CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO
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o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.
consultório electrotécnico A rubrica “Consultório Electrotécnico” está agora também aberta a questões sobre ITED e Energias renováveis, nomeadamente sistemas fotovoltaicos, para respostas a questões que pretendam colocar. O e-mail consultoriotecnico@ixus.pt também disponível no sítio www.ixus.pt está ao dispor. Aguardamos as vossas questões. Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Janeiro e Abril.
No quadro de colunas de um centro comercial posso proteger as saídas que vão para as lojas por disjuntores em vez de fusíveis APC? Não há nada escrito nas RTIEBT que proíba o uso dos disjuntores. Normalmente usam-se os fusíveis por duas razões: possuem um elevado poder de corte e são mais baratos. Nas RTIEBT, Secção 432, 432.1, 432.3, 433, 434, 434.3, 434, 434.3.1 e 434.3.2, estão indicadas as regras para os dispositos de protecção contra sobrecargas e contra curto-circuitos, podendo usar os fusíveis ou os disjuntores. Se se respeitar a NP 1271 (Quadros de coluna) esta refere apenas o uso de fusíveis e os respectivos tamanhos. Podemos obviamente usar outros dispositivos, tal como os disjuntores, mas temos de ter convenientemente calculada a corrente de curto-circuito para dimensionarmos o poder de corte do disjuntor. Deve referir-se por fim, que os disjuntores são ainda muito caros para valores de poder de corte da ordem dos 50 kA ou superior. Daí ser mais usual a utilização de fusíveis, que têm poder de corte da ordem de 100 kA, por preços muito mais baixos. Reafirmamos, no entanto a ideia de que nas RTIEBT, não está interdito uso dos disjuntores. Venho por este meio solicitar o esclarecimento de algumas dúvidas relativas às RTIEBT, ou seja: 1 - É permitida a instalação, no quadro principal, de um transformador de 230V/12V para alimentar um circuito de campainhas / trinco eléctrico? 2 - Num edifício colectivo de 6 apartamentos é dispensável a instalação de uma portinhola para receber o ramal, ou seja, este
pode ir directo ao quadro de colunas? 3 - Numa casa de cabo é permitida a instalação de uma caixa de aplique (para futuras ligações, por exemplo de um espelho de WC) no V2, desde que protegido por um ID 30 mA? 4 - Num edifício com 3 pisos em que o 1º piso é uma cave com uma garagem privada, sem acesso ao público e o 2º e 3º pisos, são dois pisos para um estabelecimento comercial comum. A cave (garagem privada) a instalação eléctrica tem de ser à vista ou pode ser embutida? 1. Relativamente ao transformador, pode efectivamente ser colocado no quadro, existindo até transformadores com encaixe para a calha DIN. 2. No que diz respeito à portinhola, esta pode eventualmente ser suprimida quando a alimentação partir de um armário de distribuição, terminando então nos terminais de entrada do interruptor de corte geral do quadro de colunas. No entanto, tal só poderá acontecer com o aval do distribuidor de energia. Ainda assim, por norma deverá existir a portinhola, que realiza a fronteira entre a rede de distribuição e a instalação particular. 3. Nas casas de banho com banheiras ou chuveiros é sempre necessária a protecção diferencial de 30 mA. No volume 2 só podem existir aparelhos fixos da classe de isolamento II, ou aparelhagem de comando e manobra se alimentada por transformador de separação de circuitos de pequena potência: caso das tomadas com transformador de separação incorporado (para as máquinas de barbear, carregadores de telemóvel e outros de muito pequena potência). As caixas de aplique não se encontram dentro dos equipamentos permitidos, pelo facto de eventualmente poderem ser abertas e constituírem perigo
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lei mas foi divulgado e comercializado pela Certiel). O ponto de alimentação do aparelho está no volume 2. O ISQ reprova a instalação porque diz que aquele livro não é lei. E realmente, não é. E agora? Em primeiro lugar deve esclarecer-se que a entidade inspectora, ERIIE, seja qual for, não reprova ou aprova instalações. Apenas analisa e verifica o acordo, ou não, com a legislação em vigor, como lhe compete. O acto de reprovar ou não, compete em última instancia, à Certiel. Em caso de dúvida, deve ser sempre remetido pedido de parecer à Certiel. Relativamente à questão do equipamento colocado no Volume 2, as Regras Técnicas são muito claras relativamente a esse assunto. Na secção 701, é indicada de forma clara que no Volume 2 podem existir aparelhos excepto se da classe II de isolamento indicadas e aparelhos de aquecimento de água protegidos por