Desde 2006 - Edição 222 - Sábado, 6 de Novembro de 2021 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita
PRIMEIRO BISPO Dirceu Medeiros
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Editorial Aos poucos o sol vai sair novamente, vai sair alí entra as nuvens, os raios, aqueles de outrora, que iluminavam. Vão iluminar novamente e a gente vai respirar novamente, normalmente. Não é agora, da noite para o dia, depois do almoço e depois da chuva, é através de um processo, de um tempo, de um ciclo, que teve início, e ao que indica, pelo menos neste momento, parece chegar ao fim. É como tudo na vida, não no estalar dos dedos, mas ao longo do tempo, que dói, que machuca, mas que cicatriza. A gente vai lembrar da sangue, da dor, do erro, dos temidos, dos vilões. Assim começa e caminha a nossa vida, neste sentido, neste passo, neste caminho, onde visamos dias melhores. A gente vai voltar o buscar o pão, lutar por ele, vai aprender olhar ao redor dele, enfim, vai ser aos poucos, mas vai ser, devagar, lento, prudente, correto, na direção que tem que ser. Então talvez seja hora de respirarmos, puxar o fôlego, contar até 10, mil, que seja, e talvez seja hora de botar o pé na estrada novamente. Doce amargo novembro de 21 que ficará estampado pelas dores dos familaires que também recomeçarão, mas não terá ausências a sua frente. Não volta mais, também não permanece, mas jamais será esquecido. Passamos e estamos passando juntos, perdemos, mas a sensação de que é hora de continuar é essa. Vamos!
Atualidades
Gian Brandão
Família!
O grupo “Titãs”, com sua contumaz sátira cultural, nos brinda sempre com músicas e letras impagáveis. E hoje, peço desculpas para citar poucos versos de uma de suas famosas canções: “Família, família. Cachorro, gato, galinha. Família, família. Vive junto todo dia. Nunca perde essa mania”. Nos últimos dias, vivemos intenso debate sobre postagem em rede social onde jogador do Minas Tênis Clube e da seleção brasileira de vôlei, com comentário sobre desenho animado envolvendo o super-herói Superman beijando um outro personagem do sexo masculino. Não é o foco desta coluna discutir se o post é homofóbico ou não. De fato, gostaríamos de analisar o post sobre outro prisma: família. Em uma rápida busca pelo site do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família), encontramos a seguinte assertiva sobre o tema: “para haver família não é preciso haver homem e mulher, pai e mãe, apenas pessoas conjugando suas vidas intimamente, por um afeto que as enlaça”. Na discussão sobre o post do jogador Maurício Souza, muito se discutiu sobre a “família tradicional”. Mas o que é realmente família? Poderíamos usar vários conceitos filosóficos ou religiosos para definir o tema. Mas preferimos destacar apenas os dois acima colocados. Primeiramente, quando vemos a letra da música “Família”, da banda Titãs, chegamos à conclusão de que a família moderna não se faz apenas com seres humanos. Muitos casais preferem cães a filhos... Outras, ainda que tenham filhos, têm seus animais de estimação como verdadeiros entes familiares, havendo hoje, inclusive, discussões jurídicas sobre guarda de cães, gatos e outros animais domésticos. Assim, podemos concluir que família, atualmente, não é composta apenas de seres humanos. Por outro lado, no trecho do artigo do IBDFAM acima referido, vemos que a família, muito ao contrário do que consta nos dizeres bíblicos, por exemplo (“Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne”), é muito mais do que a união de um homem e uma mulher para criação de filhos. É muito mais que isso. Ainda mais quando estamos em um país onde o Divórcio é constitucionalmente regulamentado, não havendo qualquer distinção entre pessoas por serem casadas uma, duas ou mais vezes. O que se observa é que hoje, o que realmente caracteriza a família, é a vontade de pessoas se unirem, através de laços de afeto, para que, em conjunto, possam viver em harmonia. E aqui pouco interessa se as pessoas são do mesmo sexo; se possuem filhos; se possuem cachorros; se formam um trisal; se composta apenas de pai/mãe e filhos. Nada disso importa. O que vale é a que as pessoas busquem a