Eng.º Luís Reis Neves Departamento de Engenharia da SEW-EURODRIVE Portugal SEW-EURODRIVE PORTUGAL Tel.: +351 231 209 670 Fax: +351 231 203 685 infosew@sew-eurodrive.pt www.sew-eurodrive.pt
das as regras do projeto, designadamente a seleção, a instalação e a colocação em funcionamento.
2. CONSTITUIÇÃO E PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO DE UM CONVERSOR DE FREQUENCIA Na Figura 2 apresenta-se o diagrama de blocos típico de um conversor de frequência.
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Utilização de Conversores de Frequência na Indústria Constituição e Tratamento de Energia Regenerativa
Figura 1. Conversores de Frequência MOVIDRIVE® da SEW-EURODRIVE.
1. INTRODUÇÃO Os conversores de frequência estão fortemente implantados no ambiente industrial. A sua utilização enobrece o uso dos motores, possibilitando o controlo da velocidade, do binário e da posição. Oferecem outras vantagens técnicas como, por exemplo, suavização de paragens e arranques, adaptação do acionamento à carga, otimização dos ciclos de funcionamento às necessidades de produção, implementação rápida de elevados níveis de proteção, otimização do fator de potência, poupança de energia, entre outros. Podem ser controlados e monitorizados através de entradas e saídas “físicas” ou via bus de campo. São de fácil utilização e possuem sistemas intuitivos de parametrização, programação e diagnóstico, podendo estes ser executados
através de consolas ou, frequentemente, por PC, existindo para o efeito suites de aplicações específicas. Obviamente que as vantagens dos conversores de frequência apenas podem ser exploradas sem restrições se forem respeitadas to-
Figura 2. Constituição de um conversor de frequência.
A tensão da alimentação (A) é retificada e estabilizada através do DC Link (B). Os dispositivos mais modernos possuem DC Link de baixa capacidade, o que permite a diminuição das correntes de fuga e é favorável no que respeita às perturbações no sistema de alimentação. Posteriormente, o inversor converte esta tensão num sinal modulado por largura de pulso (PWM). A forma da saída pulsada é função da frequência de saída solicitada (C). A regulação de todo o sistema é concretizada pela secção de controlo.
Espaço
Módulo regenerativo
Resistência de frenagem
Unidade independente.
Brake Chopper integrado na unidade e resistência de frenagem normalmente externa.
Efeito na temperatura Negligenciável. ambiente
Geração de calor na resistência de frenagem.
Esforço de ligações elétricas
Médio.
Baixo.
Custos
Médio.
Baixo.
Balanço energético
Virtualmente, a energia elétrica mantém-se inalterada.
Conversão de energia elétrica em térmica.
Requisitos EMC
Filtro de entrada.
Cabo blindado.
Utilização
Quando as energias em jogo são elevadas; Na impossibilidade de utilização de resistência de frenagem.
Uma resistência de frenagem por conversor de frequência.
Figura 9. Módulo energéticos com condensadores que armazenam a energia.
Tabela 1. Comparação entre módulo regenerativo e resistência de frenagem.
veis em função do setpoint previamente especificado. Existem situações em que o motor opera como gerador. A energia gerada tem que ser inevitavelmente tratada, existindo diversas possibilidades técnicas que vão desde a simples dissipação sob a forma de calor até à partilha entre vários eixos, ou mesmo ao seu envio para o sistema de alimentação. A
solução a adotar não é inconsequente em termos de investimento e de retorno, exigindo um correto enquadramento, balizando os prós e os contras. Os impactos ambientais também não podem ser negligenciados, pois a redução do consumo é sinónimo de menor geração de energia térmica e de menor emissão de CO2.
Os conversores de frequência são um excelente veículo para agilizar, flexibilizar e otimizar processos e sistemas. Podem assumir a dianteira e o protagonismo, mas é necessária uma abordagem global para se erguerem as melhores soluções, que se exigem viáveis não só do ponto de vista técnico, mas também económico.
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