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Em foco [n. 1]

Page 1

ARFOG-SP

Enfoco

Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de São Paulo

Julho/Agosto

-

1999

-

Ano 1

-

Número 1

Lalo de Almeida / AF

Fotojornalismo no Mês Internacional da Fotografia (Pág. 3) a

Encontro de Editores de Fotografia

(Pág. 4-5)

Os Brasileiros Premiados no Nikon Photo Contest

(Pág. 6) Circuito Imagem na Rua (Pág. 7)

Arfoc-SP Vende Fotografias na Feira de Arte da Vila Pompéia (Pág. 7) Registro Profissional em Discussão (Pág. 8) A

À

Eu

Juca Rodrigues / Isto E

:

+ A disputa por mgressos, antes do jogo de futebol, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. O tumulto generalizado foi registrado pelo fotógrafo Lalo de Almeida.

Balé de carecas na Copa do Mundo da França, na final do campeonato entre Brasil X França Registrado pelo fotógrafo -

da Isto É, Juca Rodrigues. O mesmo instante foi clicado pelo fotógrafo

americano Simon Bruty, que teve a foto publicada no anuário do Horld Press Photo de 1999.


Notas

EDITORIAL O mês de julho começa com uma novidade para VOC ê

to Arfoc fe

SP

Nosso boletim Informativo A oc, creceit e muit dou de nome. Agora, ele tem oito páginas e passa a se chamar Em Foco Arfoc SP. Com essa mudança, esperamos deixá-lo mais informado sobre o que se passa na Arfoc -SP e fora dela. Também esperamos contar com a sua -

-

participação. Em Foco é um canal aberto a todos os associados. Você pode enviar notícias, artigos, convites de exposição e fazer denúncias de abusos cometidos conosco profissionais da imagem. -

Nesse último mês, a

Arfoc-SP incentivou o

maior número de associados a mostrar suas fotografias em exposições, feira de arte, projeção de audiovisual em praça pública e espaços fechados.

Foi um mês muito

movimentado, não só na área da divulgação da imagem como também da

NAU DOS NUS Durante um final de semana prolongado, um grupo de 50 naturalistas decidiu alugar uma escuna e sair pela ilha de Ubatuba praticando o que eles chamam de naturalismo: ficar nus. Visitaram vánias ilhas desertas e, no último dia, um domingo, ancoraram 8 num ponto que parecia uma ilha Mas era uma praia comum! Seis horas da manhã, tudo deserto. Mas às oito horas a praia estava cheia de banhistas. Foi um grande escândalo! Correria, pais escondendo o rosto dos filhos para não olharem tantas pessoas sem o tradicional traje de banho. Chamaram a polícia. Foram todos presos Esse episódio rendeu a exposição em preto e branco de Jorge Araújo. Um retrato curioso e bem humorado de uma cena tão hilária quanto trágica, que exprime um pouco da cultura do nosso povo, com sua vanguarda e seus Imites. Vale a pena conferr. À partir de 05/07 às 20h na Rua

o

dos Pinheiros, 547

&

PRÊMIO VLADIMIR HERZORG Estão abertas as inscrições para o XX! Prêmio Jornalístico Vladimir Herzorg de Anistia e Direitos Humanos 1999. Na categoria fotografia, devem ser enviadas três fotos 18 X 24 onginais, mais três exemplares do veículo na qual foi publicada. As fotografias devem ter sido publicadas ou apresentadas

ao público no período de 2 (dois) de setembro de 1998 a 1º de setembro de 1999. Na categoria mídia eletrônica, devem ser enviadas 3 (três) fitas cassete ou VHS. Os trabalhos devem ser acompanhados de ficha de inscrição, tanto para o trabalho original, quanto para a cópia. A premiação será no dia 26 de outubro. Maiores informações no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, fone. (011) 257-1633, e-mail: jornalistaOsjsp.org.brou nos sindicados do seu estado.

& "BRASIL BOM DE BOLA" NA INTERNET O livro Brasil Bom de Bola, coordenado pelo fotógrafo Ed Viggiani, já pode ser visto na integra no Universo On Line UOL. O livro traz textos exclusivos e inéditos de Pelé, Ariano Suassuna, Rita Lee, Marcelo Rubens Paiva, Aldir Blanc, Manuel de Barros, entre outros nomes. Cada texto é acompanhado de fotos de diversos fotógrafos, que mostram várias imagens da paixão esportiva nacional o futebol. Para ver as imagens e as fotos on-line basta acessar o site: http://www.uol.com.br/bbbola -

