14 VARIEDADES
9 ENTREVISTA
As marias da nossa vida
13 CULTURA
Especialista analisa eleições
Chargista critica compositor
Novelas mexicanas são reprisadas no Brasil há 20 anos. Mais leves que as nossas, têm um ‘quê’ especial de drama e romantismo que faz sucesso
“A vitória de Dilma adquiriu feição popular. A mesma orientação afastou ainda mais as forças burguesas do governo”, aponta Armando Boito Jr.
“O Fernando nos chama de incompetentes!”. Confira artigo do chargista Nilson sobre o apoio de Fernando Brant ao senador Aécio
Minas Gerais
31 de outubro a 05 de novembro de 2014 • edição 62 • brasildefato.com.br/mg • distribuição gratuita
3 e 10 BRASIL
Pressão popular por plebiscito e deputados contra participação
Dilma Rousseff volta a dizer que dará prioridade à reforma política e à realização de um plebiscito para consultar a população sobre o assunto. A Câmara dos Deputados reagiu e, na noite de terça-feira (28), derrubou o decreto da presidenta que instituía a Política Nacional de Participação Social
4 CIDADES
5 MINAS
PBH não executou o São Francisco que devia corre perigo Prestação de contas até o mês de agosto demonstra que 51% do orçamento do ano foi executado. Programas sociais foram os mais afetados
Pedido para suspender o uso das águas da Bacia é analisado pelo MPF. Mineração e agronegócio inutilizam a água para consumo
7 ELEIÇÕES
Guarde as promessas de Dilma e Pimentel Pagamento do piso salarial dos professores e criação do Mais Especialidades para saúde são algumas das promessas dos petistas
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OPINIÃO
Belo Horizonte, 31 de outubro a 05 de novembro de 2014
editorial | Minas Gerais
mocráticos, como a Venezuela, a Argentina, o Equador ou a Bolívia, também estariam fragiliza dos. Passado o momento eleitoral, é preciso agora encarar os desafios do segundo mandato de Dilma Rousseff. Quem deu vitória à candidata petista foi uma militância política de vários partidos e organizações que ocupou as ruas, praças e a internet. Uma militância que sonha com um Brasil socialmente justo, democrático e soberano. Em seu discurso como vencedo ra, a presidenta enfatizou a necessidade de um plebiscito popular para promover uma reforma política do país. Tornase cada vez mais necessária uma assembleia nacional constituinte,
Um governo jamais poderá ser bom sozinho Neste doming, grande parte do povo brasileiro comemorou a vitória de Dilma para a presidência do Brasil. Foi uma vitória suada, difícil, conquistada apesar de todo o jogo da grande mídia e de algumas instituições da elite brasileira, que tentaram o tempo todo persuadir os eleitores a esquecer do passado e confiarem seu voto à armadilha de suposta mudança. O povo mineiro teve um papel fundamental nesta página da história do Brasil. Foi importante o trabalho de todas as pessoas, movimentos populares, partidos e sindicatos que conseguiram se organizar e furar o bloqueio da grande mídia, explicitando ao país todas as contradições e retrocessos orquestrados por Aécio Neves e pelo PSDB nos 12 anos de governo em Minas Gerais. O resultado final demonstra o quanto foi importante o esforço de cada um que trabalhou nesta
Precisamos criar uma cultura de maior participação das pessoas na vida política do país, não somente no momento das eleições campanha. Demonstra também que muitas pessoas estão insatisfeitas e não se contentam com o que foi feito até agora. A disputa acirrada serviu para explicitar contradições antes veladas e teve o envolvimento de grande parte da população. Mas e agora? Agora não é tempo de descanso. É tempo de mais trabalho. O povo, mais do que nunca, precisa estar organizado. Um governo jamais poderá ser bom sozinho. Jamais poderá fazer bem a um povo sem que conheça suas prioridades diante de tantos problemas. Precisamos criar uma cultura de maior par-
ticipação das pessoas na política e nas questões cotidianas do país, não somente no momento das eleições. A realização de plebiscitos para consulta à população é um desses mecanismos. Além do mais, a elite organizada, com seus representantes no poder, não desaparecerá com a vitória do PT. Eles continuarão exercendo pressão e usando suas armas para retirar direitos dos trabalhadores e beneficiar os mais ricos. Em Minas Gerais, as contradições ficarão mais evidentes após tantos anos de governo PSDB e haverá muita pressão sobre Pimentel e sua equipe. É por isso que o povo tem que demonstrar o tempo todo sua vontade, pressionar os governos em Minas Gerais e no Brasil a não vacilar, a seguir com as políticas sociais que vêm buscando reduzir as desigualdades sociais, a avançar em reformas estruturais que resolvam problemas históricos do nosso país. A começar pela reforma do sistema político, urgente para que o povo não fique refém do jogo estabelecido e possa participar mais do poder. O povo mostrou que não é bobo e precisa continuar mostrando isso todos os dias.
editorial | Brasil
Mais democracia Para as forças populares, a ree leição de Dilma Rousseff foi uma gi gantesca vitória. Erraram os que, frente aos erros e deficiências do governo petista, o igualaram ao dos tucanos. Os tucanos queriam criar facilida des para que o capital internacional fizesse uma nova ofensiva sobre nos sas riquezas naturais, principalmente sobre o petróleo do pré-sal e sobre a Petrobras. Era a disputa entre a candidatu ra que defende o Brasil – porque de fende o nacionalismo econômico e a soberania nacional – e a candidatura do liberalismo econômico e da dependência ou do colonialismo, como bem expressou o economista Bresser Pereira em seu discurso de apoio à Dilma Rousseff. Sabiam que uma derrota eleito ral do governo petista enfraqueceria e fragilizaria o bloco do Mercosul e abriria o caminho para retomar a política externa de FHC, com um realinhamento submisso aos Estados Unidos. Sem a participação do Brasil, outros países com governos progressistas e de-
O jornal Brasil de Fato circula semanalmente em todo o país e agora também com edições regionais, em SP, no Rio e em MG. Queremos contribuir no debate de ideias e na análise dos fatos do ponto de vista da necessidade de mudanças sociais em nosso país e no nosso estado.
Os derrotados continuarão usando todas as suas armas para impedir os avanços da democracia e das conquistas sociais em nosso país soberana e exclusiva, como foi pedida pelo Plebiscito Popular, realizado na semana da Pátria, que coletou mais de 7 milhões de votos. Precisamos de novas leis que aprofundem a democracia e assegurem a participação soberana do povo nas decisões políticas do país. É imprescindível e urgente também uma nova lei sobre os meios de comunicação. Basta ter como referência a legislação da União Europeia, da Inglaterra ou dos EUA sobre o tema. Nesses países, os barões da mídia, quando cometem crimes, sentam no banco dos réus. Os adversários, derrotados pela quarta vez se guida, continuarão usando todas as suas armas e subterfúgios para impedir os avanços da democracia e das conquistas sociais em nosso país. Por isso, faz-se necessário que a classe trabalhadora volte a ocupar as ruas e siga pressionando por avanços cada vez mais progressistas.
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conselho editorial minas gerais: Adília Sozzi, Adriano Pereira Santos, Beatriz Cerqueira, Bernadete Esperança, Bruno Abreu Gomes, Carlos Dayrel, Cida Falabella, Cristina Bezerra, Deliane Lemos de Oliveira, Durval Ângelo Andrade, Eliane Novato, Ênio Bohnenberger, Frederico Santana Rick, Frei Gilvander, Gilson Reis, Gustavo Bones, Jairo Nogueira Filho, Joana Tavares, João Paulo Cunha, Joceli Andrioli, José Guilherme Castro, Juarez Guimarães, Laísa Silva, Luís Carlos da Silva, Marcelo Oliveira Almeida, Michelly Montero, Milton Bicalho, Neemias Souza Rodrigues, Nilmário Miranda, Padre Henrique Moura, Padre João, Pereira da Viola, Renan Santos, Rilke Novato Públio, Rogério Correia, Samuel da Silva, Sérgio Miranda (in memoriam), Temístocles Marcelos, Wagner Xavier. Editora: Joana Tavares (Mtb 10140/MG). Repórteres: Maíra Gomes e Rafaella Dotta. Fotografia: Agência Eficaz. Estagiária: Raíssa Lopes. Administração: Vinicius Moreno. Distribuição: Larissa Costa. Diagramação: Luiz Lagares. Revisão: Luciana Santos Gonçalves. Endereço: Rua da Bahia, 573 – sala 306 – Centro – Belo Horizonte – MG. CEP: 30160-010. Tiragem: 40 mil exemplares.
