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Edição 184 Abril

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anos Fechou o tempo! Desde 2006 - Número 184 - sábado, 7 de abril 2018 - Barroso/MG - Distribuição Gratuita

Lideranças se manifestam e população se revolta contra a queima de resíduos na Fábrica de Cimento. Página 3

Foto: Fátima Barbosa, conhecida como Fatinha Dentista


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João de Barro / Humor

Editorial São 12 anos de jornal impresso em Barroso. Nunca, nunca antes na história, um jornal de notícias durou tanto tempo no nosso município. Estamos muito orgulhosos e agradecemos a cada um de vocês! Isso, exato, você que está lendo neste momento. Você é o responsável pelo nosso sucesso. Obrigado! Se hoje somos o principal veículo de comunicação do município, é porque você entendeu, colaborou, investiu, acreditou junto conosco em um sonho que nasceu lá em 2006, quando adentramos no jornalismo já com um assunto polêmico que, por coincidência, volta à tona anos depois, ou seja, o coprocessamento realizado pela LafargeHolcim, matéria de capa desta e daquela edição de estreia. Sim, a notícia de capa daquele abril tocou na ferida. Foi assim que entramos para o mundo da comunicação e para a história: tocando na ferida, mas... fazendo jornalismo, ouvindo as partes, nossa função. E tocar nessa ferida, seja coprocessamento, poluição, ação irregular da PM, falcatruas e promessas políticas, é o nosso dever, nosso carro chefe. Como diriam: nós, jornalistas, temos o dever de denunciar tudo, mas não temos obrigação de resolver nada. Ao jornalismo, cabe a denúncia. Cumprir a Lei, cabe à Justiça. Porém, é importante ressaltar a todos os leitores os bastidores da notícia, o que acontece com este tal “tocar nas feridas”. Foram muitas e muitas noites de insônia, além de ameaças, injúrias, calúnias e afins. Quando publicamos aquilo que alguém não quer que se torne público, pagamos um preço que, mesmo diante de tantas indagações, por se tratar de uma cidade interiorana, é um preço positivo. Mesmo que essas pessoas em retaliação não olhem mais nos nossos olhos, ainda sim é positivo, porque é a verdade, porque são os fatos e a nós cabe simplesmente relatá-los. Ao longo do tempo perdemos amigos, colegas, mas no somatório final conquistamos algo que nos mantém de pé até hoje: credibilidade. As pessoas acreditam em nós e isso é tudo no jornalismo! Não diferente de outrora, atualmente enfrentamos mais uma forma inibidora de ameaçar o jornalismo na nossa cidade. Uma forma de tentar esconder a verdade de você leitor. O poder executivo representou no Ministério Público, alegando possíveis irregularidades em contratos do jornal e do profissional Bruno Ferreira com a administração 2009/2016, ou seja, uma forma covarde de tentar calar a impressa e denegrir, perante a sociedade a credibilidade e a vida do profissional. Resultado da ação da Prefeitura? O MP arquivou a representação (reclamação contra o jornal e contra o profissional). Não há nada irregular. Ou seja, mais uma atitude, mais uma, da atual administração intimidando a imprensa. Imprensa essa que vem mostrando o descaso e os problemas com o município, que vem relatando e denunciando irregularidades. Imprensa que cobra, em nome dos seus leitores, o que foi prometido nas campanhas políticas. E é por isso que estamos sendo perseguidos, ofendidos por profissionais da Prefeitura Municipal que desrespeitam o jornal e o profissional. Lamentável e inacreditável a postura de alguns seres humanos que ocupam cargos públicos. Ora, estamos fazendo nosso papel, denunciando o que está errado, prestando utilidade pública quando convocados e parabenizando quando algo de bom for feito. Desde o começo do ano, o chefe do executivo não responde aos e-mails e questionamentos do Barroso EM DIA - uma atitude covarde e infantil para encarar as críticas. Mas, até aí, tudo bem. No entanto, representar na justiça contra o profissional com o objetivo de inibilo? A ditadura já se foi. As correntes já foram quebradas. Nós não vamos nos amedrontar. Portanto, declaramos aos perseguidores locais que continuem tentando manchar nossa história e denegrir nossa imagem, não há problemas, somos responsáveis demais para assumirmos o que fizemos e fazemos, sempre dentro da lei, mas gostaríamos de salientar que jamais deixaremos de informar a população. Não iremos nos calar. Nem vocês e nem ninguém irá nos intimidar. Faremos jornalismo como sempre fizemos: para o povo! Custe o que custar! Não temos medo, simplesmente porque fazemos da forma certa!

