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AHLMA Centro

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INTRODUÇÃO Chegou em nossas mãos um briefing de projeto que poderia ser apenas mais uma loja no nosso portfólio, mas há uma luz diferente nele. A marca AHLMA por si só já promove uma mudança na forma como consumimos e vivemos, reinserindo no ciclo produtivo tudo que está pronto e seria descartado, o que a diferencia da maioria das outras marcas de vestuário do país, sendo uma loja do futuro e para o futuro. Queremos pensar a nova loja do Centro de São Paulo como a reunião de tudo o que o público “jovem de alma” e interessado pelas causas ambientais e criativas gostam: é loja, é bar, é café, é ponto de encontro, é espaço para compartilhamento de ideias, é um pedaço da nossa alma.

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ÍNDICE C3IK 6 O Centro de São Paulo 8 História 8 Declínio 8 Um pedaço da nossa alma para o Centro de São Paulo 12 A AHLMA 14

História da marca 15 Sustentabilidade 16 Colabes e outras marcas conscientes 18 Inclusão de minorias 21 Dados e números 22

A nova AHLMA Centro 24

Centro interligado 28 Sobre o Copan 32 O novo normal 34

Projeto de interiores 36 Referências 38 Materialidade 50 Localização 52 Setorização 54 Layout 56 Planta de piso 58 Cortes 60 Explodida 65 Sustentabilidade 66 Perspectivas 69 Conclusão 88 Bibliografia 90 4


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SOBRE NÓS O C3ik (cê.ao.cu.bik) é um escritório de arquitetura e interiores especializado em projetos de varejo, Visual Merchandising e cenografia para espaços efêmeros. As fundadoras Clara Kubik (arquiteta) e Carolina Canongia (produtora de eventos e publicitária) juntam suas expertises em diferentes áreas para criar os projetos mais inesperados e com a melhor qualidade. O vasto repertório de referências trazido vem da junção das duas mentes pensantes do escritório: ambas já tiveram experiências profissionais em diversas áreas dentro da publicidade, showbusiness, arquitetura, design gráfico e de interiores, trabalhando em várias empresas renomadas dessas áreas. O C3ik entrega ao cliente não apenas um projeto, mas toda a estratégia de comunicação relacionada àquele produto para que tudo esteja dentro da mesma identidade.

Arquiteta formada pela FAAP com pósgraduação em Design de Interiores pelo IED, se especializou em projetos para varejo, espaços expositivos e culturais.

Publicitária formada pela FAAP com pósgraduação em Design de Interiores pelo IED, se especializou em visual merchandising, food styling e cenografia para eventos. 7


P A O U Ã L S O O CE E N TR O D HISTÓRIA

DECLÍNIO

Englobando os bairros da Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Sé e Santa Cecília, temos a Zona Central de São Paulo - ou o Centro de São Paulo - uma região administrada pela Subprefeitura da Sé.

Com o afastamento dos investimentos e empresas do Centro, iniciou-se um forte processo de degradação urbana na região. As pessoas de classe alta e média começaram a migrar para outros bairros, o que resultou no agravamento desse declínio. Esse “abandono” trouxe consequências tidas como problemas hoje para boa parte da população, resultando em altas taxas de criminalidade e economia informal, bem como na queda de investimentos em novos imóveis e reformas nos já existentes, aumento no consumo de drogas e no número de pessoas em situação de rua. O aumento dos moradores de rua não é uma questão exclusiva do Centro, visto que essa população de toda a cidade aumentou 53% em 4 anos, chegando a mais de 24 mil pessoas, de acordo com censo feito pela Prefeitura de São Paulo. Segundo a mesma, “há um conjunto de fatores que levaram essas pessoas às ruas, entre elas a crise econômica, desemprego, renda, conflitos familiares, moradia, saúde, migração, saída do sistema penitenciário e uso abusivo de álcool e drogas”. A Secretaria da Assistência Social realizou um censo para identificar a quantidade e o perfil dos moradores acolhidos e em situação de rua. O estudo, feito no final de 2019, apontou que 85% desta população é formada por homens, com idade média de 41 anos.

A área de 26,20km² possui 431.106 habitantes, sendo a segunda região com maior densidade demográfica da cidade, ficando atrás apenas do Campo Limpo, de acordo com a pesquisa mais recente do IBGE (2010). É ponto de intersecção das vias principais do município e é atendida por todas as linhas de metrô (com exceção da Linha 5). É também a sede de algumas das principais instituições de ensino superior do município, como a Universidade Mackenzie e a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), além da sede dos cursos de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). O Centro de São Paulo foi o principal distrito financeiro do município até a segunda metade do século 20, atraindo diversos investidores e formando o conhecido skyline da região. Entretanto, a partir da década de 70, fruto de sucessivos erros do governo e do desenvolvimento de outras regiões do município, muitas empresas e investimentos começaram a se deslocar para outras áreas.

