giro360_Ipaussu dá um
Grátis! foto: Flávia Rocha | 360
show de cidadania e tornase uma linda cidade graças aos cuidados com limpeza, meio ambiente, calçamento e lazer diversificado para moradores e turistas •p.6
agro__ região perde dois agroempresários que se dedicaram como poucos a temas comunitários •p.5
r! e L rn e d o3 6 0 - G ostos o
Ca
de
gastronomia__ cuscuz,
pegue & leve
bem viver__A mulher, celebrada no dia 8 de março com um Dia Internacional, é tema de entrevista exclusiva com Nilvia Nantes Brandini, crônica de José Mário Rocha de Andrade e um teste para avaliar o nível de •p.10 “machismo” de cada um. Confira!
indicado para a quaresma, em receita exclusiva de quituteiro do litoral. E pão caseiro delicioso que a d. Ana faz muito bem! •p.9 arte: Franco Catalano Nardo | 360
Árvores de médio e grande portes n º. 9 8 devem ter espaço em área urbana ANO IX
março|2014
Circulação Mensal Mensal 12 mil exemplares Distribuição: • Águas de Sta Bárbara • Assis • Areiópolis • Avaré • Bernardino de Campos • Botucatu • Cândido Mota • Canitar • Chavantes • Cerqueira César • Espírito Sto do Turvo • Fartura • Ibirarema • Ipaussu • Lins • Manduri • Ourinhos • Óleo • Palmital • Piraju • Sta Cruz do Rio Pardo • São Manuel • São Pedro do Turvo • Tatuí •Timburi Rodovias: • Cia. da Fazenda • Graal Estação Kafé • Orquidário Restaurante Café • Rodoserv • RodoStar • Varanda do Suco issuu.com/ caderno360
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Espécie muito comum nas pequenas cidades do interior de São Paulo, a paineira ainda resiste às podas mal feitas e aos cortes sem justificativas
•p.3
2 • editorial
A diversidade está em tudo e ela precisa ser admitida se quisermos ser felizes e gastarmos o tempo que nos parece cada vez mais escasso em questões que nos elevem. Diversidade de temperamentos, de jeito de se expressar, de maneira de organizar um pensamento. Diversidade de ideias e opiniões. Diversidade econômica, cultural, sexual.
Em meio a tantas diversidades que vejo se misturarem aqui e ali, inclusive no provincianismo que é ainda latente nos pequenos centros – há que se tirar o melhor dele, mas ele sempre vai “atrasar a carruagem”, isso é inevitável – a mulher aparece, sob um aspecto, ainda ilhada. Rodeada de tubarões – homens e mulheres de toda a natureza e idade – a lhe rodearem ávidos por colocá-la na condição de quem é tudo: mãe (muitas vezes dos pais, do marido…), amiga (inclusive dos filhos, parentes), companheira (hoje em dia também nos porres, farras e vexames), faxineira, cozinheira, babá, professora, tutora, motorista, empregada, profissional… mas também é vaca, vadia, biscate, filha da puta, sem vergonha… em situações que os homens não são. O machismo, infelizmente, ainda domina. Pode-se argumentar que a figura mais contida e menos libidinosa da mulher (será?) seja mais capaz de ater-se a outros aspectos que não somente o de querer transar com um cara atraente. Mas quem ensinou que nos homens um padrão de comportamento marcado pela infidelidade, pela promiscuidade, é aceitável, correto e, até, bacana? Pais e mães. Homens e mulheres.
A figura feminina ainda continua, em 2014, num novo século, no ano que vou completar 50 anos, eu que nasci
depois da revoada dos sutiens, na mesma e equivocada posição de ter que se submeter ao homem. E às próprias mulheres, o que é mais alarmante. É comum ver mulheres defendendo que outras se submetam ao autorismo de seus companheiros, alegando que sem isso não se estabelece uma relação, um casamento, uma família. Assim como ainda existem aquelas que veem no matrimônio a solução para sua vida financeira. Pois é. Diversidade de ideias nesse sentido, são úteis se aparecem para despertar as pessoas do machismo, da opressão e do comodismo. Afinal, é abordando um asssunto que expurgamos os maus hábitos assimilados culturalmente.
Outro campo onde ainda se mantém um atraso, apesar de tantos estudos e apelos climáticos, é a preservação de outro ser feminino, a mãe natureza. Assim como a mulher, apesar de vivermos um novo século, onde a informação grita aos nossos olhos e ouvidos de que ela é fundamental, inclusive no nosso quintal, ainda persiste um atraso na conduta das pessoas e instituições a esse respeito. Ou seja, a diversidade, neste caso, deve ser aplicada na forma como devemos buscar reinserir uma prática ambiental correta em nossas vidas e em nossas cidades. E não se isso é necesário, pois já passamos desse ponto. No mês que traz em seu calendário o Dia Internacional
foto: Flávia Rocha | 360
DIVERSIDADE Adoro quando somos diversos. Quando divergimos, inclusive. Sempre me sinto desafiada a ir além do meu raciocínio, da minha emoção, da minha razão, para ir de encontro ao raciocínio, emoção e razão do outro, dos outros. Não me importo se ela vem num tom irônico, áspero ou agressivo, por mais que isso seja chato. Isso não me desvia do tema pra entrar na questão de ofensas ou incômodos de ordem pessoal ou de julgar o jeito do outro. Em outras palavras, não sou de mimimi. Para mim, o inportante é o conteúdo, o que vai sair dali e que vou sair, seguramente, mais evoluída daquele momento. Ou reafirmarei minha opinião – e terei ainda mais convicção dela – ou mudarei meu jeito de ver e pensar, seja em parte ou num todo.
No campo feminino, a edição traz o perfil de uma mulher que foge dos padrões ainda vigentes. Não é afeita a futilidade, nem a vaidade, muito menos a acomodar-se em uma situação familiar confortável. É aguerrida e ousada sem chamar a atenção ou perder a calma. Sim, ela existe, pode conferir em BEM VIVER. A seção traz, ainda um texto de nosso grande colunista José Mário Rocha de Andrade, exaltando a condição feminina, inclusive ao volante. E um, teste para você saber quanto é machista. Nossos outros colunistas, Tiago Cachoni, Priscila e Paola Manfrim também focaram o mundo “cor-de-rosa", confiram! Para completar, receitas deliciosas para o tempo da quaresma em GASTRONOMIA, ótimas dicas em nossa AGENDA CULTURAL e o Pingo torrando no calor, algo que só a natureza poderá abrandar, apesar da insistência dos tarados por cimento, veja em MENINADA. Boa leitura!