Sessão Flash

Turminha do CRB nota 10 por aqui! O Flash de hoje é do Vovô Coruja, nosso grande amigo e ex-vereador, Jayme Nogueira, o Jayminho. Ele fez questão de fazer o clique e enviar para a Sessão Flash do Barroso EM DIA. De acordo com Jayminho, o destaque vai para os netinhos Conrado, o segundo da direita para a esquerda, e Vinícius, o primeiro agachado da esquerda para a direita. Parabéns para todos na foto. Os meninos de Barroso venceram Barbacena por 5x2 em mais um jogo realizado no Clube Recreativo Barrosense, onde a Escolinha de Futebol fica a cargo do desportista Alcântara Júnior, o Canhá, que ao longo tempo vem fazendo um belo trabalho de futebol com as crianças da nossa cidade. Parabéns, garotada de Barroso. EXPEDIENTE www.barrosoemdia.com.br Rua Maria José Melo, 13 - Centro - Barroso/MG Telefone: (32) 9.8845-2896 - WhatsApp

Co-fundador: Antônio Marcos (in memoriam) Editor Chefe/Jornalista: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.500 exemplares Repórter - Douglas Gonçalves - (UFSJ) / Colaborador: Paulo Terra E-mails: barrosoemdia@yahoo.com.br Internet: facebook.com/barrosoemdia twitter/barrosoemdia

Uia.. kkkk vortei! E esse povão aí falando de buraco. Saibam que na Suíça tem mais buraco que em Barroso. Só que lá é no queijo... Aqui é na cidade mesmo. Ô louco meu! Barroso está afundando! E li que o Bardola está à frente do Distrito Industrial. Bora lá, Bardola! Põe esse povo pra frente porque quero abrir uma fábrica lá no Distrito. Vou abrir uma fábrica de placas de trânsito impedido. Vou vender tudo pra Barroso mesmo! Nunca vi tanta placa dessas por aí... Vou ganhar dinheiro. A vaca foi pro brejo. Literalmente! Prato do dia em Barroso: Vaca tolada! Se bem que o prato do momento é a dobradinha: Aécio e Luiz Fernando. Essa dobradinha tá vencida! Meu deu até náuseas! Aconselho vocês a não comerem deste prato. E a verdade é a seguinte: vou mudar pra Dores. Só ouço notícia boa daquela cidade! Quero ser dorense, pelo menos por enquanto, Veludos! Alô, Robocop! Alô, Robocop... atenção aí que existe a possibilidade de ter funcionário público dirigindo sem carteira de habilitação, hein?! Atenção, Robocop! Central chamando, Robocop! Aposto que estão todos vocês aí esperando eu comentar sobre o Padre e as Festas, não é mesmo?! Eu não vou falar nada. Não entro nesse assunto nem morta, amor... Só falo um coisa: o STF, o Supremo Tribunal do Facebook, está cheio, cheinho de hipócritas. Um monte de gente ali falando como se fosssem santos! Nem do pau oco são! Tinha gente digitando com copo de cerveja e dançando funk! É muita hipocrisia, mas não entro nesse tumulto não... Praga de Padre pega. Alguém aí lembra do Padre Luiz?! Jesssssssssssssssussssssssssssss... E espia aqui minha pova... no próximo mês vou falar da prostituição do jornalismo. E que negócio que é esse de vender camisa, pegar dinheiro, rádio, não tô entendendo... Tá confuso, mas eu posso averiguar e trazer isso aqui pra nós! Me aguardem!

