Eliane Breitenbach
Presidente
Hugo Motta (Republicanos-PB)
1º Vice-Presidente
Altineu Côrtes (PL-RJ)
2º Vice-Presidente
Elmar Nascimento (União-BA)
1º Secretário
Carlos Veras (PT-PE)
2º Secretário
Lula da Fonte (PP-PE)
3ª Secretária
Delegada Katarina (PSD-SE)
4º Secretário
Sergio Souza (MDB-PR)
Suplentes
Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP)
Paulo Folletto (PSB-ES)
Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES)
Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP)
O Centro Cultural Câmara dos Deputados apresenta a exposição
Brasília, março de 2026
Ancestralidade (2025-2026 : Brasília, DF).
Ancestralidade [recurso eletrônico] / Eliane Breitenbach. – Brasília: Câmara dos Deputados, Centro Cultural, 2026.
Título aparece no item como: O Centro Cultural Câmara dos Deputados apresenta a exposição Ancestralidade.
Catálogo da exposição realizada na Câmara dos Deputados, de 11 de dezembro de 2025 à 29 de janeiro de 2026, na Galeria Décimo, Anexo IV.
Versão e-book.
Modo de acesso: bd.camara.leg.br
Disponível, também, em formato impresso.
ISBN 978-85-402-1193-3
1. Pintura, exposição, Brasil, catálogo. I. Breitenbach, Eliane Martins. II. Brasil. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Centro Cultural. III. Título.
CDU 75
Bibliotecária: Fabyola Lima Madeira –CRB1: 2109
O Centro Cultural Câmara dos Deputados é responsável pela preservação do acervo museológico da Câmara dos Deputados e pela realização das ações culturais que ocorrem na instituição, como exposições artísticas e históricas e eventos literários. Além de promover as culturas regionais e a produção artística contemporânea nacional, o Centro Cultural atua na preservação da memória da instituição e na história do Poder Legislativo. Idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Palácio do Congresso Nacional abriga obras de artistas brasileiros renomados da segunda metade do século xx, como Di Cavalcanti, Athos Bulcão e Marianne Peretti.
Com o intuito de viabilizar a diversidade e a qualidade das exposições realizadas pelo Centro Cultural, todos os anos promovemos um edital público para a seleção das mostras artísticas e históricas que ocuparão, no ano subsequente, os espaços destinados aos eventos culturais. As propostas apresentadas são avaliadas por uma Comissão Curadora e, desta forma, o Centro Cultural proporciona a artistas e curadores de todo o Brasil a oportunidade de apresentar seus trabalhos em áreas da Câmara dos Deputados onde há grande circulação de visitantes de diversas partes do país, propiciando o exercício e a promoção da cultura e da cidadania.
Eliane Breitenbach, artista plástica nascida em Palmeira das Missões (RS), trabalha com arte desde a década de 1990. Participou de exposições na Casa Thomas Jefferson, na Pátio Galeria de Arte e na galeria Decurators, onde participou da exposição produzida pelo espaço de arte, Vilarejo 21, durante residência artística. Também trabalha como jornalista na Câmara dos Deputados.
Há seis anos frequenta o atelier do artista Lourenço de Bem, onde participa de experiências como o projeto “40 horas de arte”, que promove o intercâmbio entre artistas de diferentes vertentes. Realizou também o curso “Arqueologia do cotidiano”, no Parque Lage (RJ).
Parabenizo a todos os envolvidos na primeira exposição individual da minha conterrânea, aluna e agora colega artista, Eliane Breitenbach. A maturidade cobrada e exigida por quem avalia uma mostra de arte foi surpreendida por uma montagem de trabalhos equilibrados, sem exageros, e de uma beleza que me fez questionar se esta exposição era, de fato, a primeira mostra da artista.
Acompanho há bastante tempo a trajetória da Eliane e o que tenho a dizer sobre sua busca por recursos técnicos, no que se refere à plasticidade de suas telas, é que se trata de uma pesquisa constante dos recursos que pratica no dia a dia da sua criação. Usa tinta à base d’água e óleo, colagens, massas e argamassas, canetas, lápis de cera, carvão e tudo que estiver ao seu alcance para marcar em suas telas coisas desta vida, e ouso dizer, de outras existências inconscientes e ancestrais.
