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Edicão 177 setembro publicação

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Desde 2006 - Número 177 - Sábado, 2 de setembro 2017 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

AMARGO NOVEMBRO “Quando resolvi fazer este depoimento, um dos motivos foi lembrar aos leitores que até mesmo uma cidade com cerca de 20 mil habitantes tem sim soropositivos. Eu sou um deles. Eu tenho HIV”.

Relatos de um barrosense portador do HIV

Lotes à venda com preços especiais! Seu sonho de morar bem começa aqui!


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Editorial Eu durmo! Todas as vezes quando coloco a cabeça sobre o travesseiro, eu deito e durmo. E durmo o chamado sono dos justos. O merecido sono dos justos, da justiça! Isso geralmente acontece quando os seres humanos cumprem suas palavras durante toda uma vida ou um dia e seguem à risca suas obrigações. Dessa forma, eles descansam suas mentes produtivas e fortuitas pelas noites que hão de vir e renascem na esperança do despertar para serem, ao contrário de ontem, melhores hoje. Dormem tranquilamente, sem nenhuma dívida com a sociedade ou consigo mesmo e são merecedores, porque são fiéis, são verdadeiros e são complacentes com tudo e com todos. Erros e deslizes não entram nessa conta. Ninguém vive sem tropeçar e trilhar um caminho obscuro, mesmo que por alguns segundos. Isso faz parte: você vai errar, como todos, mas se reconhecer e conhecer o perdão e parar de procurar o culpado, que no caso sempre foi você mesmo, irá dormir hoje e amanhã melhor. O que não entra e não fecha a conta é quando você não está feliz consigo mesmo ou com algo que fez ou prometeu para alguém ou uma sociedade que em sua maioria acreditou e depositou toda sua confiança em você. Quando você sabe que está errado, que abusou de uma ideia ou objetivo para ter algo em troca, e não quer, mesmo que disfarçadamente, reconhecer seu erro ousado, você não dorme e não adiantar revirar na cama. Você não dorme! Não dorme porque não foi justo e o sono é deles, dos justos! Só deles!

Curto o Conjunto Arquitetônico

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João de Barro / Humor Aqui é João de Barro... da minha Barroso que tá complicada! Quem te viu quem te vê! Os tempos são outros mesmos: a Japa condenada na Sanguessuga! Iiiiiiiii Lascou de vez... e tem uma Turma aí da Licitação na época que também vai ter que devolver dinheiro. Japa! O que aconteceu, Japa? Essa saia justa é pior que aquela do Gemidão do Zap zap! E tão falando aí que Barroso é a cidade da Latinha! Lá... tinha cartório, não tem mais. Lá... tinha campo de futebol no São José, não tem mais. Lá... tinha remédio nos postos, não tem mais. E VOU ESCREVER EM LETRAS GRANDES PARA A PREFEITURA E A POLÍCIA MILITAR CONSEGUIREM LER: NINGUÉM AGUENTA MAIS ESTES “PEDÁGIOS” NA PRAÇA SANT´ANA!!! PELO AMOR DOS MEUS FILHINHOS, NÃO DÊEM MAIS ALVARÁ PARA ISSO, POR FAVOR. É preciso que alguém tome uma iniciativa sobre a questão. Tem ações que são de fato importantes, mas outro dia tinha gente parando o trânsito, no sábado de manhã, para arrecadar fundo para a formatura do Pinguinho de Gente. Num dá! Daqui uns dias vão pedir dinheiro para pagar o advogado do Cabral! Alô, alô, tem alguém aí? Atende aí! Ninguém suporta mais aquela corda. Gostei da piada do Laxante Gilmar Mendes: solta tudo! Podia soltar um dinheiro pro Meu Rei pagar uns precatórios aqui. Tô precisando pagar uma continhas aqui em casa e tô aguardando os precatórios. Ô Meu REI... paga aí vai... E geral reclamando do Canal! Já falei que minha dentista sabe fazer um canal como ninguém, hein! Alô, Bardola! O povo tá reclamando do Canal! Qual sua participação nisso?! E o pior é que o nome do projeto é Projeto Cura! Cura o que Bardola? Isso aí fede mais que Gambá com raiva! Cura isso pra nós, Bardola! E tô sabendo que o senhor vem com tudo em 2020! Tô sabendo, danadinho. Sugiro que alguns aí não saiam mais à noite. É porque agora o caminhão do lixo passa este horário! Vocês não vão correr o risco, né? Mandou bem, Meu Rei. Acho a iniciativa legal, mas o povo tem que ajudar, só coloquem a sogra, digo, o lixo pra fora, minutos antes das 18h. E pra falar a verdade, eu tô preocupado com essa Exposição que vem aí! Outro dia me ligaram falando que meu nome tava indo pro SPC. Agora ouço falar que o SPC vai vir aqui. Vou acabar preso! E o Carrosel? Será que a Maria Joaquina vem? Dizem que ela já trabalha aqui em Barroso! E as Chiquititas? Vou comprar meu convite pro show internacional Double YOUUUUUUUUU... Beijos no ombro, queridos! Mês que vem eu volto... Aqui é João de Barro, direto da Barroso fria pá dedeu ou então fria pá caralho!