+

qualificação profissional e discussão das novas tendêcias e rumos da

fotografia. Esses temas foram abordados com os editores de fotografia dos principais veículos de comunicação imprensa, no ! Encontro de Editores de Fotografias. Mas não pára por aí. Nos próximos meses faremos workshops de fotos e transmissão digital, na capital paulista e também em cidades do interior. Além de criar novos projetos, daremos continuidade ao projeto Circuito Imagem na Rua, que terá sua terceira edição. Para o segundo semestre, a Arfoc-SP vai continuar com o mesino numo de promover sempre a imagem e avançar em tecnologia. Estaremos participando do Encontro Nacional de Repórteres Fotográficos, que vai se realizar em agosto, em Nutal-RN. No encontro discutiremos assuntos da maior importância para o melhor desempenho da nossa profissão. Aguardamos sugestões e cotamnos com a de todos para os próximo. números do

Em Foco

Vidal Cavalcante

ARFOC-RIO ON LINE A Arfoc-Rio está com uma página na Web. São diversas páginas sobre imagem, de galeria virtual e roteiro de exposições . Também terá a versão eletrônica do Jornal Paparazzi, tabela de preços, informações sobre concursos, profissionais free-lancers e classificados. A página da Arfoc-Rio é a segunte-htip//www.arfoc.org br

&

FOTOJORNALISMO NO DIA-A-DIA Fica aberta de 8 a 30 de julho, no Conjunto Cultural da Carxa Espaço Cultural Neuter Michelon- Praça da Sé, nº 111, a exposição Fotojornalismo no Dia-a-Dia com trabalhos de 21 fotógrafos dos jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde A exposição conta com o apoio da ProColor e Kodak Professional e tem como objetivo oferecer uma mostra de quanto o fotojornalismo tem potencial de exploração criativa, uma vez que a realidade desafia lentes, ângulos, previsões e luzes. Com isso, mostrar a criatividade dos fotógrafos brasileiros da imprensa diária. A exposição tem curadoria de Emídio Luise e é aberta ao público de segunda à sexta das 10h às 16h. -

TABELA DE PREÇOS MÍNIMOS DE FOTOJORNALISMO

PISO SALARIAL

ORNAL E REVISTA: (capital)

5 horas = R$ 780,00

horas = R$ 1 248,00

JORNAL E REVISTA: (interior)

5 horas = R$ 650,00 horas = R$ 1.040,00

SAIDA: horas = R$ 147,20 Saida Institucional 3 horas R$ 206,00

DIÁRIA: 5 horas = R$ 235,50 S horas Institucional =A$ 329,70

CAPA DE JORNAL Editorial = R$ 253.80 Institucional = R$ 355,35

DIÁRIA (Viagem) Editorial = R$ 386,70 Institucional = R$ 541,40

CAPA DE REVISTA

FOTO PUBLICADA EM

Uma das formas de ser profissional, é cumprir os preços da tabela. isso é o mínimo que você pode fazer em respeito à nossa

JORNAL OU REVISTA (NO MIOLO)

Editorial = R$ 92,40 Institucional = R$ 129.40

Editorial = R$ 518,00 Institucional = R$ 725,20

categoria

. Emfoco

ornal bimestral da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulog (Arfoc-SP Adiministração Rua Rego Freitas, 530 Sobreloja -São Paulo SP CEP: 01220-010 Fone (011)m n257-1633 232 Fax 256-7191 Presidente: Vidal Cavalcante Vice-presidente: José Cordeiro Secretário Geral: César Diniz. Tesoureiro: Alex Silva. Diretoria Cultural: Denise Camargo Credenciamento Direito Autoral: Egberto Nogueira, Robson Fernandes e Nelson Almeida Márc Zoet Conselho Fiscal: Cláudio Ross! Sérgio Andrade Marcelo Alves Fernando Pereira Marketing: Nelson Chinaglia Ricardo Mega, = PEdumora e Arnaldo de Oliveira Jornalista Responsável: Valmir Costa DRT/2395 Tiragem: 000" exe plares Diagramação: Valmir Costa Impressão: RWA Artes Gráficas Fone (011) 856-0900 : : -

2


EXPOSIÇÃO

O impacto de muitas imagens

Uma imagem vale mais que mil palavras. Esse clichê é empregado para traduzir o poder de comunicação e emoção da fotografia. Principalmente aquelas captadas no dia-a-dia dos fotojornalistas. Mas, se uma imagem vale mais que muitas palavras, quanto valeria mustas imagens? Certamente, uma grande exposição. E valeu. A mostra Transformação for montada pela Arfoc-SP, na estação Sé do Metrô, para comemorar o IV Mês Internacional da Fotografia.

A

Arfoc-SP

reuniu

a

trabalhos de repórteres dos mais fotográficos importantes veículos de mídia impressa do estado de São Paulo, como Folha de S. Paulo, O Estado de S Paulo, Diário Popular, Diário do Grande ABC,

>

>

m

Veja, IstoÉ, Época, entre outros. Foram expostas cerca de 100 de fotografas magens

retratando acentec mentos importantes que vraram

manchetes pr vilegiando o tema Transformação na sociedade, como o problema da violência, amiséria,a dor, a diversão, além de algumas personalidades brasileiras e até internacionais. O resultado não poderia ser

diferente. Transeuntes dos quatro cantos da cidade se identificaram, se admiraram ese emocionaram diante de cada fotografia Nem o nível social nem a idade dessas pessoas importou As fotos atraíram a atenção

da

maioria

dos

250

mil

passantes por dia naquela

estação Do mano da Zona Leste ao estudante da Zona Sul do funcionário da Zona Norte ao músico Flávio Ruiz rumo à Zona Oeste.

