INFORMÁTICA APLICADA À GESTÃO DA EDUCAÇÃO
INFORMÁTICA APLICADA À GESTÃO DA EDUCAÇÃO
Apresentação
Apresentação Um conteúdo objetivo, conciso, didático e que atenda às expectativas de quem leva a vida em constante movimento: esse parece ser o sonho de todo leitor que enxerga o estudo como fonte inesgotável de conhecimento. Pensando na imensa necessidade de atender ao desejo desse exigente leitor é que foi criado este produto, voltado para os anseios de quem busca informação e conhecimento com o dinamismo dos dias atuais. Com esses ideais em mente, nasceram os livros eletrônicos da Cengage Learning, com conteúdos de qualidade, dentro de uma roupagem criativa e arrojada. Em cada título é possível encontrar a abordagem de temas de forma abrangente, associada a uma leitura agradável e organizada, visando a facilitar o aprendizado e a memorização de cada disciplina. A linguagem dialógica aproxima o estudante dos temas explorados, promovendo a interação com o assunto tratado. Ao longo do conteúdo, o leitor terá acesso a recursos inovadores, como os tópicos Atenção, que o alertam sobre a importância do assunto abordado, e Para saber mais, que apresenta dicas interessantíssimas de leitura complementar e curiosidades bem bacanas para aprofundar a apreensão do assunto, além de recursos ilustrativos, que permitem a associação de cada ponto a ser estudado. Ao clicar nas palavras-chave em negrito, o leitor será levado ao Glossário para ter acesso à definição da palavra. Para voltar no mesmo ponto em que parou no texto, o leitor deve clicar na palavra-chave do Glossário, em negrito. Esperamos que você encontre neste livro a materialização de um desejo: o alcance do conhecimento de maneira objetiva, concisa, didática e eficaz. Boa leitura!
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Prefácio
Prefácio Foi no início da década de 70 que o Brasil começou a inserir no meio educacional o suporte informatizado, ocasião em que se começou a discutir a inclusão do computador no processo de gestão e de aprendizagem. A partir daí, algumas iniciativas no Ensino Superior começaram a surgir, fortalecendo a ideia de conceder espaço à tecnologia nos meios educacionais. A versatilidade da informática permitiu vislumbrar a execução de atividades e ações diversas, como o fomento às pesquisas, a facilitação da comunicação, o aprimoramento na elaboração de textos, imagens, gráficos, cálculos e simulação de fenômenos. É incontestável que a ferramenta se tornaria um importante – e, atualmente, indispensável –, recurso pedagógico. Para refletir sobre a importância da informática no âmbito da educação, um conteúdo próprio foi elaborado com assuntos importantes que remetem a importantes debates. A Unidade 1, além de outros conceitos, vai levar ao leitor informações sobre os recursos tecnológicos necessários para aplicar na gestão de ensino. Na Unidade 2, o foco do aprendizado será voltado para as plataformas necessárias e as suas funções, bem como a atuação do usuário/administrador desses recursos. A Unidade 3 trata do computador e a sua utilização no âmbito da educação ao longo do tempo. Para finalizar o estudo, a Unidade 4 vai explorar os softwares adequados para utilização na gestão acadêmica dentro das Instituições de Ensino. Bons estudos.
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Unidade 1 – Componentes
UNIDADE 1 COMPONENTES
Capítulo 1 Em busca de uma conceituação do processo, 11 Capítulo 2 O contexto social atual, 13 Capítulo 3 Os recursos tecnológicos necessários, 14 Capítulo 4 Habilidades e competências para o uso das tecnologias da
informação e comunicação na Educação, 17
Capítulo 5 O perfil desejado, 18
Glossário, 24
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O estudo da utilização de recursos tecnológicos na gestão da educação coloca alguns desafios, principalmente em um país no qual a gestão escolar pouco se vale desse tipo de recurso para oferecer iniciativas de ensino e aprendizagem de elevada qualidade. É possível colocar como destaque entre as iniciativas governamentais a implantação do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica Pública, constante do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Nas justificativas do programa estão as bases para a compreensão da necessidade imperiosa que a escola tem de organizar os seus quadros.