Paulo Terra AFUNDANDO! Sob o título acima a última edição deste jornal publicou excelente e elucidativa reportagem do jornalista Bruno Ferreira, nosso editor chefe. A matéria analisa com profundidade a situação crítica e muito perigosa das redes de esgoto e de águas pluviais, com a indesejável e periódica inundação em áreas do centro de Barroso, principalmente na Praça Salvador da Silva e Rua Daniel Pantaleão. Sempre que desaba um temporal nas ruas mais altas da cidade, cujas redes de escoamento de águas domésticas ou pluviais são escoadas para as manilhas da praça e da rua acima citadas, pode acontecer como aconteceu no sábado do último carnaval. Essa não foi a primeira nem será a última vez, se a situação das redes de escoamento das águas para o Rio das Mortes continuar a mesma, velha de muitos anos, quando a densidade demográfica do centro de Barroso era muito menor que a atual e a futura. O autor da matéria, como jornalista sério que é, ouviu elementos da prefeitura, colheu a opinião profissional do engenheiro Lutiane de Souza e reclamações de moradores das ruas afetadas pelo “caos”. De tudo que foi visto e ouvido podemos concluir que grande parte das manilhas das redes em discussão já perdeu seu prazo de validade. Foram construídas ainda no decorrer da segunda metade do século passado, muitas vezes com manilhas não da melhor qualidade, sem previsão de dimensionamento capaz de suportar futuros aumentos de vazão. Agora já estão inadequadas para o fim a que se destinavam. Todavia, a meu ver, as várias pessoas ouvidas pela reportagem não mencionaram uma das possíveis reais causas do problema em discussão. Vou comparar a situação do saneamento básico de Barroso com a fábrica de cimento. A emancipação político-administrativa de Barroso e o início da operação da fábrica Barroso ocorreram no começo da década de 1950. Na medida em que crescia a demanda do cimento Barroso a fábrica passou por sucessivas ampliações e evoluções tecnológicas, conforme projeto inicial da FLS, com previsão de uma fábrica com seis fornos de via úmida (1962, 1972 e 2014). A partir da década de 1960 foi constada a necessidade de mudança do processo por fornos de via seca, tanto que o forno inaugurado em junho de 1972 já era de via seca. Com a modernização e a implantação de novas tecnologias os três primeiros fornos foram demolidos. No mesmo período, de que ordem de grandeza e modernização foi a melhora do saneamento básico de Barroso? Entre as diversas possíveis causas da deficiência das nossas redes de esgoto e de águas pluviais na Praça Salvador da Silva e na Rua Daniel Pantaleão, foi mencionada a existência de manilhas quebradas, mas não me lembro de alguém ter sugerido a possível causa da quebra das manilhas. Será que os gestores e executores das obras dessas redes sequer imaginaram qual seria. Algumas décadas depois, o peso - tara + carga - dos veículos que iriam transitar pelas ruas, comprimindo as manilhas debaixo da pavimentação? Apesar de a prefeitura colocar placas proibindo a circulação de carretas no centro da cidade, elas estão aí diariamente. Só não vê quem não quer. Apesar de a Lei Orgânica do município estabelecer que é obrigação da administração municipal estabelecer e sinalizar qual o peso e a altura máximos permitidos aos veículos de carga para trafegarem nas ruas da cidade, essa regulamentação inexiste. Enquanto isso as redes de esgotos e de águas pluviais continuarão indo para a cucuia...

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – Codemig, inscrita no CNPJ nº 19.791.581/0001-55, torna público o requerimento de Licença de Instalação Corretiva concomitante à Licença de Operação para o empreendimento Distrito Industrial de Barroso, localizado na BR-265, KM 229, Município Barroso/MG, por meio do processo PA/COPAM nº 21774/2010/002/2016, na Unidade Regional Colegiada da Zona da Mata – SUPRAM Zona da Mata, do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM.