Filipe Meireles - Empresário

A Rodovária Severino Pereira com seu viaduto e a Avenida Prefeito Genésio Graçano formam um cartão postal maravilhoso que chama a atenção dos visitantes. Realmente é um ponto positivo de Barroso e eu curto muito!

Paulo Terra

Saídas de Emergência Não curto o tal Relógio O que mais me incomoda em Barroso é este outdoor no canteiro central. Enquanto todas as cidades estão tirando isso, Barroso coloca este trambolho feio. Isto me incomoda!

Nos meus muitos anos como empregado da Fábrica Barroso, uma das exigências sempre repetidas era que quem planejava e quem executava qualquer trabalho que poderia causar acidentes estudasse e definisse saídas de emergência ou rotas de fuga do local em que o trabalho seria executado. Num dia desses, enquanto eu enfrentava uma das longas filas habituais em uma das nossas agências bancárias, comecei a reparar em cartazes com a figura de uma pessoa em fuga e uma seta indicativa de onde estava localizada a “Saída de Emergência”. Iniciativa muito louvável mas, a meu ver, inócua, pois a placa luminosa indicativa da tal saída se achava sobre a porta giratória habitualmente usada para entrada e saída do recinto e sobre a porta de acesso aos caixas eletrônicos. Para mim a conclusão lógica é que, em qualquer caso de eventual incêndio, briga entre clientes ou assalto, dificilmente quem estiver dentro da agência conseguirá abandonar rapidamente o local por uma porta rotativa ou que se abre só para dentro. Ainda mais em caso de eventual assalto, se houver um bandido junto da porta, com uma arma apontada para quem tentar sair...

“Será que alguém da defesa civil local já se preocupou com a inexistência de saídas de emergência?”.

EXPEDIENTE www.barrosoemdia.com.br Rua Maria José Melo, 13 - Centro - Barroso/MG Telefone: (32) 3351-2896 / 98845-2896

Co-fundador: Antônio Marcos (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 2 mil Estagiário - Douglas Gonçalves - (UFSJ) / Colaborador: Paulo Terra E-mails: barrosoemdia@yahoo.com.br Internet: facebook.com/barrosoemdia twitter/barrosoemdia

