REVISTA DO
Sinergia entre o Condomínio e o Clube leva à qualidade de vida que muitos moradores desejam
Detalhes do convívio com a natureza
[ Fotos Emmanuel Denauí ]
[ Márcia Krauze Diehl ]
Porto Alegre, Ano 4 – Edição Julho e Agosto de 2018
Expediente Presidente do Belém Novo Golf Club (BNGC) Gestão 2017-2018: Maurício Mota Presidente do Conselho de Administração do Condomínio Terra Ville: Luis Binotto Síndico do Condomínio Terra Ville: Celso Schiavon Comunicação/Comercial:
comunicacao@bngc.com.br
Ano 4 – Edição Julho/Agosto de 2018 Coordenação: Eduardo Soeiro Edição: Textos e reportagens: Cláudia Coutinho e Patrícia Lima Revisão: Press Revisão Design gráfico: Carolina Porto Ruwer Impressão: Comunicação Impressa Tiragem: 1.000 exemplares BELÉM NOVO GOLF CLUB Avenida Juca Batista, 8000 Belém Novo – Porto Alegre – RS (51) 3277-8282 bngc@bngc.com.br Ouvidoria: 99318-8134 www.bngc.com.br Bngc Bngc CONDOMÍNIO TERRA VILLE Avenida Juca Batista, 8000 Belém Novo – Porto Alegre – RS (51) 3277-8000 terraville@terraville.com.br www.terraville.com.br
2
Palavra da Diretoria Maurício Mota, Presidente do BNGC Gestão 2017-2018
Sinergia, inclusão e excelência A atual edição da Revista do Terra Ville – Belém Novo Golf Club aborda alguns temas que têm sido muito caros para a minha gestão. Um deles trata exatamente da administração que venho realizando desde janeiro de 2017, dos objetivos buscados e dos aprendizados que tive nesses quase dois anos. Aprendizado não só como presidente do Clube, mas especialmente como pessoa. O outro assunto diz respeito à sinergia que vem sendo construída entre Clube e Condomínio. Esta era uma demanda que vinha sendo tratada desde a gestão anterior, mas que não teve tempo de ser implantada como deveria. Foi um processo que se construiu a quatro mãos, entre a administração do Terra Ville e a presidência do BNGC. Nesta construção, foi fundamental conhecer e entender as demandas do Clube, foi importante conhecer e entender as suas urgências, e os resultados vieram.
As reformas e as manutenções que frequentemente são realizadas no BNGC resultam dessa sinergia. Todo o dia tem algo para ser feito, desde tarefas mais simples, como a troca de uma lâmpada ou de uma calha quebrada, até obras mais complexas. Nesse caso, bem sabemos que os transtornos nem sempre são bem-vindos, mas não temos nenhuma dúvida de que eles são inevitáveis para termos uma sede mais adequada para as exigências de nossos associados. Aliás, o número crescente no quadro social de nosso Belém Novo Golf Club, consequência da chegada de novos condôminos, faz com que o Clube esteja sempre atento para atender a todos, aprimorando os serviços e buscando a possibilidade de buscar novos. A ideia segue sendo a de construir pontes para promover a inclusão de todos e a excelência nos serviços.
Mural Festa para os Pais
Semana Cultural está chegando [ Estée Janssens / Unsplash ]
A Semana Cultural Terra Ville, que será realizada no período de
27 a 30 de setembro, já alcançou um resultado muito valioso: a integração entre moradores e associados para fazer com que este evento seja inesquecível. A mobilização de todos os envolvidos tem sido fantástica, não só na organização das diferentes exposições artísticas, mas também na busca de envolver o maior número de pessoas possível. O objetivo da Semana Cultural, que tem como tema “Compartilhando expressões artísticas de quem vive o Terra Ville”, é apresentar talentos e estimular o surgimento de novos. Serão realizadas mostras de Artesanato, Escultura, Fotografia, Música e Pintura e será lançado um livro com 61 textos, entre contos, crônicas e poesias, de autoria de 36 pessoas, dos sete aos 90 anos de idade. Além de moradores e associados, o evento foi aberto à participação de funcionários e prestadores de serviços regulares do Complexo.
Na manhã do dia 19 de agosto, um domingo, papais e seus filhotes do Condomínio Terra Ville se reuniram no ginásio poliesportivo. Foram muitas as atividades, como a prática da capoeira e das artes marciais, que proporcionaram muita diversão.
Solidariedade em alta
Em dezembro, o Aberto BNGC
A campanha do agasalho que vem sendo realizada pelo BNGC e pelo Terra Ville já resultou em dois lotes de roupas e outras peças que foram entregues ao Núcleo Comunitário e Cultural Belém Novo (NCCBN). A coleta das peças vem sendo feita nas portarias do Complexo e também na CAS.
A 24ª edição do Aberto de Golfe Belém Novo Golf Club está programado para o primeiro fim de semana de dezembro, nos dias 1º e 2. Os organizadores do evento já estão envolvidos com todos os preparativos necessários para oferecer a todos os associados e visitantes um torneio maravilhoso.
[ Dudu Leal/Arquivo BNGC ]
A festa de outubro O tradicional Torneio Oktoberfest de Golf já tem data marcada. Será no dia 20 de outubro. Deixe a data reservada em sua agenda e se prepare para se divertir junto com os amigos. A banda Goela Seca, que toca música alemã, já está afinando os instrumentos.
3
Clube
Maurício Mota:
“Foi um processo de abrir as portas e convidar a todos para entrar”
O Rock Garage, realizado em 2017, contou com a participação de Maurício e seus filhos, Mariana e André
4
Em outubro próximo, completará dois anos que Maurício Mota, morador da casa na Vila do Prado, foi eleito presidente do Belém Novo Golf Club para a Gestão 2017/2018, que se encerra em dezembro. Na época, enquanto montava seu plano de trabalho e escolhia a equipe com quem dividiria desafios, fez questão de conversar com mais de 100 moradores do Condomínio Terra Ville para melhor conhecer as demandas de seus vizinhos. Este exercício de escutar com atenção, e não simplesmente ouvir, foi fundamental para alcançar uma de suas principais conquistas à frente da presidência: a inclusão de diferentes grupos nas atividades e no calendário de eventos do BNGC. E ele não tem nenhuma dúvida: a arte de escutar segue sendo um trunfo importante.