A caminho do Mercado Mundo Mix, Flávio, 23 anos, deu uma paradinha para observar atentamente, a exposição. "Tem

muita foto manera, triste e engraçada. Gostei. Tá muito legal", comentou.

Eram olhares atentos e nos detalhes, curiosos evidenciando o poder de impacto da imagem. Olhares como os da professora aposentada, Maria de Lourdes Sampao 62 anos A exposiçao esta linda Muito emoc onante Goste muito Ate porque amo

Pessoas dos quatro cantos da cidade de São Paulo, que passaram pela Estação Sé do metrô paulistano, prestigiaram a exposição "Transformação com fotografias tiradas no dia-a-dia do trabalho dos fotojornalistas

fotografias. Quando era menina meu pai que nao me pedi desse bonecas e, sim, dinheiro Juntei e comprei uma máquina fotográfica" lembra Mesmo antes do término da montagem da exposiçao era claro interesse do público Muitos queriam informações. Outros perguntavam se podiam fosse pela comprarasfotos beleza ou importância histórica

P

O.

como algumas imagens da Copa do Mundo Uma das fotos que chamou mais a atenção do público pelo impacto, foi a fotografia de Caio Guatelh intitulada Agonia

Marcos Mendes Marlene Ber ao Masao Goto lho Maunio Clareto Milton Michida Minan Fichiner Mônica Zarattin! Norma Albano Paula Brandini Paulo Libert Paulo Pirto Ricardo Milan Roberto Setton Sebastião Moreira Sérgio Castro Sérgio Dutt Silvana Rossi Silvio Ribeiro Tiago Santana

Kenji Hon

pela lente e o olhar atento dos fotógrafos. E o caso de um atropelamento clicado por NormaAlbano, durante o cortejo do corpo de Ayrton Senna. A exposição, além de recordar alguns fatos, mostrou essas magens a pessoas que nao tem acesso aos ve culos de comunicaçao nos qua s foram

:

:

A Agonia clicada por Caiu Guateli. :

em

janeiro, na Tan ana

pub cadas

d

2 0 3

zÉ

I

Caro Guateli/AE

-

Terra do Carnaval

>

:

Martins Luiz Doro Luludi Marcelo Alves Marcelo Vitorino

Alex Alex Sati Alexandre SantAnna Alexandre Santana Antonio Galdério Antonio Mena Caio Guatelli Celso Oliveira César Vi as Douglas Mansur Ed Edu arcia Edu L Eduar o Knapp Egberto Nogueira Emídio Luisi Fabiano Accorsi Flávio Canalonga Fernando Fernandes Gilberto Marques

João Bittar José Luis Conceição Juca Rodn ues

Os registros dos fatos nus e crus, estavam lá flagrados no momento certo

N

La Costa Lalo de Almeida

Adriana Zehbrauskas

Os associados da Arfoc-RJ enviaram 50 fotografias sobre o carnaval carioca, intitulada de Todos Carnavais. Imagens saudosas como a de Cartola e a alegria de foliões anônimos ou famosos em pleno Sambódromo, na Marquês de Sapucaí. O carnaval do Rio de Janeiro retratado em preto e branco ou mesmo em cor. No entanto, a Arfoc-SP teve problemas com a exposição do carnaval carioca. Algumas fotos foram roubadas. Para evitar um prejuízo maior, a exposição do Carnaval Carioca teve de ser retirada.

3


ENCONTRO DE EDITOI

Fotojornalistas a ca

dos principais veículos de São Paulo, no 1 Encontro d A Arfoe-SP reuniu profissioais que atuam na orietação de fotojornalista.s e editores de fotografias a cada mês, para discutir as perspectivas, atualizações e as seminários, de fazer idéia à Da reunião, na midia surgiu da impressa. zação imagem digital do jornal Agora; Edu Garcia, de O Estado de S. Paulo; Ea de Editores de Fotogratias. Participaram do encontro os editores de fotogra: fa César Itiberê, Marcos Santilh, diretor do MIS; Mônica Maia, diretora de mídia da Agê Paulo; Marco de Bar, da revista Quatro Rodas; Marcos Rosa, da revista Caras": Dinheiro; Ricardo Corrêa, da revista Placar; Sérgio Berezovsky, da revista E)

José Cordeiro :

Jornais e revistas ainda estão embora". Em agências a se adaptando às novas internacionais características de um leitor mais responsabilidade do exigente e já enfrentam a fotógrafo é total: da concorrência de outras mídias de parte técnica da informação, que querem o escolha do filme, mesmo público. Para manter o revelação, edição, e mercado, os veículos estão digitalização investindo em mudanças. transmissão. Paulo vê Algumas modificações podem ser Whitacker

st

:

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1

tidlos U qua processo mudanças

ri

tecnológicas aos fotojorn: como a espec ai zação, o aominio da técnica digital de produção e edição de imagens.

