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Brasil de Fato PR - EDIÇÃO 200

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Ano 5

25 de fevereiro a 3 de março de 2020

distribuição gratuita

www.brasildefatopr.com.br

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PARANÁ

5 anos em 200 edições Brasil de Fato Paraná faz jornalismo contando as histórias das lutas dos trabalhadores e dos movimentos populares

Fotos: Giorgia Prates


Brasil de Fato PR 2 Opinião

A edição 200 e os desafios imensos

EDITORIAL

Brasil de Fato PR

Paraná, 25 de fevereiro a 3 de março de 2021

SEMANA

O

Brasil de Fato Paraná chega à edição semanal de número 200, todas as semanas circulando, desde fevereiro de 2016. Do nosso lema “nas ruas e nas lutas”, seguramos por um tempo nossa edição impressa devido à pandemia de Covid-19 e investimos na edição online, mantendo a qualidade de capa e reportagens. Seguimos nas lutas. Presentes nos anseios e aspirações de nosso povo. Estivemos lado a lado em despejos forçados e no incêndio criminoso na área 29 de março; na madrugada de inúmeras greves; entre coberturas e cursos de comunicação popular, nos enraizamos e somos ferramenta de comunidades periféricas. Criticamos a Operação Lava Jato com profundidade; falamos da luta da Educação e Ciência contra o governo medieval de Bolsonaro. Uma ferramenta assim cumpre papel relevante no apoio à organização dos trabalhadores. Apesar de a mídia popular ainda necessitar maior engajamento da esquerda para a batalha das ideias. Em julho de 2021, sofreremos os impactos da crise. Nossa receita deve cair bastante. Somos uma cooperativa que conta com projetos e parcerias com movimentos populares e sindicais. Por isso, pedimos seu apoio também, seja com contribuição mensal, com anúncios e editais em nossas páginas. É tempo de comemoração. Mas, em meio à tempestade, é hora de cuidar do que temos de melhor.

Colabore Caixa Econômica Federal Ag. 0663 | Op. 022 Conta poupança 90-2 Pix 01.594.863/0001-05

OPINIÃO

Comunicação popular e pandemia Claudia Santiago,

é coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) e mora no Rio de Janeiro

A

pandemia desencadeada pelo novo coronavírus no ano de 2019 nos fez pensar sobre a tremenda desigualdade social no nosso país. Para quem vive em becos nas favelas não dá para não aglomerar. Não há distância de dois metros entre as janelas sempre abertas das casas. Mas tudo isso foi relevado por duas palavras: auxílio emergencial e Sistema Único de Saúde (SUS). Uso esses dois exemplos para dizer que não dá mais para recusar a importância do Estado, como fazem todos os dias os meios de comunicação. Apenas o poder público é capaz de

enfrentar uma pandemia, porque que isto custa caro. E quando se fala em custo, patrão não gosta. Só temos um modo de conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre pandemia, pobreza, lucros altíssimos dos mais ricos. Unirmos a ligação amorosa, solidária com povo à comunicação popular. Feita de baixo para cima, ouvindo os reclames dos despossuídos, com a participação de crianças, jovens e adultos. Pela rádio ou o podcast, do celular, do jornal de papel, das redes sociais que vão nos formar e nos informar dos assuntos que interessam à nossa classe. Ela é muito importante para a organização das pessoas em luta por seus direitos. Sem comunicação não há organização popular. E sem organização,

também não há comunicação popular. Elas precisam andar juntas. Para isso temos que usar todos os meios: telefone celular, vídeo, de música, de novela. Sem nos esquecermos do jornal impresso que, por mais que alguns o olhem com desdém, é feito em favelas cariocas por ser considerado o melhor contato direto e físico com os moradores, muitos com fraco acesso à internet e dados móveis. A organização da nossa classe no século 21 passa pelo local de moradia. 50% da PEA não está representada por um sindicato formal de trabalhadores. A atuação dos sindicatos nas periferias é urgente. Vamos investir na comunicação popular assim como o Brasil de Fato vem fazendo no Paraná?

EXPEDIENTE O jornal Brasil de Fato circula em todo o país com edições regionais em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Paraná. Esta é a edição 200 do Brasil de Fato Paraná, que circula sempre às quintas-feiras. Queremos contribuir no debate de ideias e na análise dos fatos do ponto de vista da necessidade de mudanças sociais.