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A região também aparece entre as 5 primeiras colocações quando falamos de bairros com maiores índices de furtos e roubos em São Paulo, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo em 2017. E mesmo não estando entre as 5 primeiras posições, a região também fica em posições altas em relação aos homicídios, lesões corporais e estupros. Nos anos 90 começaram a surgir os programas de revitalização do Centro em busca da recuperação social, econômica, turística e cultural da região. No ano passado, a gestão de Bruno Covas iniciou um projeto focado em seis eixos para potencializar o turismo na região: calçamento, iluminação, segurança, zeladoria, atendimento socioassistencial e as chamadas estratégias de ativação, que ainda se encontra em “cláusula suspensiva” enquanto o governo federal aguarda o recebimento de documentos e dos projetos de engenharia e licenciamento ambiental.

Por mais que a revitalização já tenha mostrado frutos e o Centro esteja voltando a ser o lar da classe artística, como arquitetos, fotógrafos e designers - tão bem representados por seu chão de taco e samambaias penduradas - após realizarmos uma pesquisa com moradores e frequentadores da região para entender os principais pontos positivos, negativos e necessidades deles, os resultados ainda relatam a falta de segurança e limpeza como dois dos maiores problemas na região, conforme mostramos nos resultados a seguir:

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Das pessoas que responderam a nossa pesquisa, temos uma maioria de mulheres entre os 18 e 25 anos e que frequentam a região do Centro de São Paulo com frequência.

Quando questionados em uma resposta livre sobre o que eles mais sentiam falta na região do Centro de São Paulo, a grande maioria sente falta de segurança e mais atividades de lazer, seguido por limpeza.

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UM PEDAÇO DA NOSSA ALMA PARA O CENTRO DE SÃO PAULO Nosso intuito com a pesquisa mostrada anteriormente era buscar as necessidades e anseios de mudança das pessoas que de fato vivem ou frequentam a região. Então além de perguntarmos o que elas sentem falta no Centro, também perguntamos o que mais gostam (tanto em termos de loja, quanto de lazer) e quais são os seus hobbies preferidos, para que assim pudéssemos pensar: sendo uma loja de roupa, o que podemos incluir no projeto que consiga ajudar nessas questões? Sendo uma marca que já abraça uma causa tão grande e impensável para a indústria da moda no geral, o que mais ela poderia trazer em um espaço físico para se tornar um ponto de encontro para as pessoas que compartilham dos mesmos ideais? Queremos ser mais do que uma loja, queremos colocar um pedaço da nossa alma no Centro: seremos loja, bar, café, ponto de encontro, espaço para compartilhamento de ideias e tudo o que mais acontecer a partir da vontade de criar. Também pensando no viés de que quanto mais a economia circular na região, mais investimento ela receberá do governo para requalificação da região, também traremos um projeto de circuitos pelo Centro que irão não apenas auxiliar nessa requalificação, mas também com a ajuda de outras lojas que compartilham dos mesmos pilares que a AHLMA tornar a moda sustentável ainda mais disseminada. 12


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HISTÓRIA DA MARCA A marca foi criada em maio de 2017 por André Carvalhal (exdiretor de marketing e planejamento na Farm e co-fundador do projeto MALHA) no Rio de Janeiro, após uma conversa do André com Rony Meisler, dono do grupo Reserva. Os dois discutiram sobre uma marca que representasse os conceitos da Malha (o maior espaço de moda colaborativa do Brasil) na forma de pensar e executar, resultado direto do processo de transformação que Carvalhal tem vivenciado intensamente nos últimos anos. Com 3 lojas físicas operantes e uma loja online (site próprio), a marca tem diferentes áreas de atuação: moda, sustentabilidade, branding com propósito e empreendedorismo criativo. A ideia de co-criar a AHLMA veio após o estudo que fala que para não faltar às próximas gerações, seriam necessários dois planetas Terra - mas não temos dois planetas Terra. Querem fazer você pensar: “o que você quer daqui para frente?”, trazendo a tona a economia circular, evitando novas demandas ao meio ambiente, ajudando a natureza a respirar e se recompor: o objetivo é reinserir no ciclo produtivo tudo que está pronto e seria descartado. O novo não precisa ser necessariamente novo. A AHLMA é gerada e gerida por muitas mãos, tendo a co-

