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Ciclos do Feminino

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Ciclos

Betyna Ludwig


UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - UNIVALI Escola de Artes, Comunicação e Hospitalidades Campus Florianópolis Disciplina de Produção Gráfica - 6º Período Reitor: Valdir Cechinel Filho Vice-Reitoria de Graduação e Desenvolvimento Institucional: Carlos Alberto Tomelin Vice-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação: Rogério Corrêa Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários: José Carlos Machado Diretora da Escola de Artes, Comunicação e Hospitalidades: Coordenadora do Curso: Juliana Gallas Curso Superior de Tecnologia em Fotografia - 2020/1


Primeiro Período Estética e História da Arte Adair de Aguiar Neitzel Criatividade e Inovação Camila da Silva Schmitt Linguagem Fotográfica Vanessa Silva Alves Ferreira Técnica Fotográfica Eduardo Alexandre Cazionato Gomes Plásticas e Metódos Visuais Luciano dos Santos Adorno Ética e Legislação Marcos Schaefer

Segundo Período Comunicação Visual na Fotografia Guilherme Sauthier

Quarto Período Empreendedorismo Renata Silva Fotografia Documental Mario Henrique Rosa de Oliveira Imagem e Novas Mídias Roberto Forlin Pereira Portfólio em Fotografia Guilherme Sauthier Projeto e Fomento em Audiovisual Vanessa Silva Alves Ferreira Tópicos Especiais em Fotografia Vanessa Silva Alves Ferreira

Quinto Período Tratamento de Imagem Mario Henrique Rosa de Oliveira

Terceiro Período Semiótica James Dadam Tratamento de Imagem Avançado Mario Henrique Rosa de Oliveira Multimidia Leonardo Latronico Marketing Michelle Sprandel da Silva Perusin

Trabalho de Iniciação Científica I Roberto Forlin Projeto Interdisciplinar Comunitário Karina Elisa Machado Produção Gráfica Guilherme Sauthier Arte e Curadoria Vanessa Silva Alves Ferreira


Betyna tem 38 anos, nascida em Curitiba – PR, se sente em casa quando está junto da sua família em seu lar na vila de Enseada de Brito, Palhoça – SC, mas adora estar com o pé na estrada, viajando pelo Brasil. Taurina com ascendente em sagitário, na intimidade se aquieta com o pé na terra e sobre uma rede e para o mundo tem seu lado livre, leve e aventureira da sagitariana. Mãe de dois meninos, é apaixonada pela maternidade, pelo ato de gestar, parir, amamentar, cuidar e amar incondicional. Como profissão e paixão tem fotografia e produção de moda que há faz ter uma visão bela do mundo, mesmo do mais simples se faz belo ao seu olhar, pelas lentes se expressa e revela o seu mundo simples e sensível.


Feminino Ser uma mulher selvagem é se encontrar com a sua alma feminina, é despertar, acordar, exalar sua essência, ser autêntica, instintiva, florescer na vida criativa, no caminho do autoconhecimento, caminho do coração. Se aprendemos a conhecer nossos corpos e seus ciclos, observamos que na realidade manifestamos diferentes facetas nossas com diferentes qualidades a cada fase do ciclo e que ao conhecê-las e integrá-las em nosso ser, podemos nos tornar mais inteiras em nós mesmas e criar uma forma de vida que respeite e integre esses aspectos. O sagrado feminino eu percebo naquilo que me caracteriza como mulher, que são as coisas mais essenciais, as coisas mais naturais que fazem me sentir como mulher. A maternidade, a amamentação, o sangue menstrual, porque dentro de todo essa natureza, esse mecanismo todo de menstruar, de ovular, de engravidar, de amamentar, de alimentar uma outra vida que povoa o mundo, que povoa todo o universo, que transforma o universo, esse é o sagrado feminino, é assim que eu percebo. (sacerdotisa wiccaniana Danna Myr 2015)