Brasil de Fato PR | Desde fevereiro de 2016 EDIÇÃO Frédi Vasconcelos e Pedro Carrano REPORTAGEM Ana Carolina Caldas e Lia Bianchini COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Claudia Santiago ARTICULISTAS Fernanda Haag, Cesar Caldas, Marcio Mittelbach e Douglas Gasparin Arruda REVISÃO Lea Okseanberg, Maurini Souza e Priscila Murr ADMINISTRAÇÃO Bernadete Ferreira e Denilson Pasin DISTRIBUIÇÃO Clara Lume FOTOGRAFIA Giorgia Prates e Gibran Mendes DIAGRAMAÇÃO Vanda Moraes CONSELHO OPERATIVO Daniel Mittelbach, Fernando Marcelino, Gustavo Erwin Kuss, Luiz Fernando Rodrigues, Naiara Bittencourt, Roberto Baggio e Robson Sebastian REDES SOCIAIS www.facebook.com/bdfpr CONTATO pautabdfpr@gmail.com


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EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA / ORDINÁRIA

FRASE DA SEMANA

Só o jornalismo (e anúncios) nos salva Estava refletindo sobre a parceria entre o Brasil de Fato Paraná e o Porém.net. Dois veículos que desde antes da Lava Jato contribuem entre si com pautas, reportagens e empatia, “nascidos” dentro da mesma angústia. Ambos surgiram para visibilizar movimentos e contrapor a visão da grande mídia, que demonizava movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda. Anos após, a experiência mostra que jornalismo não sobrevive de idealismo. As iniciativas tropeçam na falta de financiamento - ou anúncio - para pelo menos sustentar suas equipes de profissionais. Do outro lado, se percebe que o público alvo segue militando em veículos de direita, seja para “questioná-los”, repercutindo suas pautas, seja para compartilhá-los quando a reportagem de “ex-veículos golpistas” ataca, por exemplo, Bolsonaro. Curioso que, se a pauta dos veículos progressistas em algum momento abre espaço para autoridades que não são do espectro da esquerda, “o policiamento da pauta” se manifesta. Querem que tenhamos só um lado. Após anos de reflexão, avalio que ambos veículos devem atuar no compromisso fundamental do jornalismo: noticiar os fatos. Para mim, aos jornalistas, o seu papel é o de militar, em primeiro lugar, no jornalismo.

“Queremos auxílio emergencial, mas não com dinheiro da educação e da saúde” Disse o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre a proposta do governo Bolsonaro de acabar com a exigência de investimento mínimo em saúde e educação para voltar o auxílio provisório. E complementou: “É uma agressão tão grande que fizeram, de querer mexer exatamente na Saúde e na Educação. Queremos, sim, auxílio emergencial já. De preferência, no valor de R$ 600... mas o dinheiro da saúde e da educação é intocável.”

NOTAS BDF

21 anos sem justiça

Tudo por dinheiro

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos apresentou à Corte Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à OEA, o caso “Antonio Tavares Pereira e outros vs. Brasil”, sobre o assassinato do trabalhador rural Antônio Tavares e as lesões sofridas por 185 camponeses ligados ao MST por policiais militares, em 2 de maio de 2000, no Paraná. O episódio é considerado pelo MST “um dos momentos mais emblemáticos do processo de violência e de criminalização na luta pela terra”. Não houve até agora a condenação dos envolvidos.

Jornais como a “Folha de S. Paulo” e “O Globo” publicaram anúncio com informações falsas sobre tratamento precoce da Covid-19 de uma denominada Associação Médicos Pela Vida, na última terça-feira (23). O anúncio foi pago pelo mesmo grupo que se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em setembro de 2020.

Assassinato covarde Em 2 de maio de 2000, cerca de 50 ônibus com trabalhadores rurais sem terra seguiam em caravana do interior do Paraná a Curitiba para a Marcha pela Reforma Agrária, organizada pelo MST. Na BR 277, num bloqueio da PM, os passageiros desceram de um dos ônibus para perguntar o que estava ocorrendo, quando PM’s fizeram disparos, matando Antonio Tavares e ferindo outras 185 pessoas. A PM agiu sem qualquer ordem judicial a mando do governador Jaime Lerner.