Há 13 anos, Maurício e sua mulher, Lisiane, chegaram ao Terra Ville, com os filhos ainda crianças. Hoje, André, com 20 anos, e Mariana, com 21 anos, são estudantes universitários. Durante todos esses anos, o casal nunca se furtou de participar de outras diretorias, por vezes, até extraoficialmente, e contribuir para as melhorias do BNGC. Assumir a presidência foi um caminho natural. Não imaginava, porém, que se surpreenderia de forma positiva: - Muitos dos moradores que não tinham o Clube como referência passaram a ter. Muitos que não frequentavam o Clube passaram a frequentar. Entenderam que a minha presença era para auxiliar neste processo de abrir portas e convidar a todos para entrar.
Durante estes quase dois anos de gestão, o esporte deixou de ser a principal atração. O calendário social e cultural passou a ser bem movimentado, com destaque para os shows, que trouxeram para as dependências do Clube ícones como Erasmo Carlos e Camisa de Vênus, e mais recentemente a banda Mr. Soul, com o show “Tributo a Amy Winehouse”, e para ações como o Lenço Solidário. A ideia foi atrair grupos de todas as idades, das crianças aos mais velhos, e de diferentes gostos. Além disso, a prestação de serviços, com atenção à qualidade e à eficiência, ganhou atenção especial. A inauguração da CAS – Central de Atendimento ao Sócio é resultado deste cuidado. - Nosso quadro social tem quase 2 mil pessoas. O associado precisa saber que tem alguém para escutá-lo e buscar resolver o seu problema ou encaminhá-lo para a melhor solução. A CAS foi uma conquista – assegura o presidente do BNGC. Sem nenhum titubeio, Maurício conta que estar à frente do Belém Novo Golf Club tem sido uma experiência com ganhos também para o lado pessoal. - Resiliência é a palavra-chave. Precisei fazer um exercício no sentido de conversar com todos, de escutar, de receber críticas e também de ser autocrítico. Um presidente não pode ser vaidoso e precisa buscar soluções que atendam ao todo e não a este ou àquele pequeno grupo – assegura.
O fato de o BNGC estar dentro do Condomínio Terra Ville, onde a grande maioria dos associados é de moradores, traz uma característica diferente no dia a dia. “O convívio é fundamental”, ensina Maurício. E, mais uma vez, o exercício da resiliência precisa ser praticado. Ainda mais quando o WhatsApp permite a troca de informações e de ideias em um prazo tão curto de tempo. A coexistência do Clube e do Condomínio também implicou no trabalho de sinergia, pensado na gestão anterior, mas que foi construído ao longo da atual diretoria. - Esta sinergia precisava ser trabalhada pelos dois lados, do Clube e do Condomínio. E nós conseguimos mostrar que o Clube tem demandas e características diferentes do Condomínio. Um exemplo? O Clube é muito mais intenso em atividades durante o fim de semana, o que não ocorre com o Condomínio – observa o presidente. Maurício assegura que a passagem pela presidência do BNGC tem sido uma aprendizagem permanente. Muitas foram as conquistas, e com elas a certeza de que ainda há muito por melhorar. Afinal, a busca pela excelência é uma constante.
Durante a festa que marcou a comemoração dos 24 anos do Clube, realizada em junho deste ano
Com Lisiane, Maurício recepcionou o ícone Erasmo Carlos (à esquerda). Em um dos torneios de golfe que tiveram o BNGC como sede
5
Gestão
Planejamento e prevenção para reduzir despesas Planejamento, prevenção, avaliação constante, produtividade e criatividade são algumas das palavras que se repetem no dia a dia dos responsáveis pelos diferentes setores da Administração do Terra Ville. O compromisso de todos tem sido o de prestar o melhor serviço possível, sem extrapolar as despesas previamente apontadas no orçamento anual. Cada real economizado é sempre muito bem-vindo, ainda mais quando a inadimplência no Condomínio alcançou o alto patamar de 15%. Para recuperar o dinheiro que deveria ter entrado no caixa, o setor financeiro criou processos internos a fim de lembrar da falta de pagamento. São telefonemas, e-mails e WhatsApp. Porém, quando o período de atraso ultrapassa os 90 dias, as cobranças são feitas por um escritório externo. Se for o caso, são realizadas judicialmente. O controle financeiro, por meio de centrais de custos, é feito tanto para o Terra Ville como para o Belém Novo Golf Club. E mesmo que
o Condomínio não tenha a obrigatoriedade de ter uma contabilidade, esses processos são realizados. Informações e documentos estão disponíveis aos condôminos. E, trimestralmente, uma auditoria externa e independente é realizada para manter a transparência e os acertos.
Manutenção Assim, para pagar as contas, mês a mês, o esforço de todos que trabalham no Complexo a fim de promover melhorias nos processos é uma constante. Na área da manutenção, por exemplo, o planejamento e a prevenção são fundamentais. Existem trabalhos de rotinas, como jardinagem e limpeza dos lagos, mas há também os que precisam entrar nos cronogramas e nas avaliações de custos, como obras civis e reparos em equipamentos. Todas as quintas-feiras, são planejadas as atividades da semana seguinte por meio de Ordens de Serviços. No primeiro semestre, [ Foto Divulgação ]
Cinco das seis bicicletas que foram adquiridas para a Segurança do Complexo, contribuindo para a redução do consumo de combustível
6
foram cerca de 500 ordens, sendo que 81% delas foram executadas, alcançando a meta estabelecida. Tais ordens, além de possibilitar o planejamento, permite o registro histórico de tudo que vem sendo feito, com informações importantes sobre despesas, uso de recursos internos ao Condomínio, produtividade e resultados alcançados.
Segurança Quando o tema é segurança, a rotina ganha espaço e todos os procedimentos são fundamentais para manter a eficácia esperada do setor. Tanto que, desde abril, porteiros e vigilantes, divididos em grupos de oito pessoas, passam por uma reciclagem. Durante dois dias, os funcionários avaliam processos, recebem novas instruções e informações variadas, que vão desde Segurança de Trabalho a comportamento e trato com o público, de uma forma em geral. Esta atualização tem se mostrado importante para fazer com que os profissionais da área estejam sempre bem preparados para estarem atentos a diferentes situações. Uma das novidades na área de Segurança é o uso de bicicletas nas rondas feitas durante o dia. Elas substituem as motos, o que gera uma enorme economia no uso de combustível e no desgaste com motor e pneus, por exemplo. As motos seguem sendo usadas à noite. E uma ficará disponível durante o dia, porque existem situações que exigem maior agilidade. Outra prática adotada foi a manutenção dos uniformes, sempre que os reparos são possíveis, evitando despesas com a compra de novos itens.