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CIDADES
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Dilma se compromete com reforma política Reprodução
CONSULTA Mais de 7 milhões de brasileiros votaram em plebiscito popular por uma Constituinte exclusiva Maíra Gomes Em seu discurso de vitória, a presidenta reeleita Dilma Rousseff voltou a falar sobre a reforma política. Ela anunciou que pretende fazer reformas e “a primeira, a mais importante, deve ser a reforma política”. O tema está em pauta na sociedade desde as mobilizações de junho de 2013. Como resposta, a presidenta Dilma propôs a convocação de uma Constituinte exclusiva para tratar da reforma. Logo após o pronunciamento, diversas entidades iniciaram uma mobilização nacional para a construção de um plebiscito popular, que pedia a instalação de uma constituinte exclusiva e soberana para discutir a reforma política. A mobilização durou cerca de oito meses e resultou em uma votação, em que mais de 7,5 milhões de brasileiros disseram sim à convocação de uma Constituinte. “Agora esperamos que essa grande mobilização nacional seja uma força para que a gente consiga
o mais rápido possível mudar as leis, principalmente a Lei Eleitoral, que privilegia quem tem dinheiro”, declara Alex Sander Silva Carmo, coordenador de um comitê popular em Nova Lima. Padre Henrique Moura, integrante do Fórum Político Inter-Religioso, do Fórum das Pastorais Sociais e da coordenação do Plebiscito em Minas Gerais, comemora a declaração de Dilma Rousseff como forma de reforçar a importância dos movimentos sociais e populares para seu governo e para realizar as mudanças que o país precisa. “É o reconhecimento do nosso trabalho durante este ano, um momento de força e esperança para avançar”, avalia. Integrante do comitê da região metropolitana de BH, Cazu Shikasho aponta que a presidenta Dilma está sendo coerente com o que apresentou durante a campanha eleitoral. “É considerada prioritária a reforma política porque é a que levará a outras reformas, como tributária, agrária, urbana e outras”, defende.
Rotas alternativas no Anel Rodoviário
Constituinte é o caminho A convocação da Constituinte exclusiva é o ponto chave do debate no momento, de acordo com Cazu. “A questão central agora é qual o caminho para esta reforma. Se feita pelo Congresso Nacional, seriam apenas mudanças de fachada, sem tocar no essencial, como o aprofundamento da democracia brasileira através de mecanismos de participação direta do povo nas principais decisões da nação”, reforça. Para ele, trazer especialistas que não estão no Congresso atual é garantir que as mudanças sejam concretas. O militante defende que o Congresso, de forma geral, teme uma reforma profunda que possa retirar privilégios e que conceda mais espaço e voz ao povo. “No fundo, têm receio e restringem a participação popular, como vimos agora na derrubada do decreto presidencial que regulamentava os conselhos”, diz. Na última terça (28), o Congresso retirou o decreto que regulamentava a participação po-
BH terá ato pelo Plebiscito
pular nas decisões da nação [leia mais na página 10]. Foram formados mais de dois mil comitês populares, no Brasil, para discutir o tema, que devem retomar os trabalhos a partir de agora. “Temos que continuar nos
organizando para conseguir levar isso à frente. Precisamos contar com o maior número de pessoas e também com os que não participaram no plebiscito popular”, convida Alex Sander.
PERGUNTA DA SEMANA Após dois meses de campanha e uma disputa acirrada, as eleições presidenciais chegaram ao fim. No último domingo (26), às 20h30 foi divulgado o resultado com a vitória da presidenta Dilma Rousseff. Reeleita com 51,64% dos votos contra 48,36% de Aécio Neves, Dilma estará no poder por mais quatro anos.
O que você achou do resultado das eleições para Presidente da República?
Anel ganha quatro pontos para diminuir engarrafamentos causados por acidentes Da Redação Parte do Anel Rodoviário de Belo Horizonte irá ganhar quatro rotas alternativas para aliviar o trânsito da região em caso de acidentes. Os pontos de reversão serão construídos ao longo dos 10 km que ligam o bairro Olhos D’Água ao Califórnia. Um deles estará localizado próximo ao Viaduto Tereza Cristina, no km 536. Os outros serão instala-
dos na entrada do Buritis (km 451), no trevo do Betânia (km 538) e perto da passarela do bairro Olhos D’Água (km 542). A medida pretende proporcionar uma maior fluidez de veículos em pontos estratégicos, onde foram detectados grandes índices de acidentes. A expectativa é de que os pontos comecem a operar até o fim da primeira semana de novembro.
Na terça, dia 4 de novembro, lideranças e organizações farão no Sindicato dos Bancários, às 19h, ato pela aprovação do decreto legislativo que convoca um Plebiscito oficial para consultar a população se ela é a favor da convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para fazer a reforma política. Endereço: Rua dos Tamóios, 611, Centro
Pra mim tanto fez como tanto faz. Não vai acontecer nada no nosso Brasil, vai continuar a mesma porcaria. Ninguém tá olhando por ninguém, estão olhando pro bolso deles. Muitos se preocupam com avenidas e campo de futebol, coisas que não estão vindo pro povo. Pro povo, só situação precária.
Hoje em dia estou muito desiludido com a política, mas acabei votando na Dilma porque é uma pessoa que considero estar mais próxima de fazer alguma coisa pra ajudar, mas está longe de atender às minhas expectativas. Agora, com certeza ela pode fazer mais coisa que o Aécio. Se ele fosse eleito ia fazer mais a parte das elites, e ela olha pros pobres pelo menos um pouquinho.
Poliana Macelino de Souza, 26, camareira
Alan Henrique do Nascimento, 31, auxiliar de produção
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CIDADES
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PBH executou apenas metade de seu orçamento do ano até agosto PRESTAÇÃO DE CONTAS Construção de UMEIs e programas de assistência social ficaram bem abaixo do previsto Breno Pataro
Maíra Gomes Na tarde de quinta (23), na Câmara Municipal, a Prefeitura de Belo Horizonte apresentou a prestação de contas de 2014 para a Comissão de Orçamento Finanças Públicas. Os dados são da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014, referentes aos gastos até o mês de agosto. O valor orçado para os gastos gerais da PBH para 2014 foi cerca de R$ 11,5 bilhões. Até agosto, pouco mais de 51% havia sido executado. “A gestão da PBH teria mais quatro meses para executar quase metade do orçamento, o que é impraticável. Isso tem a ver com estimativa falsa, um orçamento fora da realidade”, analisa o vereador Gilson Reis (PCdoB), da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas. Dos gastos gerais da PBH, a rubrica “investimentos”, que inclui obras, recebeu cerca de R$ 2 bilhões. Mas foram executados apenas 27% desse valor. “O que é destinado à população sempre tem cortes. É o caráter do choque de gestão na PBH”, avalia Gilson.
Apenas 27% do valor previsto para as obras foi executado
Das 27 Umeis prometidas, apenas 10 foram construídas Na execução de programas de governo, a gestão de Marcio Lacerda apresentou pouca eficácia. Menos da metade dos recursos previstos para políticas e programas sociais foram investidos. O programa de expansão da Educação Infantil estimava 27 novas unidades e apenas 10 foram construídas. Somente uma Unidade Municipal de Educação
Infantil (Umei) iniciou os trabalhos na Regional Nordeste, por exemplo, de uma meta de 10 novas unidades. No campo da Assistência Social, a PBH investiu 28% do esperado. O programa com menor eficácia foi o bolsa-auxílio para famílias do Serviço de Famílias Acolhedoras, com apenas 15, de uma meta de 70. Em relação às obras do Orçamento Participativo, houve queda considerável a partir de 2008. Nos últimos dois anos, nenhuma obra foi entregue.
Inconsistência de dados Muitos dados apresentados na prestação de contas foram questionados. “Fizemos uma visita técnica no Restaurante Popular II e as obras estão paradas. A obra do viaduto do Santa Tereza [está] com 94% realizada? É só passar lá, não está”, questionou o vereador Pedro Patrus (PT). Os representantes da PBH na mesa admitiram a possibilidade de “diferença de interpretação” de alguns dados. “A confusão e desinformação na prestação de contas são muito ruins para a cidade. O orçamento hoje não é pela quantidade, mas ÁREAS
tem a ver com a qualidade do serviço e nem sequer temos essas informações”, questiona Gilson Reis. Ele aponta a importância da participação da população da cidade nas questões financeiras do município, já que os vereadores de oposição à gestão de Lacerda têm denunciado as inconsistências nas prestações de conta, sem sucesso. “Em todas as prestações nós questionamos, mas sabemos a maioria que ele tem na casa. A única forma de reverter isso seria a sociedade questionar a Prefeitura e a Câmara, pressionar”, defende. EMPENHADOS ATÉ AGOSTO/2014
Habitação
25%
Saneamento
31%
Transporte
35%
Cultura
44%
Desportos e Lazer
25%
Educação
50%
Saúde
61%
Alunos de administração pública conhecem realidade da periferia EMPODERAMENTO Adolescentes realizam atividades no bairro Jardim Felicidade Da redação Estudantes de administração pública da Fundação João Pinheiro realizaram, de maio a setembro deste ano, um projeto social na região do Jardim Felicidade, região norte da capital. Com cerca de 12 adolescentes, reunidos semanalmente no Centro Cultural Jardim Guanabara, eles desenvolveram atividades para promover o empoderamento por meio da arte. Denominado “Fica Ativo Repensar”, o projeto foi realizado simultaneamente com
o curso de violão do programa Fica Ativo, do governo estadual. Em mais de 20 encontros, eles fizeram o reconhecimento da realidade local, a partir da vivência dos próprios adolescentes, desmitificaram crenças, com análise do papel da mídia , conversaram sobre cidadania política e desenvolveram uma atividade prática de empoderamento, por meio da música. Um dos produtos do projeto social foi a elaboração e gravação da música “Construtores de um mundo Novo”. Para Nathalia Reis, uma
das coordenadoras do projeto, o contato da equipe com a comunidade foi fundamental, pois “como futuros gestores públicos tomaremos decisões que irão impactar a realidade dessas pessoas”. Aluno da Escola Estadual Carlos
Fica Ativo Repensar
Drumond de Andrade, Jean Aleksander Silveira Almeida, de 15 anos, fez uma descoberta nos encontros. A partir das discussões com os monitores de administração pública da FJP, teve a a ideia de criação de um grêmio em sua es-
cola. O grêmio já começou a funcionar, com a formação de um time de basquete. Os monitores do curso de administração reconhecem que o aprendizado não acabou. Para Alexandre Mário de Freitas, “conhecer novas realidades diminui as chances de se tornar um burocrata no futuro”. Concluída a primeira turma, o projeto promete continuar. “Já estamos montando outra turma, agora com os alunos de grafite”, anuncia Isadora Ribeiro, também estudante da graduação em administração pública.
