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RI ARAGUARI INFORMATIVO QUINZENAL ONLINE PRIMEIRA QUINZENA DE OUTUBRO EDIÇÃO 18 - ANO 01

Outorga eletrônica é tema de evento Nos dias 12 e 13 de novembro, foi realizado o III Workshop de Águas Subterrânea, na Unesp, de Rio Claro, promovido pelo Comitê PCJ. Dentre os temas trabalhados, a outorga eletrônica desenvolvida pelo DAEE de São Paulo foi abordada. A Câmara Técnica de Outorga e Cobrança do CBH Araguari esteve presente por meio do coordenador e secretário da CT, Marcus Vinícios Andrade e Michel Sinclair respectivamente. Para o coordenador da câmara, "a apresentação do sistema de OUTORGA ELETRÔNICA foi muito interessante e demonstra a importância de se desenvolver e implantar um sistema automatizado de outorgas de uso das águas". "A partir deste contato, a CTOC passará a discutir a melhor forma de conduzir, juntamente aos órgãos ambientais, principalmente o IGAM, o desenvolvimento e a implantação de sistema semelhante ao do DAEE, de forma a otimizar os processos de protocolo, análise e emissão das outorgas e licenças de perfuração de poços. Dessa forma, tanto o órgão gestor quanto o comitê possuem acesso atualizado as captações de águas em nossa bacia, facilitando, assim, a gestão deste recurso tão importante e incentivando os usuários a se regularizarem por meio de um sistema eletrônico via web", enfatiza.

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Audiências públicas do PMSB são iniciadas O CBH Araguari, por meio da ABHA, está nanciando a elaboração de 14 Planos Municipais de Saneamento Básico, dos 20 municípios que compõem a bacia. As audiências públicas do PMSB serão iniciadas na próxima semana. Todos são convidados a participar e contribuir com o Plano: - 25/11/15 - 19h: Serra do Salitre no Anteatro da Escola Estadual; - 26/11/15 - 08h: Pratinha na Praça de Esporte Jesus Gonçalves; - 26/11/15 - 15h: Rio Paranaíba na Câmara Municipal; - 27/11/15 - 08h: Tapira na Câmara Municipal. Para mais informações, entre em contato pelo (34) 3246.4269.

Diretoria define pauta da Assembleia Na última semana, a diretoria se reuniu, na Fiemg, para denir os pontos de pauta que a última Assembleia Geral Ordinária de 2015 abordará. A convocação para a Plenária já foi enviada e terá, entre os assuntos abordados, a apresentação e aprovação dos relatórios de avaliação do Comitê; o processo eleitoral que denirá a diretoria gestão 2016/2017; e a aprovação do seminário associado à primeira Assembleia do próximo ano, que será em Ibiá, associada ao projeto do Rio Misericórdia, no qual será apresentado os resultados.

PRESIDENTE Antonio Giacomini Ribeiro Associação dos Usuários das Águas do Ribeirão Santa Juliana (34) 3217-4039 giacominiribeiro1@hotmail.com Rua Beija Flor, 497 - Cidade Jardim - Uberlândia - MG 38412-164 VICE-PRESIDENTE Joaquim Menezes Ribeiro da Silva CREA/MG - Conselho Regional de

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Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (34) 3242-6497 / 3242-1560 (escritório) joaquim.menezes@yahoo.com.br araguari@crea-mg.org.br Rua Vereador Nicomedes Nunes, 250 - Bosque - Araguari - MG 38446-000 SECRETÁRIO EXECUTIVO Bruno Gonçalves dos Santos Prefeitura Municipal de Araguari (34) 3690-3115 santosbg@ig.com.br

Rua da Esplanada, 395 - Goiás Araguari - MG - 38442-004 SECRETÁRIO EXECUTIVO ADJUNTO Thiago Alves do Nascimento FIEMG - Federação das Indústrias do Estados de Minas Gerais (34) 3230-5233 tanascimento@emg.com.br Av. Rondon Pacheco, 2100 Vigilato Pereira - Uberlândia - MG - 38408-343

Produzido pela Agência de Bacia do CBH Araguari Coordenação e Redação: Priscilla Rocha Projeto Gráfico: Franco Propaganda Diagramação: Franco Propaganda Revisão: Lyanna Peixoto


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GT Plano finalizará suas atividades em dezembro O Grupo de Trabalho para revisão do Plano Diretor está concluindo suas atividades. Na semana passada, o grupo discutiu a respeito das consultas públicas durante o desenrolar da Revisão do Plano. As divisões em micro e macrorregiões foram necessárias para que as peculiaridades das sub-bacias sejam percebidas e a população local possa participar de todo o processo. A última reunião do GT está prevista para 15 de dezembro.