Recursos Humanos Na área de RH do Condomínio, conscientização tem sido uma palavra corriqueira. A intenção é fazer com que o funcionário esteja comprometido com o seu trabalho, com os resultados que dele são esperados e também com o cuidado no manejo dos equipamentos. Avaliação do quadro funcional é constantemente efetuada. Para buscar redução nas despesas, o plano de saúde foi substituído, já que o anterior impôs um reajuste bastante significativo. As horas extras são realizadas somente com autorização e diante de situações emergenciais ou no caso de um grande evento. Outro aspecto igualmente importante é feito em parceria com o Jurídico que atende ao Condomínio, buscando sempre
Cuidado com a manutenção é uma constante no dia a dia do Condomínio
cuidar dos aspectos trabalhistas para evitar ações judiciais. São iniciativas direcionadas para o planejamento e para a prevenção que mostram o comprometimento de todos que trabalham no Complexo para prestar um serviço de qualidade, mas com respeito aos orçamentos. Novas possibi-
lidades estão sempre em estudo, como, por exemplo, o uso dos squeezes para evitar o desperdício e também para contribuir com a sustentabilidade. As reuniões semanais, às terças-feiras, são importantes para que todos os setores da Administração troquem ideias e experiências.
7
Gestão
Desculpem os transtornos, estamos realizando melhorias Com base no conceito da sinergia, construído com êxito durante a atual gestão do Belém Novo Golf Club, e atenta aos números que envolvem receitas e despesas no Complexo Terra Ville, a preocupação em realizar as reformas necessárias sem onerar o orçamento tem sido uma constante. Exemplos que buscam otimizar a mão de obra já existente e evitar os exageros se repetem. Mesmo que, por vezes, as obras causem alguns transtornos aos condôminos e associados, todas são bem-vindas, especialmente depois que o resultado pode ser aproveitado. Nesta edição, destacamos alguns dos trabalhos que estão em andamento ou foram recém-finalizados. 8
[ Fotos Divulgação ]
Vestiários e barbearia ∞ Mudanças foram planejadas para o vestiário masculino a fim de criar um espaço para receber a barbearia, serviço que passará a ser gerenciado por terceiros. Em um primeiro momento, o vestiário passou por uma reforma parcial, com a troca do piso emborrachado para piso frio e também com a substituição dos armários. Para receber a barbearia, os espaços foram reaproveitados (fotos ao lado). A sapataria mudou de lugar, por exemplo. E uma nova porta será criada. As obras foram iniciadas em 6 de agosto deste ano e têm duração prevista de 60 dias. Anteriormente, o vestiário feminino passou por mudanças em seu aproveitamento de espaço, ganhando um ambiente com TV a cabo (foto acima), uma reivindicação antiga das associadas.
Piscina térmica ∞ As obras realizadas buscaram melhorias no local. Uma reforma mais ampla está programada para o período de verão, quando o uso do local recebe menor frequência e o clima seco contribui para a conclusão mais rápida do trabalho a ser feito. Por enquanto, foi preciso fazer reparos nas telhas e no teto de acrílico. Problemas de infiltração também foram sanados. Além disso, foi feita limpeza nas paredes.
Drenagem e esgoto
Tênis e futebol
∞ Uma obra realizada, mas que não aparece, foi a drenagem e a instalação de esgoto pluvial no terreno do entorno da piscina térmica e da academia. Foram colocados cerca de 100 metros de tubulação, além da caixa coletora, para evitar possível problema de alagamento no local. O trabalho durou aproximadamente 15 dias.
∞ Durante cerca de 30 dias, os tenistas do Belém Novo Golf Club tiveram que abrir mão do uso de uma das quadras externas (foto acima). Foi necessária a troca de todo o piso de saibro. O campo de futebol número 1 também ficou interditado por um período para substituição da grama. O Clube locou um espaço próximo do Condomínio para amenizar os transtornos dos que jogam futebol.
9
Condomínio
Um lugar de velhas e novas [ Foto Divulgação ]
O lugar que escolhemos para viver é um dos personagens da história que escrevemos. É nesse ponto de referência e conforto que celebramos os dias felizes e nos refugiamos quando a vida nos prega peças. Enfim, nossa casa é o nosso lugar no mundo. Lar e refúgio de gente de todas as idades e estilos, o Terra Ville é personagem de destaque no enredo da vida de muita gente que escolheu escrever sua história neste recanto de Porto Alegre. Uns têm uma antiga relação familiar com o lugar. Outros recém chegaram. Todos escolheram viver aqui, entre campos e bosques, com a segurança e a tranquilidade que são as marcas deste sítio. Conheça duas histórias muito diferentes, mas que têm esse pedacinho da Zona Sul como sinônimo de acolhimento, memória e futuro.
Em busca de segurança e de mais espaço, a Família Passow mudou de endereço
A segurança e o conforto de uma vida nova A vida do casal Luiz Henrique Passow e Débora Flor na Zona Sul de Porto Alegre estava estabelecida quando eles decidiram mudar. A casa de rua no Bairro Ipanema não oferecia mais a segurança necessária, e nem o espaço que os dois filhos pequenos, Joaquim, de cinco anos, e Antonella, de dois, demandavam. Empresário do setor imobiliário, Luiz Henrique já conhecia bem o Terra Ville. Tinha, inclusive, dois lotes no Condomínio, nos quais estava construindo casas para comercializar. “Já estávamos pensando em vir para cá. E quando essa casa ficou pronta, não tivemos mais dúvidas. Essa mudança de vida era o que queríamos”, revela Passow. A adaptação ao novo lar não foi problema para ninguém. Com a
10
vida toda já organizada na Zona Sul, o casal não experimentou qualquer estranhamento em função da distância. “Achei que ao vir para cá eu ficaria muito sozinha. Mas foi bem o contrário. A estrutura do Condomínio, além dos muitos encontros e festas que ocorrem entre os amigos, nos deixaram confortáveis e a adaptação foi imediata. Nos sentimos completamente em casa aqui”, afirma Débora. Assim que a família se mudou definitivamente para a casa nova, Luiz Henrique foi conhecer o golfe, esporte praticado por muitos dos amigos que já moravam no Condomínio. Foi amor à primeira tacada e hoje o empresário é assíduo no green. Já Débora afirma que está esperando
o final do inverno para se engajar no grupo feminino e, finalmente, dar os primeiros passos no esporte. Os dias quentes também são aguardados para que a família viva mais intensamente a estrutura do Complexo, com aulas de natação. O esporte, aliás, conquistou a família. Tanto que Luiz Henrique já está em tratativas com o Clube para patrocinar, por meio de sua imobiliária, iniciativas para a formação de novos atletas no golfe. “Sempre acreditei no esporte, mas agora vejo com ainda mais clareza a sua importância. E vejo o privilégio que temos aqui no Terra Ville, de viver em contato com o esporte. Por isso quero apoiar, para que ainda mais gente possa se beneficiar”, destaca.