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LafargeHolcim vai retornar a queima de resíduos Maioria da população se mostra contra o tal coprocessamento e se revolta na internet

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cimenteira multinacional LafargeHolcim, união dos grupos franceses e suíços, que não realizava o coprocessamento, queima de resíduos na cidade desde 2014, anunciou no mês passado que retomará a atividade na fábrica de Barroso. O anúncio gerou mobilização da população e muita revolta nas redes sociais. Depois de adquirir, em dezembro de 2017, a licença prévia para a realização do coprocessamento em Barroso, a LagargeHolcim deu andamento no seu plano de comunicação para a realização da queima de resíduos, que deve ter início ainda em 2018. O comando da Fábrica realizou reuniões para anunciar que a Unidade Barroso voltará a usar o coprocessamento como fonte de energia para produção de cimento. A tecnologia é considerada pela empresa como uma alternativa sustentável e ambientalmente correta para destinação de resíduos industriais e urbanos. Foram três reuniões realizadas: uma com o Legislativo, outra com o Executivo e mais uma com a Imprensa local. De acordo o Gerente Juliano Menezes, os documentos já foram enviados para Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) para obtenção da Licença Ambiental necessária para realizar as atividades e os trabalhos continuam nas dependências da Fábrica. A unidade anterior à expansão, a estutura antiga da Fábrica, que atualmente não está em produção, já tem a licença para o coprocessamento, mas esta atividade está suspensa desde setembro de 2014. “Vale ressaltar e reforçar que o coprocessamento não é uma coisa nova, já existiu aqui e a intenção é voltarmos a realizar até porque somos a única unidade da LH que não realiza o coprocessamento”, diz Juliano. Alguns questionamentos foram levantados pela reportagem do Barroso

autoridades. Eles realizaram uma reunião com os vereadores e se encontrarão com o Prefeito Reinaldo Fonseca (PSDB) e com o Ministério Público. “A reunião foi avaliada como altamente produtiva pela Comissão. Os vereadores presentes manifestaram apoio à Comissão, no sentido de defender prioritariamente a saúde da população de Barroso”, diz Luiz Moreira, um dos membros da Comissão. O prefeito da cidade foi questionado sobre o coprocessamento, mas não quis se manifestar. ENQUETE

População reclama de fumaça e cheiro ruim nas noites barrosenses

EM DIA na coletiva de imprensa. Entre eles, vale destacar: as leis municipais que hoje existem na cidade, a possível parceria com Dores de Campos para a queima de resto de couros, a alteração no valor final do cimento e o aumento da mão de obra para a realização do coprocessamento. POSICIONAMENTO No que diz respeito às leis, a Lei Municipal 2.558, de autoria do ex-vereador Fernando Terra, sobre o aumento da alíquota do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) de 4% para 5%, Lei 2.574, de autoria do vereador Eduardo Pinto (PV), determina que a empresa que use o coprocessamento faça ampla divulgação de dados como materiais usados, emissões, licenças ambientais e até o valor recebido pela empresa para realizar o coprocessamento e a Lei 2.589, também de autoria do vereador Fernando Terra, que criou a Taxa Municipal de Fiscalização Ambiental da Atividade de Coprocessamento, a empresa respon-

deu que todas as leis serão cumpridas integralmente e alguns pontos serão debatidos com o Executivo. No que diz respeito à possibilidade de queima dos produtos/restos de lixo oriundos de Dores de Campos, as empresas envolvidas estão debatendo a questão, mas a prioridade são os materiais da cidade, ressaltando que não é permitido o coprocessamento de lixo hospitalar. Por fim, a empresa afirma que não haverá mudança/aumento no quadro de funcionários de imediato devido ao coprocessa-

mento e que também não haverá alteração no valor final do cimento. O Barroso EM DIA também questionou sobre os riscos para os trabalhadores com o início do coprocessamento. Segundo a empresa, existem números que comprovam que não há riscos para os funcionários nem para os moradores de Barroso com as atividades que serão reimplantadas. POPULAÇÃO Tão logo a Fábrica anunciou o retorno do coproces-