1

+

aeve ser

no

1

:

começo", segundo o editor da seção

:

As perspectivas para o paulista da Reuters. Além da nformação, fotojornalismo brasileiro dos próximos anos, apontam para os exemplos da Europa e Estados Unidos na linha editorial, administrativa e nas relações de

os profissionais devem

:

ter orientação para

o editor de "Epoca "o Vitale, trabalho. Seguindo essa Paulo tendência, diminuiriam nas fotojornalismo tem

empresas os quadros funcionais

:

atuar em revistao Para

: :

a

diferentes nuances, o

:

aumentaram o trabalho bom repórter fotográfico independente, free-lancer e a para um veículo pode participação das agências na não ter adaptação para venda de matérias. Se aprovada uma revista ou jornal". e

a entrada de capital estrangeiro na mprensa, o perfil dos veículos de comunicação no Brasil também poderá ter novos rumos.

Conhecimentos técnicos, e criatividade algumas características que Germano

anunciantes, contribuem para a indefinição do quadro futuro. A Arfoc perguntou no Encontro o que é ser um bom repórter fotográfico e quais as

"transmitir aquilo que você pediu".

Loders acredita, só podem ser

As crises que afastam os examinadas no "teste da rua" é

características

desse

Para Marco de Bari, também editor de revista segmentada, o que diferencia os fotógrafos é "a vontade de trazer idéias". De forma prática, o fotógrafo que vai para a rua deve elaborar uma pauta e ter Informações sobre o que está fotografando.

personagem nos próximos anos. A informação, a Iniciativa, a criatividade e talento para a João Bittar, este imagem são destacados pelo Para editores como os fatores mais fotojornalista que precisa os manifestar sua opinião sobre os importantes que distinguem "tem a da assuntos obrigação de fotógrafos. Independente escolaridade e da formação editar seu próprio material ; o anterior, o profissional de fotografo tem que ser editor; mais fotojornalismo deve ter opinião do que nunca, mais do que jamais e a necessidade de aprender, ter foi". conhecimentos mais amplos e para ESTILO Formação, informação pessoal qualidade e características pessoais na sobressair na imprensa. sendo estão Os fotógrafos elaboração da Imagem também -

-

-

como mais exigidos, diz Paulo são apontadas Whitacker. "Antigamente o fundamentais pelo editor das repórter fotográfico nem legenda revistas "República", "Bravo" e fazia, fotografava, deixava lá e ta "Morumbi Fashion". Eduardo

4

não trabalha especificamente com repórteres fotográficos mas diz que o profissional do futuro é "o fotógrafo de hoje. É o fotógrafo que tem uma linguagem definida, como o Sebastião Salgado tem". "Vai diminuir muito a distância

Simões

relação muito próxima com

fotojornalistas de Recife, Curitiba e Minas Gerais que sugerem pautas e reportagens. Ricardo

Corrêa destaca

que esses

profissionais já estão adaptados ao mercado: "tem toda a tecnologia para me transmitir foto do repórter fotográfico do repórter quando eu preciso de urgência; de texto. Que vai lidar com o quando eu não preciso, eles mesmo tipo de informação", a sabem como fazer". A Agência Lumiar, do Recife, é de afirmação Sérgio Berezovsky que já atuou como é apontada como exemplo de editor de várias publicações. organização pelos editores de Essa nova identidade poderá ser fotografia (leia pág 8).Qualidade, a chave para o trabalho nos técnica e confiabilidade fazem próximos anos. A longo prazo, os com que a agência seja opção fotógrafos vão sair das redações, nas coberturas da região conforme uma tendência mundial Nordeste. A Lumiar trabalha para jornais na imprensa. Nas editorias, segundo Berezovsky "só vão e revistas por encomenda ou ficar aqueles que realmente estão antecipando e cobrindo os fazendo coisas que fazem acontecimentos. A agência encontrou mercado onde os diferença". é Algumas publicações grandes veiculos não atuam especializadas como "Placar", já suas fotos podem ser vistas em trabalham integralmente com jornais e revistas de todo o país. colaboradores. Em São Paulo As matérias vão dos movimentos esse grupo participa das pautas. sociais, turismo à Informática. Fora da sede, a revista tem uma Além da alguma especialização


ORES DE FOTOGRAFIA

minho do ano 2000 o de Editores de Fotografias. O evento aconteceu, em maio, no Museu da Imagem e do Som

MIS e teve como pauta a formação profissional e a utilias novas demandas do mercado para os fotojornalistas pôs em discussão a formação e o mercado profissional dos repórteres fotográficos no Encontro Eduardo Simões, da revista República; Felipe Christ, do jornal Correio Popular; Germano Loders, da revista Quatro Rodas; João Bittar, da Folha de S. da revista Isto É Gente, Paulo Vitale, da revista Época; Paulo Whitacker, da Agência Reuters; Régis Filho, da revista Agência Estado; Nellie Exame e Silvio Ribeiro, dos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde. -

3

-

Egberto Nogueira :

acha que a solução

está no conhecimento de valores como o preço das tabelas de

f

fotojornalismo e a conscientização dos

:

Informações básicas de direito autoral, que iam ser obtidas no Sindicato e Arfoc.