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MINAS
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Moratória para o São Francisco ÁGUA Documento defende que empreendimentos são os maiores causadores da falta de abastecimento Rafaella Dotta Mais de 30 entidades sociais protocolaram, na terça-feira (28), um pedido para suspender o uso das águas, solos e subsolos da Bacia do Rio São Francisco ao Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte. Dentre vários motivos, o documento explica que o atual cenário pode levar à falta de água e ao caos social nas cidades abastecidas pelo rio e que 16 milhões de pessoas podem ser atingidas diretamente.
O documento foi redigido pela Articulação Popular São Francisco Vivo e destaca a falta de confiança nas informações apresentadas pelos órgãos responsáveis pela gestão das águas (Agência Nacional de Águas e órgãos dos estados). Para a organização, é preciso um “amplo estudo, em caráter de urgência” para rever a atual utilização das águas, solos e subsolos do território. “Os usos da água nos empreendimentos do agronegócio e minerários colocam em risco a dispo-
nibilidade e qualidade da água restante para os demais usos”, destaca trecho do documento. As organizações pedem que a Lei 9433, a Lei Nacional de Recursos Hídricos, seja cumprida, em que se destaca o item III do artigo 1º: “em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais”. “A gente entende que o problema do baixo volume de água no São Francisco não é só resultante do período de estiagem. A água da
Governador vetou lei que proibia incineração do lixo
Reprodução
Entidades pedem suspensão do uso das águas, solos e subsolos do rio
chuva, rios e afluentes não está chegando no rio”, afirma Alexandre Gonçalves, integrante da Articulação São Francisco Vivo. Ele espera que os Ministérios Públicos estaduais realizem
uma investigação conjunta sobre a situação ambiental da bacia, proposta firmada pelo promotor José Adércio Leite Sampaio, do MPF de Belo Horizonte.
Mulheres do Jequitinhonha contra violência
POLÍTICA Movimentos, especialistas e deputados questionam modelo DIREITOS Organizadas, mulheres do Vale da privatização do lixo conquistaram ônibus para atendimento Lízian Silva Martins
Rafaella Dotta Em 7 de maio de 2013, os deputados mineiros receberam o Projeto de Lei 4.051, que sugeria a proibição da queima de lixo em Minas Gerais. O objetivo era impedir que empresas europeias de incineração se instalassem no estado, já que estão sendo proibidas naquele continente, conta Luciano Marcos da Silva, diretor do Instituto Nenuca de Desenvolvimento SusPublicidade
tentável (INSEA). Após ser aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, a lei foi rejeitada pelo governador Alberto Pinto Coelho em julho deste ano. Em sua justificativa, o governador afirmou que o governo não irá proibir “a utilização de tecnologias de comprovada viabilidade técnica e ambiental”. Para o diretor do INSEA, a justificativa é inverídica. “A incineração é uma tec-
nologia totalmente nefasta para a saúde da população, para o equilíbrio ambiental e para os cofres públicos”, defende. Atualmente, o veto do governador está sendo analisado por uma comissão da ALMG. Segundo assessoria do deputado André Quintão (PT), um dos proponentes do PL, os parlamentares aguardam parecer do relator para, então, decidir pela manutenção ou não do veto.
Lízian Silva Martins De Araçuaí Como resultado de um seminário regional, realizado em outubro na cidade de Araçuaí, foi criado um fórum permanente de enfrentamento à violência contra a mulher no Vale do Jequitinhonha. Os participantes do seminário realizaram um ato público no Fórum da comarca, para pedir justiça em relação aos crimes ocorridos na região. Nos últimos meses, três mulheres foram mortas, uma delas há menos de 30 dias. Ônibus lilás Uma das conquistas das mulheres do Vale do Jequitinhonha foi a entrega de uma unidade móvel de atenção à violência contra a mulher (“ônibus lilás”) pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência, como parte do Programa “Mulher, sem Violência”. Cada estado do Brasil recebeu duas unidades. Em Minas, uma está na capital e outra atende aos municípios do Médio Jequitinhonha.
Essa unidade móvel percorre as comunidades rurais da região, levando a prestação de serviços para as mulheres, principalmente em locais em que o acesso à informação sobre os seus direitos é mais difícil. No mês de outubro, a unidade móvel esteve em bairros e comunidades rurais de Araçuaí, prestando atendimentos no âmbito da assistência social e da saúde, com informações sobre os serviços existentes para acolher a mulher em situação de violência e orientações sobre a prevenção ao câncer de mama.
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MINAS
Belo Horizonte, 31 de outubro a 05 de novembro de 2014
GUIA DO ELEITOR CIDADÃO Após a realização das eleições, o jornal Brasil de Fato MG fala do papel do cidadão no acompanhamento dos mandados, das políticas públicas e ações ao longo dos próximos quatro anos.
Acabou a eleição. E agora? O voto é apenas uma das formas de exercer a cidadania. Embora seja uma ferramenta importante, o brasileiro pode acionar vários outros mecanismos de participação popular para além do voto. A Constituição Federal, no artigo
14º, estabelece que o cidadão pode propor plebiscitos, referendos e iniciativas populares de lei. Os cidadãos participam da gestão pública também por meio dos conselhos de políticas públicas. Estes podem ser municipais, estaduais e na-
cionais e atingem diversas áreas sociais. A sociedade participa por meio de entidades organizadas (sindicatos, associações, movimentos sociais, ONGs etc.), que devem indicar seus representantes. Seu papel nos conselhos é fiscalizar, apresentar de-
mandas da sociedade, elaborar políticas públicas e até diretrizes de ação para o governo. Outra forma importante de participação são movimentos sociais, pastorais, entidades sindicais e partidárias, associações comunitárias e organiza-
ções coletivas. Só votar não é suficiente. Quando os brasileiros vão às ruas e lutas, exercem a função de pressionar os políticos para que façam mudanças reais na política e no país, garantindo direitos a toda a população.
Como acompanhar o trabalho dos eleitos? Passadas as eleições, é também fundamental estar atento às ações de quem se elegeu. Na prática, isso significa saber se as suas ações cotidianas estão de acordo com o que foi informado durante a campanha. As atividades das Câmaras Municipais e Assembleia Legislativa são abertas. O cidadão pode participar de audiências públicas e frequentar reuniões das comissões. Pelos sites oficias das instituições, é possível saber sobre os projetos de lei apresentados, horários e temas a
serem discutidos nas comissões e o posicionamento do parlamentar diante dos assuntos abordados. O Tribunal Superior Eleitoral tem informações permanentes sobre patrimônio dos deputados, prestação de contas, emendas parlamentares, entre outros. Outra plataforma que auxilia o cidadão a acompanhar o andamento dos governos é o projeto Transparência Brasil, que organiza informações sobre os gastos e os investimentos do governo federal, estadual e municipal.
Democracia depois da eleição
Plebiscito: O plebiscito é a convocação dos eleitores do país a aprovar ou rejeitar questões relevantes antes da existência de lei ou do ato administrativo. Assim, a população diz se quer ou não que determinado tema seja aprovado.
Referendo: O referendo também é uma consulta popular, mas é convocado depois que o ato já foi aprovado, cabendo ao povo ratificar ou rejeitar a proposta.
Iniciativa Popular: Por meio dela, é apresentado um projeto de lei sobre determinado assunto, assinado por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional, distribuído por pelo menos por cinco estados, e não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles. É o que aconteceu na Lei da Ficha Limpa, que tramitou e foi aprovada por pedido da população.
Preconceito contra nordestinos na web pode ser punido Reprodução
Comentários que promovem o ódio e a discriminação contra a população de origem nordestina nas redes sociais podem ser punidos, garante o presidente da ONG SaferNet Brasil, Thiago Tavares. Ele conta que as páginas na internet e nas redes sociais já estão sendo investigadas e seus autores poderão ser punidos criminalmente, assim como quem compartilha o conteúdo. “Os casos estão começando a chegar ao Judiciá-
Obra da Copasa deixará 1,6 milhão de pessoas sem água na Grande BH Reprodução
rio e ele tem se pronunciado no sentido de condenar as pessoas que têm usado a internet para essa finalidade”, completa Tavares.
As obras de interligação de uma nova adutora ao sistema Rio Manso, que abastece vários bairros de Belo Horizonte e região metropolitana, vão deixar 1,6 milhão de pessoas sem água a partir da noite desta sexta-feira (31). Segundo a Copasa, o fornecimento deve ser restabelecido gradativamente a partir de sábado (1º). Nas regiões mais altas, o prazo para normalização no abastecimento é segun-
da-feira (3). No site da Copasa, é possível ver os bairros que terão o fornecimento de água interrompido.