Comissão contra o coprocessamento foi montada na cidade

samento em Barroso, muitos cidadãos e líderes, como o Pároco Padre Fábio José Damasceno, se mostraram contrários à atitude da cimenteira na cidade. Crítico em tempos passados, o pároco admitiu ter a mesma opinião contra o coprocessamento e disse que será um prejuízo muito grande para a população barrosense. “Acho que as autoridades, o povo e nós, que somos líderes, temos que nos mobilizar para que isso não aconteça”, relata o Padre que acrescentou que a empresa só está preocupada em explorar a cidade. “Estão tirando nossa riqueza, do nosso solo. Enquanto Barroso for interessante eles ficam aqui. Não oferecem nada para a cidade. Não tem preocupação com os pobres, com questões sociais. Quando acabar, Barroso vai ficar aí com crateras e eles simplesmente vão dar um tchau para nossa cidade”, diz. Outros líderes, de vários setores, também se organizaram e criaram uma Comissão Pró-Cidadania, contrária à queima de resíduos, e estão se movimentando e conversando com

Na última semana de março o Barroso EM DIA realizou na sua página oficial no Facebook uma enquete com o intuito de saber a posição da população com relação ao coprocessamento anunciado pela LafargeHolcim. A pesquisa ficou disponível por sete dias na rede social, de segunda-feira (26) a segunda-feira (2). Ao todo, foram mil e trezentos votos, sendo 78% deles contra a queima de resíduos no município e 22% a favor do retorno do coprocessamento. Além dos votos, muitos cidadãos/ internatuas aproveitaram para comentar o post e fazer campanha contra a queima. “População barrosense, se atentem de que isso é apenas uma forma a mais de uma empresa despreocupada com a saúde pública ganhar dinheiro. Votem NÃO, pela saúde! Votem NÃO para preservar o pouco de ar puro que ainda resta em Barroso”, diz um dos posts. Já um outro post mostra preocupação com a saúde. “Não, nos barrosenses temos que nus unir. Eles tão achando que somos bobos! Se isso acontecer em bso vai aumentar os casos de doenças, sou contra!”, diz. A reportagem entrou em contato com a LH para comentar o resultado da enquete, mas até o fechamento desta edição a cimenteira não havia se pronunciado sobre o resultado.


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Você conhece o Clube da Vovó? Há 25 anos fazendo a alegria da terceira idade

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odas as tardes de terça-feira, das 14 às 16h, um seleto grupo de senhoras barrosenses, na casa dos 40 aos 70 anos, se reúnem para trocar experiências, bater um bom papo e, porque não, celebrar o bom da vida na “melhor idade”. Tais mulheres, a maioria mães e avós, constituem o conhecido “Clube da Vovó” que, neste ano, no último dia 17 de março, completou seus bem vividos 25 anos de história. Atualmente, formado por cerca de 30 membros, o Clube da Vovó é presidido por Dirce Nascimento Cassemiro Lopes, 72 anos, que faz parte do grupo desde sua fundação, em 1993. “Havia uma senhora, a Dona Maria de Lurdes Resende, já falecida, que era de Ipatinga e veio de mudança para Barroso. Na época, ela teve a ideia e convidou um grupo de senhoras para que fundassem este clube na cidade, com o objetivo de ajudar pessoas mais idosas a ter mais qualidade de vida e sair de casa,” declara Dirce. As atividades do clube incluem passeios, caravanas para eventos religiosos, aulas de crochê, corte e costura, além da comemo-