:

nã

FORMAÇÃO- Origens

:

:

:

poor

e linguagem própria, um dos mecanismos de sobrevivência nos

próximos

anos,

será

o

conhecimento mais profundo de mercado para quem trabalhar de forma independente. Com a perspectiva da oferta, o profissional deverá saber qual é o melhor caminho para a venda de suas fotografias. Jornais e revistas têm necessidades próprias e valores vinculados às necessidades de horários de fechamento. A oferta de fotos acontece ainda de forma incipiente. Hoje são poucas as negociações nos veículos de imprensa, até por desconhecimento de que jornais e revistas sejam produtores e compradores de imagens. A oportunidade e a Importância da imagem facilita a negociação. A rapidez, o entendimento do processo e o conhecimento das publicações podem melhorar as barganha. Se os bons resultados são obtidos com a organização de

esforços individuais, como o

ordem, não se deve exigir o mínimo e quanto mais saber de tudo melhor. O importante para

César é se o candidato "sabe o repórteres com

fotográficos

qo

"Agora", César Itiberê Interessa saber se ele tem tesão, se ele sabe o que vai fazer ". Nessa

exemplo da Agência Lumiar de Recife, por que os profissionais de fotojornalismo não se unem em empresas ? Em São Paulo, a reedição da experiência das agências de fotografia ainda pode

estar distante. Para Paulo

Whitacker, que atuou na Angular, as agências de fotógrafos não podiam competir com os preços "baratos" praticados por grandes jornais e agências. "Acho que Isso começou a acabar com o fotojornalismo de agências pequenas" afirma Whitacker.

PREÇO BAIXO Outra avaliação está no comportamento do -

mercado de fotografia. Marcos Rosa, que também passou pela Angular, diz "que o nosso mercado é bem selvagem de venda de foto, de preço mínimo". Na sua análise, está evoluindo porque, há alguns anos, no surgimento das agências, era mais desorganizado, com fotógrafos que trabalhavam por valores menores aos praticados pelos profissionais. Marcos Rosa

Vevy u vo

que ele quer ser, isso é o máximo e aí você vê o potencial de muita gente". A formação cultural pode não estar associada ao desempenho do profissional em fotografia, conforme Paulo Vitale O editor

toa

u vus y alus Lita vo, mesmo porque no Brasil não existem cursos estabelecidos. Vitale, que já trabalhou fora do país, acha que o nosso mercado é atípico e diferente nas relações entre empresas e fotografos autonomos Um fltro possivel e a organização que passa pelo registro profissional. Vitale pede

jornalismo. O editor de "Caras" Marcos Rosa acredita que diferente dos Estados Unidos, onde os cursos de formaçao dao a tecnica e as leis aos alunos, a falta de informações sobre a estrutura editorial o registro aos repórteres gera stress em quem fotográficos: "Quando as pessoas chega às redações. não tem eu tento orientar para Os cursos de passar por isso. Hoje em dia tem formação poupariam muita pressão. Hoje em dia é um os candidatos "de caminho viável. O resto eu acho ficar batendo a cabeça com as muito subjetivo". grandes empresas" porque explicam a legislação e os direitos DICAS j que ele terá quando entrar no f Ao se apresentar às redações, mercado. Para Marcos "ele sabe Os novos profissionais de o papel que tem que entregar fotojornalismo, muitas vezes, nem conhecem o jornal ou a para a redação. Quando ele revista no qual pretende entra, já entra na roda que está andando".

As exigências formais de

escolaridade, como nível superior e a conclusão do curso de comunicação social, para quem quer ingressar na profissão, são

descartadas pelos editores.

Nellie Sollitrenick acha que a universidade é uma exigência da sociedade para os jovens e que, independente do curso, esses conhecimentos aparecerão de forma positiva no trabalho. Nelle sugere como obrigatório o inglês para os repórteres melhorarem o acesso a alguns entrevistados e nas matérias fora do Brasil.

na questões Algumas formação profissional não estão ligadas diretamente ao currículo da pessoa que se apresenta nas redações, segundo o editor do

5

trabalhar. A falta de informações sobre a publicação, pode ser pior do que um portfolio descuidado Para João Bittar, o portfolio é um critério discutível para avaliar os ingressantes na profissão. O editor da Folha recomenda que o candidato tenha sugestões de pautas e matérias. Veja algumas

dicas

1. Analise a publicação: além do exemplar na banca, procure

edições anteriores. 2.Selecione o material que possa confirmar sua técnica e linguagem 3. Evite grandes pastas e volumes. 4. Organize os recortes do material publicado 5.0 cuidado com o acabamento pode demonstrar o interesse na elaboração dos trabalhos

