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INTRODUÇÃO: Gosto ou construção social?
Pierre Félix Bourdieu, renomado Sociólogo Francês na construção teórica “Espaço de Posições Sociais” conseguiu mostrar de forma muito convincente que o GOSTO, são condicionamentos sociais que existem em larga escala e que há similaridades e diferenças entre as pessoas que estão diretamente relacionadas com as respectivas condições de classe. Entre outras coisas que a teoria apresenta, Bourdieu definiu o gosto por dois pilares, sendo o primeiro a estrutura social, e o segundo - habitus. Através do estudo sistemático dos estilos de vida da população francesa, isto é, das suas práticas e consumos em campos variados como a alimentação, o vestuário, a decoração da casa, a música, o cinema, a frequência de museus, a televisão, mas também da sua maneira de falar e de receber em casa ou das suas opiniões a respeito da política e da sexualidade, entre muitos outros aspectos. Bourdieu chega à conclusão de que gostos comuns tendem a corresponder a classe e as experiências sociais de cada indivíduo.
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RESUMO
Voz das Minas é um projeto-denúncia sobre o apagamento das mulheres cis e trans do rap nas plataformas de streaming. Em 2019, a historiadora Luana Rabetti e a comunicadora Nerie Bento, identificaram que as principais playlists de música de Hip Hop não ranqueavam
mulheres.
O
apagamento
destas
profissionais impacta diretamente em suas receitas e reforça um problema sistêmico dentro da cultura Hip Hop - o machismo no Rap Nacional.
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A LUTA CONTINUA…
Estar na linha de frente, enquanto presidente de um coletivo presente em 20 estados, é pensar e agir 24h por 7 dias, porque as diversas situações que as mulheres passam, não tem dia e nem hora para acontecer. São violências, silenciamentos, ameaças, invisibilidade, dentre tantos outros acontecimentos que ocorrem onde as mulheres do Hip Hop buscam acolhimento, afeto, orientação jurídica e força na Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. A FNMH2 vai para além do empoderamento, o coletivo alcança mulheres que não pertencem ou não se sentem pertencentes ao grupo, mas que em algum momento é abraçada por nós, pois temos o entendimento de que somos porque cada mana é e vice e versa, e é por esse entendimento que ao longo destes mais de 10 anos, a frente se recusa a se organizar de forma jurídica, ou seja, não possuindo um CNPJ e nem hierarquia em pirâmide. Trabalhamos de forma orgânica e horizontal, abertas a novas ideias, para quem quer somar. E assim seguimos firmes e cada vez com mais mulheres presentes. Podemos
Perfil Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop - BR, no Facebook.
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contar, inclusive, com a colaboração de mulheres estrangeiras dispostas ao intercâmbio.
A FNMH2 possui diversos objetivos e lutas, dentre eles, o combate à invisibilidade e o silenciamento de mulheres da cultura Hip Hop. Em busca de minimizar esse efeito que a FNMH2 organizou o livro Perifeminas l intitulado “Nossa História”, o livro contou com a participação de 63 autoras, orelha de Cidinha da Silva e Raquel Almeida, fotografia de Marilda Borges, capa de Patricia Rizka e pesquisa de Priscila Vierros que brilhantemente foi responsável por fazer uma histologia das mulheres no hip hop e é a partir daí que conseguimos alcançar mulheres pioneiras, que estavam lá no início da década de 80 construindo nossa cultura, e que em 2013 tiveram o Capa do livro “Perifeminas I - Nossa História”.
registro no livro. São mulheres como Ieda Hills que podemos considerar uma das primeiras mulheres no Brasil a escrever uma letra de rap, talvez a primeira. Histórias como a de MC Regina que provavelmente foi uma das primeiras mulheres a dar oficina de rap no início do movimento. Assim como, Sharylaine, primeira mulher a participar com uma música na coletânea que apresentou o grupo Racionais ao mundo - o Consciência Black. O livro ainda conta com Rose MC que criou um projeto de pedagogia unindo o Hip hop e a Educação, e Rubia que fundou o grupo RPW sendo a primeira mulher do mundo a cantar o estilo bate cabeça. A importância do livro Perifeminas foi tanta, que universidades, bibliotecas e até museus de hip hop espalhados pelo mundo entraram em contato em busca de um exemplar. Mas já era esperado que a
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academia nos procurasse, visto que sempre o fazem quando precisam escrever um artigo ou alguém precisa finalizar um TCC. Porém o que nos chamou a atenção foi a enxurrada de e-mails de varias mulheres inclusive de outros países que queriam contar as suas histórias, foram mais de 200 contatos, dentre eles, mulheres de onze países nos acionaram. Obviamente que entendemos que era necessária uma segunda edição e foi o que fizemos. O “Perifeminas II - Sem Fronteiras” com a participação de mais 54 autoras, capa foi assinada pela grafiteira Caju, pesquisa de Jéssica Balbino e diversos idiomas originários + a tradução para português. Capa do livro “Perifeminas II - Sem Fronteiras”.
