TODO MÊS!
Ano 2 - Número 25 - Sábado, 11 de Abril 2015 - Dores de Campos/MG - Distribuição Gratuita
Nosso muito obrigado ao povo dorense!
João Batista Ribeiro
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Forças políticas rompem acordo e 2016 pode ter outro rumo
Uma nova cara
A história dos cinco quiosques de alvenaria na Praça Prefeito Ildefonso Silva chegou ao fim. Os pontos foram desmanchados, no mês de março, por decisão da Prefeitura Municipal de Dores de Campos. Segundo o Prefeito Toninho do Ninico (DEM), a decisão de demolir foi a melhor encontrada pelo executivo. Página 3.
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“Nasci de novo”
O funcionário da Prefeitura Municipal de Dores de Campos, José Marques de Melo, 58, conhecido popularmente como “Capa Bode”, ficou soterrado por cerca de 3 horas, nas proximidades da Rua Francisco Cardoso de Melo, no dia 27 de março. Página 6.
Padre Paulo fala sobre Campanha da Fraternidade Em entrevista, pároco declara ao jornal Dores EM DIA a importância da Campanha na vida dos cristãos.
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Dores EM DIA
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Editorial
Há dois anos, precisamente em abril, surgia o jornal Dores EM DIA, criado com o intuito de aumentar a comunicação dorense. O jornal foi aos poucos ganhando espaço e credibilidade entre os inúmeros leitores. Este fato pode ser comprovado inúmeras vezes pela equipe quando o jornal chega em seu ponto de coleta e as pessoas já estão à sua espera. O fato também pode ser notado ao longo de diversos depoimentos colhidos para a edição de comemoração, como o da professora Cláudia Fátima que nos contou sobre a expectativa de todo mês esperar o periódico para saber o que vem de novidade. Situações como essas nos impulsionam a querermos sempre crescer, uma vez que sabemos que a realização de tudo o que vem sendo feito está sendo reconhecida, mesmo que a era do impresso passe por momentos de grandes discussões. Ter um jornal impresso é ter mais uma forma de comunicação e, consequentemente, uma cidade mais rica, pois aqueles que possuem informação possuem mais conhecimento e senso crítico que resulta em querer pensar na mudança, principalmente, social. Uma das vantagens do jornal impresso é que ele proporciona uma sensação de encerramento. Um jornal tem início e fim, é palpável e consegue ser carregado para qualquer lugar, como relata de um dos nossos leitores, o Chiquinho, que sempre leva consigo o jornal para as viagens em São Paulo. Outra vantagem diz respeito aos anunciantes. Quem quer anunciar um produto ou um serviço sabe que a sua marca estará eternizada no papel, passando por inúmeros lugares e pessoas diferentes. O jornal impresso possui ainda o seu charme, a sensação de informação segura e honesta, naquilo que podemos apalpar. Uma única edição pode ser lida por várias pessoas. Sendo assim, o jornal impresso não fica para trás, mesmo com a era da internet e a velocidade na informação proporcionada por ela. O jornal impresso, ou melhor, o jornal Dores EM DIA tem seu espaço e continuará reinando, ajudando a disseminar informação para as pessoas, que talvez tenham somente este veículo como forma de praticar uma leitura.
Depoimentos Comemorativos - 2 anos “Parabéns à equipe do Dores EM DIA por fazer realçar de maneira correta o cotidiano de nossa cidade, de nossos concidadãos! Me sinto lisonjeado por poder contribuir, um pouquinho, nessa empreitada!”
“O jornal Dores EM DIA, sem dúvida alguma, mudou a visão dos dorenses em relação à transmissão de notícias. Com matérias de linguagem simples e direta, ele conseguiu atingir todo tipo de leitor”. João Bosco De Melo (Colunista)
Juma Malta (Esteticista)
Nunca me passou pela cabeça, a ideia de ser colunista de um jornal, quando Raquel me fez o convite para escrever sobre a história de Dores de Campos, para a primeira edição do jornal “Dores em Dia” foi um imenso prazer. Porém pensei que seria só na primeira edição, e assim já se passaram dois anos de textos Jane Arruda De Freitas mensais sobre histórias do povo dorense para o “Fundo do Baú”. (Colunista)
Chiquinho (Empresário)
“O jornal é sempre bem-vindo. Ele ajuda bem a cidade já que é no papel e ainda pode ser levado para os lugares. Quando representei a cidade, deu muita repercussão, tive até que pegar mais exemplares. O jornal só tem a dar mais certo. Quando tem algum acontecimento, o pessoal já fica esperando para pegar.”