Aí, por via de semelhança, imaginei a situação análoga de moradores ou frequentadores dos muitos prédios com mais de um pavimento existentes em Barroso, que têm uma única escada, em geral estreita, se por alguma razão de perigo, acidente doméstico ou doença tiverem que sair às pressas, ainda mais se estiverem carregando uma maca com um doente ou um acidentado. Alguém poderá me dizer que em Barroso não é frequente a ocorrência de incêndios. Graças a Deus, não. Ao que me lembre, houve o da casa da Rua Viena, no Bairro Jardim Europa em 2014, no qual morreram cinco crianças. Outra ocorrência, em março de 1983, na fábrica de cimento, quando estava sendo implantada a queima de carvão na torre de ciclones e houve um entupimento num dos estágios da torre; ao se efetuar a operação de desentupimento uma avalanche de carvão incandescente causou a morte de dois operários e queimaduras gravíssimas em outros quatro. Será que alguém da defesa civil local, se é que existe este serviço, já se preocupou com a inexistência de saídas de emergência em prédios onde elas são necessárias e, algum dia, tivermos que lamentar a ocorrência de alguma tragédia por falta dessa indispensável medida de prevenção?


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Amargo Novembro Barrosense abre o coração e conta como contraiu o vírus HIV Bruno Ferreira Repórter

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arroso, tarde de uma noite qualquer de novembro de 2015, entre beijos e abraços, carícias e afagos, mais uma relação sexual se estabelece. Mais dois corpos se entregam ao prazer. Consumado. O grande problema deste ou do século passado tem sido as consequências destas relações. Naquela noite, exatamente naquela noite, ele, com 25 anos, instigado pelo desejo sexual, se recusa a usar o preservativo que estava ali do lado, bem ao lado da cama e do travesseiro, os dois únicos cúmplices da noite trágica. “Eu deixei o tesão falar mais alto. Não usei a camisinha que estava bem do meu lado. Sempre fui muito tranquilo. Em toda minha vida sexualmente ativa, tive no máximo umas dez relações sexuais. Eu assumo toda a culpa de minha sorologia positiva. Eu sou o único culpado por ter contraído o vírus. Eu sabia sobre todos os métodos de prevenção e mesmo assim não usei nenhum”, declara. Pronto. Em questão de segundos, o vírus, que não reconhece cor de pele, religião, estado civil e/ou condição financeira, invade o corpo da vítima barrosense e muda seu mundo dali por diante. Três letras: HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana, da sigla em inglês, passam a fazer parte do mundo dele e as consequências começam a interferir em sua vida até então saudável. “Cerca de um mês depois do ocorrido comecei a sentir meu corpo com fortes sintomas de infecção. Cheguei a ficar internado por cinco dias no Hospital de Barroso, mas infelizmente nenhum médico solicitou o exame de HIV. A suspeita era Dengue, pois havia um surto na cidade na época. Passei todo o ano de 2016 sentindo algo relacionado com a doença. Porém, como a grande maioria, nunca suspeitei de HIV. Então, em janeiro desde ano, resolvi fazer um check up e recebi a péssima notícia”, diz o soropositivo que até então não contou para ninguém sobre a sorologia. “Somente o pessoal do laboratório que fica fora de Barroso sabe de minha sorologia e eu confio muito neles. Fora isso, nunca contei para ninguém. Já pensei muito em assumir minha identidade para todos, mas, por causa do meu serviço, acho que eu sofreria muito preconceito”, relata a vítima acrescentando que fez o teste confirmatório fora da cidade para que seu caso não fosse computado na Secretaria de Saúde de Barroso. “A Secretaria de Saúde é muito omissa em relação a isso. Não fazem campanha. Não focam nestes casos”, diz

o portador que participa de um grupo de WhatsApp formado por soropositivos que em sua maioria não se conhecem pessoalmente. Diante da descoberta, o maior problema enfrentado pelos portadores tende a ser a aceitação e o entendimento sobre o vírus e suas consequências. Para tentar entender um pouco a infecção, a reportagem ouviu o médico especialista no assunto, Doutor Ângelo Feres, da cidade vizinha de Barbacena. Segundo o profissional, que trabalha há 23 anos com casos como este, o primeiro passo é entender o vírus HIV. “Nas américas predomina a infecção sexual, com vulnerabilidades aumentadas em homens que fazem sexo com homens e jovens de 16 a 25 anos. A infecção pode ser contraída também em contacto com fluidos de risco biológico, como o sangue em acidentes, perfuros cortantes e leite materno. Lembrando que a infecção

