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Vera Almeida

Modelo Vera Almeida Fotografada por Ricardo Cam천es (capa)

Adriana, veste t-shirt listada, DIESEL.


NO ONE CARES ABOUT YOUR BLOG

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Cookies?!

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Patrick ins Nacho

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A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce.

Numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado Betume da Judéia.

Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar.

UM ESTÚDIO E TAL

A CONVERSA JÁ CHEIRA MAL

3 MIL AMIGOS

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Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado.

Quase simultaneamente, nove William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo.

Usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo.

10 ANOS DE CRIME

COMO O MUNDO DEVERIA SER

FASHION

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Pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas.

Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia.

Mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor. No Brasil.

ZENA HOLLOWAY

HOPPE NAKED

JAM ABELANT

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O francês radicado em Campinas-SP Hercúleo Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre.

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Pois desenvolveu a em preto e branco, pouco mudou desde a introdução da câmera Leica.

~00~ JULHO 2008

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Faz parte da cultura, quando adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil comercial.


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DirecçãoWelcome Editor Contents Coordenação Editorial Contributors Redação What’s New? Products, Music, Books and more... Colaboradores Taste the Rainbow Blanket contributor Jessica Wilson shows us how to mix a CD and decorate it Here’s my work... I hope you like it Our readers show us their work Transfer: Sanna Annukka Designer Here’s my work... I hope you like it Our readers show us their work Re_action: MUSIC Neste Mês See how our readers reacted to our theme! Music to make pictures to... Blanket writer Jonothan Hulme looks at a timeline of music videos Cover Bands Blanket writer Caitlin Gahan talks to artists about their designing for album Fotografiacovers Here’s my work... I hope you like it Our readers show us their work ransfer: MOZI We talk to this sister duo Director de Arte about their homeware designs Here’s my work... I hope you like it Our Director Comercialreaders show us their work Transfer: Jurate Bang Photographer & Illustrator Here’s my work... I hope you like it Our readers show us their work Transfer: ComerciaisKareem Rizk We interview thsi issues Blanket cover artist Here’s my work... I hope you like it Our readers show us their work Captured! Blanket writer Amanda ImpressãoLaverSee how our readers reacted to our theme! Music to make pictures to... DistribuiçãoBlanket writer Jonothan Hulme looks at a timeline of music videos Cover PropriedadeBands Blanket writer EdiçãoMusic to Caitlin Gahan talks to artists about their www.grauzero.do.sapo.pt


A VIDA DOS FEIJÕES Porém, outro historiador da mesma geração que a de Gombrich, o italiano Giulio

Carlo Argan, propõe uma visão mais abrangente da arte moderna, entendendo-a como momento de reavaliação de si mesma em sua crise histórica, considerando aí os vários campos do design (como a arquitectura, o urbanismo e o design em si mesmo). Como manifestações artísticas legítimas da modernidade. Vale ressaltar, porém, que com a reestruturação do consumo de massas no período pós-moderno, assim como junto de um processo de feiticismo acentuado da produção industrial, novas definições epistemológicas do design são necessárias, fatalmente afastando-o consideravelmente da arte contemporânea.


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NO ONE CARES ABOUT YOUR BLOG A primeira fotografia reconhecida é uma

imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreótipo. Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu

inventor. No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP Hercúleo Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos, mas apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou “fotografia” - foi o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento à época. Sua vida e obra só foram devidamente resgatadas em 1980 por Boris Kossoy. O daguerreótipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotos sensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotos


sensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724. A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreótipo. Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte

Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor. No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP Hercúleo Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos, mas apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou “fotografia” - foi o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento à época. Sua vida e obra só foram devidamente resgatadas em 1980 por Boris Kossoy. O daguerreótipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotos sensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.


BLOG.com Uma das vantagens de um estúdio grande, é permitir uma maior distância entre o motivo e o fundo. Em condições com pouco espaço, é difícil iluminar os dois separadamente, e há o perigo de as sombras do motivo se formarem sobre o fundo. Iluminando o fundo independentemente, ele pode ser transformado de centenas maneiras. Dê-lhe uma iluminação gradual, iluminando a parte superior e a parte inferior de maneiras diferentes. Em alternativa, projecte formas ou cores sobre o fundo, colocando sobre as luzes máscaras (chamadas gobos) ou acetatos coloridos. Os rolos de papel branco ou preto são os fundos mais utilizados e os mais versáteis. Os rolos podem ser suspensos do alto da parede de um estúdio, e depois puxados até baixo e estendidos dobre o chão do estúdio, criando uma curvatura para que a junção da parede com o chão não seja visível nas fotografias. Á medida que o papel se vai estragando ou sujando, corta-se essa parte e puxase mais papel de rolo Há uma grande variedade de fundos à venda nas lojas