felicidade através da vivência afetiva, independentemente do número de pessoas que compõe a família. E o que isso tem a ver com o post de Maurício? Pelo menos, a princípio, vemos uma carga de preconceito na postagem, ao mostrar que o envolvimento de pessoas do mesmo sexo poderia ser “ruim” para a sociedade ao mencionar a frase “vai nessa que vai ver onde vamos parar.” Ora, se a família hoje pode ser composta de várias maneiras e formas, será que a existência de um beijo entre pessoas do mesmo sexo vai acabar com o temos por “família tradicional”? Que família tradicional é esta que quer esconder dos seus membros a existência de outros tipos de famílias, muitas vezes, mais felizes do que as nossas? Será que a família passa a ser pior se for composta de modo diverso daquele utilizado há séculos? Será que as famílias constituídas através de acordos, onde pais escolhiam os nubentes de seus filhos, eram mais feliz do que as atuais? Os novos tipos de família estão ai. A sociedade muda, e de forma cada vez mais rápida. Até os anos 70, não existia divórcio. Hoje, muitas famílias do Brasil são compostas por, pelo menos, um dos cônjuges sendo separados. Ou pessoas que vivem juntas sem o vínculo cartorário ou religioso. E, por serem diversas do “tradicionalismo”, são menos famílias? Não há de se importar como a família é composta. Em existindo afeto, esta família merece respeito de todos nós, e é uma célula imprescindível para a vida em sociedade. Tomara Deus que ao deixarem minha casa e passarem a ter sua “própria” família, meus filhos constituam no afeto sua relação familiar, pouco importando se com seres humanos com ou sem sexualidade, animais ou extraterrestres... Não precisamos gostar. Precisamos, apenas, respeitar as diferenças. Se o super-homem é hetero ou homossexual, pouco importa. Tendo aspecto humano, ainda que com superpoderes, já é mais do que suficiente para ser respeitado e amado por cada um de nós. E, na minha casa, é e sempre foi membro da minha família... EXPEDIENTE - PÁGINA DE OPINIÃO
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Co-fundador: Antônio Marcos Pinto (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista responsável: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 exemplares Colaborador: Gian Brandão E-mail: barrosoemdia@yahoo.com.br facebook.com/barrosoemdia / twitter/@barrosoemdia Instagram: @jornalbarrosoemdia
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Me explica aqui: foi o Zema ou o Papa que veio a Barroso! Tá louco! Parar a cidade pra aquilo! Quanto fica uma brincadeira daquela? Quem paga? Nós? Lógico, né! Ele deveria tá é preocupado com a Cemig. CPI tá aberta! E temos que falar sobre essa guerra de som dos supermercados! Absurdo isso aí! Cada hora é um querendo “falar mais alto”! Que barulhada e bagunça virou essa cidade! Isso tem nome: poluição sonora! Não é porque tá gerando emprego que pode chegar aqui e fazer o que quer! Não é assim! Aqui ainda tem lei! Não somos terra de ninguém! Ou somos?
João?
Fora o crime ambiental que cometem jogando panfletos pelas ruas da cidade! Nojo desse povo que acha que pode chegar e fazer o que quiser na cidade dos outros! Respeitem! Se imagina se todo mundo que tem um produto no seu estabelecimento cismar de tocar a sirene?! Século 21 e o Supermercado toca uma sirene pra avisar que tem pão de queijo!? Fecha essa cidade e joga a chave fora! Eu vou pra Marte! Sirene pra avisar que tem pão de queijo? Parem com isso! E por falar em meio ambiente... Estive no último Dia de Finados no cemitério que fica em frente à Praça do Cruzeiro para prestar homenagem àqueles que estão em um lugar bem melhor que eu e você... Eu ainda estava vivo! E a pergunta que não quer calar é a seguinte: Por que é que somente as árvores de um lado do cemitério foram arrancadas e as do outro preservadas? Os escorpiões escolheram apenas um lado para povoar? É isso? População vacinada, corona controlado, festas de fim de ano chegando e vou lançar meu mais novo empreendimento: “Aluga-se picanha! Isso mesmo: Picanha! Para selfies de formatura, casamento, festa da firrma!” Pensamento do mês: Bozo chora no banheiro e o povo chora no supermercado!
