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Norcete: qualidade e honestidade, valores pelos quais a norcete se rege

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ENTREVISTA - NORCETE

revista técnico-profissional

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o electricista

ARTIGO TÉCNICO Sandra Ribeiro

NORCETE

{QUALIDADE E HONESTIDADE, VALORES PELOS QUAIS A NORCETE SE REGE} A Norcete foi criada a 26 de Setembro de 1986. Desde o início que foi uma empresa virada para a área da Electricidade e Electrónica, tendo já no seu palmarés a introdução de marcas que, a seu devido tempo, marcaram o mercado. Exemplos disso são a Victron®, Panduit® e Sicon®. Após várias crises, internas e externas, a Norcete tem vindo a sobreviver e a marcar o mercado com uma atitude da qual se orgulha: Qualidade e Honestidade. Dois adjectivos que muitas empresas, de vários ramos, nem sequer chegam perto e que muitas outras esqueceram que são as regras básicas para se satisfazer e ganhar um Cliente ou parceiro. Para conhecer melhor a Norcete, convidamos João Lourenço, Director-Geral. Quais os campos de actuação da Norcete? Estamos presentes no mercado das Instalações Eléctricas, cobrindo a baixa e a média tensão. Dentro deste mercado cobrimos ainda os sub-mercados da domótica, automação e sistemas de cablagens estruturadas, tendo neste último um particular destaque para a parceria com a Panduit® e a instalação de activos de rede, através da parceria com a Hewlett-Packard®. Passando para outros mercados, cobrimos ainda parte da área das energias renováveis e energias alternativas. Desenvolvemos soluções à medida do cliente, tendo em conta a potência necessária e a acessibilidade energética que este tem. Estamos também presentes com uma componente de produtos de tecnologia de ponta, como é o caso dos avançados Pára-raios PREVECTRON® 2 da Indelec e as Balizas de Sinalização da Deltabox®, passando pelos produtos de alta qualidade que a Cydesa dispõe. Temos apostado nas análises à qualidade dos sistemas eléctricos, pelo que temos já solucionado bastantes problemas parasitas que reduziam a eficiência das instalações eléctricas de muitos dos nossos Clientes. Esta área, apesar de que pouco desenvolvida, tem-se revelado muito útil para apoio à área

de Manutenção que temos vindo a desenvolver faz já alguns anos, com clientes fiéis e satisfeitos com o nosso trabalho. Falando um pouco em áreas de actuação, estamos disponíveis por todo o território nacional tendo meios próprios de deslocação e, apesar de que em muito pequena escala, realizamos já alguns trabalhos no estrangeiro, especialmente apoio técnico e fornecimento de material. A aposta num Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) e a mudança da razão social foi uma das apostas mais recentes da Norcete. Quais os motivos estratégicos que a levaram a tal? Quais as mais valias que daí resultaram? A aposta no SGQ foi dura mas valeu a pena. Por vezes ainda nos deparamos com inércias e situações novas, que são apenas acontecimentos menos frequentes mas que nunca foram contabilizados na arquitectura inicial. Apesar de tudo, o processo de qualidade é dinâmico, pelo qual a solução para problemas é apenas uma tarefa do mesmo. Falando do pacto social da empresa, temos de reconhecer que era uma falha muito grande na nossa organização. Depois de desde o início termos tido a cláusula de comercialização de material eléctrico e electrónico, fomos disso privados, pelo qual

apenas a pudemos reaver passados alguns anos. Neste momento, estamos a representar marcas exclusivas em território Português, tendo luz verde para novos projectos e produtos de gama alta, que tudo faremos para que representem uma maior valia para o nosso mercado. Passamos por uma reestruturação em plena crise, pelo qual me posso orgulhar de todos os colaboradores da Norcete. Foi a criação de novos Departamentos, a arrumação de outros, passando por mudanças de cargos e funções. Felizmente não foi preciso despedir ninguém, ao invés da tendência da economia, mas pelo contrário contratar pessoal para fazer face ao acrescento de volume de trabalho que se tem verificado no último ano. Estamos satisfeitos com esta fase inicial do projecto de desenvolvimento da Norcete, tentando melhorar a cada momento os nossos processos e a eficiência e qualidade com que conseguimos servir os nossos Clientes. Apesar de não sermos nem de longe perfeitos, posso garantir que a nossa empresa está bem cotada no mercado e que os nossos Clientes estão, na sua esmagadora maioria, confiantes na nossa constante capacidade para solucionar entraves e deficiências, alheias ou próprias, de


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fatórios, visto o raio de protecção recuperar uns metros ao nível do solo.

