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"Chapeuzinho Vermelho na versão da vovó", Olívia [4º ano B – 2020]

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Esse livro é dedicado ao meu pai Luiz Paulo Que me conhece como ninguém e que hoje completa 46 anos. Que me incentiva muito a ler, escrever e a descobrir o "mundo". Quero agradecer também minha irmã Emilia, que colaborou comigo, não me interrompendo durante todo o tempo que "fiquei" escrevendo esse livro, reduzindo bastante o nosso tempo juntas. E, também a minha mãe que me ajudou em todo momento que precisei. Que cobrou que ficasse cada vez melhor. Que sempre incentivou e acreditou em mim.

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Nesse livro vão aparecer os seguintes personagens:

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CHAPEUZINHO VERMELHO

Se conheço bem minha netinha, sei que ela virá me visitar. Toda vez que ela vem me visitar, ela traz uma coisa diferente.

Toda vez que ela sai de casa, a Luiza, diz: “não saia do caminho”, “vá direto para a casa da vovó, não fique passeando”, “cuidado com a torta e a garrafa de vinho para não deixa-las cair” e quando chegar na casa da vovó (Gertrudes) não se esqueça de dizer “bom dia”.

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Ele gosta de conversar e enganar as crianças. E se ele encontrou Chapeuzinho pelo caminho? Já posso imaginar a cena:

- Não. Não sei onde fica. Chapeuzinho, veja as lindas flores desse lugar. Você não está indo para a escola. A floresta é tão mais divertida. Por que não pega esse caminho entre as árvores e tantas flores bonitas e aproveita e leva um ramalhete de flores para a vovó? Ele faria isso, só para enganar a chapeuzinho e devorá-la. Ele é muito astuto. O caçador José sempre me fala para tomar cuidado com esse lobo. E de repente, alguém bate na porta. Ufa! Não preciso, mas me preocupar. Enfim, a Chapeuzinho chegou! Não sei por que fico imaginando tantos absurdos!

Abra!

- Quem está aí? – eu digo. - Sou eu, a Ana, sua netinha. Trouxe o vinho e a torta que a mamãe preparou.

- Aperte a maçaneta para baixo – eu digo. – Estou muito fraca, não consigo me levantar.

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Percebi que o lobo se deitou. E tudo ficou calmo. Mas, de repente escuto uma voz familiar. vinho!

- Bom dia!! Vovó você está aí? Sou eu, Chapeuzinho Vermelho, trouxe torta e

Quando eu ouvi aquela voz percebi que era chapeuzinho. Meu Deus! Será que ela não percebeu que é o lobo? Assim, ela também vai ser devorada! E, nós vamos ficar aqui para sempre! O que será de nós? Não escuto nada! Será que ela percebeu que é o lobo que está aqui e fugiu? Ah! Não! Estou vendo uma luz ... acho que é Chapeuzinho “abrindo a cortina” ... como posso ajudá-la? Mas, em seguida escuto uma longa conversa:

- É para te engolir melhor! – Mal terminou de falar o Lobo engoliu Chapeuzinho Vermelho que veio ao meu encontro. O lobo deitou-se na cama e dormiu. Eu e Chapeuzinho bolamos um plano. Começamos a nos mexer para que o Lobo começasse a roncar. O plano funcionou! O Lobo começou a roncar cada vez mais alto. Então, escutei uma voz familiar. É o José, o caçador, meu vizinho. Estamos salvas!!!

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disse: Lobo!

Depois, de alguns cortes, viu o brilho do chapeuzinho vermelho, e ela saiu e - Ah, como eu e a vovó ficamos assustadas. Estava tão escuro na barriga do

Eu também sai viva dali, quase sem respirar. Pedi para Chapeuzinho ir buscar algumas pedras grandes para colocar na barriga do Lobo. Quando o Lobo acordou, quis fugir, mas com o peso das pedras, ele caiu e morreu! E no final, nós quatro ficamos felizes. O José porque tirou a pele do Lobo e levou para casa. Eu porque tomei o vinho e comi a torta, e fiquei boa de novo! Chapeuzinho porque aprendeu que “nunca mais ela vai sair do caminho e nem entrar na floresta sozinha se a Luiza tiver proibido”. E a Gertrudes porque nunca mais nenhum intruso entrou!

Depois de alguns meses, Chapeuzinho ao chegar em casa me contou que quando estava vindo, ela topou com um Lobo, ele disse “bom dia”, mas ela não deu ouvidos e seguiu em frente. - Venha Chapeuzinho, vamos trancar a porta para que o Lobo não consiga entrar – eu disse a minha netinha. Mas para nossa surpresa, o Lobo bateu em minha porta e disse: - Abra, vovó, sou eu Chapeuzinho, estou trazendo doces.

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Nós ficamos em silêncio e não abrimos. Ele deu várias voltas pela casa e acabou pulando no telhado. E logo pensei, ele vai ficar esperando Chapeuzinho ir embora para devorá-la na escuridão. Foi então que falei para Chapeuzinho: - Pegue um balde. Ontem cozinhei linguiças. Encha o cocho com a água do cozimento. Chapeuzinho trouxe tanta água que o cocho ficou bem cheio. O cheiro das linguiças chegou ao nariz do Lobo, que farejou e olhou para baixo. Chegou uma hora que seu pescoço ficou tão esticado que ele não conseguia mais se segurar e começou a escorregar. Foi assim, que ele escorregou do telhado e caiu dentro do grande cocho e se afogou. Chapeuzinho voltou para casa contente e ninguém lhe fez mal.

Fim

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