

6 meses de Ásia
BRUNO SALMONI CAPÍTULO 2A
STREET FOOD
Comida prática e barata, que carrega tradição e o espírito local

Com todas as cadeiras ocupadas, esta barraca de macarrão ensopado em Bangkok trabalha a todo vapor para antender principalmente jovens locais que optam por comer na rua ao invés de fazerem a comida em casa.


Sempre que tenho a oportunidade, opto por visitar barraquinhas de comida de rua. É uma maneira de aprender, por meio da comida, sobre um país ou região, conhecer pessoas e estar inserido num meio comum dos habitantes locais. Mais do que apenas comida rápida e barata, a comida de rua carrega o espírito regional de cultura e tradição.

mais prático, como também mais barato comer em barracas de rua do que comprar ingredientes no mercado e preparar a comida em casa - o que acaba sendo um alento para populações pobres que dependem de refeições feitas a baixo custo.
O impacto na economia local tende a ser positivo, uma vez que são alimentos preparados com ingredientes de origem local. Por este motivo, comer na rua acaba sendo uma maneira razoavelmente fácil de conhecer tradições locais, acompanhar de perto o preparo das comidas (muitas vezes fascinante), e a rua é um ambiente mais fácil de socializar do que um restaurante - especialmente entre os jovens.
O outro lado da moeda é que para o comerciante de comida de rua a vida é muito difícil.
A rotina é puxada, com jornadas que começam muito cedo e podem terminar muito tarde. Al-
guns vendedores vêm de muito longe carregando os produtos em bicicletas ou até mesmo nas costas. Muitos deles estão nessa atividade por falta de oportunidades de trabalho formal.
Apesar disso, há quem ganhe certo destaque local ou até mesmo nacional, e consiga alavancar ganhos expressivos. No Sudeste Asiático, a média de ganhos de um vendedor costuma superar em muitas vezes o salário mínimo.
Seja para preservar a tradição culinária ou para fazer da comida uma necessidade acessível, a comida de rua carrega consigo o espírito local e nos faz criar laços com a cultura regional. Comer na rua é uma experiência sensorial completa que nos impacta com seus aromas, sabores, barulhos, e imagens curiosas.
Vou continuar comendo na rua. Adoro absorver sabores de novas culturas.


Food truck em uma feira de Samut Prakan, Tailândia.
Pequeno restaurante no metrô de Seul, Coréia.


Mãe e filho comprando sorvete em uma feira noturna. Mae Hong Son. Tailândia.
Turistas aguardam a preparação do jantar em um balcão em Chiang Mai, Tailândia.

Duas meninas aproveitam a hora do almoço da escola para passarem em uma barraca em frente ao prédio para comprar um lanche.
Equipe de um estabelecimento que vende comida de rua. Este é um restaurante popular no distrito de Talad Noi. Uma cena muito comum em toda a Ásia é ver animais pendurados em frente aos balcões, especialmente pato e frango.
Acima
Direita


Preparação de um doce frito chamado patonggo, nas ruas de Bangkok. A mulher mistura a massa e logo a despeja em um enorme wok com óleo fervente.
Um aspecto de grande interesse na comida de rua é o acesso fácil aos cozinheiros durante o processo de preparo da comida, algo que em restaurantes grandes é feito “escondido”.

Nas ruas, os consumidores muitas vezes fazem os pedidos diretamente ao cozinheiro. Em alguns casos, consumidores frequentes conversam sobre a vida, contam novidades, fazem fofocas, se divertem junto da equipe.

Esquerda - Coluna de vapor para cozinhar bolinhos doces em uma feira noturna de Chiang Mai.


Bolinhas de massa de takoyaki em uma feira de Chiang Mai.
Preparação de macarrão frito. Chiang Mai.

A cozinha deste retaurante em Huadu, no sul da China, fica aberta para o público na entrada da loja. Ali são preparados tradicionais bolinhos cantoneses, incluindo bao e dumplings de vários sabores.



Vendedora solitária nas ruas de Chiang Mai
Preparo de comida em uma feira noturna, Bangkok.
Direita - Cozinheiro de rua, empunha o cutelo que usa para fatiar a carne de porco que serve nas noites de Chiang Mai.


Vendedoras de frutas conversam junto de seus produtos, que trazem em bandejas em suas bicicletas. Ruas de Hanoi.


Esta esquina em Seoul passa o dia com os panelões cozinhando bolinhos no vapor. Nas horas em que a produção está mais intensa, mal dá para ver as pessoas atrás do balcão.



Pad Ga Prao (refogado com manjericão) de pato assado. Bangkok.
Bún chả, o ensopado de carne tradicional de Hanoi.


Khao Soi, o prato típico de Chiang Mai.
“Claypot”, de arroz e peixe desitratado. Georgetown.

Pequeno restaurante em Seoul que serve comida japonesa. Aqui, em geral as pessoas entram sozinhas e fazem a refeição rapidamente para em seguida logo voltarem ao trabalho.


Vendedoras ambulantes fazem uma merecida pausa na hora do almoço para almoçarem comida de rua em Hanoi.


Mercados são ambientes comuns para apreciar comida de rua com ingredientes frescos. Neste mercado em Seoul as tendas servem bibimbap, um típico prato coreano em que ingredientes diversos - incluindo vegetais, cogumels e arroz - são servidos em uma grande tigela e misturados com bastante pimenta.


Jovens locais compram a refeição noturna em uma solitária barraca nas ruas de
Chiang Mai.
