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Pessoas de Fases Trabalho para Teorias da Comunicação II UCS - Universidade de Caxias do Sul Teoria da Comunicação II Maria Luiza Cardinale Diagramação e Projeto Gráfico Calebe Silva Rosa Revisão Anderson Criwtanow Calebe Silva Rosa Cristiane Moro Jéssica Meneguzzi Juliano Bóz 2013 Impresso no Brasil 4x4 Gráfica Digital Rua Inspetor Valdemar Fich Arruda Nº 118, Caxias do Sul - RS, 95012-640 (0xx)54 3029-0404 www.4x4graficadigital.com.br


SUMÁRIO Introdução .................................................................................... 7 Fases de Anderson ....................................................................... 9 Fases de Calebe ........................................................................... 19 Fases de Cristiane ......................................................................... 29 Fases de Jéssica ........................................................................... 39 Fases de Juliano .......................................................................... 49


INTRODUÇÃO O livro “Pessoas de Fases” tem como objetivo apresentar a vida de Anderson Criwtanow, Calebe Rosa, Cristiane Moro, Jéssica Meneguzzi e Juliano Boz por meio de imagens em quatro fases da vida: bebê, infância, adolescência, atualidade. Neste caso, as palavras “foto” e “fotografia” serão utilizadas como sinônimo da palavra “imagem”. Cada personagem irá apresentar uma foto para cada fase da vida com duas legendas. A primeira legenda é um complemento da foto, que deve servir para contextualizar a imagem. A segunda, utiliza os conceitos de “imagem”, “mensagem”, “signo”, “código” e “subcódigo”. O embasamento teórico se dá em dois textos: “Apocalípticos e Integrados” (1990), de Umberto Eco, e “Introdução à Análise da Imagem” (1996), de Martine Joly.

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Fases de Anderson

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Legenda 1 – É em preto e branco a primeira fotografia 3x4 da vida do Anderson. Foto tirada aos 6 anos de idade, a qual foi necessária para fazer matrícula no Colégio Estadual São Tiago e na escolinha de futebol do Brasil de Farroupilha.

Legenda 2 – Ao olhar essa foto é possível perceber que é antiga, pois além de ser em preto e branco contém partes com supostos desgastes ocasionados pelo tempo. Na vestimenta consta a letra “S” que faz presumir ser um uniforme escolar. Essas características perceptíveis podem ser classificadas como signos, códigos que possibilitam a interpretação da imagem. A imagem fixa existente numa fotografia reúne diferentes signos: icônicos, analógicos, plásticos, linguísticos, etc.

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Legenda 1 – Época de registrar digitais, de criar assinaturas e de tentar sair bem na foto. Foto que o acompanha desde os 13 anos de idade, pois estampa sua carteira de trabalho e identidade. Tais documentos foram feitos às pressas para conseguir ingressar em um curso, que de quebra lhe rendeu o primeiro registro de trabalho como cotista, e assim, passou a ganhar meio salário mínimo, mais ou menos 90 reais.

Legenda 2 – A fotografia tem um signo já no seu formato 3x4, que pode ser classificado como código icônico, pois simboliza uma convenção, imagem formal que normalmente é utilizada em documentos de identificação. Também é possível perceber outros códigos icônicos, o rosto de uma pessoa iniciando a adolescência. Essa interpretação se daria em qualquer contexto, por ser comum para todas as pessoas.

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Legenda 1 – Aos 17 anos, por onde ele andava não se sabe, dificilmente parava em casa. Estava sempre por aí. Participava de bandas de garagem e frequentava muitas festas, festas e festas, mas cultivava seu pingo de juízo, pois é com essa idade que ele começou a estagiar na empresa em que até hoje trabalha.

Legenda 2 – A imagem não é todo o ícone, ou seja, pela imagem estática há todos os ícones necessários para contextualização, mas é um signo icônico, que pode ter significado, ou seja, ser compreendida de acordo com o contexto.