sexual se adquire no sexo anal, oral ou vaginal desprotegido“, diz. Ângelo ainda fala sobre a melhor forma de prevenção da doença. “Camisinha sempre é a melhor forma de prevenir, mas também existem medicamentos que são tomados por 28 dias após o risco, devendo a primeira dose ser tomada idealmente duas horas após a exposição, podendo ser tomada em até 72 horas”, relata o médico que ressalta que a infecção não tem cura e que a pessoa vive com o vírus para o resto da vida. Questionado sobre os tabus e pré-conceitos que ainda existem com relação à doença, Ângelo disse que exatamente por isso a prevenção deve ser levada a sério. “Realizar testes rápidos sempre que necessário, depois de 30 dias do risco e antes de se relacionar sem camisinha. Lealdade e fidelidade, adiamentos e abstinência podem fazer parte do pacote de prevenção”,

diz o profissional que reforça que um soro positivo em tratamento não transmite o vírus para outras pessoas. DADOS De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que, só em 2015, 1 milhão de pessoas tenham morrido por causas associadas à doença, e outras 2 milhões tenham adquirido a infecção. Atualmente, há aproximadamente 840 mil brasileiros vivendo com a doença. Estima-se que 112 mil pessoas têm o HIV e não sabe. E mais, outras 260 mil sabem e não se tratam. Em Barroso, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Município, 32 pessoas estão contaminadas com o HIV até o momento. Destas, 14 são do sexo feminino e 18 do sexo masculino. Os números são referentes aos portadores que também são tratados por São João del Rei e Barbacena.

PRECONCEITO Apesar de ainda não sofrer preconceito, uma vez que a vítima relatada mantém sua identidade em sigilo, ele conta que é impossível ter uma vida normal após o diagnóstico. “Tive muitos problemas com um primeiro remédio, uma droga fortíssima que me deixava com uma sensação constante de embriaguez, um calor infernal pelo corpo, além de uma crônica e súbita síndrome do pânico. Cheguei a ficar sete dias sem dormir, passando muito mal, sofrendo tudo isso sozinho e tendo que ir trabalhar normalmente. Naquele momento achei que minha vida tinha acabado, mas então resolvi procurar outro médico e mudei a medicação. Senti que minha vida tinha voltado ao normal. Eu não sentia efeito colateral algum. Foi uma esperança a mais”, diz o soropositivo que hoje faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico em Belo Horizonte e garante ter

uma vida normal. “Trabalho, saio com os amigos e convivo com familiares normalmente”, relata ele que ainda acrescenta que, como a família desconhece sua condição, ele esconde o medicamento. “Porém, toda vez que chego em casa e vejo minha mãe com cara diferente, vem aquele medo paralisante à tona, vem tão forte que nem consigo abrir a boca para perguntar para ela se está tudo bem. O medo da resposta é cruel. Tem também as vezes em que ela ou a empregada arruma meu quarto. Corro para ver se mexeram no local onde escondo o medicamento. O alívio de não terem descoberto é algo prazeroso, traz uma sensação que nem dá para verbalizar. Agora, imagina passar por todo esse medo praticamente toda vez que chego em casa”, diz. A verdade é que se ele pudesse apagar aquele amargo novembro da sua vida, já o teria feito. Como é impossível voltar no tempo, o soropositivo, que se dispôs a falar com a reportagem com a condição de anonimato, usa a própria e triste experiência para tentar salvar vidas. “Essa nova geração está bastante descuidada durante o sexo. É uma geração que não viu seus ídolos morrerem de uma doença sexualmente transmissível. Mas o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis estão aí e a prova disso sou eu. O vírus não vê cara, não vê sexualidade, se você é rico, se é pobre, preto ou branco, prostituta ou até mesmo se é uma “santinha” que tem apenas um parceiro. Quando resolvi fazer este depoimento, um dos motivos foi lembrar aos leitores que até mesmo uma cidade com cerca de 20 mil habitantes tem sim soropositivos, EU sou um deles. Eu tenho HIV”, finaliza. APLICATIVO Para disseminar conhecimento e informação, foi lançado no último mês de julho, o aplicativo Posithividades. O Aplicativo já conta com mais de cinco mil usuários, sendo que 10% está espalhado por 60 países do mundo. O projeto Posithividades é idealizado como um modelo de rede social, onde há interação e troca de experiências direta entre os usuários, de forma anônima ou não e segura. No ambiente virtual do aplicativo, o projeto traz, também, depoimentos de soropositivos contando suas histórias, notícias atualizadas, chat em grupo ou privado e um guia médico com as principais ONG’s e CTA’s. Informações no site www.posithividades.com.br. O App está disponível para download gratuito.


