PLANETA BOLA - SEGUNDA A SEXTA ÀS 18H
Desde 2006 - Número 186 - Sábado, 9 de junho 2018 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita
Moradores da Praia processam LafargeHolcim por dano ambiental De acordo com os processos, os moradores denunciam o desaparecimento de mananciais de água potável que os abasteciam na mesma região em que a empresa tem uma mina de extração mineral de calcário. Página 3.
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Editorial
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Eita, lascou-se tudo!
Não vejo o verde, nem mesmo o amarelo. Não vejo bandeiras, nem tinta pelas ruas e calçadas. Aliás, não tem cor, não tem graça, não tem, até o momento, ninguém, de qualquer raça, de camisa ali na Praça. Não escuto fogos, nem gritos, muito menos vuvuzelas e atritos. Silêncio no beco, que um dia foi decorado, silêncio na alma que foi devorada. Me perco entre ruas vazias e passeios desnivelados. Já não tenho tanto fé neste esporte com os pés. A realidade, nua e crua, é que o meu Brasil me tirou a vontade de ver o Brasil, de varar noites, de reunir a família ou amigos, de pendurar nos postes e erguer bandeiras e bandeirinhas. O meu Brasil me tirou o sono, me acordou no meio da noite e não me deixou dormir pensando no valor do combustível, do gás e da dignidade dos engravatados que ainda acumulam riquezas dizendo defender essas cores. Que defesa que nada. Um meio campo perdido, sem criação e pureza, com excesso de maldade. Um ataque frágil, sem escrúpulos, que não finaliza, não marca, mas remarca e reajusta toda semana, sem dó e sem piedade, direto no bolso, na mesa, ainda vazia. Não temos treinador. Perdemos o comando que trocado resultou em trocas e artimanhas fraudulentas que nos levaram ao colapso. Um selecionado de bandidos postulantes a uma urna eletrônica que mais uma vez se aproxima. Não, não tem ninguém no banco, não adianta olhar, aquecer e entrar. Não consigo fazer a substituição que preciso e me declino em lágrimas e falta de esperança. Perdemos de novo, e não de sete, mas de milhões. Não, não é de julho que lamento. Falo de um outubro negro que bate à porta. Copa, que Copa?
Sessão Flash
Pararam o país! Esses caras são foda. Agora, cá pra nós, com exceção de meia dúzia aí, que realmente apoiou, o povo tem mesmo é que se lascar, né? A população barrosense deveria ter apoiado mais no Trevo da cidade. Queria ver se fosse a Caminhada Alcoólogica, se fosse uma festa com bebida de graça, se não estaria cheio lá... A verdade é que Brasileiro faz piada em excesso... Ri demais da própria desgraça! E esse negócio de Intervenção Militar?! Esse povo bebeu querosene? Só não bebeu porque não tem! Senão bebia! Imagina o Rocopo como prefeito?! Vocês tão tudo é louco! O negócio ia funcionar só no chiclete e na bala, bala de borracha e pau de arara. Ô louco meu, vocês tão ficando é doido querendo isso! E botaram politiqueiros pra correr do trevo! Tá certo. Aquilo lá não é lugar de fazer política não. O país já tá quebrado por causa deles... Toma vergonha na cara... E por falar em política, me mandaram essa no e-mail: Diz que teve um prefeito aí que foi confessar e quando o padre o viu falou assim: - O senhor pode ir embora. O senhor não precisa confessar porque o senhor NÃO FEZ NADA! Nada, nada, nada, nada... Ouvi o Chefinho aqui do jornal na Rádia! Eu tô bem, ou bateram na minha cabeça?! Não tô entendo mais nada! A onda agora na net é discordar, não importa do quê! O importante é abrir o facebosta e discordar, mesmo que você concorde! Esse mundo tá acabando. O que nos faz resistir aqui é a galerinha do South América Barrosense! Dou pala! E a Copa gente?! Ninguém fala nada, ninguém pinta nada... Só a assanhada da minha vizinha que tá aqui gritando toda noite vai, vai, vai... Cada uma! Vou ali comer um mirabel!