criação como um de seus pilares. Cada um dos produtos é concebido em coletivo e é esse pensamento pluralista, de sociedade, que querem ter e compartilhar, ou seja, possuem uma direção criativa descentralizada, na qual os insights vêm de outras marcas, designers, artistas e coletivos. Ademais, também convidam outras marcas para vender seus produtos no espaço da AHLMA (desde que compactuem com os mesmos valores da AHLMA), pois assim é mais ético e responsável do que simplesmente copiar um produto alheio. Fundaram a Academia AHLMA, um espaço de convivência multidisciplinar que colocava em um espaço físico tudo o que os co-criadores acreditam: roupas de 30 jovens grifes cariocas, café da manhã (tudo vegano e orgânico), plantas, drinks, laboratório de costura pessoal, lavanderia +eco, ateliê de costura para customização das roupas, aulas de yoga e cursos de meditação. O responsável pela arquitetura do lugar é Tavares Duayer, que abraçou o conceito de reaproveitamento e utilizou araras e outros objetos que sobraram da Richards, transformou a madeira do piso em banco para a área externa, organizou a captação da chuva para usar a água no bar e garimpou todos os móveis do espaço de outras marcas de moda que fecharam. Infelizmente a Academia AHLMA não está mais aberta.

“Para nós, já não faz mais o menor sentido a imposição de verdades ou estilos de vida. Contamos com o afeto de muitas pessoas e negócios amigos, e por meio desse convívio criativo, enriquecemos nossos processos com a mistura de muitas ideias, referências, sentimentos e pontos de vista.” 15


SUSTENTABILIDADE No vocabulário da AHLMA, “tempo” é a palavra preferida. Contra tudo que o fast fashion prega, a marca entende que para criar, produzir, comunicar e se relacionar com qualidade são necessárias pausas, respiros e confiança no próprio ritmo. Termos como “see now, buy now” e “black friday” não possuem espaço no consumo consciente. “Se nós somos o que comemos, nós também somos o que vestimos”. A indústria da moda é uma das que mais poluem o planeta, sendo também uma das maiores consumidoras de água. Contra essas estatísticas, a AHLMA lança peças de roupa de alta durabilidade (o site ainda dispõe de uma sessão de “manual de cuidados”) que são lançadas aos poucos, e não seguindo o calendário tradicional da moda, usando termômetros de demanda e utilidade para medir a temperatura dos produtos. Roupas que duram mais e já são pensadas com uma utilidade constroem um guarda-roupa inteligente. A marca utiliza matérias-primas restaurativas (recicladas ou recuperadas) ou regenerativas (fibras naturais, de origem certificada ou biodegradáveis). Os tecidos recuperados são da sobra de estoque de parceiros e fornecedores, quase sempre em metragens reduzidas, o que consequentemente

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faz a grade dos produtos também ser reduzida. Além das matérias-primas, outras frentes também seguem o principal pilar da marca: as embalagens conscientes, mão-de-obra legal (mesmo nos fornecedores), livre de crueldade animal, feito no Brasil, produção sob demanda (só estampam camisetas após a compra ser feita) e a diminuição do uso de plástico. Um brechó também faz parte da variedade de produtos oferecidos pela marca. Garimpam peças em brechós parceiros e armário de amigos, recolocando no mercado peças que já estavam paradas. O brechó é apoiado pelo “armário de memórias”, no qual pessoas são convidadas para compartilhar histórias com as suas peças de roupas com significado. Uma das premissas de acessibilidade da marca fica por conta do uso de materiais de reúso que podem baratear a produção de algumas peças, ajudando a reduzir o valor de outras peças mais caras, como as feitas com algodão orgânico. Ou seja, para não oferecer algumas peças muito baratas e outras muito caras, todas são vendidas por uma média justa, fazendo com que mais pessoas tenham acesso à marca.

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COLABES E OUTRAS MARCAS CONSCIENTES

A AHLMA também dispõe produtos frutos de colaborações com outras marcas conscientes, como Menos Um Lixo (copos reutilizáveis) e Pantys (calcinhas absorventes), ajudando o consumidor a comprar sustentavelmente itens que não sejam apenas roupas e calçados. Entretanto, fora as “colabes”, vemos que nesse mercado mesmo marcas que normalmente seriam consideradas concorrentes aqui precisam andar juntas: uma revolução não pode ser feita sozinha. Abrir espaço e voz para que outras marcas do mesmo nicho também consigam expor os novos ideais é indispensável para conseguir mudar a mentalidade do país (e do mundo). Listamos algumas marcas que compartilham dos mesmos valores que a AHLMA e deveriam dar as mãos para fazer ainda mais barulho:

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A marca Menos Um Lixo nasceu em 1º de Janeiro de 2015 como um desafio pessoal de sua criadora Fernanda Cortez, com o intuito de produzir menos lixo e provar que atitudes individuais somadas constroem um mundo mais sustentável. Seu primeiro passo foi banir o uso de copos descartáveis no dia a dia. Hoje a marca é conhecida pela venda de copos reutilizáveis retráteis, além do site com diversos conteúdos que ajudam as pessoas a serem mais conscientes. Vendas feitas através da venda online ou em revendas.

