TODO MÊS!
Ano 2 - Número 28 - Sábado, 04 de Julho 2015 - Dores de Campos/MG - Distribuição Gratuita
Nilma Helena Marques
Tragédia
Mais um dorense perde a vida na BR Inácio Trindade da Silva, 74, conhecido como Inácio Tiago, foi mais uma vítima das estradas. No dia 19 de junho ele se envolveu em um acidente na BR 265, entre Barroso e São João del-Rei, ficou gravemente ferido e cerca de uma semana depois, no dia 26 de junho, perdeu a vida depois de duas paradas cardíacas e uma embolia pulmonar no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa de São João del-Rei. Página 3
A Fé arrasta multidões
Dadá e sua coleção inusitada
Existem diversos tipos de coleções: pequenas, grandes, simples e bizarras, mas na cidade, algo diferente começou a ser colecionado pelo dorense Odair Esteves. Pág 5.
A imagem de Nossa Senhora Aparecida terminou sua peregrinação pelas 40 Paróquias da Diocese de São João del-Rei no dia 26. A imagem está percorrendo o Brasil desde 2014 em preparação para o jubileu dos 300 anos de encontro da imagem que será celebrado em outubro de 2017. Página 5
Dores é campeão no juvenil O juvenil de Dores de Campos é o grande orgulho da cidade. Os meninos da categoria vencePágina 6 ram o Regional de Base de Futebol de Santa Cruz de Minas, no domingo (28).
Dores EM DIA
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Editorial
Se a imprensa procura sempre uma excelente que o mais interessante são as músicas de Michael Jackson ou os feitos da Princesa Diana. Só que, em meio a pauta que gere grande audiência, desta vez encontrou. A morte do cantor Cristiano Araújo chocou o país e getantas discussões, com a grande mídia pautando diverrou todas as repercussões que se poderia imaginar, tensos assuntos sobre heróis e vilões, talvez tenhamos nos do como em toda boa história: heróis e vilões. O lado esquecido de outro tema: as imprudências nas rodovias negro da vez ficou por conta do jornalista Zeca Camargo do país que deixam todos os dias vítimas nas estradas. Nesse contexto, Cristiano Araújo e que, da noite para o dia, ou melhor, do dia para a noite, com sua crônica sua namorada, Allana Morais, eram “Chegando um pouco mais apenas mais dois nas estatísticas das 10h, na Globo News, se tornou perto de nós, desta vez, o maior vilão do país. de mortes nas estradas, que todos Também pudera, o jornalisos anos aumentam. Chegando um um dorense também está pouco mais perto de nós, desta vez, ta mexeu com o sentimento de coentre as vítimas de 2015” moção de milhares brasileiros que um dorense também está entre as talvez nem conhecessem o cantor, vítimas de 2015 e, se nada for feimas que, em uma corrente de solito para controlar tais imprudências, será também apenas mais um a completar os números dariedade, foram despertados pelo sentimento de comdas estradas brasileiras. Como na história do cantor, na paixão. Acredito que ele não seja nem herói, nem vilão, mas foi apenas infeliz por questionar o sentimento das cidade também houve comoção, que, por imprudência de alguns, despertou também o sentimento de comoção pessoas e por achar que o bom é o que ele admira, esquecendo-se de que nem todos são obrigados a achar que futuramente se tornará apenas saudade.