[ Fotos Arquivo Pessoal ]
HISTÓRIAS
As irmãs Loro brincam no Condomínio que traz lembranças do sítio do avô
Themis aproveita a estrutura oferecida pelo Clube e pelo Condomínio
Ligação ancestral revela conexão familiar As mais remotas memórias do cirurgião-dentista e professor Rafael Loro estão fincadas justamente no local em que hoje está a sua casa, na Vila da Olaria. No início da década de 1970, o pai de Loro adquiriu um terreno de cerca de 14 hectares na região em que hoje estão os buracos 10, 11 e 12 do nosso campo de golfe. Ali era o sítio da família, em que as crianças apanhavam pêssegos no grande pomar de pessegueiros ou pescavam no açude. A simplicidade de uma vida rural, que já não era possível no centro de Porto Alegre, foi vivida pela família nesse lugar ermo e de rica natureza.
Os pessegueiros da infância de Rafael e de suas irmãs
linha de golfe, além Nos anos 1990, de passarem os finais com o início do prode semana brincando jeto do Terra Ville, a na rua e andando de família decidiu manbicicleta com as amiter sua ligação com guinhas. aquele pedaço de terRafael e a espora, negociando lotes. sa, Themis, também Hoje, Rafael e uma de aproveitam a vida suas irmãs moram no social e esportiva, faCondomínio. “Tenho zendo academia e um carinho especial por esse lugar. Ainda treinando futebol e tênis. Apaixonados pelo passo em frente a alCondomínio, os dois gumas casas e vejo os cultivam a profunda pinheiros que o meu ligação familiar com avô plantou. Passei Rafael e as filhas o lugar, renovando as minha infância aqui e experiências ao meshoje vejo minhas filhas construindo uma outra história, nes- mo tempo em que resgatam lemse mesmo lugar. É muito significativo branças. “Minha ligação com a terra para a nossa família”, comenta Loro. foi uma herança que trouxe da inA infância que as pequenas Marti- fância vivida aqui. Plantei eu mesmo na e Alice, de sete e quatro anos, res- todas as flores do jardim. Menos os pectivamente, estão vivendo no Ter- butiazeiros, esses foi meu pai quem ra Ville é bem diferente da que o pai plantou. Assim vivemos o novo moexperimentou nessas terras. Ambas mento, mas sempre renovando essa nasceram aqui e, desde muito pe- ligação familiar que está muito prequenas, têm uma vida intensa, cheia sente, para nós, aqui no Terra Ville”, de experiências. Fazem balé e esco- completa.
11
Esportes
Conquista para além da Muito mais do que a possibilidade de um título, de um troféu ou de uma posição em um ranking, a participação em uma competição internacional pode ensinar lições valiosas, especialmente a um atleta jovem, ainda em formação. E foram justamente essas as principais conquistas que os nossos atletas mirins trouxeram para o Belém Novo Golf Club depois de marcarem presença no US Kids Golf, competição que reuniu atletas de todo o mundo no Midland Country Club, em Pinehurst, Carolina do Norte, Estados Unidos, no início de agosto.
João Vicente e a homenagem ao campeão norte-americano Payne Stewart
12
Ao todo, 14 atletas brasileiros participaram da competição, que conta pontos para o ranking mundial e para os rankings dos países. Destes, dois representaram o BNGC: João Vicente Gavião, de 11 anos, e Gabriela Brambilla, de sete. Nos Estados Unidos, eles tiveram contato com os outros jogadores brasileiros e aprenderam mais sobre a realidade do esporte em um dos templos do golfe. “Naqueles dias, vivemos o golfe intensamente, foi um momento muito especial para toda a família”, afirma Anizio Gavião, pai de João Vicente, que transformou o torneio do filho em uma viagem em família. Hospedado em um condomínio semelhante ao Terra Ville, em que a proximidade com o campo de golfe é total, João Vicente viveu o esporte em todas as suas dimensões. Fez amizades, aprendeu, trocou experiências e, principalmente, praticou a técnica que conheceu por aqui. Para se ter uma ideia da força do contraste vivido pelos atletas brasileiros, na região de Pinehurst há 40 campos de golfe, bastante próximos uns dos outros. O esporte faz parte do dia a dia da maioria dos moradores das cidades. “No Brasil, as crianças têm a cultura do futebol. Lá, elas vivem o golfe, é um esporte muito popular, as pessoas adoram e participam. Sentimos essa diferença logo que chegamos”, relembra Gavião.
[ Foto Arquivo BNGC ]
VITÓRIA João Vicente competiu com cerca de 250 crianças em sua categoria e, por ter caído em uma faixa etária mais avançada, sentiu um pouco de dificuldade com a distância dos buracos. A chuva que caiu em um dos dias e que fez uma das rodadas ser cancelada também atrapalhou um pouco. Além disso, considerou o nível técnico dos competidores bastante alto. “O campo aqui no Belém Novo é mais difícil, mas eles treinam mais do que eu. Eu treino uma hora e meia por dia, eles treinam três ou quatro. Eles também batem mais forte, são melhores na distância. O meu forte é na tacada curta. Mas mesmo assim eu joguei bem. E no próximo vou estar mais preparado”, promete João Vicente, já pensando na próxima competição internacional. Também jogadora mirim, a irmã de João, Maria Antônia, de oito anos, também praticou nos Estados Unidos, enquanto o irmão disputava a competição oficial. Voltou entusiasmada, querendo fazer mais aulas, para se desenvolver no esporte. “Essa imersão em um lugar diferente, totalmente voltado para o golfe, fez muito bem para eles e para nós. Foi uma experiência positiva, que mostrou a importância de se preparar para ser um atleta de ponta”, comenta Anizio.
