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e manutenção industrial
Rui Pona da Costa Consultor de Energia A. Ramalhão – Consultoria, Gestão e Serviços, Lda.
dossier sobre segurança na manutenção
126 127
! "
e apresentar um vasto campo de aplicação, não interferindo diretamente com o processo produtivo.
espetro eletromagnĂŠtico, onde sĂŁo
! Tipicamente a radiação infravermelha Ê sentida atravÊs da sensação de calor,
# a transmissĂŁo de calor. Ao contrĂĄrio da # $QR PXQGR LQIUDYHUPHOKR% &
& ma do zero absoluto (-273, 15º C/0K) emitem calor, ou seja, mesmo os objetos muito frios, como cubos de gelo, emitem radiação infravermelha.
; R 6obj
; 6obj Tobj
>OP;? 6 B
Deste modo, e de acordo com a
>OP;? R 6 B
;
' * + 4 6 8 9 : ; : <4,
>OPR? 6atm
&
R <atm
W B
objeto, maior serĂĄ a energia transmitida por unidade de ĂĄrea na unidade de T B
tempo (W/m2).
70
; B = 1
<
>;?
Figura 1. ' J F G !
apresenta -se como um parâmetro crĂtico na medição da radiação infra-
O QUE É A TERMOGRAFIA?
uma determinada temperatura super-
vermelha, estando associado a um
-
!
da radiação tÊrmica emitida por esse
É, assim, necessårio ter em considera-
um componente, processo ou estru-
mesmo objeto, permitindo deste mo-
@
tura, tendo como objetivo distinguir
do, estender a visĂŁo humana atĂŠ ao
B -
ĂĄreas com diferentes padrĂľes de
nĂvel do infravermelho.
ra obtidos, devendo tambĂŠm ter em
temperatura. Com a informação ad-
# H
tĂŠcnica bastante explorada em di-
-
versas ĂĄreas, mas apresenta especial
incidência no campo da manutenção,
!
tornando -se numa das tĂŠcnicas de
I
H elÊtricas, mecânicas e tÊrmicas.
atenção o ângulo, geometria e atual condição da sua superfĂcie.
ASPETOS A TER EM CONSIDERAĂ‡ĂƒO NUMA INSPEĂ‡ĂƒO TERMOGRĂ FICA * F
são utilizadas tipicamente câmaras
G +
G G J -
RADIAĂ‡ĂƒO INFRAVERMELHA
F
fravermelhos. Esta tĂŠcnica consiste
I
+ -
em obter uma radiação tÊrmica de
çþes para descrever a radiação in-
processo, como tambĂŠm regista a ra-
um determinado objeto, permitindo
J
B
medir a temperatura de um ponto
$OX] QžR YLVĂˆYHOâ€?,
superfĂcie do mesmo. Ambas as radia-
em tempo real, resultando a sua ava-
-
H
+
liação num conjunto de termogramas
da ĂŠ demasiado longo (entre 1 mm
tambÊm o registo de uma radiação
(imagens tĂŠrmicas).
LMM ? -
atmosfĂŠrica.
+
Na pråtica, uma inspeção termo-
tado pelo olho humano. Este tipo
Tendo em conta o referido ante-
G
de radiação faz parte integrante do
riormente, e de forma a serem obtidos
CONCLUSĂƒO
#
necessidade de contacto, sendo possĂvel
-
dos resultados bem como a sua recolha, po-
obter o seu resultado inclusive em locais
çþes infravermelhas em imagens tÊrmicas
de levar a conclusĂľes precipitadas, sempre
de difĂcil acesso;
visĂveis, tambĂŠm denominadas de termogra-
"
-
$ % !& ' ( '
da superfĂcie do objeto sĂŁo apresentadas
direta nos valores obtidos.
Sem interferĂŞncia direta no processo produtivo;
*
Tempo de resposta/resultados rĂĄpidos,
-
) !"
atravĂŠs de uma palete de cores, segundo
*
mentos com regimes transitĂłrios;
manutenção oferece inúmeras vantagens
*
Grande precisĂŁo de medida;
para os seus colaboradores bem como para
*
Possibilidade de recolha de temperaturas
-
a instalação. De uma forma geral, e a tĂtulo
de resumo, salientam -se algumas vantagens
ao zero absoluto, serĂŁo sempre emitidas
como:
radiaçþes infravermelhas. Apesar da simpli-
*
!"
em atmosferas perigosas ou adversas.
Medição da temperatura de superfĂcie
REFERĂŠNCIAS
%
*
Dissertação de mestrado p$QŸOLVH GH 6LVWHPDV GH (QHUJLD H 0ŸTXLQDV (OÄWULFDV FRP UHFXUVR D WHUPR JUDƏDq, FEUP: Engenharia EletrotÊcnica e de Computadores [2012];
*
+
!& !" industrial, Fluke corporation [2005];
*
Casos de estudo ElÊtricos e Mecânicos, www.flir.co.uk /cs/display/?id=42220;
*
!" !" va, Essentia Editora – Revista tÊcnica [2010];
*
3 !" 6
#
industriais, Essentia Editora – Revista tÊcnica
Figura 6. Exemplo de aplicação de isolamentos tÊrmicos em vålvulas de vapor.
[2012].
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