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Areias

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Aceite para publicação em 4 de Outubro de 2011


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Índice Apresentação ----------------------------------------------------------------- 4 Componentes do projecto --------------------------------------------------------- 5 O tema: Areias – Geologia em peças separadas ------------------------------------ 5 Objectivos ------------------------------------------------------------------------- 6

Conteúdos programáticos ------------------------------------------------ 7 Aplicação Areias: Geologia em peças separadas ------------------- 9 Conteúdos ------------------------------------------------------------------------- 9 Instruções de funcionamento ----------------------------------------------------- 11 Sugestões de exploração --------------------------------------------------------- 12

- Menu Areias ------------------------------------------------------------- 12 - Desafio Forense ---------------------------------------------------------- 13

Apresentação Grão a Grão ---------------------------------------------- 16 Guião do aluno ------------------------------------------------------------- 18 Bibliografia recomendada ----------------------------------------------- 20 Anexos ------------------------------------------------------------------------ 21 Apoio em Saídas de Campo ------------------------------------------------------- 21 Procedimento laboratorial ------------------------------------------------------- 22

Ficha Técnica ---------------------------------------------------------------- 24

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Apresentação Nos últimos anos, as aplicações informáticas disponíveis online, ao serviço do Ensino das Ciências, têm vindo a aumentar, constituindo importantes ferramentas pedagógicas. Estes materiais desempenham um papel fulcral nos novos paradigmas da Educação em Ciência na medida em que permitem a integração dos contextos reais do nosso planeta (objecto de estudo da Geologia) com modelos interpretativos e informação interactiva que promove uma melhor compreensão dos processos geológicos demasiado abstractos, como por exemplo, o tempo geológico, a sedimentogénese, a formação de cadeias de montanha, abertura e fecho de oceanos, a formação de paisagens, etc. Neste sentido, este projecto pretende contribuir com ferramentas para docentes de Biologia e Geologia que promovam o processo de Ensino/Aprendizagem em contexto de sala de aula, na área da Geologia, nos anos 1 e 2.

O tipo de abordagem proposto tem por base uma forte componente de trabalho de campo e de laboratório que não deve ser, de forma alguma, removido do processo de Ensino/Aprendizagem. Assim, propõe-se uma ferramenta multimédia cuja implementação em contexto de sala de aula pode, promover a orientação da recolha e observação de areias da região a que pertence a Escola e, por outro lado, permitir a análise comparada com casos-padrão e, assim, enriquecer as experiências pedagógicas dentro da sala de aula. As aplicações informáticas, às quais os alunos são bastante receptivos, permitem compensar as reduzidas actividades de campo e de laboratório, com rigor científico, linguagem adequada e com todas as potencialidades de ordem prática e metodológica que as Tecnologias de Informação e Comunicação têm vindo a demonstrar. Estes recursos interactivos, mais atractivos e estimulantes para os alunos, pela inovação e modo de apresentação, podendo ser utilizados como meio de reforço e consolidação de actividades de campo. As ferramentas multimédia, especialmente em temáticas da Geologia, são de extrema importância pela integração de esquemas interpretativos relativos a processos abstractos e de difícil visualização, enriquecidos com animações, 4


que aliados a uma informação gráfica apelativa, podem ser estimuladores para uma participação activa e potenciadores de aprendizagens significativas.

Componentes do projecto O projecto é composto pela aplicação Areias: Geologia em peças separadas, pela apresentação Grão a Grão, pelo presente Guião do Professor e pelo Guião do Aluno, apresentados detalhadamente adiante.

O Guião do Professor tem como função auxiliar o professor na utilização das ferramentas, não só ao nível básico de funcionamento da aplicação, mas também promovendo a sua utilização mais eficaz, com sugestões de exploração dos materiais. Apresenta informação relativa ao estudo da Sedimentologia, assim como um conjunto de referências bibliográficas de apoio.

