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O percurso ausente 2017 MUBA - SP exhibition

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CÉSAR MENEGHETTI > O PERCURSO AUSENTE MUBA \ São Paulo 30.03 > 20.05.2017


CURADORIA > TEREZA DE ARRUDA PRODUÇÃO > MEGA CULTURAL Convidado > coletivo casadalapa


O PERCURSO AUSENTE é uma introdução à produção artística de César Meneghetti, consolidada nos últimos anos no exterior e realizada em diversas partes do mundo. Esta plataforma abrirá precedente para um diálogo interdisciplinar abrangendo temas emergenciais, que abordam dois campos críticos aparentemente desconectados: grupos em territórios de fragilidade social e o uso criativo da tecnologia nas artes, relacionando-os em uma nova vertente para um maior entendimento do significado da vida e da criação em nosso tempo. Após a presença em diversas bienais e museus e galerias no exterior, César Meneghetti traz para São Paulo, uma seleção de trabalhos de longo percurso concebidos em diversos países nos últimos 10 anos: Itália, Níger, Eslováquia, Vietnam e um último no Brasil, colaborando com o coletivo casadalapa de São Paulo. Estes trabalhos em geral são o resultado de vários anos de pesquisa e desenvolvimento envolvendo minorias pessoas e contextos de fragilidade social. Desta forma, o projeto torna-se não só artístico, mas também autêntico em um momento de reflexão e autorreflexão. Pessoas com deficiência aspirantes artistas, camponesas africanas, ecologistas vietnamitas que lutam contra os males da globalizacão, ou moradores dos Campos Elísios testemunhos da realidade na Cracolândia são apresentados em sua verdade. Reflexões apontam um modo diverso de vivenciar um conceito do “outro”, do diverso, das condições precárias e assim elaborar visões e espaços inclusivos oferecendo uma alternativa à lógica imperante.


01 > THIS_ORIENT


02 > BELOVED ONES


03 > I\O _EU É UM OUTRO


04 > K _ LAB INTERACTING ON THE REALITY INTERFACE


05 > O TúNEL


CÉSAR MENEGHETTI

OBRA-PROJETO

01 THIS_ORIENT (2010-2011) VIETNÖ CHINA O Extremo Oriente é a matriz do trabalho composto por vídeos e fotos. A dualidade de significados faz uma conexão entre os conceitos de pluralidade, de lugares simbólicos, reelaborados a partir de imagens captadas em e Hanói e Hong-Kong. 02 BELOVED ONES (2013-presente) - ESLOVÁQUIA O artista refaz o caminho inverso de volta à terra de seus ancestrais, imigrantes provindos da Itália e do Império Austrohúngaro. Neste capitulo, o primeiro já realizado de uma série de quatro, é recriado um diário imaginário, composto por imagens do real, imagens de arquivo, fotos de família e novas narrações. 03 I\O_ EU É UM OUTRO / IO È UN ALTRO (2010-2015) - ITÁLIA I\O ou 1\0 (um / zero), é uma obra/projeto, com um grupo de cerca 200 pessoas com desabilidade mental, física ou psíquica que frequentam os 9 laboratórios de Arte da Comunidade Santo Egídio na periferia de Roma. Iniciado com uma série de encontros, diálogos, fotografias, instalações, performances e vídeos, que indagam sobre a fragilidade da fronteira da normalidade num contexto amplo. O subtítulo da exposição contém um conceito de Arthur Rimbaud, “Eu é um outro” professa a concepção original da criação artística e coloca um conceito completamente original de identidade, onde o poeta não exclui aquilo que se expressa livremente, ao contrário o próprio processo criativo é gerado através do processo de identidade.