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Legenda 1 – Que ficha lenta pra cair. Já era um adulto de 22 anos, mas ainda demonstrava sintomas da adolescência e para tentar superar esses sintomas tirou essa foto. Essa é a foto mais cara de sua vida, ela esta colada na carteira de motorista e na ficha da matricula feita na UCS.

Legenda 2 – A fotografia é o significante, ou seja, imagem manifesta perfeitamente semelhante, gerada a partir do próprio sujeito. O sujeito é o referente, que pode gerar, de acordo com o contexto, o significado. Deste modo, a interpretação passa por um processo comum, a tríplice: significante + referente = significado.

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Fases de Calebe

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Legenda 1 – Aos nove meses de idade Calebe posa para uma foto na praça Dante Alighieri. Aparentemente feliz, provavelmente respondendo ao pedido dos pais para sorrir, mesmo não tendo conhecimento para decifrar o que lhe era pedido, imitava o comportamento que eles faziam no momento em que era tirada a foto.

Legenda 2 – A fotografia nos remete ao código icônico e subcódigo emotivo. A felicidade ao sorrir mostra a imitação de Calebe, já que não possuia conhecimento para decodificar o código emitido pelos pais. As flores ao fundo nos remete à uma época de calor, provavelmente a primavera, tendo por base que é a estação das flores. Junto com essa análise pode-se perceber que a roupa usada por ele enfatiza a análise anterior, de uma estação mais quente.

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Legenda 1 – Calebe, já aos oito anos de idade, brinca com seu irmão mais velho, Ismael, no sítio da sua tia-avó. Em meio a plantação de feijão, estão embarrados, pois querem simular uma guerrilha. Nessa época gostavam muito dos filmes do Rambo, onde em meio a selva enfrentava seus inimigos sem nenhum medo e muita coragem.

Legenda 2 – O fato de imitarem um personagem fictício, Rambo, remete ao subcódigo conotativo. Embarrados e em meio a mata e segurando galhos secos simbolizando armas mostra duas crianças brincando como seu “super-herói”. Sem nenhum medo por estarem em um lugar habitado por animais peçonhentos, remetem diretamente ao Rambo. Também o fato de estarem sem camiseta, mostra um clima de modo quente.

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Legenda 1 – Aos 17 anos, Calebe deixa seus cabelos compridos. Uma fase recheada de boas lembranças e muitas amizades. Ainda treinando em uma academia próxima, gostava de mostrar os músculos em fotos para postá-las no antigo Orkut.

Legenda 2 – Os cabelos compridos exibidos mostra uma fase de novidades, descobertas e diversão. O subcódigo erótico fica evidente pela forma como a foto foi tirada com os músculos a mostra. O subcódigo estético também é aparente pelo modo como exibe seu cabelo comprido e liso. Em uma análise mais geral, percebe-se ser uma fase onde tudo é diversão, evidenciando a adolescência.

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Legenda 1 – Aos 24 anos acompanhado de sua namorada Suelen, quem tirou a foto. Estava em um acampamento no Passo da Ilha. No alto do morro e feliz com a paisagem ao fundo, algo que gosta muito. Foi tirada sozinho para postar no perfil do Facebook.

Legenda 2 – Ao fundo, a paisagem e o sol bem aparente com seus raios batendo no topo dos morros, mostra uma estação do ano quente, que já diretamente remete ao verão. O modo e linguagem corporal de Calebe mostra alguém feliz e orgulhoso pela posição que ocupa no coração do seu Amor. Ainda na mesma pose mostra orgulho de ser quem é e disposto a conquistar o mundo remetido pelo enquadramento da foto.