Time brasileiro presente no evento internacional
Disciplina e aprendizado são os segredos para um bom desempenho A participação dos atletas em torneios como o US Kids Golf só é possível se o trabalho de base for bem feito. Afinal, sem a preparação prévia, nenhum jogador atinge pontuação suficiente para poder disputar os melhores torneios. Essa preparação acontece todos os dias, em diferentes horários, na Escola de Golfe do BNGC. Com o objetivo de formar mais atletas de ponta e disseminar a cultura do esporte, o Clube vem reestruturando a escola para oferecer aulas em todos os horários, facilitando a agenda das famílias e ampliando o acesso da gurizada. As crianças podem praticar desde pequenas, no Baby Golfe, nas manhãs de terça. Meninos e meninas iniciantes ou já em especialização têm diversos horários para aprender e praticar. As aulas para os adultos também estão sendo ampliadas.
[ Fotos Arquivo Pessoal Família Gavião ]
[ Arquivo BNGC ]
Atleta formado no BNGC é bicampeão mundial
US Kids Golf reuniu atletas de todo o mundo em Pinehurst, na Carolina do Norte, durante o mês de agosto
Um pequeno furacãozinho brasileiro deixou os favoritos norte-americanos para trás e conquistou, pela segunda vez, o título do US Kids Golf na categoria até sete anos. Bento Assis deu suas primeiras tacadas na Escola de Golfe do Belém Novo Golf Club quando a família ainda morava no Condomínio Terra Ville. Depois que todos foram viver na Flórida, o menino seguiu praticando o seu esporte preferido, revelando um talento singular. Em Pinehurst, Bento marcou 110 tacadas, enquanto o norte-americano Nathanel Sesti, vice-campeão, registrou 116.
13
Esportes
Vá passear longe do campo de golfe É proibido caminhar no campo de golfe. Esta regra deveria ser bastante conhecida (e respeitada) por todos que moram e visitam o Complexo formado pelo Condomínio Terra Ville e pelo Belém Novo Golf Club. No entanto, seja pelo desconhecimento sobre a prática desse esporte, seja pela chegada de novos condôminos, nem todos se dão conta do perigo que é realizar uma simples caminhada naquele gramado tão verdinho e bem cuidado. A chance de levar uma bolada existe e, infelizmente, o resultado pode ser trágico. Por isso, além das usuais placas que alertam para as zonas de maior risco, uma campanha institucional para conscientização do tema está em curso. “Esta campanha tem o objetivo de chamar a atenção de todos os
condôminos para a necessidade de conhecer o esporte e entender como usufruir, corretamente, do campo”, observa o diretor de golfe do BNGC, Luís Baumgarten. “É preciso se conscientizar do perigo e cuidar as placas orientativas que estão espalhadas”, alerta. Além da campanha, que, de uma forma humorada, usa diferentes línguas para lembrar que é proibido caminhar no campo de golfe em qualquer lugar do mundo, uma outra atividade entrou no calendário do Clube em setembro deste ano: o golfe em família. Aulas grátis serão ministradas para as famílias, aos sábados, justamente para incentivar a aprendizagem e a prática do golfe e maior conhecimento sobre o esporte.
A campanha institucional do BNGC buscou a tradução da frase “É proibido caminhar no campo de golfe” em outras línguas para informar sobre o risco que se corre
Emmanuel Denaui/Arquivo BNGC
14
O campo olímpico é nosso [ Divulgação BNGC ]
O Campo de Golfe Olímpico, no Rio de Janeiro, entrou para a história do esporte ao receber a Olimpíada de 2016, no retorno da modalidade golfe aos Jogos depois de 112 anos fora da programação. Imaginem a alegria de jogar no mesmo local que o britânico Justin Rose gravou seu nome na galeria dos mais importantes protagonistas do esporte ao realizar o primeiro hole-in-one no gramado carioca e, na sequência da disputa, conquistar a medalha de ouro olímpica. Pois este prazer foi vivenciado por 42 golfistas do Belém Novo Golf Club, de 17 a 19 de agosto, quando participaram do chamado Torneio Olímpico BNGC, evento organizado exclusivamente para a turma. Matheus Balestrin foi o vencedor na categoria até 10, seguido por Gabriel Velasco, em segundo lugar, e por Luis Carlos Baumgarten, em terceiro. Na categoria de 11 a 16, Eltom Dias classificou-se em primeiro lugar. E na categoria de 17 a 36, Wilmar Charão chegou na frente de todos.
Saiba mais ∞ O Campo de Golfe Olímpico, no Rio de Janeiro, foi projetado pelo arquiteto norteamericano Gil Hanse. Os 18 buracos estão distribuídos em uma área de 1 milhão de metros quadrados. Além dos Jogos de 2016, o campo foi sede de torneios tradicionais no calendário nacional, como o Aberto do Brasil e o Aberto do Estado do Rio de Janeiro.
Golfistas do BNGC participaram de torneio realizado no Rio de Janeiro
15
Esportes A palavra do coach
Drive ∞ Herik Machado, da equipe de Alta Performance do BNGC, conquistou o título do 88º Campeonato Amador de Golfe do Brasil, realizado em julho, no Campo Olímpico, no Rio de Janeiro, com 274 tacadas, 10 abaixo do par. O último brasileiro a vencer o tradicional evento foi Felipe Lessa, o Torito, em 2008. Nas duplas masculinas, Herik e Lucas Park conquistaram o vice-campeonato. Os argentinos Lezcano e Horacio Carbonetti foram os campeões. ∞ Durante três meses, Herik Machado realiza um intercâmbio no International Junior Golf Academy (IJGA), na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Ele aproveitará a oportunidade para aprimorar seu golfe e participar de torneios. ∞ Andrey Xavier, também do time de Alta Performance do BNGC, conquistou o segundo lugar na categoria masculino juvenil (de 16 a 18 anos) do 29º Campeonato Brasileiro Amador Juvenil e Pré-Juvenil, realizado em julho, em Itu (SP). O atleta somou 215 tocadas, duas a menos que o campeão Thomas Choi, de São Paulo. Gabriel Velasco, outro representante do Clube, classificou-se em oitavo lugar. ∞ A terceira etapa do Golfe Jr. (foto abaixo), realizada em julho, no BNGC, teve, entre os meninos, Eric Knorr como vencedor na categoria B (10 e 11 anos); Pedro Cordeiro, ganhador na categoria C (8 e 9 anos); Henrique Cachapuz, primeiro colocado na categoria D (até 7 anos). Beatrice Loevenich foi a campeã na categoria B e Gabriela Brambilla, a vencedora na categoria D. [ Divulgação BNGC ]
∞ O Torneio Capitão e Capitã do BNGC aconteceu nos dias 11 e 12 de agosto. Luis Baumgarten foi o vencedor na categoria scratch. Os demais vencedores foram Aldo Carboni (até 8.5 de índex), Cristian Froemming (de 8.6 a 14.0), Ricardo Erig (de 14.1 a 22.1), João Pedro Garcia (de 22.2 a 32.2), Lisandra Bressan (damas até 32.6), Joaquim Reiter (pré-sênior até 14.0), Eduardo Mora (pré-sênior de 14.1 a 32.2), Silvio Cecin (sênior até 14.0) e Takehiko Kojima (sênior de 14.1 a 32.2).
