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Folha para construtor de histórias f 4grupo2docx

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE FRAGOSO TURMA F- 4 Grupo 2


O que é o Construtor de Histórias? Este é um projeto que tem como objetivo envolver os Pais / EE / Comunidade na ação educativa, criando o gosto pela leitura e pela escrita. De que trata este projeto? É muito simples: cada turma criará e ilustrará uma história que apresentará à Comunidade educativa no final do ano letivo. Como funcionará o projeto? É ainda mais simples: cada turma, em contexto de sala de aula, começará uma história. Depois, individualmente, será desenvolvida pelo Pais / EE de cada turma. Após percorrer todos os Pais / EE, a história regressará à turma, onde será concluída. Teremos acesso à história? Sim! Claro que sim! Após a sua conclusão, cada turma organizará a sua história a que todos terão acesso, quer em suporte digital, quer em suporte de papel. Depois, as histórias de todas as turmas do Agrupamento Vertical de Escolas de Fragoso serão compiladas num só documento e divulgadas junto da Comunidade. Não se esqueçam: é só escrever uma história e fazer um desenho sobre a mesma! Muito importante: procurem não demorar muito tempo. O ideal é escrever a história no dia em que recebem o caderno. No máximo ficar com ele dois dias. Ah! Podem escrever o texto à mão ou no computador (neste caso imprimir e colar a folha no caderno). Todos nós, professor e alunos, esperamos que este projeto seja do vosso agrado. Agora?... É ler com atenção a história, dar asas à imaginação, pegar na caneta ou no teclado do computador e… escrever a continuação da história… sem esquecer o desenho!


Autores:

Ana Luísa Machado, Beatriz Rodrigues, Daniel Macedo, Diogo Costa, Eduarda

Araújo, Francisca Barbosa, José Luís Queirós, Mariana Martins, Matilde Silva, Rui Filipe Batista, Sérgio Rodrigues e Francisco Silva.


Numa

manhã

calma

de

inverno

estava

Dona

Luísa,

muito

tranquilamente, a preparar o pequeno-almoço na cozinha, quando ouviu um enorme grito vindo do quarto do seu filho mais novo. - Mãe! Mãe! Estou a sentir uma dor horrível! Aiii!... - Querido, que aconteceu? – perguntou a mãe muito aflita. - Tenho uma dor de dentes! Aiii!... A mãe vai ao pé dele e diz-lhe: - Dói? Hum! O menino por acaso tem lavado os dentinhos? Tem comido doces? - Bem, mãe, lavar, lavo umas vezes bem e outras vezes mal. Quanto aos doces como muitos! A mãe ao fim de ouvir o que o seu filhote tinha a dizer pensou e declarou: - Bem, meu menino no meu parecer está na altura certa de fazermos uma visita ao dentista, para ele avaliar a tua dentição. Aí vamos ver o que de facto se passa com os teus dentes. O menino com ar assustador perguntou: - Tem mesmo de ser, mãe?


- Sim, tens mesmo de ir.- Retorquiu a mãe. - Mas mãe, prometo que a partir de agora e com a tua vigilância passo a lavar muito bem os dentes após as refeições e sobretudo quando comer doces - disse o menino. - Não adianta refilares porque ir ao dentista não dói nada e devemos a partir de certa idade fazer pelo menos uma consulta por ano. Da próxima vez, até vais ser tu a pedir para ir ao dentista. Já no dentista, este manda-o sentar na cadeira e abrir a boca. - Mas, o que me vai fazer? – Perguntou o menino muito receoso e pensativo. - Para já nada, apenas vou com este aparelho observar a tua boca. – Falou calmamente o dentista, deixando o menino à vontade. - Ai, ai! Como tens esta boca! Mas afinal tu não andas a lavar os dentes.- Disse o dentista.


