Relatório de gestão e contribuições à sociedade
2024 – fev. 2026
Relatório de gestão e contribuições à sociedade
2024 – fev. 2026
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Andrea Pinheiro Presidente Fundação Bienal de São Paulo
Este relatório de gestão registra um período singular na trajetória da Fundação Bienal de São Paulo. Embora centrado no biênio 2024-2025, ele abrange um ciclo ampliado, estendendo-se até fevereiro de 2026. Essa excepcionalidade reflete circunstâncias igualmente especiais: a ampliação do mandato da presidência em razão do aumento da duração da 36ª Bienal de São Paulo, cuja abertura até janeiro de 2026 demandou também a extensão dos ciclos institucionais de acompanhamento, avaliação e encerramento de suas atividades. Este período também marcou um momento histórico para a Fundação: tornei-me a primeira mulher a entregar uma edição da Bienal de São Paulo, marco simbólico que representa tanto uma conquista institucional quanto uma grande responsabilidade na trajetória de um evento com mais de sete décadas de história. Desde o início desta gestão, em janeiro de 2024, buscamos fortalecer a Fundação Bienal em duas frentes complementares: consolidar sua estrutura institucional e ampliar sua capacidade de impacto público. Isso significou aprofundar práticas de governança, fortalecer a sustentabilidade financeira da instituição, qualificar processos internos e, ao mesmo tempo, ampliar
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Vista da obra de Song Dong, 36ª Bienal, 2025
o alcance social, educativo e cultural das ações da Fundação. A implementação de um modelo colegiado para a escolha curatorial da 36ª Bienal representou um marco importante nesse processo, reafirmando nosso compromisso com transparência, excelência e visão de longo prazo. A 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática – foi a expressão mais visível desse esforço coletivo. Sob a curadoria de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e sua equipe, a mostra reafirmou a Bienal como uma plataforma fundamental de pensamento crítico, produção de conhecimento e circulação artística internacional. A decisão de ampliar em um mês o período expositivo reforçou nosso compromisso com a democratização do acesso e possibilitou alcançar públicos ainda mais amplos. Ao longo desse período, a educação consolidou-se como eixo estruturante da atuação da Fundação. Mais do que uma área de apoio à exposição, ela ganhou centralidade como ferramenta de transformação social, formação de público e construção de vínculos duradouros com diferentes territórios. Em paralelo, a ampliação das políticas de acessibilidade, o fortalecimento das plataformas digitais e o desenvolvimento de novas ferramentas de comunicação reafirmaram nosso compromisso com uma Bienal cada vez mais aberta, inclusiva e conectada com os desafios do presente. Este ciclo também foi marcado pelo fortalecimento da presença internacional da Fundação, tanto por meio da 36ª Bienal quanto pelas participações brasileiras em Veneza, pelas mostras itinerantes e pela ampliação de nossa rede institucional global. Ao mesmo tempo, seguimos comprometidos com a preservação do patrimônio arquitetônico e simbólico que nos foi confiado, representado pelo Pavilhão Ciccillo Matarazzo e pelo Pavilhão do Brasil em Veneza. Nada disso seria possível sem o trabalho rigoroso e comprometido de nossas equipes, conselhos, parceiros institucionais, patrocinadores, artistas e curadores. Este relatório e seus indicadores de crescimento e marcos inéditos refletem a força desse esforço coletivo. Ele documenta não apenas resultados, números e realizações, mas sobretudo um projeto institucional orientado pela convicção de que a arte é um espaço essencial de encontro, escuta, pensamento crítico e transformação social. Seguimos avançando com responsabilidade, ambição e compromisso público, certos de que a relevância da Fundação Bienal de São Paulo está diretamente ligada à sua capacidade de permanecer em movimento, em diálogo constante com seu tempo e com a sociedade.
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Gestão e iniciativas institucionais
Governança
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A equipe permanente da Fundação Bienal de São Paulo
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Gestão Financeira
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Relações institucionais e parcerias
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Educação
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Comunicação
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Arquivo Histórico Wanda Svevo
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Gestão de patrimônio, de tecnologia e de pessoas
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Outras iniciativas institucionais
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Governança
A Fundação Bienal de São Paulo conta com uma estrutura de governança composta por instâncias deliberativas, consultivas e executivas que atuam de forma integrada para assegurar a sustentabilidade institucional, a transparência de seus processos e a realização de seus objetivos culturais. Sua estrutura é formada por: um Conselho de Administração, composto por representantes de diferentes áreas de atuação, incluindo cultura, educação, iniciativa privada e terceiro setor; um Conselho Fiscal, responsável pelo acompanhamento e fiscalização das atividades financeiras da instituição; uma Diretoria Executiva, eleita bienalmente; comitês temáticos e comissões permanentes da Diretoria e do Conselho, que apoiam a gestão em temas estratégicos; um Conselho Consultivo Internacional, responsável por fortalecer a inserção global da Fundação e ampliar seu diálogo com instituições, profissionais e apoiadores de diferentes países.
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Gestão e iniciativas institucionais
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Juntas, essas instâncias orientam o trabalho da equipe permanente da Fundação e contribuem para o desenvolvimento de uma gestão alinhada às melhores práticas de governança, integridade e responsabilidade institucional.
Governança
Diretoria Executiva Andrea Pinheiro foi eleita presidente da Fundação Bienal de São Paulo em 12 de dezembro de 2023, tornando-se a primeira presidente mulher a entregar uma Bienal de São Paulo. Sob sua liderança, a 36ª edição ampliou sua duração e expandiu o alcance de seus programas de educação, de comunicação e de acessibilidade, além de dar continuidade às itinerâncias da 35ª Bienal, que dobraram sua visitação. Também liderou a participação brasileira na 60ª Bienal de Arte e na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. É conselheira do MASP e patrona da Pinacoteca de São Paulo e do Grupo Corpo. No setor corporativo, integra o Conselho de Administração e o Comitê de Auditoria da Vivo e o Conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), onde também faz parte de comitês que atuam na frente jurídica, de recursos humanos e de monitoramento. Com mais de trinta anos de experiência no mercado financeiro, especialmente em Fusões e Aquisições, foi sócia-fundadora do BR Partners e vice-presidente do Banco BMC. Possui mestrado em finanças pela New York University e especialização pela Wharton School, e integrou a diretoria da Fundação Bienal entre 2019 e 2023. Sua gestão estendeu-se de 2 de janeiro de 2024 a 1 de março de 2026, com os seguintes membros na Diretoria Executiva: Maguy Etlin (primeira vice-presidente), Luiz Lara (segundo vice-presidente), Ana Paula Martinez, Francisco Pinheiro Guimarães, Maria Rita Drummond, Ricardo Diniz, Roberto Otero e Solange Sobral. Foi reeleita para mais dois anos de mandato em 10 de fevereiro de 2026.
Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal, na 36ª Bienal, 2025
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Conselho de Administração
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
O Conselho de Administração, que tem Eduardo Saron como presidente e Ana Helena Pires como vice, passou por um processo de renovação parcial de sua composição, com a entrada de novos membros e a incorporação de diferentes experiências profissionais, ampliando a diversidade de perspectivas presentes nas discussões estratégicas da instituição. Novos membros no biênio – ingresso em junho de 2024 Célia Parnes Jeane Tsutsui Luiz Galina Mariana Teixeira de Carvalho Miguel Setas
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Desligamentos A Fundação Bienal de São Paulo registra seu reconhecimento à contribuição dos seguintes conselheiros para o fortalecimento institucional da organização ao longo dos anos:
∙ Gustavo Berg Ioschpe (junho de 2024) ∙ Helio Seibel (junho de 2024) ∙ Jackson Medeiros de Farias Schneider (junho de 2024) ∙ Ronaldo Cezar Coelho (junho de 2024) ∙ Sérgio Spinelli Silva Jr. (junho de 2025) ∙ Victor Cavalcanti Pardini (junho de 2025) In memoriam
Gestão e iniciativas institucionais
A Fundação Bienal de São Paulo lamenta o falecimento de seu conselheiro Antonio Henrique Cunha Bueno, em janeiro de 2024.
Governança
Conselho Fiscal Durante todo o biênio, o Conselho Fiscal manteve sua composição estável, atuando no acompanhamento das demonstrações financeiras, dos controles internos e da conformidade dos processos administrativos e contábeis da instituição. Composição (2023-2027) Edna Sousa de Holanda Flávio Moura Octavio Manoel Rodrigues de Barros
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Comitês de assessoramento Os comitês de assessoramento desempenham papel fundamental no aprofundamento de temas estratégicos e no suporte às decisões do Conselho e da Diretoria Executiva. Comitê de Captação Responsável por apoiar o desenvolvimento de estratégias de mobilização de recursos e fortalecimento das relações institucionais da Fundação.
Obra de Laure Prouvost, 36ª Bienal, 2025
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Obra de Tanka Fonta, 36ª Bienal, 2025
Gestão e iniciativas institucionais
Comitê de captação Composição em 2025 Conselheiros: Flavia Cipovicci Berenguer José Olympio da Veiga Pereira Kelly Amorim Manoela Queiroz Bacelar Rodrigo Bresser Rosiane Pecora Tito Enrique da Silva Neto (coordenador) Diretores: Ricardo Diniz
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Comitê de Indicação Responsável por apoiar processos de sucessão e renovação dos órgãos de governança da instituição. Composição em 2025 (Conselheiros) Daniela Montingelli Villela Eduardo Saron (coordenador) Elizabeth Machado Fábio Magalhães Flavia Buarque de Almeida
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Governança
Comitê de Governança e Ética Ao longo do biênio, o Comitê de Governança e Ética acompanhou temas relacionados à integridade institucional, conformidade, transparência e aprimoramento dos mecanismos de controle interno da Fundação. O período foi marcado também pela implementação e consolidação de novas políticas corporativas, do Programa de Integridade e do Canal de Ética, ampliando os instrumentos institucionais voltados à prevenção de riscos e ao fortalecimento da cultura organizacional baseada em ética e responsabilidade. Composição em 2025 Conselheiros: Alberto Emmanuel Whitaker Daniela Villela (coordenadora) Eduardo Saron (membro nato) Flavia Regina de Souza Ligia Fonseca Ferreira Manoela Queiroz Bacelar Octavio de Barros Susana Steinbruch Diretores: Ana Paula Martinez Maria Rita Drummond
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Comitê Internacional O Comitê Internacional atua no fortalecimento das relações da Fundação Bienal de São Paulo com instituições, profissionais e apoiadores do circuito internacional das artes e da cultura. Durante o biênio, o comitê contribuiu para ampliar a presença internacional da Fundação, apoiando iniciativas relacionadas à 36ª Bienal de São Paulo, às representações brasileiras nas Bienais de Veneza e ao desenvolvimento de novas parcerias institucionais. Composição em 2025 Conselheiros: Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires (coordenadora) Beatriz Yunes Guarita Eduardo Saron (membro nato) Isay Weinfeld José Olympio da Veiga Pereira Julio Landmann Maria Ignez Corrêa da Costa Barbosa Miguel Setas Diretoria: Maguy Etlin
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Comissões da Diretoria As comissões temáticas da Diretoria Executiva mantiveram sua atuação ao longo do biênio, apoiando a gestão em temas estratégicos relacionados à diversidade, comunicação, ética e governança. Comissão de Diversidade e Assédio Andrea Pinheiro Maguy Etlin Roberto Otero Solange Sobral Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Comissão de Governança Andrea Pinheiro Maria Rita Drummond Roberto Otero Solange Sobral
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Comissão de Comunicação, Imprensa e Publicidade Luiz Lara Maria Rita Drummond Maguy Etlin
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Gestão e iniciativas institucionais
Obra de Josèfa Ntjam, 36ª Bienal, 2025
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Governança
Comissão de Ética Ana Paula Martinez Francisco Guimarães Maria Rita Drummond
Conselho Consultivo Internacional Entre as principais atribuições do Conselho Consultivo Internacional (International Advisory Board – IAB), órgão instituído em 2018, estão contribuir para a visibilidade e inserção internacional da Bienal, incluindo através da aproximação da Bienal com instituições congêneres de excelência no exterior; sugerir novas frentes de atuação, projetos e atividades; e apoiar a captação de recursos no exterior. Trata-se de uma comunidade dinâmica que reúne indivíduos influentes no cenário artístico internacional com o propósito de posicionar a Fundação Bienal de São Paulo como uma instituição de relevância global. Ser um membro do IAB significa participar ativamente da narrativa internacional da Fundação Bienal de São Paulo. No contexto da 36ª Bienal, os membros do IAB contribuíram diretamente com a realização do programa de Invocações – série de programações públicas que antecederam a mostra em São Paulo, apresentadas em Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio. Colaboraram, ainda, com os esforços de captação de recursos para as itinerâncias nacionais e internacionais, e com a realização da Student Week, além de serem um importante ponto focal para a atração de um público internacional especializado para as mostras e eventos. Composição atual (fevereiro 2026) Frances Reynolds · presidente Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires · vicepresidente Andrea de Botton Dreesmann e Quinten Dreesmann Barbara Sobel Caterina Stewart Catherine Petitgas Christopher Apostol Flávia Abubakir e Frank Abubakir Laurie Ziegler Mélanie Berghmans Miwa Taguchi-Sugiyama Pamela J. Joyner Paula Macedo Weiss e Daniel Weiss Sandra Hegedüs Vanessa Tubino
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Desligamentos: Mariana A. Teixeira de Carvalho – fevereiro de 2024
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Gestão e iniciativas institucionais
A equipe permanente da Fundação Bienal de São Paulo A equipe permanente da Fundação Bienal de São Paulo é formada por um corpo técnico de profissionais que trabalham para garantir a qualidade na execução dos projetos da instituição em todas as suas etapas e o desenvolvimento de ações sustentáveis, em consonância com o compromisso da Fundação com a arte e com a cultura. Superintendência executiva A superintendência executiva responde diretamente ao Conselho e à Diretoria da Fundação Bienal de São Paulo. Abaixo dela estão as superintendências de projetos, comunicação, relações institucionais e parcerias, e educação, além das áreas que compõem o administrativo‑financeiro e o Arquivo Bienal. As diferentes frentes compartilham projetos e se complementam em suas atribuições, trabalhando juntas na formação de públicos cada vez maiores, na preservação da memória, no diálogo com campos diversos de pensamento, no fomento à cultura, na produção e circulação de conteúdos
Governança
sobre arte e na autonomia, independência e transparência de seus processos e resultados. Além do planejamento estratégico e gestão institucional, também é responsabilidade da superintendência executiva assegurar a duradoura parceria da Fundação Bienal com os governos federal, estadual e municipal. No âmbito federal, cabe destacar as participações brasileiras nas Bienais de Arte e de Arquitetura de Veneza, realizadas no Pavilhão do Brasil, mantido pelo Ministério das Relações Exteriores, e fruto de uma parceria da Fundação com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores. Superintendência de projetos A equipe de projetos é a responsável por impulsionar a realização das exposições e sua programação. É o elo entre a concepção artística e a sua materialização no espaço expositivo, transformando ideias em realidade. O escopo de trabalho engloba uma gama diversificada de tarefas, desde o planejamento inicial até a execução e desmontagem das mostras. Isso inclui a pesquisa de locais adequados, o desenvolvimento de orçamentos e cronogramas, a coordenação logística com emprestadores, a ponte entre a curadoria e a arquitetura da mostra, a conservação das obras expostas e a contratação de uma vasta gama de fornecedores. Uma das características mais importantes da área é o gerenciamento dos múltiplos aspectos de um projeto simultaneamente, garantindo que todos os detalhes sejam planejados e produzidos. Superintendência de comunicação A área de comunicação é organizada em torno de três frentes estratégicas que se complementam. A primeira delas diz respeito à criação de pontes entre os projetos da Fundação e os seus mais variados públicos, seja por meio da imprensa e da publicidade, seja por meio de canais diretos, como as redes sociais, sites e newsletters. A segunda frente, por sua vez, abarca a edição e o design das peças editoriais, como o catálogo, o guia, a sinalização, entre tantas outras extensões materiais ou digitais demandadas pelos projetos, além da criação e da aplicação de identidades visuais. A terceira, por fim, contempla a documentação e registro, seja em foto, vídeo ou outra linguagem, para cada iniciativa da Bienal – tanto de natureza artística quanto institucional. Com o objetivo de alcançar públicos cada vez maiores e de fomentar a circulação e a produção de conteúdos sobre arte contemporânea no Brasil e no mundo, a comunicação também é responsável por coordenar projetos especiais, como podcasts, webséries, documentários, audioguias inclusivos e eventos.
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Superintendência de relações institucionais e parcerias Área responsável pelas relações da Fundação Bienal de São Paulo com instituições culturais, poder público e empresas da iniciativa privada interessadas em promover e potencializar o trabalho da Fundação. Também é responsabilidade da superintendência o desenvolvimento das estratégias de captação e parcerias, viabilizando mais de 90% dos recursos da instituição. Entre as principais fontes estão: captação nacional e internacional via leis de incentivo e editais, cessão de espaço do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, além de projetos especiais, como eventos de captação, serviços e produtos. Junto à superintendência executiva da Fundação Bienal, o departamento está à frente do desenvolvimento das atividades do Conselho Consultivo Internacional, seu programa anual e demais iniciativas que mantêm a instituição conectada ao cenário da arte contemporânea global. Superintendência de educação A área de educação é responsável pelas ações de difusão e mediação da Fundação e seus projetos. Existentes desde a 2ª edição da mostra, em 1953, as iniciativas de relacionamento com públicos diversos, em especial com professores e estudantes das redes pública e privada de ensino, educadores, universidades e outros parceiros institucionais, fazem parte de um trabalho contínuo da Bienal para que diferentes públicos tenham acesso aos conteúdos e experiências proporcionados pelas exposições. Desde 2009, a Fundação conta com uma equipe permanente de educação, responsável pela concepção e implementação do projeto educativo de cada edição da mostra, além de outras iniciativas desenvolvidas nos intervalos entre as Bienais, como o programa Pavilhão aberto e minicursos sobre arte. Administrativo-financeiro A equipe de Finanças é responsável pela gestão dos recursos financeiros da organização, abrangendo desde a contabilidade detalhada até o controle do fluxo financeiro. Isso inclui a elaboração de relatórios, o acompanhamento das despesas e receitas, bem como a garantia de conformidade com as regulamentações fiscais e contábeis vigentes, assessorando auditorias externas periódicas. Além disso, a equipe é responsável por prestar contas dos projetos incentivados, garantindo transparência e concordância com as exigências dos programas. A área de Gestão de Materiais e Patrimônio é responsável pela salvaguarda do patrimônio histórico representado pelo Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Suas atribuições incluem a gestão da compra e do estoque de materiais, a manutenção predial necessária para
Governança
garantir condições adequadas de uso do edifício e a coordenação de reformas em articulação com os órgãos responsáveis pela proteção de bens tombados. A área também responde pela gestão de recursos humanos e da tecnologia da informação, assegurando a infraestrutura necessária ao funcionamento da Fundação. Além dessas atividades, é responsável pela operação dos eventos realizados no Pavilhão, incluindo vistorias técnicas, interface com órgãos públicos e fiscalização das normas de utilização do espaço, acompanhando em média quarenta eventos por ano. Durante as Bienais, coordena ainda a contratação e supervisão da operação da mostra, mobilizando cerca de 140 colaboradores em áreas como segurança, orientação de público, brigada de incêndio, limpeza, ambulância, controle de acesso, guarda-volumes e credenciamento. Arquivo Histórico Wanda Svevo Concebido em 1955 por Wanda Svevo, então secretária geral do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Arquivo Histórico Wanda Svevo – também conhecido como Arquivo Bienal – é um centro de referência em arte moderna e contemporânea. Devido ao conteúdo de seu acervo, foi tombado em 1993 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, o Condephaat; em 2017 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, o Conpresp; e, em 2026, declarado de interesse público e social pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). Os critérios adotados para a organização de seu acervo têm como fundamento a história da Fundação Bienal de São Paulo e dos eventos realizados por ela, destacando sua origem, o processo de produção e as atividades por ela exercidas. A disponibilização dos seus bens para pesquisadores e interessados é uma extensão essencial no trabalho de salvaguarda do Arquivo Bienal. A cada ano, parte de seu acervo é digitalizada e pode ser acessada de forma direta no banco de dados da instituição, que também conta com informações detalhadas sobre o histórico da Bienal.
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Gestão financeira
Gestão e iniciativas institucionais
Obra de Mansour Ciss Kanakassy, 36ª Bienal, 2025
Reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade financeira e a ampliação do impacto de suas ações, a Fundação Bienal de São Paulo fortaleceu, ao longo do biênio 2024-2025, sua estratégia de diversificação de receitas e de articulação institucional. O período foi marcado pela consolidação de parcerias estratégicas, pela ampliação da base de patrocinadores e apoiadores e pelo fortalecimento das redes de colaboração que sustentam a realização de seus programas e projetos.
Receitas próprias
2024
2025
Biênio
Cessão do Espaço
11,518,187
10,321,722
21,839,909
Conselho Internacional (IAB)
470,220
207,440
677,660
Apoios Internacionais
875,354
1,741,391
2,616,745
Jantar de captação
200,000
5,094,500
5,294,500
Reembolso de Despesas
1,285,289
1,309,097
2,594,386
Outras Receitas
146,215
1,019,932
1,166,147
Subtotal
14,495,265
19,694,081
34,189,346
Receitas próprias Projetos não incentivados
2024
2025
Biênio
Parcerias (Sesc)
2,467,530
1,100,000
3,567,530
Patrocínios não incentivados Bloomberg/OSPC/etc
989,845
5,982,888
6,972,733
Subtotal
3,457,375
7,082,888
10,540,263
Receitas incentivadas — Pronac / ProAC / Promac / Subvenção PMSP / Editais
2024
2025
Biênio
Pronac - Programa Nacional de Apoio à Cultura (Lei Federal/Rouanet)
21,916,341
30,539,400
52,455,741
Subvenção Prefeitura Municipal de São Paulo (Lei 11.630/94)
4,555,635
4,775,801
9,331,436
ProAC - Programa de Ação Cultural (Lei Estadual) Incentivo ICMS
156,745
1,076,708
1,233,454
Pro-Mac - Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (Lei Municipal) - Incentivo IPTU e ISS
0
0
0
ProAC - Programa de Ação Cultural (Lei Estadual) Editais ProAC LAB e LPG
500,000
500,000
1,000,000
Governo Federal - Ministério da Cultura - Funarte
351,270
144,500
495,770
Subtotal
27,479,991
37,036,409
64,516,400
Receitas Financeiras
2024
2025
Biênio
Rendimentos financeiros
1,899,338
3,503,739
5,403,077
Total
47,331,969
67,317,118
114,649,087
Gestão financeira
Gestão Financeira Biênio 2024/2025
25
26
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Alocação dos recursos do biênio Despesas gerais (Alocação dos recursos do biênio)
2024
2025
Biênio
Despesas com pessoal (Folha de Pagamento/ Encargos/Benefícios)
15,280,069
16,536,981
31,817,050
Despesas gerais administrativas (Gestão Predial/ Administrativas/Tecnologia da Informação/Jurídico/ Consultorias/Financeiras)
6,972,963
8,579,645
15,552,608
Despesas com Comunicação e Relações Institucionais
1,089,727
979,925
2,069,652
Despesas com Projetos
15,517,504
40,756,962
56,274,466
Total despesas
38,860,264
66,853,512
105,713,776
Custos das exposições Despesas gerais (Alocação dos recursos do biênio)
2024
2025/2026
Biênio
36ª Bienal de São Paulo
470,000
36,408,903
36,878,903
Mostras Itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo
5,447,082
361,431
5,808,513
60ª Bienal de Artes de Veneza
1,780,720
-
1,780,720
19ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza
1,031,128
69,249
1,100,377
Total
8,728,930
36,839,583
45,568,513
Gestão e iniciativas institucionais
Resumo por área 60ª Bienal de Artes de Veneza
2024
2025/2026
Biênio
Produção
1,500,079
-
1,500,079
Comunicação
280,640
-
280,640
Total
1,780,720
-
1,780,720
19ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza
2024
2025/2026
Biênio
Produção
1,030,228
-
1,030,228
Comunicação
900
69,249
70,149
Total
1,031,128
69,249
1,100,377
Mostras Itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo
2024
2025/2026
Biênio
Produção
4,307,993
359,731
4,667,724
Comunicação
703,854
1,700
705,554
Programa Educativo
435,236
-
435,236
Total
5,447,082
361,431
5,808,513
A Fundação Bienal de São Paulo preserva uma política permanente de transparência e prestação de contas, submetendo suas demonstrações financeiras, projetos e atividades institucionais à análise de diferentes órgãos de controle e fiscalização. Para assegurar a regularidade de suas operações, a instituição mantém atualizadas suas certidões governamentais, cadastros e declarações obrigatórias, além de divulgar anualmente informações relevantes sobre sua gestão, parcerias com o poder público, auditorias independentes e prestações de contas. Internamente, a Diretoria Executiva presta contas da gestão financeira e dos projetos ao Conselho Fiscal e ao Conselho de Administração, responsáveis por sua análise e aprovação anual. Em complemento, todos os demonstrativos financeiros, relatórios de auditoria, documentos institucionais e informações de interesse público permanecem disponíveis para consulta na área de transparência do Portal Bienal.
Gestão financeira
Controles e transparência
Expografia da 36ª Bienal, 2025
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Auditoria externa As demonstrações financeiras da Fundação Bienal são auditadas anualmente por empresas independentes de auditoria de reconhecida atuação internacional, garantindo credibilidade, conformidade e aderência às práticas contábeis adotadas no Brasil. No biênio, as auditorias conduzidas pela Ernst & Young Auditores Independentes concluíram pela adequação das demonstrações financeiras da instituição, sem ressalvas. As contas de 2025 foram aprovadas pelo Conselho Fiscal em reunião realizada em 20 de maio de 2026 e pelo Conselho de Administração em 30 de junho de 2026. O relatório de auditoria da Ernst & Young Auditores Independentes, emitido em 6 de julho de 2026, confirmou a aprovação das demonstrações financeiras sem ressalvas.
Ministério Público do Estado de São Paulo A Fundação Bienal realiza anualmente sua prestação de contas ao Ministério Público do Estado de São Paulo por meio do SICAP (Sistema de Cadastro e Prestação de Contas), instrumento responsável pela fiscalização das fundações privadas e pela verificação do cumprimento de seus objetivos estatutários. Durante o biênio, a instituição obteve a aprovação das contas referentes aos exercícios de 2023 e 2024, reafirmando a regularidade de sua gestão administrativa, financeira e patrimonial.
Gestão e iniciativas institucionais
Parcerias públicas e prestação de contas A Fundação Bienal mantém mecanismos permanentes de acompanhamento e prestação de contas de seus projetos realizados em parceria com órgãos públicos. Entre eles, destacam-se a Subvenção Municipal concedida pela Prefeitura de São Paulo, nos termos da Lei nº 11.630/1994, e projetos desenvolvidos em parceria com instituições públicas como a Fundação Nacional de Artes (Funarte). Os respectivos relatórios técnicos e financeiros integram a política institucional de transparência e são disponibilizados ao público por meio dos canais oficiais da Fundação.
Relações institucionais e parcerias
Show de Gilberto Gil durante o Jantar Bienal, 2025
Relações institucionais e parcerias A realização dos projetos da Fundação Bienal de São Paulo depende da articulação de uma ampla rede de patrocinadores, parceiros institucionais e apoiadores que contribuem para viabilizar suas atividades no Brasil e no exterior. Além do apoio financeiro concedido por empresas e órgãos públicos, a instituição conta com colaborações estratégicas por meio de serviços, intercâmbios técnicos e ações desenvolvidas em conjunto, ampliando o alcance e o impacto de seus programas culturais. No contexto internacional, a participação de artistas, pesquisadores e profissionais em exposições e projetos organizados
pela Fundação é frequentemente viabilizada por meio de aportes concedidos por fundações, agências governamentais, centros culturais, institutos de pesquisa e organizações privadas de diferentes países. A identificação dessas oportunidades e a elaboração das candidaturas são realizadas em estreita colaboração com as equipes curatoriais de cada projeto. Embaixadas, consulados e demais representações diplomáticas também desempenham papel relevante na construção dessas redes de apoio, fortalecendo a presença internacional da produção artística e cultural brasileira.