Flávia Rocha Manfrin
diretora-editora 360 | 360@caderno360.com.br
da Mulher e o Dia Mundial da Água, o 360 foca essas questões com histórias e textos que nos convidam a pensar e ponderar mais e mais a repeito de nosssa vida e de nossa existência. A inserção das árvores nas cidades, item essencial para se interferir positivamente no clima e resolver questões urbanas recorrentes, como as enchentes, aparecem em matéria pautada em podas drásticas e cortes em profusão que está alarmando moradores de Sta. Cruz do Rio Pardo. Traz ainda, uma abordagem do cenário da água no Estado – e no país – assinado por um estudioso que merece a nossa atenção, o professor Edson Pirolli, como o leitor poderá ver na seção MEIO AMBIENTE. O tema aparece também em GIRO 360, quando saímos em busca de bons exemplos, com a pequena e linda Ipaussu, que se mostra repleta de muito verde, em casas e lugares públicos. Tudo bem cuidado, bem aplicado, diverso e perene. Com direito a ótimos endereços gastronômicos, vale informar e comprovar.
Ora, Ação! Provérbios 3 Vs: 29
“Não maquines o mal contra o teu próximo, pois que habita contigo confiadamente.“
3 • meio
ambiente
Árvores de grande porte são essenciais em área urbana
Uma rápida olhada em leis municipais de algumas cidades do interior, dentro as várias nas quais circulamos, apenas algumas nos apresentaram seus documentos, é possível perceber o quanto vulneráveis as árvores estão em relação
ao desejo humano. Em outras palavras, muita liberdade para o executivo e fácil de burlar para beneficiar particulares.
Novo tempo – É bom destacar que essa atitude desmedida e sem transparêcia em relação às árvores e ao meio ambiente, não é mais assunto de alguns poucos “xiitas ecológicos”. O assunto é destacado nas escolas e em todos os ambientes onde o jovem eleitor circula. Ou seja, talvez o tempo possa erradicar de nossas esferas públicas persoangens que ainda se sentem no direito de dar as Árvores na Avenida Tiradentes provam que sem elas não há beleza
foto: Flávia Rocha | 360
Sombra e água fresca – Não à toa essa expressão existe. Além de garantir uma diminuição da sensação térmica, a árvore também vai proporcionar a existência e reparecimento de nascentes d’água, onde quer que sejam plantadas em abundância e com mudas nativas, ou seja, que sempre existiram naquele lugar. No reduto urbano, elas precisam existir nos mais diversos tamanhos. Incluindo de médio e grande portes, onde quer que seja possível. Por isso, devem estar acima de questões pessoais, como construção de casas e garagens.
Trabalhadores aproveitam a sombra da paineira na hora do almoço, em área urbana
foto: Flávia Rocha | 360
A arborização das cidades, incluindo os pequenos municípios, ainda requer muitos avanços, apesar de tantas informações disponíveis nos tempos atuais. Não se trata de gosto ou preferência. Questões como o aquecimento global – que atinge a todos, em qualquer canto do globo –, enchentes e equilíbrio do ecossistema passam necessariamente pela existência – em abundância – das árvores. Alguma novidade nisso? Nenhuma. Causa até um certo constrangimento escrever isso num periódico. Mas fazse necessário quando deparamos com uma mudança drástica no cenário urbano de uma cidade tradicionalmente “verde”, sem a devida clareza junto à população.
foto: divulgação Expo Nelore Avaré
* Flávia Manfrin
costas ao assunto e tratá-lo de modo autoritário ou irrresponsável.
Novas leis – Dentre as provocações que um grupo de moradores de Sta. Cruz do Rio Pardo fez numa rede social, dada a decisão arbitrária da prefeitura em er-
radicar dezenas de grandes árvores históricas da cidade, encontramos um projeto de lei, a ser apresentado na Câmara dos Vereadores, propondo o IPTU sustentável, com descontos para quem plantar árvores, tiver áreas permeáveis, aproveitamento de água e aquecimento solar hidráulico em suas residências, com índices diferentes para cada um desses itens. Para Murilo Sala, autor do projeto, essa iniciativa visa a incentivar a população a inserir esses itens em suas residências, contribuindo para a questão ambiental e ainda obter um benefício econômico. Único a responder ao clamor dos moradores na rede social, Sala entrou com um ofício pedindo à secretaria de Meio Ambiente que esclareça a questão dos cortes drásticos. Ele, assim como membros do grupo, não foi atendido até o fechamento desta edição. Resta torcer para que uma tomada de consciência assole o poder executivo da
fotos: acervo histórico de Edilson Arcolese
ÁRvOREs devem ser prioridade e motivo de orgulho das cidades
Arborização da Avenida Tiradentes, a principal via de acesso de Santa Cruz do Rio Pardo, no início do século passado. Com o tempo, a necessidade de replantio envolveu várias esferas da sociedade (abaixo)
cidade e que o Ministério Público perceba a situação alarmante que abate o município. De qualquer modo, o cenário ressalta a fragilidade do assunto, mesmo depois dos altos níveis do termômetro e da seca que abalou a região, trazendo enorme prejuízo à cidade.
Olho regional – Situações como essa, enfrentada pelos moradores de Sta. Cruz, nos fazem pensar que falta num país tão grande, de Estados que têm áreas (e PIBs) comparáveis a países inteiros, uma visão – e ação – de âmbito regional, já que esferas estaduais mantêm seu foco nas capitais e pouco conhecem a realidade do interior e, no interior, o desconhecimento e a pequena
repercussão de um tema como esse tornem governantes indiferentes aos apelos da natureza.
Talvez, leis e aferições em esfera menos domiciliar possam garantir aos municípios e aos cidadãos que primam por qualidade de vida, o que inclui uma arborização maciça e adequada a cada cidade, a preservação de suas mais frondosas árvores, maior cuidado com áreas verdes, como parques e praças, fiscalização efetiva e eficaz das infrações contra a natureza que ainda resiste e é tão necessária no meio urbano, entre outras questões. Seria uma alternativa para lugares onde ainda não se percebeu o óbvio.
O plantio de mudas – em tamanho adequado – em substituição a espécies cortadas eram motivo de orgulho e solenidade, envolvendo colégios e cidadãos ilustres
ÁguA manejo adequado ou racionamento? *Edson Pirolli
porque estes depósitos de água estão vazios? Porque não choveu em uma época que devia chover. Correto. Porém, o período de estiagem não foi tão longo para que esta situação seja tão grave. A questão é mais complexa e precisa ser trabalhada e divulgada a toda sociedade sob pena desta enfrentar agravamento da situação em um futuro próximo.
O Brasil é um dos países mais privilegiados em termos de recursos hídricos da Terra, tendo em torno de 13% da água doce superficial. O Estado de São Paulo também tem boa quantidade de água superficial nos seus inúmeros rios. Então, por que nos meses de janeiro e fevereiro de 2014 estamos enfrentando racionamento de água em várias cidades, com risco deste problema se agravar se não ocorrerem chuvas em grande quantidade no mês de março? A resposta mais comum é a de que está faltando água devido ao baixo nível dos reservatórios. Muito bem. E
Ocorre, que com a retirada de grande percentual da cobertura vegetal nativa do solo do nosso estado e com a substituição das florestas por culturas agrícolas, pastagens e áreas urbanas, o ciclo hidrológico foi profudamente modificado. Nas condições originais, a água das chuvas infiltrava quase totamente no solo coberto por florestas (em torno de 80%) e ficava armazenada nos perfis deste solo e nos aquíferos livres (lençol freático) sendo lentamente liberada para os córregos e rios através das nascentes. Estas nascentes mantinham os rios com volume de água próximo ao normal por grandes períodos, mesmo sem chuvas.