Quando a pandemia chegou, milhares de mulheres precisaram ficar em casa por conta do distanciamento obrigatório e muitas delas viveram realidades assustadoras ao lado de agressores, muitas passaram fome, muitas perderam filhos, pais, mães, por conta do vírus da Covid 19. O Hip Hop como forma de expressão esteve ativo também nesse período e eu, enquanto liderança, precisava fazer algo. Organizar e concretizar o livro “Perifeminas lll - A mulher periférica na pandemia” foi a forma de eternizar as vozes dessas mulheres, o livro conta com 30 autoras e capa de Gabi Bruce, a principal preocupação era dar voz a mulheres de todos os estados do Brasil, pois cada local possui uma realidade geográfica diferente e as politicas publicas chegam nas regiões de forma desigual, nesse sentido o objetivo foi alcançado e o
Capa do livro “Perifeminas III - A mulher periférica na pandemia”.
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livro possui representação estadual contemplado nas páginas. Na introdução realizei uma pesquisa sobre as
estatísticas de sobrevivência causada pela pandemia que até o momento do lançamento – março 2021 – as mortes diárias estavam em 3.251 mortes a cada 24 horas e estávamos chegando a 300 mil mortes.
Documentário “O protagonismo das Minas: A importância das Mulheres no Rap de SP”
Mas os processos não param por ai e criar meios de divulgação da existência destas mulheres são fatores importantes para que se tornem visíveis aos olhos dos grande meios de comunicação e dessa forma, comecem a receber propostas de trabalho e possivelmente viver da cultura. Nesse sentido, com o passar dos anos, desde a fundação da FNMH2, foi preciso realizar ações em diversos formatos, como Fóruns Regional e Nacional, cursos de formação interna, palestras, rodas de conversa, oficinas e debates. Mas um marco importantíssimo para a cultura foi o Documentário “O protagonismo das Minas: A importância das Mulheres no Rap de SP” organizado por Nerie Bento que se torna um registro
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histórico sobre a participação das mulheres no início do rap no Brasil. Foi a partir desse documentário que sentei com ela e começamos a discutir sobre como criar meios de identificar dentro da cultura as lacunas que devem ser combatidas, como denunciarmos questões sobre o apagamento de mulheres dentro de eventos, festivais, registros, livros, documentários, e por fim, chegamos à conclusão que, além disso, as plataformas de streaming possuem algoritmos que não indicam mulheres para os ouvintes, acreditem, isso é fato!!!! Em meio a todas essas informações, eu escrevi o projeto VOZ DAS MINAS, que é uma revista digital na qual traz informações reais baseadas em pesquisas, dados e estatísticas, provando por A + B que a mulher tem muito que lutar, pois estamos caminhando para 2022 e ainda existe a cultura de não se dar oportunidade para que mulheres sejam protagonistas de seus trabalhos artísticos. É preciso muita luta feminista para termos representantes ocupando espaços e para que se perceba que o silenciamento e invisibilidade afetam diretamente tanto a artista como as pessoas que podem consumir o produto final de um trabalho. É por isso que pensar projetos que provocam a reflexão se fazem necessários, e por esse motivo continuaremos lançando livros, documentários e agora a revista digital. VOZ DAS MINAS... o ínicio.
Lunna Rabetti 8 - voz das minas
Falha no algoritmo?
Em 2019, entrei no Spotify para ouvir o que estava rolando de novo na cena rap. Na décima música percebi que a playslist não havia me indicado nenhuma mulher MC (cis ou trans). Terminei a lista com 36 rappers e apenas uma artista, comentei com Lunna Rabetti, pesquisadora e diretora da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop. Uma semana depois, Lunna retornou com um feedback dizendo que fez a mesma coisa com o Youtube Music e percebeu a mesma coisa. O projeto “Voz das Minas” nasceu ali!