16
Por Wagner Vieira
Escola da Vida Recebi este texto, de autoria anônima, e, por achá-lo interessante, divido com vocês. Às vezes me perguntam por que gosto muito de golfe. É que, além de ter a chance de curtir com as pessoas que mais amo na vida, posso curtir com grandes amigos, fazer novos amigos, mas, acima de tudo, ser um ser humano melhor, respeitando e honrando o jogo. Eu compartilho aqui o que eu li sobre algumas coisas que o golfe nos ensinaria se fosse uma escola. Se o golfe fosse uma escola, nos ensinaria uma ótima vida. Nos ensinaria cumprimentar, ser paciente, obedecer às regras, respeitar, seguir regras de etiqueta, regras de cortesia. Se o golfe fosse uma escola, nos ensinaria a ter e a seguir uma ordem, ser pontual, permanecer em silêncio e ficar quieto quando necessário. Se o golfe fosse uma escola, nos ensinaria a manter a calma, a criar temperamento, a viver aqui e agora sem nos atormentar pelo passado ou nos aterrorizar pelo futuro. Cada hit de cada vez! Se o golfe fosse uma escola, definitivamente nos ensinaria a sermos justos e corretos. Nos ensinaria a sermos honestos, não apenas com rivais, mas conosco mesmos. Se o golfe fosse uma escola, nos ensinaria a assumir nossas responsabilidades e a enfrentar adversidades, a pensar sob pressão e a não nos culpar por nossas próprias incapacidades ou decisões. Se o golfe fosse uma escola, nos ensinaria a respeitar nossos pares, a ter compromisso, o valor da perseverança, a cooperar e ajudar os outros e a ser um exemplo para nós mesmos e, portanto, para os outros. Se o golfe fosse uma escola, veríamos a vida com mais simplicidade e, definitivamente, todos seríamos pessoas melhores. Saudações a todos os meus amigos que têm a felicidade e a sorte de aproveitar o jogo enormemente, desejando-lhes muitas rodadas e anos aproveitando. O golfe pode ser para pessoas idosas, crianças, jovens, adultos, mas é definitivamente uma excelente maneira de curar e amadurecer a alma. Jogue golfe, em qualquer dia, a qualquer hora, com qualquer clima, com um excelente amigo ou com você mesmo. Vejo você no campo!
Tenista do BNGC comemora título [ Arquivo Pessoal ] A jovem Yasmin Hoeltz, do Belém Novo Golf Club, conquistou o título da categoria 12 anos femininos B da etapa de Novo Hamburgo do Circuito Gaúcho de Tênis, disputada nas quadras de saibro da Sociedade Ginástica do município hamburguense, nos dias 18 e 19 de agosto. Na partida decisiva, Yasmin ganhou de Vitoria Urbano, da Sociedade Aliança, por 6/4. Outro destaque Yasmin e o técnico do BNGC Giovani Tansini durante a foi Pedro etapa do Circuito na SGNH Rockenbach, que se classificou em terceiro lugar na categoria 12 anos masculinos 2. Os dois atletas do BNGC foram acompanhados pelo técnico Giovani Tansini. A etapa de Novo Hamburgo, a quinta do circuito, contou com a participação de cerca de 130 jovens tenistas de diferentes clubes e academias do Rio Grande do Sul.
A palavra da coach Por Niege Dias
Tênis do BNGC em constante busca de melhorias Durante os meses de junho e julho, os professores da BBN TENNIS, Escola de Tênis do BNGC, participaram do curso de capacitação realizado pelo Instituto Franco-Brasileiro de Tênis (IFBT). O objetivo foi conhecer a metodologia francesa aplicada na iniciação de jovens, dos sete aos 10 anos de idade, visando à formação de tenistas, a fim de aprimorar os métodos adotados nas aulas do Clube. Nos dois módulos do curso, realizados em dois fins de semana, o professor francês Laurent Georges Bernard Philippe abordou diferentes temas, como critérios técnicos e táticos na iniciação, aprendizagem motora e formas de melhor observar o progresso dos jovens tenistas. O primeiro módulo ocorreu na Associação Leopoldina Juvenil, e o segundo, nas quadras do BNGC (fotos abaixo). As crianças das escolinhas do Clube e da Fundação Tênis participaram das aulas e puderam vivenciar o novo método, que está sendo implantado na Escola de Tênis do Belém Novo Golf Club e será adotado a partir de 2019. Os professores da BBN TENIS Giovani Tansini e Rafael Heizelmann e a Head Pro Niege Dias realizaram os testes teóricos e práticos do curso e foram certificados pela IFBT.
[ Fotos Divulgação BNGC ]
Drop Shot ∞ O tempo bom, com muito sol e temperaturas agradáveis, contribuiu para o sucesso do intercâmbio de tênis entre o Belém Novo Golf Club e o São Leopoldo Tênis Clube. O evento aconteceu no dia 18 de agosto e foi marcado pela confraternização.
17
Esportes
Futebol? Elas adoram [ Divulgação BNGC ]
A palavra do coach Por Marcelo Borges
Ensinando com motivação
Algumas das alunas da Escola de Futebol e o técnico Marcelo
É quase uma unanimidade: as meninas da Escola de Futebol do Belém Novo Golf Club preferem, mil vezes mais, jogar futebol do que assistir a partidas. Por isso, a diversão das terças-feiras à tarde, quando o grupo de até 14 garotas se reúne no ginásio poliesportivo do Complexo, está garantida. Sob o comando do professor Marcelo Borges, também coordenador da escolinha, todas encaram os desafios e aproveitam cada minuto da aula. A turma do futebol feminino no BNGC começou a cerca de cinco meses, por demanda das próprias meninas, cuja idade varia dos 11 aos 15 anos. Na ocasião, a diretoria do Clube foi procurada por uma das mães das jovens, assegurando que havia um grupo de garotas interessado na atividade. Horários ajustados, aulas planejadas, e o time entrou em quadra. “Como, na maioria, são meninas iniciantes no futebol, foi preciso realizar exercícios que desenvolvessem mais a técnica e os fundamentos, para aprender a passar, a conduzir a bola, a ter o controle da bola, a chutar”, recorda Marcelo. “Agora, já conseguimos, durante as aulas, trabalhar mais com tempo de jogo”, completa. Marcelo, que também é o coordenador da Escola de Futebol do Clube, explica que esse esporte tem fundamentos bem difíceis e que esses, geralmente, são trabalhados na faixa dos cinco aos oito anos de idade. Por isso, a evolução das garotas tem sido digna de muitos aplausos. E, até o momento, os objetivos propostos estão sendo amplamente atingidos. “Um desses objetivos, que é a amizade, vem sendo alcançado. As meninas fizeram muitas amigas aqui. O outro é fazer com que elas se qualifiquem para jogar com as amigas, para ter um esporte como lazer e aproveitar os benefícios que a prática do esporte proporciona, como a saúde”, destaca o professor. O sucesso das aulas do futebol feminino foi tanto que a turma tratou de se mobilizar para criar o uniforme do time. Às cores tradicionais do Clube, com o verde predominando, foi adicionado o rosa. E que ninguém duvide da garra destas meninas que adoram futebol, ainda mais quando são elas as principais protagonistas.