O tema: Areias – Geologia em peças separadas As areias são poderosas ferramentas pedagógicas, habitualmente subaproveitadas que permitem a abordagem de variadas temáticas, nomeadamente os processos de formação das rochas sedimentares (erosão + transporte + sedimentação), mas que possuem um enorme potencial no âmbito de temas como geodinâmica externa (morfogénese de litorais arenosos) e interna (mineralogénese magmática e metamórfica), história geológica de Portugal ou ordenamento do território. Acresce que as areias marinhas comportam igualmente componentes de processos biológicos de ambientes costeiros neríticos, nomeadamente elementos biogénicos de organismos produtores de elementos esqueléticos minerais, maioritariamente carbonatados, tais como conchas de moluscos ou esqueletos de algas calcárias. Todos estes elementos (minerais, líticos, biogénicos) constituem a assinatura digital duma areia e a sua natureza e proporção permitem caracterizar a Geologia enquadrante (a(s) rocha(s)mãe dos elementos minerais e líticos) e, no caso das areias marinhas, as províncias biogeográficas (e.g. águas quentes, temperadas ou frias) e respectiva produtividade biológica (e.g. quantidade de conchas).

Vulgarmente, designam-se de areias os materiais sedimentares não coerentes, resultantes da fragmentação de materiais geológicos pré-existentes. Porém, em rigor, areias são sedimentos com dimensões entre 1/16 mm e 2 mm, e este é um dos temas que se poderá também explorar, com o estudo das características das areias.

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Objectivos Quanto aos objectivos pedagógicos, enquadrados nos objectivos do Programa de Biologia e Geologia do Ensino Secundário, do Ministério da Educação, pretende-se: - estimular a curiosidade, capacidade de observação e análise dos alunos; - desenvolver a capacidade de raciocínio e reflexão crítica; - consciencializar para a dinâmica do planeta Terra e para as ameaças antrópicas; - promover uma visão integradora entre Ciência, Tecnológica, Sociedade e Ambiente.

Pensa-se que estes objectivos promovem o desenvolvimento das competências fundamentais para um exercício consciente da cidadania, numa sociedade global de informação em constante renovação e que estas ferramentas, no âmbito das actuais perspectivas da Didáctica das Ciência, podem ser um importante contributo para uma formação científica sólida.

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Conteúdos programáticos Os materiais desenvolvidos enquadram-se na disciplina de Biologia e com diferentes abordagens, consoante o ano e a temática específica a que se destinam.

Conteúdos programático a abordar

Biologia e Geologia – anos 1 e 2 A GEOLOGIA, OS GEOLÓGOS E OS SEUS MÉTODOS As rochas, arquivos que relatam a História da Terra

As rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas podem ser estudadas através dos seus constituintes, os minerais que estão presentes nas areias das praias e dos rios. Estes elementos são a chave para a reconstituição dos processos geradores das rochas que através do ciclo das rochas vão construindo a História da Terra. A TERRA, UM PLANETA MUITO ESPECIAL

A Terra, um planeta único a proteger

O estudo de ambientes costeiros e de linhas de água permite analisar as intervenções do Homem nos subsistemas terrestres, designadamente, as extracções ilegais de areias, a artificialização das linhas de água, a ocupação costeira, a falta de gestão de bacias hidrográficas, no sentido de consciencializar para este problema e propor soluções. Por outro lado, alguns destes locais apresentam uma elevada importância patrimonial devendo o seu valor ser reconhecido e devendo ser preservados e valorizados.

GEOLOGIA, PROBLEMAS E MATERIAIS DO QUOTIDIANO

Ocupação antrópica e problemas de ordenamento Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres

A ocupação desordenada de bacias hidrográficas e zonas costeiras tem vindo a aumentar o risco geológico nestas zonas. As areias dos rios são também prejudicadas pelas barragens que armazenam sedimentos, reduzindo a quantidade de detritos que chega ao mar e pela exploração de granulados do leito dos rios pode provocar grandes catástrofes. O dinamismo interno e externo do planeta Terra está registado nas rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas, fonte das areias que temos nos ambientes fluviais e marinhos. A análise laboratorial destes materiais constitui uma ferramenta no estudo

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das rochas e dos seus processos genéticos.

No caso de a exploração ser usada no ano 1 da disciplina, os conteúdos referentes ao ano 2 podem ser abordados como complementos, curiosidades e até exercícios que promovam a reflexão sobre novos problemas. No caso de a exploração ser usada no ano 2, os conteúdos do ano 1 podem ser abordados como revisão.

