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Waste Identification Diagrams (1ª parte)

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1.a Parte 1. INTRODUĂ‡ĂƒO Sempre que ĂŠ necessĂĄrio descrever uma unidade produtiva

%& 3 4 '

de forma a serem facilmente reconhecidos os seus elemen-

usado aqui para designar qualquer entidade que leve a cabo

-

algum tipo de operação sobre matÊria-prima, materiais, com-

sempenho e os seus desperdĂ­cios, qualquer um se debate

) # %5 &

com a mesma constatação constrangedora: não hå uma for-

%5 4 6

ma expedita de o fazer. Todas as ferramentas que podem ser

6 4 6 ) 8 %5

usadas para isso apenas focam um ponto de vista deixando

acrescenta valor aos produtos embora algumas delas, apesar

de fora outros importantes.

de alterando a forma fĂ­sica ou quĂ­mica, podem nĂŁo acres-

-

6 9 ') <

Representar os seus principais recursos;

%5 4 &

! "

%5 4 -

Representar os principais desperdĂ­cios relacionados com

= 4 4 =

os materiais;

parte quase inquestionavelmente dos processos industriais.

JosĂŠ Dinis Carvalho

Representar os principais desperdĂ­cios relacionados com

> %& 4

o pessoal;

Permitir diagnosticar os principais problemas e avaliar o

mĂĄquinas, equipamentos e pessoas que pode, para efeitos

desempenho;

de anålise, fazer sentido ser tratada como uma única estação

Permitir representar estados futuros.

de trabalho.

# $

10

artigo cientĂ­ďŹ co

centar valor aos produtos (estes casos estĂŁo incluĂ­dos nos

baseia-se na ideia que uma grande parte da anĂĄlise da pro-

2. CASO DE UMA Ă&#x161;NICA ESTAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE TRABALHO

%&

Considere-se isoladamente uma determinada estação de

3 ? @') # %&

sobre cada um dos seus processos. Com essa informação Ê

por exemplo, uma mĂĄquina operada ou monitorizada por um

possĂ­vel descrever as caraterĂ­sticas principais de um dado sis-

homem ou simplesmente uma bancada de trabalho manual.

Para ser possível analisar e avaliar esta estação de trabalho

seus desperdĂ­cios ( 1')

4 serĂĄ detalhado abaixo. Ă&#x2030; importante notar que grande parte dessa informação pode nĂŁo estar disponĂ­vel e que grande parte dela ĂŠ difĂ­cil de obter com exatidĂŁo. Neste tipo de anĂĄlise o importante nĂŁo ĂŠ a exatidĂŁo dos dados bastando valores aproximados e tambĂŠm ĂŠ mais importante ter dados com algum erro do que nĂŁo ter dados nenhuns. Depois de desenvolvido todo o modelo serĂĄ sempre fĂĄcil alterar os dados caso a informação mais precisa seja recolhida ou forneci ) sĂŁo descritos de seguida.

2.1. Tempo Takt Takt2

B %& ) 2 = 9 4 tempo Takt 4 4 ! " # $

) 4 4 dade produtiva consegue produzir uma unidade do produFigura 1. * %& %& )

) # Takt seria igual ao tempo ) Takt ĂŠ ditado pelos â&#x20AC;&#x153; E

1

ĂŠ a palavra japonesa muito utilizada em contexto de para designar desperdĂ­cios. HĂĄ 7 tipos clĂĄssicos de desperdĂ­ + / 0 2 %& )

2

Takt & F FTaktF FZeitF )


!

" # $ % & '( $ ) * # '(

+ ' !

% &

Ă&#x2030; muito frequente que a quantidade observada de produ , ( 0 dade planeada ou requerida Qr para esse mesmo dia. As +1 & ' * ) das pessoas. Acontecem imprevistos como atrasos, avarias, erros nos materiais, cansaço, falta de motivação, entre muitos outros.

(ĆŹFLĂ&#x2026;QFLD GD (VWDĂ&#x201A;žR GH 7UDEDOKR 2 &' * Eet gem do tempo disponĂ­vel da estação de trabalho que ĂŠ usa 3 ) 4

4 5) problema de balanceamento de linha, medindo o quanto a

A produtividade avalia a relação entre os resultados e a quan-

&1 E

tidade de recursos necessĂĄrios. Se com os mesmos recursos

forma, este indicador relaciona o tempo disponĂ­vel da es-

se conseguem mais resultados, isto quer dizer que a produ-

&' * &1

produtos. Tal como a produtividade, este indicador pode

usam os recursos. Como as pessoas sĂŁo o recurso mais im-

ser usado do ponto de vista do valor esperado e no ponto

portante, e na generalidade dos casos, o recurso mais caro, ĂŠ

" 4 -

muito comum avaliarmos a produtividade em relação a este

&' *

recurso. Quase sempre que se fala em produtividade estĂĄ im-

seguinte forma:

plĂ­cito que se estĂĄ a falar da produtividade da mĂŁo-de-obra. A produtividade pode ser prevista para um determina Eet(e =

terminada de acordo com o que jĂĄ ocorreu (produtividade

n

F

i=1

Ti

TT

=

Te TT

determinada da seguinte forma:

artigo cientĂ­ďŹ co

6 7 * 6 84 9<>?! @ 4 BD99

Produtividade

, (e =

" - . /

EeT(e 3 &' * !

n H &1 &' * !

Ti $ &' 0

Te $ &' !

TT $ Takt.

Sendo:

, (e !

" %-

" " !

odo de trabalho:

- # !

/ $ % &' Eet( =

Mas como sabemos as coisas nunca correm exatamente como esperĂĄvamos ou como planeamos. Sendo assim, quando che-

" 1

F

n i=1

Ti

/

=

" * Te /

)

*

foi, de facto, a produtividade conseguida. Para isso basta con-

Sendo:

tar os produtos produzidos e sem defeitos (", "

EeT( 3 &' * !

+ &' ) /

" "

n H &1 &' !

Ti $ &' 0

Te $ &' !

/ $ % &'

produzida; , ( =

" - . /

Sendo:

J

-

, ( !

K33 2

" "

+ +3

3 )

produzida;

/

- # !

4 " 3

/ $ % &'

apresentado com mais detalhe na próxima edição. M

13

Sendo:


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