Questão de Opinião Paulo Terra
O Fantasma do Coprocessamento
O “cara” do Vasco... O jogador Thiago Galhardo, que recentemente esteve em Barroso ministrando uma palestra na Câmara Municipal, é, no momento, o destaque do Vasco da Gama no Campeonato Brasileiro. Contratado dias depois de passar por Barroso, o jogador profissional, que é de São João del Rei e tem parentes barrosenses, se tornou um dos principais nomes do clube carioca. Na oportunidade, o técnico de futebol barrosense, Léo Vilela, fez um Flash com Thiago. Dois craques nesta foto! Valeu, Léo!
Política e Cidadania Luizinho Moreira
Audiência Pública, com pouco público Como sempre, começou com pouquíssimas pessoas e terminou com menos ainda. Infelizmente o desinteresse é geral. Dos vereadores, apenas Eduardo Pinto, Állan Campos, Baldonedo e Verinha participaram até o final. Lamentável! “Quem faz a imagem do político é ele próprio.” Chegaram os carnês do IPTU Como não há opção, é “pagar ou pagar”, o não pagamento do imposto pode causar transtornos ao contribuinte, principalmente judiciais. É por isso que o cidadão, em dia com os seus impostos, deve acompanhar e fiscalizar os gastos públicos, valorizando cada centavo do imposto pago. Mas, como o exemplo deve vir de cima para baixo, pergunto: Será que todos os políticos estão em dia com o IPTU?
Empresas industriais utilizam matérias primas e insumos diversos com a finalidade de transformá-los num produto final. Assim, no caso da indústria cimenteira são utilizados calcário, argila, gesso, escória - material de refugo da indústria siderúrgica - e outros, de cujo processamento conjunto em britadores, moinhos e fornos resultam os vários tipos de cimento utilizados pela indústria da construção civil. Todavia, na produção de cimento, como sempre, os elementos que mais incidem no custo da tonelada do produto final são as energias térmica e elétrica. No passado o custo da mão de obra numerosa era um componente de muito peso por tonelada; atualmente, com os avanços da tecnologia e da automatização, o efetivo direto da mão de obra necessária está reduzido a pouco mais de uma centena de operários. No caso da energia elétrica, o índice de consumo de kWh/t de cimento produzido torna-se menor pela evolução da tecnologia das máquinas de processamento das matérias primas e dos produtos intermediários. No caso da energia térmica, indispensável para o processo de transformação que ocorre no (s) forno (s), a indústria substituiu o consumo do óleo grosso derivado do petróleo por carvão mineral, mas continua buscando fontes alternativas de combustíveis mais baratos, até mesmo gratuitos, por serem subprodutos de refugo de outras indústrias (como a escória), e os ônus da cimenteira são o custo do transporte e os do coprocessamento de materiais diferentes (tais como óleos de cozinha ou automotivos já usados, pedaços de couros já descartados, pneus já sem uso, lixos hospitalares, e outros refugos (orgânicos ou inorgânicos destinados a lixões), misturando-os e homogeneizando-os através de técnicas de coprocessamento, para serem queimados no (s) forno (s) para produção de clinquer. Em resumo, o coprocessamento por si mesmo só é bom ou ruim dependendo do material que é coprocessado e dos gases ou materiais particulados lançados na atmosfera em decorrência da sua queima. Daí que se afirmar que o coprocessamento dá origem a maus cheiros ou a pós nocivos à saúde só se justifica quando a análise dos gases e dos cheiros lançados na atmosfera comprovar que são tóxicos e prejudiciais à saúde humana, à flora e à fauna regional. Sem tal análise feita por entidades fiscalizadoras independentes, apenas achar não é prova suficiente. Competirá às empresas que utilizarem tais refugos garantir às comunidades em que estiverem inseridas que o resultado da sua queima não é nocivo ao meio ambiente nem às pessoas, à flora ou à fauna regional.