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Aplicação Areias: Geologia em peças separadas Esta aplicação é o principal componente deste projecto, constituindo uma ferramenta interactiva que poderá ser explorada apenas pelo professor, apenas pelos alunos ou por professores e alunos simultaneamente, estimulando a discussão, o raciocínio e a resolução de problemas.

Conteúdos Para este projecto foram escolhidos 7 contextos geológicos para a recolha das amostras, de modo a permitir a exploração de temáticas diferentes e de materiais geológicos variados. Dentro de cada contexto foram seleccionados os locais exactos da recolha, tendo em consideração as características específicas representativas de cada uma.

Rio Ocreza, Sobral Fernando e Foz do Cobrão As areias do rio Ocreza, imediatamente e jusante das Portas de Almourão, na fronteira dos concelhos de Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, destacam-se por possuir ouro proveniente da erosão de filões de quartzo associados a intrusões em granitos, cuja exploração à bateia remonta ao período romano. Praia da Apúlia, Esposende O estudo de areias do litoral ocidental norte na praia da Apúlia, complementado com questões relativas à ocupação antrópica da faixa litoral, com os riscos geológicos e medidas de precaução, permitem a abordagem de processos erosivos em contexto de rochas plutónicas e metamórficas da região norte de Portugal continental. Além disso, esta praia permite ainda a exploração da História da Terra, nomeadamente da Era Paleozóico.

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Praia de Porto Santo A análise de areias provenientes da ilha de Porto Santo, de origem biogénica, permite explorar outra tipologia de fonte, o arenito bioclástico fossilífero, associado a condições de produção de carbonatos frios, durante a Última Glaciação (Wurm). Baía da Ribeira das Cabras, Faial A análise de areias provenientes de praias de ilhas vulcânicas, como a ilha do Faial, constituída a partir de rochas ricas em olivina, permite explorar não só conteúdos relativos à formação das areias, mas também de toda a história geológica da ilha, processos magmáticos e vulcânicos, diversidade de magmas, condições de consolidação e diferenciação magmática. Praia Grande do Rodízio, Sintra As areias da Praia Grande do Rodízio, têm uma composição variada que inclui quartzo e outros silicatos, fragmentos de conchas carbonatadas e ainda uma grande quantidade de minerais opacos, grande parte magnéticos (magnetite e ilmenite) provenientes da erosão do Maciço Anelar de Sintra. Nesta praia é também possível explorar a temática da tectónica. Arco da Península de Setúbal Este contexto permitirá analisar a variação das características das areias condicionada pela sua localização no arco e compreender a variação da dinâmica costeira. Escolheuse a Praia da Costa da Caparica, Praia da Lagoa de Albufeira e Praia da Foz da Fonte. Rio Mondego A sedimentogénese associada ao rio Mondego permite observar a evolução de aspectos como a maturidade e o rolamento ao longo do trajecto fluvial, estabelecendo um contraste e complemento relativamente a areias de contexto marinho.

Devemos ressalvar que o estudo laboratorial das amostras recolhidas consistiu na análise dimensional e morfoscopia (cujos resultados são apresentados), porém foi recolhida apenas uma amostra de cada local. Este trabalho não tem como objectivo o estudo sistemático destas amostras pelo que as conclusões retiradas são genéricas e limitadas.

Foram escolhidos os exemplos mais representativos, as imagens e fotos com aspectos mais relevantes e legíveis, informação essencial e atractiva, sempre que possível relacionando textos e imagens.

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Instruções de funcionamento Tentou-se que a aplicação tenha uma organização lógica, previsível e o mais intuitiva possível, para uma utilização mais fácil e eficaz. Após a entrada na aplicação, clicando no Cientista é possível obter Ajuda, com as normas essenciais de utilização, sendo de seguida descrita a aplicação e apresentadas as funcionalidades.

Esta ferramenta é constituída por dois elementos principais: as amostras estudadas e o seu contexto (Menu Areia) e o Desafio Forense, aos quais se pode aceder após a entrada na aplicação e no Laboratório.

