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CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO 141

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o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.

consultório electrotécnico O “Consultório Electrotécnico” continua a responder às questões sobre Regras Técnicas, ITED e Energias renováveis que nos têm sido colocadas. O e-mail consultoriotecnico@ixus.pt está também disponível no sítio www.ixus.pt está ao dispor. Aguardamos as vossas questões. Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Agosto e Novembro de 2009. P1: Tenho uma dúvida em relação aos projectos de ITED ao abrigo do novo Decreto-Lei que é a seguinte: Nos novos projectos de ITED as especialidades de Intrusão e de Detecção de Incêndio, etc., já têm de ser parte integrante do projecto ITED? Ou seja, temos de ter as peças desenhadas e escritas referentes à intrusão e detecção de incêndio, etc., no projecto ITED, ao contrário do que era feito até agora em que estas faziam parte do projecto eléctrico? R1: Apesar de existir o novo DL123/2009, o novo manual de ITED, só entra em vigor depois de ser aprovado pela comunidade europeia, o que vai levar algum tempo, até Fevereiro ou Março do ano 2010. Até lá devese projectar conforme o manual de ITED 1º versão de Julho de 2004. P2: Efectuamos uns trabalhos para uma junta de freguesia, “iluminação do adro da igreja”. Embora seja de caracter particular, pertence á junta de freguesia, que vai ser ligada á rede de iluminação publica. A iluminação que foi colocada são projectores de superficie. A Câmara Municipal éstá a pedir-nos o seguinte: 1 - Certificado de cabos e materiais; 2 - Termo de responsabilidade e execução; 3 - Auto de entrega e recepção da obra; 4 - Certificado da Certiel da respectiva instalação R2: A Certiel em princípio não tem nada a ver com essa instalação. Se a potência for inferior a 100 kW não careceria de certificação especial não fora o caso de se tratar de uma instalação de carácter público. Devem consultar a DGGE (DRE da vossa área) e esclarecer o assunto com essa entidade que indicará os trâmites para certificação da instalação. P3: Numa instalação que não tenha caixa de terra, pode fazer-se uma terra isolada só para a instalação fotovoltáica? Ou pode sempre fazer-se uma terra isolada para cada instalação fotovoltaica? R3: A ligação à terra deve ser a mesma da instalação de utilização. Só em casos específicos com distâncias elevadas entre a instalação FV e a instalação de utilização é que se permite uma terra independente. P4: Tenho uma questão em relação aos condutores de terra que é

a seguinte: Qual deverá ser a secção mínima para os condutores de terra? O Quadro 54A das RTIEBT apresenta as secções mínimas para estes condutores mas a dúvida reside em quando é que se considera que um condutor de terra está protegido contra a corrosão? Por exemplo um condutor H07VV-R 1G25mm2 entubado em tubo VD está protegido contra a corrosão? No caso do condutor de terra estar protegido contra a corrosão a secção mínima do condutor de terra é dada pela secção do condutor neutro de entrada da instalação? R4: Normalmente um condutor isolado, não nu portanto, considera-se protegido contra a corrosão. Os condutores e cabos nús quando enterrados sem qualquer protecção (isolamento ou tubo) consideram-se não protegidos contra a corrosão. A secção mínima dos cabos de terra, quando protegidos contra a corrosão, é de 16 mm2. É o caso do cabo H07VV-R 1G16 mm2 enterrado mesmo sem qualquer tubo de protecção adicional. Sendo difícil encontrá-lo no mercado (encontra facilmente o H07V-R 1G16, que não é o indicado para enterrar sem tubo de protecção), então pode usar o H07VV-R 1G25, de isolamento verde-amarelo e bainha exterior preta. P5: Os cabos de tensão estipulada 300/500V podem ser instalados à vista no exterior fixos por braçadeiras? Por exemplo no caso particular de um cabo 05VV-U que tem tensão estipulada de 300/500V pode ser instalado nas condições indicadas acima? R5: O cabo H05VV-U desde que protegido contra as acções climatéricas e os efeitos dos raios ultravioletas pode ser instalado no exterior. Normalmente deve ser munido de bainha de cor preta para protecção contra os ultravioletas (já existem cabos doutras cores que também resistem). Em Portugal é o cabo mais usado, existindo também o XV (450/750 V) que também é usado. P6: Tenho uma questão em relação a um projecto que estou a realizar de uma Farmácia que é a seguinte: este tipo de estabelecimento insere-se em algum edifício recebendo público? R6: Uma farmácia é um estabelecimento comercial que recebe público. Logo, é um estabelecimento recebendo público.