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Entre 2024 e 2025, a Fundação Bienal de São Paulo contou com 60 patrocinadores:
∙ Itaú ∙ Petrobras ∙ Bloomberg ∙ Bradesco ∙ Citi ∙ Instituto Cultural Vale ∙ Vivo ∙ Sesc ∙ Motiva ∙ Open Society Foundations ∙ Alupar ∙ Royal Air Maroc ∙ Iguatemi ∙ Instituto Votorantim ∙ Bahia Asset Management ∙ Atlas Schindler ∙ Pottencial Seguradora ∙ Rolex ∙ Ultra ∙ B3 ∙ C6 Bank ∙ Banco Daycoval ∙ Lhoist ∙ CSN ∙ Oliver Wyman ∙ Comgás ∙ Mattos Filho ∙ UBS ∙ Klabin ∙ Copersucar ∙ Banco Alfa ∙ Unipar ∙ J.Macêdo ∙ PepsiCo ∙ JHSF ∙ Singulare ∙ Ageo ∙ Tereos ∙ Grupo Comolatti ∙ Iochpe-Maxion ∙ Automob ∙ Sabesp ∙ Osklen ∙ Banco ABC ∙ Verde Asset Management ∙ União ∙ Biolab ∙ Beck’s
∙ Toledo do Brasil ∙ BR Partners ∙ J.P. Morgan ∙ Banco Safra ∙ Racional ∙ Ânima Educação ∙ Pinheiro Neto ∙ Campari ∙ Instituto Rodobens ∙ XP ∙ Dias de Souza ∙ Rolamentos CBF
Apresentação de Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio (acima) e ativação sônica de Caio Rosa (abaixo), 36ª Bienal, 2025
Rolex: Promoção de jantar para convidados na pré-abertura da 36ª Bienal, além de conversa com a curadoria e visita mediada exclusiva. C6 Bank: Oferta de visita mediada para organização social apoiada pela instituição. Banco Daycoval: Realização de visita mediada exclusiva para colaboradores. CSN: Apoio à abertura da itinerância da 35ª Bienal em Belo Horizonte por meio de apresentação musical do Instituto CSN. UBS: Realização de evento institucional no Pavilhão com visita mediada exclusiva. Verde Asset Management: Realização de evento institucional no Pavilhão com visita mediada exclusiva durante a 36ª Bienal. J.Macêdo: Assinatura da itinerância da 35ª Bienal em Fortaleza. União: Realização de evento institucional no Pavilhão com visita mediada exclusiva e fornecimento de produtos para o coquetel de abertura da 36ª Bienal. Banco Safra: Realização de evento institucional no Pavilhão com visita mediada exclusiva. Campari: Fornecimento de produtos para o coquetel de abertura da 36ª Bienal. Chandon: Fornecimento de produtos para o coquetel de abertura da 36ª Bienal. Chocolat du Jour: Fornecimento de produtos para o coquetel de abertura da 36ª Bienal. Klabin: Fornecimento de copos descartáveis de papel e lixeiras para reciclagem nos espaços de comedoria da 36ª Bienal. ,ovo: Fornecimento de mobiliário para o Café Bienal durante todo o período expositivo da 36ª Bienal. Open Society Foundations: Oferecimento da programação pública da 36ª Bienal de São Paulo.
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Contrapartidas especiais Itaú: Uso do Pavilhão Ciccillo Matarazzo para a realização do evento Trampos do Futuro. Petrobras: Patrocínio da programação musical da Varanda Bienal durante a semana de abertura da 36ª Bienal de São Paulo, assinatura do Programa Sônico da exposição e oferta de água potável ao público visitante. Bloomberg: Promoção de jantar para convidados e realização de visita exclusiva à montagem da 36ª Bienal com participação da equipe curatorial. Bradesco: Produção de luva exclusiva para os catálogos da 36ª Bienal de São Paulo distribuídos pelo parceiro. Citi: Realização de visita exclusiva à montagem da 36ª Bienal com participação da equipe curatorial. Instituto Cultural Vale: Assinatura das itinerâncias da 35ª Bienal no Rio de Janeiro, Vitória e Belém, e das aberturas das itinerâncias em Vitória e no Rio de Janeiro. Vivo: Fornecimento de totens de programação e check-in de visitas mediadas, torres de carregamento de celulares e patrocínio do serviço de wi-fi gratuito da 36ª Bienal. Sesc: Assinatura das itinerâncias da 35ª Bienal em Campinas e São José do Rio Preto e realização de visita mediada exclusiva durante a montagem da 36ª Bienal com participação da equipe curatorial e representantes da Fundação. Motiva: Assinatura da itinerância da 35ª Bienal em Salvador e oferta de transporte gratuito ao público e chancela de Transporte Oficial da 36ª Bienal de São Paulo. Alupar: Realização de oficina para convidados em celebração ao Dia das Crianças na 36ª Bienal. Iguatemi: Realização de evento institucional em horário especial durante a 36ª Bienal.
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Serviço de vans oferecido pelo Instituto Motiva (esquerda), catálogo com luva do Bradesco (direita) e torre de carregamento de dispositivos (abaixo), 36ª Bienal, 2025
8 apoiadores por permuta Dojo Rosewood Chandon ,ovo Chocolat du Jour Piracicabana Etel Africa Creative
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35 apoiadores estrangeiros, nacionais e parceiros Open Society Foundations Royal Air Maroc Institut Français Instituto Guimarães Rosa ifa – Institut für Auslandsbeziehungen CARA – Center for Art Research and Alliances A&L Berg Foundation Tanoto Art Foundation National Center for Art Research Japan Office for Contemporary Art Norway (OCA) YAS Tanzania Canada Council for the Arts Creative New Zealand Independent Curators International Santa Marcelina Cultura Pro Helvetia British Council Villa Medici
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∙ AFAC – Arab Fund for Arts and Culture ∙ Cultura Artística ∙ Saha ∙ Flanders State of the Art ∙ Instituto Sacatar ∙ Casa Líquida ∙ FAS – Forward Art Stories ∙ Consulado-Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo ∙ Centro Cultural Coreano ∙ Embaixada da Suécia no Brasil ∙ Embaixada Real da Noruega em Brasília ∙ ONA – The Order of New Arts ∙ Instituto Italiano di Cultura de São Paulo ∙ Arts Center, The University of Tokyo ∙ Embaixada da Colômbia no Brasil ∙ Legacy ∙ Behring Foundation
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Cessão de espaço A cessão de uso do Pavilhão Ciccillo Matarazzo para eventos institucionais, culturais e corporativos integra a estratégia da Fundação Bienal de São Paulo para a preservação e ativação permanente do edifício. Os recursos gerados por essas iniciativas contribuem para a manutenção do patrimônio e para o desenvolvimento das atividades da instituição, ao mesmo tempo que ampliam as possibilidades de fruição pública desse importante marco da arquitetura brasileira em diferentes contextos e ao longo de todo o ano. No período, foram realizados 21 eventos: 2024 Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G20 SP–Arte Salão de Negócios de Moda Contemporânea ILTM Latin America Pulsar Arezzo Festival Internacional do Café Meta Conversations Convenção de Franqueados do Grupo Boticário 18º Salão do Artesanato Conferência Ethos Medical Discovery Nike Run – Entrega de Kits Corrida Internacional de São Silvestre – Entrega de kits
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Eventos de parceiros no Pavilhão: ILTM Latin América (acima), Hering (centro) e Motiva (abaixo), 2025
2025 Hering Todos Pela Educação Trampos do Futuro (Itaú) SP–Arte ILTM Latin America São Paulo Coffee Festival Arco Day Grupo Boticário
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Jantares de arrecadação Em 19 de março de 2025, a Fundação Bienal de São Paulo realizou, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, o Jantar Bienal, um evento de arrecadação em benefício de suas atividades institucionais e de preservação patrimonial. O jantar, fruto de uma parceria com a Fundação Rolex, reuniu apoiadores, colecionadores e parceiros estratégicos da instituição em uma noite marcada pelo pocket show de Gilberto Gil. Como destaque da programação, foi realizado o primeiro leilão de cartazes históricos da Bienal de São Paulo, iniciativa de difusão patrimonial vinculada ao Arquivo Histórico Wanda Svevo, com exemplares restaurados de cartazes emblemáticos de diferentes edições da mostra: peças da 1ª, 2ª, 11ª, 20ª, 23ª e 24ª Bienais. Todos os recursos arrecadados com o leilão foram destinados ao Arquivo Histórico Wanda Svevo, fortalecendo as ações de preservação, pesquisa e difusão de um dos mais importantes acervos documentais de arte moderna e contemporânea da América Latina. No contexto de sua estratégia de relacionamento internacional e captação de recursos, a Fundação também promoveu, em 15 de abril de 2025, um coquetel beneficente em Nova York. Realizado com o apoio de Amália Spinardi e Roberto Thompson, o encontro reuniu convidados, parceiros e interlocutores da instituição em um ambiente de aproximação com a comunidade internacional de apoiadores da Bienal de São Paulo. Em formato mais intimista, o evento contribuiu para fortalecer vínculos institucionais, ampliar a rede de relacionamento da Fundação no exterior e consolidar novas oportunidades de apoio às suas iniciativas culturais e educativas.
Página ao lado: show de Gilberto Gil e mostra de cartazes durante o Jantar Bienal, 2025
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Visita temática, 36ª Bienal, 2025
Educação A área de educação da Fundação Bienal de São Paulo consolidou e ampliou seu modelo de atuação, estruturado em torno de quatro eixos complementares: formação, mediação, contrapartida social e produção editorial. Com ações desenvolvidas em múltiplos territórios e escalas, a área reafirmou seu papel estratégico na ampliação do acesso à arte contemporânea e na construção de experiências significativas entre a Bienal e seus diferentes públicos. Em 2024, as ações educativas concentraram-se principalmente no programa de mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível, com atividades realizadas em 14 cidades. Em 2025, os esforços voltaram-se integralmente à 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, cuja programação educativa ampliou de forma significativa o alcance territorial, o volume de participantes e a diversidade de públicos atendidos. A equipe estabeleceu parcerias estratégicas com secretarias municipais de educação e cultura, Fábricas de Cultura, Sesc São Paulo, universidades, organizações sociais e redes de ensino técnico, fortalecendo redes de
Educação
colaboração e ampliando o impacto das ações educativas. Os programas, iniciativas e resultados desenvolvidos pela área estão detalhados nas seções deste relatório dedicadas às diferentes mostras, exposições e projetos realizados pela Fundação no período. Bienal na Escola O projeto Bienal na Escola, em 2024, concentrou seus esforços no programa de mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo, com ações educativas articuladas às exposições realizadas em diferentes cidades, detalhadas nas seções deste relatório dedicadas à itinerância. Em 2025, por sua vez, o programa ampliou sua atuação e desdobrou-se em duas frentes complementares, uma em São Paulo e outra em Belém, no estado do Pará. Em São Paulo, sob o eixo Bienal na escola: práticas na exposição, o projeto recebeu escolas e organizações sociais da cidade para visitas mediadas à 36ª Bienal, articulando as Invocações e as práticas propostas nas publicações educativas à obra coletiva e site-specific de Oscar Murillo. Entre os grupos atendidos estiveram a E.E. Marechal Floriano, a Associação Beneficente Santa Fé e o Projeto Sociocultural Bateria 013. Em Belém, o programa expandiu sua atuação territorial com o projeto Águas confluentes – COP 30, ampliando parcerias com secretarias de educação, universidades, museus, espaços culturais e centros comunitários. Desenvolvido em colaboração com artistas como Dalton Paula e Gustavo Caboco, além da socioeducadora Myllena Camargo, o projeto reuniu oficinas, rodas de conversa, exibições de filmes, encontros com artistas e formações técnicas em mediação e preservação de memória em quatro territórios – São Brás, Cachoeira do Arari (Marajó), Ilha Grande e Outeiro. Realizada em setembro de 2025 no contexto da COP30, a iniciativa alcançou mais de 600 estudantes e profissionais da cultura, reforçando o compromisso da Fundação com ações educativas territorializadas e conectadas a debates contemporâneos urgentes.
Ações de difusão, 2025
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Pavilhão aberto 2025, com destaque para a atividade com Sampa Charme (abaixo)
Educação
Bateria 013 durante Pavilhão aberto 2024
Pavilhão aberto | 2024 Realizada em 28 de setembro de 2024, a terceira edição do programa Pavilhão aberto reafirmou sua atuação como ação de contrapartida social da Fundação Bienal de São Paulo, voltada à valorização do patrimônio cultural e à ampliação do diálogo entre arte contemporânea, arquitetura e educação patrimonial. Desde sua criação, em 2019, o programa busca ampliar o acesso do público ao Pavilhão Ciccillo Matarazzo por meio de atividades que promovem reflexões sobre preservação, modernização e usos contemporâneos do patrimônio arquitetônico. Nesta edição, as discussões em torno do direito à memória orientaram a programação, propondo um olhar atento sobre as possibilidades de ativação do patrimônio histórico, a preservação de acervos e a construção de
narrativas coletivas. A programação articulou diferentes linguagens e formatos, reunindo atividades voltadas tanto aos frequentadores do Parque Ibirapuera quanto a públicos interessados em arte, arquitetura e memória. Entre os destaques estiveram o Treinão da São Silvestre na Bienal, atividades lúdicas voltadas ao público infantil, visitas patrimoniais mediadas pela equipe da Fundação, conversas conduzidas pelo Arquivo Histórico Wanda Svevo sobre democratização do acesso aos arquivos, oficina de videomapping com o artista Achiles Luciano, o lançamento do terceiro movimento da publicação educativa da 35ª Bienal de São Paulo e apresentações culturais que ativaram o Pavilhão a partir de relações entre som, imagem e espaço.
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Ao todo, foram promovidas sete ações gratuitas e abertas ao público que reuniram 2.156 participações. Lista de atividades: Treinão da São Silvestre na Bienal Caravana Lúdica de Jogos do Mundo Visita patrimonial pelo Pavilhão Ciccillo Matarazzo Conversa: Expansão do acesso aos arquivos como prática de educação patrimonial (com Leno Veras e Thiago Gil Virava) Oficina A linguagem do vídeo mapping (com Achiles Luciano) Lançamento do terceiro movimento da publicação educativa (com Geni Nuñez, Cintia Aparecida Delgado e Regiane Akemi Ishii) Performance São Paulo me leva / Hoje vou festejar contigo (com Bateria 013 e Achiles Luciano)
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Treinão São Silvestre durante o Pavilhão aberto 2024
Educação
Ilú Obá De Min no Pavilhão aberto 2025
Pavilhão aberto | 2025 Em 2025, a quarta edição do programa Pavilhão aberto deu continuidade à atuação da Fundação Bienal de São Paulo na promoção de ações de contrapartida social voltadas à valorização do patrimônio cultural e à ampliação do diálogo entre arte contemporânea, memória e arquitetura. Nesta edição, realizada em 25 de janeiro, em celebração ao aniversário da cidade de São Paulo, o programa assumiu caráter especial ao propor reflexões sobre a relação entre o Pavilhão e o Parque Ibirapuera, um dos marcos urbanos das comemorações do IV Centenário da cidade. A programação foi concebida para explorar o dinamismo entre o edifício e seu entorno, acolhendo públicos diversos e reforçando o Pavilhão como espaço vivo de encontro, convivência e produção cultural. As atividades incluíram visitação livre ao Pavilhão, oficina com o coletivo Sampa Charme, ensaio aberto do Bloco Afro Ilú
Obá De Min, visita patrimonial mediada pela equipe da Fundação e apresentação de videomapping com o artista Achiles Luciano. As ações articularam práticas de educação patrimonial, dança, música e arte digital, estabelecendo conexões entre memória, corpo, cidade e espaço arquitetônico. A oficina de Sampa Charme e a visita patrimonial contaram com interpretação em Libras, reafirmando o compromisso da Fundação com a acessibilidade e a inclusão. Ao todo, o programa reuniu 4.055 participações, com destaque para a visitação livre ao Pavilhão, que atraiu 3.320 pessoas, além da expressiva participação nas ações culturais e educativas distribuídas ao longo do dia.
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Lista de atividades: Sampa Charme Ensaio Carnaval 2025 Ilú Obá De Min Visita patrimonial Video mapping com Achiles Luciano
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Obras de Edival Ramosa, Hamid Zénati e Mohamed Melehi, 36ª Bienal, 2025
Comunicação No período, a frente de comunicação da Fundação Bienal de São Paulo consolidou sua atuação como eixo estratégico de articulação entre programação, difusão institucional, formação de públicos e produção de conteúdo. Em um contexto de transformação contínua dos ambientes digitais e dos hábitos de consumo de informação, a Fundação ampliou sua presença em diferentes plataformas, fortalecendo sua capacidade de comunicação com públicos diversos no Brasil e no exterior. A estratégia institucional esteve baseada em uma atuação integrada entre redes sociais, sites, newsletters, conteúdos editoriais e produções audiovisuais, com foco na ampliação do alcance da instituição para além da sazonalidade de suas exposições. O período foi marcado pela consolidação de um modelo de comunicação contínua, capaz de manter o público engajado entre edições da Bienal e de ampliar o diálogo em torno da arte contemporânea, da arquitetura, da memória institucional e dos debates culturais do presente. As principais ações de comunicação vinculadas às exposições, mostras itinerantes e participações internacionais da Fundação – incluindo a itinerância da 35ª Bienal de São Paulo, a participação brasileira na 60ª Bienal de Veneza, a 36ª Bienal de São Paulo e a participação na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza – estão detalhadas nas seções específicas deste relatório. Complementarmente, esta seção reúne as principais iniciativas institucionais de comunicação desenvolvidas no período.
Fundamental para aumentar a visibilidade e cativar públicos diversos, o trabalho de assessoria de imprensa apresentou resultados expressivos no biênio: 18.500 inserções da imprensa nacional, R$ 590.067.114,10 de valoração e 211 inserções em veículos internacionais em ao menos 27 países, alcançados em parceria com a agência INDEX (no âmbito nacional) e Pickles PR e Sam Talbot (internacionalmente). O detalhamento das estratégias e resultados por projeto está disponível nas seções a seguir. Para além da programação, a nova gestão da instituição também teve ampla repercussão na imprensa nacional, com destaque para a capa da revista Forbes Life. Paralelamente, a Fundação conduziu, entre 2024 e 2026, um amplo projeto de recuperação do Pavilhão do Brasil em Veneza, obra concluída a tempo da 61ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia, resultando em cobertura pela imprensa nacional e internacional. Além da cobertura vinculada diretamente às mostras e projetos da Fundação, a marca Bienal de São Paulo manteve presença constante na imprensa nacional ao longo do período, por meio de menções institucionais em matérias sobre cultura, mercado de arte, turismo e a cidade de São Paulo.
Redes sociais Como manter o público engajado para além das edições da Bienal? Essa pergunta, disparada no início dos anos 2020, desdobrou-se nas iniciativas que deram corpo às características que as redes sociais da Fundação Bienal de São Paulo assumem hoje. Um
desafio institucional que visava superar a sazonalidade dos eventos promovidos pela instituição, atualizar sua linguagem e captar o público jovem demandou um processo de transformação digital que teve as redes sociais – em especial, o Instagram – como disparador. Para além de testar novas abordagens em torno da história de nossas exposições, o projeto demandou estabelecer uma grade editorial com frequência fixa, considerar as diferentes linguagens aplicadas a diferentes páginas, e acompanhar de forma atenta os assuntos mais atuais da arte contemporânea, dentro e fora das Bienais. Hoje, a Fundação desenvolve esse estratégico projeto editorial nas plataformas do Instagram, TikTok, Youtube, Facebook, Threads e X (ex-Twitter). Os vídeos, posts, carrosséis e stories publicados pela Bienal nos últimos dois anos apresentam um resultado mais do que positivo para esse longo processo. Formou-se uma comunidade de mais de 1 milhão de seguidores distribuídos entre as redes sociais, sendo 740 mil apenas no Instagram.
Comunicação
Imprensa
2024 Além do circuito itinerante da 35ª Bienal e da participação brasileira na 60ª Bienal de Veneza, detalhados nas respectivas seções do relatório, o ano de 2024 foi marcado, majoritariamente, por conteúdos que extrapolaram os eventos da instituição, com divulgações de outras exposições e artistas ao redor do mundo. A presença da Fundação Bienal no TikTok foi solidificada ao longo deste ano, resultando na soma atual de 18 mil seguidores – destes, 36% são jovens de 18 a 24 anos. 2025 Em 2025, a Fundação centrou-se
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no projeto da 36ª Bienal de São Paulo, distribuído exclusivamente de maio a dezembro, e na participação brasileira na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Foram feitos quase 4 mil conteúdos, com destaque para a mais extensa cobertura de programação já feita no Instagram Stories na história das redes da Bienal, com divulgações prévias e coberturas ao vivo das atividades, que totalizaram 4,2 milhões de visualizações. No período contemplado por este relatório de gestão, a Bienal conquistou 96 milhões de visualizações de conteúdos em redes sociais e cerca de 6 milhões de interações (soma de curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos). A Fundação Bienal de São Paulo está em constante adaptação frente às progressivas mudanças em algoritmos, estatísticas, tendências e implementação de novas ferramentas, de modo a oferecer conteúdos cada vez mais dinâmicos para seus diversos públicos.
Sites e newsletter Entre 2024 e 2025, a Fundação Bienal de São Paulo consolidou uma estratégia digital centrada em plataformas próprias e na circulação contínua de conteúdos editoriais, ampliando o alcance e a diversidade de seus ambientes online. As newsletters operam como ferramentas de divulgação institucional e também de mediação e acompanhamento contínuo das atividades da Fundação, conectando públicos a conteúdos institucionais, programas e desdobramentos das exposições. Entre 2024 e 2025, foram enviadas 145 newsletters. A base de contatos também cresceu: o mailing nacional chegou a 55 mil leads e o internacional a 6 mil leads, com taxas de abertura alcançando 50% no mailing nacional e 70% no internacional, números superiores à média do setor. Os sites institucionais e das exposições reúnem não apenas informações de visitação e programação, mas também entrevistas, ensaios, podcasts, publicações, audioguias, conteúdos educativos e registros das atividades públicas e itinerantes. Entre janeiro de 2024 e janeiro de 2026, os ambientes digitais da Fundação
Recursos de acessibilidade comunicacional Entre 2024 e o início de 2026, a Fundação Bienal ampliou de forma significativa suas políticas de acessibilidade digital em exposições, mostras itinerantes e plataformas online, fortalecendo seu compromisso com a democratização do acesso à arte contemporânea. As iniciativas buscaram integrar recursos de acessibilidade tanto nos espaços físicos quanto nos ambientes digitais, promovendo experiências mais inclusivas para públicos diversos. No contexto das itinerâncias da 35ª Bienal de São Paulo, os espaços expositivos passaram a contar com audioguias inclusivos em português e Libras, expandindo um programa já presente na mostra principal e ampliando o acesso aos conteúdos acessíveis em diferentes cidades. Ao todo, foram produzidos 24 audioguias para as exposições itinerantes. Além disso, as mostras disponibilizaram textos em Braille e em fonte ampliada, mapas táteis para orientação espacial, descrição de imagens em sites e redes sociais, bem como ferramentas digitais de contraste e tradução automática para Libras. Esse compromisso foi aprofundado e ampliado na 36ª Bienal de São Paulo, com a incorporação de novos recursos de acessibilidade física, comunicacional e digital em diferentes frentes da exposição, conforme detalhado mais adiante nas seções específicas deste relatório.
+bienal Lançado em 2022 no Portal Bienal, o +bienal consolidou-se ao longo dos últimos anos como um espaço editorial da Fundação Bienal de São Paulo no ambiente digital. Mais do que uma plataforma de difusão, o projeto vem se afirmando como um território de experimentação crítica e circulação de ideias, acompanhando e expandindo os debates mobilizados pela instituição. Com atualizações regulares, o +bienal articula diferentes formatos e vozes, reunindo contribuições de artistas, curadores, pesquisadores e outros agentes do campo cultural. Entrevistas, ensaios, textos inéditos e produções visuais compõem um conjunto que não apenas documenta, mas também ativa reflexões em torno da arte contemporânea e de seus desdobramentos. A seguir, apresenta-se a relação das publicações realizadas no período em ordem cronológica de publicação: Bruno Moreschi: perfil Djanira e a escrita de uma vida Arte digital e seus desafios de conservação Textos mínimos, leituras máximas Arte e loucura na Bienal de São Paulo Afrotonizar: estratégias de livramento e práticas contracoloniais Coletividade, autonomia e estrangeiros indígenas na Bienal de Veneza Inquietações críticas: Entrevista com Gonzalo Leiva Quijada De tratados descritivos e súbitas aparições Arquivo-encruzilhada: AMT, Zumví, 397
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somaram cerca de 2,6 milhões de visualizações e 9 milhões de eventos, consolidando os sites como espaços permanentes de documentação, mediação e memória institucional.
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∙ Experiências lúdicas: a arte como modo de brincar ∙ A política da visibilidade ∙ Formas do tempo: as relações entre a moda e a arte ∙ Entre conquistas e impasses, a criação da Bienal de Arquitetura de São Paulo ∙ A Bienal das Artes Plásticas do Teatro: uma história pouco conhecida da Bienal de São Paulo ∙ Mulheres artistas e prêmios de aquisição na 1ª Bienal de São Paulo ∙ Muro como suporte: o Templo de Oxalá de Rubem Valentim ∙ Wanda Svevo: um perfil familiar ∙ Arquivos ‘vivos’ e a memória que se reconstrói ∙ Ensaio visual em três partes: A montagem da 36ª Bienal de São Paulo. Parte 1, por João Victor Medeiros; parte 2, por Fe Avila; parte 3, por Ilana Bar
Podcast Em obras – primeira temporada Pela primeira vez, a Fundação Bienal de São Paulo colaborou com a marca italiana Bvlgari no lançamento de um podcast produzido pela Trovão Mídia, o Em obras. O projeto nasceu para marcar o encerramento da 35ª Bienal de São Paulo no Pavilhão Ciccillo Matarazzo e o início de sua itinerância pelo Brasil e pelo mundo, transformando em áudio as experiências, encontros e inspirações da exposição. Com episódios em formatos variados, como entrevistas, fluxo de consciência e exploração do processo criativo dos artistas, o podcast se propôs a estimular a criatividade e ampliar a divulgação da arte contemporânea para públicos mais amplos. A primeira temporada foi composta por 14 episódios, lançados entre o final de 2023 e o primeiro semestre de 2024, e está disponível gratuitamente no Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Amazon Music e Soundcloud.
*Os episódios 1 (com Denilson Baniwa e Louise Lenate Ferreira da Silva), 2 (com Tadaskia) e o episódio extra (com Diane Lima e Gabriel Massan) foram lançados ainda no período coberto pelo Relatório de Gestão 2022-2023. Os episódios a seguir foram lançados posteriormente e integram portanto a produção do período coberto por este relatório.
Comunicação
Episódio 3: Dione Moura e Inaycira Falcão: Inaicyra Falcão, artista da 35ª Bienal de São Paulo, e Dione Moura, pesquisadora e professora da Universidade de Brasília e relatora do projeto de cotas da UnB, debatem a relevância da educação e das políticas de ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, a efetivação da lei de cotas e o papel dessas iniciativas no aumento da representatividade e participação de pessoas negras em espaços diversos. Episódio 4: Rosa Gauditano: a fotógrafa e artista da 35ª Bienal de São Paulo conta a história por trás das fotografias tiradas no Ferro’s Bar e na boate Dinossauros – pontos de encontro icônicos de mulheres lésbicas no centro de São Paulo durante os anos da ditadura militar. Episódio 5: Dan Lie e Natalia Borges Polesso: Dan Lie, artista da 35ª Bienal, e Natalia Borges Polesso,
escritora, tradutora e pesquisadora do apocalipse, discutem a obra Outres. A conversa aborda reflexões sobre seres invisíveis com que compartilhamos o planeta, questões de gênero, morte e o papel transformador da arte. Episódio 6: Ayrson Heráclito e Tiganá Santana: o artista visual, pesquisador e professor Ayrson Heráclito e o compositor, cantor, curador e multiartista Tiganá Santana exploram o processo colaborativo por trás de Floresta de infinitos, obra conjunta exposta na 35ª Bienal. Episódio 7: Zumví Arquivo Afro Fotográfico: Lázaro Roberto, fotógrafo e cofundador do Zumví, e José Carlos, pesquisador e produtor do arquivo, compartilham suas experiências no universo da arte e contam as histórias por trás de fotografias selecionadas para a 35ª Bienal.
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Episódio 8: Bruno F. Duarte: o pesquisador voltado ao trabalho do cineasta Marlon Riggs e curador de cinema documentário narra a trajetória de Riggs, destacando a importância de suas obras para a representatividade da comunidade negra, especialmente LGBTQIA+, e explora como a revelação da soropositividade do cineasta moldou a produção do documentário Línguas Desatadas – exibido na 35ª Bienal. Episódio 9: Leda Maria Martins e Manuel Borja-Villel: a poeta, ensaísta, dramaturga e professora Leda Maria Martins e o membro do coletivo curatorial Manuel BorjaVillel exploram o conceito de tempo espiralar e comentam sua influência e aplicação na concepção da 35ª Bienal de São Paulo. Episódio 10: Regiane Ishii e Regina Aparecida Pereira: Regina Aparecida Pereira, erveira, artesã e líder do Quilombo Cafundó, e Regiane Ishii, educadora e assessora de educação da Fundação Bienal, exploram a história do Quilombo Cafundó e a conexão entre obras da 35ª Bienal pela perspectiva da ancestralidade. Episódio 11: Elielton Ribeiro: o historiador da arte e gestor do Acervo do Museu de Arte Osório César no Juquery narra a história dos artistas Aurora Cursino dos Santos e Ubirajara Ferreira Braga, ex-internos do hospital psiquiátrico do Juquery e participantes da 35ª Bienal, refletindo sobre a terminologia adotada para produções de artistas que passaram por hospitais psiquiátricos no século 20. Episódio 12: Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda.: a dupla composta por Antonio Gonzaga Amador e Jandir Jr., artistas e educadores com doutorados em artes, apresenta suas propostas performáticas realizadas em instituições e exposições artísticas, incluindo a 35ª Bienal. A conversa aborda o impacto do deboche em suas criações e como suas performances desvendam as complexas interações entre racialidade e o mundo do trabalho. Episódio 13: Denilson Baniwa: o artista da 35ª Bienal comenta as diferenças entre o trabalho de curadoria e o de criação artística, a partir de sua experiência como curador do Pavilhão do Brasil na 60ª Bienal de Veneza, e enfatiza a relevância da representatividade indígena nos mais diferentes espaços.