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Aumenta o desemprego em Barroso Reinaldo afirma que 300 dos 800 empregos prometidos já foram gerados na Prefeitura

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aior preocupação do barrosense atualmente, a geração de empregos vem demonstrando desempenho realmente muito ruim no município e o sentimento de muitos agora pode ser comprovado pelos números. De acordo com o Ministério do Trabalho, nos seis primeiros meses deste ano o saldo entre geração e perda de emprego ficou negativo, foram perdidos mais postos de trabalho do que gerados em Barroso. Os números mostram que de janeiro a julho o saldo ficou negativo em 62, ou seja, menos 62 pessoas empregadas na cidade só no primeiro semestre. Os dados levam em conta sete setores da atividade econômica. Deste total, apenas um teve resultado positivo: o da Construção Civil que criou nove vagas. Já o pior desempenho foi o do setor de serviços que fechou 25 vagas. O segundo setor com pior desempenho foi talvez o que seja o maior da cidade, o comércio. Segundo o Ministério, foram perdidos 17 postos de trabalho relativos ao comércio nestes seis meses de 2017. É o caso da jovem Juliana Monteiro de Melo, que trabalhou em Barroso, posteriormente em Dores de Campos, e foi embora para Barra do Piraí, estado do Rio de Janeiro. “A gente cria expectativa na nossa cidade, ainda mais depois de tudo que falaram com relação aos empregos, mas depois nos desiludimos”, relata a moradora do bairro Jardim Europa, que deixou para trás pais e amigos para tentar emprego no Rio de Janeiro. “O ideal era trabalhar na nossa cidade, ao lado dos amigos e familiares, mas infelizmente isso não aconteceu, pelo menos por enquanto”, diz. Assim como Juliana, este é o sentimento atual de muitos barrosenses que acreditaram nas possibilidades de emprego divulgadas nas eleições passadas. O que não sai das redes sociais e da cabeça dos barrosenses quando o assunto é emprego

são os 800 postos prometidos pela chapa vencedora Reinaldo Fonseca (PSDB) e Deléia Napoleão (PSD). Para muitos barrosenses, esta foi apena mais uma promessa para garantir a vitória nas eleições. O Facebook está cheio de posts cobrando as vagas divulgadas no ano passado. “Deveriam saber que quem promete demais é porque com certeza não vai fazer cumprir”. “Estou esperando voltarem em minha casa”. “Prometeu tem que cumprir”. “Ninguém é obrigado a dar nada a ninguém, mas político que promete tem que cumprir”. São algumas das frases publicáveis que estão na rede social e grupos voltados para cobranças e melhorias da cidade. PREFEITURA Questionada sobre as promessas de campanha, a Prefeitura Municipal, através da sua Assessoria de Imprensa, informou que o desemprego é uma situação que atinge o Brasil inteiro, não sendo um caso isolado de Barroso. “Só no primeiro trimestre deste ano o país tinha quase 14 milhões de desempregados. A crise econômica que

