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Edicão 175 julho site

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Desde 2006 - Número 175 - Sábado, 1 de julho 2017 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

Pesquisa mostra que os números continuam alarmantes em Barroso A cidade continua com alerta amarelo no Mapa do Observatório


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João de Barro / Humor

Editorial Impossível deixar passar em branco os dados do Observatório do Crack em que, através de informações, é detalhada a situação de cada cidade sobre o uso do crack, droga que vem matando jovens e famílias no Brasil e no mundo. Os números nacionais elaborados e divulgados recentemente pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) chama atenção e bate na cara da sociedade, das autoridades e de entidades brasileiras. Dos 853 municípios de Minas Gerais, entre eles a nossa Barroso, a situação continua alarmante, ou seja, com sinal amarelo no Mapa do Crack no Brasil. Já 179 cidades estão em nível baixo, com sinal verde, e 191, grave, no vermelho, caso de Dores de Campos, nossa cidade vizinha. Apenas 21 cidades não têm problemas com a droga. Os números são os mesmos divulgados pelo Barroso EM DIA em 2015, quando os dados foram publicados em âmbito nacional, ou seja, nada ou muito pouco mudou em Barroso e região. De acordo com os profissionais, estes dados são abastecidos pelas próprias cidades do país, através de um sistema que dá acesso ao Mapa e à divulgação de ações e de casos enfrentados. Através das secretarias de saúde e assistência social estes números são sistematicamente atualizados e as ações são refletidas no cenário nacional. O grande empecilho, segundo informações dos coordenadores, é que as cidades, com a troca de seus governos, não vêm atualizando ou detalhando suas ações e números, o que dificulta a real situação dos municípios que sofrem com as drogas. O que é o caso de Barroso que, de acordo com os profissionais do Observatório, ainda não abasteceu os paineis nestes últimos seis meses, dificultando assim uma “radiografia” atual do uso de crack no município. Consequentemente, há uma dificuldade maior em saber como enfrentar e onde aplicar essas ações contra o uso da droga, que a cada dia está crescendo no mundo. Diante do problema, a reportagem, assim como em 2015, através da re-

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pórter Raquel Lopes, ouviu um usuário de Dores de Campos, conversou com um jovem barrosense que fazia o uso da droga e continua lutando para salvar sua vida. Com um depoimento forte e verdadeiro, o ex-usuário tenta detalhar o poder e o controle que o crack exerce sobre os dependentes. Segundo ele, o prazer e a obsessão se tornam tão poderosos que a vida e a família se tornam reféns da situação. A matéria da página 3 ainda relembra o usuário de Dores, onde a situação também continua assustadora, e traz detalhes de como o crack pode destruir, rapidamente, o ser humano e as pessoas de sua convivência. Vale a leitura e um entendimento maior desta droga que invade nosso município. Em confronto sistêmico com a droga, já que a maioria dos usuários são pessoas que estão afastadas das escolas e do ensino, o Barroso EM DIA traz um outro “mapa/pesquisa” da vontade/desejo dos estudantes barrosenses, em especial dos alunos do Francisco Antônio Pires, o FAPI. Através do professor de geografia Gustavo Costa, os alunos do ensino médio, dos segundos e terceiros anos, detalharam em gráficos seus anseios quanto a uma futura formação acadêmica. De acordo com os números, a maioria dos barrosenses querem ser engenheiros e médicos. Os dados mostram que as duas profissões são as mais atraentes. No trabalho, minucioso, a juventude, que ainda sonha, almeja um futuro melhor e uma profissão digna para suas vidas. Portanto, uma edição do jornal impresso que mostra o retrato de uma sociedade que reflete uma realidade existente e enfrentada por todo o país. Situação que abrange a realidade de uma parte da sociedade que enfrenta a falta de oportunidade e uma doença e outra parcela que sonha e quer um futuro longe das drogas. Gerações distintas: de craques e do crack. Um desafio mórbido que as autoridades devem estar bem atualizadas para enfrentar os números.