É possível aceder ao Menu Areia de duas formas distintas, consoante a estratégia que o professor pretender seguir, pela sua distribuição geográfica, através do Mapa, ou directamente num determinado contexto geológico, através dos gobelés existentes na bancada do Laboratório, passando o cursor em cada um, sendo mostrada a sua proveniência. Para cada amostra estudada existe uma fotografia do local da recolha, da amostra de mão e da amostra à lupa binocular. É apresentada a história geológica do local da recolha, um tema principal, seleccionado para cada contexto, uma ou duas curiosidades e os resultados do procedimento laboratorial de estudo de cada amostra e respectivas conclusões.

No Laboratório existe um microscópio onde é apresentado o vídeo “Procedimento Laboratorial” e um conjunto de barras de ouro com o vídeo “À Ouro da Foz” (com imagens gentilmente cedidas pelo Geopark Naturtejo da Meseta Meridional), onde é apresenta a actividade de exploração de ouro no rio Ocreza, demonstrada por antigos mineiros garimpeiros da região.

O Desafio Forense corresponde a uma aplicação prática dos conteúdos explorados no Menu Areias. A entrada é feita através do monitor na bancada do Laboratório, é apresentado um crime e seguindo as instruções, vão sendo apresentadas evidências até que é necessário aplicar os conhecimentos na resolução do caso, de forma interactiva.

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Sugestões de exploração Sendo o objectivo do Desafio Forense a aplicação de conhecimentos, a capacidade de correlacionar informação, o desenvolvimento do raciocínio e a promoção da capacidade de reflexão crítica, sugere-se que seja aplicado após a exploração do Menu Areias.

Menu Areias A aplicação permite que cada professor possa delinear a sua estratégia consoante o tema que está a abordar, o momento da aprendizagem (como primeiro contacto ao tema, como consolidação, etc.). Apresentam-se duas sugestões de exploração, das várias possíveis, com objectivos distintos, considerando que a interacção dirigida pode despertar a curiosidade, promovendo uma aprendizagem mais eficaz.

1. Determinação da fonte Sugere-se a análise das informações disponíveis no Menu Areias, com o auxílio de cartas geológicas com o objectivo de determinar qual terá sido a possível fonte dos sedimentos.

2. Análise das características de sedimentos As características texturais reflectem as condições de transporte de deposição dos sedimentos. Assim sugere-se a análise destas condições para cada um dos contextos.

Desafio ao aluno Na Praia Grande do Rodízio a aplicação ajudará aluno a tentar identificar, na amostra à lupa, com o cursor: - minerais magnéticos, - quartzo, - fragmentos de concha. E ainda, nas curiosidade, passando o cursor por cima do afloramento com a pegada de dinossauro, é possível observar um desenho da pegada.

No Rio Ocreza a aplicação ajudará aluno a tentar identificar, com o cursor:

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- quartzo, - estaurolite.

No Arco da Caparica, nas Curiosidade 1, o aluno deve clicar na arriba para ver o seu comportamento

Desafio Forense É encontrada uma bota com ossos de um pé, na praia de Porto Santo. As análises de DNA permitiram identificar a vítima, que tinha sido dada como desaparecida pelo marido 20 dias antes.

Sugere-se que o professor, à medida que vai colocando hipóteses, motive os alunos a irem consultando as fichas do Menu Areias para observarem fotografias em amostra de mão e à lupa binocular, permitindo a comparação e chegada a conclusões.

1. Onde estaria o corpo? Por fora da bota encontrou-se areia da praia de Porto Santo. Nas costuras internas e no fundo da bota foi encontrada uma areia. Análise da areia em amostra de mão observa-se que é uma areia sem fragmentos carbonatados, rica em quartzo, micas e turmalinas.

• Pode ser do rio Ocreza?

Não, porque é uma areia pouco rolada.

• Pode ser do rio Mondego?

Não, porque é uma areia pouco rolada.

Com recurso à análise por lupa de bolso conclui-se pelo rolamento e pelo brilho que se tratava de uma areia de ambiente de praia.

• Pode ser de Porto Santo? • Pode ser da ilha do Faial? • Pode ser do Arco da Caparica? • Pode ser da Praia Grande de Sintra?