Sessão Flash
Casamento da Marquinha De acordo com dados históricos de Eustáquio, historiador da cidade, este foi o Casamento da Marquinha, irmã do Noé. Ao lado esquerdo da noiva, podemos ver Noé Caetano Monteiro, pai do Noé Filho. O último homem em pé, do lado esquerdo, vestido de terno branco, é o Sr. Pipiu, avô do Dr. João Pinto. Ao lado esquerdo do Noé, estão Sr. Brasilino, Padre Luiz Giarola Carlos, Dona Rosária do Nenego e Silvano Albertoni. Como podemos ver, uma bela união não só entre os noivos e seus familiares, mas de toda a comunidade barrosense da época! Você também tem um momento especial para ser registrado aqui? Participe da Sessão Flash enviando sua foto para o nosso email barrosoemdia@yahoo.com.br.
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Aos poucos... Populares tentam retornar suas vidas “pós-Covid”
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ssim como previam os especialistas, não haveria um dia em que acordaríamos e a Pandemia de Coronavírus teria acabado por completo. No entanto, notaríamos sim seu enfraquecimento, através de dados e números. Uma dessas amostras aconteceu durante essa semana. No Boletim Epidemiológico da Covid-19, divulgado pela Prefeitura Municipal de Barroso, na última quarta-feira (3), trouxe o menor índice de casos de coronavírus em Barroso deste ano de 2021. De acordo com o documento oficial do executivo, foram apenas dois casos em isolamento na cidade. Este é o menor número de pessoas infectadas com o vírus desde maio deste ano, quando a cidade alcançou a marca de 168 pessoas com o vírus ativo. O menor número era de setembro, mais precisamente dia 9 de setembro, quando houve apenas três casos ativos. “Como muitos já haviam previsto. A gente não iria acordar, abrir a janela e ver a pandemia indo embora. Isso aconteceria e começou a acontecer gradativamente, aos poucos, com a diminuição dos casos positivos”, diz especialistas que estão analisando a pandemia desde o início do combate. E assim, as pessoas vão retomando seus costumes pré-pandemia no dia a dia. “A gente continua tomando cuidado, fazendo nossa parte, mas tentando retornar à vida normal, do nosso dia a dia”, explica um barrosense que voltou a trabalhar e está aos poucos lutando para enfrentar o medo do vírus e a vontade de que tudo volte como antes.
De cada 10 brasileiros que fazem terapia, seis começaram na pandemia
DADOS De acordo com os dados, o primeiro caso suspeito foi em março de 2020. Ao longo dos ano, foram 60 óbitos por decorrência da Covid e mais de 2 mil e 100 casos positivos e 2 mil e 100 curados. Também no último Boletim não havia nenhum caso de internação no hospital. REGIÃO No acompanhamento feito pela reportagem do Barroso EM DIA sobre o número de óbitos por Covid-19 em seis cidades da região, apenas São João del Rei registrou uma nova morte por decorrência da doença. Os dados são coletados de acordo com os boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras em suas páginas oficiais. São João, que tinha 237 mortes computadas passou para 238. As outras cidades (Barbacena, Barroso, Dores de Campos, Prados e Tiradentes) não computaram novos óbitos nos seus boletins.
Seis em cada dez brasileiros que fazem terapia começaram o tratamento depois da pandemia. Estudo realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, a pedido da SulAmérica, avaliou a saúde dos brasileiros na pandemia de Covid-19 e mostrou que a saúde emocional da população brasileira está “na UTI” e deve se tornar uma preocupação cada vez maior. O levantamento realizado em setembro deste ano, com uma amostra de 2.010 entrevistas por abordagem online (de todas as regiões do país), traz um panorama nacional inédito das saúdes física, emocional e financeira da população brasileira. O levantamento mostrou ainda que só 10% dos entrevistados afirmam que fazem consultas regulares com psicólogos. A geração Y é a que mais se consulta, seguida da geração Z. Para 53% dos brasileiros, a saúde emocional piorou com a pandemia: 53% relataram sentir ansiedade; 42%, alteração de humor; e 41%, insônia. Entre as brasileiras, 62% reconheceram que a saúde mental piorou ou piorou muito durante a pandemia. Em relação aos homens, o índice não chega à metade: 43% dizem ter ficado mais abalados.