Nerie Bento
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As plataformas de streaming
Playlist editorial é o principal e mais potente modelo de playlist. Elas são criadas pelos editores/curadores das próprias plataformas e são extremamente cobiçadas pelos artistas. São usadas como termômetro das novidades e hits e, por isso, são mais seletas e de difícil acesso. Não basta ser uma boa faixa, é levado em conta a quantidade de fãs que você atrai para a plataforma, além da sua estratégia de lançamento e carreira. Não há nenhum tipo de impulsionamento ou pagamento feito às plataformas que garanta que a sua música entre em uma playlist editorial. A palavra final é única e exclusiva dos editores. (fonte: ubc.org.br). Ao analisar o trecho acima, podemos afirmar que o curador cumpre um importante papel, no que diz respeito à mediação entre arte e público, a partir de um determinado recorte. São eles que nos apresentam novas tendências e é com base nisso que vamos selecionando o que é do nosso gosto ou não. Mas, como nos ensina Bourdieu, gosto é uma construção social com base nas experiências de cada indivíduo, certo? O que ele prefere consumir está totalmente atrelado ao meio que ele vive e ao que ele é apresentado.
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MÉTODO
Durante 12 meses foi realizado um acompanhamento das maiores playlists de Hip Hop. Os dados foram extraídos das plataformas Spotify, Deezer e Youtube Music por compreender que estas são as ferramentas de música mais acessíveis. Para validação e extração deste relatório, Lunna Rabetti e Nerie Bento convidaram a empresária Letícia do Nascimento Santos. Lets, é estudante de Relações Públicas, dona do selo REF Music e integra a diretoria do Genius Brasil. A RP já trabalhou com o gênero Funk na empresa GR6 Explode, onde atuava como social media, fotógrafa, produtora de videoclipes e estrategista de carreiras. Atualmente, Letícia trabalha na ONErpm, atuando como analista de marketing do time de Hip Hop e Reggae, participando do processo de distribuição das músicas dos artistas e no planejamento estratégico dos principais lançamentos do mundo do Hip Hop e Reggae nacional.
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Plataformas e playlists analisadas Playlist: aulas
100% 80% 60% 40% 20% 0% Jun Jul ago set out nov dez Jan fev mar abr mai Jun 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2020 2020 2020 2020 2020 2020
HOMENS MULHERES 12 - voz das minas
segue o rap
100% 80% 60% 40% 20% 0% Jun Jul ago set out nov dez Jan fev mar abr mai Jun 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2020 2020 2020 2020 2020 2020
HOMENS MULHERES 13 - voz das minas
pega a visão do rap brasil
100% 80% 60% 40% 20% 0% Jun Jul ago set out nov dez Jan fev mar abr mai Jun 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2019 2020 2020 2020 2020 2020 2020
HOMENS MULHERES 14 - voz das minas
Em 2017, a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop realizou um mapeamento de artistas dos quatro elementos da cultura. Este trabalho retornou um mailing nacional onde foi possível mapear mais de 400 mulheres MC’s ativas. A partir deste levantamento foi emitido um formulário de opinião para estas profissionais com algumas perguntas sobre a relação com as agregadoras e as plataformas de streaming musical.
Já saiu na capa de alguma playlist? 14% sim - 86% não
Possui músicas nas plataformas de streaming? 320 respostas
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Possui contrato de exclusividade com alguma agregadora? 19% sim - 81% não
20,9% NÃO 11,6% YOUTUBE MUSIC 32,7% APPLE MUSIC 46,5% DEEZER 72,1% SPOTFY
conclusão
A “Voz das Minas” denuncia o machismo nas playlists que tanto ditam os rumos da indústria fonográfica. Diante desta constatação fui procurar entender como funcionava o sistema de remuneração dos artistas e, em julho de 2021, realizei um curso básico de direitos
Certificamos que:
autorais coordenado pela diretora global da Alta Fonte
Certificamos que:
NerieGrou Bento Márcio
Music Publishing, Heloísa Aidar.
Completou com sucesso o curso: Completou com sucesso o curso:
DIREITO AUTORAL NA MÚSICA ProAC - Da formatação à prestação de contas Coordenado porInti Heloísa e realizado Coordenado por Queiroz,Aidar com carga horária de pelo Cultura e Mercado, nosCultura dias 13 e 14 deem julho 12 horas e realizado pelo e Mercado, 25 de e 26 de outubro dehorária 2019. 2021, com carga de 4 horas.