@ brasildefatopr.com.br

(41) 9 8865-9186

Os negacionistas Entre os 70 profissionais que constam no site da associação que pagou os jornais, estão alunos do “guru” do bolsonarismo Olavo de Carvalho, como o médico Carlos Nigro, de Taubaté (SP) conhecido no Facebook e em grupos conservadores no WhatsApp por fazer postagens contra o isolamento social e a vacinação. A lista também inclui médicos que levaram “puxões de orelha” de autoridades locais por propagarem informações falsas durante a pandemia. Mesmo assim, os jornais publicaram a mentira.

/BDFPR

@brasildefatopr

O Presidente no uso das atribuições que lhe confere o Estatuto, convoca os 21 (Vinte e um) associados em dia com as obrigações da COOPERATIVA MISTA SOLIDÁRIA DE TRABALHO E PRODUÇÃO TÊXTIL DO VALE DO RIBEIRA LTDA, com sede à Rua Travessa Bestel, 13, Centro, CEP 83570.000 Cerro Azul – PR, inscrita no CNPJ: 25.078.814/0001-70, NIRE: 41400222501, para participar da Assembleia Geral Extraordinária/Ordinária a realizar-se no dia 08 de março de 2021, na Rua Julio Prziada Neto 436, Centro, com início às 07:00 horas em 1ª convocação com a presença de dois terços (2/3) do número de associados em condições de votar. Não havendo o número legal, será realizada a Assembleia em 2º convocação às 08:00 horas com presença de 50% mais um sócio em condições de votar. Não havendo número legal, será realizada a 3ª convocação às 09:00 horas, com no mínimo de dez associados em condições de votar, para deliberar a seguinte ordem do dia: Assembleia Extraordinária: I) Alteração e consolidação do estatuto: II) Alteração de endereço; Assembleia Ordinária: I) Adesão e demissão de sócios II) Prestação de Contas do Conselho de Administração do exercício de 2019 e 2020 III)Destinação das sobras apuradas ou rateio das perdas; IV) Plano de Atividades da Cooperativa para o exercício seguinte 2021; V) Eleição dos componentes do Conselho de administração VI) Eleição do Conselho Fiscal; VII) Outros Assuntos. Cerro Azul, 24 de fevereiro de 2021. GESIANE LAGRANGE MANGGER Presidente


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Escola de Curitiba é fechada após confirmação de professoras com Covid-19 Caso aconteceu em escola municipal no CIC e sindicato acionará MP Ana Carolina Caldas

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retorno presencial das atividades da rede municipal de educação teve início nesta semana já com casos de contaminação por coronavírus. Em visita a escolas da Regional CIC, na segunda-feira, 22, a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba – SISMMUC - encontrou o Centro Municipal de Educação Infantil Marechal Rondon II fechado devido à contaminação comprovada de duas professoras por Covid-19. A direção da CMEI in-

formou que o equipamento foi fechado pela Vigilância Sanitária por uma semana e, nesse período, passará por sanitização. A direção ainda informou que os servidores do local que se sentirem preocupados, mesmo sem sintomas, devem procurar uma unidade de saúde para realizar teste. Escolas sem condições O sindicato vem denunciando desde antes do retorno das aulas presenciais que as escolas não apresentam condições seguras para alunos e professores. Em nota, o SISMMUC desta-

ca que a Secretaria Municipal de Saúde não deixou claros quais os procedimentos quanto a casos de contaminação e alerta que a situação pode ficar crítica. “A situação no CMEI Marechal Rondon II é um exemplo do risco que os sindicatos vêm alertando. Os casos de Covid-19 devem aumentar com o retorno das atividades presenciais nos equipamentos da educação, sem protocolo eficiente e sem vacinação dos trabalhadores. Sindicato levará denúncias ao MP A Coordena-

dora do SISMMUC, Christiane Schunig, disse ao Brasil de Fato Paraná que devido à falta de diálogo da Secretaria Municipal de Educação, as denúncias da falta de segurança e proteção dos trabalhadores serão encaminhadas ao Ministério Público. “O Sindicato tem um canal de denúncias. Procuramos sempre resolver com os núcleos de educação e a secretaria. Porém, como a falta de diálogo é grande, estamos articulando uma audiência com o Ministério Público para começar a tratar na justiça,” diz.