Nesta eleição, todo cuidado é pouco De olho no voto e no foro privilegiado, deputados e senadores, que prometeram melhorias aos brasileiros, começam a mudar o discurso. Com o atual governo, prometeram um novo Brasil, um paraíso. Agora, próximo das eleições, começam a criticar o próprio governo. Certamente já perceberam que a sociedade não pretende mantê-los no poder. O governo precisa economizar na carne, não na couve Em 2016, o governo brasileiro gastou R$17 bilhões com diversos auxílios a servidores públicos no Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria da União. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal são os mais caros do mundo. No Senado, cada um dos 81 senadores custa mais de R$ 33milhões/ano e cada um dos 513 deputados federais, R$7milhões/ano. Só com cafezinho e serviços de copeiras, nos órgãos públicos, chegaram a R$55 milhões/ano. Os gastos são assustadores. Estudantes barrosenses pela democracia Ver a juventude começando a se interessar pela política, em defesa da Democracia, me faz aumentar a crença por um país melhor. Afinal, essa geração governará, direta ou indiretamente, o nosso país daqui a cinco ou dez anos. Parabéns! “Que continuemos a nos omitir da política. É tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem”. Bertolt Brecht
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Co-fundador: Antônio Marcos (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.500 exemplares Repórter - Douglas Gonçalves - (UFSJ) / Colaborador: Paulo Terra E-mails: barrosoemdia@yahoo.com.br Internet: facebook.com/barrosoemdia twitter/barrosoemdia
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Moradores processam a Fábrica Famílias alegam danos ambientais e pedem indenização da LafargeHolcim
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a semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho – a reportagem do Barroso EM DIA traz uma matéria que aborda o drama de famílias do Cantagalo que são vizinhas à pedreira da Fábrica de Cimento de Barroso e lutam na justiça contra os possíveis danos causados pela LafargeHolcim. Pelo menos cinco moradores do bairro da Praia, região do conhecido Cantagalo, estão movendo ação judicial desde 2017 contra a Unidade Barroso. Os cidadãos alegam na justiça que a empresa cometeu dano ambiental na região e pedem indenizações por danos materiais, morais e ambientais. De acordo com os processos, os moradores denunciam o desaparecimento de mananciais de água potável que os abasteciam na mesma região em que a empresa tem uma mina de extração mineral de calcário. Segundo o advogado dos moradores, os barrosenses alertaram a empresa, supostamente responsável pelo dano ambiental, sobre o desaparecimento das águas e não restou outra alternativa a não ser a de acionar a justiça. “Nada fizeram. Não passaram nem mesmo a monitorar as reservas de água da região deixando à mercê os coitados moradores. (...) Diante do desespero pelo total escoamento das águas nos terrenos dos moradores, tendo até mesmo alguns deixado o local em busca de recurso, no caso água, e mais, fazendo com que vivessem constrangimentos, humilhações de todas as formas, tendo que socorrer de alguma maneira para sobrevivência da família,” diz a defesa que justifica ainda que “houve também uma substancial desvalorização das terras atingidas pelo infortúnio”. Em contato com Vivaldo Ferreira da Silva, 73,
Reprodução Google Earth - Bairro Praia e Pedreira
carpinteiro, o mesmo declarou que passou a vida ali, no chamado Buraco da Rainha, no Sítio do Cantagalo, Zona Rural de Barroso. “Criei aqui meus sete filhos e vivo até hoje aqui, onde tenho o prazer de receber meus netos”, declara Vivaldo que já chegou a construir três poços artesianos para enfrentar a falta de água na localidade. “Já cheguei a ter aqui três tanques de peixes. Minha terra é pequena, mas enfrento já há algum tempo a falta de água no nosso terreno que,
em comparação a outros, é pequeno”, diz ele que relata também que chegou a ter uma cisterna por mais de 50 anos. “Muita gente aqui está passando pelo mesmo problema. Aprofundaram demais lá na Pedreira e a água acabou ficando escassa aqui. Às vezes temos que fazer controle para não faltar água para as necessidades básicas”, relata. Em nenhum dos cinco processos houve acordo entre os moradores e a empresa até o momento. Os
processos estão na fase de produção de provas. Se for condenada, a empresa pode ter que indenizar os moradores. LAFARGEHOLCIM A reportagem do Barroso EM DIA entrou em contato com a cimenteira, que realiza a extração de calcário na região do Bairro da Praia, onde mantém a chamada e tradicional Pedreira da Praia. A empresa franco-suíça emitiu uma nota sobre o assunto.