Numa situação como esta, e tendo em conta que a ionização é um fenómenos que se origina nos vértices de estruturas, poderíamos de preferência aumentar o coeficiente de segurança com outro páraraios, se o complexo onde esta estrutura tivesse mais estruturas sensíveis do género. Esta norma vem pôr em prática teórica, um conceito apoiado nas teorias básicas de Franklin sobre os fenómenos atmosféricos. As superiores qualidades deste tipo de dispositivos foram comprovadas através do alto grau de satisfação dos clientes destes produtos, excelentes resultados nos testes levados a cabo em laboratório independentes e nos testes em condições de tempestade real, sendo a Indelec a única marca a realizá-los.

certo até emitir a carga ionizante em direcção ao raio que vem em sentido descendente. Este momento é calculado através de mapas internos do microprocessador, adquiridos por campanhas de testes e experimentação para fazer com que o erro seja ínfimo e que, no mínimo, o páraraios reaja no tempo mínimo garantido, onerando assim a sua eficácia. Basicamente, este tempo de pré-reacção é a diferença em s entre a excitação natural de uma ponta de Franklin convencional e a mais rápida excitação controlada de um PREVECTRON® através do processo anteriormente descrito. Nos pára-raios da Indelec, o tempo de préreacção pode-se identificar através do nome do modelo (S 6.60 - 60 μs ; S 4.50 - 50 μs ; Etc.). Esta diferença de μs em relação ao método convencional permite modificar os teoremas lógicos do ângulo de protecção destes para um mais alargado ângulo de protecção dos Pára-Raios com Dispositivo Ionizante (PDI). A modificação levou à criação de uma equação que calcula o raio de protecção de um PDI que tem o seguinte aspecto:

Rp (Raio de Protecção); h (é a altura máxima da estrutura a proteger (antena ou casa das máquinas)); D = (20 mt, Nível I - 45 mt, Nível II - 60 mt, Nível III); ΔL ( Lm = V(m/μs). ΔT(μs) onde: ΔT é o avanço de

Esta tecnologia baseia-se na junção entre electrónica e a base das teorias sobre electricidade. Imagine-se que a uma haste simples de Franklin lhe juntamos um dispositivo electrónico de controlo da carga electromagnética circundante, em tempo real. Juntamos ainda um condensador e eléctrodos de captação e emissão de energia, inferiores e superiores respectivamente. O que obtemos com esta fusão tecnológica é um dispositivo que mede a cada x micro-segundos as condições da tempestade, utilizando a energia ambiente, através da captação da mesma pelos eléctrodos inferiores, para alimentar o microprocessador e carregar o condensador até à potência máxima de 3000 V. A partir daí, o microprocessador espera pelo momento

iniciação obtido nos ensaios de avaliação dos PDI.)

Também muito importante é a avaliação do Nível de Protecção, tendo esta pesada influência no cálculo do raio. Para tal, temos que ter em conta factores como a situação geográfica da estrutura, o tipo e valor dos bens a proteger, o risco de pânico em evacuação, o Número de Dias com Trovoada (NDTROV), os materiais em que é feita a estrutura e o telhado, entre outros. Os níveis aumentam de segurança do III para o I, sendo I o máximo. Em termos de manutenção, a NP 4426 estipula: Nível I 2 anos; Nível II 3 anos; Nível III 3 anos.

Eu ainda tenho muito que aprender e não tenho a experiência, por exemplo, do meu pai e de outros empresários que têm já muitos anos no ramo, mas creio que estamos num mercado voraz por negócios "baratos". A quase globalidade dos Clientes esqueceu-se de que a qualidade, capacidade e competência pagam-se, e alguns empresários esqueceram-se que têm de ter lucro para sobreviver. Não vou dizer que não erramos mas qualquer técnico é capaz de reconhecer um trabalho regulamentar, bem feito, bem estruturado e rentável, que só alguns no mercado o conseguem praticar e sobreviver. O Cliente acabará por pagar o que anteriormente não pagou, só em perdas de produtividade, factura eléctrica, aumentos de potência, etc. São estas as razões para que um mercado de especialidade se tenha vindo a transformar num mercado de feroz concorrência. Acho que o sector passará por tempos ainda mais difíceis até que o Cliente se aperceba da responsabilidade que nos cai nas mãos. Depois dessa consciencialização acontecer, acredito que todos teremos a nossa parte a fazer na promoção de um mercado mais forte, até para competir no estrangeiro, onde vemos empresas Portuguesas a tomarem lugares de destaque perante mercados superiores ao nosso, em volume económico. Como tem vindo à moda, a aposta nas tecnologias sustentáveis e renováveis, enquadradas com a domótica e automação, farão das casas, edifícios e estruturas, máquinas capazes de se auto-diagnosticar e corrigir, sendo que estes mercados serão cada vez mais procurados devido à sua eficiência e poupança energética que se reflecte directamente na factura a pagar e na beneficiação do meio-ambiente. Aí entra a nossa especialidade, promover a boa elaboração, montagem e manutenção de instalações eléctricas.

Para mais informações:

Quais as ameaças e oportunidades que hoje se colocam a uma empresa instaladora?

NORCETE - ENGENHARIA ELÉCTRICA, LDA. Tel. +351 229 578 290 | Fax +351 229 578 299 www.norcete.pt


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