da especialidade, mas saiba que os fundos simples muitas vezes resultam melhor, uma vez que não desviam a atenção, e porque num estúdio pequeno nem sempre é possível desfocar as formas mais elaboradas que o fundo possa ter. A velocidade do obturador desempenha um papel importante na transformação de motivos em movimento numa imagem estática. Quanto menos tempo o obturador permanecer aberto, menos o motivo se moverá dentro do enquadramento e mais nítido ficará. Por isso utiliza-se uma maior velocidade ao fotografar um motivo em movimento, como uma to a grande velocidade ou um cavalo a correr. Há ainda outros factores a considerar. Primeiro, a velocidade real do motivo não indica necessariamente a rapidez com que a imagem irá mudar no visor. Se um motivo se dirigir directamente para a câmara ou se afastar dela, a imagem mudará mais lentamente do que se ele passar perpendicularmente, e será necessária menos velocidade do obturador para “congelar” o movimento. Um movimento em diagonal no enquadramento necessitará de uma velocidade de obturador intermédia. Quanto maior a distância focal e mais próximo do motivo, maior a velocidade do obturador.

O tamanho da imagem também é importante: um comboio visto como um ponto no horizonte não aparecerá mover-se tão depressa como uma papoila oscilando ao sabor de uma brisa suave em frente da objectiva.


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Fotografada por PRADA


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arte?” é é n ig s e d o “ uestão

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O questionamento do carácter artístico do design é uma das questões que tradicionalmente mais preocupam os jovens que se deparam com os seus problemas conceituais pela primeira vez. A resposta mais simples à questão “o design é uma arte?” é “não”: design não deve ser chamado de arte, considerando a forma como a história da arte moderna e contemporânea encara o design. Isso porque a partir do século XIX o termo “arte” ganhou um sentido ideológico ligado a uma produção material individualista e transcendente, enquanto que o design defendia uma actividade funcional que atendesse à sociedade. No século XIX novas necessidades socioeconómicas levaram a uma separação nas actividades ditas artísticas, havendo a partir daí uma diferenciação gradual, mas bastante evidente, entre designers e artistas plásticos.

É importante entendermos que “arte” não precisa ser um termo restritivo ligado a qualquer actividade profissional. E. H. Gombrich, famoso historiador de arte, procurava em sua obra não produzir uma leitura relativista da arte, daí a afirmar que “nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte”. Ou seja, arte é um valor, e não um fenómeno da natureza. Qualquer coisa pode ser chamada de arte desde que alguém a considere assim, não precisa ter sido feito por um artista plástico, ou um designer. Porém, outro historiador da mesma geração que a de Gombrich, o italiano Giulio Carlo Argan, propõe uma visão mais abrangente da arte moderna, entendendoa como momento de reavaliação de si mesma em sua crise histórica, considerando aí os vários campos do design (como a arquitectura, o urbanismo e o design em si mesmo) como

“não”

manifestações artísticas legítimas da modernidade. Vale ressaltar, porém, que com a reestruturação do consumo de massas no período pós-moderno, assim como junto de um processo de feiticismo acentuado da produção industrial, novas definições epistemológicas do design são necessárias, fatalmente afastandoo consideravelmente da arte contemporânea. Já o designer norteamericano Henry Dreyfuss procurava desenvolver um design voltado para a funcionalidade e segurança do produto. Mas como a forma usual da palavra “arte” tem sido, muitas vezes, ideologicamente restritiva, não há interesse por parte dos designers de se sujeitarem às ideologias de outras áreas. Isso se deve ao facto de existirem várias ideologias que desvalorizam o design e a reprodução técnica.


Fotografada por Ricardo Cam천es


? ! s e i k Coc O questionamento do carácter artístico do design é uma das questões que tradicionalmente mais preocupam os jovens que se deparam com os seus problemas conceituais pela primeira vez. A resposta mais simples à questão “o design é uma arte?” é “não”: design não deve ser chamado de arte, considerando a forma como a história da arte moderna e contemporânea encara o design. Isso porque a partir do século XIX o termo “arte” ganhou um sentido ideológico ligado a uma produção material individualista e transcendente, enquanto que o design defendia uma actividade funcional que atendesse à sociedade. No século XIX novas necessidades socio-económicas levaram a uma separação nas actividades ditas artísticas, havendo a partir daí uma diferenciação gradual, mas bastante evidente, entre designers e artistas plásticos. É importante entendermos que “arte” não precisa ser um termo restritivo ligado a qualquer actividade profissional. E. H. Gombrich, famoso historiador de arte, procurava em sua obra não produzir uma leitura relativista da arte, daí a afirmar que “nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte”. Ou seja, arte é um valor, e não um fenómeno da natureza. Qualquer coisa pode ser chamada de arte desde que alguém a considere assim, não precisa ter sido feito por um artista plástico, ou um designer. Porém, outro historiador da mesma geração que a de Gombrich, o italiano Giulio Carlo Argan, propõe uma visão mais abrangente da arte moderna, entendendo-a como momento de reavaliação de si mesma em sua crise histórica, considerando aí os vários campos do design.