webrádio Acesse o site e ouça! www.barrosoemdia.com.br
Cabeça
Papo
Papo bom é papo cabeça
por João Bosco de Melo
O buraco é mais embaixo ”Um assassino muito perigoso se encontra foragido!!! Ao ouvir tal notícia da vizinha, Marilda entra em casa assustada, pois seu marido estava viajando e ela se encontrava sozinha com a sua filhinha de apenas 01 ano. Porém, ao entrar no quarto, ela observa, através do espelho, dois olhos assustados e cruéis debaixo de sua cama. Disfarçando o susto sentido, vai até a cama e belisca sua filha que de imediato começa a chorar. Então ela se faz de preocupada como se a mesma estivesse com algum problema de saúde. Vai até o telefone e liga para a polícia, porém disfarça como se fosse para o farmacêutico. Em menos de 10 minutos policiais entram sorrateiramente na casa e prende o terrível assassino impedindo que ele fizesse mais duas vítimas”. Essa história, como outras tantas estórias, era contada nas noites, quando minha família se encontrava reunida. Sempre se observava, no contexto delas, terror e violência, porém havia uma didática implícita que ensinava que toda transgressão era punida, que para tudo havia um limite que não podia ser ultrapassado. Nessa época se observava o que era certo, o que era errado e não se tinha dúvida a esse respeito! Nas brincadeiras diárias nos era permitido brincar de faroeste, munidos de revólveres de espoletas, “Ringo”, espadas, arcos e flechas confeccionados de barbatanas de guarda-chuvas velho e metralhadoras na intenção de massacrar os bandidos que ameaçavam a tranquilidade de nosso país fictício. Sempre lutávamos para que a paz fosse estabelecida. Também, nos era permitido ter arma branca, de verdade, todos os meus colegas tinham, tanto que certa vez ganhei do meu irmão Vade (Ivaldo) um canivete contendo uma estampa de Nossa Senhora Aparecida, numa manifestação que tal presente não continha a violência. Quando brigávamos, e as brigas eram muito constantes, nunca tal arma era sacada. Sabíamos que, se tal coisa acontecesse, seríamos punidos pelos nossos pais. Para tanto éramos monitorados o tempo todo pelas nossas mães, uma vez que nossos pais estavam trabalhando. Atualmente se forjam discursos de que o índice da violência começou a crescer devido à prática de brincadeiras com esses artefatos. Porém, afirmo que toda a minha infância eu manuseei esses brinquedos e nem em pensamento me tornei um bandido. Acredito que a delinquência começou e começa quando os pais não têm tempo para os seus filhos e não têm tempo para contar estórias. A maioria das crianças nunca ouviu falar de Chapeuzinho Vermelho, que, se bem observada, é uma estória bastante violenta, porém carrega em si a mensagem de que o mal nunca vence o bem. Para tanto a Vice-presidente da Childwatch International Research Network, Irene Rizzini, asseverou que: ““A arma de brinquedo e estórias, por si só, não estimulam um comportamento agressivo numa criança. É preciso um conjunto de fatores. Se a criança tiver elos fortes com adultos, que realmente se importam com ela, tais elementos, não provocarão atitudes violentas dela perante a vida”. Consoante ao discurso de Irene, podemos observar que a banalização da violência é provocada pela falta de atenção dos pais, com seus filhos. Mas, infelizmente, os políticos desinformados e sem retidão de caráter, para julgar, vendem a ilusão que a panaceia para tal problema será a Redução da Maioridade Penal. Eles esquecem que ninguém nasce bandido, que a culpada para tal é a discrepância da distribuição de renda. Para que uma casa tenha solidez, se faz necessário que sua construção comece pela base e não pelo teto. Quanto à punição, essa sim, tem que obedecer ao rigor da lei, independente da faixa etária, porém com acompanhamento adequado e separado. O escritor russo Fiódor Dostoiévski, que todos deveriam ler, disse:__”Se queres conhecer o desenvolvimento social de um país, basta tão somente observar sua população carcerária”. Para tanto não será uma lei, totalmente equivocada, pelo ponto de vista social, que irá resolver o problema da violência no Brasil.
