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Tendências da logística actual

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Sérgio Gonçalves *, Marco Rocha **, Hugo Rendeiro *** * smb.goncalves@iol.pt ** marco.rocha@netcabo.pt *** hugo.rendeiro@netcabo.pt

TENDÊNCIAS DA LOGÍSTICA ACTUAL RESUMO

Responder eficazmente às necessidades dos clientes, levam muitas empresas a reverem as suas políticas de gestão. O movimento de reestruturação que as empresas estão a ultrapassar envolve todos os departamentos, permitindo enormes progressos na área da Logística. De facto, os sistemas logísticos foram percebidos como uma actividade empresarial crítica. Porém, existem ainda muitas empresas onde a função da logística é feita de forma independente, onde cada responsável pelo seu sector (armazenagem, transporte, processamento de encomendas, etc.) trabalha independentemente e dissociado das restantes actividades. O desafio que se impõe por forma a melhorar a satisfação dos clientes é a procura da integração da logística, onde todos os componentes, sistemas e recursos humanos do processo logístico trabalhem como um só. Desta forma, torna-se necessário interagir com a Administração da empresa para estabelecer os objectivos de curto, médio e longo prazo para as diferentes actividades da logística entendendo as prioridades da organização em relação ao serviço ao cliente, as ameaças competitivas, restrições de capacidade e outros factores que podem influenciar a gestão estratégica das diferentes actividades logísticas. Assim, o plano estratégico a ser aplicado deve ser traduzido num plano de acção da empresa. O plano de acção a ser desenvolvido deve ilustrar claramente os sistemas de armazenagem, os sistemas de movimentação de materiais e os sistemas de controlo para o plano estratégico sob medida recomendado para cada tipo de organização, mantendo sempre o seu enfoque na resposta às necessidades dos clientes. ABSTRACT

To answer efficiently to the necessities of the customers, management politics take many companies to review its. The reorganization movement that the companies are to exceed involves all the departments, allowing enormous progress in the area of the Logistic one. Of fact, the logistic systems had been perceived as a critical enterprise activity. However, many companies still exist where the function of the logistic one is made of independent form, where each responsible one for its sector (storage, transport, processing of orders, etc.) works independently of the remaining activities. The challenge that if imposes for form to improve the satisfaction of the customers is the search of the integration of the logistic one, where all the components, systems and human resources of the logistic process work as one only. Of this form, one becomes necessary to interact with the Administration of the company to establish the goals of short, medium and long run for the different activities of the logistic one being understood the competitive priorities of the organization in relation to the service to the customer, threats, restrictions of capacity and other factors that can influence the strategical management of the different logistic activities. Thus, the strategical plan to be applied must be translated a plan of share of the company. The plan of share to be developed must illustrate clearly the systems of storage, the systems of movement of materials and the systems of control for the strategical plan to size recommended for each type of organization, keeping always its approach in the reply to the necessities of the customers.

1. INTRODUÇÃO Este artigo não sendo um fim em si próprio, não é de forma alguma uma fórmula exacta do conceito Logística Industrial. O seu objectivo não é apenas redigir expressões que expliquem de forma mais simples a Logística mas também o de nos fazer despertar para o que está a acontecer no mundo neste sector, para que quando estivermos a adquirir um produto / serviço possamos conhecer melhor os processos que este passou até que atinja a sua meta: O CONSUMO.

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Os consumidores estão cada vez mais “inteligentes” nos seus processos de compra, o que obriga a transformações violentas na Industria, para aumentar a competitividade e consequentemente as vendas. Tudo isto obriga a processos de Standardização em toda a Cadeia de Abastecimento (Supply Chain) e a uma resposta cada vez mais rápida e eficaz a um mercado cada vez mais competitivo. Para isso contribuem também os Sistemas de Informação Logísticos existentes que facilitam e melhoram os processos de Fabrico, Armazenagem e Distribuição que devem estar

todos muito bem articulados de forma a diminuir ao máximo os prazos de entrega (Lead-Time). Num ambiente em constante mutação todos os detalhes são importantes, nada pode ser descurado e assim sendo não se podem perder de vista os interesses do Cliente tentando preencher sempre as suas necessidades e expectativas (Focalização no Cliente). Um Cliente satisfeito significa que todo o processo logístico anterior funcionou. Standardização


DOSSIER LOGÍSTICA INDUSTRIAL

DOSSIER LOGÍSTICA INDUSTRIAL | TENDÊNCIAS DA LOGÍSTICA ACTUAL

produtividade e segurança. Para isso, torna-se necessário avaliar e analisar o fluxo de movimentação de materiais, layout do armazém, equipamentos de movimentação, embalagem e armazenagem dos produtos, os quais muitas das vezes são os responsáveis pela geração de custos e perdas durante a movimentação de materiais, por não serem eficientes e eficazes nas situações onde estão a ser aplicados. Desta forma, é fulcral a projecção de armazéns eficazes para a movimentação de cada tipo de volumes analisando a instalação de dispositivos de separação rápida ou alimentadores por gravidade, adequadamente integrados aos procedimentos diários, obtendo benefícios dentro de todo o processo logístico como a redução efectiva de custos em mão-de-obra, inventários, perdas, extravios e acidentes com produtos.

MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS E ESTRATÉGIAS DE PICKING A movimentação de materiais está de uma forma intrínseca associada à actividade de picking, ou seja, à recolha dos produtos certos, na quantidade certa da área de armazenagem de forma a satisfazer as necessidades dos consumidores. O aumento progressivo das exigências dos consumidores e a proliferação do aumento de SKU´s, implica diversas consequências para a actividade e custos de armazenagem. De facto, um dos custos mais visíveis de armazenagem está associado à actividade de picking, tais como, mão-de-obra, equipamentos e sua manutenção e tempo do ciclo de pedido, tempo gasto desde a recepção do pedido de um cliente até à entrega final, nas condições acordadas, desse mesmo pedido. Desta forma, não é de admirar a aposta cada vez maior das empresas em aderirem às novas tecnologias e a sistemas de automatização para assegurarem um nível de serviço mais eficiente e eficaz. È aqui na actividade de picking que muitos desses sistemas são postos em prática. A redução do tempo do ciclo de pedido é um dos desafios a ultrapassar. O fluxo de materiais dentro do armazém, impõe aos sistemas de movimentação um elevado grau de flexibilidade a fim de adaptar os fluxos de transporte às modificações das rotas ou destinos individuais. Como exemplo, os transportadores aéreos electrificados são sistemas extremamente fiáveis nas mais diversas solicitações, uma vez que se aplicam universalmente, permitindo transportar, armazenar, distribuir e expedir em empresas com diferentes tipos de produção, armazenagem e expedição, sendo capazes de levar os mais diversos tipos de materiais: leves, pesados, concentrados, paletes, peças únicas ou agrupadas, etc. O sistema de transporte realiza-se por meio de veículos, gruas ou transportadores com comandos individuais, que

se deslocam ao longo da estrutura do tecto do armazém por suportes de cargas especiais de vigas. Estes sistemas permitem adaptar as rotas de transporte ao layout de cada armazém, podendo ser instalados em qualquer altura do percurso desvios de entrada ou de saída, cruzamentos giratórios e elevadores verticais, sendo possível ainda alterar o rendimento de cada transporte, aumentando o número de veículos, variando a sua velocidade ou utilizar comandos personalizados para cada veículo. Independentemente dos sistemas de movimentação de materiais dentro do armazém, tipo de stock (tamanho e volume), e necessidades dos consumidores, existem princípios utilizados em qualquer actividade de picking que devem guiar o posicionamento dos produtos dentro da área de armazenagem. Deve ser sempre dada prioridade aos produtos de maior rotação. Habitualmente, um pequeno grupo de produtos (20%) corresponde a uma grande parte de movimentações em armazém (80%) – Lei de Pareto – permitindo minimizar a distância entre o operador que efectua a recolha e a localização dos produtos a serem recolhidos, evitando desperdícios de tempo. Outro factor ao qual deve ser dada igual importância, será manter um sistema eficiente de localização dos produtos. A standardização de endereços para a localização dos produtos, a par de tecnologias que permitam a identificação rápida dos mesmos, são ferramentas extremamente eficazes na redução do tempo de procura de determinado produto e consequentemente do seu ciclo de pedido. A escolha de soluções tecnológicas, estratégias de picking, equipamentos de armazenagem e movimentação, não é fácil. É necessário que todas as áreas estejam envolvidas na criação de um projecto conjunto, definindo objectivos, optando conforme as necessidades e exigências dos consumidores, soluções que combinem sistemas tradicionais com sistemas automatizados de última geração.

CONCLUSÃO Originalmente proveniente do saber e necessidade militar, aplicado sagazmente nas suas vertentes náuticas, a Logística é hoje indissociável dos domínios e ambientes empresariais. “Colocar o produto certo, na quantidade certa, no preço certo, na forma certa e no tempo certo” materializa-se, hoje, em qualquer vertente da organização, pese embora a sua estreita relação com a função industrial (transformação no seu estado puro). É por isso aceitável a utilização do termo logística industrial, embora pejado de significado recémenvelhecido. Recém, pela “consciência” recente da logística e, envelhecido, pela volatilidade de conceitos organizacionais. A migração da noção de vantagem competitiva da logística industrial para função cujo desempenho é fulcral no modus operandi da entidade, está bem presente, e aceita-se pela divulgação constante das técnicas referidas e pela aproximação aos nossos parceiros no mercado comunitário, professores neste domínio, deste aluno esforçado. Nesta relação, que em como todas as outras deverá ser pródiga em sinergias e cumplicidade, alguns dos passos seguintes serão a especialização de processos de apoio, a envolvência da reverse e green logistic, a interacção com as engenharias, o usufruto do marketing, o desenvolvimento fundamentado dos Sistemas de Informação Logísticos, movimentação de materiais e a racionalização de conceitos de optimização de stocks e armazenagem (Just-in-Time, etc.) para que se exorcize entropias e se “produza” realmente Serviço ao Cliente.

BIBLIOGRAFIA Gurgel, F. Amaral, Logística Industrial, Editora Atlas, 2002. Kobayashi, Shun’ichi, Renovação da Logística, Editora Atlas, 2002. Simchi-Levi, D., Kaminsky, P., Designing and Managing the Supply Chain - Concepts, Strategies and Case Studies, McGraw-Hill, New York, 2000.

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