assola o nosso país, consequentemente também atinge nosso município, que tem a economia movimentada principalmente pela indústria e pelo comércio, justamente as áreas mais afetadas pela crise. Para piorar Barroso enfrenta um período de grande queda de arrecadação, principalmente considerando que o valor arrecadado até o momento é muito menor que a previsão do orçamento feita pela administração passada para 2017, obrigando a Prefeitura a enxugar cada vez mais a folha de pagamento e outros investimentos de suma importância. Diferentemente do que foi propagado pela gestão anterior, recebemos a Prefeitura com uma dívida de mais de R$ 2,6 milhões só de 2016, inviabilizando a execução dos nossos principais investimentos em todas as áreas. No que diz respeito aos 800 empregos e outros itens propostos em nosso plano de governo, muitas pessoas aproveitam para fazer politicagem. Não citamos que vamos gerar 800 empregos em oito meses, que foi o período que já cumprimos do nosso mandato, nem pretendemos colocar 800 pessoas trabalhando na Prefeitura.

É óbvio que, se não tivéssemos recebido a Prefeitura em estado caótico, conseguiríamos, sim, contratar mais funcionários, que inclusive estamos necessitando, mas é impossível com uma arrecadação tão baixa. Cabe destacar, entretanto, que estamos cumprindo rigorosamente o concurso da educação e o processo seletivo da saúde e várias contratações em outras secretarias. Com isso, só na Prefeitura, foram gerados mais de 300 cargos em 2017, ou seja, quase 40% da meta. Estamos seguindo, dando o melhor de nós, trabalhando dia e noite para conseguir apagar os incêndios e corrigindo as diversas irregularidades deixadas pela gestão passada, que impedem que pensemos exclusivamente na nossa administração, na expectativa de que o cenário econômico do nosso país e de nosso município melhore, para que possamos buscar alternativas de geração de empregos e renda. Mesmo com um cenário estarrecedor, estamos conseguindo fazer um bom trabalho, mantendo a folha de pagamento em dia e buscando apoio junto aos nossos deputados para realizar várias melhorias para os barrosenses, já

que não dispomos de recursos próprios suficientes para isso”, fecha a nota enviada ao Barroso EM DIA. Quando cita os 300 empregos já gerados, Reinaldo se refere aos cargos empossados do Concurso

+ 88 -8

- 165

- 21

- 62

BARROSO

BARBACENA

SJDR

TIRADENTES

DORES

Público e Processo Seletivo que foram realizados pela adminsitração da ex-prefeita Eika Oka de Melo (PP). DESEMPENHO REGIÃO As principais cidades da região tiveram desempenhos variados na geração de emprego no primeiro semestre. Entre as mais próximas, o melhor desempenho foi de São João del Rei que entre empregos perdidos e criados, ficou com saldo positivo de 88 postos. Já Barbacena teve o pior com saldo negativo de 165. Dores de Campos e Tiradentes também ficaram em débito, com 21 e 8 postos a menos, respectivamente. Carandaí -16, Congonhas +555, Coronel Xavier Chaves +42, Juiz de Fora -1.083, Lagoa Dourada -26, Lavras +318, Prados +32 e Resende Costa +19. Os dados podem ser consultados no site do Ministério do Trabalho.


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Apoio aos atletas locais

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Começou mais uma Copa Barroso

São 25 atletas com o apoio da Academia Saúde e Movimento Matheus Ávila Repórter Freelancer

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á muitos anos, Barroso deixou de ser conhecida como a Terra do Cimento, para ser, pelo menos regionalmente, reconhecida como cidade de vários atletas e desportistas, pessoas que acreditam e fazem pelo esporte barrosense, independente de cor, credo e principalmente lado partidário. Dentre estes nomes, cada um à sua maneira e forma de contribuir, está Ramon Camilo Fonseca, 35, que é natural de Lavras e que já vive e trabalha em Barroso desde 2011. Formado em Educação Física desde 2004, o empresário tem hoje no município a Academia Saúde e Movimento, um empreendimento que abre as portas para estes atletas locais. Entre os cerca de 800 alunos que desfrutam do CrossFit, Zumba, Jump, Step e Combat estão os a- tletas barrosenses que são beneficiados pela academia. Todos os dias, esportistas, das mais variadas modalidades, usufruem gratuitamente de todos os aparelhos e auxílio do professor que nutre um amor incondicional pelo esporte local. “Barroso me ensinou a ser uma pessoa melhor, a ser mais humano. Eu vejo dentro dos olhos dos meus atletas que são pessoas que realmente batalham para serem melhores. Que são pessoas fortes. Só precisam apenas que outros olhem por eles, que possamos a eles nos juntar e ajudá-los”, diz Ramon. Atualmente são 25 esportistas no total. Dentre eles, 12 são jogadores