04 K_LAB INTERACTING ON THE REALITY INTERFACE (2007-2014) NÍGER É um observatório composto por uma série de 11 obras em série (vídeos, fotos, instalações e docs), que narra, documenta e analisa o trabalho da população - na maior parte feminina – no combate a desertificação do Vale de Keita, região situada entre o Sahel e a África Central. K_lab – interage no interface da realidade através de narrativa de mulheres sem auxilio da população masculina, replantaram 20 milhões de arvores reverteram o processo de desertificação e criaram com seu trabalho um polo econômico no meio do deserto. Este projeto converge com o fluxo e com a condição humana, os afetos, as problemáticas interceptadas e vividas, recriando interconexões transnacionais que se transformam em linguagem. 05 O TÚNEL (2005) - BRASIL/ITÁLIA O Túnel é uma metáfora da incomunicabilidade que domina nosso tempo, na falta de afeto, na falta de solidariedade na alienação do individuo. Ele está dentro e fora de nós, se localiza no mundo de indiferentes a dor do próximo. O tunel é uma colaboração entre o artista César Meneghetti e o poeta Carlos Nejar e de seu livro “Meus estimados vivos”. Os mortos são os burocratas, os conformistas, os satisfeitos, os alienados, os neutros, os indiferentes, aqueles com os “olhos fixos”, os “previdentes”, aqueles que adiam sempre, aqueles os quais já são estéreis e mortos e ainda não perceberam.
E vivos? Os vivos são, ao contrário, os “infiéis” ao túnel, os inconformados, aqueles que choram e tem frio e medo. VIDAS EM OBRAS (2014-2016) BRASIL > INTERVENÇÃO DO COLETIVO CASADALAPA Utilizando um ateliê móvel, o coletivo montou um estúdio nas ruas do bairro da Luz, região da Cracolândia, Pari, e entorno da Praça Kantuta em diferentes pontos a cada semana. Ao longo de um ano, murais foram produzidos com fotos, gigantografia, poesia, artes plásticas, grafite, estêncil, lambe-lambe, textos memoriais e microrroteiros sobre as histórias de vida dos moradores.


COLETIVO CASADALAPA

Artistas do projeto VIDAS EM OBRAS: Júlio Dojcsar, Zeca Caldeira, Cauê Novaes, Silvana Marcondes, Laura Guimarães, Átila Fragozo, Sato do Brasil, Pedro Noizyman, Murilo Thaveira e César Meneghetti. + CASADALAPA Achiles Luciano, Carolina Abreu, Caru de Souza, Fernando Coster, Guta Pacheco, Juliana Rocha, Maíra Bühler, Newber Machado, Raffaela Costa, Rose D’Agostino, Simon Simantob, Willem Dias e Will Robson.


CÉSAR MENEGHETTI

O ARTISTA

Artista e cineasta paulistano, trabalha entre São Paulo, Berlim e Roma. Formado em Comunicação Visual pela Faculdade de Artes Plásticas da FAAP, especializou-se na Central-Saint Martins School of Art and Design, na City of London Polytechnic (mixed medias) e no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Roma. O seu trabalho está centrado em problemáticas sociais, migração e ao conceito de fronteiras sejam elas políticas, sociais ou individuais, assim como à questão do outro antropológico nas relações entre os hemisférios norte e sul. Utiliza, além do meio audiovisual, a fotografia, a pintura, escultura e a instalação. Realizou diversas mostras, documentários, filmes e vídeo experimentais exibidos em mais de 40 países recebendo numerosos prêmios e reconhecimentos. Marcou presença na 51ª e 55ª Bienal de Veneza, Bienal de Sharjah, Bienal de Cerveira, Bienal Adriatica, de Teheran, de La Paz e mostras em Museus e Galerias no exterior como o MAXXI, MACRO, El Museo Santa Fé, MLAC, Hit Gallery, Rosalux, Smith’s Gallery, Sacrow Schloss, Trasmediale, Microwave Hong Kong, Palazzo delle Esposizioni, Recyclart Brussels, Tokyo Videoart Center, Festival de Cinema de Veneza, Festival do Filme de Locarno, London Film Festival, Festival de Turin, Habana Film Festival, Festival de Biarritz, Festival de Clermont Ferrant entre outros. César Meneghetti tem uma vasta produção artística sendo que a maior parte dela é inédita no Brasil. Vive em São Paulo desde 2016. www.cesarmeneghetti.net


www.cesarmeneghetti.net


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