Prefeito... prefeito.... Ficou bravo na rádia tucana porque eu te chamei de Gambá?! Não tô entendendo! Não é Reinaldo Gambá mais? Gente que sofrência... Tô boba! Não é Gambá mais porque agora é prefeito?! Não entendi! Agora é Rei?! Quer que eu lhe chame como?! Rei?! Tá bom meu Rei! #Paz Esta é uma coluna de humor, uma brincadeira. Todos os grandes jornais têm seus “colunistas brincalhões”: Agamenon no O Globo, Duke no O Tempo e José Simão na Folha de São Paulo! Esses colunistas brincam com o Presidente do Brasil, Michel Temer, chamando o sujeito de “Drácula” e você acha que não vou brincar com você, uma figura pública que tem “Gambá” como uma espécie carinhosa de sobrenome? Faça me o favor. Prefeito, você tem coisas muito mais importantes para se preocupar do que com o seu apelido aqui na coluna. Vou parar de chamar a pedido da direção, mas vocês vão ter que mudar o nome da lanchonete então! Não pode falar mais Gambá Lanches! Ok? Vou confessar um coisa aqui: A Eika também não gostava que fosse chamada de Japa, mas eu continuei chamando! Depois ela entendeu, eu acho, que era uma brincadeira. E a Fábrica? O último que sair apague a luz! Ave maria da semana retrasada! Que crise! Alô Robocop: não paguei meu IPVA! E nem vou pagar: não tenho carro. Toma! Recebi informações privilegiadas de que estão arrumando a Fonte da Praça. Fico feliz! Já beijei muito ali. Arruma aí que estou voltando. Só falta arrumar alguém pra beijar! E a Vera Verinha ficou brava com a Japa por causa das bicicletas. Mas ela vai trabalhar de carro! Deveria ir de bike, Vera? Compra uma berlineta, Vera Verinha. Por falar na Câmara um abraço para meu amigo Zeca Urubu! Fiquei sabendo que ele tá voltando, hein! Alô, Bardola, se não chover passo lá amanhã depois da chuva! E o Rei tá de parabéns... vetou o projeto que dava folga ao aniversariante! O problema é que foi aprovado por todos os vereadores. Será que eles vão derrubar o veto do prefeito?! E aí, Alanbook? Vai? João Golô? Vão votar contra o veto? Tô sabendo que a Exposição pode ser terceirizada. Acho legal, mas só não podem fazer como fizeram na época do Alexandre Peixe. Teve secretário na época que ficou na portaria recebendo a grana. Aí não dá né! Isso é caixa 5! Não pode. Não pode! E o Tony Ramos rompeu com a Friboi. Tem um boato rolando aí que ele vai fazer depilação premiada.

Sessão Flash

Eu vou mais eu volto hein, Gambá, que dizer Rei, agora tem que ser Rei, se não vão censurar minha coluna. Saudade da Wanderléia! Canta aí: “Por favor, pare agora. Senhor juiz pare agora”.

Paulo Terra

Nomes de Ruas de Barroso

Juventude fatura seu primeiro Torneio Parabéns aos idealizadores do Juventude Esporte Clube (JEC), Léo Vilela e Emerson Costa, que disputou o 1° Torneio de Futsal do Ceclans Sub 13. Foi a primeira participação do Juventude, escolinha de futebol da cidade. Já na primeira competição o primeiro título. Também disputaram: Ceclans, Show de Bola e Bandeirantes. “Parabenizamos todas as equipes que disputaram o torneio de forma brilhante e em especial aos nossos atletas que foram campeões com muita dedicação e empenho. Agradecemos a organização pelo convite e ao secretário de esportes pela assistência à nossa equipe. De forma especial, agradecemos também ao nosso patrocinador: CEMTAL”, declara Léo Vilela.