1


PRÊMIO

Nikon premia brasileiros no Japão

O fotógrafo Marcelo Alvez dedica à memoria do do

31 anos, está de parabéns. Ele conquistou o 3º

Alves,

fotógrafo Clodomir Bezerra, jornal Vale Paraibano "Ele foi

meu primeiro editor de lugar no concurso NPC! Nikon Photo Contest fotografia e quem me ensinou International!998/99, a usar as cores e a realizado a cada dois anos no importância do amarelo em Japão. Mais de 50 países fotofrafias coloridas", diz. -

participaram do concurso com, aproximadamente, 40 milfotos inscritas em três categorias: Tema Livre, Ilusões e Esperanças para o Século e XXt e Tema Livre no Formato

O fotógrafo já escolheu o prêmio: um flash SB-28 e um

Battery Pack. Além disso,

receberá um troféu de cristal e terá a foto publicada no Bianuário Nikon com todas as

Advanced Photo System técnicas empregadas na (1X240). O Brasil teve a confecção da foto premiada. participação de 496 fotógrafos Fotógrafo há nove anos, Alves sempre com 2.343 fotografias inscritas. Marcelo Ão todo, foram premiados trabalhou com jornalismo. onze trabalhos brasileiros "Comecei no jornal Vale (veja quadro). Marcelo Paraibano, em São José dos inscreveu cinco trabalhos na

categoria livre. Corujice à parte, arrebatou a terceira

colocação com a foto da sua primeira filha Mariana Greb, intitulada "Doce Vida". A fotografia colorida foi feita num momento de descontração, na piscina da Fazendinha Greto Hotel quando Mariana tinha pouco mais de um ano. -

de

Apesar

simples,

Marcelo diz que a fotografia chamou a atenção do júri pelo seu colondo "Ela apresentou a polarização do azul da água da pscina com o azul do céu, quebrados pelo amarelo da bóia, O amarelo tem muita

força

numa

comenta. O prêmio

fotografia",

US$ 500 em Marcelo produtos Nikon -

-

Campos". Atualmente ele ocupa o cargo de fiscal da Arfoc-SP e trabalha como free lancer e autônomo no jornal O Estado de S.Paulo. Seu desejo profissional, é ser contratado por um grande veículo de imprensa. Pelo menos, talento e profissionalismo não lhe

faltam. Esse é o Segunda premiação que obtém num concurso.

Foto de Mariana, "Doce Vida" de Marcelo Alves, premiada em terceiro lugar na categoria livre do NPCI-1998/99

Descontos para fotógrafos da Arfoc- SP Alguns estabelecimentos de fotografia e, mesmo de entretenimento estão dando descontos nos serviços oferecidos a profissionais associados à Arfoc- SP. Confira estes lugares: D A Tecpress oferece desconto de 20% nos serviços. Av. Prof. Afonso Bovero, 730 Fone: 263-3884. -

> A Luzcolor também da 20% de desconto nos preços dos Serviços fotográficos. Rua dos Pinheiros, 547 Pinheiros. -

"O primeiro prêmio foi do 1º > Desconto de 20% também na Fotograma, localizada na Concurso Parque Estadual Rua Iperoig Perdizes. Fone 3872-1349 ou 3873-1594. tlha Anchieta, em Ubatuba, -

promovido pela Secretaria do Meio Ambiente. "Eu e outros fotógrafos ficamos quatro dias na ilha, nas instalações do Ibama. Fiz um ensaio e também fiquei com o terceiro lugar", lembra.

Thiago Augusto T Barros (Niterór

-

RJ) RJ)

Joseph Maia Arena (Angra dos Reis Marcelo Alves (São Paulo -SP)

-

"TU Guy Veloso (Belém -PA)

Marco Antonio Texerra (Rio de Janeiro -RJ) Carios Silva (Brasília DF) Patrícia Sommer (São Apulo -SP) VU Antonio Vargas (Santos -SP) José Francisco (São Paulo -SP) Ana Lúcia Braz (Santos -sP) Carlos Alberto Vilas Boas (Amparo -SP)

E

Segundo Prêmio Terceiro Prêmio Terceiro Prêmio Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Terceiro Prêmio Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa

o O Rosen Beef Delie Chopp também dá desconto para Aquela birita do associados Arfoc-SP. Depois de tomar umas outras, ele apresenta sua carteirinha da Arfoc e recebe 20% He desconto. O Rosen Beef Delie Chopp fica na Rua Medeiros Vila Madalena. A promoção é válida He Albuquerque, 325 até 15 de setembro. -