A marca Pantys surge com uma alternativa à utilização de absorventes descartáveis: calcinhas absorventes high-tech, laváveis, reutilizáveis, higiênicas, modernas e sustentáveis. Seu uso reduz o descarte de aproximadamente 500 absorventes descartáveis em 1 ano, cerca de 400kg de lixo. A compra pode ser online, nas lojas próprias ou nas lojas parceiras.

Um estudo vivo e colaborativo sobre o zodíaco. Peoplestrology se propõe a investigar através de conteúdo online o que há de mais humano e real em uma das culturas místicas mais populares do mundo: Astrologia.

A proposta da marca Carnan é mostrar o quão grande é este mundo e tudo o que ele tem a oferecer. Uma marca de contos, pessoas e lugares. Vendem pela internet roupas que aconteceram em algum lugar, e não que foram somente “rabiscadas” em algum ateliê.

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O compromisso da marca Bannanna é entregar conforto e estilo em peças únicas, ousadas e ecologicamente responsáveis, que tragam em seu DNA a essência do que o Brasil tem de melhor: o verão. Marca de moda praia para homens, com vendas online.

Zerezes é uma marca ecológica de óculos de sol e de grau que utiliza madeira reciclada e plásticos provenientes de canudos utilizados. Marca carioca nascida em 2012, com pilares de respeito com a matéria-prima e das pessoas envolvidas em seu processo de produção. Apropriam-se de materiais de baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial. Venda online e lojas físicas no RJ.

A MIG Jeans é uma marca de upcycling que transforma jeans em desuso em uma nova peça. A marca abre para o cliente uma possibilidade com três vertentes: comprar uma peça já desenvolvida e pronta, doação de peças em troca de desconto ou compra do serviço MIG Jeans (levar a sua peça de casa e, junto com a equipe, pensar em uma nova história para aquele produto). Serviço voltado para a ressignificação e valorização daquilo que já existe, estimulando cada vez menos o consumo desenfreado. Venda online e em lojas parceiras.

Nascida em 2014 e consolidada no mercado em 2016, a Insecta é uma marca de produtos ecológicos e veganos. Uma empresa que acredita no comércio justo e se baseia no diálogo, respeito e transparência e carrega com si o selo de Sistema Bcorp, que certifica sua preocupação com o seu entorno (meio ambiente e pessoas envolvidas). Venda online e em lojas ao redor do mundo.

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INCLUSÃO DE MINORIAS A inclusão de minorias não é uma novidade para a AHLMA: eles vão além da inclusão LGBTQIA+; a marca representa a vontade de incluir todas as cores, gêneros, raças, corpos e orientações em uma mesma conversa. O desfile na Casa dos Criadores em 2019 foi mais do que criar um desejo sobre cada peça desfilada, mas sim fazer com que o cliente olhe para o seu próprio guarda-roupa com essa vontade de customizar, ressignificar, repensar, recortar e, se realmente precisar comprar algo, preferir o brechó. A AHLMA teve apoio da ASA, Associação Santo Agostinho, que doou as roupas que foram usadas nessa coleção.

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DADOS E NÚMEROS Além da história e valores da marca, é importante trazermos dados e números sobre a operação da marca hoje.

Lançamento 10 de maio de 2017, Rio de Janeiro - RJ

Lojas 1. Shopping Rio Sul (Av. Lauro Sodré, 445, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ) 2. Shopping Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, Rio de Janeiro - RJ) 3. Rua da Consolação, 3459, Cerqueira César, São Paulo - SP) 4. Site (www.usereserva.com/c/ahlma)

Redes Sociais • Instagram: 102k seguidores • Facebook: 33.6k curtidas e 34k seguidores • Youtube: 156 inscritos e 8.3k visualizações

Separação dos produtos no site • Roupas femininas; • Roupas masculinas; • Colabes; • Coleções; • Bazar; • Curadoria. 22

Produtos no site “femininos” • Tops; • Saias; • Vestidos; • Macacão; • Bodies; • T-shirts; • Blusas; • Camisas; • Shorts; • Calças; • Casacos; • Biquínis; • Calçados; • Acessórios.

Produtos no site “masculinos” • T-shirts; • Regatas; • Camisaria; • Bermudas; • Calças; • Macacão; • Casacos; • Calçados; • Sungas; • Acessórios.


