondeu que sim, que havia reservado mesa para dois e se perguntou onde estaria Marcos. Ah, Marcos. Chefe da repartição, diziam que ele saia com as estagiárias. Gostava mesmo das novinhas. Mas mostrou interesse nela desde o início. “Você está linda”, disse ele ao chegar, logo antes de lhe dar um beijo na testa. Cavalheiro, um charme. Mas não conseguiu deixar

PÂMELA CARVALHO de pensar se ele estaria ali com aquele entusiasmo se na sua frente estivesse uma mulher com 50 anos aparentes. Provavelmente não. Saiu com um homem superficial. No escritório, ele é cheio das piadinhas sobre mulheres mais velhas. “Eu já passei dos 50, sabia?”, a pergunta escapou, totalmente sem contexto, entre garfadas. Ele fez cara de espanto, seguido de um sorriso. “Nossa, deve ter dado muito trabalho manter seu corpo assim. Fica tranquila que qualquer homem que te olhar não te dá mais que 30”. Ele quis ser sensual, mas foi ofensivo. Parecia que todas aquelas mudanças foram feitas para agradar olhar masculino. Mas não foram. Não podiam ser. O jantar acabou cedo. Levantou-se. No caminho para a saída, parou e se olhou no espelho. Os cabelos acobreados ainda lhe caiam bem como cascata pelos ombros. A pele parecia estar ainda mais impecável. Sorriu. A mulher do outro lado do espelho lhe sorriu de volta. Ali estava a única aprovação que precisava. Ela se sentia bem com sua aparência. E é isso que importa. Cada centavo valeu a pena.


Como se fosse máquina ILUSTRAÇÕES: MARCELO GRAVA

WILLIAM NUNES

A câmera

Olá. Sou a Sony, câmera de um prédio de classe média da zona sul de São Paulo. Preciso contar uma coisa que tenho reparado nas pessoas daqui. É engraçado... elas não pegam mais elevador juntas. Acho que esse tal de capitalismo transformou todos em uns robôs autosuficientes, individuais demais. Outro dia, a Sheila, moradora daqui, estava cheia de compras na mão e não estava conseguindo abrir a porta do elevador. Logo atrás vinha o seu Antônio. Mas ela não pediu ajuda, não. Se apressou em colocar as sacolas pra dentro e ó... Se mandou pro nono. Outra vez foram a Maria do Rosário e a Nena. Eu só observava pelo infravermelho. As duas foram até o vigésimo mexendo no celular. E aí se deram um boa noite, tipo quando o Windows desliga, sabe? Automático. Fico pensando se elas não estavam preocupadas com esse tal de dinheiro, né? Porque ai! de quem não tiver, né? Sou só uma câmera de segurança, mas sei disso. Engraçado... o elevador devia unir mais as pessoas do prédio. Parece que tudo o que essa tecnologia e esse tal de capitalismo tocam, eles separam, transformam em máquina. Até os humanos. Mas, enfim... Eu sou só uma câmera de segurança...

Visualizada às 13h06

Cinco em ponto. Funcionário 5246 da Volkswagem do Brasil. Era ele quem acordava o despertador. Iniciava. Escovava os dentes. Punha uma roupa. Calçava as botas. Dava um beijo na mulher e ia. Chegava. Batia o ponto. Entrava e agora só via metade dos colaboradores que via antes. A outra metade virou parafuso, metal, fluido em lugar de articulação. Segundo estatísticas, caíram pela metade também as oportunidades de se encontrar, conversar e integrar. O chefe agora o chama. “O funcionário 5246 está sendo desligado”. Pane no sistema.

Pane

Precisamos teclar

Filho, precisamos ter uma conversa. Você não está colaborando com as coisas da casa. Não é justo eu trabalhar o dia inteiro, chegar, e a casa estar uma zona. Eu não aguento mais essa situação e, se as coisas não mudarem, vou ter que tomar algumas atitudes e cortar alguns privilégios, porque a casa é minha. Outra coisa: a gente anda muito afastado, você não conversa direito comigo, não conta pra mim como andam as coisas quando tento puxar papo. Sou sua mãe e acho que mereço um pouco mais de respeito. Vivemos debaixo do mesmo teto e, por mais que as coisas estejam difíceis, somos só nós dois e precisamos um do outro. A gente precisa conversar mais, porque nessa casa não tem diálogo.

* Cinco em ponto. Funcionário 5247 da Volkswagem do Brasil. Era ele quem acordava o despertador...