CTPlan e CTOC participam de reunião conjunta O Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês

relator das demandas vindas do GT Plano.

de Bacias Hidrográcas (Fonasc) encaminhou um ofício ao

A CTPlan, ainda, abordou sobre o Grupo de

CBH Araguari, solicitando o enquadramento do Alto

Trabalho Tanque Rede, que teve suas atividades encerradas,

Araguari. A pedido da diretoria, a Câmara Técnica de

porém, o estudo precisa de algumas adequações. Para isso,

Outorga e Cobrança (CTOC) e de Planejamento e Controle

a câmara irá sugerir a formação de um novo grupo para

(CTPlan) se reuniram para avaliar o pedido. Representando o

estudar os reservatórios de UHE. Na ocasião, o Dmae de

Fonasc, Antonio Geraldo apresentou os motivos da

Uberlândia apresentou o projeto que será nanciado pelo

solicitação. Após debate, os membros da câmara lembra-

CBH Araguari, por meio da ABHA, já previsto no Plano

ram que dentro da revisão do Plano Diretor, cujo Termo de

Plurianual de Aplicação. Trata-se de revegetação de APP,

Referência está sendo trabalhado pelo GT Plano, já se

cercamento e construção de curva de nível. A ABHA também

contempla o enquadramento de toda a bacia, assim como a

explanou sobre os projetos enviados no Programa de

denição de áreas de restrição.

Demanda Espontânea. A Câmara volta a se reunir em 17 de dezembro para

CTPlan Finalizado o debate, as Câmaras Técnicas se

falar sobre a revisão do Plano Plurianual de Aplicação. Para

separaram para andamento nos pontos de pauta especí-

isso, o GTPPA, Igam e ABHA serão convidados. Na ocasião, o

cos de cada CT. A CTPlan, devido à grande demanda dos

grupo formatará o calendário de atividades e o Plano de

últimos meses, criou novos processos para agilizar o

Trabalho para 2016.

trabalho da câmara. Quando necessário profundidade no

CTOC

estudo do ponto de pauta, um relator será nomeado para

Os membros da CTOC que participaram do III

que que à frente da discussão e traga à CTPlan um relatório

Workshop de Águas Subterrânea explanaram sobre o

com as considerações necessárias. Dessa forma, cou

evento e apresentaram como a outorga eletrônica poderia

estabelecido o membro Gustavo Malacco como relator do

ajudar nos trabalhos da Câmara. A CT, ainda, elegeu seu

Manual para Concessão de Patrocínio a eventos; Marina

novo secretaria, Michel Sinclair, e estabeleceu um cronogra-

Ligia relatora das demandas do GTPPA e Sylvio Andreozzi

ma de reuniões para 2016.

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Perspectivas na Gestão Ambiental DA bacia hidrográfica do Rio Araguari

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH Araguari) promove gratuitamente o evento Perspectivas na Gestão Ambiental da Bacia do rio Araguari. Dividido em dois seminários, o objetivo é compartilhar informação para conhecermos e gerirmos melhor a nossa bacia!

PROGRAMAÇÃO 03 DEZEMBRO - Seminário Gestão Ambiental na Bacia Hidrográfica do rio Uberabinha

13h30

Palestrantes: Msc. Gustavo Bernardino Malacco da Silva (ONG Angá) - Diagnóstico ambiental da Bacia Hidrográfica do rio Uberabinha Msc. Diego Alves de Oliveira (IFMG) - Áreas de preservação em topo de Chapada e sua adequação à Legislação Federal Profa. Dra. Vânia Sílvia Rosolen (UNESP - Rio Claro) - Importância e avaliação dos impactos ambientais nas áreas úmidas de chapada Universidade Federal de Uberlândia - Campus Santa Mônica Auditório do Bloco 3C (Biblioteca)