Confira: “A LafargeHolcim informa que todas as atividades desenvolvidas na sua fábrica em Barroso e na Mina Capoeira Grande, no bairro da Praia, estão devidamente licenciadas e autorizadas pelo órgão ambiental competente. Além disso, importante complementar que a LafargeHolcim também se preocupa com a escassez dos recursos naturais e por isso investe em materiais e processos de fabricação que sejam
mais sustentáveis e eficientes.” Nota enviada na última semana, via e-mail, pela Assessoria de Imprensa da empresa.
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Barroso leva ouro no JEMG Voleibol e Futsal do Guimarães são destaques nos Jogos Escolares de Minas Gerais
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s equipes de Voleibol Masculino I e Futsal Masculino I, de Barroso estão classificadas para a Etapa Regional dos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). As equipes levaram o ouro na Etapa Microrregional que aconteceu entre os dias 21 e 27 de maio em Barbacena. O time masculino de Vôlei da Escola Estadual Prefeito Geraldo Napoleão de Souza (Guimarães) garantiu sua vaga para as regionais após vencer sua última partida na quarta-feira (23) contra Alto Rio Doce, por 2 sets a 0, com parciais 25 x 14 e 25 x 12. Já o Futsal, também da escola do Guimarães, levou a medalha de ouro pelo placar de 1 x 0, ao enfrentar o time da casa, do Instituto Maria Imaculada, no sábado (26). Barroso também disputou a Etapa Microrregional pelas modalidades Futsal Feminino I e II, Futsal Masculino II, Voleibol Masculino II, Basquete Masculino II, Xadrez Feminino II e Xadrez Masculino II. A Etapa Regional acontece entre os dias 25 e 30 de junho, na cidade de Além Paraíba.
Final Municipal de Futebol 2018 Band x TDB, de novo
Futsal Masculino Módulo I - Guimarães
Voleibol Masculino Módulo I - Guimarães
Acontece neste sábado (9), a final do Campeonato Municipal de Futebol 2018. Com apenas jogadores e times de Barroso, a grande decisão será entre Bandeirantes x TDB, que se enfrentaram na finalíssima do ano passado, quando o Band se consagrou campeão. O jogo será às 13h, no estádio João Vigia, com entrada franca. Para chegarem à decisão de 2018, Bandeirantes e TDB se classificaram em primeiro de seus grupos e jogaram
as semifinais. O Band eliminou o Guarano (2x0) e o TDB, o Devassos (4x3) nos pênaltis. No tempo normal as equipes empataram em 2x2. Ayslan do Band é o artilheiro da competição com sete gols. Ele deve ficar com a artilharia, uma vez que o segundo colocado mais próximo e que ainda está disputando a competição é o companheiro de time, Dinei, com 3 gols, seguido de Kaio, também do Bandeirantes, com 3.