Categoria Livre "Adeus" Categoria Livre "Visão de Amor" Categoria Livre "Doce Vida" Categona Livre "Untitled" Categona Livre "Indecência" Categoria Livre "Iceman" Ilusões e Esperanças para o Século XXI "Sem Destino" Categoria Livre "Discórdia" Ilusões e esperanças para o século XX! *Mundo dos Sonhos" ilusões e esperanças para o século XX! "Dose de Amor" ilusões e esperanças para o século XX! "Pause for Lunch" -

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FEIRA

Fotografias: arte à venda

Vidal CavalcanterAE

Pela primeira vez, a Arfoc-SP arma a barraca para expor e vender fotografias numa feira de arte

Sfotogratia e arte se

misturam. Nesse mix, a ArfocSP levou, pela primeira vez, fotografias à 124 Feira de Artes da Vila Pompéia, que aconteceu dia 16 de maio.

Dentre

tantas

outras

atrações e produtos expostos na feira, o público também se interessou pelas fotografias.

"Postais?",

perguntavam alguns.Em príncipio, sim

-

levando em consideração a frase "até parece um postal", usada, quase sempre, para caracterizar uma bela fotografia. A barraca ficou cercada de curiosos e, claro, interessados em comprar fotos. A Arfoc-SP

quer implantar a prática de montar barracas de fotografias em feiras culturais. Essa é uma atividade que dá certo, como provou essa primeira experiência nossa",

diz entusiasmado, Vidal Cavalcante, presidente da

Arfoc-SP. "Queremos mostrar que as pessoas também compram fotos como produto de arte". Além das fotos, o público

pode adquirir souvernirs, livros e artigos fotográficos Nas vendas, os livros tiveram mais procura.

Já

as

fotos

foram que custavam entre R$ 5,00 e RS 10,00 e cartôezinhos com copiões a R$ 2,00. "As pessoas ainda não têm a tradição de

comercializadas

as

comprar fotografias e um preço acima desses valores assustam um pouco", avalia Vidal.

Vários associados da Arfoc-SP, compareceram ao local e contribuíram para a animação da barraca regada a cerveja.

A Barraca da Arfoc-SP chamou a atenção de gente de todas as idades, que compravam ou apenas admiravam as fotos

-

PROJEÇÃO

Circuito Imagem na Rua Vidal Cavalcante AE

Doze

de junho de 1999 era Dia dos Namorados e de Feira de Arte na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros. Também era dia da segunda edição do Circuito Imagem na Rua projeção de audiovisuais em telão ao ar ivre. A mostra aconteceu pararela às comemorações do / V Mês Internacional da Fotografia, promovida pela Arfoc-SP. Ela reuniu trabalhos de 17 profissionais de veículos como Folha de S Paulo O Estado de S. Paulo, Veja SP Isto E, bra Placar, Jornal do Brasil, além das agências Reuters, AP Argos, Pulsar e também profissionais independentes. Apesar do frio e de uma garoa tipicamente paulistana, fotógrafos e amigos e alguns remanescentes da feira assistiram ao circuito. A exposição audiovisual teve dois projetores e um DJ fazendo a trilha sonora de acordo com as imagens. O primeiro Circuito Imagem na Rua aconteceu na Praça Villaboim, em janeiro. Nesta segunda edição, foram expostos trabalhos com vários temas. Como por exemplo, a visão de J. Luiz Cordeiro sobre a fé, as expressões e sentimentos de vários atletas retratados por Ricardo Correa, o lado social da violência no ensaio "Vida Bandida", de Rubens Chaves, os guerrilheiros zapatistas (México) retratados por Dário Lopes e o cotidiano do seringueiros no Acre, de Renata Ursaia. A proposta do Circuito Imagem na Rua é divulgar não só os trabalhos dos associados da Arfoc, mas principalmente o fotojornalismo para um público amplo em praça pública. A assistente administrativa Milena de Oliveira, 21 anos, disse que essa é uma ótima idéia de mostrar fotografias "E uma

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Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, durante a realização da segunda edição do Circuito Imagem na Rua

pena que muitas pessoas que passavam, diziam que éramos bobas vendo imagens paradas numa praça. Mas essa iniciativa. incentiva o público a se interessar por esse tipo de exibição de fotografias. Milena destacou a o ensaio de Adri Felden da Agência Argos como um dos mais bonitos da mostra O Ensaio de Adri mostrou imagens da India. A fotógrafa Perla Rossetti acha apóia a iniciativa da Arfoc-SP, de promover o Circuito Imagem na Rua. "A partir desses projeto, as pessoas começam a ser educadas a ver fotografias de uma outra forma Não precisa entender de linguagem fotográfica para admirar fotografias. Foi o que muita gente fez aqui, quando passavam pela praça. Paravam e assistiam à projeção", observou. O projeto teve o apoio da Kodak, JR Mag e patrocínio do Fran's Café da Benedito Calixto.