Belo Horizonte, 31 de outubro a 05 de novembro de 2014
De olho nas promessas de 2014 ELEIÇÕES Confira principais temas defendidos por Pimentel e Dilma Da redação No último domingo (26), 51, 63 % dos eleitores brasileiros, que corres-
pondem a 27,25% da população do país, elegeram por maioria a presidenta Dilma Rousseff, do PT, para seguir no cargo por mais quatro
anos (2015-2018). No primeiro turno, Fernando Pimentel, também do PT, foi eleito governador de Minas, com 52,98% dos votos
válidos. Conheça as principais propostas dos dois e não se esqueça de guardá-las para cobrar as ações.
MINAS GERAIS Principais Propostas De Fernando Pimentel
SAÚDE Criação de 77 Centros de Especialidades Médicas e concluir as obras de nove Hospitais Regionais. Reimplantar a disciplina de Educação Física nas escolas estaduais.
MORADIA Levar o Vila Viva, programa de urbanização de favelas, para toda Minas Gerais.
EDUCAÇÃO Investir 25% do orçamento estadual em educação. Pagar o piso salarial aos professores estaduais. Realizar concursos públicos. Estabelecer parcerias com prefeituras para a criação de UMEIs (Unidades Municipais de Educação Infantil) em todas as regiões do estado. Ampliar o ensino público integral para atingir 20% dos alunos mineiros.
PROGRAMA SOCIAL Até 2018, aumentar o valor do Bolsa Família de R$77 para R$100 em Minas Gerais.
TRANSPORTE Expandir o metrô na região metropolitana, criando as linhas 2 e 3 e aumentando a linha 1 até 2018. Criar o Bilhete Único, para utilização no transporte público de BH e região.
BRASIL Principais propostas de Dilma Rousseff
MORADIA Construir mais 3 milhões de moradias populares.
Bombou na rede Estado de Minas e Estadão saem do armário “Vocês não terão governabilidade, caso vençam, e isso não é uma ameaça, é uma premunição” afirmou Geraldo Teixeira da Costa Neto, diretor executivo do Estado de Minas, tradicional jornal do estado. Em post no facebook agressivo, raivoso e passional. O herdeiro do jornal Estadão, outra tradicional publicação do país, jornalista Fernão Lara Mesquita, foi mais sincero e corajoso. Talvez por isso mesmo, mais chocante. De forma nua e crua mostrou o ódio das elites econômicas deste país aos países vizinhos empunhando cartaz contra a Venezuela. Que pena, Lobão fica
Veja mente
EDUCAÇÃO Ampliar as vagas do Pronatec, de 8 milhões para 20 milhões até 2015. Universalizar a educação infantil de 4 a 5 anos até 2016. Criar mais 100 mil bolsas do programa Ciência Sem Fronteiras.
SEGURANÇA Interligar a Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Rodoviária com as Polícias Civil e Militar, com a união de trabalhos e recursos.
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Bombou na rede o evento que marcava a despedida de Lobão. O cantor havia afirmado que sairia do país caso Dilma ganhasse. Quase 200 mil confirmaram presença. Uma enquete deu vitória para o aeroporto de Cláudio como local de saída. Também teve “vaquinha” para comprar a passagem. Mas ele desistiu. É, não foi dessa vez...
DIREITOS TRABALHISTAS Abrir uma mesa de negociação com os servidores públicos, na qual serão debatidos plano de carreira, previdência e remunerações.
SAÚDE Depois do Mais Médicos, a promessa é criar o programa Mais Especialidades, que irá agilizar a realização de exames, consultas e tratamentos especiais.
ELEIÇÕES
EMPRESARIAL Criação do programa Brasil Sem Burocracia, que permitirá a criação e fechamento de pequenas empresas em cinco dias. TRANSPORTE Construir ou ampliar 9 metrôs, 14 VLTs e 180 BRTs e corredores exclusivos de ônibus nas principais cidades do país
Fonte: As propostas foram retiradas dos sites oficiais dos candidatos (fernandopimentel.com.br e dilma.com.br).
Várias criações irônicas e brincalhonas de capas da revista Veja foram difundidas aos milhares nas redes sociais. De maneira irreverente, os internautas ironizavam assim a capacidade de mentir da revista. Fez lembrar os anos da Campanha Veja Mente realizada no inicio dos anos 2000.
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OPINIÃO
Acompanhando
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Foto da semana
PARTICIPE Viu alguma coisa legal? Algum absurdo? Quer divulgar? Mande sua foto para redacaomg@brasildefato.com.br.
Página do Vaticano
Na edição 15... “Eletricitários em greve por segurança no trabalho” ...E agora O eletricitário Fábio Custódio Oliveira, de 49 anos, faleceu em 19 de outubro, devido a um acidente de carro. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Minas Gerais (Sindieletro MG) denunciou a exaustiva jornada de trabalho a que o eletricitário foi submetido logo antes de sua morte. Fábio ia de Patrocínio a Pirapora, em uma distância de 320 quilômetros, quando o carro que dirigia se envolveu no acidente, às 19h. O sindicato afirma que o eletricitário trabalhou no sábado, dirigindo cerca de 350 quilômetros depois do expediente, e trabalhou também no domingo, quando se acidentou. A suspeita é que Fábio não teve as 24 horas de descanso semanal, como é garantido por lei. Na edição 25... “Procurador-geral sugere pena de 22 anos para Azeredo” ...E agora O caso conhecido como “mensalão tucano”, organizado pelo então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998, terá seu julgamento adiado. O juiz Rodrigo Janot, da 11ª Vara Criminal, havia pedido a condenação de 22 anos de prisão ao ex-governador. Por ocasião da renúncia do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), também envolvido no caso, o Superior Tribunal Federal decidiu que o processo seja enviado à 9ª Vara Criminal. A medida faz com que a sentença dada pelo juiz Janot não seja considerada e o processo seja julgado desde o princípio.
Durante o Encontro dos Movimentos Sociais, realizado em Roma até quarta-feira (29), o Papa Francisco se encontrou com líderes de mais de cem grupos sociais, como CUT-MG e MST. O evento teve como objetivo fortalecer a rede de organizações populares, o conhecimento recíproco e promover a colaboração entre eles e igrejas locais.
Talles Lopes
Jean Wyllys
Bem-vindos ao 3º turno
A “novidade” da divisão do Brasil
No primeiro turno, a candidata Dilma Rousseff emitiu sinais para o setor cultural com a indicação de Juca Ferreira para a coordenação da área na sua candidatura. Este fato ajudou consideravelmente no processo de reencantamento de alguns setores da sociedade, através da campanha Primavera com Dilma, e na construção de uma potente agenda por todo o país, que teve seu ponto máximo no encontro Cultura, Juventude e Periferia com Dilma, que aconteceu em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. A conquista maior veio no discurso da vitória e nas primeiras entrevistas como presidenta reeleita, nas quais definitivamente Dilma incorporou a cultura a seu repertório. Esta era a batalha mais importante para o setor cultural, e apesar de ser ainda apenas uma pequena citação, já é um sinal importante das mudanças que podem acontecer num segundo mandato. Contudo, os primeiros movimentos do Congresso após a vitória de Dilma mostram que, apesar de termos vencido uma importante batalha, a guerra ainda está longe de acabar: a derrubada pela Câmara do decreto que cria a Politica Nacional de Participação Social (PNPS) expõe as vísceras de nosso sistema político e as intenções de nossos representantes legislativos. Mais do nunca, a militância reencantada nestas eleições terá um importante papel num segundo mandato de Dilma e também no mandato de Fernando Pimentel, em Minas Gerais. Diante da incapacidade do Congresso e da maioria dos políticos eleitos de compreender a importância da participação social, cabe ao Executivo escolher nomes para os Ministérios e Secretarias que tenham isso como prioridade. Isso é ponto principal para pensarmos nos nomes que conduzirão a pasta da cultura no Brasil e em Minas Gerais.