Não, porque não apresenta fragmentos carbonatados. Não, porque não apresenta grãos verdes olivínicos. Sim, pode. Não, porque não possui metais na fracção dos elementos pesados. 13


• Pode ser da Praia da Apúlia?

Sim, pode.

Após a análise composicional detalhada à lupa:

• Pode ser da Praia da Apúlia? • Pode ser do Arco da Caparica?

Sim, pode. Possui uma grande quantidade de micas e turmalina. Sim, pode. Possui elementos rolados e é rica em quartzo.

Do Arco da Caparica as areias podem ser:

• da Praia da Costa da Caparica? • da Praia da Lagoa de Albufeira? • da Praia da Foz da Fonte?

Não, porque apresentam uma granulometria mais grosseira. Pouco provável pela granulometria mais grosseira. Sim, pode.

Numa segunda análise à lupa das areias do interior da bota encontrou-se um dente fóssil de tubarão rolado, apontando para a Praia da Foz da Fonte. Os investigadores encontraram o corpo na Praia da Foz da Fonte.

2. Crime ou acidente? O marido foi considerado o principal suspeito e os investigadores encontraram areia nos pedais do seu carro e na sua cana de pesca. Estas areias continham micas, turmalinas e ouro e apresentavam características fluviais e marinhas.

• Pode ser do rio Ocreza? • Pode ser da Foz do rio Mondego? • Pode ser de Porto Santo? • Pode ser da ilha do Faial?

Sim, pode. O casal vivia próximo das Portas de Almourão, no rio Ocreza e o marido costuma pescar neste rio. Não, porque a areia tem maior maturidade. Não, porque não apresenta fragmentos carbonatados. Não, porque não apresenta grãos verdes olivínicos.

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• Pode ser do Arco da Caparica?

• Pode ser da Praia Grande de Sintra? • Pode ser da Praia da Apúlia?

Não, porque não apresenta fragmentos calcários. O marido foi ilibado por não haver vestígios de ter estado próximo da arriba da Costa da Caparica. Não, porque não possui metais como elementos pesados. Sim, pode. A presença de turmalinas, mineral muito resistente era justificada pela recente ida a Esposende, à Praia da Apúlia.

A vítima teria sido apanhada num desmoronamento da arriba da Praia da Foz da Fonte, em permanente erosão, devido ao recuo avançado da linha de costa.

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Apresentação Grão a Grão A Apresentação PowerPoint “Grão a Grão…” deverá ser usada como reforço, mas poderá ser usada como alternativa, constituindo essencialmente para consolidação de conhecimentos. Deste modo, são igualmente apresentados os sete contextos geológicos, porém não se pretende que esta seja uma ferramenta expositiva, tendo sido evitada a apresentação exaustiva de informação, que pode ser complementada pelo professor.

Em termos gerais a presentação desenvolve-se em forma de questão, dando espaço a que o professor explore todos os conteúdos de forma interactiva, quer como levantamento de conhecimento prévios, quer como avaliação formativa dos novos conteúdos explorados.

Sugestão de exploração das amostras para cada contexto, analisando o local, a amostra de mão e a vista à lupa: Para todos os contextos - Reconhecimento de domínio costeiro ou fluvial através de fotografia do local. - Identificação de principais minerais. - Sugestão de rocha fonte desses minerais. - Análise das características dos sedimentos: grau de arredondamento, granosslecção e brilho. - Reconhecimento de domínio costeiro ou fluvial, através dessas características. Para contextos específicos - Identificação do estádio evolutivo do rio, nas amostras do rio Ocreza e do rio Mondego. - Nas amostras do rio Mondego e do Arco da Caparica, comparar a maturidade dos sedimentos, pela granulometria, granosselecção, composição, etc.