18
Nas aulas de futebol, é muito importante o desenvolvimento técnico, tático, cognitivo, psicológico e físico dos alunos. Mas como desenvolver todas essas qualidades e manter os alunos motivados? A metodologia que será aplicada na aula é a resposta. Tradicionalmente, o futebol foi constituído por seus elementos técnicos, mais conhecidos como “fundamentos”. Os treinos se baseavam em inúmeras repetições descontextualizadas de jogo, o que causava desistência do esporte e formava atletas com pouca capacidade cognitiva e psicológica. A metodologia que utilizamos nas aulas de futebol do BNGC, em formato de jogos adaptados e minijogos e disputas entre equipes, traz consigo melhor compreensão do jogo, substituindo ações que antes eram isoladas e descontextualizadas do jogo, para uma abordagem moderna, divertida e inteligente, sem deixar de trabalhar os fundamentos e desenvolvendo mais as capacidades cognitivas e psicológicas. Com isso, queremos reduzir o abandono precoce do esporte, influenciar na formação da personalidade, formar pessoas seguras e com senso crítico, tornando-as conscientes de seu papel perante a sociedade. Neste contexto, podemos ressaltar que a metodologia com os “ jogos” tem uma importância fundamental no processo de aprendizagem no futebol, na qual sua finalidade é possibilitar que o aluno crie situações inteligentes de ataque e defesa, priorize o pensar e não limite a técnica somente à execução perfeita de um movimento específico para o jogo. Aprender futebol é muito mais que um movimento padronizado, é ter consciência plena em resolver de forma segura as tarefas impostas pelo jogo.
[ Fotos Divulgação BNGC ]
Futsal estreia nos intercâmbios O futsal do Belém Novo Golf Club estreou em junho nos intercâmbios promovidos pela Escola de Futebol do Clube, que permitem uma rica experiência de aperfeiçoar o esporte que vem sendo praticado e também de relacionamento, fortalecendo as amizades já existentes e formando novas. No dia 23 de junho, os jogos foram realizados contra a Escola Pratic de Futsal. As equipes do BNGC em todas as categorias disputadas tiveram um excelente desempenho e golearam seus adversários. No último fim de semana, o futsal voltou a entrar em quadra. Desta vez, contra as equipes do Colégio Champagnat. A atuação das equipes do Clube recebeu muitos elogios e conquistou bons resultados. O Sub 11 empatou em sete, o Sub 0 goleou por 10 a 2, e o Sub 7 venceu por 6 a 3.
Uma das equipes participantes do Intercâmbio de junho
Time do BNGC no evento realizado em agosto
19
ATENDIMENTO DE TERÇA À SEXTA DAS 10H ÀS 20H | SÁBADO DAS 09H ÀS 21H | DOMINGO DAS 09H ÀS 14H
PRÓXIMO AO ANTIGO NACIONAL
Esportes
Alongar ou não: eis a questão A questão aqui é bem menos angustiante que aquela dúvida existencial que assombrou o príncipe Hamlet, na peça universal de Shakespeare. Novas pesquisas e descobertas colocaram a unanimidade do alongamento em xeque, o que tem gerado dúvidas e incertezas na turma da atividade física. Afinal, alongar os músculos antes e depois do exercício é mesmo fundamental? A prática traz benefícios para o desempenho de músculos e articulações? Para nossa sorte, não precisamos invocar o espírito dos anciãos para dirimir nossas dúvidas, como fez o pobre e confuso Hamlet. No Terra Ville, temos à nossa disposição especialistas que nos orientam de acordo com as últimas descobertas da ciência para melhorar o nosso desempenho. “Hoje já se sabe que praticar alongamento não é obrigatório para proteger músculos e articulações e nem como preparação ou complemento para a atividade física. Em alguns casos, pode ser até desaconselhado”, afirma o educador físico Pedro Ivo Teixeira. As revelações são fortes. Afinal, desde que o mundo é mundo, a gente acreditou que alongar antes e depois da atividade física era essencial para prevenir lesões e minimizar
Andressa e o treinador Pedro Ivo
as dores pós-treino. O que se sabe hoje, segundo Teixeira, é que o alongamento prévio não traz benefício algum para o desempenho do praticante. Não faz mal, mas também não tem nenhum benefício concreto para a atividade que será praticada. “Alongar depois do treino pode ser bom ou não, dependendo do caso e do tipo de alongamento que será executado. É preciso fazer uma avaliação individual com o profissional”, sentencia Teixeira. A explicação para isso é que os
músculos já foram forçados durante a atividade. Se o conjunto de exercícios foi bem feito, as microlesões nas fibras musculares já estão ali. Após o esforço, elas precisam de repouso para se recuperar e, então, gerar o tônus que se espera. Um alongamento forçado na região que foi trabalhada no treino pode lesar ainda mais a musculatura, aumentando as dores. E quem já está acostumado com o alongamento pós-treino? O segredo é alongar os músculos opostos, que foram pouco estimulados durante os exercícios. É o que faz a dentista Andressa Raasch, de 26 anos, que treina na Academia do Terra Ville três vezes por semana. Para ela, a melhor parte é quando chega o momento de alongar. “Me sinto bem, me ajuda a relaxar depois da atividade intensa. Gosto muito da sensação de bem-estar”, afirma. A solução encontrada por Pedro Ivo foi preparar uma sequência de alongamento nos membros opostos aos que foram trabalhados: se o dia foi de pernas, alongam-se os braços. E vice-versa. “Assim não corremos o risco de forçar demais a musculatura que já foi exigida durante o treino de musculação. E a Andressa pode curtir o alongamento que ela tanto gosta, sem riscos”, completa.