Durante um debate para analisar o resultado das eleições para o qual fui convidado, o deputado estadual tucano Luiz Paulo Rocha afirmou que os governos do PT “dividiram o país”. Esta retórica - reproduzida em análises do resultado do segundo turno - não é original do Brasil: está presente nos discursos da direita em todos os países da América Latina cujos governos desenvolveram políticas mais ou menos intensas de redistribuição da renda. Essa retórica é, além de ressentida, arrogante – age como se a totalidade dos eleitores não tivesse memória histórica nem acesso à informação - e desonesta, quando busca esconder o fato de que todos esses países já estavam divididos há séculos. Foi o que respondi ao deputado tucano! Sim, o Brasil está dividido. Em primeiro lugar, pela divisão de classes própria do capitalismo, que, em sua versão brasileira, está marcado pela herança escravocrata que nos dividiu - a princípio literalmente e, depois, metaforicamente - em “casa grande e a senzala”. Ora, segundo o censo do IBGE de 2010, os 10% mais ricos da população ganharam, nesse ano, 44,5% do total de rendimentos; enquanto os 10% mais pobres receberam menos de 1,1%. Ao contrário, neste país historicamente dividido, os governos petistas trilharam, apesar de todas as suas deficiências, um lento caminho de “reunificação” que permitiu desbotar as linhas das desigualdades social, racial e de gênero que nos dividem, estendendo a cidadania a milhões de pessoas. A conciliação entre os dois brasis vai nascer justamente da combinação de desenvolvimento econômico sustentável com a extensão da cidadania que fez nascer. Jean Wyllys é deputado federal pelo PSOL-RJ. Leia a íntegra em www.brasildefato.com.br
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ENTREVISTA
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“Dilma necessitou dar um passo à esquerda para poder vencer as eleições” ANÁLISE Cientista político analisa a conjuntura depois de passado o pleito Frederico Santana e Joana Tavares Professor de ciência política na Unicamp, Armando Boito Jr. tem elaborado sobre a conformação de uma frente de suporte aos governos do PT, que ele chama neodesenvolvimentista, por garantir ganhos tanto para a burguesia interna quanto para parcelas dos trabalhadores, especialmente os mais pobres. Nesta entrevista, ele aponta o que estava em disputa no segundo turno e como fica o cenário agora. Brasil de Fato - Houve maior politização e polarização nessas eleições. Qual o impacto dessas eleições para a direita e esquerda partidárias? Armando Boito Jr. - Os governos petistas representam uma ampla, heterogênea e contraditória frente política que agrupa, de modo um tanto frouxo, desde a grande burguesia interna, que é a principal beneficiária da política econômica; até os trabalhadores da massa marginal, que foram beneficiados por programas de transferência de renda; passando por parte da classe média, do operariado e do campesinato. Na conjuntura que precedeu a eleição, essa frente vivia um momento de instabilidade. O baixo crescimento econômico e a pressão imperialista em toda a América Latina minaram a unidade da frente política neodesenvolvimentista. Basta lembrar que a Força Sindical rachou e que um setor importante da CUT pretendia que a central ficasse neutra na eleição. Isso não aconteceu em 2010. Já o campo neoliberal ortodoxo, que representa o grande capital internacional e a fração da burguesia brasileira integrada a esse capital, tentou restaurar sua hegemonia política no Estado brasileiro. Essa ofensiva atraiu
Reprodução
É improvável que a frente permaneça com o mesmo programa e os mesmos integrantes que a caracterizaram até aqui. O governo terá de se mover à esquerda ou à direita. O discurso de campanha e o pronunciamento no dia da vitória indicaram um passo à esquerda. Contudo, a pressão do Congresso Nacional e dos meios de comunicação está muito forte.
parte da burguesia interna, como o setor sucroalcooleiro. Na cena partidária, esse fato apareceu na divisão do PMDB e na instabilidade maior da base aliada do governo Dilma. O fato é que as contradições no interior da frente e a ofensiva restauradora do neoliberalismo ortodoxo tornaram a reeleição uma disputa difícil e incerta. E como fica a conjuntura pós-eleitoral? Dilma Rousseff necessitou politizar o discurso de campanha e dar um passo à esquerda para poder vencê-la. Essa orientação reaproximou os movimentos populares do governo do PT. A vitória de Dilma adquiriu feições de uma vitória popular. O que estamos vendo agora é que a mesma orientação afastou ainda mais as forças burguesas do governo. Pelo menos, é o que se pode notar nesses primeiros dias após o pleito. O PMDB ameaça agir como partido de oposição e o PSDB, embora reconheça
“O reformismo dos governos do PT é mais favorável para as camadas sociais em situação de extrema pobreza que para os trabalhadores integrados na produção propriamente capitalista” a derrota do candidato Aécio Neves, não aceita passivamente a derrota política. Querem que o campo vitorioso traia o seu programa de campanha, abandone a proposta de regulamentação econômica dos meios de comunicação, a proposta de reforma política e o
Armando Boito: “Imaginar que após a eleição tudo voltará a ser como antes seria um grave erro”
neodesenvolvimentismo com distribuição de renda. Eles querem que a presidenta eleita aplique o programa do candidato derrotado. Apesar da derrota, Aécio teve 48% dos votos. Qual o perfil do eleitor de Aécio? E de Dilma? Todas as pesquisas de intenção de voto e também o mapa das apurações mostraram claramente que o voto em Dilma variou na razão inversa do nível de renda e de escolaridade dos eleitores, enquanto o voto em Aécio Neves foi o voto dos ricos. Isso foi o quadro geral. Contudo, foi possível detectar uma perda de votos de Dilma Rousseff em bairros populares. Isso indica que a insatisfação popular com a política econômica e social cresceu. O reformismo dos governos do PT é mais favorável para as camadas sociais em situação de extrema pobreza que para os trabalhadores integrados na produção propriamente capitalista. Tem se
“É improvável que a frente permaneça com o mesmo programa e os mesmos integrantes que a caracterizaram até aqui. O governo terá de se mover à esquerda ou à direita” dirigido mais aos “pobres” que aos trabalhadores. Esse é um aspecto importante para entender o péssimo resultado do PT em São Paulo. Reivindicações antigas dos assalariados urbanos vocalizadas pelas centrais sindicais – redução da jornada semanal de trabalho, regulamentação progressista da terceirização, fim do fator previdenciário, melhoria dos transportes – foram deixadas de lado. Quais consequências dessas eleições para a frente neodesenvolvimentista que esteve na base de sustentação do governo nos últimos 12 anos?
Em seu primeiro pronunciamento, a presidenta falou da necessidade de um plebiscito para a reforma política. Qual a importância da luta por uma constituinte do sistema político neste momento? A luta por uma Constituinte exclusiva e soberana para a reforma do sistema político pode impedir que a direita confisque a vitória obtida na urna. O sistema político atual bloqueia as reformas progressistas. Sem mudar o sistema político, será muito difícil fazer passar reformas progressistas. Por isso, agora, além de tocar adiante as suas lutas econômicas e corporativas, os movimentos populares devem se alçar à luta pela Constituinte do sistema político. O Partido dos Trabalhadores poderá dirigir a frente neodesenvolvimentista para uma nova fase mais favorável ao movimento popular? Se o movimento popular pressionar nas ruas e por fora do Congresso, o PT poderá ser levado a dar um passo adiante. Mas o fator principal é essa pressão popular de fora e a luta pela Constituinte poderá ser o fato novo e catalizador dessa pressão. A verdade é a seguinte: entramos numa fase nova e temos de conceber, para essa fase, objetivos e métodos de luta novos. Imaginar que após a eleição tudo voltará a ser como antes seria um
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BRASIL
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PSDB, DEM e PMDB votam contra participação popular na política DEMOCRACIA Deputados derrubam decreto que regulamenta envolvimento da sociedade na elaboração de políticas públicas Pedro Rafael Vilela De Brasília A Câmara dos Deputados deu mais uma demonstração de que não está disposta a abrir espaço para participação política da sociedade. Na noite de terça-feira (28), foi derrubado o decreto da presidenta Dilma que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS). A medida tem como objetivo ampliar o diálogo entre governo e sociedade civil, fortalecendo os conselhos populares temáticos ligados aos órgãos públicos, como saúde, educação, cultura, entre outros. São mais de 60 mil instalados em todo país, nos governos municipais, estaduais e federal. A derrubada do decreto só foi possível com forte pressão dos partidos de oposição DEM e PSDB, além de outros da própria base do governo, como PMDB e PSD. Eles conseguiram aprovar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende os efeitos do decreto presiden-
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cial, apesar do esforço conjunto de PT, PCdoB e PSOL, que tentaram impedir a votação com manobras regimentais. Agora, a matéria segue para o Senado, onde o presidente Ranan Calheiros (PMDB-AL) já anunciou que deverá ser aprovado, o que pode levar à derrubada em definitivo do decreto. População quer participar A iniciativa foi uma resposta do governo federal às manifestações de junho de 2013, que cobravam mais transparência e participação na política. O decreto, embora não crie novos conselhos, estabelece parâmetros para o funcionamento desses órgãos, assegurando presença de diversos segmentos da sociedade civil, como movimentos sociais, setores empresariais, acadêmicos e instituições de pesquisa. “Conselhos são um espaço em que governo e a sociedade discutem políticas públicas e sua implantação”, explica o jornalista Leonardo Sakamoto. Ele detalha, ainda, que os conselhos
Câmara dos Deputados aprovou derrubada de decreto, que agora será avaliado pelo Senado
ajudam a fiscalizar os políticos e dar mais transparência aos gastos. “Há gente que teme, com o monitoramento por parte do povo, ficar sem o instrumento clientelista de poder asfaltar uma determinada rua e não outra, empregar conhecidos e correligionários”, aponta. Reforma política A derrubada da PNPS
ocorreu um dia após a presidenta Dilma Rousseff declarar apoio ao plebiscito da reforma política, que pode consultar a população sobre a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva sobre o tema. Entre os objetivos da reforma está o fim do financiamento empresarial de campanhas. Para Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, a atuação dos deputados é mais
uma prova de que os atuais parlamentares não terão interesse em avançar nas mudanças necessárias. “Alguém acredita que esse Congresso, que não aceita nem mesmo um decreto que abria mínimos espaços de participação popular, é capaz de fazer uma reforma política? Só com Constituinte Exclusiva será possível”, defende.