Enfim, apresento para quem tenha “bons olhos” esta nova artista, que inicia sua carreira com a vontade de abraçar a vida artística com energia e determinação.
–– Lourenço de Bem
Ancestralidade
Um universo profundo e misterioso, onde a ancestralidade não é apenas memória, mas uma força vital que nos conecta à origem.
A criação, intuitiva, nasce sem plano prévio; se expressa através do fazer, onde as formas e cores surgem juntas, inseparáveis.
Linhas e figuras primitivas tecem uma “nova escrita” visual que flutua entre a realidade que conhecemos e o sonho. O que une cada peça é a redescoberta do que é primal, a pureza de uma expressão genuína, livre de regras impostas.
A forma como os materiais são usados – tinta acrílica, barbante, lápis de cera, caneta, terra do cerrado – não é um mero detalhe; ela se integra na própria identidade da obra. Desperta no observador uma sensação inusitada, um retorno à fonte da criação, onde simplicidade e complexidade entram em simbiose.
–– Fábio Pedrosa
Ivanecos 2023
Acrílica e caneta 94x127 cm
Subterrâneo 2024
Acrílica 80x158 cm
Minha pintura é essencialmente instintiva. Comecei cavando buracos na terra, que se transportavam para a tela. Desses gestos, emergiram imagens e cores que remontam à minha infância, quando, na companhia de meu pai, brincava nos barrancos de terra, fazendo casinhas.
Com o tempo, surgiram formas ancestrais, atávicas, como se colocasse na tela algo impresso em mim mesma – vestígios de tempos imemoriais. As imagens surgem repentinamente, ora oníricas, ora inspiradas por cenas urbanas. Componho telas e objetos, como caixas, mergulhando em uma arqueologia que permeia meu cotidiano.
O que me motiva a pintar é essa sensação de mergulho em um mundo primitivo, que me fascina e surpreende, por ser desconhecido para mim. É como aterrissar em espaços, cores e linhas que nunca imaginei que habitassem em mim. A sensação é de recriar um novo mundo ou retornar ao começo, tentando habitar o insondável – os mistérios que trilhamos entre o efêmero e o eterno, entre o permanente e o impermanente.
–– Eliane Breitenbach
Imemorial I 2023
Acrílica, lápis de cera e barbante
80x155 cm
Terroso 2023
Acrílica e carvão
62x138 cm
O “Primeiro Beijo” me fascinou. É uma pintura rupestre registrada há 12 mil anos na Serra da Capivara, no Piauí. Segundo arqueólogos é a primeira manifestação de afeto da história da humanidade, registrada nas Américas. Como não pintá-la?
Primeiro Beijo 2025 Terra, lápis de cera e acrílica 80x99 cm
Imemorial II
2023
Acrílica, lápis de cera e barbante 140x138 cm
Emerge na minha pintura formais ancestrais, atávicas, como se colocasse na tela algo que está impresso em mim mesma. É como aterrissar em espaços, cores e linhas que nunca imaginei que habitassem em mim. Algo como trazer à superfície tempos imemoriais.
A sensação que tenho é de cavar buracos, mergulhar em algo profundo que nunca imaginei que houvesse em mim. Recriar um novo mundo ou voltar ao começo, tentando habitar o insondável, os mistérios que trilhamos entre o efêmero e o eterno.
