M
de segurança e ambiente
Manuel Carvalho Responsåvel pela Direção de Integridade e Conservação de Ativos Carlos Fagundes Responsåvel da à rea da Fiabilidade Galp Energia, S.A.
tendem a ser orientadas para assegurar a måxima disponibilidade dos complexos industriais. No entanto, estas mesmas decisþes não de ser colocada em causa a sua aplicação.
' ' # 2 cias para os objetivos operacionais traçados e as tarefas de manutenção (ou de outro tipo) cuja implementação Ê relevante. Para alÊm da descrição funcional
!
# % -
de cada item, seja um sistema, um
Energia, consciente das suas respon-
cação criteriosa de tarefas de manu-
sabilidades perante os vĂĄrios VWDNHKRO
tenção, mantendo tambÊm a tomada
% '
GHUV, tem em curso um programa de
' -
o nĂvel de desempenho operacional
aplicação da metodologia RCM (5H
tþes de segurança e ambiente.
OLDELOLW\ &HQWUHG 0DLQWHQDQFH"
A atribuição de tarefas de manu-
-
atingir elevados padrĂľes de disponi-
tenção, sobretudo de manutenção
mite determinar se o sistema estĂĄ a
bilidade operacional, em segurança e
preventiva, deve ser orientada para
funcionar satisfatoriamente ou nĂŁo,
obtendo um desempenho ambiental
onde sĂŁo de facto necessĂĄrias, poden-
-
de excelência, e em simultâneo man-
do inclusivamente ser dispensadas se
nas tem capacidade de restaurar a ca-
tendo uma disciplina de apertado con-
economicamente nĂŁo forem viĂĄveis
pacidade inicial do item nĂŁo podendo,
trolo de custos.
e/ou se nĂŁo acrescentarem valor do
sem recurso a intervençþes de repro-
) -
jeto, alterar essa mesma capacidade.
58
dossier sobre segurança na manutenção
126 127
pamentos. Trata-se, muitas vezes, de
O processo teve inĂcio no ano de
INTRODUĂ‡ĂƒO
uma avaliação custo-benefĂcio da rea-
2012 com aplicação da metodologia
Para a maioria das indĂşstrias, mas para
lização dessas tarefas de manutenção,
na unidade de Dessulfuração de ga-
# -
* #-
sóleo, avançando em 2013 para as uni-
dos padrþes de segurança e ambiente
veis sĂŁo sempre limitados.
dades responsåveis pela produção e
Esta abordagem recorre a um
tratamento de hidrogĂŠnio. No ano de
% + ' -
2014 iniciaram-se as anĂĄlises das uni-
$ % -
las suas caraterĂsticas sistemĂĄticas
9 : -
nição, uma abordagem estruturada
e exaustivas, representa a garantia
; ;
&
formal para a decomposição de um
Ar Comprimido, perfazendo um total
sistema industrial em operação, de
de 8 unidades em 3 fĂĄbricas.
nas operaçþes são condiçþes fundamentais para a sua sobrevivência.
Figura 1. 0 1
Tabela 3. NĂveis de Probabilidade de OcorrĂŞncia associados aos modos de falha.
! " # " ),
NĂvel
Segurança
1
Muito raro
NĂŁo aconteceu num ciclo de 4 anos
3 # + >???@ Com a implementação das açþes
2
Raro
1 acontecimento a cada 4 anos
de manutenção e outras açþes inclu-
3
PossĂvel
< [ \
Ădas no Pacote de Medidas proposto
4
Frequente
< [
por cada um dos Grupo Piloto RCM, a
5
Muito frequente
1 acontecimento a cada 3 meses
! ! H H dos modos de falha com tarefas atribuĂdas, possa reduzir entre 10 e 40%. Este valor varia consoante a unidade
Tabela 4. NĂveis de Detetabilidade associados aos modos de falha.
