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soluções de cabos para aplicações exigentes

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Eduardo Soares, João Nabo Policabos, S.A.

soluções de cabos para aplicações exigentes

O presente artigo tem como objectivo informar sobre as soluções actualmente existentes, abordando três gamas particularmente actuais: Cabos para aplicação em sistemas Fotovoltaicos; Cabos Resistentes ao Fogo; Cabos para Redes Estruturadas. CABOS PARA SISTEMAS FOTOVOLTAICOS A crescente necessidade de dar respostas eficazes e duradouras na produção de energia a partir de fontes renováveis impõe um desenvolvimento técnico crescente e assente em parâmetros de qualidade, sendo que dos sistemas fotovoltaicos actuais é expectável um tempo mínimo de durabilidade de 20 anos. Nos sistemas fotovoltaicos os cabos apresentam-se como um componente fundamental, sendo usados nas interligações entre os módulos dos sistemas e como extensão dos cabos que provêm do local de controlo. Estes cabos são compostos por fios de cobre estanhados e têm uma bainha externa em TPE (Elastômeros Termoplásticos Especiais, com-

ponente que conjuga a flexibilidade da borracha com a rigidez e performance do plástico) ou copolímero reticulado (o que permite uma exposição directa aos UV), tendo como principais características: › Resistência a UV e ozono; › Alta temperatura de Curto-Circuito; › Resistência à abrasão mecânica na instalação; › Flexibilidade Classe 5; › Resistência ao envelhecimento causado pelo calor; › Resistência à hidrólise provocada pela água quente. A qualidade e segurança destes cabos são garantidas pelos rigorosos e minuciosos testes a que são submetidos, de acordo com as normas TÜV específicas para todos os componentes utilizados em sistemas fotovoltaicos.

CABOS RESISTENTES AO FOGO Devem ser instalados cabos resistentes ao fogo em todo o tipo de instalações onde se exija um elevado grau de protecção de pessoas, tais como: Hospitais, Escolas, Hotéis, Centros Comerciais, Estádios, Salas de Espectáculos, entre muitos outros. Ou seja, em todos os locais onde o índice de concentração de pessoas e/ou bens se considere elevado. Um cabo ou instalação são considerados resistentes ao fogo, sempre que estejam de acordo com as seguintes normas:

Sistema fotovoltaico instalado no edifício sede da Lapp Kabel

Norma IEC 60331 - FE90 / FE120 / FE180: a nomenclatura FE90, FE120 ou FE180 está associada à norma IEC 60331 que define a resistência do isolamento dos cabos ao fogo em carga.


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de acordo com os parâmetros cada vez mais exigentes nas redes estruturadas. As normas para os pares de cobre (Redes Estruturadas) são definidas nos Estados Unidos da América pela TIA/EIA (Telecomunication Industry Association) e na Europa pela CEN (Comité Europeu de Normalização).

Permanent Link: › ISO 11801 Permanent Link Class D até 100 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat. 5 e) › ISO 11801 Permanent Link Class E até 250 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat. 6) › ISO TR24750 Permanent Link até 500 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat. 6 – 10 Gb) Este ISO é um TR (Tecnhical Report), pelo que ainda não está definido como uma classe, mas somente como um relatório técnico (Tecnhical Report usado como valores limite em redes existentes). › ISO Class Ea Permanent Link 25N1431 até 500 MHZ – DRAFT (Designação Comercial Comum: Cat.6A)

Existe um terceiro organismo internacional, ISO/IEC (International Organization for Standardizazion), que está directamente ligado à Telecomunication Industry Association (TIA/EIA) e à International Organization for Standardizazion (ISO). Em Portugal, tal como no resto da Europa, aplica-se a norma EN do CEN. Assim: › Para premissas genéricas de cabos: EN 50173-x sendo os limites desta norma impostos pela norma ISO/IEC 11801. Esta norma define os sistemas genéricos de cabos nas suas várias aplicações (premissas para escritórios, indústria, datacenters e casas) › Para cabos de dados em cobre: EN 50288. Define as caracteristicas dos cabos metálicos multicondutor e cabos de controlo para uma transmissão digital e anológica. › Para o hardware de conexão em cobre: EN 60603-7-x- séries (Depende directamente de IEC 60603-7-x séries) Definição de channel link e permanent link segundo a norma ISO: A ISO 11801:2002 / Amd 1:2008 define a norma para as redes estruturadas com a seguinte nomenclatura e características: Channel Link: › ISO 11801 Channel Class D até 100 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat.5e) › ISO 11801 Channel Class E até 250 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat.6) › ISO TR24750 Channel até 500 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat.6 – 10 Gb) Este ISO é um TR (Tecnhical Report), pelo que ainda não está definido como uma classe, mas somente como um relatório técnico (Tecnhical Report usado como valores limite em redes existentes). › ISO 11801 AMD1 Channel Class Ea até 500 MHZ (Designação Comercial Comum: Cat. 6 A)

Relativamente às redes de 10Gb, não estão definidas por uma norma, somente por protocolo, sendo que para conseguir obter uma rede com performance de 10 Gb, esta deverá cumprir o protocolo de transmissão IEEE 10 Gigabit Ethernet 802.3 an –10 GBase-T, que apresenta valores limite iguais aos relatórios técnicos TIA TSB155 e ISO TR24750. Deste modo não será possível certificar uma rede para 10Gb, ou seja, ou são instalados componentes mais cabo que permitam atingir 10 Gb, segundo o protocolo e Tecnhical Reports anteriormente designados e certifica a rede segundo a ISO/IEC Classe E (UTP ou FTP) ou são instalados componentes mais cabo que permitam uma certificação da rede em ISO/IEC Classe Ea (os valores limite da Classe Ea são mais exigentes face aos valores limite designados no protocolo IEEE 10 Gigabit Ethernet 802.3 an – 10 GBase-T e Technical Reports TIA TSB155 e ISO TR24750). As normas aplicam-se tanto aos cabos em pares de cobre como aos componentes. Na TIA/EIA, os componentes usados nas redes estruturadas em cobre são definidos segundo Categorias (acompanhando as nomenclaturas dos Cabos em pares de cobre). Ao inverso da TIA/EIA, na ISO/IEC os componentes das redes estruturadas em cobre não estão definidos em Classes como acontece com os cabos em pares de cobre. Assim, segundo a ISO/IEC estão definidas as seguintes normas para os módulos/conectores:


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