POSTOS DE DISTRIBUIÇÃO CENTRO
Ao som de Jazz Ao som de um bom Jazz, a cidade de Tiradentes ficou pequena para os dorenses Geraldo, Alessandra, Moema, Rafael, Lílian, Caetano e Mayara. A turma foi prestigiar o XXIII Tiradentes Bike Fest 2015, um dos maiores encontros de motociclistas do país. Mande você também sua foto para a Sessão Flash no e-mail:
doresemdia@yahoo.com.br
Mercearia do Ciro Mercearia Nossa Senhora das Dores Padaria Irmãs Cerqueira Supermercado Dorense Lanchonete do César Mercearia Esteves Bazar Vander Restaurante Moreira Restaurante Avenida Locadora do Davi Mercearia Datagi Auto Posto Dores de Campos
FREITAS Mercearia do Zé Pedro CATETE Mercearia do Gilmar ALTO DA CAIXA D’AGUA Mercearia do Belinho CAVEIRA Bar do Zé Maria PALOMA Mercearia do Geraldão
EXPEDIENTE Editor Chefe/Jornalista: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 (Mil) Repórter: Raquel Lopes Estagiário - Tailerson Olímpio (UFSJ) / Diagramação - Rafael Pinto Colaboradores: João Bosco de Melo/Jane Arruda de Freitas E-mail: doresemdia@yahoo.com.br - Telefone: (32) 3351-2896 Rua Maria José de Melo, 13. Centro - Barroso - MG. CEP. 36.212.000
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Acidente na BR265 deixa mais uma vítima Dorense que estava internado não resistiu e faleceu na última semana Bruno Ferreira Repórter
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nácio Trindade da Silva, 74, conhecido como Inácio Tiago, é mais uma vítima das estradas. No dia 19 de junho ele se envolveu em um acidente na BR 265, entre Barroso e São João del-Rei, ficou gravemente ferido e cerca de uma semana depois, no dia 26 de junho, perdeu a vida depois de duas paradas cardíacas e uma embolia pulmonar no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa de São João del-Rei.
19 de junho
Corsa Sedan atingiu o Crossfox
De acordo com as informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o Crossfox preto, com placa de Dores de Campos, que vinha sentido Barroso, colidiu com um Corsa Sedan, prata, com placa de Tiradentes, que seguia no sentido contrário, próximo ao Ribeirão do Elvas. O motorista do Corsa é inabilitado. De acordo com um leitor do jornal, que ajudou no socorro às vítimas, os
dois veículos bateram de frente. “Foi tudo muito forte e rápido. Fiquei segurando o celular para iluminar e ajudar no trabalho de resgate, mas infelizmente a situação do motorista do Crossfox parecia muito grave”, disse o leitor ao site Barroso EM DIA, minutos depois que a tragédia aconteceu. O dorense Inácio Tiago deixou a ex-esposa, dois filhos e netos. Inácio Trindade da Silva, 74
Ônibus tomba entre Dores e Barroso Uma das vítimas continua internada no Hospital Regional de Barbacena Raquel Lopes Repórter
Outro acidente no mês de junho que deixou a cidade em alerta, aconteceu com um ônibus da viação Transur, que seguia de Dores de Campos para Barbacena e que tombou entre Dores e Barroso. O acidente aconteceu na altura do km 9, na AMG 0440, perto da ponte localizada sobre o rio Loures, que liga as duas cidades. O ônibus saiu de Dores por volta das 6h da manhã e o motorista teria passado mal ao volante. No veículo haviam 22 pessoas que foram encaminhadas para a Policlínica Municipal de Dores de Campos e para o Hospital
Ônibus seguia de Dores para Barbacena
Macedo Couto, em Barroso. Destas vítimas, apenas um casal de idosos sofreu ferimentos considerados mais graves e foram transferidos para o Hospital Regional de Barbacena. De
acordo com familiares, José Carlos Ferreira sofreu uma fraturas e passou por cirurgias, mas já se encontra em casa. Já sua esposa, Terezinha de Freitas Ferreira, continua internada, mas foi trans-
ferida para o CTI do Hospital Ibiapaba. A vítima sofreu uma fratura na costela, mas até o fechamento desta matéria (02 de julho) não tinha novidades sobre o estado de saúde.