EXPEDIENTE www.barrosoemdia.com.br Rua Maria José Melo, 13 - Centro - Barroso/MG Telefone: (32) 3351-2896 / 98845-2896

Co-fundador: Antônio Marcos (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 2 mil Estagiário - Douglas Gonçalves - (UFSJ) / Colaborador: Paulo Terra E-mails: barrosoemdia@yahoo.com.br Internet: facebook.com/barrosoemdia twitter/barrosoemdia

Como em qualquer cidade bra(e certamente o de muitos barrosenses) sileira, os nomes dados pelo município da biografia mesmo que resumida de muiàs nossas ruas e praças homenageiam tos titulares de ruas da cidade. E, vejam santos de devoção popular, prefeitos, bem, já moro em Barroso há 62 anos. Sei governadores, membros do poder legisque os jornalistas José Geraldo de Souza, lativo, presidentes da República, outras já falecido, e Brasilino de Melo levantaram cidades, Estados e países estrangeiros, os dados biográficos de numerosos bar- pessoas barrosenses e não barrosenses rosenses que se destacaram de alguma que, de alguma forma se tornaram popuforma na vida da cidade, ao longo dos lares, prestaram algum serviço importante anos. Em termos de registro da sua Hisà cidade ou, não raro, têm ligação com tória, Barroso é muito pobre. Além do algum vereador. Fazendo uma contagem livro Barroso - Subsídios para a História superficial, numa do Município, de Gelista telefônica, das raldo Napoleão de “Muitos deles são de pessoas ruas de Barroso, enSouza, publicado em que conheci ou conheço, contrei mais de 200 1979 por ocasião do mas outros muitos, ruas com nomes de 25º aniversário da para mim e com certeza para pessoas físicas. Muiemancipação política, inúmeros barrosenses, tos deles são de pese dos registros feisoas que conheci ou tos em jornais locais jovens ou não, são ilustres conheço, mas outros (muitos já inexistendesconhecidos já que nada muitos, para mim tes), a maior parte da sabemos da vida deles”. e com certeza para história de Barroso já inúmeros barrosense esvaiu ao longo Paulo Terra. ses, jovens ou não, do tempo. Daqui a são ilustres desco12 anos ocorrerá o nhecidos já que nada sabemos da vida deaniversário de 300 de três séculos da esles. Apenas como exemplo, no meu caso critura lavrada em 5 de março de 1729, particular, não dizem nada sobre quem fopela qual Antônio da Costa Nogueira doou ram ou sobre o que que fizeram por Bar- as terras que se tornaram patrimônio de roso os nomes de Valeriano Timóteo, Antônio Sant’Ana, nas quais hoje existe Barroso. Canavez, Antônio Moura, Augusta MeireSerá que as leis estadual e federal les, Augusto Nascimento e muitos outros. de incentivo à cultura não animarão algum Há alguns dias, em rápida converdos empresários barrosenses (não me resa com a doutora Renata Nogueira, Sefiro à multinacional do cimento) a se sentir cretária Municipal de Cultura e Turismo, disposto a patrocinar a elaboração de uma comentei com ela meu desconhecimento HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE BARROSO?


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Crack: sinal de alerta continua ligado Assim como em 2015 Barroso continua com alerta amarelo no mapa da droga A proliferação do uso do crack em Minas pode estar em um estágio mais avançado do que se imagina. Das 853 cidades mineiras, 744 alegam ter problemas com a droga, segundo levantamento publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do portal Observatório do Crack. Nesse universo, 191 prefeituras afirmam que o nível do problema é alto. Assim como em 2015, Barroso aparece novamente com alerta amarelo, ou seja, nível médio no mapa. Mesma situação que a maioria, 383 municípios de Minas Gerais. Já outras 170 cidades figuram com sinal verde, baixo. Há ainda 88 municípios que não responderam e 21 que não têm problemas com a droga. O mapeamento levou em consideração os impactos causados pela droga nas áreas de educação, assistência social, saúde e segurança. De acordo com a CNM, o problema é agravado pela inexistência de políticas voltadas para localidades com menos de 200 mil habitantes, que representam a maioria dos municípios brasileiros. Em contato com o Coordenador do Observatório do Crack, Eduardo Stranz, a reportagem apurou que a atualização dos dados é de responsabilidade do município que faz o preenchimento através das secretarias de saúde ou assistência social. “Como muitas prefeituras estão com novos gestores, que ainda desconhecem a plataforma, não temos os dados atualizados ainda em 2017. Para que estes novos gestores possam abastecer as informações é necessário um contato conosco para repassarmos os caminhos que devem ser seguidos”, diz o coordenador que declarou que a nova gestão pública do município ainda não atualizou os dados. Em 2015, o assunto foi levantado pelo então vereador de Barroso, Fernando Terra (PP), durante reunião na Câmara Municipal. “O crack é um problema que preocupa todo o Brasil. Preocupa pais, mães, a todos nós. É bastante grave a situação em relação ao consumo do crack, não só no aspecto do tráfico, mas ainda do usuário, que tem destruído a própria família com seu vício”, afirma. Para o vereador à época, o primeiro passo para o combate ao crack é o diálogo entre as várias instituições, encarando o problema de frente. “Eu acredito que a prevenção é o único caminho viável. Isso não significa que não deva existir um trabalho policial na repressão, mas sem a prevenção nós não vamos a lugar nenhum”, finaliza o exvereador Fernando Terra. Porém, desde 2015, muito pouco ou quase nada tem sido feito no município para o combate ao crack,