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Proposta de solução Diapositivo 7 Diapositivo 18 Diapositivo 29 Diapositivo 30

Diapositivo 31

Diapositivo 32 Diapositivo 33 Diapositivo 34

Diapositivo 35

Diapositivo 36

Diapositivo 43

• Todas menos a amostra 2 Ø. A amostra 1 Ø é um areão. • Amostra A. Praia da Foz da Fonte; Amostra B. Praia da Lagoa de Albufeira; Amostra C. Praia da Caparica Amostra A. Próximo da Nascente; Amostra B. Próximo da Foz. • Sugere-se uma pequena pesquisa sobre as variadíssimas aplicações das areias • Se a Escola fica próximo de um rio podem verificar-se cheias, se ficar junto ao litoral, pode verificar-se a subida do nível do mar e/ou a destruição de arribas. • Alteram o equilíbrio do rio, diminuindo o material que chega ao mar e podendo causar danos em obras de engenharia assentes nessas areias. • Fragilização das arribas naturalmente desgastadas pela acção do mar, colocando em risco as vidas humanas e os bens materiais • Alteram o equilíbrio do rio, aprisionando os sedimentos que se vão acumulando a montante, diminuindo o material que chega ao mar • Torna as populações e os seus bens mais vulneráveis aos efeitos catastróficos das cheias. • Estas areias possuem uma componente carbonatada que reage com o ácido • Apesar da quantidade de areia ser a mesma os componentes ferromagnesianos (ilmenite e magnetite) são mais pesados • As areias desta praia possuem elementos magnéticos (a ilmenite e a magnetite) • Comparando com as amostras observadas atrás, observase que composição, colocação e granulometria bastante diferente, indicando que esta areia foi trazida, supostamente para reforçar a areia da zona balnear do rio. • Estas rochas quartzíticas compactas correspondem ao que resta de um antigo oceano, da era paleozóica, comprovado pelos vestígios destes organismos que nele habitaram. • As rochas sedimentares transformam-se em rochas metamórficas por aumento de pressão e temperatura, em profundidade.

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Guião do aluno O Guião do Aluno é uma ferramenta da qual o professor poderá tirar o máximo partido, permitindo que o aluno explore a aplicação Areias: Geologia em pelas separadas autonomamente, ou faça uma primeira abordagem ao tema ou uma revisão, com orientações mais gerais e mais concretas.

Proposta de solução Menu Areias 1 2 3

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• O Norte de Portugal é constituído dominantemente por rochas graníticas que são meteorizadas e cujos fragmentos são erodidos, transportados e depositados nas praias. • O tipo de rocha, quartzitos, os icnofósseis Cruziana e Skolithos, marcas do comportamento de organismos que viveram na era Paleozóico • Os minerais magnéticos ricos em ferro e magnésio cristalizaram no contexto do maciço subvulcânico de Sintra. A erosão deste maciço foi responsável pela presença de grãos de areia magnéticos na praia. • Com a subida de material magmático, as camadas calcárias inicialmente horizontais, onde os dinossauros terão passado e deixado as suas pegadas, foram deformadas e verticalizadas. • Estas ilhas resultam da edificação de aparelhos vulcânicos resultantes da expansão do fundo oceânico. • As areias da ilha do Faial resultam do desmantelamento de materiais vulcânicos, com arrefecimento rápido, à superfície, cujas condições apenas permitem a formação dos primeiros minerais da Série de Bowen, como as olivinas (piroxenas e anfibolas). O quartzo é o último mineral desta série. • As areias de Porto Santo não resultam do desmantelamento de rochas vulcânicas mas sim do desmantelamento de dunas fósseis constituídas por bioclastos. • Os sedimentos fluviais são mais imaturos, ou seja, mais angulosos, menos seleccionados e mais baços do que os marinhos. • As Portas de Almourão são um importante obstáculo litológico (garganta epigénica) onde a água perde energia e capacidade de carga, dando-se deposição de sedimentos

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• A granulometria vai aumentando de Norte para Sul e a granosselecção vai diminuindo. • É natural o avanço do mar sobre a costa, fragilizando as arribas. A construção não só aumenta a sua vulnerabilidade, como coloca em risco vidas humanas e bens materiais. • As águas do rio e o seu leito são fundamentais para as características do sedimento. O atrito entre detritos e entre detritos e o leito vão polindo e arredondando os sedimentos. Os minerais menos estáveis, como por exemplo o feldspato têm tendência em alterar-se e os mais resistentes como o quartzo vãose manter, transformando as suas características. Com o transporte os sedimentos vão-se tornando mais calibrados e mais arredondados. • Um geoparque é um território com um elevado número de locais de destacado valor natural (geológico), onde o Homem coexiste em harmonia com a biodiversidade e o património histórico-cultural, promovendo-se a geoconservação, reaproveitando-se os valores patrimoniais e o desenvolvimento local sustendo. • Em Portugal existem dois geoparques pertencentes às Redes Europeia e Global de Geoparques, sob os auspícios da UNESCO: o Geopark Naturtejo (desde 2006) e o Geopark Arouca (desde 2009). Há geoparques em fases de candidatura como o Geoparque Açores e de projecto como o Geoparque de Porto Santo. Na Europa existem actualmente (Setembro de 2011) 43 geoparques, num total de 77 geoparques, espelhados por 25 países do mundo. • Vidro, cimento, argamassas, cosméticos, tijolos, etc.