Dores EM DIA
Do fundo do baú N
os anos 70, chamava-me atenção um casal que vinha passar férias em Dores de Campos, destacavam-se pela alegria, carisma, beleza, elegância e um vigor diferente. Arly Ramalho, dorense contemporânea e vizinha de minha mãe, no tempo em que eram mais jovens, sempre contava histórias sobre a infância e as brincadeiras com a conterrânea. Mas e aquele homem com quem tinha se casado? Eu não sabia nada sobre ele. Não cheguei sequer a conversar com ele, mas percebia a maneira descontraída com que tratava as pessoas. Anos mais tarde, Arly foi professora de meus filhos e pude ter contato com ela. Tinha domínio sobre os conteúdos ensinados e também sobre os alunos. Porém, Wadyr ficou enfermo e não pude conversar com
Da esquerda para a direita: Conceição Lopes, Heloísa Ramalho e os noivos Arli e Wadyr. No fundo: Jorge Lopes e José Ramalho. As outras pessoas são familiares do noivo. Bodas de Ouro, fiquei encantada. Dessa forma, intimei a Sra. Arly a escrever a história do casal e pude perceber também o quão bela era a convivência deles e a guerreira que a Sra. Arly se tornou. Ela gentilmente aceitou a proposta de escrever a história e ceder as fotos para ilustrar a coluna “Fundo do Baú”. Segue sua história:
A jovem Arly Ramalho pronta para uma jornada que nunca teria imaginado. ele. Só ouvia as histórias que contavam sobre ele. Comecei a observá-lo e percebi que, apesar da enfermidade, ele permanecia com os mesmos valores citados acima sem deixar se abater. Sempre que passava perto de sua casa, acenava e sorria para mim. Um exemplo de vida. Q u a n d o vi as fotos do casamento dos dois e a comemoração das
“Anos 60, ‘Anos Dourados’, que tanto marcaram a juventude da época, todos eram felizes e curtiam maravilhosamente a vida, sem prejuízos e perigos para a juventude e para as famílias. Foi assim que no mês de dezembro de 1962, minha amiga, Lulude da Macola e o amigo Altaneide se casaram. Entre tantos colegas militares que partici-
Wadyr em ação na floresta Amazônica.
param da festa, estava aquele que mais tarde seria o meu esposo Wadir. No primeiro encontro nos conhecemos e, dois anos depois, nos encontramos na festa em homenagem aos oficiais do 11º Batalhão do Exército de São João del-Rei, na cidade de Dores de Campos. Eu discursava para recebê-los. Foi em frente à Cabana do José Maria Possas, por sinal muito famosa naquela época onde hoje temos a casa da Leleca. Quando desci do palanque, lá estava Wadyr. O interessante é que a noite terminaria com um baile já programado que prometia muito. Do segundo encontro ao casamento, foram poucos meses. No dia do noivado veio um colega participar do evento e ficou conhecendo minha prima e amiga Sãozita, era o Carvalho. Três amigas se casaram com três militares e foram morar no Rio de Janeiro. Meu casamento foi o primeiro com acompanhamento de carros. Foi lindo! No Rio de Janeiro, residimos por um período de oito anos. Nossos filhos Luciano e Lylian Waléria são cariocas de nascimento. A época era tranquila, porque podíamos passear muito, sem nenhum perigo. Época da Ditadura Militar, que, embora tenha trazido prejuízo para muitos, não posso dizer que foi ruim. Tudo corria certinho pois não haviam sequestros, greves, tantos assaltos como hoje. Podíamos pegar a estrada Rio-Teresópolis e Petrópolis sem qualquer problema. Todo primeiro de maio mudava o salário e não havia inflação como hoje. Em 1973, o Wadyr foi transferido para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para prestar serviço à 1ª Divisão de levantamento do exército. A