ração de datas sazonais e festas de aniversário das integrantes. “Ano passado fomos até à Canção Nova. Elas queriam ir a Aparecida do Norte e no caminho de volta da viagem, paramos por lá e assistimos à pregação dos padres. A cada ano fazemos um passeio diferente,” conta a presidente. Para se tornar membro do clube, basta fazer uma matrícula e pagar uma taxa mensal de R$ 10 para custear as atividades do grupo. QUALIDADE DE VIDA Para Maria José de Paula, 75, veterana no grupo, há mais de 20 anos, estar no clube é algo que faz parte de sua vida e para ela continua sendo um sonho. “Conheci o clube por meio do convite de uma amiga. Eu era muito tímida e não sabia como seria minha interação com as outras mulheres, mas decidi ir e estou aqui até hoje. Muita coisa que aprendi ao longo desses anos foi durante os encontros. Gosto de fabricar peças de ponto reto e ficar jogando conversa fora. É a melhor coisa do mundo quando nos reunimos. É uma maneira de envolver pessoas, porque se você fica

só em casa, não tem comunicação. No clube, você conversa, faz amizades,” diz Maria. E não é só a terceira idade que marca presença durante os encontros. É o caso da Técnica de Enfermagem Tatiana Delfino, 37 anos, que após o falecimento da avó, que fazia parte do clube, deu continuidade ao legado e se juntou ao grupo há pouco mais de um ano. “É muito gratificante fazer parte do clube, pois cada uma aqui tem uma história de vida e vai te encaminhando para se tornar uma pessoa melhor, cuidar da família e envelhecer com qualidade. Os encontros são uma distração. Aqui conversamos, motivamos umas às outras. Inclusive, temos um grupo no WhatsApp. Damos bom dia por lá, nos preocupamos quando alguém não vem. Para mim isto é uma família,” diz Tatiana. Os encontros são realizados na casa da própria Dirce que, mesmo com a falta de espaço, faz questão de receber as amigas e manter viva uma tradição que faz diferença na vida de tantas barrosenses, proporcionando inclusão, diversão e aprendizagem. E que venham mais 25 anos! ANÚNCIO PUBLICITÁRIO

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Será que teremos mais aumento de impostos? ANÚNCIO PUBLICITÁRIO Os impostos, como diz o próprio nome, são uma imposição do poder público sobre o cidadão e as empresas. Mas aqui no Brasil eles ficaram abusivos. Todos cumprimos nossos deveres com o Município, o Estado e a União, mas, do outro lado, não recebemos, de volta, serviços públicos de qualidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o retorno recebido pelos brasileiros fica muito aquém dos altos tributos pagos. O Brasil é o 14º na lista dos países que mais arrecadam impostos no mundo e o 30º no serviço público que oferece. Em outro estudo, o instituto mostrou que, no Brasil, o contribuinte trabalhou cinco meses, ou 149 dias, em 2016, só para pagar impostos exigidos pelos governos federal, estadual e municipal. Antes, em 1990, o brasileiro precisava trabalhar três meses para quitar essas cobranças; em 94, pulou para quatro meses e não para de crescer. E mais, o sistema tributário é tão desordenado e confuso que a toda hora criam impostos para sufo-

car o cidadão e o setor produtivo (as empresas que geram emprego e renda). O Executivo estabelece tributos e alíquotas; o Congresso Nacional o faz por meio das leis; a Receita Federal, quando regulamenta as leis; o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que atua como se fosse a segunda instância da Receita Federal; e o Judiciário, por meio das sentenças judiciais. Além daqueles tributos que são mais conhecidos, sobre a Renda, propriedade, circulação de mercadorias, consumo de produtos e serviços, entre outros, a cada emergência inventam novas cobranças diante dos ‘buracos’ na própria administração. Surgem, então, impostos para refinanciar a saúde, que ficou sem recursos, para recuperação de estradas, para o combate a incêndio, para equipar a segurança e outros que impõem à população frustrações e grande insegurança jurídica sobre a atividade empresarial. Pior, muitas vezes pagamos impostos e contribuições (igualmente impostas) que, em vez de melhorar a vida do cidadão, aca-