O QUE DIZ A PREFEITURA O Brasil de Fato Paraná procurou a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Educação que respondeu que “O CMEI Marechal Rondon II, na regional CIC, foi fechado seguindo orientação das autoridades de saúde e passará por sanitização (desinfecção com amônia quaternária) antes de ser reaberto novamente. Por enquanto, é a única unidade fechada devido ao coronavírus. A Secretaria Municipal da Educação investiu, por enquanto, R$ 2 milhões na aquisição de itens para prevenção ao novo coronavírus e produtos de limpeza destinados a toda a rede municipal de ensino. Todos os cuidados estão detalhados em protocolo elaborado pela Secretaria da Educação e validados pela Secretaria Municipal da Saúde.”

Escolas estaduais enfrentam surto de Covid-19 mesmo sem aulas presenciais

Fernando Buss

Redação Paraná

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a quinta-feira (19), a direção estadual da APP-Sindicato identificou, somente na região de Maringá – noroeste do Paraná – ao menos nove escolas que passarão os próximos 14 dias fechadas em quarentena. Isso porque educadores foram contaminados pelo coronavírus após a realização de encontros da Semana Pedagógica de forma presencial. “É lamentável. É um atentado à vida. Se isso aconteceu desta forma com a presença de professores e funcionários, imagina quando estiverem os estudantes circulando?”, questiona o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão. Desde o ano passado, a APPSindicato denuncia que o governo obriga professores e funcionários a permanecerem no ambiente esco-

lar durante a pandemia. Os relatos são de falta de cuidados, produtos e equipamentos básicos, como sabonetes, álcool em gel, máscaras até falta de treinamento para os funcionários que fazem a limpeza. “O governador e o secretário parecem desconhecer a realidade das escolas públicas e do que é a dinâmica de uma escola repleta de estudantes. As aulas presenciais, neste momento em que a vacinação não chegou à maioria da população, é um atentado à vida. O governo do Paraná está levando nossos professores, funcionários e estudantes para um caminho que pode resultar em inúmeras mortes. Isso é grave, é desumano”, reforça o presidente da APP. Diante da gravidade da situação, a APP-Sindicato orienta que a comunidade escolar organize a sua parti-

Núcleo Sindical da APP-Toledo colocou coroas de flores em frente ao Núcleo Regional de Educação em protesto contra a volta às aulas sem vacina - Fernando Buss

cipação na greve que começa no dia 1º de março, quando está previsto o retorno presencial com estudantes. Conforme definido em assembleia, a paralisação será nas atividades

presenciais, mantendo as aulas online. O Sindicato também defende que funcionários e equipes diretivas e pedagógicas possam realizar as atividades de maneira online.


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Paraná, 25 de fevereiro a 3 de março de 2021

Hermes Leão educador e presidente do sindicato dos trabalhadores em educação pública do Paraná (APP-Sindicato) “O Brasil de FatoPR vem cumprindo papel fundamental na comunicação no Paraná. Num Estado marcado pela ação governamental de manipulação da chamada grande mídia, a comunicação popular, como a realizada pelo BDFPR, é o contraponto na disseminação da verdade e da conscientização da sociedade”.

Roberto Baggio da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MST

Vanda Moraes designer responsável pelas artes do jornal desde a primeira edição

“O jornal Brasil de Fato Paraná é um instrumento que ajuda a organizar, formar e mobilizar os trabalhadores a lutarem por seus direitos em torno de um grande projeto popular. Nessa caminhada histórica de 5 anos, motivou a militância à leitura, a agir e a se organizar. Neste momento de pandemia, se tornou uma das principais ferramentas de denúncia do que o governo Bolsonaro está fazendo contra seu povo”.

“A Camilla Hoshino - editora inteligente, competente e gentil - me chamou para diagramar o BdF, fiquei felizona. 1ª vez que alguém me pagou pelo trampo de diagramar. Não foi tanto pela competência na missão. Foi mais pela construção coletiva que a gente fazia. A proposta era linda: uma cooperativa - a Ednubia Ghisi queria chamar de COMPA - um coletivão de comunicadoras. E o BdF era o primeiro. Assim que começou: para mim era um sonho”.

