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o electricista Túlio Gonçalves
MERTEN oferece soluções inteligentes com design
Desde soluções de eficiência energética em hotéis e unidades hospitalares, até à garantia de que estamos seguros em casa ou que a mesma está protegida na nossa ausência, são algumas das vantagens oferecidas pela gama de produtos da Merten. Reconhecida pelas soluções domóticas tecnologicamente avançadas e de apurado design, que disponibiliza no segmento do ultra-terminal para os mercados residencial e terciário, a Merten integra hoje o universo de marcas da Schneider Electric. Ao apresentar a linha de produtos da Merten no Museu da Fundação Oriente, a Schneider Electric Portugal aproveitou a ocasião para dar a conhecer melhor o grupo e a sua empresa. Frise-se que esta marca é vital em termos da oferta de soluções de aparelhagem para o segmento alto e médio na área dos sistemas de instalação, controlo e domótica. Fundada há 172 anos, a Schneider Electric é especialista global em gestão de energia, disponibilizando uma vasta gama de soluções integradas como power and control, critical power and cooling, eficiência energética, automação industrial e aplicação residencial. Opera fundamentalmente em cinco mercados - energia e infra-estruturas, indústria, centros e redes de dados, edifícios e por último, residencial – e pretende tornar a energia mais fiável, eficaz e produtiva para os seus clientes. Com 200 fábricas espalhadas por todo o Mundo, o gigante de origem francesa emprega cerca de 120 mil pessoas
em 106 países, possui 105 marcas, entre as quais a Merten, e opera em sete sectores de tecnologia. A Schneider Electric contabilizou um volume de negócios de 17,3 mil milhões de euros em 2007.
INOVAÇÕES DE UMA EMPRESA EM CRESCIMENTO
tas e globais no que diz respeito à área da domótica”, esclareceu Patrícia Pimenta. Actualmente a marca é, no mercado nacional, uma das principais fornecedoras de soluções para edifícios inteligentes, caso do sistema integrado KNX, que permite controlar e comandar todas as potencialidades da nossa instalação.
A apresentação foi feita por Patrícia Pimenta, directora da Unidade de Negócios ISC – Instalation Systems & Control, que começou por explanar um pouco da história e evolução das inovações mais relevantes da marca. Em 1997 assistiu-se ao lançamento do primeiro detector de presença, em 2000 foi apresentada a primeira gama electrónica, e em 2003 foi a gama M-Plan. No ano seguinte chega ao mercado a mais revolucionária proposta da Merten: uma aplicação que permite controlar e comandar as suas instalações através de telemóvel.
As vantagens da aplicação deste sistema são inúmeras do ponto de vista do conforto e da eficiência energética. As variáveis como o esquecimento de apagar a luz, ou ter o ar condicionado ligado no máximo com as janelas abertas deixaram de ser uma preocupação, pois o sistema KNX permite detectar estas situações e fazer a gestão dos equipamentos de acordo com as nossas exigências. Isto é muito importante porque o citado esquecimento da luz acesa, por exemplo, representa um custo “de 20% do consumo efectivo de energia”, esclareceu Patrícia Pimenta.
Em 2006, ano em que a empresa passou a pertencer ao universo Schneider Electric, “verificaram-se sinergias que nos permitiram apresentar soluções tecnologicamente mais inovadoras, mais eficientes do ponto de vista energético, e também mais comple-
E relativamente aos sistemas integrados de domótica, “ao nível dos edifícios residenciais temos soluções que podem combinar tecnologia e design requintado, em qualquer acabamento de aparelhagem”. A utilização intuitiva e fácil, bem como o conforto e a
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que entra dentro do edifício durante o dia, o sistema poderá gerir a iluminação de uma forma eficiente.”
NOVAS GAMAS DE PRODUTOS Juntamente com a apresentação da oferta da Merten no campo da domótica, e dos outros produtos supracitados, a responsável da empresa ressalvou os prémios de design que algumas das suas gamas de produtos têm ganho, nomeadamente a linha de interruptores. “A Merten tem duas grandes famílias de produtos: a System M e a System Design”, comentou Patrícia Pimenta. Essas duas gamas de interruptores oferecem 210 funcionalidades e distinguem-se essencialmente pelo formato dos espelhos, podendo adequar-se a qualquer tipo de acabamento
escolhido, em habitações, escritórios, lojas, entre outros. A primeira família compreende seis gamas diferentes das quais se destacam a M-Plan e a M-Plan II, cuja diferença consiste na espessura dos interruptores, sendo os segundos mais finos. Uma das grandes novidades dentro da oferta da gama M-Plan é a Real Glass, cujos espelhos são em vidro, tendo sido adiantado que “em breve vamos lançar também a gama em metal.” Quanto à System Design, a dissemelhança dos espelhos face à System M reside numa orla do botão do interruptor mais estreita. Dentro desta família foram realçadas a gama Artec, que pode ser escolhida em inox, e a Antik, cujo acabamento em ouro velho é feito à mão. Para quem gosta de soluções mais vanguar-
distas, a Schneider Electric propõe o modelo Trancent, que liga e desliga através de um simples toque. Já para as montagens especiais as propostas são as Anti-Vandalism e a Aquadesign — desenvolvida para ambientes onde a água esteja presente. A terminar Patrícia Pimenta referiu ainda a gama Unica Top, que concilia a nobreza da madeira com as teclas em alumínio ou em grafite.