Hoje, Hoje com a maior parte das terras do Estado de São Paulo (e do Brasil) ocupadas por atividades antrópicas, as taxas de infiltração de água mudaram. Em áreas urbanas, por exemplo, oscilam em torno de 20%, podendo chegar próximo a zero em zonas densamente povoadas. Em áreas de uso agropecuário sem práticas conservacionistas, as taxas de infiltração vão de 15 a 30%. A água que deixa de infiltrar é a mesma que escorre superficialmente e se concentra em regiões baixas do relevo causando as inundações. Assim, a ocupação não planejada de quase toda superfície do estado (e boa parte do país), tem como consequências diretas a redução da água estocada no solo, a diminuição da disponibilidade de água nas nascentes, e consequentemente nos rios e reservatórios, o aumento do escorrimento superficial, o surgimento de erosões e vossorocas, a ocorrência de inundações e o assoreamento dos corpos d´água. Mas, e agora? Agora precisamos urgentemente mudar nossa postura com relação ao
patrimônio ambiental do país, cumprindo e fazendo cumprir a legislação ambiental (sobretudo no que se refere à proteção das matas ciliares e reservas legais). Também precisamos adotar de fato o planejamento, a gestão e o manejo das bacias e microbacias hidrográficas, buscando o aumento da cobertura vegetal arbórea e a aplicação de técnicas conservacionistas nas áreas de produção agropecuária com o objetivo de estocar água. E, nas áreas urbanas, cada cidadão precisa contribuir mantendo uma área permeável para auxiliar na infiltração da água das chuvas. O poder público municipal também deve se comprometer com este processo, mantendo espaços livres de impermeabilização em praças, parques, estacionamentos, e inclusive nas calçadas. *Docente em sensoriamento remoto e geoprocessamento, professor de graduação e pós-graduação e pesquisador da UNESP, de Ourinhos e de Presidente Prudente
5 • agronegócio
A luz de quem faz a DIFERENçA Muitas pessoas passam por esta vida e deixam em cada coração que por elas foi tocado, uma saudade sem fim. Outras passam por essa vida e deixam o seu coração impresso onde viveram. Essas são pessoas que vão além da conta. Além do esperado, além do comum, além da maioria. São essas as pessoas que mais fazem falta quando partem. Porque delas deixa de fluir a generosidade e a caridade, que é o que faz o mundo ser melhor, o que remedia os estragos feitos pelo homem. O 360 lamenta profundamente, a passagem de dois grandes cidadãos da região, que decidiram se transformar em estrelas deste nosso radiante universo no mesmo dia. Dois profissionais do universo do agronegócio, dois exemplos de vida. Chicão Quagliato (sócio-diretor da Usina São Luiz, de Ourinhos) nos deixa a missão de sermos mais generosos com o próximo, especialmente os menos favorecidos. Nos deixa a alegria em doar sem alardes, em proporcionar soluções onde muitas vezes residia a penúria, o infortúnio. Nos deixa a lição
Agenda Agro & Ambiental Botucatu: Workshop_tecnologia em Mecanização agrícola O evento terá palestras e dinâmicas com temas direcionados ao aperfeiçoamento e à atualização sobre tecnologias disponíveis e desenvolvidas na área de mecanização agrícola. José Paulo Molin, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq),ministrará a palestra “Mecanização de Precisão” e Ulisses Antuniassi, da FCA da unesp de Botucatu, falará sobre “Inovações em Tecnologia de Aplicação”. Inscrições: c/ desconto até 15/3. Info: www.fepaf.org.br FaRtuRa: Feira_ 26ª Expofar A feira anual do setor agropecuário de Fartura já tem agenda. 29/3_19h: Leilão de gado geral 30/3_18h: início do Torneio Leiteiro 31/3_9h: ato cívico (Ginásio de Esportes) 2/4_8h: entrada dos animais (suínos, ovinos e bovinos das raças Holandesa e Nelore). 9h: Início da exposição de equinos 18h: final do Torneio Leiteiro 3/4_20h: abertura oficial e inicio do rodeio de touros e cavalos 4/4_20h: rodeio 5/4_9h: julgamento Raça Nelore. 10h: Leilão de suínos. 10h: Prova dos 3 Tambores. 15h: Leilão do Gado Leiteiro. 20h rodeio 6/4_9h: Cavalgada. 20h: final do rodeio. Queima de Fogos oBS: Os shows gratuitos estão na agenda cultural (pág. 15) nacIonal: Patrocínio_ Projetos ambientais A Fundação Boticário aceita inscrições de projetos ambientais de instituições jurídicas sem fins lucrativos que revertam em ações práticas de conservação ambiental. Não há valores estabelecidos para as propostas. O valor total destinado nos últimos dois anos variou entre R$ 650 mil e R$ 750 mil, revertidos em média, para 15 a 20 projetos. Inscrições: até 31/3. Info: 41 3340-2639 e www.fundacaogrupoboticario.org.br
de fazer isso sem pompa ou circunstância, mas com a mais deliciosa e reconfortante simplicidade, o que faz dele um ser ímpar. Afinal, ser muito rico e generoso algo fácil de se incorporar na vida, quando se tem essa sorte. Agora, ser muito rico, caridoso e simples, com certeza é algo que faz uma grande diferença. Por isso, é tão difícil pensar em alguém que nos remeta à sua alegria de viver e de partilhar, à sua capacidade de dar alento, sustento e esperança a tantas e tantas pessoas que não tiveram a sua sorte. Sempre de um jeito absolutamente simples e humano. Elias Sahade Júnior (sócio-diretor da EPR Soluções Ambientais) também tinha o dom de fazer a diferença. E também pela caridade e pelo empenho em fazer deste mundo um lugar melhor. Ele não se furtava em ajudar quando o assunto era partilhar seu grande conhecimento sobre urbanismo e meio ambiente, questões tão importantes para o povo de um lugar (e infelizmente ainda tão mal interpretadas nas pequenas – e grandes – cidades paulistas). Elias nos deixou sem que eu soubesse que estava doente, tanta a sua vivacidade, a sua generosidade em dar ao outro um dia melhor. E partiu deixando o Caderno 360 órfão de um de seus mais ilustres colaboradores. Sinto-me muito só ao escrever essa singela homenagem, meu querido amigo. Sinto e sentirei muitíssimo a sua falta, tão cedo, tão precoce. Neste momento de dor e pesar, de escrever um texto que não será revisado, na tentativa de perpetuar ainda mais as boas obras desses ilustres cidadãos, eu convido você, leitor, a parar um instante e refletir a respeito da sua diferença. Eu o convido a buscar em si a caridade que Deus proporciona a todos os corações, mas que acaba sendo tão facilmente suprimida pelo egoísmo, pela vaidade, e por tantos outros sentimentos e escolhas que permeiam nosso ser. E peço que se lembre que sempre é cedo para que pessoas que realmente fazem a diferença deixem este mundo. E nunca é tarde para despertarmos para seu exemplo de bondade.