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alimenta os equipamentos referentes à segurança? R13: Segundo as regras Técnicas, 801.2.1.5.3.2.1.3, as fontes centrais podem ser utilizadas como fontes de socorro, quando essas fontes tiverem fiabilidade elevada. Para tal, conforme a alínea a) da mesma secção das RTIEBT, a potência necessária deve ser garantida por mais de uma fonte, e segundo a alínea b), no caso de falha de uma das fontes, a potência ainda disponível garanta os serviços de segurança, o que em princípio poderá implicar o deslastre das cargas não de segurança (as dos circuitos socorridos). Assim, efectivamente são necessárias duas fontes centrais para o caso em apreço e ainda a garantia da efectiva alimentação dos circuitos de segurança implicando o eventual deslastre em caso de falha de uma das fontes. P14: Tenho uma questão sobre o ponto 801.2.1.2.4 das RTIEBT que diz o seguinte: “Quando for necessário adoptar medidas de protecção contra os contactos indirectos por corte automático da alimentação, devem ser seleccionadas as medidas que não obriguem o corte dos circuitos ao primeiro defeito de isolamento.” Por exemplo para a alimentação das bombas de incêndio de um edifício, na alimentação ao quadro das bombas se for utilizado um transformador de isolamento será que é suficiente? Ou a resolução do problema tem mesmo de passar por um sistema IT com controlador permanente de isolamento (CPI)? R14: Só com o transformador de separação de circuitos e o uso de protecções contra sobreintensidades, a protecção contra contactos indirectos carece da ligação das massas ao Neutro e estaremos perante o sistema TN que funciona ao primeiro defeito por disparo do disjuntor. A alternativa é efectivamente o esquema IT com o respectivo CPI e assim asseguramos que o funcionamento não se realiza ao primeiro defeito, conforme exigência das Regras Técnicas relativamente aos circuitos de segurança. P15: Esta regra aplica-se a que tipo de edifícios? Todos? Ou apenas aos edifícios recebendo público e grandes parques de estacionamento? R15: Esta regra aplica-se a todos os Estabelecimentos recebendo público onde é necessário aplicar instalações de segurança. P16: É possível satisfazer a minha questão técnica, que passo a expôr, ou a quem me devo dirigir? Para o dimensionamento das protecções dos cabos que alimentam motores aplica-se a fórmula Ib = In + Ia / 3. Isto aplica-se também nas instalações alimentadas a partir dos transformadores das respectivas unidades industriais, ou apenas nas instalações ligadas directamente às redes de distribuição de BT? Nas regras técnicas onde é que este assunto está devidamente esclarecido? R16: A fórmula a que refere é para o dimensionamento das cablagens de alimentação de motores, sejam eles alimentados de redes de distribuição, seja de instalações com PT’s privativos. É uma fórmula antiga “quase empírica” mas que foi estudada e testada, para não se sobredimensionar nem subdimensionar os cabos, pois não ficam dimensionados só para a corrente de funcionamento, In, nem para a corrente de arranque, Ia. P17: Ainda em relação ao ponto 801.2.1.2.4 das RTIEBT estive a ver

um projecto elaborado por um colega em que a solução adoptada no projecto foi estabelecer as bombas de incêndio em sala dedicada, acessível apenas a pessoal qualificado (BA4 e BA5) e colocar um dispositivo de monitorização permanente de corrente residual para os circuitos de alimentação às bombas, com aviso sonoro e visual de defeito de isolamento no interior da respectiva sala. A minha questão é se esta solução é correcta? Visto que nesta solução não é utilizado transformador de isolamento nem CPI (em regime IT) ou utilizados equipamentos e cabos da classe II de isolamento? Apenas tem as as saídas protegidas por fusíveis (sem diferencial)? A minha principal preocupação em relação a esta solução é a presença de tensões de contacto muito perigosas mesmo tendo em conta que a instalação é só acessível a BA4 ou BA5? Pode esta solução ser implementada? R17: Têm sido “inventadas” muitas soluções para a não utilização do transformador de separação de circuitos. O facto de existir uma área técnica apenas acessível a pessoas (técnicos) classificadas como BA4 ou BA5, não invalida que em caso de incêndio, e por “ironia do destino” possa acontecer um defeito e a protecção funcionar a esse primeiro defeito. O facto de existir uma área técnica também exigiria um técnico responsável pela exploração o que nos parece difícil no caso de um prédio colectivo, por exemplo. Ainda assim, a solução indicada não nos parece indicada pelas razões apontadas atrás. Não temos neste momento conhecimento que a DGGE tenha emanado qualquer regra diferente da que descreve nas Regras Técnicas. P18: Num local com lotação superior a 100 pessoas (acima do subsolo) em que a iluminação normal é garantida pela rede e no caso de falha de energia da rede é garantida por grupo gerador accionado por motor de combustão, neste caso pode-se considerar que a iluminação de ambiente já está contemplada neste sistema, ou seja, já fica garantida? R18: Estamos perante uma situação de uma alimentação de socorro, que garante a iluminação normal em caso de falha da rede de distribuição. Neste caso a iluminação ambiente estará garantida desde que o gerador suporte a alimentação de todas as cargas (lâmpadas). P19: Quais são os requisitos mínimos necessários à alimentação eléctrica de sistemas de desenfumagem e grupos de bombagem para incêndios? R19: Os sistemas de segurança em causa, não utilizando equipamentos da classe 2, devem utilizar sistemas de protecção de pessoas contra contactos indirectos que não actuem ao primeiro defeito. Assim, a solução passa pela utilização do esquema IT, que requer normalmente um transformador de separação de circuitos para a sua alimentação. P20: Tenho uma questão em relação a um Posto de Transformação em cabina (antigo) e a dúvida é se é permitido que na cela do trasnformador de potência também esteja instalado o interruptorseccionador-fusível de protecção ao transformador (ISF e transformador na mesma cela)? R20: Pelo que ainda estará em vigor, para PT’s antigos é permitida a instalação do interruptor-seccionador, embora não seja a solução ideal.


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