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Consultório electrotécnico

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CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO 165

revista técnico-profissional

o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.

consultório electrotécnico O “Consultório Técnico” visa esclarecer questões sobre Regras Técnicas, ITED e Energias renováveis que nos são colocadas via email. O email consultoriotecnico@ixus.pt está também disponível no website www.ixus.pt. Aguardamos as vossas questões. Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Agosto e início de Dezembro de 2010. P1: Pretendia obter informação para as dúvidas que exponho de seguida. No âmbito das normas IEC, quais são as referências das normas, para os seguintes contextos: - Tensões de comando utilizadas (24 VDC, 24 VAC ou 230 VAC); - Código de cores para os condutores de electrificação de potência e de comandos? R1: Fizemos uma pesquisa e apenas conseguimos o seguinte: para tensões reduzidas funcionais (TRF) não há nada de especial, podendo utilizar transformadores normais, de indução ou electrónicos. Para tensões reduzidas de segurança (TRS), deverá utilizar a norma CEI 61558. Relativamente às cores existe uma norma recente sobre o assunto que lhe enviaremos. P2: Venho colocar desta vez uma questão em relação ao cálculo da queda de tensão (q.d.t.) que é a seguinte: no cálculo da q.d.t. numa coluna montante trifásica em que a secção dos condutores de fase é diferente da secção do condutor neutro é correcto utilizar a seguinte expressão simplificada: u = IB x p x L/S x cos e 6U = 100 x u / Uo Esta expressão é apenas válida para o caso de secção das fases igual à do neutro? R2: As fórmulas em causa são aproximadas e aplicam-se tanto a circuitos monofásicos como a circuitos trifásicos. A queda de tensão em circuitos trifásicos “minimamente equilibrados” é calculada por este método “fase a fase”, com os valores de tensão simples, 230 V, e não com os valores de tensão entre fases, de 400 V, não se considerando queda de tensão no neutro que tem uma função de equilibrador do sistema trifásico e só é percorrido por corrente eléctrica em caso de desequilíbrio. Daí usarmos o valor da tensão Uo (fase-neutro), e não a tensão U (entre fases). Neste contexto a secção do neutro não é relevante. No caso da alimentação de equipamentos monofásicos, os circuitos devem ser monofásicos, aplicando-se a mesma fórmula mas com o comprimento, L, a reflectir também o condutor neutro, que sendo igual ao da fase, basta multiplicar por dois o comprimento da canalização eléctrica.

Em conclusão, numa coluna montante a queda de tensão deve ser calculada tendo em conta a fórmula em causa, sem contar com a secção do neutro. No caso da coluna ser desequilibrada pela distribuição das entradas na mesma, deve calcular a queda de tensão para a fase mais carregada. P3: Numa instalação inserida num edifício (constituído por vários prédios) já existente em que será construído um novo pólo (prédio secundário) a ser alimentado por um PT privado já existente e em que na nova construção (prédio secundário) se vai realizar uma terra única que irá interligar todas as terras desta nova construção (incluindo as terras de serviço dos dois grupos geradores electrogéneos que irão existir) convém interligar a esta terra única (malha à volta do novo prédio) as terras de serviço e de protecção do PT? R3: Nas circunstâncias referidas, não será necessária a interligação com as ligações à terra do PT existente. Para poder interligar a nova ligação à terra com as terras de serviço e protecção do PT, as resistências das terras do PT deveriam ter menos de 1 Ohm. P4: Estou a fazer um projecto de uma padaria, numa casa onde já existiu um café. Esta padaria é só para produção de pão, e não existe venda ao público, composta por R/C e 1.ª Andar. As minha dúvidas são: - é considerado como edifício industrial? Correcto? - a casa faz face em dois lados com a via pública. Tenho de projectar da CVM ao ATI, passando pelo ATE. Certo? - o ATE pode ficar na parede de faz face à via pública? - como é um edifício industrial tenho de colocar um PD (bastidor) em cada piso, mesmo sendo somente um fogo? O PD posso considerar um ATI devido à pequena dimensão deste projecto? Não basta colocar um ATI junto do QE, que já existe? - será necessário/obrigatório neste caso uma ZAP? - entre o ATE e o ATI tenho de colocar no minímo 3 tubos DN40? - no DL menciona que tenho de ter 1 tomada de PC ou FO por


