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CreativeLab_Sci&Math | O sismo em Arraiolos

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Ficha de trabalho “O sismo de Arraiolos” Turma: 7.º____ Nomes

Números

Introdução Os sismos são processos de libertação súbita de energia que ocorrem na litosfera terrestre. No dia 15 de janeiro de 2018 ocorreu um sismo na vila de Arraiolos, no distrito de Évora (Alentejo). Esse sismo foi sentido em várias regiões de Portugal continental. Nesta atividade irás explorar as causas, as características e as consequências do sismo que ocorreu em Arraiolos, através da realização das tarefas seguintes.

1. Lê, atentamente, a seguinte notícia e observa as figuras.

SISMO EM ARRAIOLOS SENTIDO DE NORTE A SUL DO PAÍS Sismo provocou fissuras na escola de Cunha Rivara, em Arraiolos. Proteção Civil diz que não há ameaça à segurança. Um sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter foi sentido em diversas zonas do país, na segunda-feira, pelas 11 h 51 min, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O epicentro foi registado a cerca de 6 quilómetros de Arraiolos, no distrito de Évora (figura 1). 2018-01-15 11:51:40 (UTC) Latitude: 38.785 Longitude: -7.937 Profundidade: 11 km Magnitude: 4,9 Região: NE Arraiolos Intensidade máxima: V 1 – Características gerais do sismo que ocorreu em Arraiolos a 15 de janeiro de 2018 (Fonte: IPMA).

Manuel Cordeiro, adjunto de operações da Proteção Civil, diz que o sismo provocou fissuras no edifício da Escola Básica e Secundária de Cunha Rivara, em Arraiolos. Adianta a mesma fonte que os serviços municipais já se deslocaram à escola, evacuada por precaução, e concluíram que a estrutura “não representa perigo”. O abalo foi muito sentido na região, o que levou várias pessoas para a rua “com medo”. O sismo de magnitude 4,9 na escala de Richter foi sentido com uma intensidade IV (escala Macrossísmica Europeia) na região de Elvas, no distrito de Portalegre (figura 2). Elvas dista cerca de 73,5 km de Arraiolos em linha reta.

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2 – Mapa da intensidade sísmica do sismo que ocorreu em Arraiolos a 2018-01-15 (Fonte: IPMA).

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De acordo com o diretor da Divisão Geofísica do IPMA, Fernando Carrilho, foram registadas réplicas de menor intensidade. Fernando Carrilho confirma que já houve pequenas réplicas nos minutos a seguir ao sismo (pelo menos três réplicas com magnitude entre 2,5 e

2,7) e poderá ainda haver mais (figura 3). “Por vezes a ocorrência de pequenos sismos numa determinada zona representa uma migração de tensões para outras zonas próximas que se podem acumular e podem desencadear outros sismos na zona”, explica.

3 – Registos da atividade sísmica ocorrida entre 16 janeiro (00 h 40 min) a 17 de janeiro de 2018 (06 h 35 min) (Fonte: IPMA).

Fernando Carrilho explica ainda que os sismos são originados pela atividade tectónica e que “não é surpresa” que Portugal continental seja caracterizado por atividade sísmica, ainda que esta varie ao longo do território. E, diz, o epicentro deste sismo “é uma zona sismicamente ativa”. Desde 1961, foram assinalados 16 sismos com magnitude superior a 4,3 na escala de Richter com epicentro em Portugal continental, de acordo com informação do IPMA. Os bombeiros de Montemor-o-Novo indicaram que não houve registo de ocorrências relativas ao sismo. “Temos recebido muitas chamadas de pessoas preocupadas, mas pedidos de ajuda ainda não tivemos”, referiu o comandante dos bombeiros Voluntários de Montemor-o-Novo. A Proteção Civil de Évora confirmou igualmente que não há registo de acidentes.

Em Estremoz, os edifícios públicos foram evacuados na sequência do sismo sentido, e a situação “já está a ficar normalizada, não havendo registo de ocorrências no concelho”, disse o comandante operacional municipal da Proteção Civil de Estremoz. No concelho de Elvas não foram registados incidentes, confirmou o comandante dos bombeiros Voluntários de Elvas, Tiago Bugio. “A Escola Básica do 1.º Ciclo de Santa Luzia foi evacuada, mas as aulas já estão a regressar à normalidade”, acrescentou, referindo que não houve mais evacuações de edifícios públicos neste concelho. Foram evacuadas também as escolas dos Canaviais, dos Salesianos, em Évora, e a de Vila Viçosa, apenas “por precaução”, acrescentou o adjunto de operações da Proteção Civil. Adaptado de www.publico.pt (consultado em 2018-01-15)

1.1. Localiza o epicentro do sismo referido na notícia. 1.2. Indica a magnitude e a intensidade máxima do sismo que ocorreu em Arraiolos. 1.3. Indica a intensidade do sismo na região de Elvas. 1.4. Explica por que razão a intensidade do sismo em Arraiolos foi diferente da intensidade do sismo em Elvas. 1.5. Observa o mapa representado na figura 2 e indica se o sismo também foi sentido em Espanha. Em caso afirmativo, indica a intensidade com que se manifestou em Espanha.