A Fundação Bienal de São Paulo firmou, no período, uma parceria com a Corrida Internacional de São Silvestre, ampliando o diálogo entre arte, esporte e cidade. Como parte dessa colaboração, a Expo São Silvestre, realizada em dezembro de 2024 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede histórica da Fundação, também apresentou ao público uma exposição de cartazes de edições passadas da Bienal, evidenciando suas dimensões simbólicas, culturais e visuais ao longo do tempo. A parceria incluiu ainda o Treinão, realizado durante o Pavilhão aberto 2024, e a distribuição de um material de divulgação que acompanhou o kit de todos os 37.500 corredores inscritos, ampliando a conexão da instituição com um público amplo e diverso. Além disso, a equipe da Fundação Bienal de São Paulo foi responsável pela criação do cartaz comemorativo da edição, que também foi exposto no evento e que serviu ao mesmo tempo como símbolo de celebração da 99ª edição da corrida e da união entre os dois eventos tradicionais do calendário paulistano de esporte e cultura.
Cartaz comemorativo realizado pela Fundação Bienal
Comunicação
Parceria São Silvestre
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Parceria com o Jornal JOCA A parceria com o JOCA reforça o compromisso da Fundação Bienal de São Paulo em dialogar com públicos diversos, com especial atenção ao público infanto-juvenil. Ao adaptar conteúdos jornalísticos para essa faixa etária, a colaboração amplia o acesso à arte contemporânea e fomenta o interesse crítico desde a infância, alinhando‑se ao trabalho já desenvolvido pelo núcleo educacional da Fundação na formação de novos públicos para as artes visuais. A parceria resultou em uma coluna mensal assinada pela Fundação Bienal de São Paulo no JOCA, com quatro edições dedicadas a temas como o programa de mostras itinerantes, o conceito de bienal (O que é uma bienal?), a apresentação da 36ª Bienal de São Paulo (O que é a 36ª Bienal de São Paulo?) e, por fim, a coluna Fé, som e liberdade, voltada ao trabalho da artista Gê Viana, participante da 36ª edição. A parceria também rendeu matérias adicionais, com a entrevista da cocuradora at large da 36ª Bienal de São Paulo, Keyna Eleison, a repórteres mirins do jornal, além de uma entrevista com a presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Andrea Pinheiro. Nas redes sociais, a colaboração gerou quatro vídeos: o anúncio da parceria entre JOCA e Fundação Bienal (21,7 mil de alcance, 30,4 mil visualizações, 1,3 mil interações), o vídeo do programa Pavilhão aberto em parceria com o JOCA (15 mil de alcance, 18,6 mil visualizações, 450 interações), a visita à itinerância da 35ª Bienal em Fortaleza (20,6 mil de alcance, 28 mil visualizações, 700 interações) e a visita à etapa do programa de mostras itinerantes da 35ª edição da Bienal, em Porto Alegre (8,3 mil de alcance, 11 mil visualizações, 200 interações), somando 66 mil de alcance, 88 mil visualizações e 2,6 mil interações.
Gestão e iniciativas institucionais
Página ao lado: obras de Pol Taburet (acima) e Camille Turner, 36ª Bienal, 2025
Comunicação
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Gestão e iniciativas institucionais
Arquivo Histórico Wanda Svevo
No período, o Arquivo Histórico Wanda Svevo (AHWS) reafirmou seu papel como referência na preservação, pesquisa e difusão da memória da arte contemporânea e da Bienal de São Paulo, ampliando ações de tratamento documental, digitalização, conservação preventiva e acesso público ao acervo. Entre os destaques do período estão a celebração dos 70 anos do Arquivo, a renovação da plataforma pública de pesquisa, a ampliação do banco de dados com mais de 400 mil registros, o fortalecimento de parcerias institucionais e o apoio a exposições, pesquisas e atividades formativas no Brasil e no exterior, consolidando o AHWS como um centro estratégico de memória, conhecimento e cooperação cultural.
Idealizado e implementado por Wanda Svevo, entre 1954 e 1955, o Arquivo percorreu sete décadas em diálogo com as transformações artísticas, políticas, sociais e tecnológicas, com contínuo aprimoramento de seus conjuntos documentais. Esse percurso resultou na constituição de um acervo diversificado, composto por documentos textuais, iconográficos, sonoros e audiovisuais, que hoje sustenta atividades de pesquisa, difusão do conhecimento e preservação da memória sobre cultura e arte. Reconhecido oficialmente como patrimônio histórico nas esferas municipal e estadual, o Arquivo Histórico Wanda Svevo foi, no período, objeto de parecer favorável do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) para a declaração do acervo como de interesse público e social (2024), reafirmando seu papel como documentação estratégica para a preservação, a pesquisa e o acesso à memória da arte brasileira e internacional. Esse legado também se projeta na consolidação de um amplo repositório digital, resultante das últimas décadas de produção documental e de esforços contínuos de digitalização e organização da informação. A manutenção desse ambiente impõe desafios à gestão, à preservação de longo prazo e à sustentabilidade tecnológica. Nesse sentido, o Arquivo promove estratégias para assegurar que o acervo, físico e digital, permaneça acessível, confiável e integrado às práticas de pesquisa, difusão cultural e preservação da memória institucional.
Wanda Svevo consulta documentos durante a organização do evento Bienal. Em sua homenagem, em 1963, o arquivo passou a se chamar Arquivo Histórico Wanda Svevo
Arquivo Histórico Wanda Svevo
Projeto Acervos
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70 Anos do Arquivo Histórico Wanda Svevo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Em 2025, a Fundação Bienal de São Paulo celebrou os 70 anos do Arquivo Histórico Wanda Svevo com um conjunto articulado de ações públicas voltadas à valorização de sua trajetória e de sua relevância para a preservação da memória da arte no Brasil. Como eixo central da programação, foi realizada, entre 26 e 30 de maio, uma Semana Comemorativa, aberta ao público, reunindo representantes de importantes instituições culturais e de memória em cinco mesas temáticas. 26 de maio de 2025 Mesa do analógico ao pixel: caminhos da imagem no patrimônio cultural Com Millard Schisler e Joanna Castilho (Instituto Moreira Salles), Pierina Camargo e Elizabeth A. M. Kajiya (Museu Lasar Segall) e Gabriela Sousa de Queiroz (Cinemateca Brasileira). Mediação de Vania Santos (Pinacoteca de São Paulo).
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27 de maio de 2025 Mesa Conservar para mostrar: a longevidade da imagem Com Solange Ferraz de Lima (Museu Paulista/USP), Camila Romano e Claudia de Brito Lameirinha Bianchi (Centro Cultural São Paulo). Mediação de Erick Santos de Jesus (Museu Afro Brasil).
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28 de maio de 2025 Mesa Entre algoritmos e arquivos: IAs nas práticas institucionais Com Rejane Cantoni (Media Lab/Fundação Itaú), Alesson Ramon e Diego Rimaos (Arquivo Público do Estado de São Paulo). Mediação de Charlley Luz (ESPM e ECA-USP).
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Gestão e iniciativas institucionais
∙
29 de maio de 2025 Mesa Arquivos como construção de narrativas Com Camila Aderaldo (Museu da Língua Portuguesa), Fiorela Bugatti (Museu do Futebol) e Ana Pato (Memorial da Resistência). Mediação de Ana Roman (Instituto Tomie Ohtake).
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30 de maio de 2025 Mesa Trajetórias em documentos: acervo de uma vida Com Lígia Ferreira (UNIFESP / Conselho da Fundação Bienal de São Paulo) e Elisabete Ribas (Instituto de Estudos Brasileiros/USP). Mediação de Camilla Campoi (Fundação Fernando Henrique Cardoso).
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Arquivo Histórico Wanda Svevo
Os encontros abordaram temas importantes para a gestão de coleções, como a digitalização e os desafios da imagem no patrimônio cultural; a conservação de suportes visuais e gráficos; o uso de inteligência artificial em práticas institucionais; o papel dos arquivos na construção de narrativas históricas e culturais; e a preservação de arquivos pessoais e trajetórias documentadas. A programação ampliou o diálogo do Arquivo com profissionais, pesquisadores e instituições parceiras, reforçando sua posição como espaço de pesquisa, crítica e produção de conhecimento. Em parceria com a área de comunicação, as comemorações também incluíram o lançamento das publicações digitais comemorativas +bienal: Arquivo 70 anos e Humanidades digitais, que consolidam aspectos fundamentais da história do Arquivo, reafirmando seu papel na salvaguarda, organização e acesso público à documentação produzida e reunida pela Fundação Bienal de São Paulo ao longo de sua trajetória.
Gestão documental Em 2025, foi concluído o tratamento documental da 25ª Bienal de São Paulo e da 5ª Bienal de Arquitetura, além de iniciado o planejamento para o tratamento documental da 26ª Bienal de São Paulo e demais eventos do biênio 2003-2004.
Capas das publicações digitais comemorativas dos 70 anos de Arquivo Bienal
Tratamento de acervos Entre janeiro de 2024 e março de 2026, foram desenvolvidas atividades de tratamento e preservação de acervos documentais nos diferentes suportes, dando continuidade ao trabalho iniciado em 2015. Como resultado, alcançamos até o momento: Documentação textual 100% da documentação histórica textual armazenada no arquivo catalogada, abrangendo o período de 1948 a 2002 (2.328 caixas)
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Documentação iconográfica 75% da documentação iconográfica em suportes físicos já catalogada, abrangendo o período de 1948 até 2003 (88.509 itens) 36.891 imagens em suportes físicos digitalizadas 20.469 novas imagens nato-digitais tratadas, correspondentes a registros de eventos recentes realizados pela instituição
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Biblioteca 85% da documentação bibliográfica catalogada (28.909 itens)
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Gestão e iniciativas institucionais
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Banco de dados Entre 2024 e 2025 foram inseridos 8.069 novos documentos, 1.671 entidades e 54 eventos, além de mais de 135 mil representantes digitais da documentação textual histórica dos fundos MAM, Bienal e Ciccillo, cartazes, catálogos e registros fotográficos, que compõem um acervo atual com mais de 400 mil registros. Acessos online: 170.448 visualizações de páginas; 29.589 usuários; 44.157 sessões; 4.635 downloads de documentos digitais.
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Do total de pesquisas, 69,2% dos acessos foram realizados a partir do Brasil e 11% a partir dos Estados Unidos. Em 2025, foi concluído o projeto de renovação da identidade visual e funcional da interface pública de pesquisa do Arquivo Histórico Wanda Svevo. A atualização incluiu a implementação de recurso bilíngue e passou a contar com uma área de destaques e galerias dedicadas a agrupamentos temáticos de documentos digitais, possibilitando ações de curadoria do acervo, como notas de pesquisa, efemérides e seleções realizadas por pesquisadores. A reformulação contemplou ainda melhorias na visualização das fichas documentais, nos resultados de pesquisa e na usabilidade da plataforma, bem como no acesso mais direto às informações sobre as edições da Bienal. Essas ações representam um avanço na estratégia institucional de ampliação do acesso e no fortalecimento da difusão do patrimônio documental da Fundação Bienal.
Banco de imagens Criado para dar acesso ao registro fotográfico corrente, o banco de imagens no ResourceSpace é utilizado internamente pelas equipes da Bienal, e armazena atualmente mais de 380 mil documentos. Foram disponibilizadas mais de 20 mil imagens com registros correntes dos eventos realizados no período que vai de janeiro de 2024 até março de 2026. Repositório de registros fotográficos, audiovisuais e sonoros digitalizados ou nato-digitais, o banco de imagens também armazena mais de 150 mil documentos textuais digitalizados, disponibilizados para visualização e download por meio de API (Interface de Programação de Aplicação).
10.000
11.664
8.511 2.516 3.136 imagens utilizadas (downloads)
número de acessos
2025 2024
Arquivo Histórico Wanda Svevo
20.000
Ações de conservação preventiva Higienização e acondicionamento de fotografias, dossiês e cartazes 10.738 ampliações fotográficas coloridas que documentam eventos realizados, em sua maioria, entre a 15ª e a 25ª Bienal 1.259 dossiês organizados por temas de arte 1.196 cartazes, produzidos a partir da década de 1950, que registram eventos, resgatam a memória de exposições de arte e retratam a evolução das artes gráficas
∙ ∙ ∙
Ações de difusão A criação da Bienal, por Carlos Nader Em 2024, como parte das ações de difusão da memória institucional, o acervo do Arquivo Histórico Wanda Svevo contribuiu com material de pesquisa para o documentário A criação da Bienal, dirigido por Carlos Nader e realizado pelo Itaú Cultural, com apoio da Fundação Bienal de São
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Paulo. A produção mobilizou documentos, imagens e depoimentos históricos para contextualizar o processo de criação da Bienal de São Paulo entre 1950 e 1953, evidenciando os debates, articulações e convergências que viabilizaram sua primeira edição.
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Atendimento a pesquisadores O Arquivo Histórico Wanda Svevo realizou mais de mil atendimentos a pesquisadores no período, mantendo uma atuação contínua no suporte à pesquisa acadêmica, curatorial e institucional. Predominaram as pesquisas remotas, refletindo a ampliação do acesso ao acervo e às ferramentas digitais do Arquivo, ao mesmo tempo em que houve crescimento significativo dos atendimentos presenciais em 2025. O período também registrou consultas internas voltadas às atividades da Fundação Bienal e atendimentos internacionais provenientes de diversos países, reforçando o alcance e a relevância do acervo no contexto nacional e internacional.
Fomento à pesquisa e formação Em 2024, documentos do acervo integraram exposições realizadas em instituições de referência, como J. Cunha: Corpo tropical, na Pinacoteca de São Paulo; Elisa Martins da Silveira, no Museu de Arte do Rio; e Materialidade e gestualidade na escultura de Felícia Leirner, no Museu Felícia Leirner. Em 2025, o acervo esteve presente em projetos como Existências paralelas – acervo em (des)construção, na Pinacoteca do Ceará; Histórias da ecologia, no MASP; e Ocupação Paulo Herkenhoff, no Itaú Cultural. Essas iniciativas demonstram
Número de atendimentos 2024
556
2025
531
Gestão e iniciativas institucionais
Tipo de pesquisa Presencial
Remota
Interna
2024
110
393
50
2025
149
350
32
Atendimentos estrangeiros Países
Atendimentos
2024
24
133
2025
13
128
Arquivo Histórico Wanda Svevo
como o AHWS, ao ser continuamente acionado por curadores, pesquisadores e instituições, converte seus documentos em matéria ativa de reflexão, ampliando o alcance público do acervo e fortalecendo sua função como plataforma de pesquisa e difusão do conhecimento em arte contemporânea.
Visitas técnicas e cooperação institucional Além do atendimento a pesquisadores, o Arquivo Bienal recebe também visitas técnicas de grupos interessados em conhecer as práticas desenvolvidas para tratamento, preservação e difusão do seu acervo documental. Entre 2024 e 2025 foram recebidos mais de 25 grupos, com estudantes e pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, entre eles, alunos da Facultad de Arquitectura da Universidad del Desarrollo (Chile), do Centro Universitário Belas Artes, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, além de representantes de instituições como Museo Frida Kahlo, MoMA, Pinacoteca de São Paulo, Centro Cultural São Paulo e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. No âmbito das relações institucionais, em 2024 foi firmado o Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo e a Fundação Bienal de São Paulo, estabelecendo parceria anual entre o Arquivo Histórico Municipal e o Arquivo Histórico Wanda Svevo. A cooperação promoveu troca de conhecimento e oficinas para o fortalecimento das competências técnicas das equipes e a consolidação de práticas compartilhadas de preservação e difusão do patrimônio documental.
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Gestão de patrimônio, de tecnologia e de pessoas
A Fundação Bienal de São Paulo desenvolve continuamente ações voltadas à preservação do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, à modernização de sua infraestrutura tecnológica e ao fortalecimento de suas práticas de gestão de pessoas, assegurando as condições necessárias para a realização de seus projetos culturais, educativos e institucionais. Ao longo do biênio 2024-2025, a instituição avançou em iniciativas estruturantes voltadas à conservação patrimonial, à segurança operacional, à sustentabilidade, à integridade institucional e à valorização de seus colaboradores. Essas ações envolveram desde obras de manutenção e restauro do Pavilhão até investimentos em tecnologia da informação, programas de bem-estar, políticas de governança e aprimoramento de processos internos. Em consonância com seu compromisso histórico com a preservação do patrimônio moderno brasileiro, a Fundação deu continuidade ao plano de conservação e modernização do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, promovendo melhorias em acessibilidade, segurança estrutural, infraestrutura predial e diretrizes para ocupação
Gestão de patrimônio, de tecnologia e de pessoas
temporária do edifício. Paralelamente, fortaleceu sua infraestrutura tecnológica, ampliando a capacidade de armazenamento de dados, modernizando equipamentos e implementando soluções voltadas à segurança da informação, conectividade e suporte operacional da 36ª Bienal de São Paulo. No campo da gestão de pessoas, foram implementadas políticas corporativas, programas de integridade, ações de formação e iniciativas voltadas à saúde e ao bem-estar dos colaboradores, reforçando a cultura institucional de ética, diversidade, acolhimento e transparência. Essas medidas contribuíram para o fortalecimento dos controles internos, a mitigação de riscos e a consolidação de práticas alinhadas às exigências contemporâneas de governança institucional.
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Gestão predial e conservação do Pavilhão
Gestão e iniciativas institucionais
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Responsável pela salvaguarda do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, patrimônio arquitetônico modernista tombado pelos órgãos de preservação municipal, estadual e federal, a Fundação Bienal de São Paulo manteve, ao longo do biênio, um conjunto contínuo de ações voltadas à conservação, manutenção e modernização da edificação. A equipe permanente de manutenção predial, composta por cinco técnicos especializados, atuou de forma contínua na preservação das condições adequadas de uso do edifício, realizando serviços de manutenção elétrica, hidráulica, pintura, conservação de pisos, vidros, caixilhos, brises e demais componentes construtivos do Pavilhão. Também foram executadas rotinas periódicas de higienização de reservatórios de água, rede de
Obra de Hamedine Kane, 36ª Bienal, 2025
esgoto, bebedouros, mobiliários e sistemas de exaustão, além de dedetização, desratização, manutenção preventiva de elevadores, escadas rolantes, plataformas elevatórias, sistemas de incêndio, controle de acesso, ar-condicionado, cabines elétricas e geradores. A equipe também foi responsável pela preparação do edifício para exposições, eventos e demais ocupações, assegurando o adequado funcionamento da infraestrutura e a segurança dos usuários. Entre as principais ações realizadas no período, destacamse os serviços de recuperação e proteção das telhas metálicas autoportantes da cobertura do edifício, abrangendo reparos em pontos de corrosão, aplicação de materiais anticorrosivos e intervenções em áreas danificadas, além da manutenção e pintura das calhas e rufos que circundam o telhado do Pavilhão.
∙ ∙ ∙ ∙ ∙
Gestão de patrimônio, de tecnologia e de pessoas
Também foram promovidas melhorias de acessibilidade em conformidade com a NBR 9050-2020, incluindo substituição de pisos táteis, instalação de barras de apoio, adequações em sanitários acessíveis e implantação de alarmes sonoros em cabines adaptadas. As intervenções ampliaram as condições de circulação, autonomia e segurança de públicos diversos no edifício. No campo da preservação estrutural, foram realizados estudos técnicos e ensaios de prova de carga para verificação do desempenho das lajes do Pavilhão, além de análises diagnósticas dos tirantes dos pavimentos superiores e restauro pontual da estrutura do guarda-corpo da rampa externa, conduzido em diálogo com os órgãos de patrimônio. A Fundação também avançou em estudos e projetos estruturantes voltados à conservação de longo prazo do edifício, incluindo: contratação de business plan para o plano de conservação do Pavilhão elaboração de diretrizes para eventos e instalações temporárias desenvolvimento do projeto de modernização do elevador social estudo de viabilidade técnica e legal para implantação de sistema de climatização pesquisa cromática e prospecções pictóricas para identificação das características originais do edifício Ao longo do período, o Pavilhão manteve atualizados seus documentos de regularização, incluindo Alvará de Funcionamento e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), assegurando conformidade legal, segurança operacional e aptidão para a realização de eventos de grande porte.
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Eventos e cessão de espaço Além das atividades relacionadas às exposições e programas da Fundação, o Pavilhão Ciccillo Matarazzo recebeu eventos, feiras, gravações e encontros institucionais ao longo do biênio. A área de gestão predial foi responsável pelo acompanhamento integral dessas ocupações, realizando vistorias técnicas, interlocução com órgãos reguladores, orientação documental, fiscalização das normas de utilização do espaço e apuração de despesas operacionais relacionadas aos eventos. As ações contribuíram para assegurar a preservação do patrimônio arquitetônico, a segurança dos usuários e o adequado funcionamento da infraestrutura do edifício durante as diferentes ocupações.
Evento da São Silvestre com exposição de cartazes da Bienal, 2024
Em alinhamento às discussões contemporâneas sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental, a Fundação ampliou suas práticas voltadas à redução de impactos ambientais e à adoção de soluções sustentáveis para a operação do Pavilhão e realização de eventos. Entre as iniciativas desenvolvidas, destacam-se:
∙ neutralização de carbono de eventos realizados no Pavilhão ∙ aquisição de energia elétrica proveniente de fontes renováveis ∙ implantação de ações de coleta seletiva ∙ desenvolvimento do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Fundação Bienal de São Paulo
No âmbito da 36ª Bienal de São Paulo, foi implantado um sistema de gestão de resíduos sólidos, com apoio técnico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), voltado à estruturação de práticas sustentáveis para o Pavilhão Ciccillo Matarazzo e seus eventos. A iniciativa contempla a elaboração de planos de ação e de gerenciamento de resíduos, bem como suporte à sua implementação, visando reduzir impactos ambientais, ampliar a reutilização e reciclagem de materiais e assegurar conformidade com a legislação vigente. Diante do grande volume de resíduos gerados tanto pela produção expositiva quanto pelo público visitante, o projeto também estabelece diretrizes para fornecedores e parceiros, promove ações de educação ambiental e fomenta parcerias com cooperativas, consolidando a gestão de resíduos como um eixo estratégico para a atuação institucional da Fundação.
Gestão de patrimônio, de tecnologia e de pessoas
Sustentabilidade e gestão de resíduos
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Tecnologia da informação Ao longo do biênio, a área de Tecnologia da Informação promoveu uma série de investimentos voltados à modernização da infraestrutura tecnológica da Fundação, ao fortalecimento da segurança da informação e à ampliação da capacidade operacional dos sistemas institucionais. As iniciativas desenvolvidas tiveram como foco a consolidação de um ambiente tecnológico mais estável, seguro e expansível, capaz de sustentar tanto as operações cotidianas da instituição quanto as demandas específicas da 36ª Bienal de São Paulo. Entre 2024 e 2025, a área registrou 1.943 chamados técnicos, evidenciando o volume e a complexidade do suporte prestado. Entre as principais ações realizadas, destacam-se:
∙ modernização da infraestrutura de rede e substituição dos switches ∙ atualização do firewall corporativo ∙ otimização do ambiente de servidores ∙ implantação de rotinas de backup mais robustas ∙ aquisição de novo servidor NAS com aproximadamente 225 TB de armazenamento ∙ renovação do parque computacional com aquisição de desktops e notebooks ∙ ampliação da capacidade do link de internet institucional
Parte importante dessas ações esteve relacionada às demandas do Arquivo Histórico Wanda Svevo, especialmente no que se refere à expansão da capacidade de armazenamento e preservação digital do acervo institucional.
Obra de Moffat Takadiwa, 36ª Bienal, 2025
No biênio 2024–2025, a Fundação Bienal de São Paulo avançou na consolidação de políticas e práticas voltadas ao fortalecimento de sua governança institucional, da integridade corporativa e da gestão de pessoas. As iniciativas implementadas buscaram ampliar a transparência, fortalecer controles internos, mitigar riscos legais e promover ambientes de trabalho mais seguros, diversos e acolhedores. Entre as principais ações realizadas, destacam-se:
∙ implantação do Canal de Denúncias ∙ implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) ∙ implementação do Programa de Integridade ∙ criação da Política Corporativa do Canal de Ética ∙ estruturação de políticas de jornada de trabalho e medidas disciplinares ∙ formalização de diretrizes internas de gestão
Gestão de patrimônio, de tecnologia e de pessoas
Gestão de pessoas, integridade e bem‑estar
de pessoas
No campo da saúde e do bem-estar, a Fundação implementou programas e ações voltados à prevenção de riscos psicossociais e à promoção de ambientes de trabalho saudáveis, em alinhamento às diretrizes da NR-1. Entre as iniciativas desenvolvidas estiveram:
∙ implantação do benefício TotalPass ∙ Programa de Apoio ao Colaborador ∙ campanhas de conscientização em saúde ∙ ações de reconhecimento institucional ∙ palestras e atividades voltadas à saúde mental Também foram promovidos treinamentos voltados à prevenção do assédio e da discriminação, diversidade e inclusão, liderança, ética e conformidade legal, fortalecendo a cultura institucional de respeito e responsabilidade coletiva. A constituição de uma ferramenta para denúncias, além da própria CIPA, representou um avanço importante na promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e acolhedores, ampliando os canais de escuta, prevenção e conscientização junto aos colaboradores.
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Outras iniciativas institucionais
Gestão e iniciativas institucionais
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Cinema Bienal Criado por meio da Lei Paulo Gustavo e inaugurado em agosto de 2025, o Cinema Bienal marcou a reativação do auditório localizado no terceiro pavimento do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, adaptado para incorporar também uma nova função dedicada à difusão audiovisual. Sem perder seu uso original para palestras, coletivas de imprensa, encontros e atividades institucionais, o espaço passou a contar com infraestrutura técnica voltada à exibição cinematográfica, incluindo projetores, tela de projeção, tratamento acústico e cortinas. Durante a 36ª Bienal de São Paulo, o Cinema Bienal consolidou-se como um novo espaço de programação cultural no Parque Ibirapuera, aproximando novos públicos de suas atividades. Desde sua inauguração, mais de 2.500 pessoas participaram de forma inteiramente gratuita de uma programação diversificada, que incluiu clássicos do cinema, produções ligadas às artes visuais, sessões voltadas ao público infantil, lançamentos nacionais e internacionais, além de exibições realizadas em parceria com distribuidoras e instituições culturais. As sessões também contaram com distribuição gratuita de pipoca ao público. A estreia do espaço aconteceu com duas sessões especiais do 12º Festival Super OFF, realizadas nos dias 13 e 14 de agosto de 2025. Dedicado à exibição, difusão e preservação da produção cinematográfica em Super-8 no Brasil, na América Latina e em outros contextos internacionais, o festival reuniu cerca de 300 pessoas e marcou o início da programação pública do Cinema Bienal.
Outras iniciativas institucionais
Exibição do filme O Agente Secreto, por meio do Cinema Bienal e da Sessão Vitrine Petrobras (página ao lado e acima), 2026
Abaixo, apresenta-se a relação de filmes exibidos no Cinema Bienal em ordem de apresentação, considerando apenas a programação regular do espaço e excluindo as obras projetadas no contexto de festivais ou como parte da programação da 36ª Bienal:
∙ A Criação da Bienal (2024) ∙ A Natureza das Coisas Invisíveis (2025) ∙ A Viagem de Chihiro (2001) ∙ Abá e Sua Banda (2025) ∙ Aftersun (2022) ∙ Ainda Estou Aqui (2024) ∙ Branco Sai, Preto Fica (2015) ∙ Cidade dos Sonhos (2001) ∙ Criaturas: Uma Aventura Entre Dois Mundos (2025) ∙ Entre Penas e Bicadas (2025) ∙ Flow (2025) ∙ Ilha das Flores (1989) ∙ Kasa Branca (2024) ∙ Lego Batman: O Filme (2017) ∙ Luiz Melodia: No Coração do Brasil (2024) ∙ Milton Bituca Nascimento (2025) ∙ Munch: Amor, Fantasmas e Vampiras (2023) ∙
∙ Nada Será Como Antes (2023) ∙ Não Haverá Mais História sem Nós (2024) ∙ O Agente Secreto (2025) ∙ O Melhor Amigo (2025) ∙ O Menino e o Mundo (2013) ∙ O Último Azul (2025) ∙ Olá, Frida! (2024) ∙ Paris, Texas (1984) ∙ Perlimps (2023) ∙ Placa-Mãe (2023) ∙ Ritas (2025) ∙ Saneamento Básico (2007) ∙ So Surreal: Behind the Masks (2024) ∙ Sonic 3 (2024) ∙ Tasio (1984) ∙ Thiago & Isis (2023) ∙ Trilha Sonora para um Golpe de Estado (2025) ∙ Um Filme Minecraft (2025) ∙ The Mastermind (2025)
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Shows durante a 36ª Bienal
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Como parte de sua estratégia de ativação cultural e ampliação de públicos, a Fundação Bienal de São Paulo promoveu, ao longo do segundo semestre de 2025, uma programação especial de shows gratuitos em diálogo com a 36ª Bienal de São Paulo. Realizadas em diferentes espaços do Pavilhão Ciccillo Matarazzo e de seu entorno, as apresentações fortaleceram a conexão entre música, arte contemporânea e espaço público, ampliando as possibilidades de fruição da mostra. Com apresentações de Chico César, Dexter e Vanessa da Mata, a iniciativa foi um sucesso de audiência e atraiu tanto visitantes da exposição quanto novos públicos, reforçando o papel da Fundação como agente de difusão cultural. Ao articular diferentes linguagens artísticas, a programação contribuiu para intensificar a relação da Bienal com a cidade e ampliar seu alcance para além da experiência expositiva.