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• giro 360
*texto e fotos Flavia Manfrin
Ipaussu prova que cidade pequena pode ser bem cuidada e atrativa
Áreas verdes públicas muito bem cuidadas, calçadas limpas e em ordem, residências bem conservadas e repletas daquilo que mais encanta o homem, seja onde for: a natureza. É simples a receita para que uma cidade se mantenha atraente aos olhos dos forasteiros e motivo de orgulho para quem nelas vive. Ocorre que nem sempre é assim, muito pelo contrário. É fácil passar por cidades pequenas e se deparar com lixo nas ruas, calçadas destruídas e áreas verdes com cara de abandono.
Por isso, a pequena e pacata Ipaussu, com pouco mais de 13 mil habitantes, merece uma visita. De maneira progressiva e com muito talento, ela vem se organizando com esmero, tornando-se, provavelmente, a mais bela da sua região.
E qual o segredo para esse êxito? Sintonia com os conceitos que regem o mundo moderno, como crescimento ordenado e consciência ambiental, e contiuidade. Sim, porque um cenário como o que vemos nas
O lago municpal, no centro da cidade, está devidamente conservado e repleto de opções de lazer, como corrida e caminhada, playground, equipamentos para ginástica, pesca, pedalinho, ciclismo (com bicicletas disponíveis para a população, pista de skate, área para shows, entre outros. Também animais silvestres, como patos, pássaros, peixes e até capivaras, habitam o local, que está muito limpo
fotos, que contam mais do que palavras, não se cria da noite para o dia. Muito pelo contrário. Leva anos, muitos anos.
Essa realidade nos faz lembrar que governos devem, antes de mais nada, manter e aperfeiçoar o que de bom já foi feito numa cidade. Essa prática também funciona para ensinar cidadãos a respeitarem a cidade, mantendo calçadas, terrenos e edificações em ordem, dignas de serem admiradas. E usufruindo das áreas públicas com zelo.
fotos: Flávia Rocha | 360
A ordem de Ipaussu aparece em áreas públicas e privadas. Bancos em jardins bem cuidados nas praças e lago. Terreno arborizado e calçada acessível para qualquer pedestre, em ruas limpas, sinal de cidadania
A praça principal ostenta um vistoso jardim, ressaltando um cuidado que excede mandatos públicos e permitindo vivenciar um típico reduto do interior. O verde da praça também aparece nas residências, assim, como a limpeza das calçadas, que dão vontade de se andar descalço
Novidades gastronômicas agradam em IpAussu
Dois endereços em Ipaussu – As novidades na cidade próxima a Ourinhos, Piraju e Santa Cruz, começam no HARPO'S. Com horários noturnos nos finais de semana e almoço no domingo, o advogado Artelino Xavier de Oliveira se dedica a criar pratos diferenciados, inusitados, com um resultado que tem agradado bastante aos clientes mais exigentes. O atendimento, primoroso, também pontua o local, garantindo um passeio bastante agradável. Próximo ao lago municipal, foi construído anexo à residência do quituteiro, o que torna o lugar ainda mais amigável. Aceita reservas e oferece ótimas sobremesas.
fotos: Flávia Rocha | 360
As cidades menores, quem diria, andam surpreendendo quando o assunto é criar um ambiente aconchegante e de acordo com as tendências dos bons pontos turísticos do planeta. Uso de madeira e outros elementos da natureza, incluindo muitas plantas, ambiente rústico porém de bom gosto, banheiros limpos e caprichados, fachadas e interiores onde se percebe atenção a muitos detalhes.
Mais à entrada da cidade, chama a atenção a PAIOLÃO CHURRASCARIA. Obra de Márcio Rogério Bueno, literalmente, já que ele
Acima e à direita, o Paiolão, com sua comida caseira, churrasco aposta no rústico e no natural. À esquerda e abaixo, o Harpo's. Bom gosto e criatividade na ambientação e nos pratos
colocou as mãos na massa (e em outros materiais) e com a ajuda de um profissional de construção criou um belo lugar, repleto de destalhes rústicos e muito verde. No vasto salão com fogão a lenha e churrasqueira, são servidos pratos à la carte durante a semana e, aos domingos, churrasco com direito a buffet variado, cobrado por pessoa (crianças até 12 anos não pagam). Em torno do restaurante, o significado da palavra cidadania grita alto. Calçadas, playground e mesas externas criartivos e feitos com base na natureza, agradam os olhos e o espírito.
Podem apostar, Ipaussu está arrasando na paisagem, no lazer simples e bucólico de praças e lago, e, ainda, com direito a ótimas paradas para agradar ao paladar.
I nf o : Harpo's – F: 149 9853.0904 Paiolão – F: 14 3344.3435 • 99868.7968
fotos: Flavia Rocha | 360
• gastronomia A receita desta edição é dedicada aos dias de sacrifício da Quaresma, quando católicos e talvez outras correntes cristãs, se abstêm da carte, especialmente na 4ªfeira de Cinzas e na 6ª-feira da Paixão de Cristo. Mas vale para todos que adoram a mistura à base de angu de milho, legumes e frutos do mar, o popular cuscuz, que apresentamos repletos de peixe e camarões, como não poderia deixar de ser na receita do quituteiro Fabio Burzichelli, caiçara por natureza, portanto, afinado com as delícias do mar.
CusCuz pra comer sem sacrifícios por Flávia Manfrin
foto: Fabio Burzichelli
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Pão Delicioso da d. Ana r e c e i t a d e A n a M a r i a d a S i l v a H e r na n d e s
Cuscuz Paulista
Quando uma pessoa cozinha com uma boa receita. O resultado tende a ficar bom. Quando ela faz isso com boa vontade, a tendência é ficar ainda melhor. Agora, quando a pessoa coloca no ato de cozinhar, uma dose imensa de amor e de humildade, pode esperar algo delicioso. É assim que fica o pão da Ana, a profissional que cuida do meu pai como um anjo.E que nos mima com quitutes que ela traz muitas vezes quentinho, como é o seu pão caseiro. Só de escrever aqui, já abre o petite e aparece aquele gosto de quero mais!
Ingredientes • 1 lata de molho de tomate • 1 lata de ervilha • 1 tablete de caldo de peixe • 1 cebola • 2 latas de sardinha ou atum ou 1/2quilo de camarão limpo • 4 palmitos cortados em pedaços pequenos • 1 pacote de farinha de milho amarela Yoki • 2 ovos cozidos Preparo: Em uma panela refogue a cebola e dissolva o caldo de peixe. Em seguida coloque o molho de tomate, a ervilha, o palmito e as latas de sardinha. Adicione uma lata (do molho de tomate ou da ervilha) de água e deixe de
molho apurar um pouco. vá colocando a farinha aos poucos, até dar o ponto. Fica uma massa mole e úmida. unte uma forma de pudim com azeite e coloque no fundo e nas quinas os camarões, rodelas de ovo cozido e de palmito. Despeje a massa e faça pressão com uma colher para dar forma no cuscuz. Espere esfriar um pouco e desenforme. Obs. se for usar camarão cozinhe ele à parte e só coloque depois que apurar o molho, pois senão ele pode ficar duro.
foto: Flávia Rocha | 360
receita de Fabio Burzichelli
Ingredientes • 2,5 copos de água (daqueles de requeijão) • 1 copo pequeno de óleo • 2 colheres de sopa de manteiga 1 colher de sopa de sal • 1 copo pequeno de açúcar • 50g de fermento fresco • 1,5 kg de farinha de trigo
Preparo: Misture bem os ingredientes, exceto a farinha. Comece a sovar (amassar o pão) e vá adicionando a farinha até ficar uma massa fofa. Faça uma bolinha e coloque na água pra indicar quando crescer. Então abra a massa e enrole na forma de pão. pode ser simples ou recheado de presunto e queijo, salsicha...