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“é preciso acompanhar os tempos” Os projectos de arquitectura, de engenharia e de outros sectores ligados ao imobiliário, nomeadamente instalações eléctricas, electrónicas ou de domótica, têm vindo nos últimos anos a reger-se por outras regras operacionais e de mercado, bem como por uma legislação em contínua adaptação. Foi sobre esta nova realidade que versou a dissertação de Nuno Malheiro da Silva, arquitecto e presidente de Conselho de Administração do Focus Group, convidado pela Merten para este evento. Começou por frisar que o sector vive um tempo de mudança, pois a “nova legislação que tem vindo a sair, exige uma maior responsabilidade pela criação dos projectos. Passou a existir um responsável oficial pela elaboração dos projectos, que tem de atestar que todos cumprem a legislação, independentemente da responsabilidade específica de cada um dos autores do projecto.” É também agora exigida uma maior responsabilidade pelo conhecimento da Lei, já que vão haver penalizações, como avisa Nuno Malheiro da Silva: “vai deixar de haver a tendência para o ‘bom hábito’ dos portugueses: o deixa andar. Isso vai deixar de acontecer. Associado ao maior número de especialidades e ao facto das equipas de projectistas serem cada vez mais multidisciplinares e especializadas, vai existir uma maior responsabilidade civil, pois vai haver a obrigatoriedade
dos seguros de projecto.” Sobre estes últimos, Nuno Malheiro da Silva frisa serem difíceis de contratar, já que são poucas as seguradoras que os fazem, havendo uma tendência para serem misturadas as responsabilidades dos técnicos e a responsabilidade das empresas. Contudo, perante as maiores responsabilidades pedidas e exigidas ao nível legal, tanto os projectistas como as empresas, sem esquecer os clientes, vão começar a exigir esses seguros. Uma realidade que o presidente do Focus Group afirma ser incontornável. Refira-se ainda que actualmente existem preocupações que há alguns anos eram consideradas como acessórias. É o caso da eficiência energética, o ambiente e a sua defesa, o tipo de materiais utilizados, entre outros. “A energia vai ser um problema no futuro”, e segundo Nuno Malheiro da Silva será um “factor que irá condicionar a valorização dos imóveis.” Isso exigirá uma mudança de hábitos, quer no âmbito do desenvolvimento de projectos e da sua construção, quer da relação entre a empresa e as suas equipas de profissionais, sem esquecer vertentes como a dos honorários e do envolvimento e interacção entre os projectistas das diferentes áreas — redes de água, de energia, de construção, entre outros. “Hoje temos de começar, já na fase de
planeamento do urbanismo, a fazer as coisas com todas as equipas de projectistas envolvidas. Estas devem definir várias coisas como o abastecimento de água, drenagem dos esgotos, tratamento dos resíduos, fornecimento ou quais vão ser as alternativas de geração de energia eléctrica. Todas as equipas têm de trabalhar em conjunto e os clientes (os promotores imobiliários) terão de tomar consciência disso. Nós, os projectistas, em conjunto com todos os agentes do mercado, temos também de ajudar os clientes a perceberem que as coisas mudaram.” Para além das novas exigências legais e dos novos e modernos parâmetros de construção ou de montagem de redes de água ou electricidade, entre outras facetas, a actual crise vai provocar uma certa ‘selecção natural’ das empresas. Isso porque se vai assistir a uma menor carteira de clientes, a par da sua melhoria qualitativa, o que resultará numa maior competitividade dos sectores desta área de actividade. Por conseguinte muitas empresas terão de deixar de laborar com base em factores de instabilidade, tais como uma grande rotatividade dos profissionais, pessoas com pouca formação nas diversas áreas, trabalho à hora e a recibos verdes, entre outras situações. Terão de se dotar de boas equipas profissionais e multidisciplinares, que
forneçam aos clientes soluções integradas e avançadas do ponto de vista tecnológico e da eficiência energética e de outra natureza. Com adiantou o presidente do Focus Group, “caso tal não aconteça, isso limitará, ou impedirá mesmo, a criação de equipas coesas e interactivas, e detentoras do know-how necessário para a criação de projectos que possam contrapor-se à concorrência nacional e estrangeira.” Por outro lado, Nuno Malheiro da Silva põe o “dedo na ferida” e frisa que estamos a viver uma grande dispersão do mercado, sem que exista uma associação ou uma ordem que defenda realmente os interesses do sector, das empresas e dos seus profissionais. Esta conjuntura dita a urgência de mudanças que criem condições para que todos os envolvidos no sector, desde arquitectos, engenheiros, projectistas, e outros, possam reagir adequadamente às especificidades do mercado nacional e internacional. E isso passa pela criação de ordens e associações coesas e que defendam verdadeiramente os interesses dos seus associados. Tal é vital para que as empresas portuguesas possam internacionalizar-se e enfrentar a concorrência estrangeira. Os responsáveis do sector e as entidades tutelares não podem olvidar que também os outros países, e na generalidade dos casos, as empresas de maior dimensão, se estão a internacionalizar.