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Fases de Cristiane

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Legenda 1 – Foto feita em estúdio quando Cristiane tinha nove meses. A expressão de sorriso era provavelmente influenciada pela mãe que, pela posição da criança e a direção de seu olhar, via a mãe ao lado direito. Legenda 2 – A mensagem transmitida por Cristiane é de felicidade, expressada pelo sorriso. Vários objetos, formas e palavras ditas no processo para se fazer a foto, provavelmente, não tinham significado nenhum para Cristiane, por serem desconhecidos. A mãe dizendo “dá um sorriso para a mamãe”, por exemplo, não fazia Cristiane sorrir porque não entendia o significado da palavra, do gesto que esta palavra representa. Mas sim porque a mãe, ao falar, sorria, e isso incentivava a criança a repetir o gesto. A imagem tem como subcódigo a estética, fruto da tradição do gosto, sendo tradicionalmente bela por retratar uma criança. A função predominante da mensagem é a emotiva (ou expressiva), onde o emissor (Cristiane) é posto em destaque. Ou seja, a mensagem está centrada na expressão dos sentimentos (felicidade, simbolizada pelo sorriso) do emissor.

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Legenda 1 – Foto feita em estúdio quando Cristiane tinha cinco anos. No centro, a irmã mais velha Gisele, com dez anos e o irmão mais novo Lucas, com três. Cristiane está séria. Era bastante birrenta, então provavelmente algo havia chateado ela recentemente e ela não queria fazer a foto, se sentindo “na obrigação de fazer”.

Legenda 2 – Por tradição, quando olhamos para a imagem, vemos três crianças juntas e já atribuímos o código “irmãos”, sendo este o subcódigo iconológico. A foto apresenta também um outro subcódigo, o estético. Isso porque retrata crianças, que tradicionalmente são vistas como belas. A imagem tem como função predominante a emotiva, visto que Cristiane se apresenta não muito contente.

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Legenda 1 – Cristiane tinha 15 anos e estava na fase “do metal”. Usava roupas geralmente escuras e ouvia músicas num volume de deixar os outros moradores da casa surdos. Era convicta em seus gostos, acreditando que aquela fase, aquele gosto por determinadas bandas era eterno. A foto foi feita pouco antes de Cristiane e a Amiga Émile, um ano mais velha, irem a um festival de bandas show de rock que ia ocorrer na cidade. Legenda 2 – A foto possui o subcódigo iconológico, porque por tradição significa “um algo a mais”. Neste caso, ao vermos uma foto em preto e branco, as roupas das duas amigas, a decoração do local (com pôsters como o da banda Épica) e o gesto de Émile, nos fazem pensar em “metaleiras”. A mensagem é óbvia. Retrata duas amigas adolescentes em uma fase comum hoje em dia, numa pose comum e com gostos comuns. Ou seja, nada de novo é apresentado na imagem. A função predominante na mensagem é a referencial, porque indica alguma coisa – neste caso, de que temos duas adolescentes metaleiras.

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Legenda 1 – ) A foto foi feita em maio de 2013, em Porto Alegre, na casa da amiga Karla, que está ao lado direito. Ao lado esquerdo, a amiga Morgana. Esta foto foi forçada justamente por causa deste trabalho. Cristiane avisou Karla e Morgana que queria uma foto com elas, porque já que são as melhores amigas, deveriam estar no trabalho. Elas ficaram quase uma hora tentando fazer uma foto em que as três se gostassem, mas não foi fácil (ai, mulheres). Até que uma hora simplesmente desistiram e saíram de casa. Cristiane não gostou muito da foto, mas acha muito válido ter uma foto com elas aqui. Legenda 2 – A imagem, por tradição, conota “um algo a mais”. Neste caso, ao vermos três mulheres juntas que aparentam ter a mesma imagem, atribuímos o significado de “amigas”, sendo este o subcódigo iconológico. A função predominante na mensagem é a referencial por transmitir uma informação objetiva, expondo a realidade de modo objetivo e indica algo – neste caso, a amizade. Retrata uma mensagem óbvia, sem novidades: amigas fazendo fotos em poses comuns antes de sair de casa. A função emotiva também é evidente, visto que Cristiane pretendia representar na foto a amizade que tem com Karla e Morgana.