ACIMA DO PESO Para 54% dos entrevistados, a pandemia dificultou os cuidados com a saúde e o bem-estar: 46% dos brasileiros dizem que cuidam mais ou menos da alimentação; 53% afirmam que diminuíram os exercícios físicos por conta pandemia; 63% revelam ter baixa ou nenhuma frequência de atividades físicas, e 55% afirmam que se exercitam com caminhadas. HÁBITOS E FINANÇAS Já no tempo livre, 56% dos brasileiros assistem à TV, enquanto 52% usam as redes sociais, e 42% ficam em casa pra descansar. O estudo revela ainda que 88% da população brasileira tem o hábito de ir ao médico. O estudo mostrou ainda que não é apenas a saúde física e mental do brasileiro que está abalada, mas a saúde financeira também. O levantamento revela que seis em cada dez brasileiros tiveram que reduzir gastos; 66% cortaram despesas de casa porque o dinheiro estava curto; 57% diminuíram gastos com transporte, e só 43% dos brasileiros poupam dinheiro. Mais da metade dos entrevistados (56%) deixou de planejar a compra ou a reforma da casa.
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Senhor Ercílio PARABÉNS!
Nesse mês de novembro de 2021, o Barroso EM DIA, através desse perfil, feito em parceria com o jornalista Rhonan Moreira Neto, há 10 anos, recupera essa homenagem a esse grande personagem da história barrosense, Sr. Ercílio, e celebra, agora, seus 80 anos de vida. Já disse certa vez, com grande propriedade e inteligência, o físico alemão Albert Einstein: “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”. E com o empresário Ercílio Aparecido dos Santos não poderia ser diferente. Em Barroso são muitos e tradicionais os comerciantes que estão “na praça” há muitos anos. Mas por essa figura singular, o nosso querido Sr. Ercílio, reservo um carinho todo especial. E é por isso que escolhi para um bate-papo rico em história e superação esse empreendedor que completa 70 anos em novembro de 2011, devoto fervoroso de Nossa Senhora Aparecida, e que tem muita experiência para transmitir aos mais jovens. E pra começo de conversa, e já seguindo o pensamento de Einstein, Sr. Ercílio começou a vida de trabalho muito cedo. É o caçula de uma família de cinco irmãos, originada do povoado de Padre Brito, de onde veio para Barroso, com os pais, irmãos e apenas um ano de idade, trazendo mala e cuia e todas as dificuldades de uma vida de poucos recursos e oportunidades. Começou a trabalhar na cerâmica de Barroso, dos 13 para os 14 anos, onde o pai e o irmão já eram empregados. “Eu não tinha nem idade pra trabalhar lá. Pra entrar lá eles exigiam, no mínimo, 14 anos. Eu tinha 13 e tive que aumentar a minha idade pra trabalhar e ajudar meus pais”, revela ele, que declarou, ainda, que o serviço era muito pesado, munido de uma padiola, espécie de prancha para carregar as telhas que saíam da prensa, com 12 telhas por minuto, sendo que a padiola só carregava oito peças. “Eu tinha que fazer o trajeto em menos de um minuto. Havia vezes que a gente dava câimbras nos dedos”, relembra Sr. Ercílio. O então ajudante da cerâmica casou-se, aos 19 anos, e constituiu fa-
mília, em tempos difíceis, de muitas epidemias e poucos recursos médicos na cidade. Ainda assim, os filhos começaram a chegar, a partir do primeiro ano de casamento. Dispensado da cerâmica, com a promessa e expectativa de um emprego na promissora empresa cimenteira de Barroso, Sr. Ercílio recebeu a recomendação de descansar por alguns 50 ou 60 dias para, então, ingressar na companhia de cimento. No entanto, o emprego prometido não veio e o
mercado. Com o incentivo da mãe, Ercílio abriu o pequeno empreendimento, mas que vendia muito pouco. “Eu ficava ali o dia inteiro à toa. Dificilmente vendia um cigarro no varejo, um pãozinho. As pessoas só queriam fiado e eu não podia vender, pois não tinha capital de giro”, ressaltou. No entanto, tempos depois, uma oportunidade surgiu: um armazém que funcionava no mesmo lugar onde hoje funciona a empresa da família. O proprietário do comércio,
foi adquirido, através da troca de uma casa no bairro Jardim Bandeirantes e mais uma quantia em dinheiro emprestada junto ao banco Irmãos Guimarães, na própria cidade. O sofrimento foi grande, pois a família morava nos fundos do negócio. “Foi muito difícil, mas graças a Deus eu consegui”, comentou ele. Sr. Ercílio lembra das dificuldades com os produtos ensacados e perecíveis, pois trabalhava praticamente sozinho e tinha que se virar para repor