bam financiando gestões desastrosas com o dinheiro público, seja por má-fé, incompetência administrativa, irresponsabilidade, desvios ou outras irregularidades. Inaceitável. Diante dos escândalos de parte dos governantes, agora falam em aumentar impostos para reduzir o déficit das contas públicas. Por quê? Não fomos nós, a população carente dos serviços públicos, que criamos tal situação. Aumento ou criação de impostos deveria ser assunto proibido e beira à insanidade. O que se deveria impor seria uma agenda mínima de gestão, de compromissos com o dinheiro público para devolver à população, de maneira programada, aquilo que ela merece, deseja e reclama. Isso é um dever e uma obrigação para recompensar o cidadão em relação ao que lhe foi tomado na forma de impostos. Como primeira medida, deveriam cortar os altos gastos com a máquina pública; e, em segundo lugar, tributar mais o grande patrimônio e o lucro. Por último, unificar todos os impostos em apenas um, reduzindo o gigantesco custo

Brasil. Procuro fazer minha parte no exercício consciente de meu mandato, tanto ao economizar recursos públicos (não utilizo verba de correio e nem motorista particular, entre outras iniciativas) na minha atividade parlamentar e também ao votar sempre contra aumentos de impostos. Já passa da hora de eles resolverem esse grave problema fiscal para respeitar o dinheiro público, que é do cidadão e das empresas. Doorgal Andrada (Vereador em BH)

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Redução no número de casamentos Padre Fábio se diz assustado com o número de casamentos realizados em 2017

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No ano passado fiquei profundamente assutado. Quando cheguei em Barroso, há 30 anos, realizávamos cerca de 100 a 120 casamentos por ano. No ano passado foram 18 casamentos”, declarou, no Sermão do Descendimento da Cruz, o Pároco e Padre de Barroso Fábio José Damasceno. Foi ele quem realizou o Sermão da Sexta-Feira da Paixão na cidade vizinha de Dores de Campos. O Sermão de Barroso ficou a cargo do Padre Paulo, de Dores. Será por quê? É a pergunta que o Padre fez na cidade vizinha. Segundo ele, ninguém vai perder tempo mais de casar com ninguém porque já se vive como marido e mulher no tempo de namoro. “O homem já tem tudo que ele gostaria de ter e a mulher já tem tudo o que gostaria de ter”, diz fazendo alusão aos jovens casais que ficam casados por pouco tempo. “Daqui a pouco nós não teremos mais jubileu de prata e nem jubileu de ouro de vida de casados”, declara durante o Sermão que durou cerca de duas horas e reuniu uma multidão nas ruas de Dores de Campos. Ele também chegou a abordar temas como as crianças e os celulares, drogas e juventude e traição via internet. Para assistir a alguns momentos do Sermão acesse o código abaixo:

Barrosenses faturam Prêmio Casamentos Awards 2018

Ana Tavares e sua equipe

Cobertura fotográfica realizada pela empresa Leandro Fotografias em Barroso

CARTÓRIO Assim como na igreja, o número de casamentos também teve redução considerável nos cartórios. Segundo dados da Escrevente Gláucia Alessandra Vargas, do Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, em 1988, ano que Padre Fábio chegou a Barroso, aconteceram 142 casamentos no ano, como comprovam as folhas. Cerca de 30 anos depois, em 2017, foram 85 casamentos realizados no Cartório. Civil 71 e Civil e religioso 14. Uma redução em torno de 40% nos matrimônios na cidade. “Temos que levar em conta também que ano passado não tivemos o Casamento Comunitário, o que faz com que haja a redução”, explica Gláucia que ressalta que a situação financeira também é fator prepoderante para a diminuição. FINANCEIRAMENTE Olhando para o lado financeiro dos casamentos, ou seja, as empresas que vivem