Proposta de solução Vídeo “Há Ouro na Foz” 1 2 3

• O ouro é um metal denso que dada a perda de capacidade de transporte das águas do rio tem tendência a depositar. • O ouro formou-se em filões hidrotermais (jazigos primários) que foram desmantelados, transportados pelos agentes erosivos e depositados nos terraços fluviais. • O mercúrio tem a capacidade de aglutinar todas as pequenas pepitas de ouro, e após a sua evaporação fica uma pepita de maior dimensão Vídeo “Procedimento Laboratorial”

• F, C, B, D, E, A

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Bibliografia recomendada Cachão, M. & Dias, V. 2009. As Idades da Ilha de Porto Santo. Uma História para Crianças e Adultos. Câmara Municipal do Porto Santo, 35 p. Cruces, A., Lopes, I., Freitas, M., Andrade, C. 2006. Geologia no Verão 2006 - A Geologia no Litoral Parte I: Do Tejo à Lagoa de Albufeira - Guia de Excursão. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 30 p. Cruces, A., Lopes, I., Freitas, M., Andrade, C. 2006. Geologia no Verão 2006 - A Geologia no Litoral Parte II: Da Praia das Bicas a Setúbal - Guia de Excursão. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 26 p. França, Z., Cruz, J. V. , Nunes, J. C. & Forjaz, V. H. 2005. Geologia dos Açores: uma perspectiva actual. Açoreana 10(1); 11-140. Galopim de Carvalho, A. M. 1996. Geologia - Morfogénese e Sedimentogénese. Universidade Aberta, 189 p. Galopim de Carvalho, A. M. 2003. Geologia Sedimentar, Volume I, Sedimentogénese. Lisboa: Âncora Editora, 444 p. Galopim de Carvalho, A. M. 205. Geologia Sedimentar, Volume II, Sedimentologia. Lisboa: Âncora Editora, 475 p. Neto de Carvalho, C. 2009. Ródão: A mais fantástica viagem de um grão de areia. Associação de Estudos do Alto Tejo, 21p. (com versão em Braille). Rodrigues, J. P. 2004. A Geologia no Litoral Ocidental da Praia de Setúbal – Contributo para o ensino das Ciências da Terra. Tese de Mestrado. Universidade de Lisboa, 207 p. Santos, V.F. & Cascalho, J.P. 2008. Geologia da Praia Grande. Roteiro de Descoberta. Museu Nacional de História Natural. Museus da Politécnica. Universidade de Lisboa, 23 p. Silva, J. B. 2003. Areia de Praia da Ilha do Porto Santo: Geologia, Génese, Dinâmica e Propriedades Justificativas do seu Interesse Medicinal. Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos, 344 p. Teixeira, S. 1990. Dinâmica das praias da península de Setúbal (Portugal). Tese de Mestrado Universidade de Lisboa, 189 p.

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Anexos Apoio em Saídas de Campo Como já foi referido, não é objectivo deste trabalho substituir as Saídas de Campo com os alunos e assim apresentamos contactos de instituições que poderão promover e/ou apoiar excursões ao campo.