“Eu gosto muito do jornal Dores EM DIA. Além de comentar os fatos do cotidiano, ele também é um resgate da nossa história. Muitos ficam na expectativa do que vai ter no jornal do mês, qual vai ser a “Cara de Dores”. Na minha casa todos leem o jornal. É uma disputa para lê-lo. O jornal é uma forma de enriquecimento, talvez é a única coisa que muitos dorenses leem. Cláudia Fátima Da Silva Pinto (Professora de História e Geografia)
Cabeça
Papo
Papo bom é papo cabeça
por João Bosco de Melo
Vida Quando estudava no Colégio Comercial Nossa Senhora das Dores, era muito comum, aos alunos, interpretar os textos de Malba Tahan nas aulas de português ministradas pela professora Maria da Glória, que de maneira inteligente, realçava as belas mensagens contidas nos mesmos. Certa vez narrou quando da estada do mesmo em Dores de Campos para prefaciar a obra “Na Terra da Figueira Encantada”, de José Lopes Pereira, do encontro que ele teve com diversos professores para uma breve conversa quando alguém o perguntou:__Sr. Malba Tahan, o que é a vida para o senhor? __Ao que ele respondeu:__A vida é um atacomanto aricomato hiperbolicamente repleto de eucaticismo hiperbástico. Claro que ninguém entendeu, pois a vida é uma incógnita que pretende ser desvendada, paulatinamente, na vivência plena de cada dia. Existe uma expressão, do poeta latino Horácio: “Carpe diem”, que traduzida significa que temos que viver o hoje, intensamente, sem muita expectativa para o amanhã. Há também no Evangelho de São Mateus um conselho que diz: __A cada dia basta o teu cuidado! Mas tal conselho e expressão não podem ser entendidos como sendo a liberação de se poder fazer tudo o que quiser, como se estivesse vivendo o último dia, sem se importar com as conseqüências que virão, sem se atentar que o excesso das ações praticadas invadirão a vida do outro, de maneira nociva. Nos dois últimos domingos o Fantástico denunciou a prática desse excesso ao entrevistar dois seres abjetos, que se intitularam “Carimbadores”, que de maneira torpe disseminam, inescrupulosamente, o vírus da Aids. Tais seres não têm a menor noção de beleza, de carinho e de respeito, uma vez que vagueiam pe“Para tanto los corredores sombrios de uma subvida amparada pelo devemos celebrar cinismo. Consoante a isso, a cada dia a me parece que o conceito de postura, de ter a capacidade existência da vida de se delimitar ao próprio e expandir esse espaço aceitando sua realipropósito, através dade, perdeu-se. Hoje cada um quer se autodestruir e na dos gestos sequência roubar a vida do concretos” outro, quer seja nos pequenos comentários maldosos ou nas atitudes estúpidas. Constato, com tristeza, que todos esqueceram a máxima de Jesus Cristo: __ Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância. A isso podemos intuir que a cada dia se alarga o abismo entre a fé (a busca de uma vida plena) e a vivência casual que, obedecendo ao critério da escatologia, se morre a cada momento, deixando apenas as consequências daquilo que se praticou. É inaceitável acreditar que se destroem vidas por um Deus alicerçado em interpretações errôneas para alimentar a conveniência de fanáticos, tal qual o praticado pelo Islã, que através de uma fé fundamentalmente equivocada se diz obedecer a ordens do profeta Maomé. A isso o mundo assiste estupefato. Alargando a uma visão plena, temos que respeitar a vida que nasce, fragilmente, através das pequenas gotículas de água, que na formação de riachos seguem alimentando a biodiversidade do nosso planeta que, devido à ganância burra dos homens, começa a se deteriorar, a findar. Na expectativa de viver um futuro, indago se o mundo ainda será tal qual o contextualizado poeticamente no clássico: __What a worderful world, de Louis Armstrong. Para tanto devemos celebrar a cada dia a existência da vida e expandir esse propósito, através dos gestos concretos que se encontram ainda guardados em nós, através dos bons dias que devemos dar, através das mãos que podemos segurar, enfim, através das pequenas atitudes, tão bem observadas pelos alunos do CEWA (Centro Educacional Wanderley Arruda), que de maneira simples convocaram a todos para o exercício diário do servir em obediência ao propósito da Campanha da Fraternidade 2015: __Eu vim para servir.