Divulgação | APP Joka Madruga

Antônio Luiz Fermino presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba “Este veículo é de extrema importância para fazermos debates que a grande mídia não faz. É com orgulho que o sindicato tem parceria de anos com o jornal, para ajudar, e esperamos que outras entidades venham a agregar nesse processo, para que tenhamos um veículo de comunicação que fale a língua da classe trabalhadora. Estamos aqui sim para comemorar a edição 200 do Brasil de Fato Paraná”.

Especial 200 5

Joka Madruga Divulgação

Alaerte Leandro Martins da Rede de Mulheres Negras, doutora em saúde pública, fundadora da Associação Pelourinho da Lapa “Feliz pelos 5 anos do Brasil de Fato Paraná. Me surpreendi esses dias numa entrevista para um pessoal de Francisco Beltrão. Para minha surpresa, eles sabiam mais sobre o que escrevi que eu mesma. Perguntei como sabiam de tudo isso? Disseram que pesquisaram no BDF. Veja a importância desse veículo de comunicação para nós todos (as). Parabéns e vida longa”.

Pedro Carrano editor e coordenador político do BDF-PR “O Brasil de Fato viveu muitos momentos no Paraná. Campanhas de assinaturas no início. Entre 2006 e 2013, fui correspondente do jornal, em parceria com o MST. Em 2014, lançamos uma edição zero, no formato tabloide, como em SP, RJ e MG. Não passou da segunda reunião de pauta. Em 2015, as bombas de Richa mostraram que outra mídia era urgente. Em 2016, reunimos recursos para uma tiragem modesta. Não paramos desde então”.

Roberta Pereira Joka Madruga

Ednubia Ghisi editora do Brasil de Fato Paraná em 2017 e 2018 “Ter feito parte da construção do Brasil de Fato Paraná foi uma escola. Correrias, fechamentos nos últimos minutos, capas celebradas, erros, acertos, aprendizado diário… e a alegria imensa em andar na rua em dia de jornal e receber um exemplar em mãos, ver alguém lendo no ponto de ônibus, encontrar colado na banquinha da esquina. Que venham outras centenas de edições, como sínteses do esforço coletivo de garantir uma narrativa da classe trabalhadora e dos movimentos populares sobre a sua própria realidade”.

Arquivo Pessoal Giorgia Prates

Heliana Hemetério Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e do Coletivo de Lésbicas Negras “ O Brasil de Fato Paraná é uma mídia importantíssima para os movimentos sociais. Para nós do movimento LGBTQI+, que somos um movimento invizibilizado o tempo todo, não somos reconhecidos como pessoas de direitos, é muito importante um jornal que traz o debate da população LGBTQ, com suas diferenças de classe e raça. É importante ter uma mídia alternativa que nos coloque todos os dias como pessoas de direitos. Nós lutamos por nossos direitos o tempo todo”.


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Cinco anos do Brasil de Fato no Paraná Confira alguns destaques entre as duas centenas de edições do tabloide semanal Manifestações contra aumento na passagem de ônibus Edição 1 | 25/2/2016 A edição nº 1 do Brasil de Fato Paraná, no ano do golpe contra a presidenta Dilma, trazia um assunto local que repercutiria pelos próximos anos, o preço das tarifas e os benefícios concedidos aos donos das empresas. A matéria relatava as irregularidades constatadas em CPI da Câmara de Vereadores na licitação e sugeriu a anulação dos contratos. Em Curitiba, o texto mostrava ainda as manifestações contra o aumento das tarifas.

Relações do ex-juiz Sérgio Moro e os Estados Unidos Edição 40 | 1/6/2017 A cobertura da Lava Jato foi feita desde o começo do jornal. Com destaque para revelações que seriam confirmadas pelas mensagens trocadas entre o exjuiz Sérgio Moro e procuradores do Ministério Público e outros agentes acerca da colaboração feita fora dos canais oficiais com outros países. No texto do repórter Daniel Giovanaz, é relatada conferência com participação do ex-juiz que visava ao treinamento de membros do Judiciário pelos EUA antes da Lava Jato.

Massacre dos professores, 3 anos depois Edição 77, 26/04/2018 A repercussão do massacre dos professores, no 29 de abril de 2015, foi destaque do BDF-PR. Além dos relatos de “uma das operações mais violentas da história em Curitiba”, a matéria mostrava que os responsáveis pela ação, o ex-governador Beto Richa (PSDB) e o então secretário de segurança pública estadual e hoje deputado, Fernando Francischini (PSL), estavam sendo “...gradativamente inocentados.” E, pior, a Justiça insinuava a responsabilidade dos manifestantes como causa da violência da polícia.