Maiores bancadas dominam os estados GOVERNADORES PMDB elege sete, PSDB e PT, cinco cada Pedro Rafael Vilela De Brasília Com a realização do segundo turno eleitoral no último domingo (26), foram definidos mais 14 governadores estaduais. Como era de se esperar, as maiores bancadas no Congresso Nacional continuam governando o maior número de estados. O PMDB, que em 2010 havia eleito cinco governadores, ampliou este ano para sete. Agora, governa estados importantes como Rio Grande do Sul e Rio de Ja-
neiro. Também foi vitorioso em Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rondônia e Tocantins. Considerado o maior partido do Brasil, o PMDB tem a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, atrás do PT, e a maior bancada no Senado. O PSDB, terceira maior bancada na Câmara, chegou a eleger oito governadores em 2010, mas dessa vez conseguiu cinco. Destaque para a reeleição em primeiro turno de Geraldo Alckmin, em São Paulo, que enfrenta grave crise de abastecimento de água, que
deve gerar racionamento a partir dos próximos meses na região metropolitana da capital. Os tucanos foram vitoriosos também no Paraná, Pará, Mato Grosso do Sul e Goiás. O PT conseguiu manter o mesmo número de cinco governadores eleitos em 2010. Dessa vez, porém, obteve vitórias importantes como Minas Gerais, onde Fernando Pimentel levou no primeiro turno, e Ceará, com Camilo Santana. Ganhou ainda no Piauí, Acre, Bahia e Ceará, mas acabou perdendo no Rio Grande do
PMDB elege seis governadores
Sul e Distrito Federal. O PSB com Marina Silva reduziu o número de governadores eleitos em 2010 (cinco). Dessa vez, saiu vitorioso apenas em Pernambuco, Paraíba e no Distrito Federal. O PSD, partido criado em 2010, com umas das mais expressivas bancadas no Congresso, obte-
ve vitórias em Santa Catarina e Rio Grande do Norte. O mesmo número de estados conquistados pelo PDT: Mato Grosso e Amapá. Os partidos PP (Roraima), PROS (Amazonas) e PCdoB (Maranhão) conquistaram um governo de estado cada.
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MUNDO
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Frente Ampla conquista maioria no Uruguai ELEIÇÕES Questões como a legalização do aborto e regulação da maconha são criticadas pela oposição no Parlamento; 2º turno da presidencial será em 30 de novembro Vanessa Martina Silva Do Operamundi A coalizão Frente Ampla, à qual pertence o presidente José “Pepe” Mujica, obteve maioria nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (26/10). O resultado confere maior fôlego à campanha do ex-presidente Tabaré Vázquez, que vai disputar o segundo turno das eleições presidenciais, em 30 de novembro, com o conservador Lacalle Pou, do Partido Nacional, e também ajuda a impedir possíveis retrocessos em leis aprovadas durante a gestão de Mujica, como a interrupção voluntária da gravidez e a regularização da maconha.
Contrariando a tendência apontada por empresas de opinião, com 99% das urnas apuradas, a FA conquistou 48% dos votos, quantidade similar à obtida nas eleições de 2009 e que significa 50 de 99 deputados. O resultado garante à coalizão a maioria parlamentar pela terceira eleição consecutiva, fato inédito nos últimos 60 anos. Os partidos Nacional, de Lacalle Pou, e Colorado, de Pedro Bordaberry, obtiveram 31% e 12%, respectivamente. No Senado, a força governista contará com 15 dos 30 legisladores. A soma, no entanto, penderá para a FA caso Vázquez vença a disputa, o que dará ao candidato a vice-pre-
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Uruguaios foram às urnas escolher neste domingo presidente, vice-presidente, deputados e senadores
sidente Raúl Séndic o direito a voz e voto entre os senadores. Os resultados no primeiro turno apontam para um favoritismo dele no segundo turno: o ex-presidente obteve 47% dos votos, vantagem maior do que a soma do segundo colocado, Lacalle Pou (30,9%), e do terceiro, Bordaberry (12,9%). Em 2013, Pou declarou ser contrário à lei de interrupção da gravidez e chegou a considerar a convocação de um referendo sobre o tema. Durante a eleição deste ano, disse que, se vencer o segundo turno, enviará um projeto para derrubar artigos da lei que permite a produção e venda de maconha no país.
Uruguai rejeita redução de maioridade penal Os candidatos Tabaré Vázquez e Luis Alberto Lacalle Pou definirão a Presidência do país em segundo turno, marcado para o dia 30 de novembro. Em plebiscito que também foi realizado no dia 26 de ou-
tubro, 53% dos uruguaios rejeitaram a redução da maioridade penal. Redução da maioridade
Contrariando os levantamentos de intenção de voto, a população uru-
Aécio vence em Israel e Dilma nos territórios palestinos Da redação
TEL AVIV - Os brasileiros que moram em Israel e nos territórios palestinos demonstraram preferências opostas no segundo turno das eleições presidenciais. Entre os palestinos, Dilma venceu com 84% dos votos (407) da representação do Brasil em Ramallah, capital política da Cisjordânia. Aécio recebeu 65 (14%), num total de 487 votantes. Na embaixada do Brasil em Tel Aviv, Aécio ven-
ceu com 90% dos votos (187) em Israel, contra 8% (16) de Dilma. Houve quatro votos brancos e nulos. Dos 627 eleitores cadastrados nas duas sessões eleitorais de Israel, 207 votaram. Os resultados praticamente repetem os das eleições de 2010 e 2006, quando os candidatos do PSDB (José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente) venceram em Israel e os do PT (Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva), na Autoridade Nacional Palestina.
guaia rejeitou a redução da maioridade penal. Durante a campanha, a manutenção dos 18 anos como idade para responsabilidade penal chegou a perder por mais de 20 pontos percentuais, mas
a proposta de diminuição acabou rejeitada por 53%. Não significa que não queiramos melhoras e que não queiramos que o Uruguai olhe com seriedade o que o preocupa, como, por exemplo, o tema
da segurança”, afirmou Fabiana Goyeneche, líder da campanha pela manutenção dos 18 anos como idade de responsabilidade penal.
Em vigência ‘plena’ há um ano, Lei de Meios argentina ainda não é inteiramente aplicada Há pouco mais de meia década, o Congresso argentino aprovou a LSCA (Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual), que ficou conhecida como Lei de Meios. Durante quatro anos, quatro artigos da norma - os que tinham relação com a concentração da propriedade dos meios de comunicação - foram questionados judicialmente pelo Grupo Clarín. Em 29 de outubro de 2013, dois dias depois de eleições legislativas, a Corte Suprema decidiu que a
lei deveria ser integralmente aplicada. A partir daquela manhã, o governo já não poderia adiar os processos de adequação à norma dos grupos de comunicação concentrados, o que havia feito até então com o argumento de que o Grupo Clarín estaria em vantagem enquanto estivesse protegido do mesmo destino por uma medida cautelar. Entre apoiadores da LSCA, houve esperança de que, com o fim da judicialização, começasse
uma aplicação efetiva de todos os outros artigos - o que ainda não aconteceu. No entanto, após o anúncio, no último dia 8 de outubro, de que o Clarín deveria se desfazer compulsoriamente de licenças que excedessem o limite da lei (sob a justificativa de que os novos concessionários eram sócios em empresas no exterior), a disputa legal corre o risco de ser reaberta e pode adiar ainda mais a efetiva aplicação da lei.
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CULTURA
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AGENDA DO FIM DE SEMANA INFANTIL
LITERATURA
Leitura do livro “O Saci”, seguida de criação literária sobre as origens e peripécias do personagem. Sexta (31), às 14h30, na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (Rua Carangola, 288, Santo Antônio).
Projeto “Traga um, leve outro”, do Café e Livraria da Praça, promove a troca de livros usados. Sexta (31), no Café e Livraria da Praça (Rua Dom Joaquim Silvério, 656, Coração Eucarístico).
LITERATURA
NATUREZA
Bate papo com Celina Maria Coelho, autora do livro “Viagem ao vagão da Lia”, que conta a história de uma senhora que morou durante anos em um vagão de trem. Sábado (1), às 10h, no Memorial Minas (Praça da Liberdade).
Trilha guiada, com orientação e atividades gratuitas para o público. Sábado (1), às 8h30, no Parque Estadual Serra Verde (Rua João Batista Fernandes, 85, Serra Verde).
Segunda a quinta-feira EXPOSIÇÃO
MÚSICA
FOTOGRAFIA
EXPOSIÇÃO
Mostra “Brasis: país em recortes” apresenta trabalhos de artesãos brasileiros, que utilizam a técnica “trama sem nó em retalhos”. As peças exibem nuances da diversidade e aspectos culturais do Brasil. De 1 a 9 de novembro, terças a sábados, das 9h30 às 21h, e domingos das 16h às 21h, no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro).
Show com o cantor, compositor e pesquisador cultural Carlos Farias. Quarta (5), às 19h30, no Café do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro).
A exposição fotográfica “De dentro pra fora”, do fotógrafo Paulo Laborne, procura registrar a simplicidade e emoção do olhar de pessoas e animais. De 1 a 29 de novembro, na Templuz (Av. Nossa Senhora do Carmo, 1150 , Carmo).
Mostra “Minha vida é um bordado” exibe trabalhos das bordadeiras do SESC-MG, inspirados na obra do escritor Guimarães Rosa. De 6 a 30 de novembro, terças a sextas, das 9h às 18h, e sábados das 9 às 13h, no Centro Cultural Vila Fátima (Rua São Miguel, 215, Baleia).