PATRICK

IS A NACHO


Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como ume verbo a espera de ser lançado para o espaço cósmico. Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Modelagem, ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize

Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Contudo, no Brasil, a nomenclatura “desenho industrial” mantém-se em uso actualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior. Porém o termo “desenhista industrial”, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “designer”. O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correcta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquitecto, sua proposta não foi adoptada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar.


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Pela sua natureza, a fotografia é ferramenta ou objecto de estudo da antropologia visual, enquanto representação iconográfica. O ícone, como o define Charles Sanders Peirce, significa representação pela imagem. Segundo Roland Barthes como a fotografia é uma imagem, ela possui uma linguagem conotativa e denotativa, ou o obtuso e o óbvio. A linguagem denotativa é o óbvio: tudo o que se vê na fotografia, tudo que está evidente. O conotativo é o obtuso: toda a informação implícita na fotografia. O enquadramento da foto, o posicionamento da câmara, mais para cima ou mais para baixo dando noção de superioridade ou inferioridade. Tudo isso se trata de informações conotativas da fotografia, que geralmente revelam a bagagem social e cultural do próprio fotógrafo, o seu studium (Barthes).

Outra concepção mais actual é desenvolvida no livro “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois, que identifica a fotografia como sendo de natureza primordialmente indicial. Dubois identifica três tipos de discurso acerca da fotografia: a fotografia como ícone, a fotografia como símbolo, a fotografia como índice. Essa visão da fotografia segue um percurso histórico: no século XIX a fotografia é reconhecida como um “espelho do real” (é um ícone no sentido de Pierce); no século XX começa a se impor com maior frequência a ideia da fotografia como “transformação do real”, ou seja, A fotografia reconhecida como um meio (nada neutro ou inocente) de interpretar o espaço e a realidade, criando impressões simbólicase.


Outra concepção mais actual é desenvolvida no livro “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois, que identifica a fotografia como sendo de natureza primordialmente indicial. Dubois identifica três tipos de discurso acerca da fotografia: a fotografia como ícone, a fotografia como símbolo, a fotografia como índice. Essa visão da fotografia segue um percurso histórico: no século XIX a fotografia é reconhecida como um “espelho do real” (é um ícone no sentido de Pierce); no século XX começa a se impor com maior frequência a ideia da fotografia como “transformação do real”, ou seja, a fotografia reconhecida como um meio (nada neutro ou inocente) de interpretar o espaço e a realidade, criando impressões simbólicas e convencionadas do mundo (é um símbolo no sentido de Pierce); o último e mais recente discurso sobre a fotografia identifica-a como índice (representação por contiguidade física do signo com seu referente).


Tudo Foi Pelo AMOR á Fotografia. Pela sua natureza, a fotografia é ferramenta ou objecto de estudo da antropologia visual, enquanto representação iconográfica. O ícone, como o define Charles Sanders Peirce, significa representação pela imagem. Segundo Roland Barthes como a fotografia é uma imagem, ela possui uma linguagem conotativa e denotativa, ou o obtuso e o óbvio. A linguagem denotativa é o óbvio: tudo o que se vê na fotografia, tudo que está evidente. O conotativo é o obtuso: toda a informação implícita na fotografia. O enquadramento da foto, o posicionamento da câmara, mais para

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cima ou mais para baixo dando noção de superioridade ou inferioridade. Tudo isso se trata de informações conotativas da fotografia, que geralmente revelam a bagagem social e cultural do próprio fotógrafo, o seu studium (Barthes). Outra concepção mais actual é desenvolvida no livro “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois, que identifica a fotografia como sendo de natureza primordialmente indicial. Dubois identifica três tipos de discurso acerca da fotografia: a fotografia como ícone, a fotografia como símbolo, a fotografia como índice. Essa visão da fotografia segue um percurso histórico: no século XIX a fotografia é reconhecida como um “espelho do real” (é um ícone no sentido de Pierce); no século XX começa a se impor com maior frequência a ideia da fotografia como “transformação do real”, ou seja, A fotografia reconhecida como um meio (nada neutro ou inocente) de interpretar o espaço e a realidade, criando impressões simbólicase.


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Pela sua natureza, a fotografia é ferramenta ou objecto de estudo da antropologia visual, enquanto representação iconográfica. O ícone, como o define Charles Sanders Peirce, significa representação pela imagem. Segundo Roland Barthes como a fotografia é uma imagem, ela possui uma linguagem conotativa e denotativa, ou o obtuso e o óbvio. A linguagem denotativa é o óbvio: tudo o que se vê na fotografia, tudo que está evidente. O conotativo é o obtuso: toda a informação implícita na fotografia.