Mas o Valdir não teve infância. A minha consciência é pesada por isso”, declarou, emocionado. Mas o Sr. Ercílio realmente trabalhou muito. Abria o comércio muito cedo, perto das seis horas da manhã, e só fechava tarde da noite. Na época, ele buscava os pães na padaria, pois as entregas atrasavam, e ele gostava de atender às pessoas que iam para a escola e para o trabalho. Além disso, de portas fechadas, repunha as prateleiras, organizava os produtos e debruçava-
dinheiro da indenização ia acabando. Assim veio a idéia do comércio. Da cerâmica para as atividades comerciais. Saído da empresa depois de 11 anos, o jovem Ercílio estava diante de um grande problema, sobre o que fazer da vida. “Eu entrei pra lá (cerâmica) com 13 anos. Não aprendi a fazer mais nada. Na época o estudo era apenas até a 4ª série e, para se estudar mais, tinha que sair pra fora”. Aí veio a idéia de pegar as poucas sobras da indenização e abrir um pequeno botequim, na mesma rua onde está hoje seu super-
Sebastião Camilo, estava aborrecido com as dívidas da freguesia e tinha muitas contas para quitar. Assim, Camilo passou em um concurso em Barbacena e ofereceu o comércio para Sr. Ercílio. “Ele me passou o livro dos devedores e me disse que, se eu recebesse, ótimo. E caso não recebesse, já saberia quem não era bom pra pagar. Aí eu só vendia se eu quisesse”, frisou. Foi então que as coisas começaram a melhorar um pouco para ele e a família. O tempo passou e o comércio foi se fortificando. O cômodo do armazém
os caixotes e prateleiras e atender à clientela, que só aumentava. Aí entrou a figura do primeiro filho, Valdir, que o ajudou bastante. “A minha consciência é pesada porque eu o prejudiquei”, relatou Sr. Ercílio, referindo-se ao filho, que levava os estudos a sério na escola e, no entanto, deixava de se empenhar mais nos livros para ajudar no comércio. O empresário confessa que tem uma dívida com o filho: “Eu devo muita obrigação a ele. Todos os filhos merecem o apoio da gente, pois eles chegaram junto e ajudaram demais.
se sobre a contabilidade dos negócios para ter o controle de tudo, sempre de maneira correta. “Quantas e quantas vezes minha esposa saía de casa e ia me buscar no armazém, às 4 ou 5 horas da manhã, e me encontrava dormindo sobre a papelada”. Para vencer é realmente difícil, mas ele venceu. Pai de sete filhos, dos quais quatro homens (que trabalham todos no supermercado da família) e três mulheres, sendo uma da prole adotiva, hoje Sr. Ercílio declara que tudo valeu a pena. Afastado das atividades comerciais
por motivo de saúde, ele se diz realizado, pois acha que, quando a pessoa se prepara, tem mais facilidade em conseguir êxito nos empreendimentos. No entanto, sem dinheiro e sem estudo, ele seguiu firme, cresceu e venceu. “Na minha época, tanta gente com condição financeira, apoio da família e estudo tinha comércio e quebrou. E eu, graças a Deus, consegui. Eu me considero um vencedor”, disse ele. O Sr. Ercílio é um empresário de muita experiência. Membro de praticamente todas as diretorias da Associação Comercial de Barroso, sócio-fundador da entidade, é sempre um grande e requisitado conselheiro de qualquer diretoria que esteja à frente da ACIB. Muitos dos excelentes projetos e trabalhos da associação possuem um porquinho dele. Junto do ex-presidente Savinho, foi o idealizador do tradicional Papai Noel da ACIB. Eu, que trabalhei na entidade por algum tempo, me lembro de seus conselhos, dados enquanto desenrolava o fio do telefone ao lado da minha mesa. Sei da importância dele lá dentro. É um referencial de sabedoria e experiência para todos. Durante a entrevista, o velho comerciante ainda declarou: “Eu não sei pescar, eu não sei jogar baralho. Eu não sei jogar sinuca. Tenho dois carros e não sei dirigir. Eu vivi para trabalhar”. Pela sua história, temos certeza de que ele não viveu apenas para trabalhar. Também com Einstein podemos traçar a vida do nosso estimado senhor Ercílio: “No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade”. Com todos os obstáculos, ele lutou, buscou os azos e prosperou. Assim, viveu também para servir de modelo de sucesso e empreendedorismo para todos os empresários e jovens da cidade. Eu que o diga!
