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NARRATIVA VISUAL Ricardo Camões 2005~260 3ºA1




“imagina, produz, consome e morre� 


Introdução

À imagem da monumentalidade do trabalho de Frank Stella, “Severambia, 1995”, da Colecção Berardo Exposta actualmente, que serviu para um desenvolver do meu trabalho, pois o tema, seria partindo de uma obra de arte, escolhida de ante mão, não pelo museu mas pela minha Docência, seria todavia criar um sentimento disciplinar, chamolhe assim, pois foi ao ser dada livre critério de criação, contudo apesar de ser livre expressão, foi dito que seria interessante um desenvolvimento a par do gosto pela especifica área do design, ou seja, que as tendência

de cada um fossem reflectidas no seu trabalho final, que ao designer gráfico mostra-se uma interpretação gráfica, que ao industrial a perplexidade de estruturar, algo diferente no mesmo âmbito, resultando assim numa panóplia de trabalhos que para alem de terem bebido inspiração de obras do Museu Berardo, eram agora auto-retratos, do futuro de cada um de nós. Assim ao pegar em “Severambia,1995”, igualarei de igual forma , alguma da sua monumentalidade, e postura perante o próprio espectador




mostrando-se respeitado pela mesma, impondo um status quo entre os demais, contudo a primeira razão para monumentalidade do meu projecto, a par de ser logo uma semelhança e espírito de ressarcimento da Obra do Stella, é também uma imposição do design gráfico e de toda a força que o mesmo produz enquanto arte, disciplina, forma de comunicar e funcionalidade, assim uma das minhas ideias é mostrar a força que a comunicação tem hoje na vida das pessoas, e a necessidade de que a publicidade, e outros

meios, chegam a nós , assim esta vertente do design é mais que necessária. Contudo ao depararmo-nos com outdoor´s, mupis lonas gigantes em fachadas, observamos as mesmas com um sentido de consumo, e não de apreciação do trabalho desenvolvido, assim a utilização do material comum em publicidade é um contraponto da situação, e utilização primária, a “Lona”. Sendo o design gráfico fruto de criação de sensações nas pessoas (o seu publico alvo), também eu porem irei tentar arrancar de alguma maneira

alguma sensação e interesse por parte do publico, para com a minha obra, ou seja, ao colocar o publico a interagir com a mesma, irei criar um ambiente perfeito para a compreensão e leitura da mesma por parte do espectador. Como Marcel Duchamp dizia, “Quem faz a obra é o espectador”, assim como no design quando atinge a sua função é quando a mensagem se faz passar ao publico, e ele a entende, aqui será de veras idêntico, pois a minha peça não funcionará sem o auxilio do publico(espectador activo), pois




continuará a ser uma peça sem vida, que necessita de reacções para mostrar reacções, um cartaz publicitário escuro numa sala escura não funciona, “Imagina, Produz, Consome e Morre” sem a interacção do publico é um mero objecto, inanimado, como um logo mal criado, existe enquanto presença física, mas a sua mensagem todavia não chega nas melhores condições, mas quando o espectador interage com a mesma ele responde de uma forma que culminara num processo bem sucedido, ou seja com a satisfação do espectador, ai a mensagem foi bem sucedida.




“imagina, produz, consome e morre� 


O Trabalho, tem o titulo de “Imagina, Produz, Consome e Morre”, é constituído por uma tela com as dimensões de 500cmx320cmx20cm. Em ambos os lados vamos encontrar uma ilustração que irá remeter á “Severambia, 1995”, de Stella, contudo enquanto Stella podemos identificar manchas coloridas, em “Imagina, Produz, Consome e Morre” observamos vida as cores, ou seja irão ser retractados momentos diários normalíssimos, misturados de forma a parecer uma mancha agradável acima de tudo e a junção será um mundo perfeito, toda uma civilização que trabalha para a satisfaça do se espectador, que tudo fazem para que o mesmo se sinta feliz, enquanto o mesmo irá se encontrar na presença da mesma. Ou seja nas representações irão mostrar-nos, momentos triviais, como: -Plantar uma arvore, Dinheiro, Carros de Luxo, Mulheres Elegantes, Homens Elegantes, Bom Comer, Livros, Musica, Dança, Desporto, Comedia, ouro...., tudo o que o ser humano, na sua vertente mais fútil precisa para uma vida pérfida. Mas o que a “Imagina, Produz, Consome e Morre” tem em especial




é poder reflectir sentimentos através de cheiros agradáveis, criando assim a harmonia perfeita e aquele o sitio de se estar, a colocação de “Sprays Aromáticos”, junto do mesmo, e pedindo ao espectador para que o mesmo seja enviado contra a tela, será o culminar da peça, pois estarão instalados sensores de cheiro na mesma, que ligados a vários led´s espalhados pela tela irão incandescer o espectador com varias cromáticas de luz, assim, um ambiente perfumado, simpático alegre e com cores saudáveis será o culminar dos processos para que na breve presença do trabalho seja a mensagem passada, so assim o design atingiu o seu objectivo.




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Frank Stella Frank Philip Stella (12 de maio,1936) é um dos artistas contemporâneos mais importantes e ecléticos dos Estados Unidos. O seu trabalho abrange pintura, objectos, arte gráfica e projectos arquitectónicos.

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*Saiu para comprar tabaco e nunca mais voltou...