Coleções ativas • preto e branco; • jeans; • signos; • eclipse; • acervo; • ano 01; • relíquia; • além mar; • gradiente; • solstício; • sinestesia; • carnaval; • fitoterapia; • além terra; • ano 02; • vênus; • ufologia; • (entre) nós; • elementos; • realismo mágico; • últimos tamanhos; • desaguar; • janeiro 2020; • fevereiro 2020; • novidades!; • super básicos.

Bazar • Masculino; • Feminino. 23


A NO

VA AH

E N C T A R O M L

Como falamos no início e agora baseadas em toda a história de mudança e transformação que a marca já prega, queremos através da nova AHLMA do Centro de São Paulo provocar e reunir mentes inventivas ao nosso redor. Temos o intuito de criar um espaço físico com características próprias que reúnem tudo o que mais curtimos em um mesmo lugar. O público que pretendemos atrair para a loja é o mesmo da marca como um todo: homens e mulheres, jovens e adultos (ou jovens de alma), ligados à cultura e artes, que estão transgredindo padrões e convenções que já não cabem mais hoje em dia, preocupados com o mundo em que vivemos, como a Olivia e o Nic, personas que criamos para entender melhor quem de fato irá usufruir do novo espaço.

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Olivia

32 anos Nascida em São Paulo Mora em Santa Cecília Mãe de planta Olivia nasceu na Zona Norte, mas logo que fez 21 anos mudou-se para o Centro de São Paulo, onde divide um apartamento com 3 amigas em Santa Cecília. O apartamento tem plantas do chão ao teto, as três amigas se auto entitulam “mães de planta”, além dos outros filhos, Benedito e Benedita, dois gatinhos adotados. Ela hoje trabalha como garçonete em um restaurante badalado, mas pretende cursar Audiovisual no ano que vem. Ligada em todas as últimas tendências, Olivia não perde uma exposição. O que ela mais ama no Centro é a quantidade de atividades de lazer, como seu bar preferido: o Copanzinho. 26


Nic

24 anos Mora no Morumbi Frequenta o Centro Drag Queen Nic (ou Pearl, seu nome de Drag Queen) mora no Morumbi na casa que seus pais deixaram para ele, mas passa a maior parte do seu tempo no Centro de São Paulo. “É no Centro que acontece a maioria dos rolês de Drag Queen, além de ser o melhor lugar para encontrar laces e outros acessórios”, disse ele. Nic é formado em Moda pela Santa Marcelina e soube desde sempre que seria um ótimo estilista. No dia a dia gosta de sair com os amigos para tomar um drink, mas são as festas que duram dias que realmente prendem o coração dele. Já pensou em se mudar para o Centro, mas, como sempre morou em condomínio fechado, tem um pouco de receio sobre a segurança. Entretanto, não descarta a ideia de ficar mais próximo dos seus hobbies. 27


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CENTRO INTERLIGADO A partir da pesquisa que realizamos, vimos que, além da segurança e limpeza, as pessoas também sentiam falta de mais atividades de lazer, como cafés, bares e vida noturna no Centro de São Paulo. Entretanto, é visível a quantidade de lugares desse tipo na região e o constante crescimento no número deles. Uma das pessoas que respondeu a pesquisa ainda afirmou “gosto do Centro porque tem ‘cafézinhos’, isso não existe aqui na periferia”, então qual é o motivo para as pessoas em sua maioria não conhecerem esses espaços de entretenimento e descompressão? Acreditamos que a forma mais eficiente de conhecimento de lugares novos é pela indicação, por isso vemos lugares tão cheios no Centro e outros semelhantes vazios. Para ajudar na requalificação do Centro, precisamos de mais pessoas circulando pelos excelentes pontos que a região oferece, aproveitando a facilidade que as vastas linhas de transporte público trazem. Para isso, iremos traçar diversos circuitos (desde a saída de algum transporte público até o local final) para que as pessoas possam seguir de espaço em espaço conhecendo novas comidas, bebidas, exposições, baladas e muito mais! E claro: ao final dos circuitos sempre indicaremos para que as pessoas passem na AHLMA para tomar um drink ou apenas para “dar um rolê”. Quem sabe não vai estar acontecendo uma palestra ou aula de yoga no nosso espaço livre? Nesses circuitos indicaremos locais que compartilham dos mesmos valores da marca, construindo uma rede ainda mais forte pela mudança na forma como a sociedade consome - o circuito não será apenas um passeio, mas sim uma aula sobre o futuro se não mudarmos. 29