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ARA SABER MAIS: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/livro.pdf>. Acesso em: 4 dez. 2015.
Somente assim a escola poderá se compatibilizar com as necessidades do mercado de trabalho e entregar para os níveis educacionais superiores pessoas bem formadas. Essa formação de gestores pode ser acessada em uma rede de universidades públicas parceiras do MEC, nas quais qualquer pessoa interessada pode obter sua matrícula para um curso na modalidade EaD. Além disso, a qualificação de gestores em educação é objeto de desenvolvimento de diversos cursos oferecidos como MBA – Master of Business Administration –, fato que revela exigências sobre a prática diferenciada, desenvolvida por esse profissional. O processo de gestão é um campo de estudo acadêmico e também corporativo. Aplicar técnicas de sucesso no mercado corporativo é uma proposta rejeitada por alguns educadores, que pretendem manter a “pureza” do ambiente escolar e acadêmico. Muitas propostas de adoção nas escolas de um contexto social similar ao de atuação corporativa falharam exatamente por esse impedimento, que considerava toda e qualquer sugestão ou aplicação de alguma técnica de sucesso em termos administrativos como uma ingerência indevida. Somente fazer o aporte financeiro não era algo de interesse dessas iniciativas. Termos e práticas provenientes do ambiente corporativo, tais como gestão de relacionamento com o cliente, encontram resistências pela recusa de se tratar o aluno como um cliente. A utilização do termo coaching educacional, uma necessidade nos cursos oferecidos on-line frente à necessidade de personalização do processo de ensino e aprendizagem, desejada por alguns alunos, também encontra resistência. A efetivação do processo de gestão envolve um grupo coletivo de profissionais altamente comprometidos com a educação, que inclui diretores das instituições de ensino, professores e outros profissionais da educação.
Unidade 1 – Componentes
Os ideais de muitos desses profissionais esbarram na falta de recursos para as instituições públicas e na exigência de ROI – Retorno de Investimento – para as instituições particulares, em um mercado marcado por uma competitividade sem limites. É uma guerra sem quartel, que não apresenta vencedores e na qual todos perdem, principalmente a qualidade em educação.
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ARA SABER MAIS: Anote os seguintes destaques, que podem ser utilizados como argumentos de pesquisa ou montagem de pequenos artigos de opinião: • A gestão escolar pouco se vale de recursos tecnológicos para oferecer iniciativas de ensino e aprendizagem de elevada qualidade. • A personalização do ambiente de ensino e aprendizagem está colocada como uma tendência futura em educação. • A melhoria do relacionamento entre o mercado corporativo e o setor acadêmico está posta como um dos principais desafios atuais para a instituição de ensino.
1. Em busca de uma conceituação do processo Para uma boa conceituação é necessário que se parta de uma boa definição, ainda mais se ela for convergente com o pensamento de diversos especialistas. Mas esse objetivo nem sempre é obtido. A gestão ou administração educacional está associada com escolas de Ensino Fundamental e Médio e instituições de Ensino Superior (públicas ou privadas)
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que oferecem cursos de graduação e pós-graduação em diversos níveis e em diferentes áreas educacionais. Ela é referenciada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação, que regula as iniciativas educacionais em nosso país em seus artigos 12 e 18. Recomenda-se que você efetue uma leitura complementar, levando em consideração a importância de o gestor conhecer de forma detalhada o marco legislativo. Parte-se de um pressuposto importante. Tudo o que vai se falar sobre gestão remete a uma condição ideal (a gestão democrática), que pode não estar presente nas escolas públicas pelo prevalecer da ideologia dominante, não importa qual seja, e nas escolas privadas pelo predomínio do capital sobre o social. Discussões ideológicas serão evitadas neste momento – não que elas não sejam importantes –, mas apenas para permitir maior concentração sobre o assunto gestão. A área educacional é muito sensível às influências ideológicas, principalmente em alguns estabelecimentos públicos, onde o poder dominante age de forma direta e coercitiva. A gestão da escola e das pessoas que a compõem é, então, uma obrigação da instituição de ensino. É ela quem direciona os caminhos a serem trilhados para que sua proposta pedagógica seja desenvolvida. Essa proposta é a bússola da escola. De uma boa formulação depende o maior ou menor sucesso que ela poderá vir a obter. O processo de gestão envolve a obediência à legislação e o cumprimento de seus compromissos financeiros. O que se falou até agora envolveu obrigações. Não é nelas que estão o princípio e o fundamento do processo de gestão democrática, mas sim na disseminação de ideias e na formação de profissionais para a cidadania, que sejam proficientes nos ambientes sociais em que irão desenvolver suas atividades. É na relação escola – comunidade que se pode observar a sua atuação. Na coparticipação de todos os envolvidos no processo se efetiva a proposta da gestão democrática. Na avaliação permanente está a possibilidade da correção de desvios na rota de atingir o objetivo maior. O debate em nível nacional está reservado ao Fórum Nacional de Educação. A partir dessas considerações iniciais, podemos trazer uma primeira definição sobre o processo de gestão escolar. Ela se constitui na atuação de todos os agentes educacionais envolvidos e visa promover: a organização da escola; a sua estruturação; o conjunto de atividades de planejamento e execução; a mobilização e, finalmente, proporcionar as condições materiais e humanas necessárias para garantir o seu crescimento. Ao atender a essa proposta, a escola está no caminho, que certamente não será sem percalços.
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ARA SABER MAIS: Anote os seguintes destaques que podem ser utilizados como tarefas complementares: • Leitura da LDB e troca de comentários no fórum com outros participantes do curso. • Procure mais informações sobre a importância do relacionamento escola versus comunidade e sua influência na gestão democrática. • Navegue no Fórum Nacional de Educação e informe-se mais sobre iniciativas públicas.
2. O contexto social atual Na visão de alguns sociólogos (GIDDENS, 1991; CASTELLS, 2004), vivemos um momento de transição da sociedade industrial para uma nova configuração social, na qual se estabelece a sociedade do conhecimento. Giddens compara essa sociedade com o carro de Jagrená, considerando que a sociedade atual está colocada no interior de um veículo em movimento, em desabalada carreira, sem freios, indo ladeira abaixo, no fim da qual há um espesso muro. A metáfora se aplica principalmente quando se observa a perplexidade com que as pessoas olham para as modificações sociais a ponto de preferirem viver a ilusão da sociedade do espetáculo (DEBORD, 1997) do que enxergarem a realidade. A robótica, a miniaturização; a realidade virtual e a realidade aumentada; a inteligência artificial e os sistemas especialistas; drones voando sobre nossas cabeças; a mobilidade levada a extremos – todos esses fatores configuram uma situação que o ser humano não consegue acompanhar mais. Todos esses elementos são componentes da tecnologia educacional. Mal se adquire e se aprende uma nova tecnologia, uma nova já a torna obsoleta e bate às nossas portas. Este é um processo em evolução constante, para o qual não é possível prever um final nem supor o nível de velocidade que poderá atingir. O fim das narrativas e de todas as certezas, assim como a física quântica a quebrar todos os paradigmas que dão sustentação à ciência até este momento, completam um quadro de profundas mudanças sociais. O medo da sociedade do grande irmão (ORWELL, 2013); a perspectiva de um mundo sem empregos; todas as ficções se tornando realidades – cenários que instigam o medo diante daquilo que está por vir.
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ARA SABER MAIS: Anote os seguintes destaques que podem ser utilizados como argumentos de pesquisa ou montagem de pequenos artigos de opinião: • Destaque para leitura o texto de Giddens sobre as mudanças sociais e o uso da metáfora do carro de Jagrená. • Procure mais informações sobre o tema sociedade do espetáculo, pontuado por Debord. • Analise o medo que ronda a vida das pessoas com relação à implantação da sociedade do grande irmão.
3. Os recursos tecnológicos necessários Neste momento, não nos interessa qual é a tecnologia necessária para movimentar a escola, nem sistemas que permitam atender às suas obrigações legais (folha, contabilidade etc.). O que mais interessa para a proposta deste material é investigar qual é a tecnologia necessária para que o processo de ensino e aprendizagem possa ocorrer de forma eficaz. Deve-se levar em conta que vivemos em uma sociedade em acelerado desenvolvimento e que tem, no enfrentamento da evolução tecnológica, o grande desafio para as escolas, principalmente para aquelas dotadas de menores condições financeiras. Toma lugar no centro das atenções a tecnologia educacional, e o primeiro passo é a sugestão e implantação na instituição de um programa de qualificação que envolva todos os agentes educacionais em um processo de formação per-
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manente e continuada desenvolvida em serviço, voltada para aquisição de competências e habilidades que nivelem o conhecimento sobre as possíveis tecnologias a serem utilizadas. Neste material, serão relacionadas as tecnologias mais recentes que podem vir a fazer parte do arsenal que se recomenda que seja proporcionado pela instituição de ensino aos participantes dos programas educacionais. • Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs): a observação do contexto escolar mostra que praticamente todas as instituições de ensino, independentemente do nível de atuação dentro do sistema educacional, apresentam um “portal” que agrega valor aos cursos oferecidos. Elas têm, ainda, um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), mais conhecido como Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo e Aprendizagem (SGCA), a partir do seu original Learning and Content Management System (LCMS). Esses sistemas tratam e disseminam conteúdo e proporcionam o processo de comunicação interativo e diferenciado entre todos os agentes educacionais. • Ferramental disponível para proporcionar a criação e edição de áudio digital a ser utilizado em comunicações curtas que podem ser colocadas para cópia no SGCA, em uma rádio web ou em algum servidor em nuvem. É um recurso de fácil utilização e que tem uma boa recepção pelos alunos. O programa gratuito indicado é o Audacity. • Ferramental disponível para proporcionar a criação e edição simplificada de vídeo digital que pode ser captado em estúdios montados pela instituição ou com câmeras Web, sendo colocado à disposição no site do Youtube (http:// www.youtube.com), Vimeo (https://vimeo.com) ou em algum provedor estabelecido na nuvem. Os programas de edição normalmente acompanham a câmera ou podem ser baixados. Windows Movie Maker (http://windows.microsoft.com/pt-br/windows/movie-maker) ou Wondershare (http://www. wondershare.net/) são os mais utilizados na lista de softwares gratuitos. • Liberação para utilização de bookmarking social que permite o compartilhamento de recursos entre todos os agentes educacionais; o Delicious (https://delicious.com/) tem sido um dos mais utilizados. • Autorização para utilizar blogs (o Wordpress – https://wordpress.com/ website/ – tem a preferência), wikis, como o Tiki Wik (https://info.tiki. org/) e o Zoho (https://www.zoho.com/), e permitir que sejam criadas plataformas on-line para estudantes. • Disponibilizar ferramentas para criação de mapas conceituais e mapas mentais (CmapTools – http://cmap.ihmc.us/ – para os mapas conceituais e o Mindmaster – https://www.mindmeister.com/pt – para os mapas mentais).
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• Dar acesso e proporcionar utilização de gerenciadores de imagens digitais (Gimp – http://www.gimp.org/), construção de infográficos (Piktochart – http://piktochart.com/) e apresentações (Prezi – https://prezi.com/). • Liberar a utilização das redes sociais públicas (Twitter, Linkedin, Facebook e comunidades de prática) ou internas criadas nos servidores de nuvens. • Compilar um e-portfólio digital para o seu próprio desenvolvimento e o dos alunos (Evernote – https://evernote.com/intl/pt-br/). • Manter ativa a ferramenta capaz de detecção de plágio (Plagium –http:// www.plagium.com/detectordeplagio.cfm?language=pt – ou o on-line Plagiarism Detect – http://plagiarism-detect.com/). • Criar vídeos em tela de captura e tutoriais (Camstudio – http://camstudio. org/ – e Capture Fox – https://addons.mozilla.org/pt-br/firefox/addon/ capture-fox/ – são os softwares livres mais utilizados). • Liberar o uso de conteúdo web Curation para a aprendizagem em sala de aula. O Scoop.it! (http://scoop.it/) e o Storify (https://storify.com/) são os mais utilizados. • Liberar o uso e proporcionar aos agentes educacionais as ferramentas de gerenciamento de tarefas para organizar seu trabalho e planejar a sua aprendizagem, como Trello (https://trello.com/), Google Drive (https:// www.google.com/intl/pt-BR/drive/) e Evernote. • Proporcionar acesso e liberar em sala de aula software de pesquisa para criar um levantamento em tempo real na sala de aula (Google Acadêmico – https://scholar.google.com.br/ – e Copernic –http://www.copernic.com/ en/ – têm a preferência). • Ferramentas Easy Poll de pesquisa para professores, entre as quais a Flisti (https://flisti.com/) é uma das mais procuradas. • Liberar e incentivar o uso de ferramentas de avaliação digitais para criar quizzes. Socrative (http://www.socrative.com/), Flubaroo (http://www. flubaroo.com/) e Testmoz (https://testmoz.com/) são os mais procurados, mas existem aproximadamente vinte produtos gratuitos e de boa qualidade que podem ser localizados no Google. • Proporcionar o uso de ferramentas de gerenciamento de tempo ligadas ao ambiente virtual de aprendizagem e atividades do curso; PMSURVEY (http://www.pmsurvey.org/), Dropbox (https://www.dropbox.com/) e Xmind (https://www.xmind.net/) são as ferramentas preferidas. • Orientar o uso compartilhado de ferramentas sticky notes (anotações). Você poderá utilizar o Evernote para efetuar essa atividade. Existem diversas opções à escolha, a maioria composta por softwares livres.
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• Utilizar ferramentas para gerenciamento de e-books (o Calibre − http:// calibre-ebook.com/ − é a opção mais utilizada). • Utilizar ferramentas para gerenciamento de bibliografia (o preferido tem sido o software Referencer − http://www.referencer.in/). Com o arsenal supracitado, os agentes educacionais envolvidos, com apoio da instituição de ensino, podem proporcionar diversas facilidades para a utilização da tecnologia como ferramenta de gestão do processo de ensino e aprendizagem desenvolvido. Existem diversos outros produtos que não são de utilização geral, como os que foram relacionados, mas vale a pena orientar os agentes educacionais sobre como desenvolver pesquisas para localização de produtos específicos, voltados para necessidades pontuais.
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ARA SABER MAIS: É importante que você acesse e copie para seu equipamento os softwares livres indicados. Nenhum deles envolve custos, e a instalação é simples. Qualquer dúvida consulte os colegas do curso ou os tutores envolvidos.
4. Habilidades e competências para o uso das tecnologias da informação e comunicação na Educação Expectativas Assim como é comum a divulgação do que o mercado de trabalho espera do profissional do conhecimento, fornecendo aos profissionais indicativos de quais competências e habilidades são desejadas mas ainda não compõem o seu perfil profissional, há também expectativas do mercado com relação à atuação do chamado professor digital, professor autônomo ou professor do terceiro milênio. Uma pesquisa no referencial exis tente permite o levantamento do que se pode esperar desse profissional e a construção de um perfil em que estejam relacionadas como competências e habilidades uma série de exigências e desafios dele requeridos. Na atualidade, há um sentimento não revelado de forma aberta pelo docente,
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mas que existe como preocupação real. Ele origina um questionamento: para que sociedade estou formando os meus alunos? Essa preocupação decorre da evolução tecnológica que modifica atitudes e comportamentos em um ritmo acelerado. No conjunto dos docentes, é possível identificar dois diferentes tipos. Na primeira categoria é colocado o que Demo (1999) considera como o docente “auleiro”: um profissional preocupado apenas em ministrar algumas aulas para completar o seu orçamento quebrado. Ele é o docente que apenas reproduz conhecimentos acabados. Sua preocupação em acompanhar a evolução do aluno é mínima e até inexistente. Eles copiam textos e artigos de outros professores, sem dar o devido crédito às fontes de consulta. Felizmente, há uma segunda categoria de docentes, totalmente diferenciada. São aqueles profissionais considerados por Alves (1995) como velhas árvores, que habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos. Estes não se furtam a enfrentar uma série de desafios, que são impostos para que os docentes mudem a sua ação e prática. Para esse grupo de abnegados docentes, diversos pesquisadores, citados durante o desenvolvimento do texto, lançam olhares para o contexto da sociedade atual. A principal conclusão é que, na sociedade atual, muitos docentes não têm o conhecimento necessário das modernas tecnologias que permeiam o campo educacional. Esta é uma falha que impede uma ação e prática profissional eficaz e, ainda, provoca algumas distorções no processo de ensino e aprendizagem.