Ao proposto pelo Professor Miguel Vilhena para a criação de uma sequencia fotográfica, a partir de dois textos, assim com 15 fotografias era preciso fazer-se valer do texto ofertado. Segundo a índole da frase já com alguma paradigmática entre os demais, “saiu para comprar tabaco e nunca mais voltou”, a minha intenção era mostrar o abandono que o tabaco pode provocar numa relação pois vemos uma jovem moderna, bonita com símbolos sexuais enaltecidos, mas contudo, esta sozinha, será pelo acto de fumar ou pelo simples facto de se ter isolado no w.c. para fumar, contudo está sozinha, ou seja é todo uma roda de factos que se envolvem dentro do acto de ir fumar do fugir para o fazer, de se isolar, de mostrar um tanto ou quanto que isso é um acto pecaminoso e facinoroso. Personagem: Uma jovem sozinha, abandonada num cenário frio, muito verde com uma louça sanitária muito fria e crua, contudo, poderá haver alguma envolvência e um aço de conforto por base no corto que a mesma irá sentir após pegar no cigarro e fumar, ai irá se perceber uma atmosfera que poderá ser amena, despojando algum prazer por parte da jovem. Um dos aspectos peculiares da personagem é talvez as pontas dos dedos a vermelho, não é apenas as unhas mas sim as pontas dos dedos pintadas ate meio do dedo, a meio de mostrar que já houve o acto de fumar outrora, que possivelmente seja uma fumadora muito activa, que o acto de fumar seja tão

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permanente que ate já possui as pontas dos dedos queimados, contudo é dum vermelho atraente tal como as unhas dos pés que se encontram desnudos, ou seja temos uma personagem com alguns símbolos femininos á vista, pés esses que se encontram sempre em cima da pedra fria da banheira, contudo há ai uma diferença do quente dela com a frigidez da pedra, pretendia mostrar como a personagem destoa do ambiente, possui num ambiente frigido, ela possui ornamentos quentes que mesmo em acto directo com a pedra fria parece não se importar. Os olhos pintados mas borrados indiciam um choro que houve, mas que agora se apresenta com ausências de lágrimas, talvez de uma ressaca que pode ter havido para fumar, pois também podemos observar que a mesma se encontra muito despenteada, que foge completamente á sexualidade feminina, que parte do momento que aquela postura é de alguém que ja pode ter tido algum tipo de prazer, um orgasmo, um pós-sexo... que agora se apresenta numa fase de descanso, ou pegou num cigarro para finalizar esse dito prazer ou esse prazer veio do orgasmo, mas pelas fotos que se seguem, mostrando a mesma gostando e fruindo de prazer o facto de estar a fumar, pode-se similar, que esse mesmo prazer pode ter sido sentido a fumar, lenço de renda ao pescoço, duma forma feminina, mais uma vez a sua sexualidade a falar por si, a esconder o seu decote, pois a mesma apresenta-se com a camisa aberta. Outros do pontos a assimilar é o facto de por baixo da sua camisa quase aberta se poder observar as meias acima do umbigo, ou seja, ate agora vemos uma personagem que a par daquela figura despojada de cuidados, contudo podíamos observar vários símbolos sexuais, que a transformavam completamente

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naquele local, mas como dizia há um ponto que desexualisa completamente a personagem, o facto de podermos ver as meias puxadas acima do umbigo, sabemos de antemão que o umbigo é um símbolo sexual feminino, tapado ainda para mais com as meios, é um terrível acto de rendição e de exclusão ao sexo oposto, refugiando-se assim ainda mais, assim podemos ver que apesar dos símbolos sexuais, ela refugia-se no tabaco, ou seja há uma fuga para o mundo do tabaco, uma fuga para ir fumar, refugia-se do mundo para fumar, ou seja aqui podemos encontrar uma analogia do saiu para compra tabaco e numa mais voltou, ou seja foge do mundo refugiando-se no tabaco. Local: O local escolhido como cenário foi preciosamente e criteriosamente escolhido para o devido efeito, houve por minha parte uma procura de uma diferença étnica, passo a explicar, o ambiente onde a louça sanitária esverdeada e com ar renascentista, pois estamos num w.c. datado talvez dos anos 30, 40 do século XX, tipicamente portuguesa, o espaço pequeno com uma luminosidade que provem de cima, como uma libertação, uma luz divinal, ou seja talvez uma libertação para o crime que a personagem irá cometer, contudo fumar não é crime, mas a personagem com a o ar com que irá proceder á simples acção de pegar num cigarro, coloca-lo á boca... O cenário mostra uma frieza infindável, frio e desagradável nada acolhedor um sitio onde permanecer e retirar daquele mesmo sitio algum tipo de prazer seria uma tarefa algo difícil pois o simples facto de permanecer lá naquele w.c. onde não existe qualquer tipo de conforto.

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A primeira impressão do sitio é a sua frieza, o frio e desconforto que ele transmite, contudo é o escolhido para fumar, para se refugiar do mundo. Um sitio desconfortável frio, e inapropriado, pequeno e nada acolhedor é o palco para o crime daquela jovem, o sitio escolhido para saciar-se. A exploração cromática do fundo com a característica evidente da personagem, é a primeira impressão e forma evidente que se observa quando se depara pela primeira vez com a sequência, no segmento da frase a ideia seria explorar primeiramente a dificuldade que haveria por parte da figura que evidencia serias dificuldades e ate mesmo alguma vergonha que demonstra pelo facto de se sentir pouco a vontade de envergar o cigarro a boca e acende-lo o movimento é lento e feito com algum medo, como se de um crime se trata-se então o cigarro é levado á boca e ai vai se sentir alguma diferença por parte da personagem o cigarro agora é uma fonte de prazer, fala sentir bem e

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Segundo a intenção fotográfica em captar o momento em que uma personagem moderna, com símbolos modernos numa casa de banho, se faz pegar num cigarro e fuma-o fruindo esse prazer, contudo o primeiro sentimento que antecede o acto de pegar no cigarro coloca-lo na boca, é feito com algum medo, sentimento que se pode encontrar na expressão da personagem.

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