CONSULTÓRIO ELECTROTÉCNICO 141
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o electricista IXUS, Formação e Consultadoria, Lda.
consultório electrotécnico O “Consultório Electrotécnico” continua activo para responder às questões sobre Regras Técnicas, ITED e Energias renováveis. O e-mail consultoriotecnico@ixus.pt está também disponível no sítio www.ixus.pt está ao dispor. Aguardamos as vossas questões.Nesta edição publicamos as questões que nos colocaram entre Agosto e Novembro.
P1: Num imóvel edificado numa zona urbana onde vai ser instalado um Posto de Transformação, um Gerador e a respectiva rede de utilização agradecia que me aconselhassem que tipo de terras devo contemplar. Várias terras ou terra única? O edifício é do tipo hospitalar mas não necessita do tipo IT. R1: A terra do PT, deve ter no máximo 1 ohm de resistência, segundo as Regras Técnicas para estes casos, secção 442.3.2. Poderá ser terra única ou ter as duas terras no PT. A Terra do edifício deverá ser uma terra de protecção normal, independente da terra do PT. P2: Numa instalação fotovoltaica a estrutura de fixação deve ser equipotencializada e ligada à terra de protecção. Tendo a instalação um valor de resistência do eléctrodo da terra de protecção de 38 ohms, posso ligar a estrutura a esta terra ou terei que fazer uma terra independente e inferior a 10 ohm, visto que a estrutura funciona como um captor natural de para-raios? R2: Se existir pára-raios, a terra não deve ter um valor superior a 10 ohm. O melhor será fazer uma outra terra só para o pára-raios ficando essa para a terra de protecção. Se o captor de pára-raios estiver em contacto com a estrutura, basta uma terra de valor igual ou inferior a 10 ohm. Não existindo pára-raios, a terra terá os valores normais, podendo ser os 38 ohms. P3: Na qualidade de técnico responsável pela execução de projectos de instalações, venho por este meio solicitar esclarecimento acerca da aplicação da R.T. 801.2.1.5.3.1.3/4, nomeadamente na situação de uma instalação de utilização de energia eléctrica de um estabelecimento do tipo administrativo composto por um piso com cerca 900m² e 20 escritório com 40m² cada uma. Para o cálculo da lotação e considerando o índice de ocupação de 0,2 pessoas/m² (801.2.2.0.2), a lotação de cada escritório é de 8 pessoas a lotação de toda a instalação é de 160 pessoas, assim este estabelecimento é de 4.ª categoria. Agradeço que esclareçam o se neste caso sendo os escritório locais onde permanecem menos de 50 pessoas é obrigatório o estabelecimento de circuitos de iluminação de segurança.
No meu entendimento nos escritórios não será obrigatório o estabelecimento de circuitos de iluminação de segurança enquanto nas zonas comuns do piso que se destinam a dar acesso aos escritórios deverá ser estabelecido circuitos de iluminação de segurança do tipo C. R3: A categoria global do edifício é efectivamente de 4ª categoria e a iluminação de segurança a utilizar será do tipo C. Não encontramos nada que determine a obrigatoriedade da iluminação de segurança no interior dos escritórios. Nas zonas comuns a iluminação de segurança (anti-pânico e de circulação) é obrigatória, podendo ser alimentada por fonte central ou por blocos autónomos. No caso de blocos autónomos, estes podem ser alimentados pela fonte de alimentação normal, permanecendo em estado de vigilância com as lâmpadas apagadas. Por uma questão de ordem qualitativa, dependendo do tipo de empreendimento, seria sempre boa filosofia a colocação de pelo menos um bloco de emergência/sinalização de saída nos escritórios, embora não seja obrigatória. P4: Fiz os cálculos ITED para um prédio e considerei 64dB para a tomada mais distante para obter o sinal de entrada do edifício. O que se passa é que depois obtive valores inferiores a 64dB noutros apartamentos. Isso é possível? Ou tenho que mudar os valores dos derivadores? R4: No que se refere aos cálculos de ITED os valores nas tomadas temos de tomar em consideração os mencionados na página 39 do Manual de ITED, onde existe os valores mínimos e valores máximos, o que se recomenda os valores apresentados como recomendados em todas as tomadas. Também se deve de ter em atenção o valor de Tilt, que está mencionado na página 40 do mesmo manual. Se os valores então realizados estiverem compreendidos dentro dos valores recomendados e os valores de Tilt, então não se deve de se preocupar com os derivadores e os repartidores. P5: Nas novas Regras Técnicas existe um quadro C11, onde se vai \’buscar\’ o valor de IZ do cabo. Na parte dos cabos monopolares tenho sempre uma duvida, se o cabo for, por exemplo, 2x(3xH1XV-R 1x120)+2xH1XV-R 1x120, qual das colunas hei-de escolher? R5: O cabo a que se refere não existe. A norma HD-361 apenas identifica cabos até tensões de 450/750 V, ou seja cabos designados até H07...