Casal Natalino. Foto: Arquivo Pessoal

também dos matrimônios, os números também caíram nos últimos anos. Para o fotógrafo e empresário barrosense Leandro Cerqueira, da empresa barrosense Leandro Fotografias, os números já foram melhores. “Sempre que questionamos os clientes, eles alegam que precisam fazer um bom planejamento para casar. Daí acredito que essa redução tem muito a ver também com a questão financeira e essa crise existente hoje”, diz Leandro que em 2015 cobriu 53 casamentos, em 2016, 45 e no ano passado apenas 29. Isso levando em conta a co-

bertura de cidades vizinhas como São João del-Rei, Barbacena e Dores de Campos, por exemplo. “Vamos torcer para que este ano e os próximos possam melhorar novamente”, diz. BODAS DE DIAMANTE Na contramão destes números, seja na igreja ou no cartório, e reforçando a união entre homem e mulher, está o casal Natalino, como é carinhosamente conhecido em Barroso. No dia 6 de outubro de 2018, Natalino Noé e Maria Eugênia vão comemorar

63 anos de casados. Moradores do Bairro Santa Maria, eles casaram em Tiradentes, na igreja de Santo Antônio, em 1956 e estão juntos até hoje. E qual o segredo para manter-se tanto tempo casados? Para Natalino é simples, basta ter muita paciência e amor. “É ter paciência e levar a vida com muito amor. Este é o segredo”, revela Natalino que tem seis filhos, doze netos e dois bisnetos e já completou a tradicional e conhecida Bodas de Diamante, cada vez mais rara nos dias atuais.

As empresas Leandro Fotografias e Ana Tavares Assessoria e Cerimonial, ambos de Barroso, faturaram um importante prêmio no setor de casamentos. O resultado saiu na tarde desta quarta-feira (21) e os barrosenses Leandro Cerqueira, na categoria Fotografia e vídeo, e Ana Tavares, na categoria Wedding Planner, fizeram agradecimentos públicos nas redes sociais. O grupo WeddingWire concede tais prêmios por excelência de serviço oferecido por empresas do setor nupcial do Brasil. O prêmio é hoje um símbolo de qualidade e referência para os casais que buscam fornecedores para organizar seu grande dia. O resultado é baseado nas contratações, informações e opiniões através do casamentos.com.br, líder global no setor nupcial, registradas no portal. O prêmio é concedido a 5% das 48 mil empresas de casamentos.com.br que conseguiram o maior número de opiniões e avaliações em cada categoria, levando também em consideração sua continuidade e qualidade do “Gratidão a serviço oferecido. Deus pelo dom “Gratidão a Deus pelo dom concediconcedido, do, gratidão aos meus gratidão aos clientes pela confiança meus clientes de sempre. Muito obrigada!!!”, diz Ana, que pela confiança não é natural de Barroso, de sempre. mas já se considera uma barrosense. Já LeanObrigada!!!” dro também agradeceu aos clientes e amigos e comemorou o título muito cobiçado no setor. Os Casamentos Awards estão divididos em 17 categorias: Recepção, Buffet, Fotografia e vídeo, Música, Carro de casamento, Convites de casamento, Lembranças de casamento, Flores e Decoração, Animação, Wedding Planner, Bolo de casamento, Noiva e acessórios, Noivo e acessórios, Beleza e saúde, Joalheria, Lua de Mel, entre outros. A Wedding Planner SL., operadora de casamentos.com.br e parte do grupo WeddingWire, foi criada para ajudar noivos e noivas a organizar seu grande dia. Sua presença internacional criou uma comunidade nupcial e o maior mercado virtual de casamentos na Internet a nível mundial. Dispõe de uma base de dados com mais de 400 mil profissionais do setor de casamentos e oferece ferramentas para que os casais organizem sua lista de convidados, administrem seu orçamento, encontrem seus fornecedores, entre outros serviços.

Equipe Leandro Fofografias

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Edição 184 Abril by Bruno - Issuu