DDR de IΔn≤30 mA. Se o aparelho for da classe I de isolamento, não pode lá ser colocado, por razões óbvias de segurança. É obrigatória a colocação de tomada de estática em parques de gases medicinais (em ambiente hospitalar) de forma a que, durante o abastecimento de Oxigénio, a viatura-cisterna aí seja ligada através de cabo apropriado? (em caso afirmativo, qual o Regulamento ou norma que o prescreve e qual o valor mínimo da Terra estática?) Não conhecemos nenhum regulamento ou norma que obrigue a tal. Nas Regras Técnicas não encontramos nada relacionado. O Oxigénio não é um gás inflamável ou explosivo, pelo que não vemos a razão para tal procedimento de segurança. No entanto poderão existir normas que imponham algumas regras relativamente a essa questão. Estando, actualmente, bastante difundido o processo automático de rega de zonas ajardinadas utilizando programadores e electroválvulas em ambiente exterior bastante agressivo, molhado ou húmido, pretendo saber se está regulamentado o nível de tensão, tipo e característica das protecções eléctricas a utilizar para executar correctamente tal tipo de instalações eléctricas. Os programadores são normalmente equipamentos associados a electroválvulas (as mais vulgares alimentadas a pilhas) ou então usam-se interruptores horários que comandam as electroválvulas. As regras a utilizar, serão estudadas caso a caso, mas poderão utilizar-se as regras descritas para ambientes húmidos e molhados, descritas nas secções 702 (piscinas e lagos e fontes) das Regras Técnicas. Qual é o artigo das RTIEBT em que a secção dos condutores de protecção tem que ter a mesma secção dos condutores de fase até s=16mm visto que no mercado só existem cabos Sf=16 e Sn=10 como e possível e já com as novas cores correctas e já tive uma anomalia numa inspecção agora terei que fazer pro-
tecção ao neutro mesmo sabendo que a corrente máxima para a instalação não ultrapassa a corrente máxima admissível no neutro sendo assim considera-se na mesma uma anomalia? O que terei de fazer para protecção do neutro nestes casos visto que o meu fornecedor afirma não haver no mercado cabos com Sf=16 e Sn=16 assim não da para cumprir as novas regras no meu ponto de vista? Espero a vossa compreensão para este caso e uma resposta o mais breve possível, que tenho mais instalações à espera de vistoria e tenho a mesma situação e eu queria resolver. O assunto em questão é referido nas RTIEBT na secção 524.3. É ali referido que a eventual redução de secção do condutor de neutro só poderá acontecer em circuitos polifásicos cujos condutores de fase tenham secção superior a 16 mm2, se de cobre, ou a 25 mm2 se de alumínio, em determinadas condições adicionais. Acresce ainda que a corrente susceptível de percorrer o condutor de neutro, não pode ser superior à sua corrente admissível. A protecção do condutor de neutro deve por isso ser analisada com cuidado. Relativamente aos cabos, pensamos já existirem no mercado, nomeadamente do tipo XV. 1 - Gostaria de saber, se é permitido uma derivação de um Cabo XV 3x240+120 em dois cabos XV 3x180 e um de XV 3x50+25, numa caixa metálica com barramento, sem corte geral nem protecções contra CC nem contra contactos indirectos, com a justificação que a montante está um quadro que protege o cabo de 240 e as derivações alimentam dois quadros equipados. 2 - Gostaria que me confirmassem ou não que todos materiais utilizados nas instalações eléctricas devem apresentar marcação CE assim como Certificado de Conformidade CE, nomeadamente caixas, tubos, eléctrodos de terra e respectivos acessórios. 1ª questão: À luz das Regras Técnicas, nenhuma instalação deverá ser estabelecida sem que esteja dotada dos meios de protecção contra sobreintensidades e da protecção de pessoas contra choques eléctricos. Neste contexto, a derivação dos cabos que refere, deverão ser equipados dos meios de protecção contra sobreintensidades. As protecções contra sobrecargas do cabo de 240 mm2, não protegerão, em princípio, os cabos de menor secção, carecendo por isso de protecções eléctricas adequadas. Relativamente à protecção de pessoas, dependendo do esquema de ligações à terra adoptado, deverá ser acautelada com os meios de protecção adequados: por sobreintensidade nos esquemas TN e IT, e por protecção diferencial e ligação das massas á terra no caso do esquema TT. 2ª questão: Efectivamente todos os equipamentos deverão obedecer à directiva de baixa tensão e ter a marcação CE ou certificação que lhes confira a conformidade da marcação CE de acordo com as normas aplicáveis e constantes daquela directiva (Directiva 95/2006/ CE, transposta pelo Decreto-Lei n.º 6/2008, de 10 de Janeiro).