do time Geração 2000, que defende a cidade nos Jogos Escolares de Minas Gerais, o JEMG, três atletas que praticam Jiu Jitsu, quatro corredores de rua e montanha, cinco ciclistas e um triatleta. Dentre os atletas que usufruem do apoio da Academia Saúde e Movimento estão Kelperson Willian, 24, corredor, e a lutadora de Jiu-Jitsu Rita Belo, 29. Dois atletas da nova geração barrosense que disputam regionalmente as competições nas suas respectivas modalidades. Com interesse em esporte em geral, Kelperson teve início nas corridas de rua através da família de sua namorada. Porém, o amor de verdade ao atletismo veio

“

R45 - Atual campeão da Copa Barroso

Atletas treinam todos os dias na academia

que o povo barrosense está procurando a modalidade. Quando se faz um esporte, independente de qual seja, ele muda a vida, nos preparando psicologicamente para

Barroso me ensinou a ser uma pessoa melhor, a ser mais humano. Eu vejo dentro dos olhos dos meus atletas que são pessoas que realmente batalham para serem melhores. Que são pessoas fortes. Só precisam apenas que outros olhem por eles, que possamos a eles nos juntar e ajudá-los”. após sua primeira meia maratona em Ouro Branco. Há quatro meses ele é patrocinado pela academia, onde procura sempre melhorar seu condicionamento muscular. “Comecei a treinar na avenida e na época não tinha quase ninguém que corria. Com o passar do tempo, o atletismo vem crescendo em Barroso, o que mostra

todas as barreiras”, declara o atleta. Outra esportista que vem despontando e tem sido manchete dos jornais é a campeã de Jiu-Jitsu Rita Belo que, desde maio deste ano, também usufrui do apoio da Academia. “O Jiu-Jitsu traz uma mudança para sua vida. Através dele, você começa a ter um pensamento diferente e aprende a viver a vida

de outra forma. Para mim é uma honra sair de casa e poder ver que todos me olham como um exemplo para Barroso”, relata a lutadora que agradece o apoio do empresário Ramon. Portanto, com o apoio a estes atletas locais, cada um na sua modalidade, a Academia Saúde e Movimento tem se destacado, cumprindo o seu papel social. “Não deixe para fazer um esporte que você deseja por medo ou pelo o que as pessoas vão pensar de você. Faça algo que possa ser realmente a sua motivação pessoal. Desejo que Barroso se torne realmente a cidade do esporte, pois o Brasil inteiro irá ganhar com isso. E essa é a minha forma de contribuir”, declara.

Ramon Fonseca

Começou no último dia 19 de agosto, mais uma edição da Copa Barroso de Futebol Amador, o mais tradicional campeonato de futebol de campo da cidade e região. Ao todo, dez times entraram na disputa que tem oito equipes da cidade e dois visitantes, Barcelona - Padre Brito e Juventude - Dores de Campos - divididos em dois grupos de cinco. Os oito melhores no geral se classificam para as quartas e consequentemente a semifinal e final da competição. Nas quartas de final, os confrontos serão entre 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º, em partida única, com vantagem do empate para os quatro primeiros colocados. A competição está sendo disputada no estádio João Vigia com entrada franca e deve ter sua decisão ainda no mês de outubro. O R45 é atual campeão da Copa Barroso, mas tem alguns desfalques para esta temporada. Já o Bandeirantes, que vem faturan-

do quase tudo na cidade e região com a “molecada”, subiu alguns meninos das categorias de base e reforçou a equipe em bsuca de mais um título. Já o Tabajara, que sonha em ganhar a Copa Barroso, já chegou a cinco decisões e perdeu todas, tem o apoio da equipe do Divino, que vem crescendo no Futsal. Por fim, destaque para novas equipes como Bolívar, do bairro da Praia, que pode surpreender e Juventude, de Dores de Campos. Para baixar e salvar a tabela na fase de grupos da Copa Barroso, basta ligar o leitor de código do seu celular e posicionar sobre a imagem abaixo.