princípio seus serviços se expandiram pelas fronteiras do sul do Brasil e também pelos estados de Mato Grosso, Pará, Roraima, Amapá, Acre, Rondônia. Após seis anos morando em Porto Alegre, chegou uma transferência para o Amazonas. Fixamos residência em Manaus e assim achava que ficaríamos pertinho um do outro. Mas a Selva Amazônica é muito grande e todos os lugares são muito longe, ou se usava o ar (aviões e helicópteros), ou a água dos rios para locomoção. Foi na selva que Wadyr teve grandes feitos e sobreviveu a cobras imensas, às grandes onças que rondavam o acampamento, aos escorpiões negros e aranhas enormes e ainda à queda do helicóptero em viajava. Foi refém de uma tribo indígena, eram sempre seguidos por eles. Depois de alguns dias, ao dar remédio para dor de dente a uma indígena que chorava muito, conquistou a confiança da tribo e assim tornaram-se amigos. Wadyr foi presenteado com uma linda rede tecida pelos indígenas e um deles chamado pelos militares de Manoel, quis acompanhá-los pela selva e se tornaram tão amigos que não queria mais ficar com sua tribo, querendo ir para a civilização acompanhando Wadyr, porém isso não aconteceu. O tempo foi passando e, com as andanças de meses e meses, ficávamos muito tempo longe um do outro e eu como sempre me virava para sobreviver longe dos familiares, criando meus filhos com a proteção de Deus...”
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Bodas de Ouro – Parte I
No primeiro plano: Aurette, irmã da noiva e Jaçanã. Em segundo plano: Arli, conduzida por seu pai.
Da esquerda para direita: a criança Jaçanã, Sãozita e Carvalho, José Ramalho, pai de Arly, e D. Heloísa, sua mãe de coração.
Os pajens da esquerda para a direita: Dida, Tiel e Sílvia Helena. No fundo: Eloisinho e Jaçanã.
Por... Jane Arruda de Freitas
Acampamento na floresta Amazônica.
Atua como professora de artes e gestora pedagógica no Centro Educacional Wanderley Arruda. Graduada em Pedagogia, tem especialização em “Arte e Educação” e “Práticas de Letramento e Alfabetização”, cursando “Artes Aplicadas com ênfase em cerâmica”, na UFSJ.
Dores EM DIA
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Imagem gera comoção entre dorenses
Festa Nossa Senhora do Livramento atrai milhares de pessoas na cidade
A cidade viveu dois dias de festa com a imagem de Nossa Senhora Aparecida
Cerca de 15 mil pessoas compareceram apenas no último dia da tradicional festa
Raquel Lopes Repórter
A
imagem de Nossa Senhora Aparecida terminou sua peregrinação pelas 40 Paróquias da Diocese de São João del-Rei no dia 26. A imagem está percorrendo o Brasil desde 2014 em preparação para o jubileu dos 300 anos de encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, que será celebrado em outubro de 2017. Em Dores de Campos a imagem chegou no dia 4 de maio, dia em que se comemora o principal dia da Igreja Católica, o Corpus Christi. A imagem, que saiu da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Barroso, foi recebida das mãos do padre João Rodrigues de Paula pelo Padre Paulo Marcelo Daher Gomes Filho e pelo Prefeito Antônio Américo Ramalho, chegando à Igreja Matriz de Nossa
Senhora das Dores, após uma carreata que passou por 13 ruas da cidade e reuniu, segundo a Polícia Militar, cerca de 1 mil veículos. “Até eu fiquei assustado com tanta demonstração de fé, amor e carinho das pessoas. Para mim foi muito emocionante, mais ainda quando cheguei a Dores, andei com a imagem e vi os fiéis aplaudindo a Virgem Maria. Foi muito gratificante”, afirma o Padre Paulo. Uma extensa programação ocorreu durante os dois dias em que a imagem permaneceu na paróquia. Na quinta-feira (4), foi realizada a celebração da primeira comunhão que reuniu cerca de 150 crianças da comunidade. À tarde, houve a procissão de Corpus Christi e, logo em seguida, a missa campal que se encerrou com a coroação à imagem por alguns representantes do Terço dos Homens. Já na sexta-feira (5), a imagem passou pela
A festa de Nossa Senhora do Livramento ocorreu no último final de semana, do dia 26 a 28 de junho, reunindo, segundo a Polícia Militar, cerca de 15 mil pessoas de toda a região. No entanto, a festa começou uma semana antes, no dia 21 de junho. Os fiéis saíram de Dores de Campos e Pra-
dos em caminhada, chegando ao Livramento, onde foi celebrada uma missa campal pelo Pe. Paulo Marcelo Daher Gomes Filho, da Paróquia de Nossa Senhora das Dores , e por Dirceu de Oliveira Medeiros, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, reunindo cerca de duas mil pessoas.