Especial de Agroecologia Edição 82, 30/5/2018 Um dos principais temas da pauta do Brasil de Fato Paraná, a agroecologia teve destaque em especial com a manchete “A vida fica melhor sem veneno na comida”, que trazia a programação da 17ª jornada de Agroecologia, em Curitiba. Foram abordados temas como a diferença entre alimentos saudáveis e o veneno utilizado pelo agronegócio; a preservação de sementes crioulas; redes de distribuição de produtos e a fabricação de cervejas artesanais. Além de feira, shows e outras atividades da jornada.

Incêndio faz pessoas perderem tudo em comunidade Edição 107, 20/12/2018 Com o título “O Natal que ninguém queria”, o Brasil de Fato Paraná noticiou a destruição de casas pelo fogo após ação policial na comunidade 29 de março, no bairro CIC, em Curitiba. A cobertura, feita ao vivo desde o começo do incêndio pelas redes sociais, mostrou a realidade de mais de 200 famílias, que perderam tudo em 7 de dezembro. Há relatos de violência e ameaças a moradores feita pela polícia, após a morte de um policial no local.


Brasil de Fato PR

Um ano da prisão de Lula Edição 118, 11/4/2019 O Brasil de Fato Paraná fez cobertura jornalística da prisão do ex-presidente Lula desde o primeiro dia até sua libertação. Foram 580 dias narrando o que acontecia e entrevistando personalidades nacionais e estrangeiras e pessoas que vinham prestar solidariedade ao ex-presidente na Vigília Lula Livre. Na edição de um ano da prisão, o jornal explicou os motivos para sua libertação e os vícios do processo e fez perfis de pessoas que frequentavam a Vigília.

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Efeito Bolsonaro fecha fábrica Edição 119, 18/04/2019 A produção da fábrica da BRF em Carambeí-PR foi paralisada e os funcionários passaram a viver de seguro-desemprego e com o risco de demissão após fim da venda de carne a países árabes. Para Wagner Rodrigues, do sindicato regional, a postura do governo Bolsonaro levou à perda de mercados. “Há reflexo da política externa do atual governo, da aproximação com Israel e por ter deixado de lado a política neutra que o Brasil tinha em relação aos conflitos dos árabes”, diz.

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Morte de jovens causa revolta no Parolin Edição 141, 10/10/2019 Quatro jovens, Eduardo Augusto Damas, 21 anos, Elias Leandro Pires Pinto, 17, Felipe Bueno de Almeida, 16, e Gustavo Bueno de Almeida, 14, moradores de uma comunidade no Parolin, bairro no centro de Curitiba, foram mortos após abordagem da polícia. A polícia alegou que houve perseguição e troca de tiros e que o carro era roubado. Mas moradores disseram que os jovens não estavam armados e foram executados. O que levou a protestos da comunidade e repressão da polícia.


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Fernanda Haag O futebol feminino também faz parte! convite para escrever sobre o futebol de mulheres para o jornal algumas semanas antes, aceitei na hora, pois onde tiver espaço, levaremos – no coletivo mesmo, pois é algo que envolve todos nós que nos interessamos pela modalidade – a palavra do futebol feminino. A iniciativa de dar visibilidade ao futebol feminino na mídia é elogiável e agradeço de coração a oportunidade de contar algumas histórias de mulheres incríveis e desse esporte. Siga la pelota! E que venham mais 200, 400, 800 edições...!

Preparo físico, técnica e garra Por Cesar Caldas

Vem aí a mais qualificada edição da Série B. Dos 20 competidores, cinco levarão a campo o peso de 20% de todos os títulos de Campeão Brasileiro:10. Além do próprio Coritiba uma vez, há os do Vasco (quatro), Cruzeiro (três), Bahia e Guarani (uma vez cada). Nesse difícil desafio, os outros adversários serão um time do Norte (Remo), seis do Nordeste (Sampaio Corrêa, Náutico, CRB, CSA, Vitória e Confiança), dois do Centro-Oeste

(Goiás e Villa Nova), a Ponte Preta campineira e cinco sulistas (Brasil de Pelotas, Brusque, Avaí ,Operário e Londrina). O número de destinos das viagens (14) é maior do que na Série A, assim como o tempo de voo e/ou estada a ser despendido. Há que se ter capricho logístico para minorar o desgaste. Quanto ao elenco alviverde, as demandas são um adequado preparo físico, boa técnica, entrosamento e, acima de tudo, espírito de luta.