A arrecadação de direitos autorais via streaming musical é bastante complexa e muitas vezes injusta.
Diploma do curso básico de direitos autorais coordenado pela diretora global da Alta Fonte Music Publishing, Heloísa Aidar.
Ainda sim, durante a pandemia, o formato tem sido a salvação para a indústria musical, sobretudo para as mulheres que já são impactadas por arrecadarem menos, conforme pesquisa realizada pelo projeto “Por elas que fazem a musica” da UBC.
fonte: http://www.ubc.org.br/anexos/publicacoes/arquivos_noticias/porelasquefazemamusica2018.pdf
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Considerando estes dados, convido-os(as) a fazerem o seguinte experimento:
1
Abram a plataforma de streaming musical de sua preferência.
2
Entrem na playlist oficial da plataforma nos gêneros Hip Hop/Rap/Trap mais acessados.
3
Contem quantos artistas homens cis possuem na lista e comparem com quantas mulheres cis ou trans irão aparecer?
Se gosto é uma construção social, que sociedade estamos construindo a ponto de uma plataforma permitir que numa playlist tenham 50 músicas de homens e apenas uma de mulher - dependendo do mês, nenhuma? O machismo estrutural é uma cultura e se apresenta sob diversos aspectos, a dificuldade de identificá-lo vem justamente do fato de normalizar suas práticas por muitas décadas. Suas consequências trazem prejuízos individuais e sociais para as mulheres e, especificamente neste caso, invisibiliza e silencia o trabalho de rappers no Brasil todo. Em contrapartida, destaca-se uma ou duas como cotas passando uma falsa impressão de que a lacuna foi preenchida. Quando não, algumas delas precisam se posicionar como artistas de outros gêneros para ganharem espaço.
Nerie Bento 17 - voz das minas
Atua na cultura Hip Hop desde 1994 e organiza eventos culturais desde 1998. Participou da organização de grandes eventos como Feira Cultural de Santa Cecília, Shop Dance Festival, Semana de Hip Hop da capital de São Paulo, Festival FNMH2, Mulheres Multiplicando a Cultura Hip Hop, dentre outros. Ainda trabalhou na seção de eventos do Conselho Regional de Medicina no Estado de São Paulo por cinco anos, organizando solenidades e cerimoniais. É fundadora do Portal Mulheres no Hip Hop e Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, coletivo no qual é presidente e que está presente em 20 estados, com representação fora do país. Lunna ainda organiza o Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop, que se tornou o maior Fórum do tipo no Brasil. Produtora executiva, foi responsável pela ida das vencedoras do We B.Girls para a França, e produziu a DJ Niely em turnê no Nordeste e na Europa (Portugal, França e Itália). Trouxe para o Brasil a dupla Nova iorquina Oshun que se apresentou em três estados (SP - DF - RJ) e a cantora Sandra Izsadore em turnê por SP, BA, DF e RJ. Agencia diversos grupos e artistas com tua empresa Rabetti Produções. Este ano, lançou sua biografia intitulada “Entre linhas, folhas e tintas - A vida Marginal de Luana Rabetti”.
É Supervisora de Comunicação no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Comunicadora por formação, atua na cultura como assessora de imprensa e produtora executiva. Há sete anos atua na gestão de carreiras de artistas majoritariamente negros e é reconhecida no mercado por trabalhar na cultura Hip Hop compondo o quinto elemento (conhecimento) na produção de conteúdo. Já passou pelo seu casting artistas como Oshun (NY), Sandra Izsadore (LA), Sabotage Produções, Preta Rara, Kimani, DÖ MC, Skeeter, DJ Miria Alves, Janine Mathias, entre outros.
É estudante de Relações Públicas, dona do selo REF Music e integra a diretoria do Genius Brasil. A RP já trabalhou com o gênero Funk na empresa GR6 Explode, onde atuava como social media, fotógrafa, produtora de videoclipes e estrategista de carreiras. Atualmente, Letícia trabalha na ONErpm, atuando como analista de marketing do time de Hip Hop e Reggae, participando do processo de distribuição das músicas dos artistas e no planejamento estratégico dos principais lançamentos do mundo do Hip Hop e Reggae nacional.
ficha técnica
PESQUISA: Lunna Rabetti e Nerie Bento CO-PESQUISADORA: Leticia Nascimento (LETS) DESIGN: Teorema_lab FOTO DA CAPA: Guilherme França (Free to use under the Unsplash License)