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Edição 210 do Brasil de Fato MG

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Sapato Bicolor

Mitos sobre a lua

Peça em cartaz em BH neste fim de semana conta história de engraxate que encontra a Soul Music

Ela toca o mar e mexe com os peixes, pescadores e banhistas. Mas será que ela pode nos tocar?

Minas Gerais

Nasa

Variedades

CULTURA

Belo Horizonte, 10 a 6 de novembro de 2017 • edição 210 • brasildefato.com.br • distribuição gratuita

Triste título: Minas é campeã de trabalho escravo

Arquivo EBC

De acordo com última “lista suja”, dos 131 casos registrados de trabalho análogo à escravidão, quase um terço está concentrado em Minas Gerais, principalmente na área rural. No entanto, Belo Horizonte é a cidade com maior número de ocorrências, que acontecem principalmente na construção civil

Minas

BRASIL

ENTREVISTA

Pescadores e vazanteiros ilhados

Fim da CLT

Músicos querem ser valorizados

No Norte de Minas, jagunços, policiais e fazendeiros expulsaram famílias pescadoras do local em que viviam há décadas. Comunidade se instalou em ilha que desaparecerá com cheia de rio

Entra em vigor a reforma trabalhista. A partir de agora, trabalhador vai ter que negociar com o patrão direitos que antes eram garantidos por lei. Sindicatos chamam povo à luta

Trabalho de músicos é, há muito tempo, desvalorizado por contratantes e governos. Nova presidenta do Sindicato dos Músicos de MG conta como a categoria pretende reverter este cenário


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OPINIÃO

Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Editorial | Brasil

Três ataques aos mais pobres

ESPAÇO dos Leitores “Nada mudou depois de dois anos” Escreveu Kakânia ao compartilhar a edição especial do Brasil de Fato MG sobre os dois anos da tragédia de Mariana “A crítica ao termo impactado é perfeita. Há impactos ambientais e econômicos na tragédia e há sujeitos atingidos (projetos de vida, sofrimentos, perda de raízes, etc)” Liana Albernaz Bastos comenta a matéria “Fundação da Samarco fala de ‘impactados’, mas atingidos criticam o termo” “Triste ser que ainda tem a ousadia de se dizer humano racional... queria saber se fosse o contrario(na crença do feitor) o que iria dizer sobre o assunto...” Karla Lucena de Souza comenta a matéria “Cinco homens invadem e quebram terreiro de Umbanda em Mário Campos “Este é raposa velha desde os tempos de Construtel” Adilson Barreto escreve sobre a matéria “Lacerda é denunciado pelo Ministério Público de Contas”

O mês de novembro começa como têm começado todos os meses desde o golpe do impeachment em abril de 2016: com retrocessos econômicos e retirada de direitos. As maldades são gestadas “no mercado”, leia-se, da cabeça de grandes capitalistas mundiais do mercado financeiro e uns tantos lambe botas nacionais. São difundidas pelos grandes meios de comunicação como verdades. E, por fim, as maldades são operacionalizadas pelos serviçais que ocupam o Legislativo e o Executivo. A classe dominante, dessa maneira, mantém o Estado a seu serviço de seus interesses.

Países que reduziram maioridade penal voltaram atrás Maioridade penal No Congresso, tramita a proposta de redução da maioridade penal. A grande mídia apoia exaustivamente. Difundem que os principais responsáveis por crimes hediondos são adolescentes. Não são. Jovens de 16 a 18 anos são responsáveis por 0,9% dos crimes no Brasil, 0,5% dos homicídios e tentativas de homicídio. Ou seja, mais de 99% dos crimes são cometidos por maiores de 18 anos. Países que reduziram maioridade penal, como a Espanha e a Alemanha, voltaram atrás pela ineficácia da medida. Fim da CLT No dia 11 de novembro, entra em vigor a reforma trabalhista, outra maldade da quadrilha que tomou de as-

salto o governo federal e o Congresso. Houve muita luta e total rejeição da proposta, como indicam as várias mobilizações ocorridas e as pesquisas de opinião. No dia 10, sindicatos,

Reforma aumenta terceirização e rebaixa salários movimentos populares e trabalhadores em geral realizam ato em todos os estados do país denunciando a retirada de direitos. Entre várias mudanças, está a implementação de terceirização e formas de contrato que rebaixam salários. Há também a regulamentação do trabalho intermitente, quando o trabalhador fica à disposição da empresa e executa funções em horários específicos, em jornada de trabalho quebrada – também com redução salarial. A nova lei busca enfraquecer sindicatos e a Justiça do Trabalho. Retrocesso humanitário Ainda na semana que passou, uma comissão na Câmara de Deputados aprovou proposta de lei que torna crime o aborto mesmo em caso de gestação decorrente de estupro, risco de vida da mãe e feto com anencefalia, situações hoje em que não é crime interromper a gravidez. Um retrocesso humanitário. A boa notícia é que os tempos são de maior politização da sociedade, e os projetos estão (muito mais) claramente definidos. Essa conjuntura exigirá o permanente chamamento da população à participação e às lutas de massa.

Escreva para nós: redacaomg@brasildefato.com.br O jornal Brasil de Fato circula semanalmente com edições regionais, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Paraná e em Pernambuco. Queremos contribuir no debate de ideias e na análise dos fatos do ponto de vista da necessidade de mudanças sociais em nosso país e no nosso estado.

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conselho editorial minas gerais: Adília Sozzi, Adriano Pereira Santos, Adriano Ventura, Aruanã Leonne, Beatriz Cerqueira, Bernadete Esperança, Bruno Abreu Gomes, Cida Falabella, Ênio Bohnenberger, Frederico Santana Rick, Gilson Reis, Gustavo Bones, Jairo Nogueira Filho, Joana Tavares, João Paulo Cunha, Joceli Andrioli, Jô Moraes, José Guilherme Castro, Juarez Guimarães, Marcelo Oliveira Almeida, Makota Celinha , Maria Júlia Gomes de Andrade, Milton Bicalho, Neila Batista, Nilmário Miranda, Padre Henrique Moura, Padre João, Pereira da Viola, Renan Santos, Rogério Correia, Rosângela Gomes da Costa, Samuel da Silva, Talles Lopes, Temístocles Marcelos, Titane, Valquíria Assis, Wagner Xavier. Editora: Joana Tavares (Mtb 10140/MG). Redação: Amélia Gomes, Larissa Costa, Rafaella Dotta, Raíssa Lopes e Wallace Oliveira. Colaboradores: Alan Tygel, Anna Carolina Azevedo, André Fidusi, Bráulio Siffert, Diego Silveira, Fernanda Costa, João Paulo Cunha, Léo Calixto, Luiz Fellippe Fagaráz, Marcelo Pereira, Nadia Daian, Pedro Rafael Vilela, Rogério Hilário, Sofia Barbosa. Revisão: Luciana Santos Gonçalves. Distribuição: Felipe Marcelino. Diagramação: Tiago de Macedo Rodrigues. Tiragem: 40 mil exemplares.


