Ser membro de um estado, de uma sociedade ou de uma comunidade política define-nos enquanto cidadãos/ãs. Mas o que será que implica este conceito na nossa vida diária? Enquanto cidadãos/ãs possibilita-nos usufruir dos nossos direitos, obrigando-nos, por outro lado, a cumprir com os nossos deveres civis, políticos e sociais. A esta forma de exercer a nossa função enquanto cidadão/ã chamamos de cidadania. É com foco numa boa cidadania que nos é possível vislumbrar uma sociedade mais equilibrada e justa. Mas estaremos no caminho certo? Será que vivemos numa sociedade perfeita? Muito ainda haverá para cumprir, criar e mudar de modo a atingir uma sociedade ideal, mas neste guia iremos focar-nos numa das muitas “gavetas sociais” que precisam de ser arrumadas: a igualdade de género.
Será que a nossa identidade de género limita aquilo que somos hoje e no futuro?
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Esta é a grande questão... Igualdade de género pressupõe que todos os deveres, direitos e oportunidades devem ser iguais para todos, independentemente do género, sem qualquer tipo de restrições. Contudo, esta ainda não é uma realidade absoluta na nossa sociedade. Neste guia, pretendemos exatamente guiar-te por um mundo de conceitos, informações, curiosidades, recursos, reflexões, exercícios e muito mais. Tudo o que te possa ajudar a desbravar o caminho para uma mudança de atitude e de mentalidades.
“Mudança” é a nossa palavra de ordem! 5
Concordo Os homens não choram. Cor-de-rosa é cor de menina. O futebol é para os homens. As meninas não brincam com carrinhos. As tarefas domésticas são da responsabilidade das mulheres. Azul é cor de menino. As mulheres devem ser obrigatoriamente mães. Todas as posições de chefia devem ser ocupadas por homens. A mulher conduz pior do que os homens. O lugar da mulher é na cozinha. As mulheres são mais problemáticas. Os homens são mais inteligentes do que as mulheres. Os homens terão sempre mais poder do que as mulheres. O homem deve ganhar mais do que a mulher.
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Não concordo
Resultados Quantos “concordo”?
Quantos “nãoconcordo”?
Todas as afirmações registadas dizem respeito a ideias e opiniões limitadoras e que, por isso, promovem a desigualdade de género. Desta forma: - Se no total obtiveste mais do que sete respostas “concordo”, deves agir rapidamente, pois quem te rodeia precisa de uma intervenção urgente do agente de mudança. - Se no total obtiveste sete respostas “concordo”, quem te rodeia está no “limiar” do preconceito. Prepara-te e entra em ação. - Se no total obtiveste menos de sete respostas “concordo”, quem te rodeia está num bom caminho e já começa a estar sensibilizado para a nossa temática. Contudo, continua a ser importante entrares em ação, afinal, a nossa tarefa só será concluída com sucesso quando atingirmos 100% de respostas “não concordo” e que este número se perpetue para sempre. Deixamos-te ainda um espaço para registares a tua reflexão sobre os resultados. Estavas à espera das respostas que obtiveste? Qual a primeira ideia que te ocorre para começares a agir em prol da mudança?
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Subtema II Poder e tomada de decisão nas dimensões política e empresarial
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o seu sonho de ser educador de infância é ainda hoje visto como algo relevante para se destacar em noticiários, pelo seu desafio à mentalidade considerada “normal”. Torna-se urgente ultrapassar esse mesmo conceito de “normalidade”, e permitir que cada um escolha a sua profissão e ponha em prática o seu talento, sem qualquer tipo de preconceito. Recorremos à plataforma Brighter Future para te mostrar alguns dados curiosos e que espelham a diferença significativa que ainda existe entre géneros, em determinadas profissões.
Recurso extra! Brighter Future é um instrumento precioso para pesquisares, analisares e explorares informações relevantes sobre a empregabilidade, a educação e as competências em destaque em cada profissão. Acede e informa-te através do seguinte link: www.joseneves.org/brighter-future
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Trabalhadores por profissão e por género Educação de Infância
Enfermagem
13,541
27.571
5.709 162 Homens
Mulheres
Motoristas de automóveis ligeiros, de carrinhas e condutores de motociclos 23.406
Homens
Eletricistas, instaladores e reparadores de equipamento elétrico 36.586
1.569 Homens
Mulheres
Mulheres
867 Homens
Mulheres
NÃO TE ESQUEÇAS! SEGUE O TEU SONHO, SEGUE O TEU TALENTO! NÃO TE DEIXES INFLUENCIAR POR IDEIAS PRECONCEBIDAS!