Quem é quem na Academia
20
Daniel Schumann Sessegolo CREF 023379-G/RS
Pedro José Rech Júnior CREF 019192-G/RS
Formado: Universidade Federal de Santa Maria – 2015/2
Formado: Centro Universitário Metodista (IPA) – 2008/1
Pedro Ivo Frota Teixeira CREF 008836-G/RS
Eduardo Henrique Pinho Costa - CREF 011382-G/RS
Formado: Centro Universitário Metodista (IPA) – 2005/2 Pós-Graduação: Treinamento Desportivo (Universidade Gama Filho) - 2008 e Musculação e Treinamento de Força (Estácio) - 2014
Formado: Universidade Luterana do Brasil – 2007/1 Pós-Graduação: Metodologia do Ensino (UNIASSELVI)
[ David Hofmann/Unsplash ]
Alongamento é um treino específico
Desnecessário sim, proibido nunca As descobertas recentes das ciências do corpo podem até ter desmistificado o valor do alongamento, mas não desaconselham a prática aos que gostam. O importante é que ele seja praticado de forma leve após os treinos, para não forçar os músculos excessivamente. “Não precisa puxar o braço até sentir aquela dor, por exemplo. Uma leve alongada já é suficiente para fazer a pessoa se sentir melhor sem sobrecarregar a musculatura”, salienta o educador físico Pedro Ivo Teixeira. O profissional destaca ainda que há uma modalidade de treino focada especificamente no
alongamento, para melhorar o desempenho de atletas em algumas modalidades ou de pessoas com problemas de encurtamento ou falta de flexibilidade. Esse treino, no entanto, é uma programação específica de exercícios independente, que não está associada à prática de outras atividades combinadas. Isso quer dizer que, quando a pessoa faz o treino de alongamento, não faz outro no mesmo programa. “É um programa de treino como qualquer outro, que exige força. É bem diferente daquele alongamento leve que pode ser feito depois da musculação, por exemplo”, finaliza.
21
NCC Belém Novo
Uma noite para celebrar [ Fotos Anderson Soares Garigan - Especial ]
Diretoria do Núcleo destacou a trajetória do projeto que sempre buscou a qualificação dos moradores da comunidade
A noite fria de uma sexta-feira de agosto ficou na memória de quem teve a sorte de estar no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora de Belém, para a comemoração dos 14 anos do Núcleo Comunitário e Cultural de Belém Novo. Música, boa comida, conversa animada, apresentações artísticas e muitos encontros. Foi assim a celebração que reuniu voluntários, profissionais e frequentadores do projeto social que, desde a sua criação, vem mudando a vida de quem passa por ele. Já na chegada, antes mesmo de perceber os detalhes da caprichada decoração, os comensais eram recebidos pelo sorriso contagiante da Kaliandra Soares, de 13 anos, que vendia números da rifa que sortearia duas camisas oficiais da dupla Gre-Nal autografadas. Ex-aluna dos cursos de informática e atualmente estudante de inglês no Núcleo, a jovem topou o desafio de vender as rifas porque sabe da importância da participação de to-
22
dos para que o projeto siga inter- um dos fundadores do Núcleo, o ferindo positivamente na vida da Major Antônio Marcos Cidade relembra a criação do projeto. “Descomunidade. Bem mais discreto e escondido de o começo, nosso objetivo não estava o sorriso de Dona Carmen era assistencialista, pelo contrário. dos Santos, de 75 anos, artesã vo- Queríamos oferecer qualificação e conhecimento para luntária que dá cursos que as pessoas tivesde diversas técnicas de artesanato, entre sem mais oportuniNo Núcleo, elas a que foi aplicada dades”, destaca. Cidasão atendidas de afirma ainda que, para produzir a decode 600 a desde os primeiros ração do salão. Mem650 pessoas movimentos, o apoio bro do Núcleo há três por mês anos, ela também vafinanceiro e a participação do Condomíloriza a participação. O Núcleo possui nio Terra Ville foram “O que eu faço aqui é 17 funcionários decisivos para o subom para as pessoas, e mas é melhor ainda cesso do projeto. 55 voluntários para mim. O Núcleo “Ver isso tudo acontecendo é um é muito importante orgulho muito granna minha vida”, revela. E foi isso que todos de. Mas não é vaidaforam fazer no centrinho do Belém de. É simplesmente a consciência Novo naquela noite úmida e gela- de que o Núcleo é um patrimônio da: aquecer as vidas e os corações da comunidade, é uma conquista por meio da participação ativa em de todos nós”, comemora o presium projeto humanitário, social e dente do NCCBN, Coronel Antero comunitário. Vice-presidente e Batista Homem.
Desafios futuros renovam o ânimo
Convidados foram brindados com apresentação de dança flamenca
Camisetas da Dupla Gre-Nal autografadas estavam entre os brindes sorteados na noite
O salão paroquial da Igreja Nossa Senhora de Belém recebeu amigos do NCC Belém Novo para comemorar 14 anos de sucesso do projeto
Passados 14 dias da mudança para o Terra Ville, o empresário Sílvio Tichauer procurou um projeto social para se engajar junto com a esposa, Regina. O Núcleo dava os primeiros passos distribuindo sopa para os moradores da região em situação de vulnerabilidade. “Desde o começo, sabíamos que queríamos oferecer mais do que sopa para as pessoas. O objetivo era a cidadania, por meio da qualificação para o mercado de trabalho”, relembra Sílvio, hoje Diretor de Patrimônio do Núcleo. Ensinar informática foi uma das primeiras iniciativas para promover a inclusão. Hoje, os cursos voltados para a área no Núcleo são tão respeitados que o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, quer implementar ali um Centro de Recuperação de Computadores. “E isso é só uma das parcerias produtivas que firmamos. Já atuamos em conjunto com empresas de muitos setores para qualificar mão de obra. Isso é a verdadeira cidadania”, destaca o diretor Financeiro do Núcleo, Werno Lunge. O desafio agora é acolher, no Núcleo, os cerca de 5 mil novos moradores que chegarão à região para viver nos novos residenciais populares. reocupação é oferecer uma estrutura de cursos, palestras e oficinas capazes de atrair a atenção dessas pessoas, para que elas também se inscrevam nesse processo de inclusão.
23