Chave A

Chave B

R45 Havaí Barcelona Juventude Bolívar

Tabajara Bandeirantes Devassos TDB Universal


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Por onde anda

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mais tímida da casa, segundo ela mesma, nasceu no Carnaval de 82. Seus pais, Vera Lúcia Teixeira Darge e Walter Darge, ou simplesmente doutora Vera e Walter, como são carinhosamente conhecidos na cidade, trouxeram ao mundo, naquele dia 13, a irmã da Paola, que também segundo ela, sempre foi muito mais famosa.

“Eu sempre fui muito tímida”, diz Lucíola, nossa personagem do Por Onde Anda? deste mês de setembro. E ela anda longe, anda bem, mas anda longe, mais precisamente no interior de Santa Catarina, em Joaçaba, simplesmente a sétima cidade no Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Uma qualidade de vida maravilhosa que ameniza um pouco a saudade da Barroso dos anos 90 onde viveu momentos inesquecíveis, ao lado das amigas, curtindo os bailes à fantasia no Clube Recreativo e dando voltinhas em torno da Praça Sant’Ana. Aluna do Sant´Ana, a filha da doutora Vera ou irmã da Paola, como era mais conhecida, teve o prazer de desfrutar da cidade onde a Danceteria Focus ditava o ritmo e as tendências da época. Bons tempos que Lucíola faz questão de guardar, assim como os amigos. “Nossa, como é difícil responder a esta pergunta. Não quero esquecer ninguém. Há amigos que moram longe, mas que sempre que encontro parece que nada mudou. Minhas amigas de infância, Cidinéia, Adely Ana, Milena e Fabrícia. Enfim, tem aquelas amizades que ficaram mais fortes ou começaram na adolescência como Elaine Borges, Paulo Alexandre, Giordana Costa, Roberta Possa e meu irmão, melhor amigo de todos Luiz César Costa”, relata Lucíola que hoje é oficial de justiça do Poder Judiciário Catarinense, onde já trabalha há sete anos. Casada com Rafael Laske, hoje ela é mãe de dois filhos, Rafinha e Clarinha. “Os três são os maiores presentes que Deus me deu na vida”, confessa a barrosense que também é professora universitária na Faculdade de Direito da UNOESC.

Como diria o poeta: a vida é um sopro, passa rápida. A menina franzina de pele morena, que saiu de Barroso com 16 anos para cursar o terceiro ano integrado, nunca mais voltou para a terrinha. Se formou em Direito na Universidade Federal de Juiz de Fora e se mudou para São Paulo, onde fez pós-graduação em Direito Tributário. E apesar da pouca idade, já deu suas voltas pelo mundo. Trabalhou no Consulado, em Shangai, na China, morou em Londres, no interior da França, mas voltou antes do sol se pôr.

Esta é Lucíola que, como nós mineiros costumamos dizer, está ali, ali bem pertin... em Santa Catariana! Lá está ela, aquela menina de sorriso aberto, tímida, mas de bem com a vida, sempre. Entre a saudade da Barroso e o crescimento dos filhos, ela enfrenta a difícil missão de se dividir e tentar aportar quando possível. “Tenho saudade dos meus pais! Eles são minha base. Tudo que tenho na vida é graças aos esforços e incentivos deles!”, finaliza a morena, que, quando a vida permite, vem fazer “justiça” com as próprias mãos em Barroso.

Reprodução: imagem áerea Joaçaba/SC


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