droga que cresce cada vez mais na cidade. Para tentar entender um pouco mais o poder desta droga, a reportagem do Barroso EM DIA conversou com um ex-usuário de crack do município que deu um depoimento comovente. “Comecei a usar drogas com 18 anos, álcool, maconha, cocaína frequentemente e cheguei ao crack. Gastei todo meu dinheiro, vendi meus bens e depois comecei a roubar para me drogar”, diz o usuário que mantém distância até mesmo de bebida para não correr o risco de retornar à pedra. “Ela parece ser a melhor coisa no momento do uso. Parece que ela te prende. Você só quer usar. É uma sensação de prazer muito grande. A pessoa parece que vai ficando cega. Não quer mais comer e nem se cuidar. Fica vivendo somente para usar e quando se assusta já está em uma viagem que não tem mais volta”, relata o jovem que diz que o prazer é rápido. “São 10 segundos de prazer , o vício e a dependência é muito forte. É uma droga avassaladora. Quando assustei ela já estava me matando e me destruindo”, ressalta ele que quer distância da pedra que já destruiu parte da sua vida. “A melhor coisa é viver em paz , com saúde e com a família. Não usem nunca. É o conselho que dou a qualquer adolescente ou jovem que pensa em experimentar essa droga”, relata o ex-usuário que diz que a família também vai sendo destruída aos poucos.

“São 10 segundos de prazer. O vÍcio e a dependência são muito fortes. É uma droga avassaladora. Quando assustei, ela já estava me matando e me destruindo”, ressalta O JOVEM.

Números na região: Dores de Campos aparece com sinal vermelho no mapa “Tenho cerca de 1,60 cm e cheguei a pesar 50 kg”, diz o usuário que passa por tratamento na comunidade ‘Luz Divina’ e já conseguiu recuperar 17 kg e a razão de viver novamente.

DADOS BARROSO Segundo dados da Secretaria de Saúde de Barroso, só nos primeiros seis meses de 2017, foram gastos/investidos cerca de R$ 114.180,00 com internações de dependentes químicos em clínicas especializadas. Pela Saúde, o ano começou com 13 internações que foram mantidas até maio, quando seis depedendentes tiveram alta, totalizando sete internações até o momento. Já no que diz respeito à Secretaria de Assistência Social, os responsáveis pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) não repassaram as informações e nem as ações que são desenvolvidas com os familiares envolvidos para a reportagem do Barroso EM DIA. A Prefeitura Municipal de Barroso também, através da Assessoria de Imprensa, não se manifestou em relação ao abastecimento de dados no Portal Observatório do Crack. Para quem tem interesse em acompanhar os números no Mapa do Crack, eles estão disponíveis na internet, basta acessar o link: www.crack.cnm.org.br. É possível ver a colocação de cada cidade do Brasil, entre elas, Barroso, que está em alerta amarelo.