? PERGUNTA DA SEMANA

Na proposta orçamentária de 2018, encaminhada ao Congresso para votação, não está previsto nenhum centavo para duas modalidades do Minha Casa Minha Vida. O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 33/2017 prevê, ainda, que R$ 6 bilhões sejam realocados para propaganda institucional do governo golpista e para outras áreas, manobra realizada por Temer para favorecer deputados e evitar que ele seja investigado. O Brasil de Fato MG foi às ruas e perguntou:

O que você acha de Temer realocar o dinheiro do Minha Casa Minha Vida para fazer propaganda institucional?

“Ele está errado! O dinheiro é nosso! Ninguém tem culpa dos problemas dele. Qual direito ele tem de fazer isso com a gente? Nós já temos pouco e ele ainda retira o que a gente tem. Ele deveria retirar é do bolso dele, não do nosso” Débora Duques dos Reis, desempregada

Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

GERAL

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Declaração da Semana “É legítimo amar ou odiar Carlos Marighella, mas é impossível permanecer indiferente à sua trajetória trepidante”

Divulgação

Escreveu Mário Magalhães, em sua conta no Facebook, no último sábado (4). Nesse dia, completaram-se 48 anos que a ditadura militar assassinou Marighella, considerado o “inimigo número 1” do regime. Magalhães é autor da biografia “Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo”.

Em tempos de agronegócio, se alimentar bem é um ato político!

Willian Vilela

“Nessa questão de comprar votos para se proteger, acho que deveria ter uma intervenção. É preciso que as pessoas participem mais da política para entender o que está acontecendo. Isso que ele fez está errado!” Pablo Gustavo Souza, técnico de informática

Os benefícios da pitanga

Nativa da Mata Atlântica, a pitanga é uma fruta bem pequena, com sabor levemente azedo e de cor avermelhada quando está madura. Possui forte ação antioxidante devido à quantidade de vitamina C em sua composição, o que ajuda na prevenção do câncer. Além disso, a fruta contribui para manter a glicemia dentro dos níveis esperados no organismo, sendo muito indicada para quem tem diabetes. O óleo extraído da casca tem ação antimicrobiana e anti-inflamatória e ainda pode ser utilizado como repelente natural.

Consumir alimentos sem veneno, agroecológicos e produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ficou mais fácil para quem mora em BH. Toda semana, o setor de produção do movimento organiza a entrega de cestas para grupos de consumo responsável. Já existem oito na capital, totalizando 107 cestas semanais. Cada grupo organiza o local de entrega e o pagamento da cesta é realizado por mês. Para saber mais, envie um e-mail para cestacamponesabh@gmail.com ou ligue (31) 9 9109-5098.

Maria Firmina dos Reis: a primeira romancista negra do Brasil

“Mesquinho e humilde é este livro que vos apresento, leitor. Sei que pouco vale esse romance, porque foi escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem trato”. Foi com essas palavras que a maranhense Maria Firmina dos Reis apresentou seu primeiro romance, “Úrsula”, em 1859. Em vida, não foi reconhecida como escritora, mas passados 100 anos de sua morte, completados em 2017, o nome de Maria Firmina ainda habita os porões da memória brasileira. Consciente de sua condição de negra no século XIX, ela denunciava as mazelas da escravidão e rompia com padrões da época.


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CIDADES

Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Minas lidera lista suja do trabalho escravo FISCALIZAÇÃO Maioria dos casos se dá no meio rural, mas BH liderou o ranking das cidades autuadas Silvio Neto, da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), acredita que o alto número tem a ver com uma característica da economia do estado. “Do Centro-Sul para baixo, existem condições para a alta produção e Minas faz essa fronteira e recebe quem vem do

Wallace Oliveira

O

programa de TV Fantástico vazou, no fim de outubro, a nova lista suja do trabalho escravo. Prontamente, o Ministério do Trabalho foi obrigado a divulgar a relação oficialmente. Chama a atenção que, dos 131 casos registrados, quase um terço esteja concentrado em Minas Gerais, principalmente na área rural. Minas Gerais lidera o ranking, com 42 casos, seguido pelo Pará, com 16. Maria Dolores Brito Jardim, coordenadora de Projeto de Combate ao Trabalho Escravo na Superinten-

Trabalhadores rurais criticam impunidade dos empregadores

dência Regional do Trabalho, atribui esse resultado ao esforço de fiscalização e combate à prática em Minas Gerais. “Temos 19 gerências e vários de nós fomos treinados no grupo móvel nacional, trabalhamos em todo o Brasil e temos uma larga experiência. É uma questão de gestão”, defende. Já Jorge Ferreira dos Santos Filho, coordenador da Articulação dos Empregados Rurais (Adere-MG), acredita que o motivo é a concentração de trabalhadores do campo em Minas.

“É o estado que tem mais trabalhadores rurais, em torno de 600 mil, e mais informalidade. Nessa lista suja, um terço dos casos são denúncias da Adere, sendo que 90% dessa parcela são do café”, pontua. Ele afirma que, apesar da alta incidência, a fiscalização é precária e os infratores ficam impunes. “Fizemos denúncia de 12 fazendas da Nestlé. O Ministério Público só pegou duas. Em várias, o MPT nem denuncia ou denuncia pouco, e a Justiça é muito lenta”, critica.

Minas é o estado com maior número de trabalhadores rurais e recebe muita gente de fora Norte e Nordesde. Deslocados de suas regiões, esses trabalhadores que migram estão muito mais vulneráveis ao trabalho escravo”, explica.

Belo Horizonte A cidade com maior número de empregadores autuados é a capital mineira, com quatro empresas. Três são do setor imobiliário: a AEV Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda, com 19 trabalhadores; a CCM - Construtora Centro Minas Ltda, com 40; a Garra Engenharia e Planejamento Ltda, com cinco trabalhadores. A outra empresa é o Ruby Bar Ltda, no Centro da cidade, com um trabalhador em situação análoga à escravidão. “Desde 2012, voltamos nossos olhos para a área urbana e a construção civil está em primeiro lugar. Havia trabalhadores trazidos de outros estados e as condições oferecidas eram degradantes”, comenta a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais.