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Papa Francisco escolhe Padre Dirceu como novo bispo diocesano na Bahia
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Papa Francisco acolheu, nesta quartafeira, 27 de outubro, o pedido de renúncia apresentado por dom João Carlos Petrini ao governo pastoral da diocese de Camaçari (BA), por motivo de idade, conforme o cânon 401 do Código de Direito Canônico. Foi escolhido pelo pontífice como sucessor de dom Petrini o padre Dirceu de Oliveira Medeiros, atual subsecretário adjunto Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Presidência da CNBB saudou o novo bispo e enviou agradecimentos ao novo bispo emérito. Padre Dirceu de Oliveira Medeiros, nasci-
do em 28 de março 1973, em Barroso (MG), é filho de Paulo Garcia de Medeiros e Manoela de Oliveira Medeiros. Ele cursou ensino fundamental e médio na Escola Estadual Francisco Antônio Pires, o FAPI. Ingressou em 1995 no Seminário São Tiago, da diocese de São João del-Rei, situado em Juiz de Fora (MG). Cursou filosofia de 1995 a 1997 no Instituto Teológico Arquidiocesano Santo Antônio. Possui Licenciatura Plena em filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursou Teologia de 1998 a 2001, também em Juiz de Fora, e possui o título de Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universi-
dade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Foi ordenado diácono em 28 de julho de 2001 na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar em São João del-Rei e presbítero em 15 de dezembro do mesmo ano, na Paróquia de Sant’Ana do Barroso. Em 2015 participou, no Convento do Ecce Homo, em Jerusalém, do curso de aprofundamento bíblico e arqueologia bíblica promovido pelos filhos e filhas da Congregação de Sion. Lecionou nos cursos de Teologia para Leigos na diocese de São João del-Rei e no Instituto Arquidiocesano Santo Antônio, em Juiz de Fora. Na Diocese de São João del-Rei exerceu
diversas funções: animador diocesano das Campanhas da Fraternidade, Vigário Forâneo, Vigário Geral e, de 2018 a 2019, foi Administrador Diocesano. No Regional Leste 2 da CNBB foi coordenador da Comissão de Bens Culturais da Igreja. Foi Vigário Paroquial na Paróquia Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em São João del-Rei de 2002 a 2004 e Pároco na Paróquia Nossa Senhora da Conceição da cidade de Prados (MG). Desde junho de 2019 exerce a função de subsecretário adjunto geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), residindo em Brasília-DF.
Saudação ao Monsenhor Dirceu de Oliveira Medeiros Brasília-DF, 27 de outubro de 2021 - Estimado irmão, Monsenhor Dirceu de Oliveira Medeiros, A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) envia felicitações pela sua nomeação como novo bispo da diocese de Camaçari (BA). Desejosos de que tenha exitoso pastoreio à frente desta Igreja Particular, recordamos um trecho da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões de 2021, celebrado no último domingo 24 de outubro. “Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos”. O Santo Padre ressalta ainda que a humanidade de Jesus revelada a nós no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias. “Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de redenção não Lhe são estranhos e também nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta missão: ‘Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes’ (cf. Mt 22, 9). Ninguém é estranho, ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão.” Desejamos que seu ministério como bispo da diocese de Camaçari seja profícuo em bênçãos e frutos!
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Dr. Frederico já destinou mais de R$2 milhões para Barroso. Parlamentar segue trabalhando pela qualidade de vida da população barrosense Mais R$ 300 mil já estão na conta do Hospital de Barroso, através do deputado federal Dr. Frederico, totalizando mais de R$ 2 milhões e 300 mil em benefícios para Barroso em apenas 2 anos. “Neste meu mandato de Deputado Federal, procuro estar atento às demandas dos barrosenses. Com muito trabalho, venho honrando meu compromisso de ajudar no desenvolvimento do município”, destacou o parlamentar. Minha parceria com o município de Barroso se fortalece a cada dia. Já destinei um total de R$ 2.333.737,00. E sigo sempre à disposição para contribuir!”, destacou o parlamentar, que confirmou a indicação de mais R$ 250 mil para o Hospital, além de mais R$ 300 mil para serem investidos na zona rural e R$ 250 mil em obras de infraestrutura, que serão utilizados no calçamento de ruas do bairro João Bedeschi. Também é importante destacar, que já foram pagos R$ 150 mil ao Asilo e R$ 100 mil a APAE. “E tem muito mais a caminho”, destacou Dr. Frederico.
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