Barbacena, São João del Rei, Tiradentes e Prados também aparecem com o mesmo sinal de alerta que Barroso, ou seja, amarelo. O município de Dores de Campos, que assim como em 2015 chamou atenção negativamente, continua figurando entre os mais problemáticos. A cidade, com cerca de apenas 10 mil habitantes, aparece novamente na pesquisa com

Índice de Desenvolvimento Econômico (IDH) 0,686, e está no vermelho, alto índice da droga. Em 2015, na reportagem do jornal Dores EM DIA, a repórter Raquel Lopes, conversou com um usuário de crack da cidade de Dores, que há sete anos fazia uso da droga. O homem, que não teve sua identidade revelada, entrou no mundo

das drogas aos 15 anos de idade e, desde então, não parou mais. No começo era maconha, passando pela cocaína e logo depois remédios controlados. Já o crack surgiu em sua vida após a necessidade de consumo e os efeitos limitados das outras drogas em seu organismo. Acima, parte do depoimento do usuário de Dores de Campos na época.


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Sinônimo de segurança Quando o assunto é emprego, a segurança tem sido a Marluvas. São 200 empregados barrosenses na fábrica vizinha A empresa Marluvas, produtora de calçados de segurança, que exporta para vários países do mundo, é, entre todas as empresas privadas de Barroso e região, a que tem mais funcionários barrosenses empregados. De acordo com o Departamento Pessoal da Marluvas, somente em Dores, matriz da empresa, são 887 funcionários e destes, 200 são barrosenses, ou seja, cerca de 25% dos empregados da fábrica de Dores de Campos. Somando as oito unidades espalhadas pelo país, a Marluvas tem 2 mil e 200 funcionários. Entre os milhares de empregados está o barrosense Alexsander Teixeira, que hoje está no setor administrativo da empresa. “Entrei no setor de acabamento, passei para inspetor de qualidade e atualmente trabalho no setor administrativo financeiro. Sou responsável por prestar atendimento a colaboradores externos da empresa e clientes. Na minha atual função, tanto eu quanto meus colegas, somos vistos como espelhos do atendimento da empresa. Assim, precisamos desempenhar nosso trabalho buscando sermos sempre prestativos, amigáveis, responsáveis e íntegros. É um desafio diário, mas eu amo o que eu faço e é isso que me motiva a continuar trabalhando pela Marluvas”, declara Alexsander, que é conhecido como Leleco, e está há 15 anos na empresa dorense. Todos os dias os ônibus da empresa buscam e trazem funcionários barrosenses que trabalham em diferentes turnos na cidade vizinha, a cerca de 5km de Barroso. De acordo com o site da Marluvas, a empresa foi fundada em 1972 pelo atual presidente Antônio Marcelo Arruda. O foco na época era a produção de luvas, perneiras de raspa e aventais. Daí vem o nome MARLUVAS, uma junção entre as iniciais do presidente e o artefato produzido na época: Marcelo + Luvas.

Marluvas tem hoje 200 barrosenses trabalhando em Dores de Campos

LAFARGEHOLCIM O Barroso EM DIA tentou levantar os números oficiais da cimenteira da cidade, LafargeHolcim, mas não teve resposta positiva da Assessoria de Imprensa que disse ter a política de não divulgar os números. Apesar da falta de dados oficiais do quadro de funcionários atual, a maior produtora de cimento do mundo, que tem unidade em Barroso, empregaria hoje na cidade cerca de 150 funcionários diretos, sendo pouco mais de 100 barrosenses, algo em torno de 90% dos empregados. As informações são de fontes diretamente ligadas à LH. As mesmas garantem que com as últimas demissões na cidade (cerca de 40 em 2015 e agora mais 40) os números totais não ultrapassam o de 200 funcionários, sendo cerca de 100 destes barrosenses. Diante do cenário atual, em que a insegurança ronda a empresa, o Barroso EM DIA ouviu um dos barrosenses demitidos da LafargeHolcim em 2015 que revelou que o clima de incerteza reina na empresa. “A gente chegava para trabalhar e não sabia quem seria mandado embora desta vez. Era uma sensação horrível. Todos os dias quando colocava o uniforme para trabalhar imaginava que seria a última vez. O medo tomava conta até o dia que fui demitido ao lado de dezenas de amigos”,

conta um ex-funcionário que sonha em poder voltar para a empresa. “É uma empresa boa, que valoriza o funcionário, ou pelo menos, antes da fusão, valorizava. Tinhamos uma responsabilidade muito grande, mas ganhávamos bem por isso. Os benefícios são ótimos e a minha família ficava satisfeita com as condições. É lamentável!, desabafa o barrosense que ainda está desempregado. “Não consigo trabalho. Estou procurando na minha área, mas ainda não consegui. A situação está complicada e assim como outros barrosenses estou pensando em morar fora novamente”, diz o ex-funcionário que não quer se identificar e pediu sigilo também com relação à sua localidade e sua profissão. ATALAIA Outra empresa privada, da cidade vizinha de Prados, a cerca de 10km de Barroso,