Seres I 2024
Acrílica e caneta 92x82 cm
Centro da Terra 2023
Terra e acrílica 80x100 cm
Rio que Corre 2024
Acrílica, caneta e lápis de cera 155x35 cm
Ancestral 2023
2023
Travessia
Acrílica e caneta 40x92 cm
Telas em barbante e acrílica 54x160 cm
Azul 2023
Acrílica 94x124 cm
Retrato 2023
Acrílica 98x86 cm
160x40 cm
Caminhos 2024
Acrílica e caneta
Escrita 2023
Acrílica, caneta e lápis de cera 92x90 cm
Sinais II 2023
Acrílica, caneta e lápis de cera 61x90 cm
Bordado 2023
Acrílica, madeira, caneta, lápis de cera e espelho
98x84 cm
Escrita 2023
Acrílica, caneta e lápis de cera
66x64 cm
Submerso 2024
Acrílica e caneta 156x33 cm
Submerso II 2024
Acrílica e caneta 160x50 cm
Formas e Cores 2024
Acrílica e caneta 160x44 cm
Eliane Breitenbach Ancestralidade
Visitação: de 11.DEZ de 2025 à 12 FEV de 2026
seg. à sex. 9h – 17h
Galeria Décimo
Anexo IV Câmara dos Deputados
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO
SOCIAL
Secretário De Comunicação Social
Marx Beltrão (PP-AL)
Secretário De Participação, Interação e Mídias Digitais
Guilherme Uchoa Júnior (PSB-PE)
Conselho Consultivo De Comunicação
Cleber Verde (MDB-MA)
Diretoria Executiva De Comunicação e Mídias Digitais
Cláudio Araújo
Coordenação De Cerimonial, Eventos e Cultura
Frederico Fonseca De Almeida
CENTRO CULTURAL CÂMARA DOS DEPUTADOS
Supervisão do Centro Cultural
Clauder L. Diniz
Coordenação de Produção
Maira Brito
Produção
Claudia Brisolla
Identidade Visual e Expografia
Ney Gabriel Garcez
Estagiária Design
Lauane da Silva Sousa
Estagiário Artes Visuais
Ro Silva
Estagiária Comunicação
Luiza Valadares
APOIO
Material expositivo e pintura
Serviço de Obras – DETEC
Elétrica
Serviço de Instalações
Elétricas – DETEC
Textos do Catálogo
Eliane Breitenbach
Fábio Pedrosa Lourenço de Bem
Edição e Projeto Gráfico do Catálogo Ney Gabriel Garcez
Coordenação de Impressão Coordenação de Serviços Gráficos – DEAPA
Revisão de Texto Edições Câmara – CEDI
Revisão Técnica e Ficha Catalográfica
Fabyola Lima Madeira
Fotografias
Clauder Diniz
Luiza Valadares Doglas Pessoa
Contato da Artista
Eliane Martins Breitenbach @elianebreitenbach elianemd28@gmail.com
Projeto aprovado pelo Edital Cultural da Câmara dos Deputados 2023| 2024
Acesse o edital
Palácio do Congresso Nacional Câmara dos Deputados – Anexo 1 Sala 1601 – CEP 70160-900 Brasília/DF Instagram @cultural.camara
Informações: 0800 0 619 619 cultural@camara.leg.br www.camara.leg.br/centrocultural
O Miolo deste catálogo foi composto em P22 Mackinac Pro e impresso em papel Offset 150g/m2 na Coordenação de Serviços Gráficos da Câmara dos Deputados
Há imagens que não se explicam com palavras, mas se reconhecem pela experiência. Este catálogo reúne as 21 pinturas em técnica mista apresentadas na exposição "Ancestralidade", de Eliane Breitenbach, realizada entre 11 de dezembro de 2025 e 12 de fevereiro de 2026, na Galeria Décimo da Câmara dos Deputados, em Brasília. Radicada em Brasília há décadas, a artista compõe obras que funcionam como vestígios de um tempo que não está nos livros de história, mas impresso na experiência humana mais profunda, combinando linhas, grafismos e figuras elementares que oscilam entre registros rupestres e atmosferas oníricas. Ela utiliza materiais como tinta acrílica, barbante, lápis de cera, caneta e terra do Cerrado para construir uma escrita visual própria, onde sonho e realidade se sobrepõem.


Influenciada por sua formação em Arqueologia do Cotidiano no Parque Lage (Rio de Janeiro), a artista cava camadas do dia a dia para fazer emergir imagens ancestrais e atávicas, transformando a ancestralidade em força vital e convidando o público a desacelerar o olhar diante de camadas de sentido que se revelam apenas à percepção sensível. A exposição teve curadoria de Fabio Pedrosa.