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1.6. Denomina a escala que mede a magnitude de um sismo e a escala que avalia a intensidade de um sismo. Compara as duas escalas. 1.7. Observa a escala seguinte (quadro 1), que classifica os sismos quanto à profundidade do hipocentro, e classifica o sismo que ocorreu em Arraiolos. Quadro 1. Classificação dos sismos com base na profundidade do hipocentro

(Spence, Sipkin & Choy, 1999).

Profundidade (km)

Classificação dos sismos

0 a 70

Superficiais

70 a 300

Intermédios

300 a 700

Profundos

1.8. Refere se nos dias seguintes ao sismo (16 e 17 de janeiro) ocorreram réplicas. Em caso afirmativo, indica a sua magnitude. 1.9. Descreve as consequências do sismo para as escolas da região. 1.10. Analisa os graus de intensidade e respetiva descrição da escala Macrossísmica Europeia apresentados no quadro 2. Quadro 2. Escala Macrossísmica Europeia (IPMA, 2018). I – Não sentido Não sentido. II – Escassamente sentido Apenas sentido por muito poucas pessoas a descansar dentro de casa. III – Fraco Sentido no interior das casas por poucas pessoas. Pessoas em descanso sentem um balanceamento ou um estremecimento leve. IV – Amplamente observado Sentido no interior das casas por muitas pessoas e por muito poucas fora de casa. Poucas pessoas são acordadas. As janelas, portas e pratos chocalham. V – Forte Sentido no interior das casas pela maioria das pessoas e por poucas fora de casa. Muitas pessoas a dormir são acordadas. Algumas pessoas assustam-se. Os prédios estremecem de forma generalizada. Objetos suspensos baloiçam consideravelmente. Pequenos objetos são deslocados. Algumas janelas ou portas abrem-se ou fecham-se. VI – Ligeiramente danificante Muitas pessoas assustam-se e fogem para fora das casas. Alguns objetos caem. Muitas casas sofrem ligeiros danos não-estruturais como fissuras e queda de pequenos pedaços de recobrimento. VII – Danificante A maior parte das pessoas assusta-se e foge para fora das casas. Os móveis são deslocados e numerosos objetos caem das prateleiras. Muitos edifícios comuns de boa construção sofrem danos moderados: pequenas fendas nas paredes, quedas de estuque, quedas parciais de chaminés. Os edifícios mais antigos podem apresentar grandes fendas nas paredes e rotura nas paredes de enchimento. VIII – Muito danificante Muitas pessoas têm dificuldade em permanecer em pé. Muitas casas apresentam grandes fendas nas paredes. Alguns edifícios comuns de boa construção mostram grandes roturas nas paredes enquanto que estruturas mais antigas e fracas podem colapsar. IX – Destrutivo Pânico geral. Muitas construções fracas colapsam. Mesmo os edifícios comuns de boa construção apresentam danos muito severos: colapso parcial das paredes e colapsos estruturais parciais. X – Muito destrutivo Muitos edifícios comuns de boa construção colapsam. XI – Devastador A maioria dos edifícios de boa construção colapsam. Mesmo alguns edifícios construídos com um bom projeto sismo-resistente são destruídos.

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XII – Completamente devastador Praticamente todos os edifícios são destruídos.

1.10.1. Menciona se o sismo com grau de intensidade “Forte” ocorreu em Arraiolos ou em Elvas. Justifica a tua resposta. 1.10.2. Compara os efeitos das intensidades IV e V sobre: a) as pessoas; b) as construções; c) os objetos.

Aprende + Os sismos podem ser originados por meteoros? Para saberes a resposta a esta pergunta, lê a notícia seguinte.

METEORO EXPLODE NOS CÉUS E CAUSA SISMO DE 2,0 NA ESCALA DE RICHTER Um meteoro explodiu depois de atravessar a atmosfera terrestre e iluminou os céus do estado Norte-Americano do Michigan na noite desta terça-feira, provocando um sismo de magnitude 2,0 na escala de Richter, revela o site dos Serviços Geológicos dos Estados Unidos da América. Os sismos podem ser causados não só por atividade tectónica mas também por atividades humanas ou queda de meteoritos. Como os meteoros que originam os meteoritos viajam a grandes velocidades, em alguns casos bem superior à velocidade do som, existe uma explosão sónica assim que atingem a barreira do som. A maioria dos meteoros explode (desintegra-se) antes de atingir a superfície da terra. Essa explosão liberta muita energia que pode originar um sismo quando atinge a superfície da Terra. Adaptado de www.publico.pt (consultado em 2018-01-17)

Vê o vídeo da explosão do meteoro no YouTube® em https://www.youtube.com/watch?v=MvFcY9rTPx8

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