reportagem
CPLP sobre alteraçþes climĂĄticas 7282 '29: ; 2 <'8084 =80 0 ;>0 <'8 48;> ? @ O planeta nĂŁo suporta um aumento superior a dois graus na temperatura mĂŠdia. A ciĂŞncia traça a meta. Falta ainda muito caminho para lĂĄ chegar, hĂĄ barreiras econĂłmicas e polĂticas, mas os paĂses lusĂłfonos querem ser agentes da mudança. por Carlos Alberto Costa
52
“Limitar o aquecimento global ĂŠ uma tarefa urgente e da responsabilidade de todos !" mĂĄticas, expressa um sentimento cada vez mais transversal entre polĂticos e cientistas, acadĂŠmicos, ativistas ou simples cidadĂŁos que se preocu # # # $ # % & ' % () *+ % bro Ăşltimo, ofereceu uma plataforma para o debate em torno das alteraçþes climĂĄticas, numa altura em que se adivinhavam as dificuldades de um acordo ambiental Ă escala mundial, no decor . / # *( 0 1 2 1 34 . $ # Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, salientou um aspeto consensual nas diferentes intervençþes, considerando “que as alteraçþes climĂĄticas sĂŁo uma questĂŁo global que afeta todos e, por isso, nĂŁo pode ser resolvida sĂł por alguns com recurso a mais investimento “NĂŁo estamos perante um problema novo, mas sim aquilo que podemos caraterizar como uma encruzilhada histĂłrica caraterizada pela incerteza. Como tal, temos que assumir uma estratĂŠgia dinâmica e inventiva. Isso significa que hĂĄ um desafio de inovação que nĂŁo ĂŠ apenas para o sistema polĂtico, para os modos
de governação, para a forma como produzimos tecnologia ou organizamos os nossos mercados, mas tambĂŠm para as ciĂŞncias e para o conhecimento.Tivemos aqui a prova muito clara disso quando, com humildade, se reconheceu que a Ăşnica forma que temos de estar Ă altura desse desafio ĂŠ desenvolvendo projetos de investigação interdisciplinar, nĂŁo esperando que, miraculosamente, cada um de nĂłs possa transformar-se em especialista de tudo, mas esperar que atravĂŠs da organização de boas polĂticas de ciĂŞncia possamos ter uma representação cada vez mais prĂłxima e rigorosa . 2 1 34 “As alteraçþes climĂĄticas sĂŁo tambĂŠm um teste ao sistema internacional, Ă forma como os paĂses se posicionam uns perante os outros e Ă forma como algumas lideranças poderĂŁo ser alteradas. Nessa perspetiva temos que ter uma atitude muito humilde, de aprendizagem e cooperação permanente e, por isso, a COP21 de Paris representa um esforço ecumĂŠnico de tentar manter vivo um diĂĄlogo sobre um problema perante o qual nĂŁo existe alternativa Ă cooperação # # 2 1 34
A mudança tem custos . # % # 5 nas panorâmicas que os diversos intervenientes . # 1 6 / # des climåticas que apesar das diferentes latitudes, # % # % & . %
reportagem I CONGRESSO CPLP SOBRE ALTERAÇÕES CLIMà TICAS
Espaço da lusofonia & . 1 1 . 7 . .8 Z ? 0[[\ ' [ 1 ] 7& # ' 6 4 ) # 4 ) %* " 2 ' * . 3 ) . 1 8 ; Z V 23 /@9 ?< ? ' Y /^ $ A organização tem por missĂŁo cooperar em todos os domĂnios e materializar projetos de promoção e difusĂŁo da lĂngua portu
23 $ $ X concretização da ALER (Associação Lusófona de Energias Renovå 8 H . . ' & 2< $
O Papa Francisco‌ ; . . ' & 2< $