10 • bem
viver
Nilvia Brandini Nantes, de Santa Ccruz do Rio Pardo em conversa exclusiva com o Caderno 360
uMA mulher fora de série destaque de uma festa, muito menos de obter reconhecimento por onde passa. O temperamento quieto e tímido não a faz, porém, fechar-se em casa. Mesmo cansada depois de um dia intenso no consultório, ela se arruma e segue com o marido para cumprir uma agenda sempre cheia. “Eu o acompanho. Mesmo que não esteja com vontade e no final acabo me divertindo”, conta. foto: Flávia Rocha | 360
“Na vida você tem que ser lembrada por alguma coisa boa
Na contramão dessa realidade, está Nilvia Brandini Nantes. Mais de 50 anos, de família tradicional, casada com um dos mais ilustres cidadãos da cidade, com três filhos criados. Todos jovens, formados, bacanas e belos. Dona de uma casa grande e confortável, formada dentista numa das melhores escolas do país, a Unicamp. Com tantos sinais de uma história comum, o que destaca essa mulher dentre tantas damas da sociedade brasileira?
Para começar, ao contrário do que seria comum, ela não é deslumbrada com tudo que tem e conquistou. Muito menos afeita a gastar dinheiro com roupas de grife, mesmo podendo tê-las quando bem entender. “As que tenho foram presentes das filhas”, garante. Nilvia também não se incomoda de ser o marido o centro das atenções. Não sente necessidade nenhuma de ser o
foto: vera Nunes Fotografia
O tempo passou desde à época da mulher submissa, que servia ao marido como a um amo e senhor e cuidava dos filhos. A mulher moderna, é polivalente. Trabalha, estuda, casa, tem filhos e gosta de ser admirada. A complexidade do sexo feminino, no entanto, ainda deixa perplexos os homens, sejam maridos, namorados, pais ou filhos. Se por um lado a mulher está mais independente e dona de si, por outro, continua suscetível aos arroubos da vaidade que tornam-na “perua”. Muitas também relaxam e acabam buscando um homem que lhes sustente. Não no sentido de deixarem de se cuidar, muito pelo contrário. Elas deixam de lado a satisfação de viver por conta própria para se divertirem no papel de dondocas. Feias ou bonitas, velhas ou jovens, ricas ou pobres, finas ou sem muita educação… a grande maioria traz ainda a incoerência da competição. No trabalho, entre amigas e parentes. Não é à toa que dizem que as mulheres vivem para superar as outras antes de mais nada.
”
que tenha feito. Não adianta ficar só atrás da beleza.
Com o marido João, que tem uma vida social ativa: sempre disposta a lhe fazer companhia e se divertir em qualquer situação, mesmos estando cansada
Sinal do típico ciúme da mulher que quer marcar território? Nada disso. Nilvia não tem arroubos de ciúmes. É uma mulher segura, que sabe a relação que tem com seu eleito e o conhece como ninguém. Afinal, foram muitos anos de namoro, deste a adolescência e já são mais de 30 anos de casamento. “Ele sabe se colocar, nunca me deixou insegura”, revela sobre o fato de ser casada com alguém que é sempre o centro das atenções.
Dona de uma casa muito elegante, Nilvia não se envaidece por isso, nem gosta de ostentar. Recebe sua visita com tranquilidade, conta como a decoração foi feita e se diverte informando que não é daquelas que vive em torno de um fogão. Exigente quando se trata de fazer as coisas direito, ela também não vive às turras com funcionárias. “Sempre consegui lidar bem com quem trabalha comigo,
acho que basta falar com respeito, nunca tive problemas”, ensina a dentista que esteve por 17 anos à frente de colegas de profissão num trabalho de coordenação do atendimento odontológico público da cidade, até se aposentar, após 32 anos de atividades. Também suas amizades são da época da infância, o que não a impede de ter criado novos vínculos ao longo dos anos. Com tantas diferenças das mulheres loucas para se enfiar num salão de beleza, ou consultório de rejuvenescimento para depois usar o cartão de crédito até o limite num shopping center da vida, pode-se pensar que estamos falando de uma pessoa acomodada. Nada disso. Com uma história estudantil diferenciada, que inclui uma temporada no exterior quando poucos se atreviam a tanto, Nilvia é tão ativa que acaba de formar-se em Direito. A ideia, como ela revela, partiu do marido, que se mantém à frente de um escritório que leva seu nome, onde trabalham os três filhos já formados e muitos outros profissionais. “Ele sempre me pedia para ler suas defesas, fui tomando gosto. Como já me realizei na odontologia, meu marido me incentivou a fazer Direito e resolvi experimentar”, explica, garantindo que não pretende abandonar seu consutório, para alívio de pacientes de longa data. “De dia fico no consultório e a noite estou fazendo cursinho para a OAB, mas quando tiver tempo quero me dedicar a algumas causas, da área do trabalho”, diz mostrando que preguiça não faz parte da sua rotina. Sobre o desafio de ser mais uma advogada na família, Nilvia mostra que é aguerrida. Destemida, encara até mesmo seus próprios preconceitos. Foi assim com jiló, que ela provou e continua não gostando muito. E com a periodontia, especialização odontológica que fez questão de cursar para ver se tomava gosto. E não tomou. Sobre suas preferências, ela se mostra singela. Quem quiser agradála, deve saber que uma caixa de chocolates já basta. A respeito do futuro, diz que ensina os filhos a buscarem um sentido na vida e viverem com base no respeito. Essa mulher segura sem mostrar-se cheia de si, vive de maneira amena e verdadeiramnete feliz valendo-se, principalmente, de seu convívio familiar. São as histórias e momentos com a família que lhe fazem gargalhar e também lhe causam as maiores emoções, conforme nos conta. Aliás, basta falar disso para que sua candura tome conta e seu sorriso calmo e generoso nos prove que estamos realmente diante de uma grande mulher. É o que atestam seus filhos e marido, veja a seguir.