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Fases de JĂŠssica

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Legenda 1 – Em pleno domingo ensolarado, dia 11 de outubro de 1992, a Jéssica estava feliz e preocupada com seus cabelos, na casa de seus avôs. Ela estava comemorando seu primeiro aninho e estava assustada ao ver a família toda reunida pela primeira vez e cansada de ouvir todos dizerem para ela mandar beijinhos para as fotos. Ela não queria nem saber de beijinhos ou de brincar com os presentes que ganhou. Ela queria arrumar os cabelos e brincar com a pilha de cascalho que ficava atrás da casa de seus avôs. Legenda 2 – As duas “chuquinhas” na cabeça feitas com rabicós, a mexa de cabelo deixada pra frente, talvez por ele ainda ser curto demais para prendê-lo, vestidinho de babados e fitas, a meia calça branca e os sapatinhos remetem a ideia de uma boneca, passando o aspecto de menininha da mamãe. As árvores ao fundo da foto, demonstram que não havia vizinhos próximos. O muro de tijolos a vista faz uma alusão de foto antiga, porém as flores localizadas a frente da Jéssica nos remetem à um ar de leveza, indicando que a época é de primavera. Segundo Eco, nessa imagem consta o código icônico, onde é possível o receptor conhecer elementos da realidade física e cultural, como são descritos acima.

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Legenda 1 – Aos três aninhos, apesar de Jéssica não estudar ainda, ela tinha ido passar as férias junto com sua mãe e alguns amigos em um camping localizado próximo de Fazenda Souza. Esse dia foi muito especial para ela, já que apesar de não saber pescar direito, ela conseguiu pescar seu primeiro peixe nesse riozinho ao lado. Jéssica ficava muito feliz de passar as férias nos campings, pois lá era possível fazer muitas amizades, tomar banho de rio, brincar nos parquinhos e jogar bola com sua mãe e seus amigos. Legenda 2 – O ambiente o qual a foto foi tirada é composto por muito verde, o qual remete à harmonia. As pedras localizadas no rio e próximas a ele, incluindo o rio, remetem a sensação de tranquilidade. As roupas que Jéssica está utilizando, formam um contraste entre o azul e o rosa, remetendo à infância. Analisando ainda as roupas, é possível observar que ela está de chinelos de dedos, roupas curtas, chapéu de sol. Analisando o ambiente também é possível notar sombras realizadas pelas árvores que se encontram em sua volta, unindo assim, essas duas análises, pode-se dizer que a foto nos remete à sensação de ser calor, nos dando a imaginação de ser verão. O código icônico, segundo Eco, aparece também nessa imagem onde o receptor pode reconhecer elementos da realidade física e cultural.

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Legenda 1 – Aos doze anos de idade, menina rebelde. Não queria saber de conselhos de ninguém, a não ser aproveitar a própria vida da maneira que achava melhor. Queria ser diferente de todas suas colegas no colégio. Não queria saber de batons, pulseiras ou anéis. A Jéssica gostava mesmo de muito punk rock, objetos de caveira, spikes e tênis All Star. Suas bandas preferidas eram Ramones, Tequila Baby, AC/DC, Guns N’ Roses, e por aí vai. Porém, sua mãe e seus avôs tinham vergonha de sair na rua com ela, por causa das suas roupas chamarem bastante atenção e, felizmente, Jéssica tinha um tio chamado André, que a incentivava e a levava para qualquer lugar, sempre que precisava. Legenda 2 – A foto remete a ideia de uma pessoa se divertindo, podendo até ser uma fantasia para algum evento. A cor predominante e sua roupa é o preto, o que pode remeter a escuridão, ao mau e ao mistério, o que pode ser afirmado com a bandana preta de caveiras brancas em sua cabeça. Aparentemente a foto foi tirada em uma casa, não muito nova, visto que a mesma aparece com uma pintura desbotada e com rebocos. E também há roupas estendidas acima de sua cabeça, o que afirma a ideia de ser uma casa. Há flores nas plantas e na árvore que estão localizadas à esquerda da foto, o que remete a ideia de ser primavera, visto também, que a Jéssica está utilizando uma meia calça preta, com All Star cano longo, o que também remete a ideia de ser um tempo ameno. De acordo com Eco, é possível visualizar o códigos icônico que é onde o receptor conhece elementos da realidade física e cultural, e também o subcódigo estético, que é fruto da tradição do gosto.