Triturador de ídolos Por Marcio Mittelbach

A contratação do ídolo Maurílio é uma oportunidade para reverter uma sina no Tricolor. Seja no cargo de técnico, seja como dirigente, o histórico do Paraná Clube com exjogadores não é dos melhores. Em alguns casos, a relação com o clube e a torcida chegou a ser contaminada. O caso mais grave é o do meia Ricardinho. Nas duas vezes em que foi técnico, 2012 e 2014, ele não só saiu por vontade própria como saiu fazendo duras críti-

cas às administrações. Até Caio Junior, que em 2006 classificou o time para Libertadores, em 2003 foi demitido por conta de uma série de resultados negativos. Em 2019, o ex-goleiro Marcos deixou a diretoria e publicou uma “carta bomba” com críticas aos que ficaram. Outro que viu a relação se desgastar foi o capitão do paranaense de 2006, Beto Amorim, demitido do cargo de diretor de futebol em meio a uma campanha ruim no Brasileiro de 2016.

Motivos para comemorar Por Douglas Gasparin Arruda

Chegamos ao fim do Campeonato Brasileiro na mesma semana em que o Brasil de Fato - Paraná comemora a publicação de sua 200ª edição. Para os torcedores do Athletico, sobram motivos para comemorar. Iniciamos o campeonato com grandes problemas, já que o planejamento do Furacão foi especialmente impactado pela pandemia e apostas que não corresponderam em campo. Apenas para recordar: terminamos o

Oficina grátis com Rettamozo e Mayli Colla para exercitar a criatividade artística

CULTURA

ELAS POR ELA

Celebramos agora a edição de número 200 do Brasil de Fato Paraná! Conquista a ser comemorada ainda mais em um período tão conturbado como o de hoje, em que a imprensa alternativa e combativa merece todo o apoio. Falando em imprensa alternativa, foi a partir dela que o futebol de mulheres passou a ter mais destaque. Não foi diferente com o Brasil de Fato Paraná. A coluna Elas por Ela foi publicada pela primeira vez em 23 de maio de 2019 comentando a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da França. Recebi o

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primeiro turno na penúltima posição, atrás dos já rebaixados Coritiba e Botafogo. Naquele momento, nem os mais otimistas poderiam acreditar que faríamos a 4ª melhor campanha do 2° turno. Espero nas próximas 200 edições poder comemorar, junto com os leitores athleticanos, resultados melhores em campo. Com a equipe da Brasil de Fato e demais leitores, que possamos comemorar resultados melhores nas urnas!

Oficina será on-line em três quartas-feiras de março. Vagas limitadas a 30 pessoas Redação

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apel, lápis e canetas coloridas e até a lanterna do celular. Estes são alguns dos materiais a serem usados na oficina on-line dos artistas Luiz Rettamozo e Mayli Colla e que acontecerão em três datas: 17/3, 24/3 e 31/3 (quartas-feiras), das 15h às 16h. Os interessados deverão se inscrever até 48h antes de cada Oficina pelo https://forms.gle/ Vbgra8MxDDiebWTa8. O público-alvo, que concorrerá a 30 vagas para cada data, são os apreciadores de arte que queiram compartilhar com Rettamozo um pouco do seu processo criativo e também exercitar a própria criatividade. A atividade dura 1 hora e é grátis. Faz parte do proje-

to Como-Ver 100 Sombra de Dúvida, selecionado pelo edital de Difusão, Formação e Reflexão em Artes Visuais do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura do Fundo Municipal de Cultura. Rettamozo tem mais de 50 anos de carreira e vivência em diversas linguagens artísticas e na publicidade. Mayli Colla, com quem dividirá a condução da oficina, também é artista plástica e educadora há 30 anos.

Serviço O que: Oficina de arte com Rettamozo e Mayli Quando: 17/3, 24/3 e 31/3 às 15h Quanto: grátis Rodolfho Pajuaba


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