60
dossier sobre segurança na manutenção
analisada, mas representa sempre NĂvel
um impacto na redução do risco as-
1
Quase certa
Sempre detetĂĄvel
+ ! J -
2
MĂŠdia
Na maioria dos casos
! H
3
Quase impossĂvel
NĂŁo detetĂĄvel
numa redução de custos de operação e manutenção.
CĂ LCULO DO RISCO ASSOCIADO A CADA MODO DE FALHA
! !
Para cada modo de falha foi entĂŁo de-
como compressores, bombas (e todos
),
os seus sistemas auxiliares), instru-
Dados da anĂĄlise
calculado da seguinte forma:
*
N.o !
200
sistemas de interlock -
N.o ! J crĂticos N.o J e caraterizados (RPNi) N.o J como crĂticos
40
A anĂĄlise funcional foi realizada a
RPN = Probabilidade de OcorrĂŞncia x
ma, entre outros. Como tambĂŠm fez
Detetabilidade x Severidade
parte do grupo um especialista na me-
Tabela 5. Resumo dos resultados de uma anĂĄlise RCM tipo
todologia RBI ( ),
o
650 60
! #
N. de tarefas atribuĂdas
85
baixar o RPN determinado inicialmen-
-
RPNi mĂŠdio
12,5
çþes ao nĂvel dos planos de manuten-
RPNr mĂŠdio
10,5
modos de falha deixe de ter um nĂvel
menos aceitĂĄvel, ou seja, localizado na
RBI jĂĄ estabelece.
O objetivo das açþes RCM propostas Ê
zona vermelha. De notar, no entanto,
+
-
" 3 ! 7 -
de elevada, o facto de diminuir a proba-
tentes nas unidades ĂŠ bastante signi-
' H
bilidade de ocorrĂŞncia ou de melhorar
!
risco associado a um determinado
50%), foi tambĂŠm decidido em sede do
J !
RPN calculado deixe de estar no nĂvel
9 ! ;< -
anålise, antes da implementação
! -
# + #
de tarefas de manutenção ou de
de de ocorrĂŞncia nunca poderĂĄ ser nula.
corte e a toda a instrumentação cons-
Nestes casos, o acontecimento (indese-
tante nos diagramas ESD (
"# $ # ! % -
) garantindo, desta forma, a
' H
cias demasiado graves potenciadas por
!
risco associado a um determinado
ponto de vista da segurança das fåbri-
J !
processa os mais variados tipos de pro-
cas. Para os restantes instrumentos foi
anålise, após a implementação de
dutos combustĂveis e por isso se tratar
decidida, caso a caso, a sua inclusĂŁo na
tarefas de manutenção ou de miti-
de uma instalação SEVESO III de nĂvel
anålise, mediante a sua relevância em
gação do risco.
superior de perigosidade, de acordo
termos operacionais.
DEFINIÇÕES Q
RPNi – inicial.
mitigação do risco; Q
RPNr – revisto.
com o Decreto-Lei 150/2015.
BIBLIOGRAFIA SECÇÕES FUNCIONAIS E PRESSUPOSTOS DA ANà LISE
CONCLUSÕES GLOBAIS DO TRABALHO
Q
Maintenance II, 2ed., Industrial Press, New
As conclusĂľes globais do trabalho rea-
& !
lizado por um Grupo Piloto RCM a uma
!
unidade processual podem ser sinteti-
diagramas funcionais e de engenharia,
zadas na Tabela 5.
Moubray, J. (1997), Reliability-Centred
York;
Q
Norma SAE JA1011 (1999-08), Evaluation Criteria for Reliability-Centered Maintenance (RCM) Processes;
' # ! -
De realçar o facto de, para cada um
-
dos modos de falha analisados, ter sido
to the Reliability-Centered Maintenance
ma ISO 14224:2006.
realizada uma anĂĄlise FMECA (Failure
(RCM) Standard.
Q
Norma SAE JA1012 (2002-01), A Guide
M