ElA, por eles
Nilvia celebra a formatura em Direito ao lados dos filhos Camila e João Rafael, do marido João e da filha Natália
mãe que sempre nos surpreende: aquela que leva “Auma família inteira nas costas e ainda consegue
tempo para estudar. Aquela que nos dá lições de vida todos os dias e ainda consegue ficar atenta às aulas e dedicaçõe inúmeras. Uma dentista. Uma advogada. Um ser humano perfeito! João Rafael
”
e Bacharel em Direito! Minha mãe, “Dentista a melhor!!!! Te amo muito!!! Natália ” “A mulher mais importante da minha vida! Você é meu exemplo em tudo! Tens meu eterno respeito e admiração! Te amo! ! Camila ”
estou muito feliz! Mais uma colação de grau “Hoje na família! Parabéns Nilvia Brandini Nantes, sucesso!!! Você é uma vencedora! João ”
t pe
pa
n
*José Mário Rocha de Andrade \Nas décadas de 50 e 60 eu era um garoto que, toda vez que minha mãe fazia uma ultrapassagem na estrada, ou uma manobra difícil com o carro, ouvia meu pai exclamar com orgulho: “olhe só a pintacuda”. Muitas mulheres começaram a dirigir nessa época e tia Odette ganhou o apelido de “pé de chumbo” batendo recordes de velocidade e tempo no trajeto Sta Cruz/Bauru. Ela se justificava esbanjando bom humor: “há muitos buracos na estrada e, se eu dirigir devagar, o carro cai em todos”. Tia Odette literalmente voava na estrada. Tio Carlito tinha uma “baratinha”, um Ford que abria a tampa traseira para formar um banco onde a criançada se amontoava e festava, mas não era possível correr, o motor fervia. arte: Franco Catalano Nardo | 360
foto: vera Nunes Fotografia
Deoimentos publicados pelos filhos e marido de Nilvia à época de sua formatura de Direito, em fevereiro/2014
A pintacuda
Há um ano eu estava no Rio, em Copacabana, no apartamento da Cláudia que recebe com o élan que desperta a verve dos convidados. Um amigo de tradicional família carioca contava histórias do Circuito da Gávea que sediou 16 vezes o Grande Prêmio do Brasil entre 1933 e 1954. Os 11 km do trajeto, as 100 curvas e o piso alternando asfalto, cimento, areia e paralelepípedo com os trilhos de ferro dos bondes cruzando a pista aqui e ali começavam no Leblon, seguiam pela Av. Niemeyer, Estrada da Gávea (hoje na Rocinha) e voltavam ao Leblon. Difícil, traiçoeiro, perigosíssimo, ganhou o apelido de “Trampolim do Diabo”. Uma corrida (e a vitória) mais espetacular ficou na lembrança dos cariocas em 1937. Pilotando seu Alfa Romeo, competindo com Maseratis, Ferraris e o favorito alemão Hans Von Stuck com o potente Auto Union, o italiano Carlo Maria Pintacuda
abusou de sua habilidade, da sua ousadia e aproveitou-se das chuvas e das curvas do circuito para vencer de forma dramática e heroica. Virou ídolo. Durante muitos anos a palavra pintacuda passou a ser sinônimo do bom e abusado piloto, tão ao gosto do carioca que virou marchinha de carnaval. Outro piloto que lá fez história foi a francesa Hellé Nice. Por ser a única mulher no ambiente masculino do automobilismo e porque foi fotografada de biquíni e fumando na praia em Copacabana. Escandalizou e ganhou admiração. Muitas meninas foram batizadas com o nome de Helenice. Era aniversário de meu irmão, o Dito e parei para comprar um bolo na doçaria. Pintadas na parede rimas de letras e de vida. Pensei que fosse a tia Dalva receitando: ”manha para o açúcar não queimar, para não entornar a calda, para o bolo não dar bolo, porque só com muita manha e muito amor você faz a vida mais doce”. A Flávia me pediu para escrever sobre a mulher e pensei na mu-lher que tem manha para o açúcar não queimar, para não entornar a calda, para o bolo não dar bolo, na mulher que pilota um carro, pilota uma cozinha, pilota uma família, mulher que, acima de tudo, sabe viver com amor, mulher que faz o marido gritar orgulhoso, como meu pai gritou muitas vezes: “olhe aí a pintacuda”.. *médico santa-cruzense radicado em Campinas | zemario@caderno360.com.br
Você é Machista? Quanto? E seu companheiro, é?
O calendário do mês de março, há muito, transfigurou-se de corde-rosa ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, Mulher no dia 8. O tema é polêmico. Por um lado, traz a incoerência de ainda estarmos olhando para o sexo feminino como portador de uma fragilidade muito distante da realidade da mulher em todo o planeta, afinal ela trabalha (e muito) e ainda lida com o fato de, na maioria dos casos, ter que assumir 90% da responsabilidade sobre a vida doméstica de sua família. Ou seja, divide a tarefa de prover, antes exclusiva do homem, mas leva nas costas a tarefa do lar. Por outro lado, chama a atenção para ainda vivermos numa época em que a mulher é alvo de discriminação e violência, muitas vezes validada pela própria sociedade. Para homenagear esse ser tão complexo e tão simples, propomos aqui um teste: Em pleno século 21, você é machista? Quanto? A tarefa será feita em conjunto. Nesta edição, iniciamos as perguntas. E nas duas próximas (abril e maio), novas questões serão apresentadas, inclusive aquelas apontadas pelos leitores. O resultado, você pdoerá conferir em maio, um mês também bastante feminino, de Maria, das Mães e, claro, das noivas! Sugestões de perguntas p/ próximas edições: envie para 360@caderno 360. com.br Coragem homens, respondam honestamente! E vocês mulheres, respondam pelos seus homens! Daqui a 3 meses, juntos, confiram os resultados! *Resultados: na ed. 100 do 360!