Ayslan é o artilheiro com sete gols
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Cinquentão Regional A Prefeitura Municipal de Barroso organizou, pela primeira vez, um Regional de Futebol Cinquentão, ou seja, com atletas acima dos 50 anos de idade. Barroso está sendo representada pelo tradicional Montanhês, que havia faturado o título de Regional do Cinquentão, organizado pela Liga de Desportos de Barbacena, em 2016. Porém, ao contrário daquele ano, o time de Barroso, que se classificou para as semifinais do torneio que teve apenas seis times, não tem conseguido um bom desempenho até o momento e precisa reverter uma goleada de 6x1 que levou do Carandaí no jogo de ida na casa dos adversários. A equipe joga neste sábado (9), no estádio João Vigia, às 15h, e precisa vencer por 5x0 para disputar a final, possivelmente contra o Olympic, que saiu em vantagem contra o Ressaquinhense, 3x1, no jogo de ida e joga em casa agora, podendo perder até de dois gols de diferença. O Montanhês parece ter sentido a falta do seu artilheiro Cinquentão, Marcinho Pescoço, que completaria na sexta-feira (1) de junho, 52 anos. Marcinho, que foi artilheiro em 2016, morreu vítima de câncer, em maio no Hospital Santa Casa, em São João del-Rei. ANÚNCIO PUBLICITÁRIO
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Bancos de Barroso terão grades Nova lei municipal determina instalação de grades nos bancos
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stá em vigor, desde o dia 08 de maio de 2018, a lei Municipal nº 2.828/2018 que “determina a colocação de gradeamento nas fachadas de instituições financeiras do município de Barroso e dá outras providências”. A nova lei, de autoria do Executivo, tem como objetivo oferecer mais segurança, inibindo a ação de ladrões e impondo mais obstáculos às ações criminosas, tendo em vista que o município está na rota de assaltos a bancos, uma vez
que agências bancárias em diversas cidades da região já sofreram arrombamentos e explosões de caixas eletrônicos. A Lei se aplica apenas às instituições financeiras que possuem caixas eletrônicos.
da própria Polícia Militar, tendo em vista que as mesmas medidas já foram tomadas em outros municípios, como Divinópolis, Itaúna e Conselheiro Lafaiete, por exemplo.
NOVA LEI MUNICIPAL DETERMINA INSTALAÇÃO DE GRADES NOS BANCOS
As instituições financeiras têm o prazo de 60 dias, após a publicação da Lei, para se adequarem, tendo que providenciar o fechamento com grades metálicas, em horário pré-estabelecido e amplamente divulgado à po-
De acordo com o prefeito Reinaldo, a redação desta lei foi feita seguindo sugestões
PRAZO
Delegado Alexsander Soares garante que o Crime da Cadeinha não está encerrado
Polícia Civil diz ter mais tempo para solucionar alguns casos
Alguém se lembra do assassinato da jovem Eloíza Fernanda da Silva, de 21 anos, moradora do Bedeschi? A reportagem do jornal sim. Cerca de seis anos depois, serão sete em 22 de dezembro de 2018, o jornal entrou em contato com o Delegado Alexsander Soarez Diniz com o intuito de obter novidades sobre o caso. Ele garantiu que o caso não está encerrado. “O trágico Crime da Cadeinha não está encerrado não”, garante o Delegado que relata que agora estão com mais tempo. “Estamos também atendendo o município de Dores de Campos”, diz Alexsander que conta que estava tentando junto ao Ministério Público e ao Judiciário a expedição de mandado de internação de dois adolescentes recentemente envolvidos em atos infracionais graves, ocorridos em Barroso. “Estamos aguardando a liberação das vagas solicitadas pela justiça”, diz. Ele acrescenta ainda o fator de terem ocorrido crimes contra o patrimônio, furtos e roubos, principalmente no último feriadão. “Isso também nos preocupa e estamos dando atenção na identificação dos autores e na recuperação dos objetos subtraídos”, relata. “Outro objetivo nosso é reativar o posto de identificação, já que agora