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ARA SABER MAIS: Anote os seguintes destaques que podem ser utilizados como argumentos de pesquisa ou montagem de pequenos artigos de opinião: • Procure mais informações sobre o profissional do conhecimento na obra de Peter Drucker. • Estude a colocação de Alves sobre os professores como velhas árvores; ela é importante para que se conheça o verdadeiro papel dos professores na atualidade. • Procure responder ao questionamento: qual é a tecnologia necessária para o professor na atualidade?
5. O perfil desejado Para o grupo de professores preocupado com a relação com seus alunos interessa analisar as colocações de alguns de nossos renomados educadores. É possível iniciar a análise de um perfil diferenciado para um “novo docente”, aliando-se às recomendações do relatório para a educação do século XXI, segundo um projeto montado por um grupo de educadores para a Unesco.
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Podemos, ainda, basear conclusões sobre o comportamento docente em recomendações contidas na obra de Libâneo. Uma análise de colocações de Giroux, Dewey, Nóvoa, Foresti, Demo, Silva, Belloni, entre outros, permite inferir o levantamento de um perfil para o educador do século XXI. Libâneo (1998) considera a atualidade como um tempo de reavaliação do papel dos professores frente às exigências postas pela sociedade comunicacional, informatizada e globalizada. É um novo tempo, que exige um novo professor, capaz de ajustar sua didática às novas realidades da sociedade, do conhecimento, do aluno, dos diversos universos culturais e dos meios de comunicação. Considera Libâneo que esse novo professor precisaria, no mínimo, de uma cultura geral mais ampliada, capacidade de aprender a aprender, competência para saber agir na sala de aula, habilidades comunicativas, domínio da linguagem informacional, saber usar os meios de comunicação e articular as aulas com as mídias e multimídias. É possível relacionar, como uma adaptação das colocações de Libâneo (ibidem), que é recomendável que o docente venha a: • assumir o ensino como mediação: aprendizagem ativa do aluno com a mediação pedagógica do professor; • modificar a ideia de uma escola e de uma prática pluridisciplinares para uma escola e uma prática interdisciplinares; • conhecer estratégias do ensinar a pensar e ensinar a aprender a aprender; • persistir no empenho de auxiliar os alunos a buscarem uma perspectiva crítica dos conteúdos, a se habituarem a aprender as realidades enfocadas nos conteúdos escolares de forma crítico-reflexiva; • assumir o trabalho de sala de aula como um processo comunicacional e desenvolver a capacidade comunicativa; • reconhecer o impacto das novas tecnologias da comunicação e informação na sala de aula (televisão, vídeo, jogos, computador, internet, DVD etc.); • atender à diversidade cultural e respeitar as diferenças no contexto da escola e da sala de aula;
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• investir na atualização científica, técnica e cultural, como ingredientes do processo de formação continuada; • integrar no exercício da docência a dimensão afetiva; • desenvolver comportamento ético e saber orientar os alunos em valores e atitudes em relação à vida, ao ambiente, às relações humanas, a si próprios. Libâneo completa, em outro ponto, a necessidade da leitura pedagógica dos meios de comunicação, exercita sobre a quebra do fator resistência dos educadores, delegando às razões culturais, políticas e sociais grande parte da motivação desse fator, estranho no corpo docente de muitas instituições de ensino. A motivação maior dessa pesquisa mostra-se de acordo com a opinião de Giroux (1997), quando ele considera ser necessária uma contribuição do conhecimento de educadores pesquisadores para a cultura pública de muitos professores, que mostram diariamente em suas salas de aula a coragem, a dignidade e a visão necessária para fazer diferença na vida de seus alunos. Giroux considera que os movimentos de reforma atuais apresentam aos professores tanto uma ameaça quanto um desafio que parecem sem precedentes dentro da história da humanidade, tentando transformá-los em técnicos de alto nível, cumprindo ditames e objetivos decididos por especialistas um tanto afastados da realidade cotidiana da vida em sala de aula. Giroux ainda leva em conta ser necessário o desenvolvimento crescente de