Portaria do governo, suspensa pelo STF, ‘regulamentava’ trabalho escravo A

maioria dos casos se dá no trabalho rural. Silvio Neto, da direção estadual do MST, explica que esse predomínio tem razão de ser nas características da produção do campo no Brasil. “O latifúndio e o agronegócio não sobrevivem sem o aporte de recursos do Estado. Neste momento de crise, o Estado limita o aporte e, para garantir as margens de lucro, a saída que encontraram foi a superexploração do trabalho e, consequentemente, o aumento do trabalho escravo. Em segundo lugar, no campo, o

Rogèrio Hilário

Estado brasileiro tem uma limitação em fazer fiscalizações e existe uma cultura da impunidade”, afirma. A cultura da impunidade ficou mais evidente, segundo ele, com a publicação pelo ministro golpista Ronaldo Nogueira (PTB) da Portaria 1.129, agora suspensa por liminar do Supremo Tribunal Fede-

Portaria dificultaria fiscalização e punição

ral. “A portaria chega ao cúmulo de excluir a condição de o auditor autuar em flagrante. Ao detectar indícios, ele tem que notificar o fazendeiro. Com 50 trabalhadores, se o sujeito é notificado a justificar a situação dos trabalhadores, no dia seguinte, os trabalhadores vão aparecer em outra condição ou vão desaparecer. Há muitos casos de trabalhadores que, se comprovado que eles fizeram a denúncia, são mortos. É uma normativa para regulamentar o trabalho escravo no Brasil”, denucia.


Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

OPINIÃO

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Opinião

Os mordomos e reforma da Previdência João Paulo Cunha Os parlamentares brasileiros acreditam que debatem um tema de grande interesse para o país, a reforma da Previdência, quando na verdade ajudam a empurrar para frente mais um desmonte do edifício social brasileiro. Nos bastidores do mercado financeiro e dos interesses do capital, falam em ajuste das contas quando na verdade viabilizam as estruturas de desigualdade que atravessam nossa formação. Temer tem cara de mordomo, jeito afetado de mordomo, vocabulário de mordomo e ética de mordomo. Mantém fidelidade às orientações dadas pelo conchavo que o elevou a um posto que não merece e para o qual não tem estatura política e moral. Curiosamente, para manifestar sua lealdade, precisou praticar a mais torpe das traições políticas: a desconsideração da vontade popular manifesta nas urnas.

Trabalhadores, principais interessados e afetados, são excluídos do debate A construção de um clima favorável à reforma da Previdência precisou contar também com o cimento ideológico fornecido pelos meios de comunicação. A estratégia foi radical: não se trata de defender com argumentos, mas de torná-la única e obrigatória. A lógica da imprensa foi silenciar o debate. Não se ouvem pesquisadores, sindicatos, estudiosos do setor e o maior interessado de todos no tema, os trabalhadores. Todo o debate político em torno da previdência foi deslocado para a conjuntura que envolve sua tramitação. Depois de escancarar o jogo espúrio de compra de votos para aprovação de projetos de toda a natureza,

inclusive se sua própria continuidade no poder, Temer se tornou refém de sua própria estratégia. A cada votação o preço sobe, as exigências de cargos e verbas são aumentadas. O centrão está liberado do constrangimento e pode negociar livremente e a céu aberto. Os tucanos mordem e assopram de acordo com a cor dos cabelos, perderam seu patrimônio ideológico mínimo e seu álibi ético. O próprio PMDB se divide entre um partido nacional e um punhado de agremiações estaduais que se comportam de acordo com o interesse mais próximo. Rodrigo Maia, no timão do Congresso, faz do comando da pauta seu aliado para aumentar o cacife político e abrir janelas para sua agenda pessoal. A reforma da Previdência precisa ser contraditada, enfrentada e combatida com mobilização intensa, não apenas acompanhada como um jogo de peões de xadrez. Os vestígios do dia já se fazem notar. Mas não podemos ficar inertes esperando o nascer do sol.

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de assassinatos e Os crescentes índices s mentir. A vida de muita suicídios não deixam is ais, mulheres transexua lésbicas, gays, bissexu sido fácil. E o motivo é e homens trans não tem al com a diversidade sexu simples: a intolerância Vemos reflexo da e identidade de gênero. lho, na família, na discriminação no traba o ng nas escolas, em tod comunidade, no bullyi Governo do Estado lugar e a toda hora. O promovendo o respeito combate a LGBTfobia, s LGBT. Afinal, viver aos direitos das pessoa s. é um direito de todx sem medo e ser feliz nuncie / Disque 100 e depr econceito o e cia lên vio /a BT. LG s oa ss pe / contra

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MINAS

Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Pescadores vivem drama pela terra em Buritizeiro PREOCUPAÇÃO Fazendeiros e polícia expulsaram famílias pescadoras quatro vezes e comunidade refugiou-se em ilha que pode alagar Divulgação / CPP

Rafaella Dotta

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comunidade pesqueira de Canabrava, no município de Buritizeiro, no Norte de Minas, passa por uma das piores situações de sua história e pode ser extinta. Somente nos últimos seis meses, as 45 famílias pescadoras e vazanteiras foram expulsas quatro vezes de seu terreno de origem. Hoje, estão acampados em uma ilha instável, que tende a desaparecer com a época de cheia do Rio São Francisco. Segundo explica a defensora pública Ana Cláudia Storch, a comunidade está sendo atingida por decisão judicial que não tem relação direta com eles. Há 12 anos, cerca de 80 famílias ocuparam 5 mil hectares da fazenda pertencente a Breno Gonzaga Junior, hoje falecido, para fins de reforma agrária. A ocupação recebeu manda-

do de despejo e os ocupantes se retiraram do local. Lá permaneceram os vazanteiros e pescadores que já residiam em 342 hectares da União, às margens do rio. O atual problema seria que, conforme a defensora, o processo judicial não especificou a existência dessa comunidade tradicional e deu margens para a ordem de despejo ser aplicada também às famílias pesqueiras. E foi o que aconteceu. Em 18

de julho, a Polícia Militar executou um mandado de despejo que já estava suspenso. Dois dias depois, jagunços e fazendeiros herdeiros entraram no local e terminaram o despejo ilegal com violência, destruição de casas, roças e alimentos. Esperança não pode desaparecer Alguns dos moradores refugiaram-se na Ilha da Esperança desde que uma decisão

judicial, emitida em 9 de outubro, ordenou a abertura de inquérito contra eles e contra agentes do Conselho Pastoral dos Pescadores. “Tem uma família morando debaixo de um pé de pequizeiro com uma criança de meses de idade”, indigna-se uma apoiadora, que não pode se identificar.

Pescadores moravam em terreno público O drama da comunidade pode ficar ainda maior. De outubro a abril, acontece a cheia do rio São Francisco, que desaparece com a Ilha Esperança e outras ilhas próximas. Nessa época, as famílias de Canabrava costumavam instalar-se nas margens, no território da União, o que não será possível.

Governo Federal pode solucionar problema A Defensoria Pública de Minas Gerais tenta impugnar o cumprimento da sentença de despejo, visto que o Código de Processo Civil permite que todo fato novo pode ser alegado no procedimento. “Infelizmente o Judiciário não tem levado a questão como um fato novo. Nós temos insistido, mas está havendo uma tendência a considerar que já está decidido”, afirma Ana Cláudia. Ela cobra também o papel da União na resolução do caso. Através do Termo de Autorização de Uso Sustentável, a comunidade poderia retornar à área e estaria protegida de ordens de despejo. O processo já está aberto na Secretaria do Patrimônio da União, mas segue sem resposta.

