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ANÁLISE DE BLOGUES DE BIBLIOTECAS ESCOLARES SÍNTESE  Há blogues para todos os gostos: mais completos, mais actualizados, mais virados para a leitura ou para a divulgação de todas as actividades, mais centrados sobre si próprios ou mais virados para o exterior através da inserção de links de natureza variada.  Há blogues autónomos ou inseridos no site do agrupamento, há alguns que se vê que estão ainda a “gatinhar” e outros que já estão em passo de corrida, a dinamizar os seus leitores em várias vertentes.  Parece difícil avaliar que efeitos têm na comunidade que elegem com público-alvo, senão impossível, e verificar as interacções que geram nos seus públicos.  O blogue aparece como ferramenta mais versátil que a “Página”. Nestes exemplos, apresentam uma actualização diária ou com periodicidade muito regular. Ainda que alguns sejam mais simples reflectem um ponto de vista muito positivo das dinâmicas das bibliotecas escolares e são capazes de processar quantidades de texto e imagem com abordagens não lineares e apelativas à colaboração e participação.  Os blogues de escolas secundárias (por ex. Viriato) fornecem sobretudo informação e orientação sobre dados de natureza educativa/ambientes de trabalho/instituições e actualidades relativas à leitura e literacias. Constituem repositório de informações úteis para a comunidade de leitores de origem externa à escola.  Os blogues de escolas EB2/3 apostam sobretudo na apresentação de actividades dinamizadas com alunos ou áreas curriculares, comemoração de efemérides, concursos, etc.

REFLEXÃO Adaptadas ao universo das BE são igualmente válidas as interrogações que Darlene Fichter1 sugere que devam ser feitas no momento de criação de um blogue: Que papel se lhe atribui na visão estratégica da BE? A quem se destina? Quais as informações que deseja difundir? Com que objectivos? Que grau de segurança oferece? Como podemos ver pela análise dos exemplos de blogues, nem sempre as respostas a estas questões aparecem de uma forma clara.

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“Why and How to Use Blogs to Promote Your Library's Services”, Vol. 17 No. 6—Nov/Dec 2003, http://infotoday.com/mls/nov03/fichter.shtml


Do mesmo modo, podemos também aplicar algumas questões sugeridas pela mesma autora à análise da informação dos blogues, pois enquanto ambiente de aprendizagem digital deverá proporcionar aos utilizadores oportunidades de conhecer, explorar e validar a informação num contexto social e educativo e ainda deve promover um uso ético e seguro. Por isso a preocupação com o desenvolvimento de competências de literacia de informação e comunicação, as propostas de guiões de “como fazer”, as listas de conteúdos organizados por temas, de blogues, de sites com ideias criativas, os arquivos ou inventários e também um conjunto de regras claras de utilização, precavendo formas de resolução para situações abusivas poderão constar de um blogue de uma BE. Vimos em alguns destes blogues estas preocupações. Contudo um blogue requer uma interacção viva e uma “alimentação” dinâmica, por isso parece importante prever as formas de participação dos utilizadores, dar efectivamente essa possibilidade, quer através de comentários, de votações, de publicação dos seus trabalhos com as ferramentas Web 2.0, como do incentivo à partilha e à discussão, avaliando e potenciando os momentos em que atinge maior intensidade, para melhor se conhecer a comunidade de utilizadores e de melhor promover o pensamento crítico e a intervenção mais fundamentada.

Grupo de Trabalho Ana Paula Gonçalves Isabel Dora Pinheiro Alice Santos

21 de Fevereiro de 2011


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