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SUGESTÃO DE CIRCUITO 1 BALSA Espaço de festas, eventos, cursos, coletivas, palestras e locações. 2 CENTRO CULTURAL OLIDO Integra em suas atividades música, dança, artes, cinema, exposições, palestras, shows e literatura, galeria do dj, sendo a maioria das atividades gratuita. 3 SESC 24 DE MAIO Um conjunto de espaços e instalações destinados ao bemestar, lazer, esportes, convívio e desenvolvimento cultural e social para toda a comunidade. 4 HEY! COFFEE Cafés especiais para todos. 5 BRECHÓ NO FUNDINHO Brechó que prega a inclusão de minorias em todas as suas comunicações e a reinserção das roupas de volta ao mercado. 6 WANDERLUST BAR & COZINHA Bar e cozinha inspirados pelo intenso desejo de viajar e vagar pelo mundo, interesse genuíno em explorar culturas e costumes desconhecidos. 7 MATILHA CULTURAL Centro independente multicultural autônomo. PARADINHA NA AHLMA CENTRO 9 TOKYO Um prédio modernista e tombado de 9 andares. Rooftop, Bar, Karaokê, Restaurante, Exposições, Cinema, Teatro, Design, Tattoo, Experimentações, Instalações, Pista de Dança. Estações de metrô nas proximidades 31


SOBRE O COPAN A AHLMA Centro irá fazer parte de um dos principais edifícios de São Paulo: o Copan. Símbolo da transformação, modernização e crescimento da capital, o Copan surgiu durante a intensa expansão na malha urbana e o adensamento populacional com a verticalização na área central. Nessa época a economia paulistana se preparava para receber o título de metrópole e precisava de ícones que representassem a sua grandeza - e assim nasceu o Copan, com sua grandiosidade estrutural, programa variado e forma arrojada. Com muitas idas e vindas, o projeto que se iniciou na década de 50 com Oscar Niemeyer e colaboração de Carlos Alberto Cerqueira Lemos visando às comemorações do 4° Centenário de São Paulo, só foi inaugurado em 1966. Buscando ser o Rockefeller Center brasileiro, um grande centro urbanístico com edifício residencial de 30 andares e outro que abrigaria um hotel com 600 apartamentos, interligados por uma marquise com garagens, cinema, teatro e comércio, teve seu projeto original alterado e somente o edifício residencial com área comercial térrea foi construído. Apesar do edifício não estar como na sua concepção original, ele continua sendo um dos marcos da modernidade urbana do Centro Novo. O prédio tem a maior estrutura de concreto armado do país, com 115 metros de altura, 32 andares e 120 mil metros de área construída, dividida em seis blocos com 1.160 apartamentos e área comercial com 72 lojas e uma igreja evangélica. Com o declínio do Centro nos anos 70, o edifício também entrou em decadência e durante muitos anos teve a sua imagem associada a um “cortiço vertical”. Mas com o início da revitalização nos anos 90, o Copan voltou a atrair a classe média que buscava moradia de qualidade, bem localizada e com preços mais baixos. Atualmente vivem no Copan pessoas de várias classes sociais e ocupações, como manicures, engenheiros, publicitários, jornalistas, estilistas, arquitetos, entre outros, inspirando escritores, cineastas, 32

fotógrafos e outros artistas do mundo todo. O enorme edifício com CEP próprio traz como sua marca a forma sinuosa e linhas curvas, uma das principais características das obras de Niemeyer. Com a utilização da liberdade formal, leveza e curvas, o modernismo deixa de seguir padrões europeus e norte-americanos para expressar a sua própria cultura. O brise soleil serve, além da proteção solar, para acentuar ainda mais a fachada ondulada, quebrando os ângulos retos da região, integrando o projeto com o entorno e a paisagem. O formato da onda ainda nos lembra o til sobre a letra “a” de “São Paulo”. A galeria do Copan é uma das mais interessantes do Centro, com comércios novos e outros que resistem ao tempo, além do terraço no último andar. Vemos o encontro do novo com o antigo vivendo harmonicamente, como o Bar da Dona Onça, Eco Mercato, Café Floresta e a Locadora Vídeo Connection, atendendo o vasto gosto de quem mora ou frequenta o edifício. Por conta das idas e vindas e “abandono” por parte de Niemeyer, é visível que o Copan nunca foi finalizado como deveria, sendo descrito como “caos estrutural” pelo ArchDaily. Entretanto, parece que o Copan sempre esteve ali, nascido com a cidade. É no caos que encontramos a ordem.

“Tudo isso deixa evidências de que o projeto

do Copan nunca terminou, por mais que a imagem do edifício faça parecer o que

acontece a todas as obras clássicas: que ele sempre tenha estado ali. Esse convívio de

presença e incompletude só parece aumentar o caráter único da obra e a validade das soluções arquitetônicas propostas.” - ArchDaily


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O NOVO NORMAL

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Ainda existem países que não permitiram a reabertura do comércio físico, mas em sua grande maioria o comércio já pode voltar com diversas restrições, como capacidade reduzida de pessoas no espaço, distanciamento de 2 metros entre as pessoas, uso de máscaras o tempo todo, limpeza das mãos com álcool em gel na entrada, proibição de provadores de roupa, entre outros. Com isso, diversos restaurantes, hotéis, bares, mercados e lojas tiveram que reinventar o seu negócio para que não ficassem parados, apostando em proteções acrílicas e novos layouts de planta.