Então, o menino respondeu ao dentista: - Só lavo os dentes de vez em quando, sou muito preguiçoso. Os dentes devem ser bem lavados no fim de cada refeição porque se não ganham cáries e depois dói. – Disse o dentista. - E tu já tens cáries. – Continuou o dentista. O menino muito atentamente ouvia o que o médico dentista lhe dizia. Então, o menino muito pensativo perguntou ao dentista: - Vou tratar bem os meus dentes e prometo lavá-los todos os dias no fim das refeições. O dentista começou a tratar as cáries dos dentes do menino mas, ele não pode tratar tudo de uma vez.


O menino teve de ir a várias consultas para tratar dos seus dentinhos. Na primeira consulta estava muito nervoso, mas cada vez que ia a uma consulta o medo e o nervosismo era menor. No final do tratamento, o menino reparou que os seus dentinhos estavam com mais saúde, mais branquinhos e com um sorriso maravilhoso. O dentista e a mãe estavam muito orgulhosos do menino e, além disso, portou-se muito bem nas consultas. O menino radiante perguntou ao dentista: - Agora tenho sempre que lavar os dentinhos, não é? - Claro! - Respondeu o dentista. - Quero-os sempre assim branquinhos e brilhantes e sem bichinhos. Disse o menino muito entusiasmado. O dentista e a mãe do menino deram várias gargalhadas e o dentista, por fim, disse: - Sim, é verdade. Os bichinhos na tua boca deixaram de existir. O menino de tão feliz que estava só queria ir embora rapidamente para dar esta maravilhosa notícia aos seus colegas de escola e mostrar-lhes como estava a sua bela boquita.


No dia seguinte, estava uma bela manhã de domingo e a mãe do menino disse-lhe: - Acorda, meu filho! Está na hora da catequese. O menino espreguiçou-se e disse: - A primeira coisa que vou fazer, no fim de tomar o pequeno-almoço, é lavar os meus dentinhos. A mãe disse: - Muito bem, meu filho! No fim, veste o casaco e vem que eu vou tirar o carro da garagem para te levar à catequese. Não te esqueças do catecismo! Na viagem o menino sorria alegremente para a sua mãe e dizia: - Os meus amigos vão ficar espantados quando virem o meu sorriso e a cor dos meus dentes. Quando chegou à catequese ia haver uma festa de anos da sua amiga Joana. O menino estava indeciso se ia comer bolo de chocolate e gomas que a sua amiga trouxera.


O menino chegou à catequese e sorriu e o seu amigo Pedro disse: - Que lindos dentes branquinhos tens a brilhar na tua boca! - Fui ao dentista. – Declarou o menino. - Não tiveste medo? – Perguntou o Pedro. - Não, não custa nada. – Declarou o menino entusiasmado. Então, foram cantar os parabéns à Joana e o menino pensou que se comesse apenas uma fatia de bolo não lhe faria mal. - No final do almoço tenho de escovar os dentinhos. – Pensou para si mesmo. No fim da catequese, regressou a casa e decidiu ajudar a mãe nas tarefas da cozinha. Para a tarde de domingo, o menino já tinha muitas brincadeiras planeadas com os seus amigos.


Era domingo, o sol sorria no céu azul e os passarinhos chilreavam alegremente nas copas das árvores. O menino encontrava-se na varanda e respirava com entusiasmo o ar puro da aldeia. Já eram quase horas dos seus amigos chegarem. Então, desce a varanda e corre em direção ao portão onde se encontravam os seus amigos. Foram para o parque mais próximo brincar. Jogaram à cabra-cega, escondidinhas, ao macaco do chinês, ao futebol e muitos mais jogos tradicionais. Era quase meia tarde e o pai de um dos seus amigos apareceu. Era o pai do Manuel. Ele levou-os até ao rio Neiva para verem as suas lindas margens verdejantes e a sua água cristalina. Eles sentaram-se na erva macia e lancharam uma sande muito saudável que continha fiambre, tomate e alface e beberam um sumo de laranja muito fresquinho. Os pais, por volta das dezoito horas, vieram buscá-los.