04 DEZEMBRO - Seminário Biomonitoramento e Conservação de Ecossistemas Aquáticos

8h30

Mesa 1 - Conservação de Ecossistemas Aquáticos Palestrantes: Prof. Dr. Fábio Vieira (UFMG) - Desafios e possibilidades na proteção de ambientes aquáticos: uma abordagem sobre métodos e procedimentos Dra. Carla Polaz (Instituto Chico Mendes) - A experiência e os mecanismos disponíveis na legislação nacional para a proteção de ambientes aquáticos

13h30

Mesa 2 - Biomonitoramento em ecossistemas aquáticos Palestrantes: Prof. Dr. Giuliano Jacobucci (Instituto de Biologia - UFU) - Biomonitoramento na Bacia Hidrográfica do rio Uberabinha Msc. Juliana França (UFMG) - Biomonitoramento na Bacia Hidrográfica do rio das Velhas (UFMG) Prof. Dr. Juliano José Corbi (Escola de Engenharia de São Carlos - USP) - Metais pesados Universidade Federal de Uberlândia - Campus Santa Mônica Auditório do Bloco 5R

Inscrições gratuitas pelo site www.cbharaguari.com.br

Mais informações: cbh@cbharaguari.com.br comunicacao@cbharaguari.com.br (34) 3246-4269

REALIZAÇÃO

ORGANIZAÇÃO


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ÁRVORE DO MÊS

PINHA-DO-BREJO OU BAGUAÇU (Magnolia ovata, sinônimo: Talauma ovata; família Magnoliaceae)

brinquedos etc. As ores podem ser usadas para enfeitar e

Descrição Árvore monóica, helióla, perenifólia, com até 15 m de

perfumar ambientes e os frutos servem para confeccionar objetivos

altura. Tronco reto, longo, levemente cônico (Figura 1). Casca

decorativos. Estudos recentes revelaram que a casca do tronco e

externa cinzenta, íntegra ou ssurada, geralmente com colônias de

galhos dessa espécie possui substâncias com propriedades

líquens; casca interna vermelha, aromática. Madeira brancacenta a

antipiréticas, analgésicas e anti-inamatórias; que as folhas contêm

amarelada, moderadamente pesada. Copa ovalada, umbeliforme

compostos com propriedades antimicrobianas e antitumorais; e

ou arredondada. Ramos terminais roliços, esverdeados, com

que o fruto verde possui óleos essenciais e uma série de outros

cicatrizes aneliformes no ápice. Folhas simples, alternas, glabras,

compostos químicos, alguns com propriedades ainda não

ovadas ou elípticas, de margem lisa, com 20-30 x 10-15; estípulas

conhecidas. No entanto, o uso em estado bruto dessas partes da

verde-claras, com 10-15 cm de comprimento, envolvendo a gema

planta na medicinal popular não tem sido recomendado, devido à

terminal do ramo. Flores hermafroditas, perfumadas, grandes e

coocorrência de substâncias tóxicas. Por causa das suas utilidades

vistosas (Figura 2); cálice com 3 sépalas esverdeadas, medindo 7 x 5

atuais e potenciais para o homem e da sua importância para a

cm; corola com 6 pétalas brancas, carnosas, dispostas em duas

fauna, a pinha-do-brejo é uma espécie de utilização obrigatória em

séries, com 5-8 x 3-6 cm; androceu com numerosos estames

recuperação de matas ribeirinhas de solos encharcados.

grandes, laminares; gineceu constituído por um eixo cônico e largo. Fruto subgloboso, com tamanho e aparência similares aos de uma

Formação e plantio de mudas

ata ou pinha (fruta da família Annonaceae encontrada no comércio)

Retirar sementes de frutos no começo da deiscência;

(Figura 3), mas lenhoso, deiscente e com as sementes alojadas em

remover o arilo que as envolvem, colocando-as em um recipiente

alvéolos situados no eixo do antigo gineceu (Figura 4). Sementes 50

com água e detergente e, no dia seguinte, lavando-as em água

a140 por fruto, escuras, com 9-11 x 7-9 mm, ligadas aos alvéolos

corrente com auxílio de uma peneira. Secar as sementes à sombra e

por um funículo liforme, longo e envolvidas por arilo vermelho,

em seguida colocá-las para germinar em caixotes ou canteiros

oleoso.

contendo terra argilo-arenosa misturada com esterco curtido na proporção de 3:1 em volume. Fazer a repicagem quando as