Fonte: Odair Furtado, professor de psicologia na PUC-SP


prin 014, bra2 e rte d esdo a pa is dos d a Jato, o b nte a Lav epo Dura ente d eração ostensiv m p r l e o O a s c p a fa e ci tos d ou sua casos d m a n e ç a m s r e ço, o es assa com que de mar obrás p estidor v r 7 t n m 1 a Pe ça de i s nas e al em n ão n o r rupç a confia s recurs o eleito d r u a o a e afet plicar s . O perí acirrou s s a a e i em tata emestr polític s as es es pres egundo decisõ micas. s e d n o o ô a n ênci olhas ec u l f n i esc nas

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O es c a co ândalo nfia na e n caís sem ça e os mpresa pre con não fez ç caso haven siderav os de s com q u u d s e bra semel o indíc lmente as açõ e silei e han i . o tes e s obje Mesm s ras, o e tivo mo l bien a s de te p s sofrer utras e essi mis am com statais ta c riad o amo.

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*Para Laura Carvalho, professora de economia da FEA-USP, estas agências de risco são ferramentas de terrorismo econômico. “O peso que se dá para a análise do mercado financeiro para a economia de um país cria um problema ainda maior, porque isso contamina a opinião pública e a direciona para o seu interesse”, comenta.

As aç tive ões d e se r ent re am te pri o iní consi das p d me c m iro io de eráve rincip tur l de o ais des arço. no utu s e S v 36% alori e a Pe eleit bro - valor statai i l z s o zaç og ra em , o B ado trob pre anc s em rás l - até o dep ão oi sa te o o 5 tive s esta do Br 2%, a ve se final s do us ram dua asil de El p que is, co perd etrob apéis r e da m pró o Ce u 21% ás cai u xim mig , ad e S e até abe os 15% sp, .

osjá c r s i a s po stat m e ssalva dela e o e ent fato mr ro stim isto co s pelo r o luc o e v o n v a i a i s r , r i O a se presá ente v tempo s. m u a m t riam odo o ns e ivad e algu ecessa ante t esas pr dos d n r s ío r não imo du e emp iu per tidore s s d d x e r e á p ut a nv m trário o im para i o em o l de n ã o n a c s n isto or ver e fin nho Mas des ga s do go arço m mai m o n c e sa ssi gra pre o entr ontou nos pe m e c nas as, com o que a e me res. c d ic o o t í í p l tido é er e po p ves , o n d i i a a s d m bili o do esta mism

Des d ação e o fin al dam econôm do pri m e dad nte, co ica vem eiro s eme e po m se o tent s l ativ ítica. O acirra deterio tre a s men itugast ran a de g o v d o t s Mas s públ de o co erno se o da in o rapii -inc quanto cos e a meço d gue na stabilil u inte sive d maior umenta o ano mesm a de rn r e o rap acion *agên conse a arrec cortar id n c a a em ament is - de q ias de a so nas dação. a eae uma n u n e tu ális ális pess c c imis adeia onomi do vai e de r es a br inte p mo, iora isco as rm mai s tu ináve ileira d r, mais do t l end . Quan eclina, to ead ar e mais rrad o.

MURILO CARNELOSSO


Excelentíssimos (as) senhores (as) presidentes, embaixadores e colegas, Há exatos 70 anos, nesta mesma cidade, o chamado relatório Brundtland introduziu na sociedade o conceito de desenvolvimento sustentável, indicando sua incompatibilidade com os padrões de produção e consumo humanos da época e propondo a conciliação do crescimento econômico e as questões ambientais e sociais. Elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento promovida por esta organização e intitulado Nosso Futuro Comum, o relatório chamava atenção para danos na camada de ozônio e o perigo do aquecimento do planeta, sugerindo ainda as primeiras metas internacionais para frear o aumento da temperatura e reverter os danos causados pelas atividades humanas. Desde então, esta organização tem se dedicado a despavimentar um futuro que despontava no horizonte e construir outro. Do Protocolo de Kyoto, ratificado em 1998 com o intuito de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, ao recém criado Nobel Verde, que premia iniciativas que redesenharam nosso modo de vida estabelecendo hábitos sustentáveis, povos e instituições ao redor do mundo também reconheceram a influência do clima em todas as esferas da vida, empenhando-se na recuperação do sistema climático planetário. A conscientização global em conjunto com esforços locais foram fundamentais para continuarmos abaixo do limite de 2 graus Celsius no aumento da temperatura média da superfície terrestre. Não podemos, no entanto, minimizar o impacto que esse aumento provoca, exemplificados na migração asiática por conta das intensas ondas de calor e fortes precipitações na região, no cenário de seca na América do Sul e no resultante conflito em torno dos principais rios da região da Floresta Amazônica, no derretimento de geleiras no mundo todo e no aumento no nível do mar. Senhoras e Senhores, Somos 8 bilhões de pessoas responsáveis por um planeta de 4,5 bilhões de anos com mais de 8 milhões de espécies. Estratégias de mitigação e adaptação já não são mais suficientes. Temos todos os recursos para revolucionar nosso modo de vida e dar início a uma Nova Era. Agradeço a participação de todos nesta cúpula e reforço o pedido de comprometimento com a existência de um futuro comum em um planeta equilibrado e saudável. Ana Paula Machado Secretária-Geral da ONU