ideologias instrumentais, que enfatizam uma abordagem tecnocrática para a preparação de professores e sua atuação nas salas de aula. As suas colocações estão apoiadas na argumentação de que os programas de treinamento de professores que enfatizam somente o conhecimento técnico prestam um desserviço, tanto à natureza do ensino, quanto a seus estudantes. A sugestão de considerar professores como intelectuais transformadores significa encará-los como profissionais reflexivos e não simplesmente como operadores profissionalmente preparados para atingirem de fato quaisquer metas a eles apresentadas. Os intelectuais transformadores precisam desenvolver um discurso que una a linguagem da crítica à da possibilidade, de forma que os educadores sociais reconheçam que podem promover mudanças, devendo manifestar-se contra injustiças econômicas, políticas e sociais, dentro e fora dos ambientes educacionais. Antonio Nóvoa (NÓVOA apud SERBINO, 1998), frente ao crescente descrédito que atinge o professorado, coloca em nosso parecer a questão de modo definitivo, ao exigir uma crítica das teses que procuram erigir os professores em bodes expiatórios de todos os males sociais, devendo ser abandonada a visão extrema
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de um professor salvador da humanidade ou, no polo oposto, de um professor que se limita a reproduzir o que já existe, recomendando aos professores que não alimentem utopias excessivas nem criem situações que podem se virar contra eles próprios, obrigando-os a carregar nos ombros o peso de grande parte das injustiças sociais. Notamos outra crítica à rigidez que torna os professores indisponíveis para a mudança e, ainda, a alguns nichos em que os professores comportam-se como “modistas”, frente à invasão quase delirante das inovações tecnológicas. Considerando as limitações e contradições da prática pedagógica, como prática social, seja presencial ou a distância, é enfatizada a importância da reflexão crítica para mudar as práticas autoritárias e as relações de poder dominantes na relação professor-aluno, dentro da educação a distância, que tem desconsiderado o conhecimento e a experiência do aluno adulto que procura esse tipo de sistema. Silva (2000) aponta algumas características da formação do professor, frente ao surgimento do conceito de salas de aula interativas, como meio de substituição dos modelos tradicionais de salas de aula. Ao identificar a transição de uma lógica da distribuição para uma lógica da comunicação, devido à tendência geral da sociedade para a informação e a comunicação, os ambientes de sala de aula e, consequentemente, o comportamento dos professores, mudam. Dos professores será exigido o repensar das práticas comunicacionais em sala de aula, alterando o ditar/falar adotado atualmente, abrindo janelas à participação/ integração dos alunos nas questões que dizem respeito ao ensino e à aprendizagem e à participação bilateral entre aluno e professor, quebrando o processo autoritário e, finalmente, o tratamento dos conteúdos em uma rede de conexões. Assim, o professor constrói um conjunto de territórios a serem explorados pelos alunos e disponibiliza coautoria e múltiplas conexões, permitindo que o aluno também faça por si mesmo. O professor modifica sua ação pedagógica a partir do movimento contemporâneo que engendra a modalidade comunicacional interativa, preparando os alunos para uma participação cidadã, exercitada na sala de aula que não mais separa a emissão/recepção característica dos ambientes tradicionais. Assim, é possível identificar no panorama atual de nossas universidades o conhecimento tomado como acabado e sem raízes; a disciplina intelectual tomada como reprodução das palavras, textos e experiências do professor; a valorização da memória, sendo os processos de avaliação o pensamento e/ou a palavra do livro e do professor; o destaque dado ao pensamento convergente, em vez de se
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Nesta obra iremos conhecer os recursos tecnológicos na gestão da educação, quais são as habilidades e competências para o uso das tecnologias da informação e comunicação na educação. O texto traz ainda alternativas para a otimização dos processos de gestão com tecnologias, por meio do uso do computador na educação. Conheceremos ainda softwares educacionais: a utilização de programas para a gestão acadêmica de uma instituição de ensino.