Distribuição e habitat

plântulas estiverem com 3-5 cm de altura, transplantando-as para

Ocorre em todas as unidades federativas das regiões Sul,

sacos de polietileno ou tubetes com no mínimo 20 cm de altura,

Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e nos estados do Tocantins e da

contendo o mesmo substrato. Levar as mudas para o campo

Bahia. Nas regiões onde não há período seco, é encontrada tanto

quando estiverem com 20 cm de altura. Quando o plantio for feito

em planícies encharcadas quanto em encostas bem drenadas, mas

em áreas degradadas de matas ribeirinhas de solos encharcados, as

no Cerrado apresenta alta seletividade, ocorrendo somente em

mudas devem ser consorciadas com mudas de embaúba (Cecropia

matas ribeirinhas situadas em solos encharcados.

pachystachya), sangra-d'água (Croton urucuarna), tanheiro ou

Fenologia e biologia reprodutiva

sis) e landim, landi ou guanandi (Calophyllum brasiliense), dentre

tamanqueira (Alchornea glandulosa), pombeiro (Tapirira guianenA oração vai de outubro a dezembro, com pico em

outras espécies dos estágios iniciais de sucessão. Experiências

novembro, e a maturação dos frutos se estende de agosto a

pessoais indicam que a pinha-do-brejo desenvolve-se satisfatoria-

outubro.

As ores são polinizadas por besouros que nelas

penetram no início da noite, atraídos pelo perfume que elas exalam,

mente também em solos de cerrados, o que vai ao encontro da ideia de utilizá-la em arborização urbana.

e no começo da noite seguinte passam para outra or cobertos de grãos de pólen. As sementes são dispersas por aves que são atraídas pela cor e pelo conteúdo do arilo que as envolvem; os sanhaços são

Conservação Apesar de ser exclusiva de um tipo de vegetação

considerados os seus principais dispersores no Cerrado.

protegido por lei (mata ribeirinha ou mata-galeria), a pinha-do-

Utilidades

muitas regiões. Este fato, aliado à descoberta de que indivíduos de

brejo foi muito explorada no passado, o que a tornou escassa em A pinha-do-brejo, por ser perenifólia e produzir ores e

populações do Cerrado possuem substâncias químicas diferentes

frutos fora do comum, é indicada para arborização de áreas

das encontradas em indivíduos da Mata Atlântica, indica que é

espaçosas no meio urbano. A sua madeira serve para confeccionar

necessário dar atenção especial à conservação dessa importante e

forros, molduras, esculturas, caixotes, urnas funerárias, tamancos,

singular espécie arbórea brasileira.

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Magnolia ovata (Magnoliaceae) trunk bark and of N-acetylxylopine,

Literatura Barros, L.F. et al. Constituents of the leaves of Magnolia ovata. Journal of Natural Products, v. 72, n. 8, p. 1529-1532, 2009.

a semi-synthetic analogue of xylopine. Phytomedicine, v. 18, n. 2-3, p. 143-147, 2011.

Barros, L.F. et al. Essential oil and other constituents from Magnolia

Pereira. B.A.S. Árvores do Brasil Central: espécies da Região

ovata fruit. Natural Products Communications, v. 7, n. 10, p. 1365-

Geoeconômica de Brasília. Rio de Janeiro, IBGE, 2002. V. 1.

1367.

Stefanello, M.E.A. et al. Ocorrência de quimiotipos em Talauma

Carvalho, P.E.R. Baguaçu. Colombo (PR), Embrapa Florestas, 2003.

ovata, uma planta medicinal brasileira. Revista Brasileira de Plantas

(Circular Técnica 72).

Medicinais, v. 8, n. 1, p. 1-3, 2005.

Mori, L.S. et al. Analgesic effects of the ethanolic extract from

Figura 1. Pinha-do-brejo em área desmatada. Foto B. A. S.

Figura 2. Flor de pinha-do-brejo. Foto: B. A. S. Pereira,

Pereira, 12.05.2013.

13.11.2014.

Figura 3. Fruto quase maduro de pinha-do-

Figura 4. Frutos abertos e maduros de pinha-

brejo. Foto: B. A. S. Pereira, 30.07.2014.

do-brejo. Foto B. A. S. Pereira, 18.08.2004.

ÁRVORE DO MÊS 06


Rua Jaime Gomes, 741, Centro Araguari, MG - CEP: 38440-244 - FoneFax: (34) 3246-4269 cbh@cbharaguari.com.br - www.cbharaguari.org.br

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Rio Araguari Notícias - Online  

20ª Edição

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