BOA DA SEMANA
BH recebe 1º Festival Interamericano de Cinema Universitário A partir do dia 3 de novembro, o Instituto de Comunicação e Artes (ICA), do Centro Universitário UNA, realiza o 1º Festival Interamericano de Cinema Universitário - Lumiar. O projeto discute a produção universitária de cinema no Brasil e conta com exibições de filmes, palestra, debate e oficinas sobre a sétima arte. Participam do evento 13 universidades da América do Sul, Norte e Central. As mostras cinematográficas ocorrem no Cine Humberto Mauro, com retirada de ingressos uma hora antes de cada
sessão. Um dos destaques é o curta-metragem “La Llorona”, produzido pelos estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UNA Rafael Campos e Pipa Cavalcanti. A animação narra a trajetória da pintora Frida Kahlo, utilizando recortes de papel para compor a narrativa sobre a história da artista. No dia 5, acontece também debate com o cineasta e professor Rafael Ciccarini sobre os desafios do ensino de cinema. O Festival ocorre até o dia 8 de novembro, com entrada franca. Para visualizar a programação completa, acesse a página www.facebook.com/LumiarFestivalUniversitario
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OPINIÃO
CULTURA
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Nilson
Abro o jornal e foi como se acordasse de um sonho estranho, um gosto de vidro e corte. No jornal “O Tempo” de 5 de outubro de 2014 leio um artigo ofendendo o Partido dos Trabalhadores, PT, partido que ajudei a fundar e a que dediquei grande parte da minha vida. Sim, sei que o papel aceita tudo, sim, sei que a direita loteou a imprensa com um bando de sicofantas, criando uma nova profissão: o odiador profissional do PT. Acontece que o artigo não era do “Diogro” Mainnerd, Palhares Javor, do Demérito Cro-Magnoli ou do Nefando Marco Antônio Vila-Baixa. Não gente, era do cara que admiramos, que escreveu numa música que “o artista tem de ir aonde o povo está”, era Fernando Brant! Ele defende o voto em Aécio Neves! O Fernando Brant acredita que Aécio é o povo! Sobre o PT, escreve: “O PT está fazendo um estrago enorme no país do ponto de vista da liberdade, da cultura e da gestão propriamente dita. O atual Governo rouba muito e gerencia muito mal”. Ouviu, Patrus? Ouviu, Nilmário? Ouviu, Durval, Rogério?
#ficaadica
O Fernando está nos chamando de ladrões e de incompetentes! E xinga também o PCdoB, ouviu, Jô Moraes? Ele diz que o PCdoB e o PT prejudicam a classe artística! Acontece, Fernando Brant, que descobri que minha arma é o que a minha memória guarda dos tempos da Panair. Minha memória me conta de
“O Fernando Brant acredita que Aécio é o povo! Ele diz que o PT e o PCdoB prejudicam os artistas” quem fez a compra de votos para reeleição, a privataria, o escândalo do SIVAM, do juiz Lalau, do banco Marka e quem começou o “Mensalão” com Marcos Valério. (Ver o jornal “O Tempo” 7/02/2006) Isso não te escandaliza, Fernando Brant? Você escreve: “O PT está transformando o Brasil em uma ditadura stalinista.” Você não fala de coisas reais. A impressão que tenho é que você lê o jornal “Estrago de Minas” e acredita.
Santa ingenuidade! Desconfio que você deva ter acreditado até no “Déficit Zero”! Há eleições, as instituições funcionam normalmente, temos liberdade partidária, de manifestação, de imprensa (até para caluniar, como você faz), direito de greve, Ministério Público e tudo. Onde ditadura, Fernando? Governo do PT, stalinista? Acusar os outros sem prova, isto sim cheira a stalinismo. Minas é a terra de Borjalo, Mangabeira, Ziraldo e de Henfil, nosso maior chargista. Pois bem, nos
“Governo do PT, stalinista? Acusar os outros sem prova, isto sim cheira a stalinismo” oito anos de Aécio e nos quatro de Anastasia, você não vai encontrar uma única charge criticando os dois, Fernando! Porque não podia, Fernando! O chargista seria demitido como foi o Kajuru, como foi o jornalista do MGTV. Isso não te escandaliza, Fernando?
Quem mata gente é o “Choque de Gestão” do Aécio. Na Cemig, terceirização, marca registrada dos tucanos, mata um trabalhador a cada 45 dias, vítima de acidente de trabalho. Sabe a Maria-Maria, aquela que “não vive, apenas aguenta” na sua música? Com o Governo do PT, Maria-Maria mudou de vida, passou a andar de avião, tem luz em casa, Fernando! Tudo graças ao governo que você xinga. Os filhos da Maria-Maria agora podem estudar também. Achei que você fosse se alegrar com isso, Fernando. Leia a íntegra do artigo em falandonilson.blogspot. com.br
Nilson é chargista e eleitor da Dilma.
Feira aproxima público da gastronomia mineira Neste sábado (1), acontece em Belo Horizonte a 5ª edição da Feirinha do Projeto Aproxima. Realizado sempre no primeiro sábado de todo mês, o Aproxima tem o objetivo de consolidar Minas Gerais como o grande estado da gastronomia brasileira. O programa está em atividade desde julho deste ano e reúne, em um só local, produtores e chefes de cozinha em contato com pessoas interessadas em conhecer e saborear as delícias da cozinha mineira. A feira recebe cerca de 30 expositores por região, que disponibilizam produtos como queijos, linguiças e cachaças, trazidos direto das mãos dos pequenos produtores do interior. O
criador do projeto, o chef Eduardo Maya, é também um dos idealizadores do Festival Comida di Buteco. A feirinha de novembro será realizada no Mercado das Borboletas, de 10h às 17h, com entrada franca. Para saber mais, acesse o site do projeto: www.projetoaproxima.com.br. SERVIÇO Sábado, 1º de novembro Das 10h às 17h No Mercado das Borboletas / Mercado Novo (Avenida Olegário Maciel, 742 – Centro). COMO CHEGAR Você pode pegar as linhas 2102, 9101, 4111 e 104.
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Novela
Ah, as novelas mexicanas....
Ambição (1991), Vovô e Eu (1992), Chispita (1992) são algumas das que fizeram parte da minha infância. Você se lembra de alguma delas? Mais tarde, já adolescente, veio a Triologia das Marias, protagonizadas pela pop star Thalia. Maria Mercedes (1992), Marimar (1994) e Maria do Bairro (1995) tinham um enredo similar: a menina pobre que se apaixona pelo mocinho rico e enfrenta muitos obstáculos para conseguir, no final, viver feliz ao seu lado. A Usurpadora (1998) fecha o ciclo das nove-
Amiga da Saúde Amiga da saúde, minha mãe ronca muito durante o sono e às vezes para de respirar. Isso pode fazer mal pra saúde dela?
Até a próxima semana! Joaquim Vela quimvela@brasildefato.com.br
Preencha os espaços vazios com algarismos de 1 a 9. Os algarismos não podem se repetir nas linhas verticais e horizontais, nem nos quadrados menores (3x3). www.coquetel.com.br
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Amiga da saúde, como faço para remover um calo que surgiu no meu pé há dois meses?
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Sofia Barbosa Coren MG 159621-Enf.
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Jussara Neves, 24 anos, vendedora. Querida Jussara, a melhor forma de se livrar de um calo é não usando mais o calçado que o provocou, para evitar pressão excessiva sobre o ponto onde ele apareceu. Caso todos os calçados levem ao seu surgimento, é necessário consultar um profissional especializado, para avaliar a anatomia do pé e ver se há alguma deformidade óssea ou outras alterações que podem estar na origem do calo e precisam ser corrigidas. Tenha o hábito de hidratar os pés toda noite e use sempre sapatos confortáveis.
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xo. Pessoas que têm esse ronco mais grave dormem mal e passam a cochilar fácil durante o dia. Além disso, existe risco de desenvolver doenças devido à sobrecarga do sistema cardiopulmonar durante a apneia. Existe tratamento para o ronco, é importante procurar ajuda antes que o problema traga consequências piores.
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Mande sua dúvida: amigadasaude@brasildefato.com.br Aqui você pode perguntar o que quiser para a nossa Amiga da Saúde
do que muitos dos nossos, nos fazem rir e nos emocionam. São fórmulas que fazem sucesso lá e cá, pois não seriam importadas há 20 anos se não fosse essa identificação. Tire a prova você mesmo: sempre tem uma novela mexicana no ar. Como diz meu amigo Walace: “isso daqui que é novela, meus caros”!