Atalaia Alimentos, que tem cerca de 700 funcionários empregados diretamente, gera 50 empregos para barrosenses. COMÉRCIO E INDÚSTRIA LOCAL Estima-se que os comerciantes e outras indústrias barrosenses são os responsáveis pelo maior número de empregados da cidade. Todas as lojas, comércios e empresas locais juntos geram milhares de empregados. PREFEITURA Quando o assunto engloba o poder público, a maior empregadora do município é a Prefeitura da cidade. Porém, de acordo com a Assessoria de Imprensa, para obter os dados oficiais é preciso que a reportagem entre com um requerimento na Tributação.

Alexsander Teixeira é um dos barrosenses na Marluvas

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O nosso futuro... Uma pesquisa de amostragem realizada pelo professor de geografia, Gustavo Henrique Martins da Costa, 25, através dos alunos dos 2ºs e 3ºs anos do Francisco Antônio Pires, o FAPI, aponta no seu resultado final que a maioria dos estudantes barrosenses do colégio pretende seguir carreira na Engenharia e na Medicina. Outros cursos como Direito e Educação Física aparecem no resultado final que também tem a carreira militar como uma das opções mais escolhidas. O trabalho coordenado pelo professor, que também é estudante de Tecnologia de Informação (TI), traz em detalhes, através de gráficos feitos pelos próprios alunos, o objetivo destes estudantes do Ensino Médio Público, que são o futuro do município. “O objetivo principal do trabalho era disse-

minar informação. Quando os alunos pesquisavam sobre universidades e colégios militares e traziam para sala de aula os resultados sobre o que encontraram em relação à forma de ingresso, histórico, cursos ofertados, entre outras características, inevitavelmente era criado um ciclo de informações útil a todos”, declara o professor que acrescenta que com relação à representação gráfica, os resultados encontrados refletem uma tendência atual da sociedade, na qual cursos de Ciências Exatas e Ciência biológicas, como as Engenharias e Medicina, tem uma procura maior, o que consequentemente, acirra a concorrência e eleva a nota de corte. “Concluindo, penso que o mais importante desse trabalho é que ele foi feito pelos alunos e para os alunos”, declara Gustavo.

Ao todo, 222 alunos de oito turmas, quatro do segundo e quatro do terceiro ano, fizeram uma pesquisa em que informaram qual curso de nível superior ou carreira militar pretendiam fazer após a conclusão do ensino médio. Em seguida, os mesmos tinham que mapear universidades que ofereçam tais cursos e, por fim, pesquisar qual teria sido a nota de corte do último processo seletivo. Na prática, um aluno de cada sala ficava responsável por coletar as informações de seus colegas e repassar para ao professor. Assim, a quantidade de alunos por curso foi contabilizada, as universidades citadas foram registradas e uma média das notas de corte foi calculada. Com os números em mãos, os alunos faziam a representação gráfica do resultado. As salas foram divididas em grupos, de for-

ma que em cada turma um grupo ficou responsável por representar graficamente as informações, enquanto os demais pesquisavam informações como forma de ingresso, cursos oferecidos e premiações das universidades citadas durante a pesquisa. Entre os 222 alunos que participaram da pesquisa, 23 cursos de nível superior e carreira militar como intenção de atividade após formarem o ensino médio foram citadas. Também aparece no resultado final 32 universidades e cinco colégios militares. Divididos em áreas, os gráficos mostram Biológicas com 38%, Exatas com 34%, Humanas 16% e Militar 12%. Entre as universidades mais escolhidas estão: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de São João del Rei

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Pesquisa aponta destino de estudantes