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12 • comportamento
gestão da casa e pondera com sua acompanhante c) pergunta à garçonete enquanto se concentra no decote dela e aceita a sugestão da moça d) avalia animadamente com sua acompanhante as opções do cardápio e consulta o atendente se necessário e) deixa a sua acompanhante decidir pelos dois
1- Quem cuida da sua roupa suja: a) você b) a lavanderia c) a empregada da casa d) sua mãe e) sua esposa 2- Quando a sua opinião diverge da sua companheira, você: a) ouve os argumentos dela, pondera e dá sua opinião final b) finge que ouve e mantém sua opinião c) diz que ela é uma burra e que não sabe de nada d) manda ela calar a boca e) diz pra ela “não enche o saco”
4- Quando você convida amigos para jantar em sua casa: a) recebe as pessoas e deixa todo o trabalho pra sua companheira b) faz as honras da casa enquanto sua companheira fica na cozinha c) serve os drinks enquanto sua companheira prepara os quitutes d) serve os drinks e prepara os quitutes enquanto ela faz as honras da casa e) cuida de tudo enquanto sua esposa se diverte num papo animado
6- num momento tenso de sua companheira, quando ela perde a classe, você: a) tenta distraí-la da tensão apelando para o seu bom humor b) fala seriamente pra ela maneirar porque está perdendo a linha c) a deixa falando sozinha d) grita pra ela parar de dar barraco chamando-a de louca! e) dá-lhe uns tapas pra ela aprender a se comportar
3- Quem é mais importante na sua vida: a) você b) sua mãe c) sua esposa
5- num restaurante, na hora de fazer o pedido: a) você escolhe e decide o que vão comer b) pergunta à garçonete qual a su-
7- Quando você passa da conta na birita: a) dá as chaves do carro pra sua companheira e se manda quando ela lhe disser que é a hora
d) seus filhos e) seus amigos
b) resiste muito às tentativas de sua companheira de convencê-l a ir pra casa, mas acaba cedendo c) cria caso com sua companheira, mas no final, vai dormindo no banco do carona. d) grita com sua companheira dizendo que vai ficar e ela que se dane e) sai na porrada com ela 8- Quando ela passa da conta na birita, você: a) dá um toque pra ela e a deixa à vontade para decidir se paga mico ou vai pra casa b) morre de rir das gafes que ela dá e leva a situação de boa c) a chama num canto, tenta avisar do vexame, propondo irem embora d) se finge de morto e a deixa por conta da bebedeira e dos amigos e) dá um esporro na frente de todo mundo, a humilha e lhe vira as costas
• Esportes
cabeça
MuLHERES que enchem o Brasil de orgulho Aproveitando o tema da edição, a coluna de esportes deste mês será sobre mulheres incríveis, que superaram os mais diversos obstáculos, lutaram e chegaram ao topo do esporte, enchendo o país de orgulho. Falo de dois esportes coletivos: Volêi e Handebol feminino. A primeira, também mais conhecida, é a Seleção Feminina Brasileira de Volêi, atuais bicampeãs olímpicas (Pequim/2008 e Londres /2012) as meninas comandadas por José Roberto Guimarães alcançaram a glória no esporte ao trazer pro Brasil um ouro olímpico inédito em 2008, desbancando potências mundiais como Rússia, China e EUA e finalmente acabando com o rótulo de “amarelão” que assombrava o time. Desde então, as meninas enfrentaram altos e baixos, mas como toda equipe de sucesso, superaram as adversidades e hoje ostentam um rótulo diferente, o de “equipe a ser batida”. Por outro lado, a Seleção Feminina de Handebol ainda não é conhecida por muitos, mas sua conquista mais recente ganhou a atenção da torcida brasileira: a conquista do Campeonato Mundial de 2013, realizado na Sérvia.
e xpediente
*Priscila Manfrim
• Música © shanaka Wijesooriya | Dreamstime.com
13 • papo
O handebol (mesmo sendo o esporte mais praticado nas escolas do país) nunca teve destaque como o futebol, volêi e basquete, até porque as equipes brasileiras nunca estiveram entre as “tops” do mundo, gigantes europeias, como Dinamarca, Suécia e Servia sempre mantiveram os holofotes. Pois ano passado, uma turma de meninas abusadas mostrou que a história a partir de agora vai ser diferente: chegaram ao topo do mundo, com a conquista inédita do campeonato Mundial, superando não só adversários dificílimos, mas também a falta de patrocínio, incentivo, e desconfiança da torcida. Ganharam, finalmente, um espaço nos noticiários e agora lutam para permanecer do topo, e fazer a alegria da torcida brasileira nas Olimpíadas do Rio em 2016. Infelizmente, as atletas mulheres brasileiras ainda não são tão valorizadas como o sexo oposto, mas mulheres como estas, que enchem qualquer torcedor de orgulho, estão aí pra fazer a história ser diferente! *apaixonada por esporte! Mais que muito marmanjo por aí.
O Caderno 360 é uma publicação mensal da eComunicação. Todos os direitos reservados. Tiragem: 12 mil exemplares Circulação:• Águas de Sta. Bárbara • Areiópolis • Assis • Avaré • Bernardino de Campos • Botucatu • Cândido Mota • Canitar • Cerqueira César • Chavantes • Espírito Sto. do Turvo • Fartura • Ibirarema • Ipaussu • Lins • Manduri • Óleo • Ourinhos • Palmital • Piraju • S. Manuel • S. Pedro do Turvo • Sta Cruz do Rio Pardo • Tatuí • Timburi e paradas das rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Eng. João Baptista Cabral Rennó e Orlando Quagliato. Redação/Colaboradores: Flávia Rocha Manfrin ‹editora, diretora de arte e jornalista responsável | Mtb 21563›, Luiza Sanson Menon ‹revisão›, Odette Rocha Manfrin ‹receitas›, Bianca Barros ‹publicidade, assistente de produção e separação›, Paola Pegorer ‹repórter especial›. Colunistas: José Mário Rocha de Andrade, Priscila Manfrim, Fernanda Lira e Tiago Cachoni. Ilustradores: Franco Catalano Nardo, Clara Basseto e Sabato Visconti. Impressão: Fullgraphics. Artigos assinados não expressam necessariamente a opinião desta publicação. • Endereço: Pç. Dep. Leônidas Camarinha, 54 - 18900000 –Sta Cruz do Rio Pardo/SP • Redação/ Cartas: 360@caderno360.com.br • Publicidade: comercial@caderno360. com.br • F: 14 3372.3548_14 99653.6463 _ março/2014
*Tiago Cachoni
A mãedo rockbrasileiro Eu sei que ele começou lá atrás, nos idos dos anos 50, com a Celly Campello, mas nenhuma mulher personificou de maneira tão bem e definitiva o espírito do rock feito no Brasil como Rita Lee. Em 1964, então com 15 anos, contaminada pela beatlemania e apaixonada pelo baixista Paul McCartney, a espevitada ruivinha da Vila Mariana comprou o mesmo instrumento do ídolo e, após conhecer outro fã de Beatles, fez um trato: daria algumas dicas de canto ao garoto e, em troca, teria aulas de baixo. Poucos dias depois, nascia um dos relacionamentos mais importantes, turbulentos e prolíficos da música brasileira: Rita Lee e o gênio Arnaldo Dias Baptista. Já em 1966, o casal, juntamente o irmão mais novo de Arnaldo, o guitarrista Sergio Dias Baptista, veio a se tornar a banda mais importante que o Brasil já teve: os Mutantes. Curiosidade: por um breve período, o trio se chamou Os Bruxos, mas mudou de nome por sugestão de Ronnie Von, que à época lia um livro de ficção científica chamado O Império dos Mutantes. Os Mutantes revolucionaram a música brasileira, misturando todos os ritmos que viam pela frente, numa anarquia altamente saudável. Se Sergio já era senhor absoluto de seu instrumento mesmo antes de completar a maioridade; e Arnaldo a mente perturbada
por trás das composições e loucuras do grupo; Rita tinha o papel de equilibrar essa equação, adicionando graça, irreverência e frescor à química do trio. Essa combustão gerou cinco discos que são clássicos absolutos: Os Mutantes (68), Mutantes (69), A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (70), Jardim Elétrico (71), e Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets (72). A maior prova do quão imprescindível a jovem Rita era para o grupo foi a pronta decadência deste após o término do relacionamento com Arnaldo e sua saída da banda. Os Mutantes ficaram sérios, progressivos, pretensiosos. Enfim, chatos. Indiretamente, Rita foi inspiração de outro clássico (um dos meus discos preferidos de todos os tempos): Lóki? (74), do Arnaldo, onde ele canta com dor na alma a falta que a “ex” lhe fazia. Em 1975, já de banda nova, o Tutti Frutti, mais um petardo de Rita: o álbum Fruto Proibido, um dos grandes daquela década. É certo que, depois disso, ela entrou num ponto morto do qual não saiu até hoje (não tenho paciência pras “músicas de tiozinho” que marcaram sua carreira nas décadas de 80, 90 e 00). Mas, só de ter sido parte fundamental dos Mutantes, Rita está marcada de maneira indelével na história de nosso cancioneiro.