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de produção? O contador de consumo e de produção ficam lado a lado ou existem regras técnicas especificas para estes casos? Nota: A senhora é a administradora do condomínio e mora na última vivenda, a vivenda é em banda (da cave ou telhado), e não tem portinhola. R8: O contador de produção deverá ficar perto do contador de consumo, mas em nicho independente, contendo também o modem de telecontagem. A injecção da energia FV deverá acontecer na portinhola, se existir. Caso não exista deverá ser instalada uma, para instalação na parte inferior das protecções do consumo (entrada) após passagem pelo seccionador-fusível bipolar da produção que fica na mesma portinhola. Enviamos em anexo a DMA da EDP com as especificações P9: Estou a efectuar uma rede de alimentação de uma micro produção de painéis solares (quantidade 16 Painéis), cabo de alimentação a micro produção de VV/XV 2X10 e o cabo de alimentação da habitação VV/XV 4x10 no qual instalei sob indicação da entidade instaladora dos painéis tal como as respectivas caixas de contador e uma portinhola P100 que alimenta os dois contadores e a minha pergunta a entidade instaladora foi, A caixa P100 da para instalar as protecções da habitação e da produção? E os shunts para o cabo da Baixada da EDP como se vão fazer numa caixa tão pequena? Será que a P100 e caixa indicada pelo regulamento? Ainda não encontrei nenhuma entidade que me respondesse a esta pergunta, a entidade instaladora dos painéis diz que e a caixa indicada pelas entidades. Será assim desta forma? Não vai ser fácil ligar a baixada com um cabo 4x16 em shunt no mesmo borne, nem acho isso correcto gostaria de saber a vossa opinião para esta situação. R9: A caixa de Portinhola para Consumo/ Produção já está normalizada através da DMA-C62-815N da EDP, que anexamos. Nesta caixa, tipo P100, estarão alojados os equipamentos para ligar o ramal de consumo e cabo da produção que deriva do respectivo contador. Anexamos figura de uma dessas caixas, constantes da DMA da EDP. P10: Para os blocos autónomos de iluminação de sinalização de segurança é necessário existir telecomando em todos os empreendimentos ou apenas em estabelecimentos recebendo público? R10: Em princípio só nos casos referidos nas Regras Técnicas para estabelecimentos recebendo público. P11: Para o caso de uma moradia com três pisos, com um ramal de alimentação, em que a cave (piso inferior) é objecto de uma remodelação, para se construir um laboratório, o rés-do-chão e o 1º andar continuam como escritórios, o requerente quer um ramal só para o laboratório situado na cave. Para o laboratório, será necessário uma potência de 80 kVA, logo é necessário projecto. Todos os pisos têm ligação interior, e a cave tem uma porta directa para o exterior. Em que condições pode ser pedido outro ramal para o laboratório? R11: Tem de elaborar um projecto e submetê-lo á Certiel. O projecto a elaborar tem de prever todo o edifício que está sob o mesmo NIP, prevendo os dois ramais de alimentação. Relativamente à interligação entre os andares e a cave, deverá consultar as RTIEBT, parte 8, e em caso de dúvida consultar a Certiel, pois só com as plantas
e os cortes se pode ver se existe ou não alguma situação que exija o corte remoto dos quadros de alimentação de uma ou outra dependência (quadro de colunas ou quadro da cave). P12: Venho por este meio solicitar a v/ajuda para a seguinte dúvida: As armaduras de emergência colocadas sob a porta que dá acesso as escadas que tipo de sinalética devem ter? O pictograma pode ser com boneco, porta e seta para baixo? Terá que ser com o boneco, porta e escadas? Segundo o meu cliente estão a exigir a ultima solução. R12: Segundo o nosso “Expert” no assunto, tem que ser a última solução. Efectivamente no pictograma, além da sinalética do “boneco, porta e seta indicadora da direcção da saída ou fuga”, deve constar também a indicação de existência de escadas para avisar desse facto, os transeuntes em caso de fuga. P13: Numa instalação eléctrica o circuito de luz exterior deve ser protegido por diferencial de 0.03, os disjuntores a utilizar devem fazer corte a fase ou a fase e neutro? R13: Numa instalação eléctrica que seja do tipo habitacional, e para circuitos de iluminação, a protecção diferencial não tem de ser de alta sensibilidade, excepto se o valor da resistência de terra assim o exigir. Nas tomadas colocadas no exterior é que temos a imposição, por razões óbvias de segurança, da aplicação de sensibilidade da protecção diferencial, igual ou inferior a 30 mA. Quanto aos disjuntores para protecção contra sobreintensidades, podem ser do tipo monopolar, ou seja, de corte apenas na fase. P14: Existe alguma obrigação ou recomendação que aconselhe o uso de transformadores secos em detrimento dos transformadores a óleo quando o Posto de Transformação é construído dentro do edifício de habitação colectiva (por exemplo na cave)? R14: Relativamente à questão apresentada a resposta seria a seguinte: Por razões de segurança contra riscos de incêndios os Decretos-Lei 61/90 e 64/90, pelos quais foram publicados os Regulamentos de Segurança Contra Incêndios em Estabelecimentos Comerciais e em Edifícios Habitacionais com mais de 28 m de altura, ficou estabelecido que: 1. - Os PT`s integrados nestes edifícios devem ficar instalados em compartimento separado do resto do edifício por elementos da classe de resistência ao fogo CF90, pelo menos, devem construídos com materiais da classe de reacção ao fogo MO e os revestimentos internos dos PT`s devem ser igualmente realizados com materiais da classe de reacção ao fogo MO; 2. - Nos transformadores de potência que contenham dieléctrico líquido inflamável o volume deste não pode exceder 25 litros; 3. - O acesso aos PT`s deve ser, preferencialmente, realizado pelo exterior do edifício; quando haja necessidade de prever acesso pelo interior o mesmo deve ser protegido por porta da classe de resistência ao fogo CF90, pelo menos, abrindo para comunicações horizontais do edifício. Face ao exposto, e salvo a existência de legislação que o exija (mas que desconheço), pode concluir-se que embora não expressa a obrigação de colocação de transformadores secos nos PT’s estabelecidos nos edifícios em causa é um facto que o recurso a transformadores deste tipo é claramente uma solução que permite garantir segurança e ultrapassar o limite de volume de dieléctrico inflamável permitido (25 l). O problema é que o recente Decreto-Lei 220/2008, acabou de revogar os Decretos-Lei que se indicam na resposta acima. Veremos se a legislação complementar a publicar resolve esta questão e se matem ou não as mesmas disposições.