' . ! % & ' # F % & 23 * /90@ cimeira de Paris, trouxe uma maior perceção das alteraçþes climĂĄticas com' 23 = ' ? “Os ventos, eles prĂłprios, tĂŞm sido agentes desta mudança. As renovĂĄveis estĂŁo quase em paridade com os preços dos combustĂveis fĂłsseis e do gĂĄs natural, com tendĂŞncia para uma cada vez maior estabilidade de preços. E nĂŁo esqueçamos o Papa Francisco que se tem revelado um ativo agente da mudança de mentalidades ! H K $
' * 3 ' H 2 na regulação, no sentido de privilegiar o compromisso e alavancar o setor ; + 23 ' $ = ; ' ? * ? 23 Questionado por um dos presentes, jĂĄ no perĂodo destinado a pergun ' V 23 * < Roberts admitiu ser necessĂĄrio “tornar a ciĂŞncia mais acessĂvel para os polĂticos, mas estes tambĂŠm terĂŁo que a aceitar.â€? â€œĂ‰ Ăştil para todos que a ligação entre ciĂŞncia e polĂtica seja mais eficaz mas hĂĄ muito trabalho para fazer nesse campo ; ? '
23 governamental e o papel do governo e dos ministĂŠrios na organização de ! 2< $ ; ! ? % ' + 5 2 . ( François Blarel, avisou que “chegou a hora de agir, pois amanhĂŁ serĂĄ tarde de mais.â€?
“A ĂĄgua ĂŠ o eixo do problema
“Os principais efeitos das alteraçþes climĂĄticas vĂŁo sentir-se precisamente atravĂŠs da ĂĄgua, com inundaçþes das zonas costeiras, aumento do risco de cheias e da escassez de ĂĄgua potĂĄvel, degradação da qualidade da ĂĄgua e aumento da procura
Financiar a mudança ! ! " a participação de JosĂŠ Eduardo Martins, Mariana Abrantes, Pedro Martins # $ % & ' ( ) % " * + ./0 !1 23 Estados Unidos e a China, considerou que “a luta pelos financiamentos internacionais serĂĄ ferozâ€? e que “os paĂses da CPLP tĂŞm toda a vantagem em, atempadamente, se munirem dos instrumentos jurĂdicos que lhes permita beneficiar dessas verbas.â€? . " # 4% / $ 2 de carbono, assinalou por sua vez o crescimento do modelo de financiamento climĂĄtico, mais participado por dinheiros privados, face ao modelo mais con ! ' 23 ' 5 6 745 8 /909 : ' 23 ; 2< & 2< $ ) + plos de apoio aos paĂses em desenvolvimento na mudança de paradigma = 4%% & " &' ! * 0 > ?< = =+ @ D “ transformar a geração de energia e o acesso Ă energia, criar cidades mais compatĂveis, incentivar a agricultura de baixa emissĂŁo e resistente a alteraçþes climĂĄticas, aumentar o financiamento Ă s florestas e reforçar a resiliĂŞncia dos pequenos paĂses ou dos paĂses insulares.â€? 56
( " * X " & ' = % ' ' ?
23 * ! $ $ 1 . . 09 anos, citando o exemplo do Atlas das Energias RenovĂĄveis realizado com " 2 ' * “Quando se trata de alteraçþes climĂĄticas, nĂŁo se trata sĂł de polĂtica do ambiente, pois ĂŠ a ĂĄrea mais transversal de todas. Quem trabalha nesta ĂĄrea sabe que nĂŁo trabalha para a prĂłxima eleição mas para a prĂłxima geração. E tambĂŠm temos que olhar para alĂŠm das nossas fronteiras, pois sĂŁo os paĂses que menos emitem gases de efeito de estufa que estĂŁo sob uma maior vulnerabilidade ( " * â€œĂŠ um valor acrescido o facto de este Congresso nĂŁo ser de governos mas sim de especialistas, de cientistas, de acadĂŠmicos e de cidadĂŁos da CPLP motivados para esta temĂĄtica.â€? =+ . . ' & 2< $ $ /90Y 3 . #