Quando chegou a casa o menino foi sentar-se no sofá junto da sua família. De repente, salta do sofá e vai a correr à casa de banho. A mãe assustada com o seu comportamento chamou por ele: - Filho! Filho! O que se passa contigo? – Gritou a mãe muito aflita. - Nada, mãezinha. Só estou a lavar os dentes porque não quero que os bichos da comida fiquem muito tempo na minha boquinha.- Disse ele muito entusiasmado. - Ahahahah!! Ó meu rapaz, até me assustaste quando foste a correr para a casa de banho, pensei que estivesses mal disposto. - Desculpa, mãezinha, se te assustei, mas agora como não sou preguiçoso não vou deixar que os micróbios me estraguem o sorriso.


Então, a mãe e o filho foram para a sala jogar a um jogo muito divertido que encontraram na Internet. No final do jogo, o menino tinha fome e queria comer guloseimas e perguntou à mãe: - Mãe, posso comer um chocolate? - Não. Ainda há pouco tempo lavaste os dentes. – Respondeu a mãe. Então, o menino decidiu comer vegetais e lembrou-se de fazer uma salada com vegetais variados: alface, cenoura, tomate, milho, bocadinhos de fiambre e queijo. Após comer a saborosa salada foi andar de bicicleta. Ficou com uma energia! Estava a ficar tarde e voltou para casa muito bem-disposto. No dia seguinte, foi para a escola e contou aos colegas sobre a sua arte de fazer deliciosas e energéticas saladas.


Os seus colegas ouviram-no com muito entusiasmo e quando chegaram a casa quiseram logo experimentar as divinais saladas. À mesa com a sua família, Rui, que era o nome do menino disse aos seus pais que gostaria muito de visitar o museu dos dentes e os seus pais disseram que não conheciam nenhum. O Rui como era um menino muito curioso foi pesquisar na Internet, mas nada encontrou aqui em Portugal. No entanto, descobriu que existia no Brasil na cidade de São Paulo o Museu do Dentista criado em 1956 pela Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas. Este museu também conhecido por Museu Odontológico é considerado o maior e mais rico dos museus brasileiros e um dos melhores da América no assunto. Este museu possui um grande acervo, uma biblioteca e uma videoteca. O acervo possui cerca de 10.000 itens e os visitantes podem conferir diversos aparelhos, fotos, livros, revistas e instrumentos antigos do século I e séculos XIV, XV e XVIII.

Há

um

grande

detalhe

dos

aparelhos,

materiais

e

medicamentos nos consultórios de cada época, aborda também a criação dos cursos no mundo, há 165 anos atrás. O Rui leu tudo com muita atenção, contou aos seus pais o que tinha descoberto e eles ficaram muito animados com a sagacidade de seu filho.


No dia seguinte, o Rui foi para a escola e contou aos seus colegas, eles agradeceram-lhe por ter partilhado toda aquela informação. Os amigos do Rui ouviram-no com muita atenção e entusiasmo pois, não tinham conhecimento da existência desse museu.

Toda essa informação despertou na turma o interesse pela saúde oral e a importância de cuidar bem da dentição.


A partir desse dia, os meninos passaram a dar mais atenção ao tipo de lanches que escolhiam e nunca mais se esqueceram de lavar sempre os dentes depois das refeições. Até organizaram trabalhos de grupo e elaboraram cartazes alusivos à higiene oral, que exibiram por toda a escola, com o intuito de sensibilizar toda a comunidade escolar. Estas atitudes pouparam-lhes muitas visitas ao dentista, para além das recomendadas (uma vez por ano) e muitas dores de dentes. Ainda hoje se consta que a turma do Rui ficou conhecida como a turma do Sorriso Branquinho.

Os autores desta história – alunos da turma F-4 – desejam que todos os leitores tenham um SORRISO BRANQUINHO e não se esqueçam do velho provérbio “Em vez de dares um conselho por palavras, fá-lo com o teu próprio exemplo”.


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