O mundo todo foi acometido por uma pandemia inesperada, a qual nos fez mudar por completo a forma como nos relacionamos com os outros, com o trabalho, com o comércio e as demais esferas do nosso dia a dia. Sem remédios ou vacinas, a única forma de prevenção se deu pelo isolamento social, privando as pessoas de encontrarem amigos, família, fazerem compras não-essenciais presencialmente, trabalhar fisicamente na empresa, entre outros. O comércio e outros serviços online dispararam enquanto as lojas físicas tiveram que permanecer fechadas por um longo período.

Os consumidores por outro lado podem estar um pouco relutantes a voltar a dividir espaços físicos enquanto não há uma cura para o vírus. Uma pesquisa recente do Washington Post e da Universidade de Maryland descobriu que, enquanto a maioria dos consumidores (56%) faz compras confortavelmente ​​em um mercado, 67% não se sente confortável com a ideia de entrar em uma loja de roupas e 78% não quer ir a um restaurante para uma refeição sentada. Entretanto, o mapeamento de tráfego de pedestres conta uma outra história: os dados de localização de smartphones de quando a Geórgia (EUA) permitiu a reabertura do comércio mostraram mais de 60.000 pessoas vindo até de estados vizinhos, presumivelmente para fazer compras, cortar o cabelo e comer em restaurantes. Apesar do faturamento não estar nem próximo da média antes da pandemia, há uma demanda reprimida para experiências offline. As pessoas que se encontram há mais de 140 dias dentro de suas casas anseiam por ver as cores do mundo novamente, mas a maioria não arriscaria sair apenas por uma peça de roupa: é necessário que os negócios se reinventem para oferecer experiências reais para além da compra do produto - o desafio agora não é só a venda, é trazer o consumidor da segurança da sua residência para um espaço físico compartilhado. Quando as pessoas retornam às lojas, elas procuram espaços seguros e os gastos agora são direcionados e limitados, surgindo um interesse maior em comprar de marcas locais. A tecnologia vai ser a principal aliada nesse momento para conseguir não apenas passar a imagem de segurança, mas de fato não oferecer riscos aos consumidores. 35


PRO JET O D

R I O E RE S T N I E

A loja, que já possui uma planta exótica com curvas e colunas, seguirá com a quebra de ângulos retos e materialidades “naturais”, “puras”. Por ser uma marca sustentável, a escolha dos materiais para a construção da loja não poderia ser diferente: daremos preferência para materiais que sejam recicláveis, reutilizados ou que seriam descartados. Nos apoiaremos na tecnologia para resolver questões que não precisam mais existir ou que ajudem a trazer a segurança para a loja, como a exclusão dos caixas físicos e adoção de tablets móveis para fechamento de compras, dutos de ar que eliminam gases tóxicos e devolvem o ar mais limpo para o ambiente, dedetização das roupas que foram provadas, entre outros itens. Para dar ainda mais luz à história do Copan, iremos manter vários recortes sem intervenção, e mesmo o que será construído não brigará com a estética do edifício: concreto aparente, vidros e mobiliário da época em que foi construído. Queremos mostrar que é possível manter a vertente sustentável sem ferir a história. Além de que não podemos transformar o espaço em algo que não seja reconhecível pelos moradores e frequentadores da região, não podemos criar um sentimento de “não pertencimento” que impeça as pessoas de entrar por julgamentos errados causados por nós mesmos. Para oferecer mais experiência para aqueles que anseiam pelo comércio offline, contaremos com a loja AHLMA, loja de parceiros, café-bar e espaço livre para eventos, palestras, aulas, confraternizações e o que mais for interessante para unir as pessoas e promover trocas entre elas. Apresentaremos algumas referências que nortearam nossas ideias até o projeto final e o detalhamento das áreas.