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Legenda 1 – Essa foto foi tirada em um momento bem importante da vida de Jéssica. Em Janeiro de 2011, Jéssica e seu namorado, Rafael, tinham ido ao Rio de Janeiro, com a intenção de conseguir vistos para os Estados Unidos da América, para realizarem um de seus sonhos, que é o de se casar em Las Vegas. Após 2 horas de voo, eles conseguiram chegar no Rio de Janeiro de madrugada e tinham a entrevista para os visto às 7 horas da manhã. Com poucas horas de sono, Jéssica e Rafael, foram ao consulado e obtiveram uma ótima notícia: o visto havida sido concedido! Após isso, foi só felicidades e passeios! Com o passar dos dias, Jéssica e Rafael têm visto seus sonhos chegarem cada vez mais perto. Legenda 2 – Ao fundo da foto é possível notar bastante mata ao fundo, junto com a civilização, o que remete a ideia do local onde a foto foi tirada ser um pouco afastado da cidade. O céu cinzento e esbranquiçado dá a ideia de ser um tempo frio, podendo ser tirada no inverno ou no outono. As pessoas localizadas à direita da foto e a blusa utilizada por Jéssica, que é de um time, nos dá alusão que a foto foi tirada em um ponto turístico. A camiseta utilizada do time, nos remete a ideia de que ela quis mostrar de onde ela é, e pra que time torce. De acordo com Eco, é possível visualizar o código icônico que é onde o receptor conhece elementos da realidade física e cultural.

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Fases de Juliano

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Legenda 1 – No verão de 1986, Juliano se aventurava ao surfar na arrebentação mais ao fundo, local conhecido na linguagem dos surfistas como: “nos cocos, coquinho” ou até mesmo “xixi das véias”, para o surfista que gosta de surfar no “outside” ou seja na última arrebentação. Créditos para Eduardo Juliano Boz, que foi o fotógrafo e ficou esperando meia hora com uma máquina analógica com uma lente objetiva de 100 mm, que é pesada pra caramba, para conseguir tirar esta foto. Neste ano, sua prancha era nova, pois havia ganhado de presente por ter passado de ano no Colégio. Sua primeira prancha foi uma Cabo-Frio de isopor para aprender no espumão da onda, depois foi uma Paraíso bi-quilha de fibra e a terceira, uma Frutos do Mar que foi usada na foto. Legenda 2 – Instrumento de comunicação, segundo texto estudado de Joly Martine (Introdução da Análise da imagem), a imagem assemelha-se ou confunde-se com o que representa. Esta imagem pode representar coragem, força, destreza, experiência, fôlego, mar revolto, para uma pessoa leiga no assunto, mas, para um surfista profissional ou alguém com algum conhecimento no assunto, sabe que se trata de um mar com ondas pequenas, de meio metro a um metro de altura. Também nota-se que o surfista “pegou a onda” para o lado errado, sendo que deveria ter pegado para o lado contrário, assim, podendo aproveitar melhor a parede da onda. Pode-se, assim, causar uma decodificação aberrante no receptor leigo, que por sua codificação natural pode concluir que o surfista da imagem é um surfista experiente, quando ao contrário trata-se de um aprendiz com 12 anos de idade.