*músico que cresceu na década de 90 mas morre de saudade dos 60.
14 • meninada
Ser Menina é:
Oi oi gente, Neste mês, fizemos uma matéria sobre o DIA DA MULHER, MULHER no nosso caso o DIA DA MENINA! MENINA hahaha! Pedimos para que algumas meninas nos respondessem o que era SER MENINA para elas e qual a melhor parte disso. Bom, pra mim a melhor parte de ser menina é poder abraçar as minhas amigas, fofocar com elas, trocar conselhos, curtir os momentos, sair, arrumar e várias outras coisas que só as meninas podem fazer. Hahaha! Já para a Clara, “ser menina é poder ter muuito mais opção do que vestir, do corte de cabelo, até do seu próprio rosto!! E é poder ter aquela amiga que
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( R e d a ç ã o : Pa o l a Pe g o r e r M a n f r i m • A r t e : C l a r a E l i z a B as s e t o)
lado de nossos amigos e principalmente ser muito feliz." Julia,12
pode contar qualquer coisa e ela sempre vai dar o melhor conselho que ela tiver e você também poder dar seus conselhos pra ela. E aguentar se duvidar, até choros que aparecem de vez em quando!! Hahaha!”
"Pra mim ser menina é passear, fofocar com as amigas, usar mini saia, ser educada, sair com os amigos e acima de tudo curtir tudo o que a vida te der de presente. Hahaha!" Isabella,14
Vejam que dizem outras meninas:
"Gosto de ser menina pra poder usar maquiagem, esmalte, vestido, mini saia, essas coisas que os meninos não podem fazer nem usar..." Bianca,12 "Pra mim, ser menina é poder abraçar, conversar e confiar nas minhas amigas. É trocar segredos, fofocas e contar piadas. E também ser vaidosa e educada, é claro. Hahaha!" Mariana,13
ab at o v isc on ti |
Calor, muito calor, o termômetro marcava 33°C e subia. Alvinho suava, o suor descia escorrendo na pele e o termômetro subia e subia. Pingo não suava. Cachorros não suam, não têm glândulas sudoríparas para abaixar a temperatura do corpo. O refrigerador do corpo dos cachorros é a língua e a língua do Pingo descia, ficava enorme. Pingo ofegante trocava o ar dos pulmões, o ar passava pela língua cada vez maior, quase tocando o chão, pra resfriar seu corpo. Quando o termômetro aumentou mais uma vez e bateu nos 40°C, Alvinho não resistiu e gritou: Pingo, já pra piscina! E caíram os dois na água, essa sim o melhor refrigerador e o mais gostoso.
ar te :s
P I N G O
A línguado Pingo
"Ser menina é se sentir bem consigo mesmo, se cuidar, ser delicada, curtir tuudooo que a vida nos proporciona ao
Bom gente, eu espero que vocês tenham gostado dessa edição e um Feliz Dia da Mulher para a todas as mulheres!!! Beijos da Paola e da Clara
cultural
avaRé • Música_Encontro de violeiros. Duplas sertanejas de Avaré e região apresentam músicas inéditas e sucessos. 16/3_16h | Museu Automóvel • Cinema_cinema no Divã. Exibição de filme e discussão sobre o tema no final da sessão. 14/03_19h15 | Oficinas Culturais José Reis Filho • Artes Plásticas_Exposição de artes do Paço Municipal. 0bras de artistas avareenses. 13/3 a 18/4_8h às 17h | Saguão do Paço Municipal • Artes Plásticas_Damas no café. Pintoras e poetisas apresentam seus trablhos. 15/3_ 20h | Emporium Café • Baile Cultural_Projeto: viva o largo São João. Baile ao ar livre | 15, 16, 22 e 23/3 _
O circuito cultural Paulista, Paulista promovido pelo governo do Estado, volta com espetáculos de dança, teatro e música no interior. Aproveite as atrações da região. grátis! grátis
• Dança_urbanóides 2.0 – Discípulos do Ritmo.Dança urbana robotting, popping, boogaloo e puppet numa abordagem sobre a vida nas grandes
agendamarço
19h30 | Largo São João • Teatro e Literatura_Hora do conto. Projeto de incentivo a leitura que leva as atividades até as escolas. 20/3_9h e 14h. Biblioteca Municipal Info:14 3732 - 5057 FaRtuRa • Feira agro_Expofar2014 | Em sua 26° edição a Expofar terá shows sempre após o rodeio: 2/4: Bruna Viola. 3/4: Mato Grosso e Mathias. 4/4: Bruninho e Davi. 5/4: Conrado e Aleksandro. 6/4: Lucas Ferreira. Recinto Expofar |gRátIS Info:14 3382-26999
Shows: 21 e 22/3 | children of the Beast (Oficial Iron Maden Tribute) e BandaFuria e Banda EnD | 21/3_21h30 | EnD, Destroyer Kiss (Kiss Cover) e nasi (Vocalista da banda Ira) | 22/3_20h30 Recinto da Fecapi. gRátIS . Info:14 996235516
por Renato da Silva
na de Danças – Frank Fjara. 22/3 _15h | Estação Cultura | Com todasua experiencia na dança e rua e Rip Hop, Frank Ejara ministrará a oficina para alunos e professores de dança interessados em aprofundar suas habilidades. (Antigo prédio do GTI - Estação) Inscrições Info:14 3372 - 1227. gRátIS
Santa cRuZ • Dança_ Espetáculo e ofici-
PIRaJu • Música e Motociclismo_4° Rock Festival 2014 e XII En contro de Motociclistas.
metrópoles. Santa cruz: 22/3_20h30. Palácio da Cultura Umberto Magnani. Info: 14 3372-1227 assis: 23/3_20h30. Teatro Municipal Enzo Ticinelli Info: 18 3322-2613
• Dança_ Dança Mirabolante – confraria da Dança. Comédia dançada é um espetáculo infantil inspirado no carnaval.
Foto: FBarella _ pesquisa Google
15 • agenda
avaré: 21/3_20h. Concha Acústica. Info: 14 3711-2500
• Teatro_Este lado para cima – Isso não é um Espetáculo – Brava companhia. O poder
do mercado e o controle das relações humanas exercido por ele discutidos com um humor. Botucatu: 22/3_15h. Praça Emílio Peduti Info: 14 3882-0133
• Infantil_ Zero – cia. Mevi tevendo. Espetáculo de bonecos e máscaras no mundo fantasioso conhecido por Zero. lins: 21/3_14h. Praça Ataliba Leonel. Info: 14 3523-6647 • Música_ Mustaches e apaches. Inspirados pelas Jug Bands, fazem show espetacular com instrumentos acústicos. Piraju: 15/3_22h. Cinemax. Info: 143351-2569
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