EM CASO DE FIM DO MUNDO, QUEBRE O VIDRO E APERTE O BOTÃO DE EMERGÊNCIA! V

VOCE ESTA PREPARADO? BREVE MANUAL PARA APOCALIPSES, ARMAGEDDONS E FINS DO MUNDO EM GERAL Você certamente já foi alertado de que “o fim está próximo”. Há quem diga que o mundo vai acabar, queiramos ou não. Apesar dessas previsões — e de um pouco de histeria fatalismo por parte de algumas pessoas —, a ansiedade pelo fim do mundo ou por um apocalipse iminente sempre existiu ao longo da história das civilizações, gerando crenças e mitos em diferentes culturas. Ou seja, essa é uma preocupação antiga! Mas, e se acontecer mesmo um cataclisma? Um tsunami? Uma pandemia? Uma guerra nuclear? Uma invasão de zumbis? Você estaria preparado? Grupos de pessoas ao redor do mundo, chamadas de “preppers” vêm investindo tempo e dinheiro no desenvolvimento de técnicas e recursos para sobreviver a um provável “fim do mundo”. Juntamos aqui dicas dessas pessoas, projeções apocalípticas e nossas próprias pirações ideias para ajudar você a pensar e a se preparar para situações extremas!

Em caso de desastres naturais Não entre em pânico nem pense em sair por aí saqueando supermercados, como nos filmes. Isso só aumentaria o caos. Invista desde já em estocar comida, utensílios e água potável. Aprender a conservar alimentos pode ser uma boa também. E não se esqueça de armazenar objetos essenciais, como comprimidos de purificação de água e fósforos impermeáveis (sim, isso existe, e você pode fazer em casa!). Na hipoótese de uma explosããao nuclear Construa um abrigo e considere que deverá ficar nele por alguns dias. Aproveite para preparar um depósito de suprimentos para as suas necessidades do período. Ter um amigo que o ajude e embarque nessa com você seria bastante útil como alimento, caso seja necessário lhe fazer companhia.

JOÃ OC

E em caso de uma pandemia, vírus mortal ou guerra biológica? Fique atento aos alertas da OMS e ameaças em geral. Se um agente biológico se espalhar, vire um eremita, fuja das grandes cidades e cuide de suas vias respiratórias. Tenha uma caixa de medicamentos essenciais e tome suas vacinas. Melhor prevenir... No caso de superaquecimento Isso significa que os astecas estavam certos e o sol vai explodir! Ou não. Ok. De qualquer modo, isso provavelmente implicará altíssimas temperaturas e até toxicidade. Prepare-se para se esconder dentro da terra ou em abrigos aquáticos por um bom tempo.

ESA

Talvez morar perto de geleiras traga algum benefício, não? No caso de uma guerra entre seres espirituais Primeiro, não deixe ninguém marcar você com o número 666. Resista. Já se os deuses nórdicos começarem a batalhar na Terra, e se você não quiser

RD

IAZ

levar a pior, se fingir de morto é uma opção. Quando tudo estiver tranquilo, levante e vá viver no mundo pós-apocalíptico (ou no que sobrar dele). Em caso de uma rebelião das máquinas Não adiantará tentar jogar água, dar cur-

to-circuito, nem mesmo tirar da tomada. Você precisará ser perspicaz. Trate de aprender programação e invista num ataque indireto, hackeando a máquina ou criando um vírus. Se der tudo errado e elas forem simplesmente indestrutveis, fuja para a selva ou para uma ilha deserta. Máquinas e natureza simplesmente não combinam. No caso de um apocalipse zumbi Separamos duas dicas superimportantes. A primeira é: aprenda a correr. Treine e ganhe resistência. Zumbis tradicionalmente são lentos. Mas, se por azar os zumbis do seu apocalipse forem atléticos, a segun-

da dica é: finja ser um zumbi também. Misture-se à eles e se comporte igual. Evite ser descoberto. Uma maquiagem bem feita e boas técnicas teatrais podem ser úteis. Se o universo se expandir atEé se desintegrar... e formos espalhados por aí em milhões de pedaços, sem qualquer possibilidade de nos reunir de novo? Ah, aí já é demais. Nada que fazer. Você não sobreviveu ao fim do mundo. Game over.

QUÉFREN DE MOURA

Saiba mais:

- preppers.org - survivalblog.com - facebook.com/preppers - twitter.com/preppersbrasil - channel.nationalgeographic.com/doomsdaypreppers - sobreviventedofim.blogspot.com.br - hyperbate.fr/finsdumonde


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