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am

ENCONTRO DE EDITORES (CONTINUAÇÃO)

Agência Lumiar Um grupo de fotógrafos pernambucanos nos mostra um bom exemplo na criação de uma agência fotográfica. Trata-

se da Agência Lumiar, criada em 1995 pelos fotógrafos Alexandre Belém, Eduardo Queiroga, Geyson Magno e Leo Caldas, oriundos dos jornais recifenses Diario de Pernambuco e Jornal do Commércio. A agência procura atender, com qualidade, os clientes que precisam de fotografia em Pernambuco. O quarteto de fotógrafos montou a agência numa casa, onde providenciaram uma reforma e fizeram aboratório, estúdio, escritório e arquivo. Hoje, a Lumiar ocupa um conjunto de salas num edifício comercial no qual oferece banco de imagens e atua também com publicidade. A agência transmite fotos e tem equipamentos portáteis para viagens. O fotógrafo Eduardo Queiroga comenta que o importante numa empresa é o relacionamento entre os

sócios.

Na Lumiar, os fotógrafos têm um objetivo comum, que é a manutenção da própria agência. As dificuldades estão na administração de despesas que o fotógrafo considera altas para quem trabalha estabelecido. As empresas sofrem com os custos fixos, impostos, encargos e muitas exigências burocráticas. -

Queiroga comenta que existe espaço para trabalhar independente. Ele recomenda que o profissional tenha um mínimo de conhecimento. Pelo fato do mercado não estar organizado, tem empresas trabalhando amadoristicamente. "Nas concorrências, geralmente, se nivela por baixo os profissionais com trinta anos de experiência e quem acabou de comprar a câmera", diz. Segundo Queiroga, a agência foi criada com o crescimento planejado e recomenda passos que as empresas realmente possam dar. Para ele existe um desejo de mercado pelas pautas de risco. Nem sempre há um retorno interessante. Há época que os veículos estão mais acessíveis. Os fotojornalistas devem planejar as coberturas e estar preparados para qualquer tipo de retorno. As agências devem renovar seu banco de imagens. Independente de pedidos, a Lumiar está renovando o seu banco de imagens, principalmente a parte cultural. Queiroga sugere um esforço muito grande dos profissionais em aplicar a maior parcela nas agências, em termos tecnológicos e de linguagem fotográfica. Reverter qualquer disponibilidade em tecnologia e aprendizado é um grande investimento.

Encontro No SINDICATO

Workshop

Registro profissional

Digitalização de imagens

à Arfoc-SP

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Centro de Informática Dom Orione mantido pela Igreja Nossa Senhora Achiropita, realizaram o workshop Digital zaçao e

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Transmissão de

Comissão de Registro discute a avaliação de candidatos com repr esentantes do Instituto de Formação de Jornalistas, Sindicato e Arfoc-SP

Jose Cordeiro

Regina Vilela

Imagens", em abril. A realização do workshop foi possível graças ao apoio da T.Tanaka S/A, que forneceu o Nikon -

À

Comissão de Registro profissional da Arfoc-SP ouviu, em maio, no Sindicato dos Jornalistas, dois profissionais ligados à formação de novos fotojornalistas: o diretor de cultura e comunicação do sindicato, Amiltom Vieira e o professor do Curso de Qualificação para Repórteres Fotográficos, da Cásper Líbero e do Instituto de Formação de Jornalistas, Erivam de Oliveira. Eles apontaram o exercício da cidadania e a autocrítica como os principais elementos na formação profissional do fotojornalista. Segundo Amilton Vieira, o profissional tem que ir além da técnica e estar ligado no que acontece para se sentir personagem de seu cotidiano e da sociedade. Atualização tecnológica e a linguagem também complementam a sua formação. Para Erivam de Oliveira, o profissional deve elaborar um projeto para sua atuação no fotojornalismo, traçar metas e verificar quais são os resultados. "Para trabalhar no mercado de imprensa, o profissional tem que ser crítico, ter domínio da técnica, conhecimento de uma redação e saber o que é uma pauta", diz. A redução de profissionais deverá poupar aqueles que tiverem mais informação, cultura e rapidez nas atualizações técnicas. A Internet será importante para a venda de projetos pelos repórteres fotográficos. O fotógrafo deve diversificar suas atividades. Quem atuar em um único segmento, correrá o risco de ficar isolado.

Coolscan Il LS 30, scanner de filmes -

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35mm.

As aulas foram ministradas por Maurício Barbieri, que apresentou os Aula do workshop "Digitalização e principais parâmetros Transmissão de Imagens", no Centro de da digitalização, Informática Dom Orione técnicas de tratamento de imagem, correção de curvas, no programa Photoshop, interpolação e transmissão de dados. O Centro de Informática tem capacidade para atender dez alunos, com um computador para cada um. A Arfoc-SP organizará turmas para o segundo semestre. Os interessados em participar dos próximos devem deixar o nome com Regina na Arfoc-SP: Rua Rego Freitas, 530 Sobreloja. Fone: 257-1633 ramal 232. -

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(011) 257-1633 R. 232

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