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Carolina Beatriz Ângelo, médica, republicana e sufragista, foi a primeira mulher a votar em Portugal.
Perante um código eleitoral que determinava o direito de voto a “todos os portugueses maiores de vinte e um anos, à data de 1 de maio do ano corrente [1911], residentes em território nacional, compreendidos em qualquer das seguintes categorias: 1.º - Os que souberem ler e escrever; 2.º - Os que forem chefes de família (...)”, Beatriz Ângelo recorreu ao tribunal lutando para ser incluída nos cadernos eleitorais, mesmo depois de o seu pedido ser rejeitado pela Comissão de Recenseamento e pelo Ministério do Interior. Em vitória da sua luta, no dia 28 de maio de 1911, Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a votar nas eleições realizadas para a Assembleia Nacional Constituinte. Esta acaba por falecer no mesmo ano em que votou, com 33 anos de idade, mas nunca seria esquecida pelo seu grande feito.
Damos destaque a esta grande personalidade, contando um pouco da sua história, para fazer a ponte para o ponto seguinte, em que iremos analisar a desigualdade na política.
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Regista as tuas fontes de inspiração Deixamos-te este espaço para registares outras mulheres e/ou homens que contrariam os estereótipos e que por isso se tornaram uma fonte de inspiração e motivação. Atenção! Não tem de ser necessariamente uma figura histórica ou uma personalidade pública. Pode ser um membro da tua família ou alguém próximo que para ti mereça ser destacado/a.
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E a ti? O que te impede de lutar?
Não percas a oportunidade de conhecer ao pormenor a história de Malala Yousafzai, pela sua própria voz, num documentário incrível, arrepiante e inspirador. Título original: He Named Me Malala Data de lançamento: 4 de setembro de 2015 Duração: 1h27m
E será a escola um espaço totalmente inclusivo? As escolas têm feito um caminho de adaptação e evolução para que sejam um espaço, cada vez, mais inclusivo e seguro. Contudo, ainda nos deparamos com dados desanimadores. Por exemplo, segundo o estudo A long way to go for LGBTI equality, pessoas lésbicas, gay, bissexuais e transexuais sofrem ainda experiências de violência e discriminação na educação. 48
Mas também tu podes propor medidas e agir para melhorar a tua escola! Deixamos-te uma lista de ações que podes pôr em prática no teu dia a dia, enquanto estudante, ou propor aos/às teus/tuas professores/as e colegas. Aceitas o desafio?
Lista de medidas para pôr em prática! • Propõe não formarem filas ou equipas nas quais exista uma separação entre rapazes e raparigas. Vamos promover a heterogeneidade! • Propõe ou realiza mais campanhas anti-bullying. Irá, por um lado, ajudar a alertar e, por outro, irá transmitir um apoio extra para quem estiver a passar por uma situação complicada e que precise de ajuda ou coragem para a denunciar; • Questiona como cada um gosta de ser tratado, de forma a respeitar os seus interesses e identidade; • Incentiva que os grupos de trabalho sejam mistos; • Partilha livros e filmes que promovam a igualdade de género;
Deixamos algumas linhas em aberto para registares outras ideias de ações a realizar. Não te esqueças de as partilhar com os teus colegas e professores/as.
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Proposta de chamada de atenção… O seguinte vídeo, em poucos segundos, envolve-te nos direitos humanos dos quais fazes parte e que deves defender e reclamar. Vais ficar de fora?
Visualiza aqui:
... ou através do link: www.youtube.com/ watch?v=VvnAaV8NfuA
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Vamos continuar a arrumar esta “gaveta social”? Terminamos este guia da mesma forma que o iniciámos: com a tua opinião! Muita informação foi partilhada neste documento. Vários exercícios, recursos e momentos de reflexão podem ter-te ajudado a organizar as ideias relativamente a este problema social, mas ainda existe muito a fazer! Fazemos-te uma última questão. O que será necessário para alcançar a igualdade de género?
FAZ PARTE DA MUDANÇA!
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