Visita da imagem
Escola Estadual Duque de Caxias e também pela Policlínica Municipal. Em seguida, a imagem ficou na Matriz para visitação de movimentos, pastorais e comunidade. À noite, ocorreu a missa de encerramento da visita e a coroação feita pelos jovens. A despedida da imagem acoteceu no sábado (6), deixando lembraças à população dorense. “É difícil descrever o que aconteceu. Foi emocionante. O clima
da cidade ficou diferente”, afirma o estudante Huncas Harrison. Quem também se emocionou com a visita da imagem foi a pedagoga, Nicéia Araújo. “Ela vai olhar para todos nós e em particular para a cidade de Dores de Campos”, conclui. A imagem, que desde o dia 29 de abril começou sua peregrinação pela Diocese de São João del-Rei, seguiu seu trajeto para a cidade de Prados.
Uma coleção bem diferente
Caminhada da Fé
Foto: Raquel Lopes
Dorense coleciona santinhos e os expõe em seu bar O Portal Dores de Campos chamou a atenção para uma coleção inusitada em Dores. A redação do Jornal Dores EM DIA curiosa com a notícia foi atrás para saber melhor como ela funciona. Existem diversos tipos de coleções: pequenas, grandes, simples e bizarras, mas na cidade, algo diferente começou a ser colecionado pelo dorense Odair Esteves de Melo, conhecido como Dadá. Em seu bar, santinhos e fotos de pessoas mortas, de toda a região, divididos em cinco quadros, enfeitam as paredes do estabelecimento, no Bairro do Complexo. Com 33 anos de atividade no bar e três de coleção, cerca de 150 santinhos preenchem o espaço, mas quem deu as boas vindas ao quadro foi seu pai Diolico Esteves de Melo que faleceu há oito anos. Da co-
dos pelas pessoas são lembrados por Dadá, e como são lembrados. Uma vez por mês ele pede pela intenção de cada alma na celebração de 8h do domingo, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. Hoje ele conta também com a ajuda da população que envia santinhos para sua coleção, recebendo em média três por mês. ESTRANHO OU NÃO? Coleção Inusitada
leção ninguém escapa, tem prefeito, vereador, cantor e diversos outros segmentos da sociedade que, como brinca Dadá, também conta com todos os tipos de mortes e até mesmo gerações, como mãe e filho. “Queria lembrar da turma que já se foi. É uma recordação dos amigos”, diz o proprietário do bar que
não possui medo dos mortos. “Eu tenho medo é dos vivos. A única coisa que já me assustou foi quando chegaram santinhos aqui de pessoas que eu não sabia que tinham morrido”, afirma Dadá que também quer o seu santinho exposto no bar, caso seus sete filhos deem continuidade ao negócio. Os santinhos que são esqueci-
A coleção diverge a opinião dos clientes. Segundo Valmir, é estranho frequentar o bar e ficar olhando para quem já morreu. “Acho estranho, mas acostumei”, comenta. Já Edson Teixeira gosta da ideia. “Acho muito bonito. Tem várias pessoas da minha família que eu gosto de relembrar”, afirma o cliente que, um dia, também quer seu santinho no quadro do bar.