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ou terei que ter ATI’s em cada moradia? R8: Pelo que entendemos, vai existir uma recepção para todo o conjunto de edifícios, neste caso poderá ter um ATI para os serviços comuns e cada moradia também terá de ter um, então terá de ter um ATE e consecutivamente uma rede colectiva, no entanto se considerar que o conjunto de moradias será de um único utilizador, assim poderá ter uma única rede individual, um ATI na recepção. Neste último caso alerta-se para o facto de existir a interligação de uma área a outra área, tipo de cabo a utilizar e a rede de tubagem. P9: Estou a pensar em fazer uma micro geração. Tenho de decidir onde se situa a nova baixada da EDP. Tenho duas alternativas: 1) - Fazer a nova baixada no ramal que dista 1,5 Km do Posto de transformação da EDP. Este Ramal já tem a fase L1 e L2 com duas microgerações ligadas. A nova baixada terá 1,5 Km + 0,03 Km, sendo o fim de linha com mais 0,04 Km. A fase L3 tem cerca de 245 V e está sem microprodução. 2 - Alternativamente seria optar por outro ramal de rua no lado oposto do terreno, que dista também 1,5 Km do PT, mas neste caso é mesmo fim de linha. A minha dúvida é se devo optar por fazer o ramal em 1) ou em 2). Isto porque receio que com a injecção da microprodução no fim de linha , surjam os problemas de sobretensão elevadas comparativamente à injecção a meio da linha pois aqui ainda existe um ”stub” para ambos os lados para escoar a corrente e a tensão. No caso extremo se no descrito no ponto 2) existir a microprodução no fim de linha e não existir consumidores, a injecção de corrente na linha criará sobretensões elevadas com perturbação constante no Inversor, situação não ultrapassável? R9: A primeira alternativa, com a tensão de 245V parece a mais “complicada”. Com a injecção de energia, a tensão tende normalmente a subir cerca de 5V, ficando então com 250 V, o que pode constituir um problema para alguns inversores. Na segunda alternativa, sendo fim de linha não constituirá problema porque a tensão tenderá a ser menor. Porém, as distâncias ao PT são complicação nos dois casos, pois como a rede apresenta normalmente uma característica “muito resistiva”, o fluxo de energia é dificultado e a tensão sobe. Deverá ser realizado um estudo sério dos dois casos por quem perceba de instalações fotovoltaicas para o aconselhar sobre a melhor solução. P10: Mais uma vez venho colocar uma questão sobre as RTIEBT que é a seguinte: Qual o método de referência das RTIEBT adequado para o cálculo de uma canalização de um posto de transformação de alimentação ao QGBT, ou seja, canalização desde o transformador ao QGBT em caleira técnica no pavimento? Penso que o método mais adequado será o B2, modo de instalação 33A (Cabos mono ou multicondutores em calhas embebidas nos pavimentos e nas paredes) para cabo de cobre XLPE (Quadro 52C14)? Mas nestas condições a secção máxima indicada é de 120 mm2 o que obriga neste caso para uma potência de 630 kVA a colocar 4 cabos de 120 mm2 por fase em paralelo, enquanto que se tivessem secções maiores podia reduzir o número de cabos em paralelo? Como saber a corrente admissível para este método de referência

para cabos monocondutores de secção superior a 120 mm2? R10: Para os cabos de alimentação a um QGBT não devemos colocar os cabos embebidos, devido aos elevados valores das correntes e porque a potência de curto-circuito é muito elevada originando correntes de defeitos enormes necessitando de boa ventilação. Também não devemos usar cabos de cobre devido ao elevado preço do metal em causa. Hoje devemos usar exclusivamente o alumínio em tudo o que se refere a redes de transporte e distribuição. Só não os usamos (ainda?!!!) nas instalações de utilização por razões de dimensão dos cabos e condutas bem como por causa das ligações com acessórios de cobre que traria problemas acrescidos já resolvidos nas redes de transmissão. Consultando os projectos tipo de PT’s CA1 e CA2 da DGGE, verificará que os cabos indicados são do tipo LSVV 380 mm2 (cabos de alumínio maciço). Para o caso da potência em causa (630 kVA), é indicado no projecto tipo o uso de dois cabos por fase (2x(LSVV 1x380 mm2)) e um cabo no neutro LSVV 1x380 mm2. Assim a canalização será designada por LSVV 3x(2xLSVV 380 mm2) + 1x380 mm2. Quanto ao método de referência será o F. O quadro para consulta seria por exemplo o Q52-C10, não fora o caso de lá não ter a secção de 380 mm2. Sugere-se o uso das tabelas dos nossos fabricantes. P11: Peço desculpa por não me ter explicado bem mas os cabos não são embebidos! A caleira é que é embebida no pavimento e os cabos passam na caleira com tampa metálica no pavimento. R11: Mesmo assim os cabos que se fabricam para a ligação de Transformadores/QGBT são os LSVV. Os projectos tipo para PT’s em cabina tipo CA1, CA2, CBL e CBU, são claros relativamente aos cabos e suas secções. Até 400 kVA usam-se um cabo por fase e neutro e nos de 630 kVA usam-se dois cabos nas fases e um no neutro. P12: Neste caso posso sempre utilizar dois cabos por fase LSVV 1x380 mm2 tal como está no projecto tipo da DGE mas de qualquer forma queria saber se existe alguma forma de fazer este cálculo recorrendo aos métodos de referência das RTIEBT para o caso indicado! Porque o método de instalação em caleira técnica no pavimento é permitido e usual mas na minha opinião não faz muito sentido esta secção estar limitada aos 120 mm2. Esta problemática até pode deixar de ser num PT pode ser numa unidade fabril, etc.. Também se pode recorrer aos fabricantes mas estes apenas indicam usualmente as correntes admissíveis para os cabos para instalação ao ar ou enterrados por isso como saber o Iz para este caso específico? R12: O método de referência segundo as RTIEBT, será: - B2 para condutas ou caleiras com 1,5 a 20 vezes o diâmetro dos condutores ou cabos; - B para condutas ou caleiras com 20 a 50 vezes o diâmetro dos condutores ou cabos. A tabela das correntes admissíveis seria a Q52-C1. O problema é que não existe a secção em questão. A norma que regulamenta este assunto e que dá corpo ao que se encontra nas RTIEBT já saiu, mas ainda não tivemos acesso à mesma. Também não sabemos se essa secção foi incluída.


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