temos espaço para as instalações. Aguardo orientação do Instituto de Identificação e parceria com a prefeitura para algumas adaptações na área onde o posto funcionará”, relata. “Temos muito trabalho para atender à demanda acumulada do passado, mas não falta disposição e boa vontade da atual equipe de policiais civis de Barroso”, diz o delegado que foi questionado pela reportagem acerca da disponibilidade dos profissionais da instituição para se dedicarem aos casos que são de demanda da Polícia Civil após a desativação da Cadeia Pública. Ainda no que diz respeito ao Crime da Cadeinha, que teria acontecido na madrugada da sexta-feira, 20 de dezembro, quando a jovem, de acordo com posts da internet, teria desaparecido, Alexsander esclarece que não pode dar mais detalhes, mas garante que o caso não está encerrado. O CRIME Eloíza foi encontrada jogada num matagal na Rua da Cadeinha, atrás do hospital, com indícios de estrangulamento por uma corda. Oito meses depois, em agosto de 2013, os exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML), de Belo Horizonte, com o material recolhido do corpo da vítima, foram entregues
à Polícia Civil de Barroso. Além da demora do laudo, oito meses, nenhuma evidência que pudesse apontar o assassino também foi encontrada. FAMÍLIA Quem também não esqueceu, não esquece e não esquecerá o Crime da Cadeinha é a senhora Neide Maria Rodrigues Silva, mãe de Eloíza. Em entrevista à reportagem do jornal Barroso EM DIA, quase um ano depois da morte da fi lha, ela disse que não existe crime perfeito, que perfeito é Deus. “Uma hora a verdade aparecerá. Confio plenamente em Deus e ele mostrará à Polícia os caminhos para achar este assassino”, diz. “Se não fosse minha neta, não queria nem estar neste mundo. Vivo e estou viva por causa dela. É um anjo, presente de Deus”, desabafa em lágrimas, por telefone, a senhora Neide que pede nada mais que justiça no caso que tirou a morte da sua filha Eloíza de 21 anos.
Delegado Alexsander
pulação. As instituições que descumprirem a Lei serão multadas em R$ 100 por dia, limitados a R$ 3.000, sendo concedido novo prazo de 30 dias para o cumprimento. O prefeito, juntamente com o Tenente Thiago Dhaer, comandante da Polícia Militar em Barroso, entregou a Lei nas mãos das gerentes dos bancos Itaú e Bradesco na semana passada e ainda irá se reunir com o responsável pela agência do Banco do Brasil no município.
Informações: Site da Prefeitura Municipal de Barroso
DNIT responde à Câmara sobre situação das pontes da BR 265 A Superintendência Regional do DNIT em Juiz de Fora respondeu à Câmara Municipal de Barroso o requerimento feito em abril pelo Vereador Eduardo Pinto (PV), que solicitou uma avaliação das pontes existentes na BR 265, especialmente no trecho entre Barbacena e São João del-Rei. A resposta foi lida em plenário em reunião ordinária na quinta-feira (17) de maio, mesmo dia em que foi liberada a Ponte na cidade de Nazareno, na mesma rodovia, após a queda há um mês e meio. De acordo com o ofício, o DNIT informou que “foram feitas vistorias (…) onde ficou constatado que as estruturas (…) não demonstram indícios de riscos que possam comprometer a estabilidade estrutural”. No entanto, o próprio ofício admite que foram detectadas “patologias que carecem de intervenções, tais como: infiltrações em locais pontuais, pontos de armaduras expostas, desgastes em aparelhos de apoio, trincas nos pavimentos”. O DNIT informa ainda no ofício que as patologias serão sanadas com a contratação de uma empresa
Situação da Ponte Nova, em Barroso
pelo Departamento. O vereador Eduardo Pinto, autor do requerimento, comentou a resposta. “Agradeço ao DNIT pelo respeito em nos responder. Felizmente nenhum problema estrutural maior foi detectado nas pontes da BR 265, no entanto, estaremos atentos e cobrando ao próprio DNIT para que faça as reformas necessárias nos pequenos problemas detectados, para que no futuro não se transformem em prejuízos ou tragédias,” disse o vereador Eduardo que continuará fiscalizando a situação.