Gestão e iniciativas institucionais
25 de outubro de 2025 Chico César Apresentação em formato voz e violão no vão central do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em celebração aos 30 anos do álbum Aos Vivos. 15 de novembro de 2025 Dexter Show gratuito na Praça das Bandeiras, com repertório que reuniu clássicos do rap nacional e faixas de seu álbum D’Luxo.
Shows do Dexter (primeira foto), Chico César (segunda) e Vanessa da Mata (terceira e quarta), 36ª Bienal, 2025
27 de dezembro de 2025 Vanessa da Mata Apresentação especial no vão central do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, encerrando a programação institucional de 2025 com o espetáculo Todas Elas.
Como parte de sua atuação institucional no debate sobre arte, cultura e temas globais contemporâneos, a Fundação Bienal de São Paulo realizou, em parceria com a International Biennial Association (IBA), a palestra internacional Biennials and the Climate Emergency: How Contemporary Art Shapes Climate Change Discourse [Bienais e a emergência climática: como a arte contemporânea molda o discurso sobre as mudanças climáticas]. Realizado em formato virtual, o encontro promoveu uma discussão sobre o papel da arte contemporânea e das grandes bienais na construção de consciência ambiental e na ampliação do debate sobre a crise climática. Participaram da conversa: o Embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; Antonio Lessa e Maguy Etlin, representando a Fundação Bienal de São Paulo; Hoor Al Qasimi, presidente da International Biennial Association (IBA) e da Sharjah Art Foundation; e Qudsia Rahim, diretora executiva da Lahore Biennale Foundation. A atividade reforçou o compromisso da Fundação com a promoção de diálogos estratégicos sobre os desafios ambientais do presente.
Diálogo autogestionado BEG na Bienal de São Paulo Em parceria com o Ministério da Cultura, a Fundação Bienal de São Paulo realizou no dia 26 de outubro de 2025, no contexto da 36ª Bienal de São Paulo, uma edição dos Diálogos do Balanço Ético Global (BEG), iniciativa vinculada à preparação para a COP30, a Conferência do Clima da ONU, realizada em Belém (1021 de novembro do mesmo ano). O encontro reuniu representantes dos campos da arte, cultura, sustentabilidade, pesquisa, ativismo e gestão institucional em uma roda de conversa voltada à reflexão sobre os desafios contemporâneos da crise climática a partir de perspectivas éticas, sociais e culturais. Mediado por Antonio Lessa, superintendente executivo da Fundação Bienal de São Paulo, o diálogo promoveu uma troca interdisciplinar entre artistas, curadores, gestores, pesquisadores e lideranças de diferentes setores, contribuindo para ampliar o debate sobre justiça climática, sustentabilidade e responsabilidade coletiva. Ao sediar a iniciativa, a Fundação reforçou seu compromisso com a promoção de espaços de escuta, reflexão e articulação em torno de temas centrais para o presente, fortalecendo o papel da arte e da cultura na construção de respostas para os desafios globais contemporâneos.
Outras iniciativas institucionais
Biennials and the Climate Emergency: How Contemporary Art Shapes Climate Change Discourse
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Diálogo autogestionado BEG na Bienal de São Paulo, 2025
Participantes: Alexandre Santini, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa Benjamin Seroussi, curador e diretor artístico da Casa do Povo Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, curador geral da 36ª Bienal Chica Andrade, diretora e roteirista, cofundadora da primeira associação de profissionais trans do audiovisual no Brasil Dan Iochpe, Campeão de Alto Nível da COP30 e presidente do Conselho de Administração da Iochpe-Maxion Dione Assis, advogada e fundadora da Black Sisters in Law Juliana dos Santos, artista da 36ª Bienal Luciana Saboia, arquiteta e cocuradora da participação brasileira na 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza Manauara Clandestina, artista da 36ª Bienal Marina Daineze, vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da Vivo Nádia Taquary, artista da 36ª Bienal Sandra Benites, diretora do Centro de Artes Visuais da Funarte Tamara Klink, velejadora, escritora e ambientalista Thaynah Gutierrez, ativista ambiental e pesquisadora sobre periferias e justiça Thiago de Paula Souza, cocurador da 36ª Bienal Thiago Jesus, gerente de ação climática do People’s Palace Projects
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Como parte de sua programação institucional, a Fundação Bienal de São Paulo promoveu duas sessões especiais gratuitas do espetáculo Dom Casmurro – Musical, realizadas nos dias 21 e 22 de novembro de 2025 no auditório do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, atingindo sua ocupação máxima nas duas sessões. A iniciativa integrou a estratégia de ampliação de públicos e de ativação cultural do espaço, fortalecendo o diálogo entre artes visuais, literatura, teatro e música, ao mesmo tempo em que ampliou as possibilidades de ocupação do Pavilhão para além da experiência expositiva. Inspirado na obra de Machado de Assis, o espetáculo apresentou uma releitura contemporânea de Dom Casmurro, propondo novas perspectivas sobre um dos textos centrais da literatura brasileira. Com dramaturgia de Davi Novaes, músicas originais de Guilherme Gila e direção geral de Zé Henrique de Paula, a montagem foi amplamente reconhecida pela crítica e pelo público, tendo vencido o Prêmio Bibi Ferreira 2025 na categoria de Melhor Dramaturgia Original em Musicais, além de acumular indicações ao Prêmio APCA. Ao receber a produção, a Fundação reafirmou seu compromisso com a promoção de experiências culturais interdisciplinares e com a aproximação de novos públicos de sua programação. Dom Casmurro – O Musical,
Outras iniciativas institucionais
Dom Casmurro – O Musical
36ª Bienal, 2025
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Encontro Nacional de Políticas para as Artes Visuais Em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), a Fundação Bienal de São Paulo sediou, nos dias 5 e 6 de dezembro de 2025, o Encontro Nacional de Políticas para as Artes Visuais, realizado no terceiro pavimento do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. O evento reuniu artistas, curadores, pesquisadores, gestores culturais e demais agentes do campo das artes em um espaço de articulação e debate sobre os desafios, perspectivas e caminhos para o fortalecimento do setor no Brasil. Estruturado a partir das diretrizes da Política Nacional das Artes (PNA), o encontro teve como objetivo promover a escuta qualificada e a construção coletiva de propostas voltadas ao desenvolvimento de políticas públicas para as artes visuais. Organizado em grupos de trabalho temáticos, o encontro resultou na elaboração de um documento com apontamentos e propostas concretas para o setor, posteriormente encaminhado à Funarte e ao Ministério da Cultura como contribuição ao processo de consolidação das políticas culturais no país. Ao sediar a iniciativa, a Fundação Bienal reafirmou seu compromisso com o fortalecimento institucional do campo das artes visuais, contribuindo para a articulação de redes, a ampliação do debate público e a formulação de políticas voltadas à diversidade, sustentabilidade e desenvolvimento da produção artística contemporânea.
Participantes do Encontro Nacional de Políticas para as Artes Visuais, 2025
Outras iniciativas institucionais
Recuperação do Pavilhão do Brasil Entre 2024 e 2026, a Fundação Bienal de São Paulo deu andamento ao projeto de recuperação do Pavilhão do Brasil nos Giardini da Bienal de Veneza, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Cultura, edifício inaugurado em 1964. Desenvolvida em etapas, a iniciativa contemplou intervenções estruturais e a recuperação de elementos arquitetônicos originais do edifício, com destaque para a reinstalação das paredes laterais envidraçadas e a requalificação da fachada. As obras permitiram restituir características centrais do projeto original, reforçando sua relevância como marco da arquitetura moderna brasileira e espaço de representação do país em um dos mais importantes eventos internacionais de arte e arquitetura. A iniciativa reafirma o compromisso da Fundação com a preservação e valorização do patrimônio cultural e arquitetônico brasileiro, em consonância com sua atuação histórica na conservação do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo. A terceira fase de recuperação foi concluída em 2026, e será objeto do próximo relatório de gestão.
Registros da reforma em andamento, 2024-2025
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Registros da reforma em sua fase final (acima) e sua conclusão, 61ª Bienal de Veneza, 2026
Em razão das obras de restauração da marquise do Parque Ibirapuera, iniciadas em 2024, a Fundação Bienal de São Paulo firmou um acordo com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) para acolher, em suas dependências, parte da equipe da instituição a partir de agosto de 2024. A iniciativa, prevista para vigorar até a conclusão das obras e o retorno do museu à sua sede no Parque, atualmente estimado para 2026, reforça a relação histórica entre as duas instituições e reafirma o compromisso da Fundação com a colaboração e o fortalecimento do ecossistema cultural paulistano.
Outras iniciativas institucionais
Alocação da equipe do Museu de Arte Moderna de São Paulo
Inovação: parceria com o Cult Hub – Insper Em 2025, a Fundação Bienal de São Paulo firmou uma parceria com o Cult Hub, o centro de inovação em cultura do Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha, do Insper, que tem por missão contribuir para o desenvolvimento de soluções inovadoras de problemas reais das organizações e da sociedade. A parceria com a Fundação convidou startups a enviarem propostas para três desafios de inovação: uma que permitisse a comunicação automática das atividades de programação pública na exposição; uma iniciativa que aumentasse a comunicação com o Parque Ibirapuera; e outra que apresentasse novas tecnologias para contagem de visitantes, tempo de permanência, mapa de calor e origem do interesse. Após chamamento público, foi realizada uma Prova de Conceito (PoC) para a comunicação automática da programação. Embora a PoC não tenha alcançado seus objetivos finais, uma vez que a versão final da solução não atendeu aos requisitos técnicos estabelecidos na chamada realizada, o desafio gerou oportunidades de aprendizado mútuo, um dos principais objetivos das PoCs, tanto para a startup quanto para as organizações. Reforçando o caráter educacional da parceria, a equipe da Fundação Bienal realizou, em agosto de 2025, antes da abertura da exposição, a palestra 36ª Bienal de São Paulo e O vale da estranheza, reunindo 50 participantes. A atividade integrou as ações de difusão da 36ª Bienal e buscou ampliar o debate sobre alguns dos principais temas curatoriais da edição antes da abertura ao público. Concebida a partir da quarta Invocação, a palestra promoveu uma reflexão crítica sobre os encontros entre arte, tecnologia e afetividade, abordando o impacto da inteligência artificial nos processos de criação artística e as transformações nas relações entre corpos, máquinas e subjetividades. A discussão mobilizou referências presentes no campo ampliado da Bienal e dialogou com contribuições de pensadores como Nina da Hora, Tavia Nyong’o e Deivison Faustino, reforçando o compromisso da Fundação com a articulação entre arte contemporânea e debates urgentes do presente.
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Gestão e iniciativas institucionais
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Mostras
Mostras
35ª Bienal de São Paulo Programa de mostras itinerantes
80
60ª Exposição Internacional de Arte La Biennale di Venezia
92
19ª Mostra Internacional de Arquitetura La Biennale di Venezia
100
36ª Bienal de São Paulo
108
79
Mostras
coreografias
do
impossível
35ª bienal de são paulo 2024 Programa de mostras itinerantes
81
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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O programa de mostras itinerantes da Fundação Bienal de São Paulo foi instituído em 2011, consolidando uma prática de circulação de exposições que acompanha a história da Bienal desde suas primeiras edições. Já em 1952, um conjunto de obras premiadas na primeira Bienal de São Paulo foi apresentado em Belo Horizonte, ampliando o alcance da mostra para além da capital paulista. Desde a criação do programa, a iniciativa tem fortalecido parcerias com instituições culturais no Brasil e no exterior, promovendo o acesso à arte contemporânea em diferentes contextos e ampliando a presença da Bienal em uma rede que hoje alcança 37 cidades, oito delas fora do país.
14
cidades
394.304 visitantes
69
artistas/participantes
16
instituições parceiras
11.425,88 m² de área expositiva
795
inserções na mídia nacional e internacional
4.146 35ª Bienal de São Paulo
participantes em
147
ações de difusão
Itinerância
Instituições parceiras Espaço Cultural Palácio Anchieta – Vitória, ES Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre, RS Instituto Guimarães Rosa – Luanda, Angola Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA) – Buenos Aires, Argentina Museu de Arte de Belém (MABE) – Belém, PA Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES) – Vitória, ES Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia) – Salvador, BA Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) – Rio de Janeiro, RJ Museu Nacional da República – Brasília, DF Museo Nacional de Arte (MNA) – La Paz, Bolívia Museu Oscar Niemeyer (MON) – Curitiba, PR Palacio Pereda – Buenos Aires, Argentina Fundação Clóvis Salgado (FCS) – Belo Horizonte, MG Museu de Arte Contemporânea do Ceará / Centro Dragão do Mar – Fortaleza, CE Sesc Campinas – Campinas, SP Sesc Rio Preto – São José do Rio Preto, SP Obra de Torkwase Dyson na itinerância de Salvador (abaixo). Página anterior: Visita mediada na itinerância de Porto Alegre, 2024.
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35ª Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Em janeiro de 2024, a Fundação Bienal de São Paulo deu início ao programa de mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível. Com curadoria do coletivo formado por Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, a exposição recebeu 662.604 visitantes durante sua apresentação no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, entre setembro e dezembro de 2023. Ao longo do ano, o programa de mostras itinerantes levou recortes da exposição a 14 cidades no Brasil e no exterior, alcançando 394.304 pessoas. Somando a mostra no Pavilhão da Bienal e suas itinerâncias, a 35ª Bienal ultrapassou a marca histórica de mais de 1 milhão de visitantes. A edição também se destacou por alcançar o maior número de cidades já contempladas pelo programa até então, ampliando a presença da Fundação Bienal de São Paulo em diferentes regiões e estabelecendo novas parcerias institucionais. Diversas localidades receberam uma mostra itinerante da Bienal pela primeira vez, reforçando o compromisso da instituição com a descentralização do acesso à arte contemporânea e a ampliação de sua atuação territorial. O programa de mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo só foi possível graças às parcerias estabelecidas com instituições culturais e com o poder público em diferentes regiões do Brasil e do exterior, em um modelo de realização compartilhada, com compromissos institucionais, operacionais e financeiros assumidos em conjunto.
Itinerâncias de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Luanda e Curitiba (próxima página), 2024
Itinerância
data
local
obras
área expositiva
público
27 jan – 7 abr, 2024
Rio de Janeiro Museu de Arte Moderna
54
1645 m²
12.507
5 mar – 26 maio, 2024
São José do Rio Preto, SP Sesc
62
300 m2
15.200
12 mar – 26 maio, 2024
Curitiba Museu Oscar Niemeyer
64
1.115,67 m²
75.322
20 mar – 27 maio, 2024
Buenos Aires, Argentina Museo de Arte Latinoamericano de 46 Buenos Aires e Palácio Pereda
461,74 m²
62.312
2 abr – 26 maio, 2024
Belém Museu de Arte de Belém
31
204 m²
7.450
2 maio – 28 jul, 2024
Salvador Museu de Arte Moderna da Bahia
30
1.122,97 m²
26.500
6 jun – 8 set, 2024
Campinas, SP Sesc
54
812 m²
25.428
13 jun – 25 ago, 2024
Brasília Museu Nacional da República
60
2880 m²
88.339
20 jun – 15 set, 2024
Belo Horizonte Palácio das Artes
93
1183 m²
28.623
16 ago – 20 out, 2024
La Paz, Bolívia Museu Nacional de Arte
16
565,5 m²
6.107
28 ago – 3 nov, 2024
Vitória Espaço Cultural Palácio Anchieta Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo
42
685 m²
11.683
10 set – 1 dez, 2024
Fortaleza Museu de Arte Contemporânea do Ceará / Centro Dragão do Mar
54
911 m²
10.857
20 set – 8 dez, 2024
Luanda Angola | Instituto Guimarães Rosa
13
230 m²
18.000
30 nov, 2024 – 9 mar, 2025
Porto Alegre Fundação Iberê
30
310 m²
5.976
85
86
35ª Bienal de São Paulo
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Lista de participantes Ahlam Shibli Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami Aline Motta Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda. Amos Gitaï Anna Boghiguian Arthur Bispo do Rosário Aurora Cursino dos Santos Bouchra Ouizguen Cabello/Carceller Carmézia Emiliano Carlos Bunga Castiel Vitorino Brasileiro Citra Sasmita Colectivo Ayllu Cozinha Ocupação 9 de Julho – MSTC Davi Pontes e Wallace Ferreira Dayanita Singh Deborah Anzinger Denilson Baniwa Edgar Calel Elda Cerrato Emanoel Araujo Eustáquio Neves Frente 3 de Fevereiro Gabriel Gentil Tukano Geraldine Javier Grupo de Investigación en Arte y Política (GIAP) Ilze Wolff Inaicyra Falcão Januário Jano Julien Creuzet Kamal Aljafari Katherine Dunham Leilah Weinraub Luana Vitra Luiz de Abreu MAHKU Malinche Manuel Chavajay Marilyn Boror Bor Maya Deren Melchor María Mercado Min Tanaka e François Pain
Morzaniel Ɨramari M’barek Bouhchichi Nadir Bouhmouch e Soumeya Ait Ahmed Nikau Hindin Nontsikelelo Mutiti Quilombo Cafundó Raquel Lima Ricardo Aleixo Rommulo Vieira Conceição Rosa Gauditano Rosana Paulino Rubiane Maia Sammy Baloji Santu Mofokeng Sarah Maldoror Simone Leigh e Madeleine Hunt‑Ehrlich Sonia Gomes stanley brouwn Tadáskía The Living and the Dead Ensemble Torkwase Dyson Trinh T. Minh-ha Ubirajara Ferreira Braga Xica Manicongo Zumví Arquivo Afro Fotográfico Itinerãncia de Belém, 2024
Em diálogo com a identidade visual da 35ª Bienal, concebida pela artista e designer Nontsikelelo Mutiti, foram desenvolvidos projetos de sinalização específicos para cada etapa do programa de mostras itinerantes, respeitando as características arquitetônicas e expográficas das instituições parceiras. As sinalizações buscaram preservar a unidade visual da exposição ao mesmo tempo que dialogavam com os diferentes contextos de apresentação das mostras. Como parte das ações de comunicação, também foram produzidos materiais de apoio voltados aos públicos locais,
fechado: 24 × 20 cm tiragem: 2.000 exemplares
incluindo fôlderes de divulgação para as exposições realizadas no Sesc Rio Preto e no Sesc Campinas. Para a itinerância em Buenos Aires, foi desenvolvido um guia eletrônico com informações sobre os artistas, as obras e os eixos curatoriais da mostra. Assim como as demais publicações da Fundação Bienal, é possível ler e fazer o download do material no portal da Bienal.
Itinerância
Sinalização e publicações
Terceiro movimento da publicação educativa da 35ª Bienal de São Paulo Como parte do programa de itinerâncias da 35ª Bienal de São Paulo, o terceiro movimento da publicação educativa – caminhar através da dança, através da esquiva e de seus saberes, seguimos aprendendo – foi lançado em abril de 2024, no Museu Nacional da República, em Brasília. Concebida como um desdobramento da experiência educativa da mostra ao longo do tempo, a publicação reúne registros, reflexões e relatos produzidos a partir das ações desenvolvidas durante as coreografias do impossível, oferecendo uma memória crítica dos processos de formação, mediação e encontro promovidos pela Bienal. O lançamento integrou a programação educativa da itinerância na capital federal, fortalecendo o diálogo com educadores, estudantes, mediadores e públicos locais, além de marcar o início da distribuição gratuita dos exemplares nas cidades participantes do programa. 87
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35ª Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Ações de educação e formação As ações educativas da itinerância da 35ª Bienal de São Paulo promoveram processos formativos e atividades de mediação em diálogo com os diferentes contextos culturais que receberam a mostra. Foram realizadas formações presenciais e online para as equipes locais de mediação, visitas mediadas, cursos para professores, palestras abertas, encontros com redes de educadores e ações voltadas a públicos diversos, além da distribuição gratuita da publicação educativa da exposição. O terceiro movimento da publicação educativa foi lançado em Brasília, em parceria com o Museu Nacional da República, e em Salvador, em colaboração com o Goethe-Institut. Cursos / Oficinas / Mediação
147, com 4.146 participações
Publicações distribuídas (exemplares)
1.208
Visualizações de publicações digitais
3.944
Contrapartida social
53, com 3.885 participações
Itinerâncias de Campinas (abaixo) e Vitória (página ao lado), 2024
Itinerância
Ao todo, o programa educativo promoveu 200 ações, que reuniram 8.031 participações em 14 cidades no Brasil e no exterior. As atividades buscaram fortalecer o intercâmbio entre as equipes envolvidas, ampliar o repertório dos profissionais da educação e da cultura e estimular diferentes formas de aproximação com as questões levantadas pela 35ª Bienal. Entre as ações realizadas, destacam-se 147 cursos, oficinas e atividades de mediação, que alcançaram 4.146 participantes, e 53 ações de contrapartida social, responsáveis por mobilizar 3.885 participações. O programa também distribuiu gratuitamente 1.208 exemplares de suas publicações educativas e registrou 3.944 visualizações de conteúdos digitais. Por itinerância:
Ações
Participações
Belém
14
789
Belo Horizonte
10
147
Brasília
10
188
Buenos Aires
7
427
Campinas
10
113
Curitiba
5
83
Fortaleza
12
424
La Paz
10
107
Luanda
9
550
Porto Alegre
5
70
Rio de Janeiro
10
105
São José do Rio Preto
13
396
Salvador
15
385
Vitória
9
120
89
90
35ª Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Ações com patrocinadores e apoiadores Ao longo do programa de itinerâncias da 35ª Bienal de São Paulo, patrocinadores e apoiadores contribuíram para ampliar a programação cultural oferecida ao público nas cidades participantes. Em Belo Horizonte, a abertura da mostra no Palácio das Artes contou com uma apresentação musical do Instituto CSN. Já em Vitória, no Palácio Anchieta, e no Rio de Janeiro, no MAM Rio, as cerimônias de abertura foram enriquecidas por apresentações promovidas pelo Instituto Cultural Vale. As ações reforçaram o papel dos parceiros institucionais na promoção do acesso à cultura e na ampliação das experiências oferecidas aos visitantes das exposições itinerantes.
Redes sociais A divulgação das mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo nas redes sociais foi realizada em articulação com as instituições parceiras que receberam as exposições. A estratégia incluiu colaborações de conteúdo, vídeotours das mostras, registros de montagem e cobertura das aberturas, contribuindo para ampliar o alcance das exposições e aproximar diferentes públicos das ações desenvolvidas em cada cidade. Ao longo do circuito, os conteúdos relacionados ao programa somaram mais de 3,3 milhões de visualizações e 1,6 milhão de interações.
Itinerâncias de Rio Preto (acima), La Paz (centro) e registro de performance de Aline Motta na itinerância de Buenos Aires (abaixo). Página ao lado: itinerância de Fortaleza, 2024
O programa de mostras itinerantes também contou com ampla repercussão na imprensa nacional e internacional. Ao longo de 2024 e no início de 2025, as exposições geraram aproximadamente 795 inserções em veículos de comunicação, alcançando uma valoração estimada em R$ 10,18 milhões. Entre os destaques estavam reportagens e menções em veículos como Canal Arte1, G1, IstoÉ, Correio Braziliense e TV Gazeta, ampliando a visibilidade das exposições e sua programação, além de fortalecer a presença da Fundação Bienal em diferentes regiões do país.
Itinerância
Imprensa
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60ª Exposição Internacional de Arte Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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La Biennale di Venezia
60ª EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE ARTE – LA BIENNALE DI VENEZIA
KA’A PÛERA NÓS SOMOS PÁSSAROS QUE ANDAM
20 ABRIL — 24 NOVEMBRO · 2024
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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A relação da Fundação Bienal de São Paulo com a Bienal de Veneza remonta às origens da própria Bienal de São Paulo. Inspirado pela experiência internacional da mostra veneziana, Ciccillo Matarazzo foi responsável por enviar, em 1950, a primeira delegação oficial de artistas brasileiros à Bienal de Veneza, um ano antes da realização da primeira edição da Bienal de São Paulo. Ao longo das décadas, a Fundação Bienal de São Paulo consolidou seu papel na promoção da arte brasileira no cenário internacional por meio da organização das participações nacionais do Brasil na Bienal de Veneza. Desde 1964, as exposições brasileiras são apresentadas no Pavilhão do Brasil, localizado nos Giardini, principal área expositiva do evento. Essa atuação reafirma o compromisso da instituição com a difusão da produção artística brasileira e com o fortalecimento de sua presença nos principais circuitos internacionais de arte contemporânea. Comissária Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo
60ª Exposição Internacional de Arte
Curadoria Arissana Pataxó Denilson Baniwa Gustavo Caboco Wapichana Artistas Glicéria Tupinambá e a comunidade Tupinambá de Serra do Padeiro e Olivença, Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó Realização Fundação Bienal de São Paulo, Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores e Embaixada do Brasil em Roma
290.583 visitantes 197 dias de exposição
La Biennale di Venezia
Obras de Ziel Karapató. Página anterior: obra de Glicéria Tupinambá, Bienal de Veneza, 2024
O Pavilhão Hãhãwpuá – como foi referido o Pavilhão do Brasil na edição da Biennale – marcou sua presença na 60ª Bienal de Veneza com a exposição intitulada Ka’a Pûera: nós somos pássaros que andam, com curadoria de Arissana Pataxó, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana. O título Ka’a Pûera faz alusão a duas interpretações interligadas. Em primeiro lugar, ele se refere a espaços de roça que, após a colheita, ficam adormecidos, surgindo um lugar com vegetação baixa, revelando potencial de ressurgimento. Além disso, a capoeira é também conhecida pelos Tupinambá como uma pequena ave que vive em florestas densas, camuflando-se no ambiente. A exposição se destacou ao apresentar os povos originários e sua produção artística, em especial a resistência dos saberes e práticas dos habitantes do litoral. As obras abordaram questões de marginalização, desterritorialização e violação de direitos, convidando à reflexão sobre resistência e a essência compartilhada da humanidade, dos pássaros, da memória e da natureza. A artista Glicéria Tupinambá trabalhou com a Comunidade Tupinambá da Serra do Padeiro e Olivença, na Bahia, para a realização de suas obras. Compuseram também o Pavilhão obras dos artistas Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó. A 60ª edição da Bienal de Veneza recebeu o título Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere e foi dirigida pela primeira vez por um sul-americano, o curador brasileiro Adriano Pedrosa.
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60ª Exposição Internacional de Arte
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Eventos de abertura
Intervenção de MAHKU na fachada principal da Bienal de Veneza, 2024
Uma programação de encontros institucionais, visitas e celebrações marcou a abertura da participação brasileira na Bienal de Veneza de 2024. As atividades tiveram início em 17 de abril, com a reunião do Conselho Consultivo Internacional da Fundação Bienal de São Paulo, realizada no Hotel Baglioni, seguida por um coquetel de boas-vindas em homenagem aos artistas Anna Maria Maiolino, Glicéria Tupinambá, Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó, no hotel The St. Regis Venice. Nos dias seguintes, convidados da Fundação participaram de visitas guiadas aos Giardini, ao Arsenale e a outras instituições culturais de Veneza. Em 19 de abril, ocorreu a cerimônia de abertura de Ka’a Pûera, no Pavilhão do Brasil – ou Pavilhão Hãhãwpuá. Encerrando a programação, a Fundação Bienal promoveu um jantar em homenagem à participação brasileira, reunindo representantes do meio artístico, parceiros institucionais, patrocinadores, autoridades e convidados.
Além das ações desenvolvidas no Pavilhão Hãhãwpuá, a Fundação Bienal de São Paulo apoiou a participação do MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin) na exposição internacional Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere, com curadoria de Adriano Pedrosa. Reconhecido por seu trabalho de difusão das narrativas e cosmologias dos povos Huni Kuin, o coletivo realizou uma intervenção pictórica na fachada principal da Bienal de Veneza, contribuindo ainda mais para ampliar a visibilidade da produção artística indígena contemporânea brasileira no contexto do evento.