Alunos produzem os gráficos

(UFSJ). “É motivante pesquisar sobre projetos desenvolvidos nas universidades, seus diferenciais, a qualidade do ensino, a nota de avaliação do MEC e os benefícios que o curso pode oferecer”, diz Lívia Silva, 16, aluna do 2º C, que acha importante pesquisar ainda no ensino médio sobre universidades. Lívia é uma das inúmeras alunas que pretendem cursar Medicina futuramente. Já o aluno Leonardo Ferreira, 17, estudante do 3º ano B, que tem a intenção de cursar Administração, fala sobre a importância de dedicar diariamente um tempo para os estudos. “Tento estudar diariamente duas horas para

me preparar para o ENEM. Cada dia estudo uma matéria diferente, fazendo com que as atividades não fiquem cansativas e não me façam perder o foco”, declara. GRÁFICOS Os gráficos foram elaborados pelas alunas do 3º ano C Iasmyn Gonçalves, Fernanda Nascimento, Ana Lígia, Isabela Campos e Amanda Melo. Eles representam a porcentagem de alunos por curso pretendido, a razão entre as áreas do conhecimento e carreira militar e a média da nota de corte dos cursos citados, respectivamente.


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CARA DE BARROSO

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Sara Pôssa Graçano

a Rua Joaquim Ferreira, no centro de Barroso, funciona o tradicional Mercadinho da Sara, que traz consigo a história de Sara Pôssa Graçano, uma mulher que desde muito cedo enfrentou adversidades e desafios em sua vida. Nascida no dia 20 de maio de 1943, na cidade de Prados, Sara é uma dentre os 11 filhos de Paulo Emídio Pôssa e Jandira da Silva Pôssa, que em 1952, um ano antes da emancipação da cidade, vieram para Barroso em busca de novas oportunidades. A menina, na época com apenas 9 anos, precisou trabalhar duro para ajudar no sustento da família e, por conta disso, lamenta não ter completado os estudos. Já em sua mocidade, a garota, que então trabalhava em uma pequena loja de artigo de presentes, conheceu um jovem rapaz chamado Armando que, segundo ela, foi e ainda continua sendo o grande amor de sua vida. Os dois viveram um romance aos moldes da clássica história de Romeo e Julieta, já que os familiares de ambos não concordavam com a união do casal. Não foi à toa que, em determinada ocasião, os pombinhos em um ato para defender sua relação, chegaram a fugir juntos para São João del Rei, em uma aventura que durou dois dias, conta Sara com um leve sorriso. Até que após sete meses de namoro, aos 20 anos, ela finalmente pôde adotar o sobrenome Graçano, casando-se no ano de 1963. Da união, vieram os filhos Magda, Valdemira, Miriam, Cezânia, Simone e o caçula Dener. Na década de 1970, na mesma rua onde se encontraram pela primeira vez, marido

e mulher resolveram abrir um novo empreendimento na cidade, O Mercadinho da Sara, que funciona até hoje no mesmo endereço. Contudo, cinco anos após a consolidação do próprio negócio, a esposa passou a administrar sozinha o local. Armando, aos 33 anos de idade, perdeu a vida em um acidente de carro, quando viajava pelas estradas vizinhas na busca de mercadorias. Com isso, Sara se viu no desafio de assumir as funções de chefe de família e dona do Mercadinho, algo incomum para a época. Ela conta que no início foi bastante difícil já que mal sabia ler e escrever e o dinheiro do qual dispunha não era o suficiente para as despesas. Cuidar da casa, dos seis filhos, encarar viagens às 4 horas da manhã para comprar mercadorias, passou a ser sua nova rotina. Sara precisou aprender coisas novas, a encarar os problemas sem um parceiro ao seu lado, e com muita determinação ela conseguiu cumprir sua missão. Décadas à frente da administração do Mercadinho, a matriarca da família, hoje com 73 anos, confiou ao seu filho Dener, a missão de comandar o local. Sentada no sofá de sua casa, cercada por porta-retratos de filhos, netos e amigos, Sara se diz orgulhosa de sua trajetória e que não há melhor lugar para se viver do que na cidade que a acolheu há mais de 60 anos, pois foi justamente em Barroso onde ela cresceu, amadureceu, se tornou mulher, mãe, amiga, vó e conheceu o amor.


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