MST ocupa Cemig para reivindicar instalações elétricas em áreas da reforma agrária Divulgação / MST

Da redação

P

ara reivindicar instalações elétricas em áreas de reforma agrária nas cidades do interior de Minas, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na quarta-feira (8), a sede da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em Belo Horizonte. “Há um passivo de 47 mil instalações elétricas, por ano, em Minas Gerais. Nossas áreas estão nessa conta”, explica Silvio Neto, dirigente

estadual do MST. A privatização de quatro usinas da Cemig neste ano é um sinal, segundo o dirigente, de que a empresa não

possui nenhum plano para cumprir essa demanda. “Não queremos que a Cemig siga os passos da Vale, que, além de passar por cima dos tra-

balhadores, comete crimes como o que aconteceu há dois anos em Mariana. A empresa precisa garantir nosso direito de acesso à energia antes que seja desmontada pela privatização”, diz. O governo golpista de Michel Temer (PMDB) leiloou, em setembro, quatro usinas que eram concessões da Cemig: São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande. Além das instalações elétricas em cidades do interior mineiro, o Movimento também reivindica que o governo de Minhas Gerais e a Ce-

mig fortaleçam o Projeto Semeando Agrofloresta, responsável pela construção de oito viveiros de mudas em várias regiões do estado. “Apenas metade dos recursos foram disponibilizados pelo governo do estado. Estamos deixando de plantar 800 mil mudas este ano. A Cemig precisa assumir isso para que possamos continuar o trabalho de preservação. Nesse caso, ela também se beneficia porque dá conta do gigantesco passivo ambiental da empresa”, afirmou o dirigente.


Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017 Mídia NINJA

OPINIão

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Daniel Giovanaz

Os “apoiadores da Lava Jato” só saem às ruas quando o alvo é Lula?

A Base de Alcântara, no Maranhão, e os interesses dos Estados Unidos Os Estados Unidos, além de suas frotas de porta-aviões, navios e submarinos nucleares que cruzam todos os mares, possuem mais de 700 bases militares terrestres fora de seu território nacional nos mais diversos países, em muitas das quais instalaram armas nucleares e sistemas de escuta NSA. Têm bases de lançamento de foguetes em seu território nacional, como em Cabo Canaveral. Os Estados Unidos não necessitam, portanto, de instalações a serem construídas em Alcântara para o lançamento de seus foguetes. O objetivo americano não é impedir que o Brasil tenha uma base competitiva de lançamento de foguetes; isto o governo brasileiro já impede que ocorra pela contenção de despesas com o programa espacial brasileiro. O objetivo principal norte americano é ter uma base militar em território brasileiro na qual exerçam sua soberania, fora do alcance das leis e da vigilância das autoridades brasileiras, inclusive militares, onde pos- Entregar Alcântara aos sam desenvolver todo tipo de ativida- EUA ataca soberania de militar. A localização de Alcântara, no Nordeste brasileiro, em frente à África Ocidental, é ideal para os Estados Unidos do ângulo de suas operações político-militares na América do Sul e na África e de sua estratégia mundial, em confronto com a Rússia e a China. O governo de Michel Temer tem como objetivo central de sua política atender a todas as reivindicações históricas dos Estados Unidos feitas ao Brasil não só em termos de política econômica interna (abertura comercial, liberdade para investimentos e capitais, desregulamentação, fim das empresas estatais, em especial da Petrobras etc.) como em termos de política externa. Nesta política geral do governo Temer, o acordo com os Estados Unidos para a utilização da Base de Alcântara configura o caso mais flagrante de cessão de soberania da história do Brasil. Samuel Pinheiro Guimarães é diplomata. Foi secretário-geral do Itamaraty (20032009) e ministro de Assuntos Estratégicos durante o governo Lula (2009-2010)

Daniel Giovanaz é jornalista do Brasil de Fato PR.

acompanhando

Samuel Pinheiro Guimarães

A população brasileira parece ter perdido o interesse pela Lava Jato. As investigações avançam, atingem os baluartes do governo Temer, mas não se ouvem panelas nem gritos a favor da operação. Uma pesquisa rápida na internet ajuda a entender esse fenômeno. As poucas manifestações de apoio à Lava Jato nas ruas, em 2017, coincidem com momentos chave das investigações contra o ex-presidente Lula. “Pixulecos” na avenida Paulista na noite da condenação em primeira instância. Uma passeata na semana em que ele é denunciado. Gatos pingados no Museu do Olho, em Curitiba, nas duas vezes em que Lula foi chamado a depor. Está claro que muita coisa mudou desde o golpe. Algumas máscaras caíram, e vários investigados que defendiam o impeachment já não passam ilesos pela opinião pública. Porém, nada se compara ao ódio contra o petista, pré-candidato à Presidência da República no ano que vem. Os eleitores de Aécio Neves, por exemplo, o abandonaram, mas não saíram às ruas nenhuma vez para pedir a prisão ou condenação dele. Para milhares de manifes- Fã-clube de Moro tantes de verde-amarelo, o tem ódio de tucano entra no balaio dos classe “corruptos”, com dezenas de outros políticos que não foram sequer julgados. O mesmo vale para Michel Temer, cuja popularidade despenca a cada nova pesquisa, mas continua legitimado pelo voto de deputados e pelo silêncio dos cidadãos. Ao que parece, parte do fã-clube do juiz Sérgio Moro aceitaria ver todos os investigados soltos em troca de um preso. Talvez seja ódio de classe, constrangimento por ter apoiado o golpe, ou vergonha por ter votado em Aécio. Aqueles que disseram apoiar o combate à corrupção agora assistem calados às compras de votos na Câmara, para que Temer não seja investigado.

Na edição 194... “Sem políticas para moradia, famílias encontram alternativa nas ocupações urbanas” ... E agora “Movimentos protestam contra fim do Minha Casa Minha Vida Nesta quarta (8), em todo o Brasil, movimentos de luta por moradia saíram às ruas em protesto contra os cortes no Minha Casa Minha Vida. Eles reivindicam a retomada do programa e denunciam o golpe de Estado, que retirou recursos da habitação para financiar a base aliada de Temer (PMDB). Em BH, um ato foi realizado em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na área hospitalar, com a presença de várias organizações.


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BRASIL

Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Deputados querem que mulheres vítimas de estupro sejam proibidas de fazer aborto CÂMARA Comissão que votou a proposta é composta por 18 homens e uma mulher Mídia Ninja

to uma criança. A comissão especial foi criada há quase um ano e surgiu como resposta a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, de não criminalizar o aborto feito no primeiro trimestre de gestação. A proibição de que mulheres estupradas abortem, mesmo se grávidas dos estupradores, foi aprovada na comissão pelo placar de 18 votos masculinos contra o voto da única mulher, que votou contra: a deputada federal Érika Kokay (PT-DF). A PEC agora segue para o plenário e deve ser apreciada em dois turnos.