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Legenda 1 – No ano de 1988, na descida da garagem da casa de sua avó. Esse ciclista maluco gostava de saltar em uma rampa que primeiramente foi construída para ser usada com o skate, mas acabou sendo mais útil para saltos. Sempre usando proteções, como capacete e roupa especial para bicicross, nunca se machucou gravemente e nem quebrou nada, a não ser, o garfo da bicicleta(peça em que se prende a roda dianteira). Nesta época ele saltava por cima de onze bicicletas da turma da vizinhança. A bicicleta era uma Extra Light da Caloi, com peças de alumínio da BMX parecidas com as usadas no filme O Extraterrestre, que havia passado há pouco tempo no Brasil. Neste mesmo ano, participou e venceu uma prova de bicicross. Legenda 2 – Pode-se dizer que, na língua, a “imagem”, é o nome comum, dado à metáfora. A metáfora é a figura mais utilizada, mais conhecida e mais estudada da retórica, à qual o dicionário dá “imagem” como sinônimo (Joly Martine, 2005 p. 22). Para alguns receptores pode significar medo, loucura, ossos quebrados, raspões, ferimentos, e para outros pode significar adrenalina, liberdade, ou até mesmo uma época antiga, pois, no seu subcódigo iconológico, conota a uma pessoa radical, que gosta de correr riscos e já no subcódigo estético, percebe-se uma época mais antiga, devido ao modelo do carro que aparece ao fundo, sua placa amarela, que significa pertencer à década de 1980. Há também o subcódigo da montagem onde estas fotos foram tiradas ao mesmo tempo por fotógrafos colocados em posições diferentes para registrar o mesmo momento por dois diferentes ângulos.

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Legenda 1 – Em uma segunda-feira, primeiro de março de 2004, às 21h24min, graças à tecnologia digital, que foi usada para tirar essa foto, pode-se colocar essa informação tão precisa de tempo. Este show da Banda Clã-Destino aconteceu nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, e contou com a presença do Violinista virtuoso Amon-Há Lima, integrante da Família Lima, grupo conhecidíssimo pelo Brasil afora. Os integrantes da Banda da direita para esquerda são: Maikol Nora (baixo), Guilherme (Guizó) Argenta (vocal), Rubem Citton Jr. (bateria), Amon-Há Lima (violino) e Juliano Boz (guitarra solo). Foto tirada por Nédio Argenta que é pai do Guizo, e fã da banda. Legenda 2 – Pierce propõe distinguir três tipos principais de signos: o ícone, o índice e o símbolo. Na imagem acima o símbolo corresponde à classe dos signos que mantêm uma relação de convenção com seu referente. São cinco músicos, cada qual com seu instrumento, em um palco com iluminação colorida, que por lógica nos faz pensar que se trata de um show musical, de uma banda ou conjunto em uma apresentação ao vivo. Este tipo de signo também analisado por seu código icônico compreendido em seu subcódigo iconológico, onde certas imagens conotam alguma coisa a mais, por tradição e o subcódigo estético em que é fruto da tradição do gosto, um tópico adquire certo significado com base em convenções de gosto estético, nos remete a decifrar a imagem acima como uma apresentação ao vivo de uma banda.

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Legenda 1 – Orgulhoso, Juliano foi à cerimônia de entrega do Prêmio Literário Mutirão, que sua filha Alana, ganhara, pela segunda vez consecutiva. Este concurso foi realizado pelo Colégio Mutirão Objetivo, no ano de 2011. Se já é um orgulho ser pai, imagina quando seu filho é premiado em um concurso de escritor juvenil. A história era dramática e com uma morte trágica no final. Ao lado direito da foto, encontra-se Denise, que é namorada do Juliano, e a foto foi tirada pela mãe da Alana que se chama Morgana.

Legenda 2 – Pelo subcódigo iconológico conota-se um momento de felicidade, orgulho e satisfação e pelo estético percebe-se que a menina ao centro segura um troféu que tem como significado interpretante remete-nos a decodificar que este troféu foi algum prêmio ou reconhecimento de algo feito. Para Pierce, um signo é “algo que está no lugar de alguma coisa para alguém, em alguma relação ou alguma qualidade” (Joly Martine, 2005 p.33). Também pode haver uma decodificação aberrante pressupondo que se trata de Pai, Mãe e Filha ou apenas três pessoas o que conforme descrição da imagem anteriormente nos revela que não.

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Pessoas de fases uma história de evolução e crescimento