Informamos que a Banca Examinadora do DETRAN estará em Dores de Campos no dia 29/07, para aplicar exame de direção nas categorias B e D (Carro e Ônibus).
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Dores fatura o Regional Equipe de Dores faturou o título no juvenil Bruno Ferreira Repórter
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juvenil de Dores de Campos é o grande orgulho da cidade. Os meninos da categoria venceram o Regional de Base de Futebol de Santa Cruz de Minas, no domingo (28). A equipe, formada por jogadores do Sete de Setembro, bateu Coroas nos pênaltis, 2x1, na cidade sede do campeonato. No tempo nor-
mal, a partida ficou empatada em 0x0. Para chegar à decisão, os dorenses enfrentaram São Tiago nas semifinais. Os dois jogos ficaram 2x1. Como jogavam por dois resultados iguais, conseguiram passar para a decisão. No total foram cerca de 600 atletas disputando 4 categorias no Regional: pré-mirim, mirim, infantil e juvenil. O artilheiro da categoria juvenil foi Daniel e o melhor goleiro, Eduardo, ambos da equipe de Dores.
Dores de Campos venceu Coroas
Bicampeão Limeira fatura o Bicampeonato do Reginal de Prados O time Limeira, de Dores de Campos, é bicampeão do Regional de Prados. No dia 7 de junho, o time venceu o Fluminense, de Pinheiro Chagas, pelo placar de 1 a 0, em Prados. Este é o quinto título
da equipe que já conquistou o Campeonato do Banquinho, Copa Sete de Setembro e Copa Dorense e foi duas vezes campeão do Campeonato Regional de Prados.
Nilma Helena Marques da Silva Existem três tipos de pessoas: as que preferem o anonimato, as que querem ser notadas de qualquer forma e as que, querendo ou não, são consequentemente notadas pelo trabalho que realizam. Neste último caso se enquadra a dorense Nilma Helena Marques Silva, 66 anos, mulher que exerce múltiplas tarefas na sociedade, sendo muito conhecida pela população de Dores de Campos. Nascida em 1949, Nilma começou a trabalhar e a executar diversos projetos em 1970, após formar o ensino médio. Começou atuando profissionalmente como professora. A dorense passou pela Escola Municipal Randolfo Teixeira e pela Escola Estadual Duque de Caxias, se aposentando em 1994. Mas quando o assunto é educação, o tema ganha destaque pela educadora que se incomoda em ver como os alunos estão desinteressandos e se formam sem base, mesmo tendo muitas oportunidades e facilidades, ao contrário de antigamente quando as pessoas tinham dificuldades, mas tinham convicção do que queriam. Mas voltando à personagem principal, depois que largou a escola, você acha que ela parou de trabalhar? A resposta é não. Desde 2006 ela é representante dos negócios deixados pelo pai, José Marques de Melo Filho, e está diretamente envolvida com as festividades do município. A dorense é a responsável por manter viva a coroação de Maria, no mês de maio, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, por organizar um coro na igreja quando não há um coral nos dias da semana, por cantar na orquestra de Nossa Senhora das Dores na Semana Santa e Corpus Christi e por organizar, quando são realizados, desfiles de carnaval, teatro para o dia das mães nas escolas, festa junina, e os desfiles de Sete de Setembro de quatro escolas do município. Mesmo com tantos compromissos, a viúva de José Aloísio da Silva arruma tempo para se dedicar aos filhos: Vanessa Françoise Marques Silva e Bruno Rainyer Marques Silva e aos momentos de lazer regados a músicas de Roberto Carlos, e a leituras, tendo como um dos autores preferidos: Stieg Larsson. Assim são os dias de Nilma, mulher dinâmica, ativa na sociedade e que a faz a diferença na história dorense.
Nilma e seus filhos