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O enquadramento da foto, o posicionamento da câmara, mais para cima ou mais para baixo dando noção de superioridade ou inferioridade. Tudo isso se trata de informações conotativas da fotografia, que geralmente revelam a bagagem social e cultural do próprio fotógrafo, o seu studium (Barthes). Outra concepção mais actual é desenvolvida no livro “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois, que identifica a fotografia como sendo de natureza primordialmente indicial.


Dubois identifica três tipos de discurso acerca da fotografia: a fotografia como ícone, a fotografia como símbolo, a fotografia como índice. Essa visão da fotografia segue um percurso histórico: no século XIX a fotografia é reconhecida como um “espelho do real” (é um ícone no sentido de Pierce); no século XX começa a se impor com maior frequência a ideia da fotografia como “transformação do real”, ou seja,

A fotografia reconhecida como um meio (nada neutro ou inocente) de interpretar o espaço e a realidade, criando impressões simbólicase. O ícone, como o define Charles Sanders Peirce, significa representação pela imagem. Segundo Roland Barthes como a fotografia é uma imagem, ela possui uma linguagem conotativa.

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O ícone, como o define Charles Sanders Peirce, significa representação pela imagem. Segundo Roland Barthes como a fotografia é uma imagem, ela possui uma linguagem conotativa.


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Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual o substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si). O resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação.


Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Modelagem, ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referênciast ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.

O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Contudo, no Brasil, a nomenclatura “desenho industrial” mantém-se em uso actualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior. Porém o termo “desenhista industrial”, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “designer”. O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correcta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquitecto, sua proposta não foi adoptada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar. Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual.


Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.

O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado. O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Contudo, no Brasil, a nomenclatura “desenho industrial” mantém-se em uso actualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior. Porém o termo “desenhista industrial”, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “designer”. O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correcta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquitecto, sua proposta não foi adoptada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar.

cados fi i n g i s s xplora o ento. e s a g i t Ar enascim R o é t a vai

enho e

ra des da palav


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Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual o substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si). O resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas.

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Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.

Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas.


O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design.

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Modelagem, ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si). O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.

No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.


O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Contudo, no Brasil, a nomenclatura “desenho industrial” mantém-se em uso actualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior. Porém o termo “desenhista industrial”, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “designer”. O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correcta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”.

Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquitecto, sua proposta não foi adoptada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar. Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual.


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Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referênciast ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação.

No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptouse a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.

O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado. O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. Contudo, no Brasil, a nomenclatura “desenho industrial” mantém-se em uso actualmente, sobretudo entre os cursos de design em instituições públicas de ensino superior.


Porém o termo “desenhista industrial”, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “designer”. O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correcta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquitecto, sua proposta não foi adoptada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar. Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual.

Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado. Com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.

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No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptouse a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial.


O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado. O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.mais abrangente que o mero ato de rabiscar.

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Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referênciast ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais.


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Ajustes interactivos e mesmo processos de redesign. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referênciast ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.

No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.


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Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular.


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Hoppe NAKED

Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como ume verbo a espera de ser lançado para o espaço cósmico. Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Modelagem, ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo.

O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação.


59 Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize

Melhor a essência da prática profissional, além se ser uma palavra menor e que já faz parte do saber popular. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano.Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação.


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Jam Abelant

Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como ume verbo a espera de ser lançado para o espaço cósmico. Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Modelagem, ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño. O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. as formas, ou formatação.


Que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual. Modelagem, ajustes interactivos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da acção (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de acção, assim como também ao projecto de uma forma geral. O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design.

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Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projecto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projectadas. Estudos etimológicos de Luís Vidal Negreiros Gomes indicam que também no português existiam essas nuances de significado, com as palavras debuxo, esboço e outras significando o mesmo que debuxo e desenho comportanto toda a riqueza de significados do diseño.


O arquitecto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, em um ensaio intitulado O desenho, faz referências ao uso durante o período colonial da palavra desenho com significado de desejo ou plano. Na Bauhaus, adoptou-se a palavra Gestaltung, que significa o ato de praticar a gestalt, ou seja, lidar com as formas, ou formatação. No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design. Por volta da década de 50, adoptou-se a expressão “desenho industrial”, pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. O nome “desenho industrial” foi assim pensado porque refere-se à prática de desenhar, esboçar e projectar algo que será reproduzido posteriormente em escala industrial. A disputa por uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Actualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores, quanto várias associações profissionais usam o termo design, por entenderem que este sintetize superior. Porém o termo “desenhista industrial”, já não segue o mesmo rumo, pois cada vez mais cai no desuso, dando lugar ao termo inglês “designer”. O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correcta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples “desenho”. Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquitecto, sua proposta não foi adoptada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra “desenho” como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar.

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Grau Zero  

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