Da redação

A

comissão especial da Câmara que analisa a ampliação da licença maternidade em caso de bebê prematuro (PEC 181/2011) aprovou, na quarta (8), o texto principal de proposta. Em um dos pontos aprovados, a Comissão definiu que todas as formas de aborto, até mesmo em caso de estupro, devem ser proibidas. Para o relator, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), o óvulo fecundado pelo espermatozoide é uma pessoa, portadora do direito à vida e à dignidade humana, tanto quan-

Quem recebe BPC tem que fazer cadastro ANPR / Fotos Públicas

Para aprovar desmonte da Previdência, governo cogita recuo

Levante Popular da Juventude

O governo não eleito definiu que pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) precisam fazer um cadastro até 31 de dezembro de 2017. Quem não o fizer, pode perder o benefício. Para se cadastrar, o responsável familiar, que deve ter mais de 16 anos, precisa comparecer a um posto do Cadastro Único e do Programa Bolsa ou ir ao Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua casa. É preciso levar o CPF de todos os membros da família. Mais informações: 0800 707 2003

O golpista Michel Temer (PMDB) espera aprovar, ainda neste ano, o desmonte da Previdência Social no Brasil. Como a reforma tem desagradado à maioria da população, Temer pretende abrir mão de pontos importantes, como o endurecimento das regras para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria rural. Por outro lado, o governo pretende garantir a retirada de direitos dos servidores públicos e o aumento da idade mínima para aposentadoria. Relator da proposta, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), aliado de Temer, quer assegurar a votação até 15 de dezembro. Isso porque 2018 é ano de eleições. Dificilmente os parlamentares teriam coragem de aprovar o texto nesse período.


Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

BRASIL

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Reforma Trabalhista entra em vigor e sindicatos fazem dia nacional de protestos RETROCESSOS Com mudanças na CLT, acordos entre patrão e empregado valerão mais que a lei Antonio Cruz/ Agência Brasil

Da redação

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hegou o dia da famigerada Reforma Trabalhista entrar em vigor. Sancionada em julho deste ano, a lei 13.467 muda a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e começa a valer a partir de 11 de novembro. Seu principal ponto é a sobreposição do negociado sobre o legislado, ou seja, as negociações entre patrão e empregado ou sindicato passam a ser maior que qualquer lei. A mudança no trabalho intermitente – sem continuidade – é uma das principais polêmicas da Reforma,

mas passa a valer no primeiro dia de vigência. O empregado não terá vínculo com a empresa, nem horário certo, mas fica à disposição e é pago

apenas pelas horas trabalhadas. Se a empresa não quiser mais seus serviços, não haverá rescisão de contrato, férias ou décimo terceiro. Sindica-

tos classificam essa jornada como a “escravidão do século 21”. Os horários de trabalho também mudam. Mediante acordos, o funcionário poderá trabalhar até 12 horas por dia, e não mais o máximo de 8 horas, e o tempo de almoço pode ser reduzido a 30 minutos para jornadas maiores que 6 horas diárias. Já passam a valer, sem necessidade de acordo: o tempo que o trabalhador está dentro do ônibus da empresa não será mais contabilizado e não existirá mais o direito à pausa de 15 minutos entre a jornada e a hora extra.

Pior para mulheres Agora, mulheres grávidas e lactantes poderão trabalhar em locais insalubres de grau médio e mínimo, em contato com produtos químicos, biológicos, expostos ao calor, em ambiente hospitalar de risco, sob frio intenso e outros. Muda também a indenização referente a assédio sexual ou moral. Caso esses crimes sejam cometidos pelo patrão, a vítima será indenizada de acordo com o salário que recebe. Mulheres que ganham menos ficarão mais vulneráveis.

Paralisação e caminhadas acontecem em todos os estados do país Levante Popular da Juventude

A

s centrais sindicais organizam o chamado dia nacional de paralisação, marcado para 10 de novembro (sexta), na véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista. A atividade inclui protestos de rua, manifestações em locais de trabalho e atos como o de Belo Horizonte, que terá concentração às 9h na Praça da Estação. Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o foco é a crítica contra a retira-

da de direitos trabalhistas feita pelo governo Temer. “Esse governo sem votos, reprovado por quase 90% da popula-

ção, está provocando um retrocesso no país sem precedentes. Aprovou uma reforma trabalhista nefasta que,

além de destruir a CLT e conquistas de décadas, compromete o futuro de toda uma nação”, afirma. Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, ao mesmo tempo em que as centrais irão questionar as mudanças na legislação trabalhista, o dia 10 “é um preparo para enfrentar a proposta de reforma da Previdência que vem sendo ventilada”. Apesar de parada no Congresso Nacional e das dificul-

dades para destravar a tramitação, os sindicalistas acreditam que o governo não desistirá de aprovar a proposta de emenda. Aderem à organização dos atos a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central, Intersindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Conlutas e Força Sindical. (Com informações da Rede Brasil Atual)

A COPASA TRABALHA PARA TODOS OS MINEIROS. FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL. copasa.com.br

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MUNDO

Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Estados Unidos endurecem bloqueio contra Cuba

Governo não cumpre acordo de paz, denuncia ELN

IMPÉRIO Fechar ainda mais o cerco era promessa de Trump em eleições

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Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na quarta (8), o endurecimento das sanções contra Cuba. “Fortalecemos nossas políticas sobre Cuba para separar a atividade econômica das forças militares cubanas”, disse o se-

cretário do Tesouro, Steven Mnuchin. A sanções afetam os setores de turismo e militar, prejudicando mais de 180 empresas cubanas. Viagens de cidadãos estadunidenses, com passagens compradas desde o dia 16 de junho, que não sejam

de caráter acadêmico, estão proibidas. As sanções contra Cuba foram promessa de campanha do agora presidente Donald Trump. Ele prometeu endurecer o cerco sobre o país, que já dura mais de meio século. (Da redação, com informações da Telesur)

Exército de Libertação Nacional (ELN) denunciou, nesta semana, que o governo colombiano não tem assumido sua responsabilidade no combate aos assassinatos contra lideranças sociais. Foi o que disse, na quarta (8), o chefe da delegação de paz da organização, Pablo Beltrán. As forças militares, de com acordo com o dirigente, realizam operações arbitrárias de invasão de territórios, descumprindo o acordo assinado com o governo. Beltrán também falou sobre as eleições presidenciais e destacou a necessidade de que as Forças Alternativas Revolucionárias do Comum (FARC) e os demais grupos de esquerda se unam para garantir a continuidade do processo de paz.

Anúncio Só em 2017, os privilégios fiscais concedidos pelo governo de Minas vão somar quase R$ 14 bilhões. Os impostos que algumas

empresas privilegiadas deixam de pagar

quem paga é você. Na conta de luz, Minas tem hoje uma das maiores alíquotas de ICMS (imposto estadual) do país: 30%.