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REFERÊNCIAS Ao buscarmos o histórico de lojas da AHLMA, percebemos que as lojas não conversam com o manifesto que a marca propõe (com exceção da Academia AHLMA). São lojas neutras, impessoais, sem personalidade que poderiam receber o logo de diversas outras marcas atuais sem que os consumidores notassem a diferença. As cores, os materiais, o abraçar do diferente (como no desfile na Casa dos Criadores em 2019) não estão sendo contemplados nessas lojas. A história se perde, a única cor fica por conta das peças que mesmo assim acabam perdendo o brilho. Fazendo uma busca mais aprofundada, notamos uma forte influência das antigas lojas físicas da marca canadense American Apparel, que hoje só opera de forma online. Queremos mudar a percepção dos consumidores para que eles se sintam entrando na AHLMA, e não que seja mais uma loja igual que visitam no shopping no mesmo dia. 38


Semelhanรงa com a loja American Apparel

Lojas AHLMA em Shoppings Centers 39


Por ser um espaço de várias atividades, iremos trazer as referências de forma setorizada para fácil visualização:

Expositores que lembram a divisão dos brises do Copan e que deixam a cor por conta dos produtos e expositores curvilíneos quebrando o tradicional com linhas retas, remetendo ao edifício.

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Araras curvas e com demarcação de área feita através do uso de piso de caquinho proveniente de sobras. 41


Uso de blocos de vidro para criação de uma parede curvilínea que deixa transparecer as luzes e o verde das plantas que ficam por trás, remetendo às janelas acesas durante a noite no Copan.

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Curvas do Copan destacadas pelo seu brise. Luzes acesas ao anoitecer.

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Variações de concreto para conseguir criar sem divergir da história do edifício. Uso de texturas e formas para trazer a sensação de natureza e das curvas, acentuadas pela iluminação.

44


Uso de tons coloridos para trazer a essĂŞncia de uma marca pluralista.

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Banheiro monocromático.

Provador principal utilizando Inteligência Artificial para evitar que as peças de roupa precisem ser fisicamente experimentadas. Provadores de apoio bem espaçosos e coloridos.

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Balcão curvilíneo de vidro leitoso com iluminação interna. Detalhe de como o cardápio será posicionado e faixa de cor destacando uma área específica. Ambientação desejada.

Ambiente do café-bar deverá ser versátil: em tempos de distânciamento social não pode ficar com ares de “vazio”. 47


Intençþes de vitrine e fachada. 48


Utilização de materiais sustentáveis, como plástico, papeis e embalagens reciclados e outros materiais que seriam descartados.

49


MATERIALIDADE Como falamos anteriormente, a escolha da materialidade está diretamente associada aos fatores: história do edifício, com materiais “puros” - como concreto e vidro - e mobiliário da década de 60, sustentabilidade, com a escolha de materiais reciclados, reutilizados ou que seriam descartados e ambientação de São Paulo, com itens que são comuns nas casas de muitas famílias paulistanas.

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Azulejos amarelos

Tijolos de vidro

Concreto

Tecido recuperado rosa


Plantas e folhagens

Padrão da calçada de São Paulo

Seixos brancos

Piso feito a partir de pneu reciclado

Chão de caquinho de sobras de piso

Tapume ecológico de plástico reciclado

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VILA NORMANDIA

LOCALIZAÇÃO

RUA PARTICULAR

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SETORIZAÇÃO

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00

2.5

55


LAYOUT

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00

2.5

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PLANTA DE PISO

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00

2.5

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CORTE A

60


00

2.5

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CORTE D

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00

2.5

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CORTE B E C

00

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2.5


EXPLODIDA

ARARAS

BALCÃO LUMINOSO DO CAFÉ-BAR PAREDE DE TIJOLOS DE VIDRO

ESPAÇO EXISTENTE COPAN

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SUSTENTABILIDADE

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00

2.5

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PERSPECTIVAS

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Proposta fachada


Entrada loja AHLMA


Loja AHLMA


Provador


Banheiro


Café-bar


Entrada cafĂŠ-bar


Proposta fachada galeria


Espaรงo multifuncional


Loja AHLMA


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CONCLUSÃO Percebemos que qualquer ação promovendo uma mudança não acontece de uma hora para outra e que é necessário muito esforço e dedicação para essa mudança de fato ocorrer. Com o nosso projeto AHLMA Centro, buscamos democratizar o uso de práticas conscientes, trazendo não apenas uma nova visão à forma de consumir um produto, mas também a um estilo de vida. Localizada no Copan, em São Paulo, a loja irá ao mesmo tempo relembrar as origens e nos fazer questionar o presente e - principalmente - o futuro. AHLMA Centro será mais do que uma loja. Será um local de convivência, com um espaço de venda de produtos da própria marca, espaço para lojas parceiras, bar e café, local para encontros, palestras e o que mais for possível acontecer. Um local aberto para novas ideias e novas propostas, que transgrida padrões e nos faça sempre progredir.

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Trabalho de conclusão da pós-graduação em Design de Interiores do IED São Paulo. Orientadores Alexandre Salles Graziela Nivoloni Banca Examinadora Humberto Pio Luiz Walcheke Agosto de 2020

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