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Andréia Silva, 38 anos, passadeira Cara Andréia, é normal um ronco discreto, que não chega a incomodar ninguém, principalmente se a pessoa está de barriga para cima, pois nesse caso a língua cai um pouco pra trás e atrapalha a passagem de ar ao respirar. Porém, quando o barulho passa a ser muito forte e ainda mais se aparece essa parada momentânea na respiração (apneia), o quadro já está mais grave e pode fazer mal à saúde. Nesses casos, o ronco é gerado não só pela queda da língua, mas também por adenoides e amígdalas grandes, desvios de septo nasal, crescimento de alguma estrutura do nariz ou tumores. Outras questões que contribuem também são o uso de álcool, tabagismo, obesidade e reflu-
las que eu acompanhei na fase jovem da vida. A história das gêmeas Paulina e Paola, que trocam de identidade, tinha um roteiro interessante e que prendia a atenção dos telespectadores. Todas essas novelas foram exibidas pelo menos duas vezes na telinha. Novelas mexicanas têm um quê especial de drama e romantismo. Quase sempre, esses traços do comportamento das pessoas são considerados bregas. Talvez por isso, os folhetins mexicanos sejam bregas também. E são mais leves
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Meu amigo Walace me mandou um vídeo inspirador: uma cena eletrizante da novela mexicana “Maria do Bairro”, exibida nada mais nada menos que seis vezes no Brasil pelo SBT. Decidi então falar dessas nove-
las, bem diferentes das nossas, mas que fazem sucesso tanto lá quanto cá. Carrossel foi a primeira novela mexicana que eu lembro ter assistido, em 1991. A novelinha infantil teve até versão brasileira e encantava o universo das crianças que a acompanhavam. Todo mundo queria estudar na “Escuela Mundial”, ter uma professora como a Helena e uma turma tão astuta como a patrulha salvadora. Eu e meus primos adorávamos brincar de Carrossel. De lá para cá, foram muitas outras. Rosa Selvagem (1991),
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14 VARIEDADES
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Belo Horizonte, 31 de outubro a 05 de novembro de 2014
na geral Atletas do vôlei atacam e Ana Moser critica
Um grupo de atletas manifestou descontentamento com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Sheilla Castro, Adenízia, Lucão e o ex-capitão Nalbert foram alguns entre os que se posicionaram nas redes sociais. As seleções são patrocinadas pelo Banco do Brasil, banco público nacional. No twitter, a ex-jogadora Ana Moser lamentou o posicionamento dos atletas.
Bom Senso FC cobra Aranha e a punição ao medidas mais efetivas Grêmio
Cooperação paralímpica
Na semana da realização do segundo turno das eleições, o Bom Senso FC divulgou uma carta aos candidatos à Presidência da República. O documento apontou que cerca de 80% dos jogadores brasileiros ficam desempregados ou subempregados por seis ou sete meses no ano e que há um crescente endividamento dos clubes, mesmo num cenário de aumento de receitas. O movimento reforçou, ainda, que “o futebol brasileiro é refém de um conjunto de estruturas arcaicas sem qualquer comprometimento com a transparência, a eficiência e a participação democrática” e pediu o compromisso dos candidatos com as bandeiras de reforma e democratização das entidades que administram o futebol no país.
O Comitê Paralímpico Brasileiro assinou, na última semana, um acordo de cooperação com o Equador. A iniciativa tem o apoio do Comitê Paralímpico Internacional e incentiva que as nações com maior tradição paraolímpica auxiliem no desenvolvimento esportivo de outros países. São realizadas capacitações, intercâmbios e trabalho com atletas das categorias de base. Além disso, contribui-se na preparação dos atletas para as paraolimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro. Esse é o terceiro acordo celebrado pelo comitê brasileiro, que já desenvolve esse tipo de cooperação com Angola e Chile.
Em entrevista ao globoesporte.com, o goleiro não quis avaliar a punição imposta ao Grêmio em função dos atos racistas dos torcedores do clube gaúcho. Para o atleta, a pena poderia ter sido maior ou menor, mas alguma coisa devia ser feita. o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil. “Depois dessa punição, ninguém mais gritou ‘macaco’ para um jogador em campo”, disse.
As Libertadoras da América
ESPORTE
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Você Sabia
Grande parte dos clubes brasileiros fundados na primeira metade do século XX teve a participação ativa de trabalhadores das fábricas em sua criação ou desenvolvimento. No início, essa participação era vista pela indústria como forma de aproximação da comunidade com o entorno de suas instalações. Com o passar do tempo, o esporte passou a ser praticado por jogadores profissionais.
Pratique esportes
FUTEBOL FEMININO Torneio continental é organizado pela Conmebol e o Ministério dos Esportes
Academia
Ciclismo
Leandro Galvão / Ministério dos Esportes
Foram definidos os grupos da sexta edição Copa Libertadores da América de Futebol Feminino, fruto da parceria entre o Ministério dos Esportes e a Confederação Sul -Americana de Futebol (Conmebol). A competição começará na próxima quarta-feira (5) e será jogada em três estádios da cidade de São José dos Campos/SP: Martins
Pereira, ADC GM e AD Parahyba. O torneio reúne 12 equipes de dez países, divididas em três grupos (A, B e C). Os primeiros colocados e o melhor segundo lugar geral disputarão as semifinais. Três clubes representarão o Brasil: o São José (SP), o Adeco (SP) e o Vitória de Santo Antão (PE).
Onde: região Oeste de Belo Horizonte Quando: de segunda a sábado Informações: portalpbh. pbh.gov.br
Torcedores terão ônibus próprio para o Mineirão
Contato: (31) 3319-9404
MOVE Linha começa a funcionar no jogo entre Cruzeiro e Botafogo De acordo com a BHTRANS, a partir do próximo domingo (2), no jogo entre Cruzeiro e Botafogo, quem for ao Mineirão contará com uma linha de transporte coletivo própria para chegar ao estádio. O ônibus 55 (MOVE Mineirão) iniciará suas operações duas horas e meia antes do início dos jogos, partindo a cada dez minutos da Estação Rio de Janeiro, com ponto para desembarque na Abrahão Caram. A última
viagem sairá do centro de Belo Horizonte meia hora antes do jogo. Veja o itinerário: - Avenida Santos Dumont (Estação Rio de Janeiro), Rua Espírito Santo, Viaduto Leste, Av. Pres. Antônio Carlos – pista exclusiva (Estações SENAI, São Francisco e UFMG), Viaduto José de Alencar, Av. Antônio Abrahão Caram (faixa exclusiva à direita), Rua Rebelo Horta (ponto de desembarque).
Reprodução
Na região Oeste da capital, unidades do programa Academia da Cidade oferecem aulas gratuitas de musculação, corrida, caminhada ou exercícios contínuos e prolongados, com acompanhamento profissional e avaliação continuada. É preciso passar por um cadastro prévio.
Onde: Praça da Estação Quando: das 19 às 22h Informações: ciclo.org Contato: facebook.com/ groups/216392661711387/ A Massa Crítica é uma atividade aberta a todas as pessoas com bicicleta ou outro meio de transporte com tração humana. Os participantes se encontram em local predeterminado e se movimentam pela cidade.
O jornal Brasil de Fato não se responsabiliza por eventuais mudanças na programação. Recomendamos aos interessados que entrem em contato com os organizadores das atividades para confirmar data, horário e local.
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Belo Horizonte, 31 de outubro a 05 de novembro de 2014
OPINIÃO Atlético
Óbvio ululante Reprodução
Rogério Hilário Enquanto estão em jogo o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, os clubes mineiros aprovam a continuidade da fórmula do Estadual. Assim como elegem o presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF) e dirigem suas agremiações, os dirigentes preguiçosamente evitam inovações, mantêm o marasmo da competição. Qualquer um já sabe quem vai disputar o título. Podese até prever os semifinalistas e os rebaixados. Outras obviedades: as rendas serão baixas, a audiência menor ainda e o futebol... Bem, isto é o de menos.
Como diria Nelson Rodrigues: o óbvio ululante. Os times de maior expressão vão perder tempo com o torneio, enquanto lutarão por vagas nas próximas fases da Copa Libertadores. Nem ao me-
nos para testar jogadores o Campeonato Mineiro tem utilidade. O interesse só aparece nos clássicos e, mesmo assim, já houve casos de escalação de equipes mistas – ou alternativas. Glauter Naves - Site Cruzeiro
OPINIÃO Cruzeiro
Brasileirão - Série A - 32ª rodada
Não foi tão bom assim Wallace Oliveira A última quarta-feira (29) terminou com vitória do Cruzeiro e derrota do Atlético. À primeira vista, pois, parece que o cruzeirense foi dormir feliz da vida, mas não foi bem assim. Dois fatos tornaram essa noite de Copa do Brasil bem pior do que se esperava. Fora do Mineirão, vários torcedores preparavam a tradicional recepção do ônibus da equipe azul, com bandeiras, sinalizado-
res e cânticos de apoio. Foram recebidos pela PM com cavalaria e spray de pimenta. A festa virou guerra e o time entrou no estádio sem a aproximação da torcida. Dentro do campo, o dono da casa poderia ter vencido o Santos por 2 a 0, caso o bandeira não tivesse assi-
nalado impedimento em um lance legítimo, que terminou com Goulart estufando as redes. Prejudicado pela arbitragem, o Cruzeiro jogará a segunda partida com vantagem de apenas um gol, dependendo de um empate para chegar à final.
OPINIÃO América
Pesos e medidas diferentes Bráulio Siffert A CBF, mais uma vez, adotou diferentes pesos e medidas no julgamento de supostas irregularidades das equipes. De um lado, times grandes do eixo Rio-São Paulo são alertados, beneficiados e perdoados, enquanto, de outro lado, times menores e periféricos – como o Amé-
rica – são prejudicados. Nesta semana, o Corinthians, que escalou o atleta Petros sem contrato, foi absolvido pelo STJD, que alegou ter havido falha da Federação Paulista e da CBF, e não do clube. Em setembro, o beneficiado foi o Botafogo, que se preparava para colocar em campo o atacante Jobson, mas foi avisado
por telefone pela CBF de que, o se atleta fosse escalado, o time correria chance de ser punido. Já no caso do América, a CBF também tinha parcela de culpa, mas não houve aviso nem perdão, e o clube perdeu seis pontos, com os quais estaria hoje, tranquilamente, entre os quatro primeiros.