E o pior: ninguém sabe quem são essas

empresas nem quanto cada uma delas deixa de pagar. É uma tremenda injustiça.

Ajude a pressionar o governo de Minas a revelar as empresas.

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Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

ENTREVISTA

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“Nós, músicos, somos o retrato do que o trabalhador será amanhã” DEMOCRACIA Após 30 anos sem eleições, Sindicato dos Músicos de Minas Gerais elege nova presidenta, que comenta efeitos da reforma trabalhista Larissa Costa / Brasil de Fato MG

Amélia Gomes

A

pós um longo processo, envolvendo até questões judiciais, o Sindicato dos Músicos Profissionais de Minas Gerais conquista eleições para decidir sua gestão. A nova diretoria foi eleita no último dia 30 e à frente do cargo está a musicista Vera Pape, presidenta da entidade. Nesta entrevista, ela fala sobre os desafios para a representação da categoria e sobre a conjuntura política. Brasil de Fato - O Sindicato dos Músicos existe há 70 anos e desde 1987 se tornou estadual. Desde então não houve eleições para a escolha da gestão. Agora, com esta renovação na diretoria, quais são as perspectivas para o próximo período?

Vera Pape - Durante esses 30 anos, nunca houve uma chapa de oposição, elas sempre foram impugnadas. A nossa proposta foi a primeira a conseguir disputar as eleições. Tivemos que recorrer à Justiça, porque chegou um momento em que não tinha mais como romper a estrutura, que se armou de tal maneira a impedir a democracia, a renovação, a dialética e o debate de ideias. Em maio entramos com o processo, conseguimos uma liminar para ir ao pleito com mínimas condições democráticas. O que eram 40 aptos para votar se tornaram 326. Isto foi possível porque o interior teve a possibilidade de se filiar e de votar por correspondência. Eu acho que a gente conseguiu algo que sempre se negava. Porque sempre dizem que os músicos não se mobilizam, mas não se mobilizam porque nunca foram estimu-

Vamos lutar pela valorização da nossa categoria”

“Esse quadro geral que virá para todos os trabalhadores do Brasil, de pejotização e precarização do trabalho, nós já vivemos há muito tempo”, diz Vera Pape

Ser uma mulher musicista é muito mais complicado do que para o homem” lados, nunca foram chamados ao debate com argumentos que permitissem exatamente fazê-los se mover. Então isso foi super expressivo, histórico e uma sinalização muito clara de que quando a gente quer algo, quer garantir como prioridade política, a gente consegue frutos. Você é a primeira mulher a ocupar a presidência do sindicato. Quais são os desafios e a sua expectativa em relação a isto? Como é o espaço das mulheres hoje dentro da categoria?

Existe um problema e uma dificuldade que é o machismo. A questão da relação entre os gêneros é extremamente conflitiva, é uma briga grande e cotidiana. Teremos que ter uma atenção especial para a questão do feminino. Ser uma mulher musi-

cista é muito mais complicado do que para o homem. Temos poucas mulheres aqui no sindicato e precisamos dar o lugar, ouvir, chegar à paridade e estimular a presença aqui dentro. É preciso garantir condições para que elas

Nós músicos somos largados, abandonados e invisíveis” estejam dentro do sindicato, em lugares de mando e de comando. Como está a situação do sindicato e quais as perspectivas de luta para a categoria?

Estamos num momento em que as contas estão bloqueadas, não sabemos como está o caixa e com o que podemos contar. Nesta diretoria, somos todos músicos e oriundos de diversos setores, como orquestras, professores, músicos da noite. O intuito é realmente avançar nosso conhecimento sobre a situação de cada um desses setores, para

ter nossa voz com relação às políticas culturais. Aprofundar no debate específico de cada demanda. Agora, no mês de novembro, começou a valer a reforma trabalhista que vai trazer inúmeros retrocessos para todos os trabalhadores do Brasil. Esta nova legislação vai prejudicar a categoria? Qual é a situação dos músicos no cenário trabalhista atualmente?

Nós músicos, vivemos uma situação de perdas há muitas décadas. Em inúmeros lugares, é muito comum que o músico sequer exista en-

A arte é uma questão política de primeira urgência e primeira importância” quanto trabalhador. Tem um círculo vicioso em relação à Lei de Incentivo. Por exemplo, há empresas que criam suas fundações, daí o dinheiro público vai para a autopromoção daquelas fundações e

empresas. Via Lei, elas contratam grandes produtoras, que vão contratar grandes donos de bandas e grupos, que, finalmente, vão chegar nos músicos. E o músico não assina nada, não existe para absolutamente nada. Então não é nem autônomo. Nós somos largados, abandonados e invisíveis. Agora, neste contexto político e social, tudo fica mais complicado, todas as setas indicam para o retroceder, mas especificamente, nós, músicos, já estamos nesta situação há muito tempo. Esse quadro geral que virá para todos os trabalhadores do Brasil que é de pejotização e precarização do trabalho, nós já vivemos há muito tempo. Nós somos o retrato do que o trabalhador será amanhã. O que é interessante é que hoje, estamos dando um passo à frente, entre tantos outros que precisamos dar, no sentido de lutar pela valorização da nossa categoria. Então para nós se abre uma esperança. A música e a arte também estão ameaçadas pela política atual?

Cultura não é só arte, é identidade, é a forma como as pessoas apreendem o mundo. E se você só tem uma visão do mundo, você tem um pensamento único. A arte é uma questão política de primeira urgência e primeira importância.


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Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

CiÊNCIA, COISA BOA! Se a lua toca no mar, ela pode nos tocar?

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Amiga da Saúde Boa noite! Ouvi falar de um exame dos pés para diabéticos. Eu faço controle no posto de saúde e nunca fiz esse exame. Será que eu preciso fazer? Maria das Dores, 62 anos, aposentada

Há muita gente que concorda com a Sandy e o Junior. Para essas pessoas, a lua tem o poder de influenciar diversos fatos que ocorrem na Terra. A lista é longa: marés, crescimento vegetal, comportamento animal, ciclo menstrual, crescimento do cabelo, taxas de crimes e de suicídios, partos e abortos e até na saúde mental! Seriam todos lunáticos? O que a ciência diz sobre isso? Nosso satélite natural é o quinto maior de um time de cerca de 180 existentes no sistema solar. Sua massa é 81 vezes menor que a da Terra. Seu diâmetro é de 3.500 km. Gira ao nosso redor e ao redor de si em um ciclo de 29,5 dias. Formou-se logo após a Terra, há cerca de 4,5 bilhões de anos. E, quem quer dar um pulo lá, deve se preparar para viajar 380 mil km. A ciência, além de levar 12 homens à Lua, já fez diversos estudos para entender a relação entre ela e a vida aqui na Terra. É fato que ela participa, junto com o Sol, do controle das marés, fenômeno relacionado à gravidade. Já sua luminosidade (reflexo da luz solar e que varia ao longo do ciclo) possui relação comprovada com o comportamento de animais de hábitos noturnos. E, ao fazer a maré subir e descer, ela afeta indiretamente a vida marinha, as correntes oceânicas, a pesca e o dia de quem quer curtir uma praia. A Lua não Sobre os outros fenômenos citados influencia quando (fertilidade, comportamento humano, a menstruação virá crescimento vegetal e capilar) os estudos não comprovaram qualquer relanem em qual é o ção. Ou seja, desencana, a Lua não inmelhor dia para fluencia quando a menstruação virá