NAZARENO A ponte que caiu na BR-265, próximo ao trevo de Nazareno, com o temporal do dia 11 de março, foi reconstruída e reaberta definitivamente na quinta-feira (17) de maio, depois da conclusão das obras de sinalização vertical e horizontal da pista e limpeza. A Ponte chegou a ficar fechada por cerca de dois meses. Um caminho alternativo existia nas proximidades e os condutores usavam este caminho que passava por dentro de um terreno particular.
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE BARROSO Inscrição no CNPJ 20.307.476/0001-87 Código 561.090.07120-8 Rua Tiradentes, nº 78 – Bairro do Rosário CEP 36212-000 Tele fax (32) 3351-1277 Barroso-MG Email: siticombarroso@bol.com.br Msn:sindicatobo@hotmail.com
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Pelo presente edital ficam convocados todos trabalhadores (as) associados (as) ou não, da EMPRESA MOVEX MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS LTDA FABRICA BARROSO, para participarem da ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA (AGE), a realizar-se no dia 12/06/2018(doze de junho de dois mil e dezoito) terça - feira, em primeira convocação às 12h00min e 14h00min, à Rua Tiradentes nº 78, Bairro Nossa Senhora do Rosário Barroso - MG, e não havendo quorum, em segunda convocação, uma hora após, ou seja, respectivamente, no mesmo dia e local, com qualquer número de trabalhadores presentes, a fim de deliberar e votar por escrutínio secreto a seguinte ordem do dia: 01. Leitura e aprovação da ATA da Assembléia Anterior; 02. Reivindicações salariais, condições de trabalho e saúde segurança do trabalhador para os integrantes da categoria da profissional e aprovação da pauta de reivindicações para data-base 1°DE JULHO DE 2018, para os empregados abrangidos por este ACORDO COLETIVO, REFERENTE À 2018/2019(dois mil dezoito e dois mil dezenove); 03. Autorização a Diretoria do Sindicato para negociar, assinar acordos coletivos, contratos coletivos, convenções coletivas e Aditivas a estes, assim como ajuizar dissídios coletivos ou quaisquer ações que sejam necessárias à defesa do interesse da categoria; 04. Autorização para a diretoria do sindicato sobre a instalação, em caráter permanente da presente Assembléia; 05. Discussão e aprovação da pauta de reivindicação da campanha salarial a ser apresentada e discutida com a empresa em separadas; 06. Discussão e deliberação sobre contribuição assistencial, de fortalecimento do sindicato dos integrantes da categoria profissional a favor da ENTIDADE SINDICAL; 07. Deliberações conseqüentes. Barroso, 02 de Junho de 2018. Presidente - João Luiz Aparecido da Silva. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
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Caminhoneiros pararam o Brasil Foram dez dias de paralisação. O Trevo de Barroso, BR 265, foi um dos pontos
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ntre os mais de 550 pontos de paralisação dos caminhoneiros, que estavam em greve desde a segundafeira (21) de maio, esteve também o Trevo de Barroso, na BR 265, onde, desde as primerias horas daquela segunda-feira, caminhoneiros da cidade fecharam parcialmente o trevo localizado na parte de cima da BR, na entrada da LafargeHolcim, e posteriormente o trevo principal da cidade, no bairro Jardim Europa. Desde então, nos dez dias de paralisação, o Governo Federal, através do Presidente Michel Temer (MDB) e líderes da categoria, tentaram entrar em acordo para o fim da greve, que foi considerada a maior da história do Brasil, superando os oito dias dos protestos da categoria em 2015 e os dias em que caminhões de combustíveis ficaram parados em Minas e São Paulo em 1979. Sendo assim, independente do número de dias, a greve de maio de 2018 foi, sem dúvida, a que mais afetou a população brasileira e os barrosenses que conviveram com a falta de gás de cozinha, combustíveis, hortifruti e alguns alimentos que faltaram nos mercadinhos