Rio Ocreza, Portas de Almourão (Sobral Fernando e Foz do Cobrão) Geopark Naturtejo da Meseta Meridional www.naturtejo.com | geral@naturtejo.com Praia da Apúlia, Esposende Departamento de Ciências da Terra da Universidade do Minho www.dct.uminho.pt |sec@dct.uminho.pt Praia de Porto Santo Geoparque Porto Santo www.geoparkportosanto.com |geral@geoparkportosanto.com Baía da Ribeira das Cabras, Faial Geoparque Açores www.azoresgeopark.com | info@azoresgeopark.com Praia Grande do Rodízio, Sintra Museu Nacional de História Natural www.mnhn.ul.pt | geral@museus.ul.pt Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa geologia.fc.ul.pt | geofcul@fc.ul.pt

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Arco da Península de Setúbal Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa geologia.fc.ul.pt | geofcul@fc.ul.pt Rio Mondego Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra www.dct.uc.pt | dct@dct.uc.pt

Procedimento laboratorial

Granulometria de areias - Quarteamento manual da amostra, até obter cerca de 100 g para amostras marinhas e 300 g para amostras fluviais: colocar um montículo de amostra em cima de um tabuleiro ou papel branco, separar em quatro porções de iguais dimensões, com uma espátula, rejeitar dois dianteralmente opostos, juntar os restantes e repetir o processo até se obter a amostra pretendida. - Lavagem da amostra num gobelé, com água da torneira, mexendo com uma vareta de vidro. Ir decantando com um crivo de 63 µm para retirar materiais em suspensão. Repetir o procedimento até a água sair limpa. É conveniente evitar a perda de materiais mais leves, como por exemplo, as micas, tendo o cuidado de as deixar assentar antes de trocar a água. Em amostras marinhas este procedimento permite remover os sais contidos nos sedimentos e em amostras fluviais permite retirar restos vegetais e desfazer grânulos de argilas e siltes. - Levar à estufa 100-105ºC durante 24 h. - Pesagem a amostra inicial - Preparar os crivos (peneiros), ordenando-os por ordem decrescente da dimensão da malha, segundo a escala de Wentworth, numa coluna de 7 crivos de -2 Φ a 4 Φ, com um intervalo de 1 Φ. Cada Φ corresponde a uma determinada dimensão milimétrica da malha de cada crivo - Despejar a amostra na coluna de crivos, tapar e colocar no agitador mecânico durante 15 minutos para amostras marinhas e 20 minutos para amostras fluviais, à frequência adequada. Este método permite obter a distribuição dos sedimentos pelas respectivas classes.

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- Retirar o material seleccionado/retido em cada crivo para uma folha de papel branco, retirando todos os grãos retidos na malha com uma escova ou uma ponta fina. - Pesar cada fracção granulométrica obtida e anotar os resultados em grelha própria. - Colocar cada fracção num saco de plástico, etiquetá-lo (local da recolha, data, referência da amostra e classe granulométrica) e fechá-lo.

Morfoscopia Descrição detalhada dos grãos de cada fracção granulométrica seleccionada, para estudar os agentes de transporte de sedimentos e ambientes sedimentares. Para dimensões -1Φ e -2Φ identifica-se: - do tipo de clastos, - da percentagem relativa de cada tipo, - grau de rolamento dos grãos de quartzo. Para dimensões 0Φ, 1Φ e 2Φ: - observação da superfície dos grãos de quartzo (brilhante ou baça) - identificação de litologias, - identificação de percentagens relativas de litologias, - grão de rolamento dos grãos de quartzo.

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Ficha Técnica Projecto Areias – Geologia em peças separadas Autoria: Joana Rodrigues Orientação: Professor Doutor Mário Cachão Promotor: Casa das Ciências, portal Gulbenkian para professores

Aplicação Flash Areias: Geologia em peças separadas Conteúdos: Joana Rodrigues Multimédia: Joana Paulo e Mónica Mateus, com supervisão do Professor Pedro Silva (EST, Instituto Politécnico de Castelo Branco) Apresentação Grão a Grão… Conteúdos: Joana Rodrigues Grafismo: Joana Rodrigues, Joana Paulo e Mónica Mateus Apoio: Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco Agradecimentos: Carlos Neto de Carvalho (Geopark Naturtejo), Professora Conceição Freitas, Vera Lopes, Anabela Cruces, Inês Pereira (Universidade de Lisboa) e Paulino Costa (Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, dos Açores)

Aceite para publicação em 4 de Outubro de 2011 Material sob uma Licença Creative Commons

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