Precisa sim, Maria. O exame dos pés é um teste de sensibilidade que toda pessoa que tem diabetes deve fazer, pelo menos uma vez ao ano. Os altos índices de glicose no sangue, associados a outros elementos - triglicerídeos alto, pressão alta, obesidade, etc - prejudicam os nervos e as veias, causando o que chamamos de neuropatia periférica. Com isso, a pessoa tem redução ou perda de sensibilidade nos pés, po-

dendo evoluir para alterações de mobilidade e úlceras que caracterizam o famoso “pé diabético”. Para prevenir, além do controle rigoroso da glicose, é importante avaliar os pés diariamente, secar bem entre os dedos, usar creme hidratante antes de dormir (exceto entre os dedos), usar sapatos fechados e confortáveis, entre outras medidas. O exame dos pés realizado por um profissional é um exame simples.

Sofia Barbosa é enfermeira do Sistema Único de Saúde I Coren MG 159621-Enf. Mande sua dúvida: amigadasaude@brasildefato.com.br

Nossos direitos Carteira de Trabalho Digital

ir ao salão

nem em qual é o melhor dia para ir ao salão. Mas, se ela afeta as marés, não é esperado que também afetasse nosso corpo, que é formado basicamente por água? Segundo as contas do astrônomo George Abell, devido à distância, a força gravitacional que um mosquito sobre sua cabeça lhe faz é maior do que a da Lua. Para calcular a força da gravidade que um corpo exerce sobre outro, se usa a massa de ambos e a distância entre eles. Assim, a força que a Lua exerce sobre a imensa massa de água dos oceanos é significativa. Já a que age sobre os cerca de 50 kg de água de um organismo é praticamente nula. Para ver isso, basta observar que num galão de 50 kg, numa piscina ou lago com bem mais água, o fenômeno da maré é imperceptível. A crença no poder da Lua sobre fatos da vida vem da época em que a humanidade só tinha os astros como ferramenta para marcar o tempo. Com seu padrão cíclico, ela era um ótimo parâmetro para medir o ciclo das coisas. Hoje, entendemos muito mais sobre o universo e temos melhores ferramentas para nos orientar.

Com o desenvolvimento da tecnologia, o Ministério do Trabalho e Emprego criou a Carteira de Trabalho Digital. O intuito do documento é reduzir o tempo de emissão do documento para no máximo 20 minutos e garantir acesso a todas as informações trabalhistas e previdenciárias. A proposta é facilitar a vida do trabalhador, que não precisará ir atrás de todas as empresas pelas quais já passou prestando seus serviços, já que esses dados ficam gravados no seu histórico.

A carteira de papel continua válida, mas no caso de necessidade de 2ª via, poderá ser emitida de maneira digital. A carteira digital é diferente da convencional: sua composição gráfica possui cores diversificadas, além de possuir mais itens de segurança. Para conseguir sua Carteira de Trabalho Digital é preciso se dirigir até o MTE mais perto de sua residência e solicitar pessoalmente a emissão do documento. Não precisa levar foto, tudo é feito no próprio local e de forma gratuita.

Um abraço e até a próxima! Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de MG

Adília Sozzi é advogada da Rede Nacional de Advogados Populares – RENAP


Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

13 VARIEDADES 13

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Dicas Mastigadas Refogado de mamão verde

Preencha os espaços vazios com algarismos de 1 a 9. Os algarismos não podem se repetir nas linhas verticais e horizontais, nem nos quadrados menores (3x3). www.coquetel.com.br

© Revistas COQUETEL

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Solução

Ingredientes • • • • • • • •

½ Mamão verde 1 Cebola 7 dentes de Alho 1 Tomate 1 Pimentão 200 ml de Água Óleo Sal, Coentro e Cebolinha à vontade

Modo de Preparo 1. Descascar o mamão, cortá-lo em cubos médios (ou lascas) e reservar; 2. Refogar os temperos picados em pequenos cubos (cebola, alho, tomate e pimentão) com o óleo; 3. Acrescentar o mamão cortado e a água; 4. Temperar com o sal e cozinhar até que fique macio; 5. Finalizar com o coentro e a cebolinha.

Participe enviando sugestões para receita@brasildefato.com.br.


14 CULTURA 14

Belo Horizonte, 1 a 9 de novembro de 2017

Mês da Consciência Negra Debates, cultura e resistência em diversos eventos de Belo Horizonte abrem o mês da Consciência Negra, celebrado oficialmente em 20 de novembro

Feira Crioula: 12 de novembro No domingo (12) acontece a segunda edição da Mali Feira Crioula, composta por mulheres negras empreendedoras. Das 10h às 21h, os visitantes poderão usufruir de oficinas, música e bons produtos à venda. O tema desta edição será “Consciência Negra”, sob os lemas de independência financeira feminina, acesso a uma vida digna e equidade de raça. No NECUP, avenida Nossa Senhora de Fátima, 3312, BH. Divulgação / MST

Sapato Bicolor: 10, 11 e 12 de novembro Um engraxate passa por vários momentos difíceis em sua vida, mas encontra a dança Soul. Quem muitas vezes é invisível para a sociedade, torna-se completo no palco. Essa é a história da peça teatral “Sapato Bicolor”, em cartaz no Sesc Palladium nos dias 10 e 11, às 20h, e no domingo (12), às 19h. O ingresso inteiro é R$ 10, meia R$ 5 e comerciários pagam R$ 4. Rua Tupinambás, 956, Centro, BH.

circuito mst em uberlândia

AfroPUC: 13, 14, 16 e 17 de novembro Pela “primeira vez na história”, enfatizam as organizadoras, a universidade PUC Minas recebe um festival de cultura e debate negro. O AfroPUC terá rodas de conversa como “Racismo em ambientes escolares” e “Por que o meu cabelo te incomoda?”. Na programação, oficinas de dança afro, maquiagem em pele negra e abayomi, e também apresentações de artistas da cidade ligados à resistência negra, como o bloco Angola Janga. Teatro de Arena do campus Coração Eucarístico da PUC, rua Dom José Gaspar, 500, BH. Entrada gratuita.