Tudo na natureza é cíclico e se movimenta a partir de energias de expansão e contração. Vemos esse movimento ao observar os ciclos da Lua, dos planetas, das marés, das estações e os ciclos de vida-morte-vida de todos os seres vivos dessa terra, que crescem, se reproduzem, morrem e dão continuidade à vida. E dentro de cada pessoa existe um universo complexo que se revela, nas mulheres é mais fácil identificar visualmente pelo ciclo menstrual. Nossas ancestrais acreditavam que a lua influencia o ciclo menstrual e faz com que todas as mulheres menstruem juntas, antigamente isso acontecia com uma frequência maior. As quatros fases do ciclo menstrual representam muito bem as fases da lua, assim como o ciclo menstrual é como a natureza e as quatros estações do ano. “Ela mexe com as nossas fases também, pois, se a lua influencia um oceano inteiro com as suas marés, por que não vai influenciar a nós mulheres, que temos o corpo composto por 70% de água?”, diz a facilitadora da Ginecologia Emocional, Kareemi.


O ciclo menstrual pode ser dividido em 4 fases, pré-ovulatória, ovulatória, pré-menstrual e menstrual. Em cada uma das fases do ciclo temos diferentes qualidades, habilidades, energias e sensações em nosso corpo, mente e emoções, que mudam nossa percepção e expressão. Essas fases e suas energias podem ser interpretadas pelas arquetípicas da donzela, mãe, feiticeira e anciã. Esses arquétipos abreviam padrões psíquicos ancestrais que traduzem a nossa disposição e sensação em cada uma dessas fases.


A Donzela

Após o fim da menstruação chega a fase pré-ovulatória. Nessa fase, manifestam uma energia vital intensa, projetada para fora. Nesta fase com o nível de testosterona em medidas ideais e a sua taxa hormonal está crescendo, a mulher se sentem mais dispostas, energizadas e ativas fisicamente, mais confiantes e independentes, com uma energia extrovertida e dinâmica pois lhe traz inúmeros benefícios. A energia da fase da Donzela é equivalente ao início da primavera, de início de um novo ciclo, de muita inspiração e esperança. Estação do ano: Primavera Fase da Lua: Crescente


A Mãe

Durante a fase ovulatória, manifestam o arquétipo da Mãe. Nesse

período podem se sentir mais sensíveis e com uma energia voltada para fora. Neste período os hormônios do corpo feminino estão trabalhando e os altos níveis de estrogênio acionam um súbito aumento do hormônio luteinizante (LH), é um momento em que estão mais disponíveis para os outros, para as relações. Podem se sentir mais amorosas, compassivas e comunicativas e mais atraentes e confiantes, podendo simplesmente ser, agindo com maior aceitação e fluidez.

O arquétipo da Mãe se associa com a energia do verão onde há abundância de sol e alimento e, da Lua cheia, onde há plenitude e luminosidade. Estação do ano: Verão Fase da Lua: Cheia


A Feiticeira

Quando entram o período pré-menstrual, manifestando a feiticeira. É

um tempo de analisar, recolher e transmutar. Os níveis de estrogênio e progesterona no organismo caíram drasticamente e estão próximos de zero. O resultado é uma série de sintomas desagradáveis. A energia física começa a diminuir, o pensamento pode ficar mais difuso, dificultando o planejamento e a realização e aumentando a criatividade. Aquilo que estava sendo omitido ou reprimido vem à tona e é preciso ouvir, revelando tudo aquilo que precisa ser transformado. É um momento em que começam a avaliar a “colheita” da vida e das nossas relações, representando a energia do outono. Estação do ano: Outono Fase da Lua: Minguante


A Anciã No período menstrual a mulher entra no arquétipo da Bruxa ou da Anciã. Nessa fase do ciclo o organismo se ressente da pouca quantidade de estrogênio, hormônio que, entre outras funções, prepara o corpo para a gravidez e protege as células nervosas. Com menos energia física a força está voltada para dentro, para a energia espiritual e psíquica. Durante o período da “lua”, a menstruação, o corpo e mente passam por um processo de limpeza onde deixamos ir aquilo que não precisa mais ou que não quer nas suas vidas e em si mesmas. Na fase Anciã, manifestamos a energia do inverno, de recolhimento e pausa, com uma retração da energia vital e a vida voltada para os espaços internos. Estação do ano: Inverno Fase da Lua: Nova


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Ciclos do Feminino by Betyna Aline Ludwig - Issuu