e supermercados do município. Ainda no que diz respeito aos reflexos da greve, os estudantes barrosenses ficaram sem aula nas escolas municipais e estaduais da cidade e faculdades das cidades vizinhas. E mais, houve cancelamento de alguns horários de ônibus locais (lotação) e ônibus intermunicipais (Transur). Entre os possíveis acordos Lideranças/Governo, está o corte do Pis/Cofins que, segundo o Governador do Estado Fernando Pimentel (PT), pode afetar Minas Gerais. Em pronunciamento no Palácio da Liberdade, ele declarou que para o governo federal atender às demandas dos caminhoneiros haverá um cancelamento de repasses de cerca de R$ 40 milhões mensais para o governo estadual. Pimentel criticou
Parte da população barrosense apoiou os caminhoneiros
Caminhões paralisados no Trevo de Barroso
a política de preços adotada pela Petrobras e disse que os governos estaduais não podem ser sacrificados por uma crise que começou por erros do Palácio do Planalto. RESISTÊNCIA Os caminhoneiros resistiram até o final da manhã da quarta-feira (30). Apesar do governo dizer que 90% das exigências feitas por eles foram atendidas, eles continuaram firmes e fortes, principalmente na BR 265. “O governo não nos atendeu, a ordem agora é ir embora e e chegar até nossas casas, destinos. Mas que fique claro, não fazemos parte deste acordo medíocre de R$ 0,46 no diesel. Vamos todos parar Brasília”, dizia o comunicado do líder conhecido como Chorão. Tão logo foi o comunicado divulgado via WhatsApp, os manifestantes liberaram os pontos, entre eles o trevo de Barroso. Já um outro motorista de caminhão, do Rio de Janeiro, que esteve na greve desde a segunda-feira (21), no trevo, reconheceu o apoio que a população barrosense deu aos motoristas. “Positivo, prosseguimos com a
greve e estivemos todos em busca de melhorias, não só para nós, mas para todos os brasileiros”, disse Fernando, carioca, que estava recebendo todo apoio, comida, banho e moradia de alguns barrosenses. Na oportunidade, os motoristas de Barroso fizeram questão de reforçar que carga viva e remédios não estavam sendo paralisados no trevo. “Não paramos carga viva e remédios, que prosseguiram viagem normalmente. Ou seja, tudo que foi do Hospital de Barroso passou aqui normalmente”, relata Wilsinho que também esteve à frente da parali-
sação no trevo de Barroso. PACIFICAMENTE Vale frisar que durante os dez dias de paralisação no trevo da cidade, as manifestações ocorreram pacificamente e nenhuma ocorrência mais grave foi registrada no trevo da cidade. REGIÃO Também, na quarta, na BR040 terminou o bloqueio dos caminhoneiros próximo à Barbacena, no trevo da cidade.
Caminhoneiro carioca que ficou no trevo por 10 dias
Com a paralisação dos caminhoneiros e suas consequências em todo o país, em Barroso, parte da população mostrou apoio às reivindicações dos grevistas e descontentamento com o atual governo do país. Na manhã do dia 27 de maio, cidadãos organizaram uma caminhada em prol da greve dos caminhoneiros. O cortejo, guiado por dois caminhões, saiu da Praça Sant’Ana rumo ao trevo da cidade, onde o grupo de caminhoneiros estava concentrado desde o início da paralisação. Na tarde de terça-feira (29), a ação mais uma vez foi feita rumo ao trevo da cidade e novamente, dezenas de barrosenses apoiaram os caminhoneiros.
Além disso, alunos do colégio Invictus, de Barroso, realizaram na manhã do dia 29, no centro da cidade, uma manifestação pacífica a favor da greve dos caminhoneiros e da democracia. Por meio de cartazes espalhados pela Praça Sant’ Ana, os estudantes levantaram informações e dados sobre o período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), como o número de mortos, desaparecidos e perseguidos. O anúncio do presidente Michel Temer (MDB), de que iria empregar o uso das Forças Armadas contra a Greve dos Caminhoneiros, na noite do dia 25, não afastou os manifestantes dos postos de paralisação na região. Veja as fotos: