reportagem
de Autoconsumo Fotovoltaico – o sol nasce para todos Uma maratona de 12 horas, com três dezenas de intervençþes em auditório e mais de duas centenas de participantes. Três conclusþes principais: o setor respira otimismo, hå um enquadramento legislativo favoråvel e muito potencial de crescimento. por Carlos Alberto Costa
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! de duas centenas de profissionais da energia, oferecendo uma visão dinâmica de um setor com
" # $% & Critical Kinetics apresentou um programa muito variado distribuĂdo por seis painĂŠis temĂĄticos
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vençþes, cobrindo os contextos de operação e instalação, tĂŠcnicos e regulatĂłrios em que se ' ) " evolução tecnolĂłgica, nomeadamente com novas soluçþes e novas aplicaçþes capazes de assegurarem maiores poupanças para clientes " de progressivo upgrade tĂŠcnico, o solar fotovoltaico em geral tem beneficiado de um ambiente de “revolução energĂŠticaâ€? alimentado pelas cres * ) ( ! tância civilizacional que vai obtendo reflexo na & " + . &
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de abertura, as boas perspetivas que resultam da legislação aprovada recentemente em Portugal, “permitindo aos diferentes operadores uma visĂŁo mais clara das possibilidades de mercado.â€? ) ! mento do autoconsumo, estĂĄ a impor-se como
uma alternativa energĂŠtica limpa cada vez mais acessĂvel, mais rentĂĄvel e com uma melhor performance " “A forte redução do custo dos sistemas fotovoltaicos trouxe o custo da eletricidade para valores muito prĂłximos da paridade com a rede conduzindo, em alguns casos, a uma verdadeira competitividade com os meios ditos convencionais. Esta redução de custo levou tambĂŠm Ă procura de novos mecanismos de suporte. O fotovoltaico foi um pouco por todo o Mundo, incluindo Portugal, muito impulsionado pelas feed in tariffs (tarifas bonificadas) que hoje estĂŁo, progressivamente, a ser substituĂdas por outros modelosâ€?, referiu AntĂłnio Joyce, 0 & 1 2 3 40 35! 6 ! 7 " “O autoconsumo, que na sua definição ĂŠ a produção de eletricidade para satisfazer o consumo prĂłprio, reforça o posicionamento do consumidor no processo de produção de energia e tem a vantagem de potenciar medidas de eficiĂŞncia energĂŠtica. No setor residencial existe um grande potencial de desenvolvimento, mas tambĂŠm no setor comercial, sobretudo em grandes ĂĄreas comerciais, e indĂşstria, com possibilidade de sistemas de autoconsumo de grande dimensĂŁo8!
" Mas tambĂŠm hĂĄ barreiras, conforme referiu 1 9 : " 6 ; enquadramento regulatĂłrio, o custo de eletricidade muito baixo ou sistemas de renovĂĄveis nĂŁo < "
reportagem CONGRESSO NACIONAL DE AUTOCONSUMO FOTOVOLTAICO – O SOL NASCE PARA TODOS
Outra anomalia ĂŠ o dĂŠfice tarifĂĄrio, o que implica que durante a prĂłxima dĂŠcada, a energia tenha sempre aumentos anuais entre 3 a 4%. NĂŁo hĂĄ concorrĂŞncia na produção, nem na venda e nĂŁo hĂĄ um preço real da energia elĂŠtrica, pois o dĂŠfice nĂŁo permite refletir no cliente os custos da energiaâ€?, “Ao instalar o autoconsumo, o cliente tem uma poupança dramĂĄtica. Mas ĂŠ claro que esta poupança interessa mais aos consumidores e aos comercializadores, que podem aumentar as suas margens, que atualmente sĂŁo miserĂĄveis, fidelizam o cliente e podem comprar energia no mercado a preços mais reduzidos, comprando mais nas horas de vazio, por exemplo. Se tivermos as tarifas indexadas ao custo real da energia no mercado SPOT, e uma boa gestĂŁo do consumo, conseguimos reduzir o valor em euros que o cliente paga. O autoconsumo ĂŠ muito importante para os pequenos comercializadores, os que sĂł estĂŁo de facto na comercialização da energia elĂŠtricaâ€?
Um minuto de silĂŞncio Ao contrĂĄrio de Portugal, em Espanha o auto
Circutor Energy, que pediu “um minuto de silĂŞncioâ€? em memĂłria do autoconsumo no seu paĂs, reflete uma lĂĄstima que atravessa todos os ope
nova legislação que desenha um quadro de desincentivo à produção própria de energia e que muitos operadores acusam de ter desres ! "
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1 * veio no Congresso referindo-se à ação formativa da empresa que dirige, baseada numa filosofia de leal partilha de conhecimentos, sem filtros nem
“NĂŁo podĂamos estar a sĂŠrio neste mercado se estivĂŠssemos a guardar a melhor informação para nĂłs. Somos uma empresa pequena, mas conquistĂĄmos a confiança de empresas que estĂŁo hĂĄ dĂŠcadas no mercado e temos aproveitado essas 'boleias', sabendo respeitar as diferentes dimensĂľes dessas empresas. Entendemos que a nossa missĂŁo ĂŠ partilhar o que sabemos e o que vamos aprendendo no mercado, atĂŠ porque essa partilha tambĂŠm nos permite evoluirâ€?
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“O sol ĂŠ a energia mais democrĂĄtica de todas, a mais uniformemente distribuĂda e da forma mais justa. E vai continuar a brilhar por mais 5 mil milhĂľes de anos. O autoconsumo fotovoltaico rentabiliza-se a partir dos custos evitados de energia. Mas ĂŠ fundamental conhecer bem a legislação,
“HĂĄ uma onda de mudançaâ€? Hugo Barbosa, em declaraçþes Ă â€œrenovĂĄveis magazineâ€?, descreveu o Congresso como “o primeiro evento realizado em Portugal sobre o tema do Autoconsumo Fotovoltaico a conseguir reunir
“O programa era extremamente ambicioso ao propor-se acomodar 30 oradores num Ăşnico dia, abordando temas tĂŁo distintos. Conseguimos reunir num mesmo auditĂłrio, com uma postura construtiva e de total partilha de conhecimento, aqueles que sĂŁo os principais players deste mercado e, na realidade, ferozes concorrentes. No questionĂĄrio online que passĂĄmos a todos os participantes, a avaliação foi a melhor possĂvelâ€? 1!2
1 * Em termos de expectativas que o evento deixou para o futuro, Hugo Barbosa mostra-se otimista: â€?em pouco mais de 6 meses de vigĂŞncia do Decreto-Lei 153/2014, temos jĂĄ mais de 21 MW instalados em Autoconsumo Fotovoltaico, o que denuncia a onda de mudança que se estĂĄ a formar. Vai existir mercado e negĂłcio para todos aqueles que queiram trabalhar este setor, de forma responsĂĄvel e esclarecida. Estamos a assistir a uma revolução energĂŠtica realmente impactante no tecido empresarial portuguĂŞs. A radiação solar, pela forma como ĂŠ distribuĂda, associada ao estado de maturidade da tecnologia de conversĂŁo, ĂŠ a fonte energĂŠtica mais democrĂĄtica e ao alcance de todos, independentemente da sua escala. É este facto incontornĂĄvel, associado a uma legislação sensata, que estĂĄ a conduzir a este tipo de resultadosâ€?.
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conhecer ao detalhe o perfil de consumo do cliente, de forma a avaliar a viabilidade financeira dos projetos e potenciar o desempenho do autoconsumo. É necessårio demonstrar de forma muito assertiva ao cliente o dinheiro que estå a desperdiçar�, / 0 ( 2
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)4! 5656 3 cerçado o desenvolvimento das renovåveis e foi
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8 ! 9 “O Programa Quadro de ReferĂŞncia EstratĂŠgico Nacional (2007-2013) teve grande impacto no investimento, com financiamentos que, cumpridas todas as obrigaçþes, prazos e performances, podiam ultrapassar os 48% a fundo perdido para 75% do limite total financiado. No caso das centrais fotovoltaicas, o financiamento podia ir dos 65 a 75%, podendo o beneficiĂĄrio ver perdoados 48 a 69% do montante financiadoâ€?, explicou Carina 4 2 5656 +
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de euros disponĂveis, prolonga o apoio ao setor #
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de consultoria que jĂĄ angariou clientes que tota >66 ;
incentivos financiados pela UE, referiu as possibilidades do novo quadro de apoio: “existem objetivos temĂĄticos nos quais o Estado ĂŠ obrigado a integrar os fundos estruturais da UE e um deles refere-se Ă sustentabilidade e eficiĂŞncia energĂŠtica, a que podem candidatar-se empresas que trabalhem nesta ĂĄrea, com projetos de inovação para efeitos de internacionalização ou I&D, com financiamentos que podem ir atĂŠ 75%.â€? 2 1
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foi igualmente o palco para a apresentação de muitos projetos jå consolidados, oferecendo B "
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åreas mais pujantes da economia e que melhor resistiu à crise são cada vez mais os empresårios a procurarem soluçþes de poupança de custos energÊticos que passam pela aplicação de auto H 1 ( J
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veis no negĂłcio agrĂcola permitindo, no seu caso, % Mas hĂĄ tambĂŠm cada vez mais projetos par Q
caso da Universidade de Lisboa, que em conB < 3 K;
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de cinco centrais fotovoltaicas em instalaçþes da Universidade, com os custos de instalação supor <
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