Agora é a vez de Uberlândia receber o Circuito Mineiro de Arte e Cultura da Reforma Agrária do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que vem conquistando, desde setembro, as sete regiões do estado e a capital mineira com o lema: alimentar a luta, cultivar a arte! O circuito, que ocorre entre 17 e 19 de novembro, no SESC Uberlândia, homenageará a dupla “Pena Branca e Xavantinho”. Várias atrações musicais já estão confirmadas, entre elas Pereira da Viola, Balaio de Chita, Grupo Trem das Gerais, Daniel Costa, além de teatro, mostra de poesias, capoeira, Folia de Reis, congado, cinema eintervenções dos sem-terrinha. Também acontece a feira de produtos industrializados e in-natura com alimentos saudáveis, em transição agroecológica e a preços acessíveis para toda a população.

Feira das mulheres do campo Belo Horizonte sedia, pela primeira vez, a Feira Mineira das Mulheres do Campo, que acontece até as 16h de sexta (10), na Praça da Assembleia Legislativa. Organizado exclusivamente por trabalhadoras rurais, o evento promove a autonomia econômica das mulheres, na perspectiva da economia feminista e da agroecologia. Serão comercializados diversos produtos, como doces, farinhas, pães, cachaças, hortaliças e frutas, além de processados, como manteiga e requeijão.


Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Divulgação

ESPORTE

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Curto e Grosso

De onde menos se espera Um cruzeirense ilustre O coletivo de comunicadores Memória Celeste está produzindo um filme sobre a história de seu Lúcio, um ilustre cruzeirense que perdeu a visão, mas luta para escrever um livro sobre o time celeste. O nome do filme é “Azul escuro - a incrível história de um cruzeirense na Amazônia”. Para viabilizar o projeto, o coletivo lançou uma campanha de financiamento pela internet, apoiada por ídolos cruzeirenses, como os volantes Wilson Piazza, capitão da Libertadores 1976, Alex, capitão da Tríplice Coroa 2003, e Henrique, capitão do Penta da Copa do Brasil. Para contribuir, acesse o link: catarse.me/azulescuro.

Luiz Fellippe Fagaráz Confesso minha ingenuidade. Realmente, pensei que o atual presidente da Lazio, Cláudio Lotito, estava de fato preocupado em combater os nazistas da torcida biancoceleste. Ledo engano. Após o ato fascista da torcida de extrema direita da Lazio, de ter espalhado diversas fotos no estádio de Anne Frank com a camisa da rival Roma, Lotito, que já foi acusado de extorsão, anunciou que a equipe organizaria viagens anuais a Auschwitz para que os jovens torcedores conhecessem os horrores do Nazismo. Ele também levou uma coroa de flores a uma sinagoga em Roma, como pedido de desculpas, além de, no jogo seguinte, os jogadores entrarem com uma foto de Anne Frank na camisa. Contudo, foi divulgado um áudio em que Lotito revela não estar realmente preocupado com o caso, mas sim em fazer uma grande “cena”. Ele também será julgado pelo caso. Afinal de contas, de onde menos se espera é de onde nada vem.

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Belo Horizonte, 10 a 16 de novembro de 2017

Mineiros vão a Brasília disputar Jogos Escolares

ESPORTES

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DECLARAÇÃO DA SEMANA Reprodução

Gaspar Nóbrega / Exemplus COB

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ntre os dias 16 e 25 de novembro, mais de 4 mil estudantes entre 15 e 17 anos, representando 1357 escolas públicas e particulares de todo o país, participam da edição nacional dos Jogos Escolares da Juventude (JEJ). A delegação mineira terá 163 alunos-atletas, de 70 escolas. O torneio é considerado um dos maiores eventos esportivos do mundo e grande ce-

leiro de jovens atletas olímpicos. Da delegação brasileira que participou das Olimpíadas de 2016, 52 já disputaram os JEJ.

“Não tenho a dimensão do quanto isso é importante, talvez tenha lá na frente, quando vir outras mulheres fazendo isso. O que tenho é uma sensação prazerosa de ter essa coragem, de enfrentar um meio machista, de levantar a cabeça” Isabelly Morais, primeira mulher a narrar uma partida de futebol em Minas, pela rádio pública Inconfidência.

Até o fechamento desta edição, não havia terminado o jogo entre Atlético -MG e Atlético-GO, pelo Brasileirão.

Gol de placa Isabelly Morais, repórter da Rádio Inconfidência, fez história ao ser a primeira mulher a narrar uma partida de futebol em Minas Gerais! Foi o confronto entre América e ABC, na terça (7), pela série B

Gol contra O Colégio Marista de Natal ganhou o torneio de basquete juvenil do estado, ao derrotar o time local na quadra do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Ao comemorarem, pais e filhos vomitaram preconceito de classe: “Meu pai come sua mãe”, “Sua mãe é minha empregada”, “Bolsonaro presidente”, etc.

Decacampeão

É Galo doido

La Bestia Negra

Bráulio Siffert

Rogério Hilário

Léo Calixto

Com sete pontos à frente do quinto colocado da Série B e faltando apenas quatro rodadas para o fim, o América praticamente garantiu seu acesso à primeira divisão, cumprindo o principal objetivo na temporada. Mas, diante das circunstâncias, com Decacampeão o Internacional em má fase, o Coelhão pode muito bem conseguir o título, repetindo o conquistado em 1997. O jogo que deixou o time próximo destes sonhos, contra o ABC, contou com outro importante e histórico momento: Isabelly Morais foi a locutora na Rádio Inconfidência, tornando-se a primeira mulher a narrar um jogo de futebol da Série B e desbravando com muita competência e conhecimento mais uma área desproporcionalmente masculina.

Indecifrável. Atlético tem sido um devorador de certezas, esperanças, teorias. Desafia o fanatismo dos torcedores, a suposta lógica da crônica esportiva e o pragmatismo dos treinadores, sejam eles diletantes, como Roger Machado e Rogério Micale, É Galo ou especialistas, comodoido! Oswaldo de Oliveira. De candidato a títulos, o Galo se transformou em colecionador de fracassos. Até mesmo a perspectiva de retornar ao Continental em 2018 causa pesadelos. E a defesa, baluarte da regularidade, leva três gols de cabeça, com o gigante Leonardo Silva de volta ao time, algo impensável anteriormente. Que mistérios tem o Alvinegro. Quem sabe, com tempo e paciência, consigamos decifrar o enigma.

Uma 33ª rodada para se apagarAnúncio da memória. Ainda aspirando a subir posições no campeonato, o Cruzeiro oscilou novamente e perdeu para o Flamengo por 2 a 0 no Rio de Janeiro. Para suprir a falta de atacantes de ofício no elenco, Mano tem aposLa um Bestia Negra tado em armar time mais sólido defensivamente, com ataque mais rápido e mais movimentação. Contra o Flamengo, foi o contrário: a entrada de Rafael Marques pelo lado esquerdo da linha ofensiva não surtiu efeito. Aliás, nenhuma ação celeste surtiu efeito no jogo, principalmente no primeiro tempo. E, quando nada funciona, é preciso entender porque uma equipe com um conjunto tão bom não conseguiu jogar como tem jogado na temporada toda.


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