Ação de formação Como parte das ações preparatórias para a participação brasileira na Bienal de Veneza, a equipe da Fundação Bienal de São Paulo foi responsável pela formação dos monitores que atuaram no Pavilhão Hãhãwpuá. Estruturado em quatro encontros, o programa
abordou o histórico da participação brasileira nas Bienais de Veneza e as especificidades da curadoria de Ka’a Pûera. A formação também promoveu reflexões sobre a produção artística indígena contemporânea, contextualizando as pesquisas e práticas dos artistas participantes, bem como aspectos históricos, sociais e culturais relacionados aos povos indígenas no Brasil. Além de oferecer subsídios conceituais para o atendimento ao público internacional, a iniciativa buscou qualificar a experiência de visitação e contribuir para a mediação dos temas propostos pela mostra.
La Biennale di Venezia
Apoio institucional da Fundação Bienal de São Paulo – MAHKU
Conteúdos digitais As ações digitais desenvolvidas para a participação brasileira na Bienal de Veneza buscaram ampliar o acesso aos conteúdos da exposição e promover sua circulação junto a públicos que não puderam visitar a mostra. Entre os principais projetos esteve o desenvolvimento do site da exposição, uma plataforma bilíngue dedicada ao Pavilhão Hãhãwpuá. Disponível em português e inglês, o site reuniu textos curatoriais, informações sobre artistas e curadores, registros audiovisuais, documentação do projeto e conteúdos complementares relacionados. Nos primeiros doze meses no ar, a plataforma registrou cerca de 16 mil visualizações e mais de 46 mil eventos. Complementando essa estratégia, foi produzido um minidocumentário sobre a participação brasileira, alcançando 1.662 visualizações ao longo do período. Acesse: kaapuera.bienal.org.br
Site criado especialmente para a mostra
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Publicação Como parte das ações de comunicação e mediação da participação brasileira na exposição, a Fundação Bienal de São Paulo desenvolveu uma publicação de apoio à visitação do Pavilhão Hãhãwpuá. Produzido em inglês e italiano, o material apresentou ao público internacional informações sobre a proposta curatorial da exposição Ka’a Pûera, conteúdos sobre os artistas participantes, além de informações práticas para aprofundamento da experiência de visita. Ao ser desdobrado, formava um cartaz com um desenho e textos de Glicéria sobre o manto Tupinambá. Distribuído gratuitamente durante o evento, o fôlder também ampliou o acesso aos conteúdos da mostra por meio de recursos digitais, conectando os visitantes ao portal da exposição e a materiais complementares desenvolvidos pela Fundação.
60ª Exposição Internacional de Arte
Redes sociais A estratégia digital para a participação brasileira na 60ª Bienal de Veneza concentrou-se na produção de conteúdos audiovisuais voltados à difusão da exposição e de seus participantes. Entre as ações realizadas estiveram entrevistas com artistas e curadores, registros da programação de abertura e conteúdos de contextualização sobre o projeto apresentado no Pavilhão do Brasil. Um dos destaques foi a transmissão ao vivo da performance de Olinda Tupinambá durante a abertura da exposição, que ultrapassou 1 milhão de visualizações. Somados aos demais conteúdos estáticos e videográficos produzidos para a mostra, os materiais publicados nas redes sociais da Fundação Bienal alcançaram aproximadamente 500 mil visualizações e 23 mil interações, ampliando a visibilidade da participação brasileira junto a públicos nacionais e internacionais.
aberto: 64,46 × 5 cm fechado: 10,7 × 23 cm tiragem 7.000 exemplares
La Biennale di Venezia
Obra de Olinda Tupinambá, Bienal de Veneza, 2024
Imprensa A estratégia de imprensa para a participação brasileira foi desenvolvida em parceria com a agência internacional Pickles PR, que atuou desde janeiro de 2024 nas etapas de anúncio, pré-abertura, abertura e acompanhamento da exposição ao longo de toda a temporada. Os resultados consolidados da cobertura somam valoração total de R$12.210.844, com alcance de 147.616.760, distribuídos em 42 matérias, sendo 6 em impressos, 28 em plataformas online e 8 em TV. Entre os destaques da cobertura internacional estão 2 inserções com entrevistas no The New York Times; 4 inserções no The Guardian, incluindo as principais resenhas do crítico sobre a Bienal de Veneza; 26 entrevistas
publicadas, entre elas uma entrevista no podcast especial de Veneza do The Art Newspaper; inclusão em 10 resenhas principais da Bienal; em 8 listas de melhores pavilhões e em 21 listas de programas imperdíveis e round-ups. A cobertura também se distribuiu via 2 agências internacionais de notícias, com republicação em mais de 20 veículos em 12 países. Entre os demais veículos que publicaram matérias sobre o Pavilhão Hãhãwpuá estão Artforum, ArtReview, Frieze, National Geographic, Wallpaper, BBC, El País, La Vanguardia, Le Quotidien de l’Art, Monopol, Süddeutsche Zeitung, Handelsblatt, Artribune, Artnet, Whitewall, Art Basel, Designboom, Esquire (Itália), Africa is a Country, Arte al Día e Artishock (Chile), entre outros.
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19ª Exposição Internacional de Arquitetura Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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10 de maio – 23 de novembro · 2025
La Biennale di Venezia
19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia
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A Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza foi criada em 1980, ampliando a atuação da Biennale di Venezia, instituição fundada no final do século 19 e reconhecida como uma das mais importantes plataformas internacionais dedicadas às artes. Desde 1996, as edições de arquitetura e arte passaram a alternar-se no calendário oficial da Biennale. Foi também nesse período que a Fundação Bienal de São Paulo assumiu, em parceria com o Governo Federal, a responsabilidade pela organização da participação brasileira na mostra de arquitetura, incluindo a seleção curatorial e a produção das exposições apresentadas no Pavilhão do Brasil. Mantida até os dias de hoje, essa atribuição reflete a trajetória da Fundação na promoção da cultura brasileira e sua reconhecida experiência na realização de projetos de alcance internacional.
19ª Exposição Internacional de Arquitetura
Comissária Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo Curadoria Luciana Saboia, Eder Alencar e Matheus Seco [Plano Coletivo] Colaboradores André Velloso, Carolina Pescatori, Cauê Capillé, Daniel Mangabeira, Guilherme Lassance, Henrique Coutinho, Sérgio Marques [Plano Coletivo]
130.806 visitantes
179
dias de exposição
sociais e culturais. Em vez de apresentar a inovação como resultado exclusivo de avanços tecnológicos recentes, (RE)INVENÇÃO evidenciou a permanência e a atualidade de conhecimentos historicamente marginalizados, sugerindo que futuros mais sustentáveis dependem também do reconhecimento e da valorização de formas plurais de produzir, habitar e transformar o espaço. Em diálogo com o tema geral da Bienal, Intelligens. Natural. Artificial. Collective., proposto por Carlo Ratti, (RE)INVENÇÃO examinou diferentes formas de inteligência presentes na produção do espaço habitado. A expografia, concebida pela própria equipe curatorial, utilizou a arquitetura do Pavilhão do Brasil como suporte para uma intervenção de baixo impacto material, composta por estruturas desmontáveis e reutilizáveis que exploravam relações de equilíbrio, suspensão e transformação.
La Biennale di Venezia
Com curadoria dos arquitetos do Plano Coletivo – Luciana Saboia, Matheus Seco e Eder Alencar –, (RE)INVENÇÃO partiu de recentes descobertas arqueológicas sobre infraestruturas ancestrais do território amazônico para refletir sobre as contradições e os desafios socioambientais das cidades contemporâneas. Estruturada em dois atos, a mostra construiu uma narrativa que atravessou tempos e territórios, revelando como povos indígenas moldaram paisagens e desenvolveram sofisticados sistemas de ocupação e manejo ambiental ao longo de milhares de anos. A partir desse olhar, a exposição propôs uma reflexão sobre a relação entre conhecimento, território e construção do espaço, aproximando saberes ancestrais e questões urgentes do presente. Ao propor uma leitura da arquitetura a partir de processos de reinvenção contínua, a exposição destacou a capacidade dos territórios de produzir respostas criativas diante de transformações ambientais,
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Eventos de abertura A abertura da participação brasileira na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia foi marcada por uma programação de encontros institucionais e celebrações realizadas entre os dias 7 e 8 de maio de 2025. A Fundação Bienal de São Paulo promoveu um jantar de boas-vindas na Taverna La Fenice, em Veneza, reunindo curadores, representantes institucionais, parceiros e convidados. No dia seguinte, ocorreu a cerimônia oficial de abertura da exposição (RE) INVENÇÃO no Pavilhão do Brasil, com a presença de representantes da Fundação Bienal de São Paulo, dos curadores Luciana Saboia, Eder Alencar e Matheus Seco, além de autoridades do Governo Federal. Realizados antes da abertura da exposição ao público geral, em 10 de maio, esses encontros constituíram importantes oportunidades de troca e encontros entre profissionais, curadores, gestores culturais, pesquisadores e representantes de instituições de diferentes países, fortalecendo redes de colaboração e ampliando a inserção internacional da arquitetura brasileira.
19ª Exposição Internacional de Arquitetura
Publicação Como parte das ações editoriais da participação brasileira, foram produzidas duas publicações digitais dedicadas à exposição. A primeira, disponibilizada ao público por meio de QR code durante a visita, reuniu textos curatoriais e informações sobre os projetos apresentados, funcionando como um material de apoio à experiência expositiva. Após o encerramento da Bienal, foi publicada uma segunda edição em formato de catálogo digital, concebida para documentar a exposição e seus desdobramentos. Organizada em consonância com a estrutura da mostra, dividida em dois atos, a
La Biennale di Venezia
publicação reuniu registros fotográficos dos ambientes, vistas da montagem e a íntegra dos conteúdos apresentados ao público ao longo de todo o percurso expositivo. Disponibilizadas gratuitamente em português e inglês no Portal Bienal, as publicações ampliaram o acesso à pesquisa desenvolvida pela equipe curatorial e contribuíram para a preservação e circulação dos conteúdos da mostra para além de sua duração em Veneza.
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19ª Exposição Internacional de Arquitetura
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Redes sociais A cobertura digital da participação brasileira teve como foco a difusão dos conceitos de (RE)INVENÇÃO por meio de vídeo-tours pelos ambientes da exposição, entrevistas com os curadores e conteúdos sobre os projetos apresentados no Pavilhão do Brasil. Complementando essa estratégia, foram publicados registros da mostra, da montagem e da programação de abertura. Ao todo, os conteúdos relacionados ao projeto alcançaram aproximadamente 260 mil visualizações e 7,5 mil interações, ampliando o alcance da participação brasileira junto a públicos nacionais e internacionais.
Imprensa A participação brasileira obteve ampla repercussão na imprensa nacional e internacional. Na semana de abertura de (RE)INVENÇÃO, foram publicadas 11 matérias em veículos brasileiros, com destaque para Casa Vogue, Casa e Jardim, ELLE Brasil, Harper’s Bazaar Interior e Celeste, além de entrevista exclusiva com os curadores no podcast Arquicast. No exterior, a mostra registrou 46 inserções em veículos especializados e de grande circulação, alcançando audiência combinada de 27,6 milhões de pessoas e cerca de 1,34 milhão de visualizações estimadas. Entre os principais destaques estiveram publicações como Dezeen, Designboom, Frieze, The Art Newspaper, Monocle, Wallpaper, Domus e ArchDaily, contribuindo para ampliar a visibilidade internacional da arquitetura brasileira e da participação nacional na Bienal de Veneza.
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36ª Bienal de São Paulo
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36ª Bienal de São Paulo
6 setembro 2025 – 11 janeiro · 2026
36ª Bienal de São Paulo
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A segunda bienal mais antiga do mundo e o maior evento de arte contemporânea do hemisfério Sul e das Américas recebeu visitantes entre os dias 6 de setembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026. Com 125 artistas participantes, a 36ª Bienal de São Paulo apresentou múltiplas perspectivas sobre o mundo contemporâneo, reunindo obras de diferentes linguagens distribuídas pelos 30 mil metros quadrados do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Desde sua criação, em 1951, a Bienal de São Paulo é marcada por sua constante capacidade de renovação. Cada edição propõe novas formas de pensar a arte, o tempo e o mundo, em diálogo com as urgências de seu contexto. Sob o título Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a 36ª Bienal reafirmou o compromisso da Fundação Bienal de São Paulo com a relevância cultural, social e institucional de sua atuação. Mais do que apresentar uma exposição, a Fundação buscou ampliar as possibilidades de acesso, diálogo e formação de públicos por meio de ações integradas de educação, comunicação, acessibilidade e produção editorial. Com duração expandida em um mês em relação às edições anteriores e acesso gratuito à exposição e à programação, esta edição fortaleceu a vocação da Bienal como espaço de encontro, troca e reflexão crítica sobre os desafios do presente.
+1.100 obras
125
artistas
784.399 visitantes
66
emprestadores de obras, entre instituições e coleções particulares
109
dias de exposição
2.567
inserções na imprensa
113 mil
atendimentos educativos
1,3 milhão
de visualizações do site da mostra
20 milhões
de visualizações em redes sociais Página anterior: Obra de Emeka Ogboh, 2025
6.9.2025 –11.1.2026
Equipe conceitual da 36ª Bienal, da esq. para a dir.: Keyna Eleison, Alya Sebti, Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Henriette Gallus, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, 2024
Projeto curatorial Intitulada Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a 36ª Bienal de São Paulo foi conduzida pelo curador geral Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, com uma equipe de cocuradores composta por Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, além da cocuradora at large Keyna Eleison, da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus e dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei. A proposta curatorial partiu do poema Da calma e do silêncio, da escritora Conceição Evaristo, para refletir sobre diferentes formas de humanidade, coexistência e relação com o mundo contemporâneo. A proposta central da Bienal consistiu em repensar a humanidade como verbo – uma prática viva em constante construção. Em um contexto marcado por profundas transformações sociais, políticas e ambientais, a curadoria propôs reimaginar relações, assimetrias e formas de escuta como bases para a convivência. A metáfora do estuário – espaço onde diferentes correntes de água se encontram e coexistem – orientou conceitualmente o projeto, inspirando‑se em filosofias, paisagens e mitologias brasileiras para pensar encontros, negociações e transformações entre diferentes seres, territórios e modos de existência.
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36ª Bienal de São Paulo
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A 36ª Bienal de São Paulo estruturou-se como um projeto de pesquisa articulado em três fragmentos ou eixos curatoriais. O primeiro concentrou-se na reivindicação do espaço e do tempo, propondo desacelerar e voltar a atenção aos detalhes, aos silêncios e às múltiplas formas de vida que compõem o ambiente. O segundo eixo convidou à reflexão sobre alteridade e interdependência, propondo que o público se percebesse no reflexo do outro e questionasse as fronteiras que organizam as relações sociais. Já o terceiro eixo voltou-se aos espaços de encontro e às complexas dinâmicas históricas que moldaram o Brasil, abordando temas como colonialidade, memória e estruturas de poder. Em conjunto, os três fragmentos propuseram uma reflexão sobre as possibilidades de coexistência, negociação e construção de futuros comuns em um mundo marcado por diferenças e interdependências.
Invocações Como parte essencial de sua proposta curatorial, a 36ª Bienal de São Paulo realizou as Invocações: uma série de encontros com poesia, música, performance e debates que reverberou os conceitos centrais da exposição, investigando e aprofundando noções de humanidade em diferentes geografias. Fruto de colaborações com diversas instituições culturais, essas programações antecederam a abertura da mostra no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Além da própria Bienal, esses encontros geraram dois importantes desdobramentos voltados ao público: grande parte de seus conteúdos foi incorporada às publicações educativas da Bienal, organizadas em quatro volumes, e os registros em vídeo dos eventos estão disponíveis no canal da Bienal de São Paulo no YouTube, assim como em um espaço dedicado dentro da própria exposição. A seguir, a programação completa dos eventos:
Cortejo okinawano‑brasileiro em celebração a Mao Ishikawa, 2025
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Invocação #1 Souffles: Sobre escuta profunda e recepção ativa Marrakech | 14–15 nov. 2024 LE 18 e Fondation Dar Bellarj
Fala de Maha Elmadi, Invocação #1, Marrakech, 2024
14 nov. 2024 Introdução por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, leitura de poesia por Alya Sebti e sessão coletiva de escuta de poesia e de Maalem guembri Qui est Ahmed Ben Draoui? – Leitura performática de Laila Hida com Mourad Belouadi Palestra de Ghassan El Hakim Palestra-performance de Simnikiwe Buhlungu Introdução e exibição do filme La terre en transe, de Taoufiq Izzediou Gnawa novamente! – Performance de Ghassan El Hakim com Maalem Abdellah El Gourd e Mourad Belouadi
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15 nov. 2024 Leitura coletiva de poemas de Abdellatif Laâbi com Kenza Sefrioui Palestra-performance de Kenza Sefrioui sobre o legado de Souffles Palestra de Fatima-Zahra Lakrissa sobre a revista Maghreb Art Sessão de escuta por Leila Bencharnia Fala inaugural de Maha Elmadi e exibição de vídeo de Laila Hida Hadra – performance final com Lalla Khala e as Gifted Mothers of Dar Bellarj
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Invocação #2 Bigidi mè pa tonbé! Balança mas não cai! Guadalupe | 5–7 dez. 2024 Lafabri’k 5 dez. 2024 Introdução e boas-vindas por Léna Blou, Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e Anna Roberta Goetz Performance de dança Gwoka com Raymonde Torin Performance musical de Fritz Naffer e banda Foubap
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36ª Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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6 dez. 2024 O bigidi, um saber encarnado no ambiente do Lawonn – Conferência e oficina de dança por Léna Blou Impactos de mudanças climáticas, adaptação e resiliência no Caribe – Palestra de Michelle Mycoo Dans le ventre des oiseaux, dans la bouche des femmes sauvages – Palestra-performance de Olivier Marboeuf AN SÉ…! – Batalha de poesia e instalação visual de Dory Sélèsprika e Anaïs Verspan
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7 dez. 2024 jwen, sanblé, kontré – Performance de Yane Mareine, Minia Biabiany e Santiago Quintana Blip e Pi tak: verbos humanos do improvável – Palestra de Tiéno Muntu Mapeando fugas coreográficas – Palestraperformance de Lazaro Benitez Kalanje – Performance de Geordy Zodidat Alexis Swaré Lewoz com a banda de Gwoka Foubap
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Palestra de Tiéno Muntu, Invocação #2, Guadalupe, 2024
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Invocação #3 Mawali–Taqsim: Improvisação como espaço e tecnologia da humanidade Zanzibar | 11–13 fev. 2025 Maru Maru Hotel e Golden Tulip Stonetown Boutique 11 fev. 2025 Apresentação e boas-vindas por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Khamis Muhamed e Bernard Ntahondi Performance de Siti Muharam
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12 fev. 2025 Palestra de Thabit Omar Kiringe Palestra de Rukia Ramadhani Taarab: Uma experiência de audiência no coração de Zanzibar – Apresentação de Mohamed Ameir Muombwa Palestra de Thania Petersen Performance musical e palestra com a banda DCMA Young Stars
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13 fev. 2025 Palestra de Aisha Bakary (Hijab DJ) Palestra de Tryphon Evarist Leitura de poesia por Mohamed Ilyas Palestra de Bi Mariam Hamdan DJ set por Aisha Bakary (Hijab DJ) Performance musical da Uwaridi Female Band
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Performance musical da Uwaridi Female Band, Invocação #3, Zanzibar, 2025
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Invocação #4 Bukimi no Tani (不気味の谷): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide Tóquio | 12–14 abr. 2025 The 5th Floor, Sogetsu Kaikan e 21 KOMCEE West Lecture Hall, The University of Tokyo, Campus Komaba (organizado em parceria com ACUT) 12 abr. 2025 Exibição de filmes: Hikaru Fujii, Theresa Hak Kyung Cha, Tourmaline e Yuki Iiyama Fala de abertura por Andrew Maerkle, Kanako Sugiyama, Keyna Eleison, Thiago de Paula Souza e Tomoya Iwata Leitura de poesia por Sakisaka Kujira Tentacle Cross – Sessão de transmissão de rádio por Multiple Spirits
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13 abr. 2025 Fala de abertura de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung Performance de poesia por Gōzō Yoshimasu e Marylya Sessão de escuta de Rain Dreamed by Sound Of Stone and Sand – Palestra-performance de You Nakai com Moe Tomita Intervenção de Multiple Spirits Conversa sobre nô, tecnologias e afetividades Leitura de poesia experimental por Yūki Nagae Oficina de alimentos por Asako Iwama Intervenção de Multiple Spirits Palestra de Hiroshi Egaitsu sobre hip hop no Japão Performances de rap por Namichie, Danny Jin e SRCFLP Iruma River – apresentação de nô contemporâneo Exibição de filmes: Hikaru Fujii, Theresa Hak Kyung Cha, Tourmaline e Yuki Iiyama
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14 abr. 2025 Fala de abertura por Andrew Maerkle e Kenji Kajiya, diretor do Art Center, Universidade de Tóquio Leitura de poesia por Takako Arai Conversa entre Hiroko Kamide, Takashi Ikegami, Yuko Hasegawa e Zai Nomura sobre robótica, mente e arte Leitura de poesia por Natsumi Aoyagi Palestra por Tavia Nyong’o e conversa com o público sobre o vale da estranheza e o ciborgue deprimido Exibição de filmes: Hikaru Fujii, Theresa Hak Kyung Cha, Tourmaline e Yuki Iiyama
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36ª Bienal de São Paulo
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Performance de Namichie, Danny Jin e SRCFLP, Invocação #4, Tóquio, 2025
Adama Delphine Fawundu Adjani Okpu-Egbe Aislan Pankararu Akinbode Akinbiyi Alain Padeau Alberto Pitta Aline Baiana Amina Agueznay Ana Raylander Mártis dos Anjos Andrew Roberts Antonio Társis Behjat Sadr Berenice Olmedo Bertina Lopes Camille Turner Carla Gueye Cevdet Erek Chaïbia Talal Christopher Cozier Cici Wu com Yuan Yuan Cynthia Hawkins Edival Ramosa Emeka Ogboh Ernest Cole Ernest Mancoba Farid Belkahia Firelei Báez Forensic Architecture / Forensis Forugh Farrokhzad Frank Bowling Frankétienne Gê Viana Gervane de Paula Gōzō Yoshimasu Hajra Waheed Hamedine Kane Hamid Zénati Hao Jingban Heitor dos Prazeres Helena Uambembe Hessie Huguette Caland I Gusti Ayu Kadek Murniasih (Murni) Imran Mir Isa Genzken
Joar Nango com a equipe de Girjegumpi Josèfa Ntjam Juliana dos Santos Julianknxx Kader Attia Kamala Ibrahim Ishag Kenzi Shiokava Korakrit Arunanondchai Laila Hida Laure Prouvost Leiko Ikemura Leila Alaoui Leo Asemota Leonel Vásquez Lidia Lisbôa Lynn Hershman Leeson Madame Zo Madiha Umar Malika Agueznay Manauara Clandestina Mansour Ciss Kanakassy Mao Ishikawa Márcia Falcão Maria Auxiliadora María Magdalena Campos‑Pons Marlene Almeida Maxwell Alexandre Meriem Bennani Metta Pracrutti Michele Ciacciofera Ming Smith Minia Biabiany Moffat Takadiwa Mohamed Melehi Moisés Patrício Myriam Omar Awadi Myrlande Constant Nádia Taquary Nari Ward Nguyễn Trinh Thi Noor Abed Nzante Spee Olivier Marboeuf Olu Oguibe Oscar Murillo Otobong Nkanga
Pélagie Gbaguidi Pol Taburet Precious Okoyomon Raukura Turei Raven Chacon, Iggor Cavalera e Laima Leyton, em colaboração com membros da comunidade Etenhiritipa Xavante Rebeca Carapiá Richianny Ratovo Ruth Ige Sadikou Oukpedjo Sallisa Rosa Sara Sejin Chang (Sara van der Heide) Sérgio Soarez Sertão Negro Sharon Hayes Shuvinai Ashoona Simnikiwe Buhlungu Song Dong Suchitra Mattai Tanka Fonta Thania Petersen Theo Eshetu Théodore Diouf Theresah Ankomah Trương Công Tùng Tuấn Andrew Nguyễn Vilanismo Werewere Liking Wolfgang Tillmans Zózimo Bulbul
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Lista de participantes
+ Afluentes (Casa do Povo): Alexandre Paulikevitch Boxe Autônomo Dorothée Munyaneza Marcelo Evelin MEXA
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Obra de Laure Prouvost, 2025
36ª Bienal de São Paulo
Comissionamento de obras O fomento à criação artística permanece como uma das principais missões da Fundação Bienal de São Paulo, especialmente por meio do comissionamento de obras concebidas especificamente para cada edição da mostra. Prática cada vez mais central no campo da arte contemporânea, o comissionamento permite o desenvolvimento de trabalhos em diálogo direto com a proposta curatorial e com as especificidades do espaço expositivo, ampliando as possibilidades de experimentação artística e de produção de obras inéditas. Na 36ª Bienal de São Paulo, mais de 50% das obras apresentadas foram comissionadas pela Fundação Bienal de São Paulo. Esse investimento reflete o compromisso da instituição com o incentivo à produção contemporânea e com a viabilização de projetos originais desenvolvidos em estreita colaboração com artistas e equipe curatorial.
Programa de residências Como parte das ações de pesquisa da 36ª Bienal de São Paulo, o programa de residências promoveu a inserção
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de artistas em processos de criação e troca em diferentes territórios do Brasil. Em parceria com o Instituto Sacatar, na Ilha de Itaparica, Bahia, participaram do programa os artistas Adama Delphine Fawundu e Hamedine Kane, que desenvolveram pesquisas em diálogo com o contexto local. Já em parceria com o Instituto Serrinha, em Bragança Paulista, a artista Carla Gueye realizou uma residência voltada ao aprofundamento de sua prática artística. Parte dos processos, vivências e desdobramentos dessas residências foi registrada e compartilhada por meio das redes sociais da Fundação Bienal de São Paulo, ampliando a circulação dos conteúdos e aproximando o público das etapas de desenvolvimento da 36ª Bienal.
Arquitetura e expografia O projeto arquitetônico e expográfico da 36ª Bienal de São Paulo foi desenvolvido por Gisele de Paula e Tiago Guimarães, em diálogo com a proposta curatorial da mostra. Inspirada pela fluidez dos rios e pela metáfora do estuário – elemento central da concepção curatorial –, a expografia foi concebida como um percurso sensorial voltado à escuta, ao encontro e à pausa, propondo diferentes formas de circulação e permanência no espaço expositivo. A arquitetura da exposição buscou traduzir espacialmente a ideia de travessia e transformação. Formas orgânicas, margens sinuosas e estruturas leves compuseram uma paisagem em constante movimento, evocando a natureza fluida e mutável dos rios. Mais do que organizar percursos, o projeto propôs modos de estar e de se deslocar pela exposição, entendendo o fluxo como forma de experiência e de existência. O desenvolvimento do projeto contou também com consultoria inicial de arquitetura da Agence Clémence Farrell. Diagrama cromático espacial do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A imagem apresenta as cores dos eixos cruzados de orientação vertical e horizontal, que se materializam no espaço expositivo a partir de tecidos e painéis de madeira. Criado por Santiago Rid e reproduzido originalmente no catálogo da 36ª Bienal
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36ª Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Aparições A 36ª Bienal de São Paulo apresentou Aparições, um novo formato expositivo simultaneamente digital e site-specific, concebido para expandir o alcance da mostra para além dos limites espaciais e temporais do Pavilhão Ciccillo Matarazzo. Desenvolvido em colaboração com a WAVA, plataforma sem fins lucrativos de exposições em realidade aumentada, o projeto propôs a reconfiguração de obras apresentadas na Bienal em versões digitais, concebidas como extensões, desdobramentos ou ecos dos trabalhos originais. Ancoradas em pontos geográficos selecionados pelos artistas e pela equipe conceitual, as obras passaram a dialogar com contextos locais específicos, permitindo novas formas de interação entre público, espaço e conteúdo digital por meio do aplicativo da plataforma. Ao articular ambientes físicos e virtuais, Aparições ampliou as possibilidades de acessibilidade, participação e ressonância territorial, ao mesmo tempo em que promoveu reflexões sobre conectividade, presença e os limites entre virtual e real nos espaços públicos contemporâneos. O projeto contou com apoio da Aventis Foundation e da Crespo Foundation. Aparição digital relacionada à obra de Andrew Roberts, na fronteira entre Tijuana (México) e San Diego (EUA). Abaixo, aparição relacionada à obra de Adama Delphine Fawundu, Parque Ibirapuera, 2025
Os Afluentes foram programas desenvolvidos com instituições culturais em São Paulo e ao redor do mundo – formatos discursivos e performativos do projeto (palestras, oficinas, leituras de poesia, música, instalações, performances). Na Casa do Povo, em São Paulo, foi apresentado o programa Ensaio geral, com curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay. Desenvolvida em parceria com a Cinémathèque Afrique, a mostra de filmes Fluxos de imagens / Imaginários aconteceu no auditório do Pavilhão da Bienal e no La Friche la Belle de Mai, em Marselha, como parte da Temporada França-Brasil.
5 – 6 set 2025: Ato I com Marcelo Evelin 16 – 18 out 2025: Ato II com Boxe Autônomo e Dorothée Munyaneza
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Afluentes
12 – 13 dez 25: Ato III com Alexandre Paulikevitch e MEXA
Casa do Povo Abrigando o legado da Casa do Povo, Ensaio geral se concentrou em práticas muitas vezes excluídas das histórias canônicas do teatro e dos palcos institucionais. O programa mergulhou em formas parateatrais e práticas híbridas, momentos em que o teatro se funde com a performatividade de desfiles, eventos esportivos e a energia do cabaré.
Afluentes: registros de performance de Boxe Autônomo e Dorothée Munyaneza (acima), Alexandre Paulikevitch e MEXA (centro) e Marcelo Evelin (abaixo), Casa do Povo, 2025
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Cinémathèque Afrique No contexto da Saison FranceBrésil 2025 e em colaboração com a Cinémathèque Afrique, Fluxo de imagens / Imaginários foca na história compartilhada entre o Brasil, o Caribe e a África, e em como essa esfera transcontinental de influência mútua continua a reverberar nas práticas culturais e nos imaginários das comunidades dessas regiões até os dias de hoje. Um comitê de seleção composto de seis especialistas em práticas de imagem em movimento no Brasil, no Caribe e nas regiões norte e oeste da África desenvolveu de forma coletiva um programa de filmes que coloca obras contemporâneas e históricas em diálogo, estruturado em quatro capítulos: Território e soberania, O que resta de nós, Corpos em movimento: som, luta e espaço social e Era uma vez no futuro. Stream of Images / Imaginaries contou com o apoio do Ministério das Relações Exteriores / Instituto Guimarães Rosa, da Embaixada da França no Brasil e do Institut français, como parte da Saison France-Brésil.
No La Friche La Belle de Mai Nos dias 19 e 20 de setembro, o programa ocupou o Petit Plateau da Friche la Belle de Mai. Dia 19: exibição dos filmes do bloco Território e soberania, seguida de debate com Chica Andrade & Rafael Mellim, Heitor Augusto e Wasis Diop. Dia 20: exibição dos filmes do bloco Corpos em movimento, seguida de mesa com Katia Mesel e Debora Butruce e DJ set de Gombaxx.
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No Auditório do Pavilhão Os quatro programas temáticos foram apresentados no auditório do Pavilhão alternadamente aos domingos. Além disso, três sessões foram acompanhadas por mesasredondas com membros do comitê de seleção e alguns dos respectivos cineastas. 8 de setembro de 2025 Mesa de debate com Débora Butruce, Heitor Augusto, Anna Roberta Goetz e Thomas Sparfel. 19 de outubro Conversa com Aude Christel Mgba, Baff Akoto, Juliana Teixeira, Luli Morante e Rafael Amorim.
36ª Bienal de São Paulo
23 de novembro Conversa com Wally Fall, Anyès Noèl e Elisabeth Gustave. Comitê de seleção: Aude Christel Mgba, Débora Butruce, Elisabeth Gustave, Heitor Augusto, Jihan ElTahri e June Givanni.
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Conjugações: evento promovido pelo Spatial Strategies, programa de mestrado em artes da Weißensee Kunsthochschule Berlin, parte externa do Pavilhão, 2025
Conjugações A programação pública da 36ª Bienal de São Paulo, intitulada Conjugações, foi concebida para ampliar os diálogos propostos pela exposição e promover diferentes formas de encontro entre obras, artistas e públicos. Reunindo performances, conversas, encontros com artistas e ativações de obras, muitos em parceria com instituições parceiras internacionais, o programa buscou aprofundar as reflexões curatoriais da mostra por meio de experiências discursivas e sensoriais. O programa público da 36ª Bienal contou com apoio da Open Society Foundations. O Programa sônico foi oferecido pela Petrobras.
Público estimado: 16.336 pessoas 123
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Conjugações 6 de setembro Conjugações: um som responde a um som com Ryan C. Clarke, JJJJJerome Ellis e Kite – Center for Art, Research and Alliances Conjugações: TAF Conversation com Xiaoyu Weng, Nguyễn Trinh Thi, Putu Sridiniari, Julia BryanWilson, Korakrit Arunanondchai e Trương Công Tùng – Tanoto Art Foundation Performance: O cheiro da terra depois do fogo… – Myriam Omar Awadi Conjugações: Várzea: espaços para desafogo – Spatial Strategies, Weißensee Kunsthochschule Berlin Conjugações: Conversas com Hobisoa Raininoro, Myriam Omar Awadi e Sumesh Sharma – Fondation H Performance: Nada permanecerá além do espinho alojado na garganta deste mundo – Noor Abed e Haig Aivazian Performance: TRANSCLANDESTINA 3020 – Manauara Clandestina Mensagem de boas-vindas da equipe conceitual e da presidente da Fundação Bienal Apresentação musical: Coral Jovem Heliópolis do Instituto Baccarelli Apresentação: Conceição Evaristo Show: Mateus Aleluia Ativação: A song to a tearful garden – Oscar Murillo Ativação: Os meninos não sei que juras fraternas fizeram – Vilanismo
7 de setembro Ativação: Templo da Água: Rio Tietê – Grupo Werebere (Leonel Vásquez e Esmeralda Ramírez) Apresentação musical: Tambor de Crioula da Floresta do Mestre Apolônio Ativação: Sertão em nós: Reverberações do Programa de Residência Artística do Sertão Negro Conjugações: Radio Play: esta respiração é um mundo de vida com Raziyah Heath, Qiaochu Guo, Sophia Mitiku e Gery Mendes – Metro54 Performance: O fluxo da vida – Léna Blou Performance: Forensic Architecture/Forensis Conjugações: À medida dos nossos pés – SAVVY Contemporary Performance: Werewere Liking Apresentação: Dom Salvador Ativação: A song to a tearful garden – Oscar Murillo Ativação: Os meninos não sei que juras fraternas fizeram – Vilanismo
Ativação da obra de Oscar Murillo, 2025
10 de setembro Conversa: Fotografia sobre o prisma de uma luz negra – Vilanismo e Akinbode Akinbiyi 11 de setembro Performance: Tecendo cabelos sobre a terra: costurando identidade e território – Guto Oca / Vilanismo 13 de setembro Roda de conversa com Miriam Alves – Souffles: Sobre escuta profunda e recepção ativa Performance: Alain Padeau
14 de setembro Oficina: Saberes do Samba 20 de setembro Visita temática: Souffles: Sobre escuta profunda e recepção ativa Práticas da publicação educativa: Souffles: Sobre escuta profunda e recepção ativa
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8 de setembro Apresentação: Andrew Maerkle Leitura de poesia: Ladan Osman Palestra: Rodney Saint-Éloi Performance: Salesman Of Revolt / Le ventre de l’Atlantique – Hamedine Kane Performance: María Magdalena Campos-Pons e Kamaal Malak, seguida de conversa com Odette Casamayor e Grace Aneiza Ali Palestra: Bongani Madondo Visita temática: Frank Bowling e a 36ª Bienal de São Paulo Conjugações: Não estamos no mesmo barco: sobre conjugar instituições – 32º East e Nottingham Contemporary
26 de setembro Ativação: Rádio Jatobá: da oralidade às ondas sonoras – Sertão Negro 27 de setembro Ativação: Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha Souza, Renata Martins e Joyce Prado – Sertão Negro 4 de outubro Conversa: EducoTRETA: Segredos do circuito, formação continuada e a educação como arma/poema para emancipação dos trabalhadores da cultura – Vilanismo 5 de outubro Visita temática para crianças: Chama chão com Thiago Franco Roda de conversa: Bigidi mè pa tonbé! Balança mas não cai! com Edinho Santos Conversa EducoTRETA (esquerda) e visita temática dentro da obra de Moffat Takadiwa (direita), 2025
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11 de outubro Visita temática para crianças: O som do invisível com Thiago Franco Apresentação: Arte e filosofia – John Armstrong Conversa: CuradoTRETA, estratagemas e conspirações: A arte contemporânea brasileira das margens e seus desafios – Vilanismo 12 de outubro Visita temática: Bigidi mè pa tonbé! Balança mas não cai! Ativação: Agroecologia para crianças: vivenciando a agroecologia de forma lúdica e exploratória – Sertão Negro 15 de outubro Ativação: Gravura sertaneja: a colagravura a partir de plantas do Cerrado goiano como ativadoras de conhecimentos ancestrais – Sertão Negro
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Conjugações – Educação: oficinas para crianças Todas as tardes a esta casa venho, com Ana Raylander Mártis dos Anjos (acima), e Esculturas inventadas, com Sallisa Rosa, 2025
18 de outubro Oficina para crianças com Todas as tardes a esta casa venho – Ana Raylander Mártis dos Anjos Conversa: Eu posso soprar contra o vento: aspectos e espectros de homens negros nas artes – Vilanismo Oficina para crianças com Vilãozín: desenhar é brincar de mundo – Vilanismo 19 de outubro Oficina para crianças – Esculturas inventadas com Sallisa Rosa
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Conversa Poéticas de terreiro, 2025
25 de outubro Visita-ateliê para crianças: Estado de pássaro com Thiago Franco Práticas da publicação educativa: Bigidi mè pa tonbé! Balança mas não cai! Ativação: Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha de Souza e Mariana Campos – Sertão Negro Conjugações: LISTEN! · ESCUTEM! – Más Arte Más Acción Narração: Bigidi mè pa tonbé! Balança mas não cai! com DJ Abud
1 de novembro Conversa: Poéticas de terreiro: a encruzilhada das artes e saberes ancestrais com Ìyálorisa Omilade e Moisés Patrício – Vilanismo 8 de novembro Roda de conversa: Mawali‑Taqsim: Improvisação como espaço e tecnologia da humanidade com Allan da Rosa Conversa: 27 anos contrariando a estatística? – Dos 111 aos 121: resenha crítica sobre injustiças à brasileira e a necessidade de organizar o ódio de maneira estratégica – Vilanismo Conversa: Diálogos Sul‑Sul – África-Áfricas: provocações, conjuras e confabulações entre Vilanismo e Link’ArtÁfricas – Vilanismo
Ativação da obra do Sertão Negro: roda de conversa com as curadoras Ceiça Ferreira e Edileuza Penha Souza, e a cineasta Mariana Campos, 2025
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13 de novembro Programa sônico: Podeserdesligado
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14 de novembro Ativação: Pedaços de Sertão: arte, memória e bioconstrução – Sertão Negro 15 de novembro Visita temática: Mawali–Taqsim: Improvisação como espaço e tecnologia da humanidade Conversa: Conjugar a humanidade: pertencimento, cuidado e transformação na arte contemporânea e na universidade Programa sônico: Podeserdesligado
16 de novembro Performance: Où sont nos monuments? / Onde estão os nossos monumentos? – Olivier Marboeuf, Tiganá Santana, Victoria Santos e James Desiris 19 de novembro Ativação: A Capoeira Angola do Sertão Negro – Sertão Negro 21 de novembro Programa sônico: Raiany Sinara 22 de novembro Práticas da publicação educativa: Mawali-Taqsim: A improvisação como espaço e tecnologia da humanidade Conjugações: Beyond the Gate – Africa Design School Conjugações: UMA: Nem todo viandante anda estradas – Ajabu Ajabu 23 de novembro Festival Bienal no Mangue: BUHR, Maciel Salú, Mundo Livre S/A e Paulete Lindacelva
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Apresentação de BUHR (acima) e Mundo Livre S/A (abaixo) no Festival Bienal no Mangue, 2025
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Apresentação do concerto de Tanka Fonta, executado pela Orquestra do Theatro São Pedro no Theatro São Pedro, 2025
29 de novembro Performance e conversa: Ativação Malote – Artesanato Chave e Vilanismo Ativação: Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha de Souza, Urânia Munzanzu e Milena Manfredini – Sertão Negro Narração: Mawali-Taqsim: A improvisação como espaço e tecnologia da humanidade com DJ Abud Conversa: 500 Braças na medida do impossível: terra, casa, ateliê – EhChO e Vilanismo
4-7 de dezembro Projeção: Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas? – Olu Oguibe 5 de dezembro Concerto: Philosophies of Being, Perception, and Expressivity of Being – Tanka Fonta e Orquestra do Theatro São Pedro (Theatro São Pedro) Projeção da obra de Olu Oguibe na empena do edifício MAC-USP, 2025
30 de novembro Conversa: Vilanismo celebra João Cândido – João Cândido, Luciara Ribeiro e Vilanismo Programa sônico: Caio Rosa Conversa: Vilanismo celebra Helcio Barros – Helcio Barros e Vilanismo 4 de dezembro Conversa: Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas? – Keyna Eleison e Chirley Pankará
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6 de dezembro Cortejo: CHIJUYAA: Pássaros que ecoam sua canção enquanto nossas lágrimas atravessam vales Performance: Corpos d’água com Terená Bueno Kanouté e Noel Carvalho – Sertão Negro Ativação: Quando o som beijar o mar: as encruzilhadas do Atlântico, reggae e fé – Conversa com Carlos Benedito, Célia Sampaio e Thiago de Paula Souza e discotecagem com Nahraujo na obra de Gê Viana 7 de dezembro Conversa: Bukimi no Tani (不気味の⾕): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide – Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Gê Viana, Manauara Clandestina e Thiago de Paula Souza Performance e oficina: Pilão de águas e quebrador do Cerrado: alimentação artesanal com biscoito de jatobá com Débora Santiago e Terená Kanouté – Sertão Negro Ativação: Quando o som beijar o mar: as encruzilhadas do Atlântico, reggae e fé – Discotecagem com Lys Ventura e Sacy na obra de Gê Viana
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12 de dezembro Ativação: Cerâmica e conexão terra-mãos-memória com Anahy Jorge e Anuã Aucê Sertão Negro 13 de dezembro Ativação: Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha de Souza e Juliana Segóvia – Sertão Negro Visita-ateliê para crianças: Estado de pássaro com Thiago Franco
Performance: Seja artista, seja animal – Gervane de Paula Conversa: Território é permanência: o direito de fincar raiz – Vilanismo, Quilombaque e Carmen Silva Conjugações: Jejum como prática – Jatiwangi Art Factory 14 de dezembro Visita temática: Bukimi no Tani (不気味の⾕): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide Coro: Bateria 013 Conversa: Pedagogia do funk: o conhecimento é chave – Vilanismo, O Tal do Ale e Renata Prado Programa sônico: Sarine Roda de conversa e visita temática: Heitor Augusto Programa sônico: Anti Ribeiro Performance: escolher falar de amor não cessará nenhuma bomba – Dayse Serena, Rômulo Alexis, Anaïs Sylla e Zebb Programa sônico: Mbé 20 de dezembro Oficina para crianças: Chama chão com Thiago Franco Oficina: Introdução à fotografia em preto e branco: a obra de Mao Ishikawa como referência com Hiromi Toma, Tamy Higa e Tami Tahira Narração: Bukimi no Tani (不気味の⾕): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide com DJ Abud Visita temática: Ressoando a obra de Mao Ishikawa na diáspora negra e okinawana 21 de dezembro Coro: Sampa Charme Práticas da publicação educativa: O vale da estranheza – A afetividade do humanoide
3 de janeiro Peça teatral para crianças: Os peixes não falam – Companhia Primeiro Olhar 4 de janeiro Peça teatral para crianças: Os peixes não falam – Companhia Primeiro Olhar 9 de janeiro Cinema: Exibição do filme The Man Died de Awam Amkpa e introdução por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
10 de janeiro Performance e conversa: A dança entre os femininos em Terra Porosa e masculinidade vilã de bell hooks – Vilanismo, Ester Lopes e Will Lima Conjugações: Kairi: a ilha – Central Bank Museum Conversa: Exposição, publicação, posteridade: olhando para o futuro a partir da 36ª Bienal – Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e Siddharta Mitter
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27 de dezembro Visita temática para crianças: O som do invisível com Thiago Franco Treino aberto e visita mediada: Boxe Autônomo
11 de janeiro Visita temática: de tabela Performance final: Povo Xavante da aldeia Wederã com Raven Chacon, Iggor Cavalera e Laima Leyton
Performance conduzida pela aldeia Wederã Xavante, do Território Indígena Pimentel Barbosa, sob a coordenação do cacique Cipassé Xavante e Mara Barreto Sinhosewawe Xavante, 2026
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Educação A área de Educação da 36ª Bienal de São Paulo estruturou-se como uma das frentes centrais de ampliação do alcance e da relevância pública da mostra, articulando formação, mediação, acessibilidade e programação pública em uma rede ampla de parcerias institucionais. Concebido a partir dos princípios curatoriais da exposição, o programa educativo operou de forma expandida, combinando ações no Pavilhão Ciccillo Matarazzo com atividades em escolas, universidades, instituições culturais e territórios diversos. O programa consolidou uma presença territorial expressiva, abrangendo 44,4% do território nacional, com ações em 12 estados brasileiros e 102 municípios. A formação de cerca de 25 mil professores e educadores gerou efeito multiplicador com impacto estimado em mais de 1 milhão de crianças e jovens em escolas e territórios. Durante os quatro meses da exposição, a equipe de educação atendeu 113.707 visitantes, dos quais 90.965 eram crianças e jovens entre 3 e 17 anos, representando mais de 80% do público atendido em ações mediadas.
25 mil professores formados + 1 milhão de crianças e jovens impactados
Visita mediada, 2026
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Publicações educativas | Invocações As publicações educativas da 36ª Bienal de São Paulo constituíram um dos principais eixos estruturantes do programa de educação, atuando simultaneamente como ferramenta pedagógica, material de formação e dispositivo de ampliação do acesso aos conteúdos curatoriais da mostra. Publicadas em parceria com a CARA – Center for Art, Research and Alliances, as publicações foram lançadas em português e inglês – sendo a versão em inglês também distribuída internacionalmente, fato inédito na história recente das Bienais de São Paulo. A iniciativa ampliou de forma significativa a circulação internacional dos conteúdos educativos produzidos pela Fundação, fortalecendo o alcance global das pesquisas desenvolvidas no contexto da 36ª edição. As publicações tiveram papel central na formação da equipe de mediação, nas ações de difusão e no relacionamento com professores, educadores e instituições parceiras. Além de apoiar as atividades realizadas no período de preparação e durante os meses de exposição, os materiais também foram pensados para acompanhar o programa de mostras itinerantes. As tiragens foram distribuídas gratuitamente a escolas públicas, equipamentos culturais, bibliotecas, coletivos sociais, professores, educadores formais e não formais participantes de cursos, minicursos e ações formativas promovidas pela Fundação. A série foi composta por quatro volumes, cada um dedicado a uma das Invocações que antecederam a Bienal e estruturaram parte importante de sua pesquisa curatorial. Reunindo textos de artistas, pesquisadores, poetas, performers e críticos, os quatro volumes registraram e expandiram as discussões propostas pelas Invocações, articulando reflexões sobre escuta, equilíbrio, improvisação, tecnologia, corporeidade e coexistência a partir de diferentes geografias, tradições culturais e perspectivas críticas. Cada publicação também incorporou duas propostas de práticas educativas elaboradas a partir das pesquisas sobre coro, cantar, dançar, brincar e contar histórias como práticas de humanidade. Estruturadas como roteiros para Laboratórios Criativos, essas práticas foram concebidas em três etapas adaptáveis a diferentes contextos pedagógicos. Desenvolvidas em diálogo com docentes da rede pública de São Paulo e alinhadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as atividades buscaram aproximar a arte contemporânea de múltiplos contextos educativos, incentivando a construção de saberes integrados, a expressão de ideias e sentimentos e a reflexão crítica sobre questões sociais e culturais.
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Todos os volumes são disponibilizados gratuitamente para download, ampliando o alcance das publicações para além da experiência presencial da Bienal. Até janeiro de 2026, quando a mostra se encerrou, os materiais registraram 109.483 visualizações, além da distribuição de 5.929 exemplares físicos. Esse alcance reafirma o papel estratégico das publicações como ferramentas de difusão, formação e democratização do acesso ao conhecimento produzido pela Bienal. Um dos principais avanços desta edição foi a incorporação, pela primeira vez desde 1998, de recursos de acessibilidade integrados às publicações educativas. Cada um dos quatro volumes passou a contar com audiodescrição das imagens em linguagem simples, disponibilizada em formato textual e em áudio por meio de QR codes, ampliando o acesso aos conteúdos para públicos diversos e auxiliando na construção de experiências educativas mais inclusivas, acessíveis e plurais. Lançamento das publicações educativas Em agosto de 2025, antes da abertura da exposição, foi realizado o lançamento das publicações educativas, evento que inaugurou a programação pública da equipe de educação e reuniu cerca de 370 pessoas entre profissionais das áreas de arte, educação e cultura. A atividade foi organizada em três atos: uma roda de conversa com a equipe de educação da Bienal, o artista e educador Guinho Nascimento, o curador geral da 36ª Bienal Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, o cocurador Thiago de Paula Souza e a cocuradora at large Keyna Eleison; o cortejo e a performance Pretos do Rosário, com
Vol. 1 Souffles: Sobre escuta profunda e recepção ativa 184 páginas Vol. 2 Bigidi mè pa tonbé! – Balança mas não cai! 184 páginas Vol. 3 Mawali–Taqsim: Improvisação como espaço e tecnologia da humanidade 184 páginas Vol. 4 Bukimi no Tani (不気味の谷): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide 200 páginas cada publicação educativa: 15,7 × 23 cm tiragem: 2.600 (português); 1.000 (inglês).
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Lançamento das publicações educativas da 36ª Bienal com a performance Pretos do Rosário, idealizada por Guinho Nascimento, 2025
a participação da Congada de Santa Efigênia, da Casa de Caridade Pai João da Ronda – Recanto Quiguiriça e da Comunidade Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França; e, por fim, o levantamento do mastro no Espaço de Mediação do Pavilhão, gesto simbólico que assinalou a abertura do programa. Rodas de conversa As Rodas de conversa inauguraram a agenda mensal de atividades e foram estruturadas a partir de cada volume da publicação educativa, contando com a participação de seus colaboradores e colaboradoras. O programa reuniu Miriam Alves (vol. 1), Edinho Santos (vol. 2), Allan da Rosa (vol. 3) e Manauara Clandestina e Gê Viana (vol. 4), além de integrantes da equipe conceitual, como Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Thiago de Paula Souza, André Pitol e Leonardo Matsuhei, que aprofundaram, em diálogo com o público, as investigações propostas em cada volume. Ao longo da mostra, a dinâmica foi ampliada com novos convidados e diferentes abordagens. O filósofo britânico John Armstrong ministrou uma palestra sobre
arte e autoconhecimento; Chirley Pankará e a cocuradora at large Keyna Eleison dialogaram a partir da obra de Olu Oguibe; e Heitor Augusto conduziu uma análise dos trabalhos audiovisuais presentes na exposição. As rodas também foram realizadas em parceria com a PRIPUSP, estudantes da ECA-USP e a Rede de Educativos do Itaú Cultural, concentrando-se principalmente no Espaço Bloomberg e na Sala de Cinema, no terceiro pavimento. Visitas temáticas e práticas da publicação educativa As visitas temáticas e as práticas da publicação educativa foram centrais para a mediação dos conteúdos desenvolvidos nas publicações junto aos diferentes públicos ao longo de toda a mostra. As visitas concentraram-se nos artistas e nas questões abordadas em cada volume, enquanto as práticas retomaram os laboratórios que deram origem às publicações, propondo experiências de aprofundamento e experimentação. Entre os destaques da programação, estiveram a visita dedicada à obra de Frank Bowling, conduzida com a presença de Ben Bowling e Susi Bowling, do
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Estúdio Frank Bowling, e a programação dedicada à artista okinawana Mao Ishikawa, que incluiu uma oficina de fotografia em preto e branco no período da manhã, seguida de uma visita temática à tarde. Outro momento de destaque foi a oficina performática realizada pela Bateria 013 na Varanda Bienal, que ampliou o alcance da programação ao reunir não apenas visitantes da exposição, mas também frequentadores do parque, somando cerca de 80 participantes. Narrações com DJ Abud Como encerramento das ações de cada volume mensal da publicação educativa, o pesquisador, DJ e produtor musical Walter Abud conduziu mediações sonoras na Varanda Bienal. As seleções musicais estabeleceram pontes entre os territórios das Invocações e diferentes expressões da musicalidade brasileira, encerrando cada ciclo de atividades por meio de experiências sensoriais e coletivas. Formação e atuação da equipe de mediação Para a 36ª Bienal, a Fundação Bienal contratou uma equipe temporária composta por 40 profissionais, sendo 30 pessoas mediadoras e 10 auxiliares de mediação e receptivo. A formação totalizou 246 horas, distribuídas entre a etapa pré‑abertura e a formação continuada durante a exposição. O processo incluiu estudos sobre os conceitos curatoriais, leitura das publicações educativas, elaboração de roteiros de visita, práticas educacionais, participação em programas públicos da edição, palestras com artistas, visitas com a equipe curatorial e rodas de conversa sobre conservação, patrimônio, saúde mental e primeira infância. A formação buscou preparar a equipe para uma atuação sensível às especificidades conceituais da mostra e às necessidades de públicos diversos. Visitas mediadas e apoio com transporte Entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, a equipe de mediação da 36ª Bienal atendeu 113.707 visitantes em visitas mediadas com duração de até duas horas. As ações foram estruturadas a partir de princípios de acessibilidade comunicacional e atitudinal, buscando garantir experiências de visita qualificadas e acolhedoras para públicos diversos, incluindo o oferecimento de interpretação em Libras em atividades específicas. Como parte da estratégia de ampliação de acesso para estudantes da rede pública, a Fundação Bienal de São Paulo também disponibilizou apoio logístico para deslocamento e permanência dos grupos escolares, com oferta de transporte e alimentação. Ao todo, foram
Visitas temáticas, 2025-2026
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disponibilizados 92 ônibus e lanches para grupos agendados, beneficiando 8.500 crianças e adolescentes de diferentes territórios da Grande São Paulo e ampliando as possibilidades de acesso à arte contemporânea para públicos historicamente menos atendidos por instituições culturais. Acessibilidade, inclusão e educação As ações educativas da 36ª Bienal foram concebidas desde o início com o compromisso de ampliar as condições de acesso e participação de públicos diversos. Para além dos recursos de acessibilidade integrados às publicações educativas, a equipe desenvolveu um conjunto de materiais, dispositivos e práticas voltados à promoção de uma experiência mais inclusiva no espaço expositivo. A equipe de mediação foi preparada para adaptar escuta, linguagem e ritmo às necessidades específicas de cada grupo, incluindo pessoas com deficiência, crianças da primeira infância e públicos com demandas particulares de acompanhamento. No Espaço de Mediação, localizado no térreo do Pavilhão, estiveram disponíveis para uso livre recursos como fones abafadores de ruído – especialmente importantes para visitantes com hipersensibilidade sensorial, incluindo pessoas no espectro autista –, maquetes táteis, materiais em Braille e conteúdos em fonte ampliada com linguagem acessível. Essas iniciativas reafirmaram o compromisso da Fundação Bienal de São Paulo com a construção de experiências culturais mais acessíveis, acolhedoras e plurais.
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Curso de formação para docentes convidados pela Secretaria Municipal de Educação, 2025
Formações para professores e educadores | Parcerias As ações formativas para professores e educadores constituíram uma das principais frentes de atuação da área, realizadas por meio de parcerias estratégicas com secretarias municipais de educação e cultura, instituições de ensino superior, equipamentos culturais e organizações da sociedade civil. A parceria com o Sesc São Paulo consolidou‑se como uma das mais amplas e estratégicas do programa educativo da 36ª Bienal de São Paulo, estruturada em múltiplas frentes ao longo dos meses da exposição e com desdobramentos já previstos para 2026 no âmbito do programa de mostras itinerantes. Ao todo, 3.702 pessoas participaram de visitas mediadas ao Pavilhão, com presença de unidades distribuídas pela capital, litoral e interior do estado de São Paulo, evidenciando a expressiva capilaridade regional da parceria. Em novembro, foi realizado o Intercâmbio Técnico, encontro presencial que reuniu 20 Coordenadores de Comunicação e Atendimento do Sesc São Paulo para troca de experiências sobre gestão de equipes de mediação, metodologias de atendimento ao público, uso de ferramentas digitais e formação continuada.
A parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) resultou em uma ação formativa voltada a professores da educação infantil, com foco nas especificidades da mediação em arte contemporânea para a primeira infância. Realizada na Sala de Cinema do Pavilhão, em colaboração com a equipe educativa do museu, a atividade reuniu 75 docentes da Diretoria Regional de Educação Jaçanã‑Tremembé. O encontro promoveu uma troca qualificada entre as metodologias educativas das duas instituições, colocando em diálogo diferentes abordagens de mediação, escuta e construção de experiências sensíveis com crianças pequenas. A programação incluiu palestra formativa e visita mediada à 36ª Bienal, conduzida pela equipe da Fundação Bienal. A ação reafirmou a importância das parcerias interinstitucionais na formação continuada de educadores, fortalecendo práticas pedagógicas voltadas à ampliação do acesso à arte contemporânea desde os primeiros anos da infância.
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Conjugações – Educação: roda de conversa com Allan da Rosa sobre o terceiro volume da publicação educativa, 2025
A parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo resultou em um curso híbrido (remoto e presencial) de 20 horas para docentes da rede pública, com 1.352 inscrições e representação de 13 Diretorias Regionais de Educação da cidade. Os encontros presenciais reuniram 599 docentes no Pavilhão. Ao longo do processo, 535 professores concluíram de forma integral a formação, desenvolvendo planos de aula baseados nos conceitos curatoriais da Bienal. O ciclo presencial incluiu a exibição do programa Fluxo de imagens / Imaginários, com seleção de filmes da 36ª Bienal, e uma roda de conversa com Allan da Rosa, escritor e educador, interlocutor do terceiro volume da publicação educativa, seguida de visitas mediadas.
Minicurso fruto da parceria com as Fábricas de Cultura, 2025
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A parceria com as Fábricas de Cultura, geridas pela Catavento Cultural e pela Poiesis, constituiu uma das iniciativas mais amplas, capilares e contínuas do programa educativo da 36ª Bienal de São Paulo. Desenvolvida ao longo de vários meses e articulada em todas as unidades das duas gestoras, a ação estruturou-se em quatro frentes complementares, conectando formação, mediação, circulação territorial e produção artística em diálogo com a proposta curatorial da mostra. O programa teve início antes da abertura da exposição, com os encontros Do verbo à prática, que reuniram equipes de gestão das Fábricas para apresentação dos conceitos curatoriais e construção colaborativa da parceria. Em seguida, o minicurso Fragmento I: Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática foi oferecido às educadoras das unidades. Durante a exposição, a série
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A parceria inédita com a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP (PRIP-USP), firmada no início de 2025, estabeleceu uma importante articulação entre arte contemporânea, educação e cuidado em saúde mental no contexto da 36ª Bienal de São Paulo. A iniciativa ampliou o escopo das ações educativas ao incorporar discussões sobre acolhimento, escuta, pertencimento e saúde coletiva, reforçando o compromisso da Fundação Bienal com práticas educativas conectadas a temas urgentes da contemporaneidade. As ações desenvolvidas incluíram a participação na III Semana de Saúde Mental da USP, com encontros realizados na ECAUSP e na Biblioteca Brasiliana; uma atividade dedicada à relação entre arte contemporânea e luta antimanicomial em parceria com o coletivo CucaTantã; formação sobre a Rede de Atenção Psicossocial voltada à equipe de mediação; agendamentos de grupos vinculados à universidade para visitas à exposição; e uma roda de conversa integrada à Programação Pública da Bienal. Ao todo, a parceria reuniu 575 participantes e consolidou um campo fértil de diálogo entre práticas educativas, produção cultural e cuidado em saúde mental.
Fragmento II: Roda de Histórias – O Silêncio da Poesia levou a equipe da Bienal às diferentes unidades, promovendo ações formativas e educativas com os públicos dos ateliês. Paralelamente, grupos de aprendizes realizaram visitas mediadas ao Pavilhão, enquanto a série Estuário trouxe apresentações artísticas desenvolvidas pelos próprios participantes para o espaço da Bienal. A parceria consolidou um modelo de atuação em que os aprendizes ocuparam ao mesmo tempo o lugar de público, agentes culturais e produtores de conteúdo, fortalecendo o diálogo entre arte contemporânea, território e formação. A série Estuário acolheu ativações artístico-culturais desenvolvidas por aprendizes de seis unidades das Fábricas de Cultura ao longo dos meses da exposição. Em diálogo com a proposta curatorial da 36ª Bienal, as apresentações ampliaram a presença dos territórios
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no Pavilhão, fortalecendo o protagonismo dos participantes e a articulação entre formação, criação artística e mediação cultural. O encerramento da série foi marcado pelo espetáculo A Ngoma – Caminhos Ancestrais, apresentado pela unidade Brasilândia. Concebida em formato de cortejo, a ação ativou a arquitetura e a espacialidade do Pavilhão em diálogo com obras da exposição, incluindo trabalhos de artistas como Alain Padeau e Moffat Takadiwa, encerrando a programação com uma ocupação coletiva do espaço expositivo. Ao longo da exposição, a equipe também desenvolveu ações de difusão em parceria com uma ampla rede de instituições culturais, educacionais e formativas, sempre em busca de ampliar o alcance da 36ª Bienal junto a diferentes públicos. No âmbito da Rede de Educativos do Itaú Cultural, a articulação com mais de 20 equipes educativas de museus e instituições culturais promoveu trocas de experiências, metodologias e práticas de mediação, fortalecendo o diálogo entre profissionais do campo educativo.
No ensino superior, destacaram‑se a participação da Faculdade de Belas Artes de São Paulo, com 100 estudantes em visita temática centrada na obra de Frank Bowling, realizada com a presença de Ben Bowling e Susi Bowling, e a recepção de grupos vinculados ao Instituto Criar, Fundação Gol de Letra, FAAP, ECA-USP e ETEC na mostra Fluxo de imagens / Imaginários, realizada no contexto da Saison Brésil-France. Essas ações reforçaram o papel da Bienal como espaço de formação, intercâmbio e produção de conhecimento em diálogo com diferentes campos da educação e da cultura.
Minicurso fruto da parceria com as Fábricas de Cultura – Catavento Cultural, 2025
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Durante o período da exposição, a Fundação realizou uma ação de difusão em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie, voltada a estudantes de pós-graduação. A atividade consistiu em uma palestra sobre a 36ª Bienal para mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura. A ação buscou aprofundar o diálogo entre a Bienal e o campo acadêmico, promovendo reflexões sobre os conceitos curatoriais, as linhas de pesquisa da exposição e suas articulações com debates contemporâneos no campo da arte, da educação e da cultura. A parceria teve desdobramento em visitas mediadas à mostra, ampliando a experiência formativa por meio do contato direto com as obras e com o espaço expositivo.
Programa público de educação | Conjugações O programa público de educação da 36ª Bienal de São Paulo integrou a programação Conjugações e totalizou mais de 90 horas de atividades ao longo dos quatro meses da exposição, reunindo 12.502 participantes. Sua concepção partiu dos fragmentos curatoriais da mostra, das pesquisas desenvolvidas pela equipe da Fundação Bienal em torno do brincar, dançar, cantar, jogar e contar histórias como práticas de humanidade, e das Invocações, a série de quatro encontros realizados antes da abertura da Bienal. A programação foi estruturada mensalmente em torno de cada volume da publicação educativa, organizandose a partir de um núcleo base composto por rodas de conversa, visitas temáticas, práticas educativas derivadas das publicações e mediação sonora. Esse conjunto de ações buscou aprofundar o diálogo entre os conteúdos curatoriais, as obras da exposição e os diferentes públicos, ampliando as possibilidades de leitura e experiência da mostra. Para além desse núcleo estruturante, o programa contou com oficinas, exibições de filmes e uma programação especial dedicada às infâncias e ao período de férias. Também integraram a programação treino aberto com o Boxe Autônomo e apresentações de aprendizes das Fábricas de Cultura na série Estuário. Destacou‑se ainda a presença do coletivo Sampa Charme, que retornou ao Pavilhão em novembro, após participação no programa Pavilhão aberto em janeiro, exemplificando a apropriação continuada dos espaços da Fundação por diferentes comunidades e reafirmando o papel da Bienal como espaço de encontro, permanência e circulação cultural.
Coro Em dezembro, a programação pública ativou o bloco Coro, em diálogo com a definição curatorial da mostra que entende o coro como “epítome da interdependência coletiva”. A partir desse conceito, foram convidados coletivos cujas práticas têm o fazer coletivo como elemento central de atuação. Bateria 013, Boxe Autônomo e Sampa Charme realizaram ações na Varanda Bienal, mobilizando visitantes do Parque e ativando o espaço externo do Pavilhão a partir de práticas artísticas, corporais e pedagógicas.
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Programação Infâncias A programação dedicada às infâncias esteve presente ao longo de toda a 36ª Bienal, com atividades voltadas à criação, experimentação e aproximação com a arte contemporânea desde os primeiros anos de vida. Artistas participantes da mostra – Ana Raylander Mártis dos Anjos, Sallisa Rosa e Vilanismo – conduziram oficinas especialmente voltadas ao público infantil. Ao longo da exposição, o arte-educador Thiago Franco realizou seis visitas-ateliê, articulando mediação e prática artística. A programação incluiu ainda duas apresentações do espetáculo Os peixes não falam, da Companhia Primeiro Olhar, realizadas na Sala de Cinema e que reuniram 200 participantes.
Cortejo da Bateria 013 (acima) e Os peixes não falam (abaixo), 2025
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Comunicação Identidade visual O estúdio berlinense Yukiko, fundado por Michelle Phillips e Johannes Conrad, foi o responsável pela identidade visual da 36ª Bienal. Reconhecido por seu estilo experimental, o estúdio traz uma abordagem que dialogou diretamente com o conceito curatorial da edição, criando uma experiência visual e gráfica que reforçou o papel da escuta e a ideia de confluências a partir da imagem do estuário. Nas palavras de seus autores: “O conceito visual da 36ª Bienal de São Paulo é inspirado na ideia de humanidade como prática, enfatizando a interconexão, a empatia e a coexistência criativa. Com base no eixo curatorial do som e do movimento manguebit, a identidade visual é fundamentada em ondas sonoras polifônicas e na série harmônica, simbolizando as frequências sobrepostas das experiências humanas. Essas ondas sonoras representam a ideia de que a humanidade está constantemente evoluindo e se remodelando por meio de encontros, assim como o estuário, onde vários mundos se encontram e se misturam. Essa manifestação visual reforça a mensagem central da Bienal: que por meio da escuta intencional e da reflexão profunda, podemos imaginar a humanidade como uma prática viva e pulsante”.
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O título da 36ª Bienal de São Paulo, “Nem todo viandante anda estradas”, é formado por versos da escritora Conceição Evaristo [The title of the 36th Bienal de São Paulo, ‘Not All Travelers Walk Roads’, is made up of verses by the writer Conceição Evaristo]
Cartaz da 36ª Bienal. Autoria: Studio Yukiko
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Publicações O projeto editorial da 36ª Bienal de São Paulo foi concebido como uma extensão crítica, documental e reflexiva da própria exposição, articulando diferentes formatos de publicação para ampliar o acesso aos conteúdos curatoriais e aprofundar os debates mobilizados pela mostra. Pela dimensão e abrangência de sua produção editorial, a 36ª Bienal consolidou um dos mais extensos projetos de publicações da história recente da Fundação. Considerando as edições em português e inglês, foram ao todo 12 publicações lançadas, reunindo contribuições de mais de 200 autores entre artistas, curadores, críticos, pesquisadores, poetas, educadores e pensadores convidados. O conjunto reflete o caráter plural, interdisciplinar e internacional da Bienal, ampliando a circulação das pesquisas e discussões desenvolvidas ao longo da exposição. As quatro publicações educativas, inspiradas nas Invocações e voltadas à formação, mediação e difusão, já foram detalhadas anteriormente na seção de educação deste relatório. Complementando esse eixo, o projeto editorial incluiu a publicação do catálogo oficial da exposição, organizado a partir da divisão espacial da mostra em seis núcleos expositivos denominados Capítulos, com um texto comissionado para cada artista da mostra. O projeto editorial incluiu ainda uma coletânea de textos de ensaios e poesia, em sua grande maioria inéditos, reunindo reflexões em torno de uma das questões centrais da edição: a compreensão da humanidade como verbo. Em consonância com o caráter internacional da Bienal, todas as publicações foram disponibilizadas em português e inglês, em formatos impresso e digital, sendo a versão digital gratuita para acesso e download nos sites da Bienal.
Catálogo de exposição 16,7 x 24 cm 344 páginas tiragem: 3.500 (português); 1.000 (inglês), com uma reimpressão de 3.700 (português) e 300 (inglês) exemplares
Coletânea 14,8 x 20,8 cm 240 páginas tiragem: 3.000 (português); 1.000 (inglês)
Site O site da 36ª Bienal ampliou significativamente a estrutura digital desenvolvida para a edição anterior. Além de reunir informações sobre artistas, obras, programação pública e visitação, o site incorporou novas áreas dedicadas a podcasts, publicações, audioguias, conteúdos em Linguagem Simples, videolibras, visitas virtuais e iniciativas digitais da mostra, como a Bienal Prática, Invocações e Aparições. O ambiente também integrou conteúdos educativos, registros de programas públicos e recursos de acessibilidade física e digital. Do seu lançamento até o encerramento da mostra, o site registrou 1,3 milhão de visualizações e 4,5 milhões de eventos, tornando-se a principal plataforma digital da Fundação no período. Acesse: 36.bienal.org.br
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Sinalização O curador geral da 36ª Bienal Bonaventure Soh Bejeng Ndikung encara a comunicação, em seus mais variados aspectos, como parte fundamental da prática curatorial, o que impactou a edição de diversas maneiras, desde a presença de uma consultora de comunicação e estratégia na equipe conceitual até uma proposta de sinalização experimental fortemente ancorada no projeto curatorial da mostra. Desenvolvida a partir do sistema de identidade visual criado pelo Studio Yukiko, a sinalização convidava o público a um encontro direto com as obras de arte, sem mediação inicial por legendas. As informações estavam concentradas em colunas distribuídas pelo espaço, nas quais era possível acessar os textos curatoriais e os conteúdos complementares sobre artistas e seus trabalhos. Dessa forma, para a curadoria, todos os visitantes tinham a possibilidade de ver as obras como linguagens e meios em si mesmos antes de ter contato com as categorias interpretativas trazidas pelos conteúdos disponibilizados no espaço expositivo, como legendas técnicas e textos de apresentação.
Guia digital Bloomberg Connects A 36ª Bienal contou com um guia digital oferecido pela Bloomberg Connects, aplicativo gratuito de arte e cultura que ampliou o acesso aos conteúdos da exposição em formato digital. Por meio da plataforma, os visitantes puderam acessar conteúdos exclusivos, materiais de aprofundamento sobre artistas e obras, além de informações práticas para planejar a visita, estendendo a experiência da Bienal para além do espaço físico.
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Tour virtual Com o objetivo de expandir o acesso às Bienais de São Paulo para além das pessoas que conseguem visitar presencialmente o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, a Fundação Bienal desenvolve, há mais de uma década, visitas virtuais das exposições, proporcionando ao público experiências digitais imersivas das mostras. Integrados aos sites das Bienais, os tours virtuais permitem percursos remotos pelas obras e pelos espaços expositivos, funcionando como ferramentas permanentes de documentação, mediação, pesquisa e memória institucional, além de ampliar o alcance internacional das exposições. Na 36ª Bienal de São Paulo, a visita virtual foi realizada por uma equipe externa e disponibilizada no site da mostra, integrando um ecossistema digital mais amplo ao lado de audioguia, podcasts, publicações e programas online. O tour pode ser acessado em: 36.bienal.org.br/ tour-virtual Acessibilidade digital Na 36ª Bienal, as políticas de acessibilidade digital da Fundação foram ampliadas de forma significativa, com foco na expansão de conteúdos em Linguagem Simples e na integração entre recursos físicos e digitais de mediação. A estratégia buscou fortalecer a autonomia dos públicos na experiência de visita e ampliar o acesso aos conteúdos curatoriais por meio de múltiplas camadas de leitura e navegação. Ao todo, 55 artistas participantes passaram a contar com materiais acessíveis específicos. O site da Bienal reuniu um conjunto abrangente de recursos, incluindo audioguias inclusivos, publicações acessíveis, descrições de imagens, guia de visitação em Linguagem Simples, videolibras e ferramentas de navegação adaptadas. A edição também incorporou novas experiências digitais de mediação, como a plataforma Bienal Prática, ampliando as possibilidades de interação entre públicos, obras e conteúdos da mostra. O crescimento no alcance dessas iniciativas pode ser observado no uso dos audioguias ao longo das últimas edições. Na 36ª Bienal, as vinte faixas foram acessadas 12.125 vezes, representando um aumento de aproximadamente 40% em relação à 35ª edição do evento e evidenciando a crescente relevância dos recursos de acessibilidade como parte central da experiência expositiva.
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Obras de Precious Okoyomon (acima) e Hajra Waheed (abaixo), 2025
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Bienal Prática Lançada no contexto da 36ª Bienal, a Bienal Prática representa uma das iniciativas digitais mais inovadoras da Fundação Bienal de São Paulo. Desenvolvida com a startup Real Again, a plataforma combina inteligência artificial, reconhecimento de imagem, realidade aumentada e recursos de acessibilidade em uma experiência de mediação digital acessível diretamente pelo navegador do celular, sem necessidade de download de aplicativos. O web app inteiramente gratuito permite que visitantes apontem a câmera do celular para obras selecionadas e interajam com IARA, avatar multilíngue que apresenta conteúdos em português, inglês e espanhol. A plataforma reúne descrições em Linguagem Simples, elementos de gamificação e mediação acessível para obras de trinta artistas da exposição, articulando tecnologia, curadoria e inclusão em uma experiência inédita no circuito internacional de exposições. O projeto teve alcance de 27.915 acessos.
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Registro e documentação Para a 36ª Bienal de São Paulo, a Fundação ampliou a documentação audiovisual das atividades da programação pública. Os vídeos dos encontros realizados em Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio contaram com apoio do Ministério das Relações Exteriores e foram disponibilizados em um espaço dedicado dentro da exposição, permitindo ao público acessar os debates preparatórios das Invocações e os conceitos que fundamentaram a mostra. Esses registros também subsidiaram os textos da publicação educativa da edição e seguem disponíveis no canal da Fundação Bienal no YouTube. Já as atividades realizadas no Pavilhão Ciccillo Matarazzo foram incorporadas tanto ao YouTube da Fundação quanto ao Arquivo Histórico Wanda Svevo, contribuindo para futuras pesquisas. Os vídeos produzidos para a exposição somaram 23.137 visualizações no YouTube,
Redes sociais Uma nova abordagem marcou as redes sociais da Bienal no que se refere ao projeto da 36ª Bienal: foram nove meses dedicados a conteúdos exclusivos sobre a exposição, ou seja, cinco meses a mais do que o tempo dedicado às edições anteriores. Os conteúdos foram distribuídos em dois momentos distintos: entre maio e agosto, a Fundação trabalhou com a divulgação dos artistas da exposição com foco em seus projetos anteriores, dossiês encontrados no Arquivo Bienal, entrevistas curtas com artistas em campo e montagem das obras. De setembro a janeiro, período de atividade da mostra, os conteúdos voltaram-se às obras in situ, artistas participantes, entrevistas com curadores e a mais extensa cobertura de programação já feita no Instagram Stories da Fundação, com divulgações prévias e coberturas ao vivo das atividades. Foram criados mais de 2 mil stories no período, totalizando 4,2 milhões de visualizações desses conteúdos. Somadas as plataformas, os conteúdos da 36ª Bienal tiveram 20 milhões de visualizações e 1 milhão de interações.
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com destaque para o vídeo sobre o conceito curatorial da mostra. Já o vídeo da campanha publicitária alcançou 3.932.668 visualizações, tornando-se a maior já realizada pela Fundação por esse canal.
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Vozes Bienal Para ampliar o alcance digital da 36ª Bienal de São Paulo, a Fundação criou o programa Vozes Bienal, reunindo 40 embaixadores virtuais voluntários de perfis variados, em áreas como música, gastronomia, moda, ativismo, literatura e audiovisual, que ecoaram os valores e os temas da exposição nas redes sociais. Participaram do programa: Adriana Coelho Silva Ana Carolina Ralston Alex Atala Ana Hikari Astrid Fontenelle Bárbara Brito Benedita Casé Zerbini Camila Fremder Dandara Queiroz Djamila Ribeiro Dione Assis Didi Wagner Dudu Bertholini Fafá de Belém Fernanda Cortez Giovanni Bianco Humberto Carrão Isadora Cruz Kevin David Laís Franklin Luanda Vieira Luiza Adas Luedji Luna Maria Carolina Casati Marina Person Mauricio Arruda Memphis Depay Maria Ribeiro Mel Duarte Rachel Maia Regina Casé Rico Dalasam Rita Carreira Stefano Carta Stephanie Ribeiro Thai de Melo Bufrem Taís Araújo Txai Suruí Zeca Camargo Xênia França
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As publicações dos Vozes totalizaram 236 postagens, alcance de 12.887.553 e valoração de R$1,6 milhão.
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Imprensa Ao longo período, a Fundação Bienal realizou duas coletivas de imprensa para a 36ª edição. A primeira, realizada em 24 de outubro de 2024, apresentou, à imprensa, o título, o conceito curatorial e a identidade visual da mostra, assinada pelo estúdio berlinense Yukiko. A segunda coletiva, realizada em 4 de setembro de 2025 como parte da programação de pré-abertura, – que contou com uma participação especial do Coral Jovem Heliópolis do Instituto Baccarelli e teve apoio do parceiro Chocolat du Jour – foi a maior da história da Fundação: 640 profissionais inscritos, com mais de 300 jornalistas e convidados presentes, além de transmissão ao vivo via YouTube para quem não pôde comparecer. Entre os veículos presentes estavam O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Elle, Marie Claire, Band, Frieze, The Art Newspaper, Financial Times, Contemporary And, Der Spiegel, Art Afrika, Le Monde Diplomatique, BBC África e Monopol, entre outros. A coletiva contou ainda com reportagens ao vivo pela TV Globo e GloboNews.
Coral Jovem Heliópolis, do Instituto Baccarelli (acima), durante a abertura da coletiva de imprensa com a equipe conceitual da 36ª Bienal (abaixo)
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A campanha da 36ª Bienal de São Paulo acumulou 2.567 inserções de imprensa e R$110.457.157 em valoração entre agosto de 2024 e março de 2026, com pico em setembro de 2025, mês de abertura. A comunicação teve início em abril de 2024 com o anúncio do curadorgeral e ganhou escala em junho de 2025 com a divulgação da lista de artistas participantes. A cobertura gerou 281 inserções internacionais, com audiência combinada de 585 milhões e visualização estimada em 3,72 milhões, em veículos como The New York Times, El País, Le Monde, The Guardian, Artforum, ARTnews, Annahar, Surface Magazine, Canvas Magazine, entre outros.
Press trip Entre os dias 3 e 9 de setembro de 2025, a Fundação Bienal realizou uma press trip com 15 jornalistas internacionais, em parceria com o Hotel Rosewood São Paulo e a Usina de Arte, em Recife. O Rosewood foi responsável pela hospedagem dos jornalistas durante os dias em São Paulo, oferecendo também almoço de boas-vindas e coquetel de despedida. A programação incluiu a participação nos eventos de pré-abertura da Bienal e visitas guiadas a instituições culturais parceiras como Sesc Pompeia e Itaú Cultural. Após essa primeira etapa na capital, o grupo seguiu para Pernambuco, onde a Usina de Arte recebeu os jornalistas para uma visita à instituição, integrando o programa de imersão cultural da press trip. Participaram da iniciativa os jornalistas internacionais: Ana Maria Battistozzi (Clarín, Argentina), Francisco Morales V. (Reforma, México), Sasha Gankin (BBC Africa), Vanessa Peterson (Frieze, Reino Unido), Cristian Baena (Contemporary And, Internacional), Dieter Roelstraete (Monopol, Alemanha), Orass Zibaoui (An Nahar, Líbano), Peifen Sung (FT Chinese Edition), Emily Watlington (Art in America, EUA), Emmanuelle Jardonnet (Le Monde, França), Alex Vicente (El País, Espanha), Jean François Denwo Channon (Le Messager, Camarões), Gabriella Angeletti (The Art Newspaper, Reino Unido), Lorenza Pignatti (La Repubblica – Il Venerdì, Itália) e Maria Galarza (Arte al Día, Argentina).
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Campanha publicitária A campanha publicitária oficial da 36ª Bienal foi desenvolvida pro bono pela Africa Creative, com o conceito Onde está sua cabeça que ainda não está na Bienal?. A iniciativa estabeleceu um recorde histórico de parceiros de mídia para a Fundação: ao todo, 24 canais veicularam gratuitamente os conteúdos da Bienal, com destaque para JCDecaux, Globo, UOL, Folha de S.Paulo e Estadão. A campanha foi veiculada também no Meta (Instagram e Facebook), Google Ads (YouTube) e TikTok, com retorno somado de 95,7 milhões de impactos nas plataformas digitais. Globalmente, a campanha contabilizou 90% de alcance no target, atingindo 13,4 milhões de pessoas e somando 379 milhões de impactos, com valoração de R$16,5 milhões, a maior já registrada para uma campanha da Bienal de São Paulo.
Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Cidade de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo e Itaú apresentam.
36ª BIENAL DE S O PAULO últimos dias para trazer sua cabeça para a bienal.
11 /01 até
a maior exposição de arte do hemisfério sul no Parque Ibirapuera FOMENTO
PARCERIA ESTRATÉGICA
PATROCÍNIO MASTER
APOIO INSTITUCIONAL
AGÊNCIA PARCEIRA
REALIZAÇÃO
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Relações institucionais e parcerias Eventos de abertura A semana de pré-abertura da 36ª Bienal de São Paulo concentrou uma intensa programação institucional, reunindo imprensa, patrocinadores, parceiros, colecionadores, artistas, curadores, representantes do poder público e convidados nacionais e internacionais em uma série de eventos de relacionamento, visitação e celebração. Entre o fim de agosto e os primeiros dias de setembro, a Fundação Bienal promoveu almoços, jantares, coquetéis, visitas especiais e encontros institucionais que fortaleceram o diálogo com a rede de apoio da instituição e ampliaram as oportunidades de intercâmbio em torno da mostra. Os maiores eventos de pré-abertura ocorreram nos dias 4 e 5 de setembro. No dia 4, a programação teve início com o coquetel oficial de abertura, que reuniu convidados no Pavilhão e em eventos paralelos realizados com patrocinadores, como o Banco Safra. No dia 5, a Bienal abriu para visitação de convidados ao longo de todo o dia, consolidando a pré-abertura institucional da exposição. A programação incluiu ainda ativações e eventos especiais promovidos por parceiros, entre eles a Rolex. A abertura ao público aconteceu no dia 6 de setembro, um sábado, marcando o início oficial da 36ª Bienal com uma programação artística de grande escala. Além das visitas à exposição, o dia contou com talks, performances, ativações de obras e apresentações musicais no Pavilhão e na Varanda Bienal. Entre os destaques estiveram a apresentação do Coral Jovem Heliópolis do Instituto Baccarelli, a leitura de poesia de Conceição Evaristo e o show de Mateus Aleluia, além das apresentações de Tambor de Crioula e Dom Salvador no dia seguinte. Ao todo, os eventos de pré-abertura e abertura reuniram 51.044 participantes, reafirmando a Bienal como espaço de encontro, celebração e circulação de ideias em torno da arte contemporânea.
Coquetel de abertura da 36ª Bienal, 2025
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Abertura da 36ª Bienal, com destaque para a visita da ministra da Cultura, Margareth Menezes (acima, direita) e show de Mateus Aleluia (abaixo), 2025
Apresentação de Conceição Evaristo durante a abertura da 36ª Bienal, 2025
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International Weekend O International Weekend é uma iniciativa estratégica da Fundação Bienal de São Paulo voltada ao fortalecimento de relações institucionais e à ampliação de sua rede internacional de interlocução. Realizado tradicionalmente durante as edições da Bienal, o programa busca promover intercâmbio entre profissionais de diferentes áreas do campo cultural, criando oportunidades de diálogo, colaboração e aproximação entre a Fundação e instituições parceiras no Brasil e no exterior. Na edição de 2025, realizada durante os dias de abertura da 36ª Bienal, o programa recebeu centenas de inscrições. Ao final do processo seletivo, foram escolhidos 60 participantes provenientes de 16 países, representando 15 diferentes áreas de atuação profissional. Entre os selecionados, 52,9% participaram do programa pela primeira vez, enquanto 47,1% já haviam participado de edições anteriores. Além disso, 44,4% nunca haviam visitado a Bienal anteriormente, dado que reforça o papel do programa como porta de entrada para novos públicos internacionais, ao mesmo tempo em que evidencia a continuidade e o fortalecimento das relações institucionais já estabelecidas. Cada participante recebeu um kit de boas-vindas com credenciais de identificação e uma caixa de trufas oferecida pelo parceiro Chocolat du Jour, além de material digital com informações sobre a programação e recomendações culturais sobre a cidade de São Paulo, incluindo mobilidade, serviços úteis, gastronomia e atividades paralelas à Bienal. Ao longo do programa, foram oferecidos café de boas-vindas, almoço, visitas mediadas, momentos de confraternização e espaços dedicados ao networking, além de benefícios exclusivos como tarifas especiais na Livraria Travessa e na Loja Bienal. Todas as atividades foram conduzidas em inglês. A realização do programa durante a semana de abertura da Bienal permitiu potencializar a experiência institucional oferecida aos participantes, aproveitando a intensa agenda de eventos, talks e encontros com artistas, curadores e gestores culturais. Essa escolha estratégica também resultou em uma redução de custos de 80,78% em relação às linhas orçamentárias destinadas ao International Weekend de 2023, demonstrando a viabilidade de formatos mais sustentáveis e eficientes, sem comprometer a qualidade da experiência oferecida.
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Instituições representadas: Art Alliance Artnoir Arts Council Tokyo Asociación Internacional de Críticos de Arte (AICA) Canal Projects Casa Nacional del Bicentenario Dallas Museum of Art Estación Guerrero Finesterra Arte Fundación arteba Haus der Kulturen der Welt (HKW) Independente Independente Institute of Contemporary Art/Boston Kunstmuseum Basel Lagos Biennial La Nueva Fábrica MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires Mariane Ibrahim Max Planck Institute for Empirical Aesthetics MoMA Museo de Arte de Lima (MALI) Museo Nacional de Bellas Artes New Museum Parque de la Memoria Pasto Galería PREE Prince Claus Fund Pro Helvetia Suma Orientalis Fine Art / The Culture Haus Suzie Wong Presents Swiss Institute Taidegalleria Lakeus The Order of New Arts The Power Plant Contemporary Art Gallery UBA (Universidad de Buenos Aires) UCLA University of Pennsylvania (UPenn) UV Estudios Wexner Center for the Arts WIELS Centre for Contemporary Art
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Student Week Reconhecida como uma das plataformas mais influentes do mundo para o pensamento artístico contemporâneo, a Bienal de São Paulo desempenha papel fundamental na criação de debates e tendências que impactam o futuro das artes, da cultura e da reflexão crítica em escala internacional. Nesse contexto, o Student Week consolidou-se como uma iniciativa voltada à formação e ao intercâmbio entre estudantes de diferentes países, fortalecendo a Bienal como espaço de aprendizagem, diálogo e produção de conhecimento para novas gerações de profissionais do campo cultural. Em 2025, durante a 36ª Bienal, o programa foi realizado entre os dias 27 e 31 de outubro, oferecendo uma imersão voltada a estudantes de pós-graduação interessados em aprofundar sua compreensão sobre a Bienal e sobre as múltiplas frentes que sustentam a realização de uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do mundo. Além de proporcionar contato direto com os conteúdos curatoriais da mostra, o programa buscou apresentar os mecanismos institucionais, operacionais e conceituais que estruturam a Fundação Bienal de São Paulo. Todas as atividades foram conduzidas em inglês, com tradução simultânea durante as apresentações. Assim como no International Weekend, os participantes receberam um kit de boas-vindas com credenciais de identificação e uma caixa de trufas oferecida pelo parceiro Chocolat du Jour. Ao longo da semana, os estudantes participaram de visitas
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institucionais, apresentações com equipes da Fundação e visitas mediadas à exposição, além de atividades em instituições culturais parceiras. O deslocamento entre os espaços foi realizado por transporte privado, com suporte logístico e alimentação oferecidos ao longo da programação. Em comparação com a edição anterior, o programa registrou crescimento de aproximadamente 270% no número de universidades parceiras. Participaram da edição 11 instituições: Centro Universitário Belas Artes, ECA-USP, Freie Universität Berlin, MA Spatial Strategies, Université Sorbonne, Städelschule, University of Pennsylvania, University of Virginia, Unesp, Villa Arson e Fundação Bienal MoAC Biss, que enviou um de seus futuros gestores para integrar a programação. Ao todo, a iniciativa reuniu 36 estudantes, sendo 20 brasileiros e 16 estrangeiros. Programação realizada
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27 de outubro Apresentação institucional com Maguy Etlin e Antonio Lessa Almoço no Shoshanna Delishop Visita à Casa do Povo Visita à Pinacoteca de São Paulo 28 de outubro Apresentação: Comunicação Apresentação: Curadoria Visita mediada à 36ª Bienal de São Paulo Visita ao Sesc Pompeia Lançamento do livro As artimanhas do cuidado, de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, com participação do autor, Lisette Lagnado e Ricardo Aleixo, com mediação de Thiago de Paula Souza
Visitas: Sesc Pompeia (acima), Japan House (centro) e Pinacoteca de São Paulo (ao lado), 2025
30 de outubro Apresentação: Produção Visita ao MASP Visita à Japan House 31 de outubro Apresentação: Educação Visita mediada à 36ª Bienal de São Paulo Confraternização de encerramento Grupos internacionais visitantes da 36ª Bienal de São Paulo Consulados e Embaixadas Consulado-Geral da Áustria em São Paulo (3 dez) Consulado-Geral da França em São Paulo (25 nov) Consulado-Geral da França em São Paulo (30 nov) Consulado-Geral de Portugal em São Paulo (29 nov) Consulado-Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo (19 set) Consulado Honorário da Noruega em São Paulo (19 set)
∙ ∙ ∙ ∙ ∙
∙ Embaixada da Bélgica no Brasil (15 nov) ∙ Embaixada do Brasil em Harare, Zimbábue (18 nov) ∙ Embaixada do Brasil em Tóquio (18 dez) ∙ Embaixada do Japão no Brasil (8 set) ∙ Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil (24 out) ∙ Embaixada dos Países Baixos no Brasil (23 out) ∙ Grupo de Cônsules da América
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29 de outubro Apresentação: Relações Institucionais e Parcerias Visita mediada à 36ª Bienal de São Paulo Jantar do Student Week 2025
Latina e do Caribe em São Paulo (GRULAC) (29 nov)
Alemanha Deichtorhallen Hamburg (14 nov) Goethe-Institut São Paulo (5 dez)
∙ ∙
Argentina FARO – Asociación de Galerías de Arte de Córdoba (12 set) MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (7 out) Universidad de Córdoba (26 set) Universidad de San Andrés (21 nov)
∙ ∙ ∙ ∙
∙
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Bélgica Belgium Collectors (22 nov) M HKA – Museum of Contemporary Art Antwerp (22 nov)
36ª Bienal de São Paulo
∙ ∙
Brasil ERESP – Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores em São Paulo (11 nov)
∙
Canadá Toronto Biennial of Art (28 nov)
∙
Colômbia Idartes – Instituto Distrital de las Artes de Bogotá (6 dez)
∙
Emirados Árabes Unidos Dubai Culture & Arts Authority (5 nov)
∙
∙ ∙ ∙ ∙
França Christiane Taubira, ex-ministra da Justiça da França (22 out) École Supérieure d’Art de la Martinique (25 nov) Nicolas Di Felice e equipe Courrèges (6 dez)
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Estados Unidos Baret Scholars (30 out) ICI – Independent Curators International (11–12 nov) The Contemporary Austin (25 set) Visions 2030, Nova York (13 nov)
∙ ∙ ∙
Japão Mori Art Museum, Tóquio (8 jan)
∙
México Museo de Arte Sonoro (20 set)
∙
Noruega Astrup Fearnley Museet, Oslo (26 nov)
∙
Reino Unido British Council – Learning Sector 2025 (6 nov) British Council São Paulo (11 dez)
∙ ∙
Suíça MAMCO – Musée d’Art Moderne et Contemporain (28 set)
∙
Visitas: Pina Contemporânea (acima), Sesc Pompeia (centro) e 36ª Bienal (ao lado), 2025
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Serviços Mobilidade oficial A mobilidade oficial da 36ª Bienal foi oferecida pelo Instituto Motiva, que disponibilizou serviço gratuito de vans aos sábados e domingos, conectando a estação Paulista do metrô ao Pavilhão. A iniciativa ampliou o acesso do público à mostra, facilitando o deslocamento até o Parque Ibirapuera e contribuindo para uma experiência de visita mais acessível e conveniente. Serviços ao visitante A Bienal ofereceu uma ampla infraestrutura de serviços para acolhimento e conforto dos visitantes, incluindo wi-fi gratuito, bicicletário, guarda-volumes, Loja Bienal, Livraria da Travessa, sala de acomodação sensorial, espaço de amamentação e diferentes opções de alimentação distribuídas pelo Pavilhão e pela área externa. A estrutura buscou garantir uma experiência de visita mais confortável, acessível e integrada.
36ª Bienal de São Paulo
Assessoria de viagem A Latitudes – Viagens de Conhecimento atuou como agência oficial de viagens da Bienal de São Paulo, oferecendo suporte especializado para visitantes interessados em planejar sua experiência na mostra. O serviço incluiu apoio com hospedagem, passagens, transporte local e roteiros personalizados, ampliando as possibilidades de acesso à Bienal para públicos de diferentes localidades. Alimentação e convivência A 36ª Bienal ampliou sua oferta de espaços de convivência e alimentação, com destaque para a Varanda Bienal e os serviços operados pela Botanikafé no restaurante, cafés e área externa do Pavilhão. Além das opções gastronômicas, o espaço foi concebido como área de encontro e permanência, reforçando o caráter acolhedor da experiência expositiva. A infraestrutura contou ainda com estações de hidratação com fornecimento gratuito de água potável, disponibilizadas em parceria com a Petrobras.
Produtos da Loja Bienal
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Programação cultural da Varanda Bienal O palco da Varanda Bienal consolidou-se como um importante espaço de convivência, permanência e ativação cultural da 36ª Bienal, ampliando a experiência dos visitantes para além do espaço expositivo. Ao longo de quatro meses de programação, o palco recebeu 31 apresentações, entre sets de DJs, shows musicais e oficinas, reforçando o compromisso da Fundação Bienal de São Paulo com a diversidade de linguagens, sonoridades e públicos. Participantes da programação da Varanda: Barbapapas Bateria 013 DeeJazz DJ Abud DJ Amauri DJ Bia Sankofa DJ Daniel Fonseca DJ Gabi Pensa Nuvem DJ Luanda DJ MZK DJ Tata Aeroplano DJ Tutu DJ Vivian Marques DJ Zalma Estou Refugiado e Renée Abegail Felpo e a Feira Fera Neném Grupo Cachuera Julio Meloni Kennya Malu Mustache e os Apaches Neide Nell Oficina Disco é Brinquedo Rock Paulerinha Samba Cafuçu Sintonizando o Choro
Apresentações de Fera Neném (acima), Kennya Macedo (centro) e DJ Abud, 2025
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Tecnologia e infraestrutura da 36ª Bienal de São Paulo Durante a realização da 36ª Bienal de São Paulo, a área de tecnologia da informação atuou de forma integrada à operação da exposição, sendo responsável pela implantação, manutenção e monitoramento de sistemas essenciais para o funcionamento do evento, a segurança das obras e a experiência do público visitante. Entre as ações realizadas, destacam-se:
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
As soluções implementadas contribuíram para ampliar a segurança patrimonial, otimizar o monitoramento operacional e oferecer melhores condições de acesso e circulação para o público da Bienal.
36ª Bienal de São Paulo
∙ instalação de sistemas de alarmes sonoros para proteção de obras ∙ implantação e configuração de computadores no Pavilhão ∙ instalação de 68 câmeras de monitoramento ∙ implantação de rede Wi-Fi gratuita para visitantes, viabilizada por patrocínio da Vivo ∙ gerenciamento centralizado dos totens digitais de comunicação ∙ implantação de sistema automatizado de contagem
Recursos humanos: formação, seleção e equipes da 36ª Bienal Ao longo do biênio, a Fundação reestruturou seus processos seletivos e admissionais, adotando metodologias baseadas em competências, dinâmicas de grupo e processos padronizados de integração institucional. As ações tiveram como objetivo ampliar a transparência, qualificar as contratações e fortalecer o alinhamento dos novos colaboradores à cultura organizacional da instituição. No contexto da 36ª Bienal de São Paulo, foi desenvolvido um estudo estratégico para definição do modelo de trabalho das equipes de Orientação de Público, considerando aspectos relacionados à gestão de pessoas, dimensionamento operacional, diversidade, acessibilidade, saúde ocupacional e experiência do visitante. A atuação do departamento de recursos humanos durante o período expositivo incluiu acompanhamento contínuo das equipes no Pavilhão, apoio às lideranças, monitoramento das condições de trabalho e implementação de canais de escuta qualificada. Ao final da exposição, foi realizada pesquisa de satisfação junto aos colaboradores temporários, cujos resultados indicaram avaliação positiva da experiência institucional por parte da maioria dos respondentes (NPS 90,1%).
de público
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Obra de Otobong Nkanga, 2025
Acessibilidade e inclusão A acessibilidade e a inclusão constituíram princípios transversais da atuação da Fundação Bienal de São Paulo ao longo da 36ª Bienal, orientando decisões curatoriais, expográficas, educativas, comunicacionais e digitais. Muitas dessas iniciativas já foram detalhadas em outras seções deste relatório, mas é importante registrar, de forma consolidada, o conjunto de recursos e estratégias implementados para ampliar o acesso, a autonomia e a qualidade da experiência de visita para públicos diversos. Com apoio da consultoria especializada Mais Diferenças, a 36ª Bienal desenvolveu um projeto abrangente de acessibilidade, articulando recursos físicos, comunicacionais e digitais em diferentes instâncias da exposição. Entre os principais avanços desta edição estiveram a ampliação dos conteúdos em Linguagem Simples e a implementação de novas ferramentas de mediação, como o web app Bienal Prática, reafirmando o compromisso da Fundação com uma experiência cada vez mais inclusiva.
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36ª Bienal de São Paulo
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No campo da acessibilidade física, o Pavilhão Ciccillo Matarazzo contou com infraestrutura adaptada para acolher diferentes perfis de visitantes, incluindo elevadores, rampas de acesso, plataforma elevatória entre térreo e mezanino, banheiros adaptados, sistema de sonorização de emergência e cadeiras de rodas disponíveis para uso durante as visitas. Em cada pavimento, foram disponibilizadas plantas táteis para orientação espacial, além de materiais em Braille e em fonte ampliada com contraste para pessoas cegas e com baixa visão. Pela primeira vez, a Bienal contou também com uma sala de acomodação sensorial, realizada em parceria com a Petrobras, oferecendo um ambiente de baixo estímulo voltado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Esses recursos buscaram promover maior conforto, autonomia e segurança ao longo do percurso expositivo. Em relação à acessibilidade comunicacional, a Bienal ofereceu audioguias inclusivos com conteúdos em áudio e em Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de descrições de imagens em todo o site da 36ª Bienal, no Portal Bienal e nas redes sociais da Fundação, por meio de textos compatíveis com leitores de tela e descrições complementares em conteúdos audiovisuais. A edição também avançou de forma significativa na ampliação de conteúdos em Linguagem Simples, disponibilizando materiais acessíveis sobre a Fundação, o Pavilhão, a história da Bienal, o conceito curatorial da 36ª edição, sua equipe curatorial e um percurso mediado por 20 obras da exposição, além da criação do web app Bienal Prática. No ambiente digital, o site da 36ª Bienal incorporou recursos adicionais de acessibilidade, como tradutor automático de texto para Libras, ferramentas de ajuste de contraste e tamanho de fonte, videolibras e acesso às publicações da Bienal em formatos digitais compatíveis com leitura assistida. As publicações educativas da mostra também passaram a contar com recursos de acessibilidade integrados, incluindo audiodescrição de imagens em formato textual e em áudio. O conjunto dessas iniciativas reafirmou o entendimento de que acessibilidade não é uma dimensão complementar, mas parte estruturante da experiência cultural, fortalecendo o compromisso institucional com a democratização do acesso à arte contemporânea.
Obras de Marlene Almeida (acima) e Edival Ramosa (abaixo), 2025
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Perfil de público geral A Fundação Bienal comissionou uma pesquisa com os visitantes da 36ª Bienal para investigar o perfil do público e suas avaliações sobre a exposição. Foram realizadas 1.200 entrevistas, distribuídas em quatro etapas de campo (6 e 7 de setembro, 9 a 12 de outubro, 20 a 23 de novembro e 18 a 21 de dezembro de 2025). Os principais resultados são apresentados a seguir.
Escolaridade 87% superior 12% médio 2% fundamental
Gênero 40% masculino
Idade
60% feminino
22% 14-25 anos 45% 26-40
Cor 69% branca
33% 41 ou mais
20% parda
36ª Bienal de São Paulo
9% preta
Renda familiar 38% até 5 salários mínimos
2% amarela
31% 5-10 salários mínimos
1% indígena
27% + 10 salários mínimos
Tempo de visita 48% São Paulo (capital)
7% Grande São Paulo 11% Interior de São Paulo 29% Outros estados 4% Outros países
12% até 30 min
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Onde vive
33% 30 - 60 min 38% 1 a 2 horas 16,3% 2 - 3 horas 11,1% + 3 horas
Obras de Gê Viana (acima) e Márcia Falcão (abaixo), 2025
Quantas Bienais já visitou 39,5% primeira vez 14,3% 2 12,9% 3 9,6% 4 23,6% 5 ou mais 173
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Como tomou conhecimento da 36ª Bienal 60% Familiares
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
37% Instagram 30% Anúncios 22% Site de notícias
Principal razão da visita a São Paulo 42,8% Lazer / Cultura 27,3% Bienal 9,9% Trabalho 8,9% Visita a parentes / amigos
21% Site da Bienal
4,5% Estudo
14% Matérias TV
4,4% Turismo
13% Tiktok
0,5% Saúde
10% Jornais impressos
1% Outros
9% Anúncios de tv 7% Whatsapp
Tempo de estadia em São Paulo 22,5% menos de 1 dia 4% 1 dia
36ª Bienal de São Paulo
7% Anúncio jornal impresso 4% Matérias rádio
25% 2 - 3 dias
4% Facebook
28% 4 - 5 dias
3% Anúncios de rádio
21% + 6 dias
Nota média de recomendação
27% completamente satisfeito 37% muito satisfeito
9 a 10
77%
6a8
19%
0a5
5%
Nota média
9,2
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Satisfação com a 36ª Bienal
69% deram nota 10
33% satisfeito 4% insatisfeito Palavras associadas à experiência na 36ª Bienal
0% muito insatisfeito
Interessante
8,7
Educativa
8,6
Agradável
8,3
Surpreendente
7,9
Transformadora
7,5
Cansativa
2,9
Incompreensível
2,6
Indiferente
1,3
Chata
1,3
Decepcionante
1,2
Avaliação por apectos específicos Manutenção da mostra
4,7
Atendimento das demais equipes
4,7
Atendimentos dos mediadores
4,6
Acesso ao parque e pavilhão
4,6
Audioguia
4,5
Site da Bienal
4,3
Identificação de artistas e obras
4,3
As publicações
4,1
Sinalização dentro da Bienal
4,1
Opções de alimentação
4,0
Comunicação dos serviços da mostra
Atributos associados à Bienal Legal
8,7
Profissional
8,7
Educativa
8,5
Acessível
8,4
Inovadora
8,1
4,0
Provocativa
7,8
Comunicação da programação da mostra
3,9
Elitista
4,4
Divulgação da mostra
3,5
Incompreensível
3,3
Wi-fi
3,5
Antiquada
1,4
Irrelevante
1,4
Nota média geral (1 a 5)
4,2
Chata
1,1
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36ª Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Obras / Artistas mais lembrados Nadia Taquary
23
Moffat Takadiwa
15
Laure Prouvost
11
Precious Okoyomon
7
Sertão Negro
6
Vilanismo
6
Gê Viana
4
Ana Raylander Mártis dos Anjos
4
Heitor dos Prazeres
3
Song Dong
3
Otobong Nkanga
2
Márcia Falcão
2
Antonio Társis
2
Leonel Vásquez
2
Marlene Almeida
2
6.9.2025 –11.1.2026
Obras de Antonio Társis (acima), Leonel Vásquez (centro), Heitor dos Prazeres (abaixo) e vista do vão do Pavilhão (na página anterior), 2025-2026
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Fundação Bienal de São Paulo Conselho – fevereiro 2026
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Fundador Francisco Matarazzo Sobrinho · 1898 –1977 presidente perpétuo
Conselho de administração Eduardo Saron · presidente Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires · vice-presidente Membros vitalícios Adolpho Leirner Beno Suchodolski Carlos Francisco Bandeira Lins Cesar Giobbi Elizabeth Machado Jens Olesen Julio Landmann Marcos Arbaitman Maria Ignez Corrêa da Costa Barbosa Pedro Aranha Corrêa do Lago Pedro Paulo de Sena Madureira Roberto Muylaert Rubens José Mattos Cunha Lima Membros Adrienne Senna Jobim Alberto Emmanuel Whitaker Alfredo Egydio Setubal Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires Angelo Andrea Matarazzo Beatriz Yunes Guarita Camila Appel Carlos Alberto Frederico Carlos Augusto Calil Carlos Jereissati Célia Kochen Parnes Claudio Thomaz Lobo Sonder Daniela Montingelli Villela Eduardo Saron Fábio Magalhães Felippe Crescenti Flavia Buarque de Almeida Flávia Cipovicci Berenguer Flavia Regina de Souza Oliveira Flávio Moura Francisco Alambert Heitor Martins Isay Weinfeld Jeane Mike Tsutsui Joaquim de Arruda Falcão Neto José Olympio da Veiga Pereira Kelly de Amorim Ligia Fonseca Ferreira Lucio Gomes Machado
Luis Terepins Luiz Galina Maguy Etlin (licenciada) Manoela Queiroz Bacelar Marcelo Mattos Araujo Mariana Teixeira de Carvalho Miguel Setas Miguel Wady Chaia Neide Helena de Moraes Nina da Hora Octavio de Barros Rodrigo Bresser Pereira Rosiane Pecora Susana Leirner Steinbruch Tito Enrique da Silva Neto Conselho fiscal Edna Sousa de Holanda Flávio Moura Octavio Manoel Rodrigues de Barros Conselho consultivo internacional Frances Reynolds · presidente Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires · vice-presidente Andrea de Botton Dreesmann e Quinten Dreesmann Barbara Sobel Caterina Stewart Catherine Petitgas Christopher Apostol Flávia Abubakir e Frank Abubakir Laurie Ziegler Mélanie Berghmans Miwa Taguchi-Sugiyama Pamela J. Joyner Paula Macedo Weiss e Daniel Weiss Sandra Hegedüs Vanessa Tubino Conselho de honra Heitor Martins Jorge Eduardo Stockler José Olympio da Veiga Pereira Julio Landmann Luis Terepins Luiz Fernando Rodrigues Alves Manoel Francisco Pires da Costa Oscar Landmann Roberto Muylaert
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Fundação Bienal de São Paulo Diretoria – fevereiro 2026
Andrea Pinheiro · presidente Maguy Etlin · primeira vice-presidente Luiz Lara · segundo vice-presidente Ana Paula Martinez Francisco Pinheiro Guimarães Maria Rita Drummond Ricardo Diniz Roberto Otero Solange Sobral
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Fundação Bienal de São Paulo Equipe permanente – fevereiro 2026
Equipe Superintendências Antonio Thomaz Lessa Garcia Junior · superintendente executivo Felipe Isola · superintendente de projetos Joaquim Millan · superintendente de projetos Caroline Carrion · superintendente de comunicação Irina Cypel · superintendente de relações institucionais e parcerias Simone de Lira · superintendente de educação
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Superintendência executiva assessoria Beatriz Reiter Santos · executiva assistência Marcella Batista · administrativa Superintendência de projetos coordenação Bernard Lemos Tjabbes Marina Scaramuzza produção Ariel Rosa Grininger Camilla Ayla Carolina da Costa Angelo Tatiana Oliveira de Farias Nuno Holanda Sá do Espírito Santo assistência Fabiana Paulucci Helena Prado Ziza Rovigatti
Superintendência de comunicação coordenação Julia Bolliger Murari · redes sociais Rafael Falasco · editorial assessoria Adriano Campos · design Eduardo Lirani · produção gráfica Fernando Pereira · assessoria de imprensa Francisco Bellé Bresolin · projetos digitais e documentação Luciana Araujo Marques · editorial Nina Nunes · design assistência Laura Trigo · redes sociais Marina Fonseca · redes sociais jovem aprendiz David Santos Marinho Naomi Haddad de Brito Superintendência de relações institucionais e parcerias coordenação Luciana Raele assessoria Laura Caldas Raquel Silva Victória Bayma Viviane Teixeira assistência André Massena Jefferson Faria
Superintendência de educação coordenação Danilo Pera assessoria André Leitão Renato Lopes Tailicie Nascimento assistência Gabri Gregorio Gabriela Mara Julia Iwanaga Vinicius Quintas Massimino jovem aprendiz Lincon Amaral Arquivo Bienal gerência Guilherme Lopes Vieira coordenação Antonio Paulo Carretta Marcele Souto Yakabi assessoria Karina Cristiane de Albuquerque assistência Ana Beatriz Rodrigues de Paula Ana Helena Grizotto Custódio Ana Paula dos Santos Salvat Gislene Sales Milena Godoy dos Santos Thais Ferreira Dias auxílio Henrique Souza Soares Ricardo Menezes jovem aprendiz Ilana Alionço Manoel Assis Administração Finanças gerência Amarildo Firmino Gomes coordenação Edson Pereira de Carvalho assessoria Fábio Kato assistência Silvia Andrade Simões Branco
Gestão de materiais e patrimônio gerência Valdomiro Rodrigues da Silva Neto coordenação Larissa Di Ciero Ferradas · gestão de materiais e patrimônio Vinícius Robson da Silva Araújo · compras assistência Angélica de Oliveira Divino Sergio Faria Lima Victor Senciel Wagner Pereira de Andrade auxílio Isabela Cardoso Lucas Galhardo jovem aprendiz Eduardo Fernandes Ferreira Planejamento e operações assessoria Rone Amabile Vera Lucia Kogan Recursos humanos coordenação Andréa Moreira · recursos humanos Higor Tocchio · departamento pessoal assistência Matheus Andrade Sartori Patricia Fernandes Tecnologia da informação consultoria Ricardo Bellucci Júlio Coelho Matheus Lourenço assistência Jhones Alves do Nascimento
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Cidade de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo e Itaú apresentam
parceria estratégica
patrocínio master
patrocínio
mobilidade oficial
transportadora oficial
apoio
parceria cultural
apoio institucional
realização
agência oficial
apoio mídia
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Créditos de imagens (números referentes às páginas): Aden Rajab Said: 115 Adriely Ferreira: 86 Ana Raquel Santiago / Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: 91 Andre Vastakevicius Massena: 33 (abaixo), 159, 161-163, 164 (abaixo), 165 Andres Otero: 20-23, 61 BLACK3 / Parker Calvert: 34 (abaixo) Brenno Medeiros: 13 Bruno Fernandes: 38, 41, 141 (abaixo) Christian Eugenio: 90 (centro) Daniel Mansur: 84 (Belo Horizonte) Denise Andrade: 29, 34 (centro e acima), 35, 157 (acima, direita) Fabio Souza / MAM Rio: 84 (Rio de Janeiro) Felipe Bozzani / Embaixada do Brasil em Buenos Aires: 90 (abaixo) Fernando Pereira: 39, 40, 63-64 Gustavo Louzada: 89 Ilana Bar / Estúdio Garagem: 8-9 Iza Guedes: 30, 36, 42, 74, 112, 121 (acima), 137 (acima), 139 (acima), 157 (abaixo), 167 (centro) Jefferson de Faria: 164 (acima) João Medeiros: 111 Leda Abuhab: 157 (acima, esquerda) Leo Eloy / Estúdio Garagem: 10 Leo Monteiro: 83, 87 Levi Fanan: capa, 18, 27, 32 (acima), 51-52, 59, 68-70, 72-73, 121 (centro), 123-129, 131-132, 134-135, 137 (centro e abaixo), 138, 143, 146, 149, 153, 156, 157 (centro), 167 (acima), 176 Luiz Aureo / Sesc Rio Preto: 90 (acima) Naoki Takehisa: 116 Natt Fejfar: 5-6, 15, 16, 24, 62, 65-66, 88, 108, 118, 144, 167 (abaixo), 169, 171, 173, 177 Paulo Carretta: 47 Philippe Hurgon: 114 Rafa Jacinto: 75-76, 92, 95-96, 98-99 ReportArch / Andrea Ferro Photography: 100, 103-107 Ricardo Jaeger: 80 Stelio Macedo: 84 (Luanda) Thiago Sabino: 84 (Brasília) Vinícius Perbichi: 85 Wagner Pereira: 33 (acima e centro) WAVA: 120 Youssef Boumbarek: 113 Todas as imagens: © Fundação Bienal de São Paulo
Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026
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Relatório de Gestão 2024 – fev. 2026 Concepção, redação, edição e produção gráfica: Fundação Bienal de São Paulo Projeto gráfico e diagramação: Adriano Campos, Nina Nunes / Fundação Bienal de São Paulo Famílias tipográficas: Helvetica Neue LT Std Papéis: Supremo Duo Design 250g (capa), Eurobulk 135g (miolo) Pré-impressão e impressão: Ipsis © Copyright da publicação: Fundação Bienal de São Paulo. Todos os direitos reservados. As imagens reproduzidas nesta publicação são protegidas por leis e contratos de direitos autorais. Todo e qualquer uso é proibido e condicionado à expressa autorização da Fundação Bienal de São Paulo e/ou dos fotógrafos. Todos os esforços foram feitos para localizar os detentores de direitos das fotografias reproduzidas. Corrigiremos prontamente quaisquer omissões, caso nos sejam comunicadas. Este relatório foi publicado em agosto de 2026.
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Relatório de gestão e contribuições à sociedade
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