POSTOS DE DISTRIBUIÇÃO CENTRO
“Não aguenta, bebe leite” E os dorenses estavam em peso na cidade de Barbacena, no evento “Não aguenta, bebe leite”. A festa aconteceu no último sábado (4) e teve a presença dos conterrâneos Isabela Ribeiro,Ianca Meirele, Ana Paula Ladeira Melo, Alysson Tal,Bianca Assunção, Paulo Vitor e Railander Rezende.que curtiram o show de Ludmilla. Mande você também sua foto para a Sessão Flash no e-mail:
doresemdia@yahoo.com.br
Mercearia do Ciro Mercearia Nossa Senhora das Dores Padaria Irmãs Cerqueira Supermercado Dorense Lanchonete do César Mercearia Esteves Bazar Vander Restaurante Moreira Restaurante Avenida Locadora do Davi Mercearia Datagi Auto Posto Dores de Campos
FREITAS Mercearia do Zé Pedro CATETE Mercearia do Gilmar ALTO DA CAIXA D’AGUA Mercearia do Belinho CAVEIRA Bar do Zé Maria PALOMA Mercearia do Geraldão
EXPEDIENTE Editor Chefe/Jornalista: Bruno Ferreira - 11.558/MG CNPJ: 12.772.555/0001-30 (E.I.) - Tiragem: 1.000 (Mil) Estagiárias - Raquel Lopes / Aliny Ramalho / Tailerson Olímpio (UFSJ) Diagramação - Rafael Ferreira Pinto Colaboradores: João Bosco de Melo/Jane Arruda de Freitas E-mail: doresemdia@yahoo.com.br - Telefone: (32) 3351-2896 Rua Maria José de Melo, 13. Centro - Barroso - MG. CEP. 36.212.000
Dores EM DIA
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Ponto Final
Coligação Renovadores chega ao fim. PT e Democratas, partidos que eram coligados na última eleição, se enfrentarão em 2016
Raquel Lopes Repórter
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coligação Renovadores, formada pelos partidos Democratas (DEM), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido da Social Democracia Brasileiro (PSDB), que venceu as eleições de 2012, elegendo o Prefeito Toninho do Ninico (DEM) e o vice-prefeito Itamar Piturrinha (PT), chegou ao fim no mês de março em Dores de Campos. O grande motivo para o rompimento está ligado a um acordo entre PT e DEM. Existe um documento, de maio de 2012, assinado pelo presidente do DEM, José Roberto dos Santos, o Beto, e pelo atual Prefeito Antônio Américo Ramalho, o Toninho do Ninico, que traz detalhes do acordo em que o PT poderia indicar o candidato a Prefeito para as eleições de 2016. A proposta, digitada em documento, visava a concretização de Piturrinha como vice-prefeito em 2012 e mais três secretarias para o PT. Os candidatos também chegaram a declarar em público a possível inversão de chapa para 2016, ou seja, Piturrinha e Toninho. Porém, a mais de um ano para a definição das coligações, os partidos romperam o acordo e PT e DEM não estão mais juntos
para a corrida de 2016. “Eu não gostaria de estar falando sobre o rompimento, mas não partiu do PT, porque não estamos descumprindo nenhum acordo. Isso vem do fato do Democratas estar colocando a reeleição do Toninho a qualquer custo”, comenta o Presidente do PT, Marcos Geovane Celestino Pinto, conhecido como Marquinho. Já o Presidente do DEM, José Roberto dos Santos, declarou que tentou várias outras formas de acordo com o PT, mas não obteve sucesso. Questionado pela reportagem sobre o documento assinado em 2012, Beto afirma que assinou o documento achando que era para manter a coligação. “Da minha parte, não existe nada. O acordo foi promessa do Prefeito Toninho em palanque”, comenta o Presidente que assinou o documento oficial do Democra-
tas e revelou que existe um desgaste entre os partidos por causa das secretarias. “Não colocamos ninguém no lugar, apenas remanejamos funcionários para evitar mais custos devido à folha de pagamento”, comenta. Com o rompimento, o vice-prefeito Itamar Piturrinha (PT), continuará no cargo, mas, segundo Marquinho, as secretarias comandadas pelo partido serão entregues. “O secretário de esportes, Nilton Ribeiro, já pediu a exoneração do cargo e o secretário de assistência social, Pedro Manoel, está terminando alguns projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o programa de construção de 30 casas para depois deixar o cargo”, afirma. Marquinho comenta que o desgaste entre os partidos vem acontecendo desde 2014. No início do governo em 2013, os petistas tinham o comando de
três secretarias: Cultura e Turismo (Secult), Esportes e Lazer e Assistência Social. No entanto, em outubro do ano passado, passaram a integrar apenas duas secretarias, perdendo a Secult. “Havia uma má vontade em torno da secretarias do PT. No Esporte, por exemplo, tudo o que precisava não era arrumado. Já na Secult, a secretária foi tirada do cargo e não substituíram por outra pessoa indicada pelo PT”, comenta. ELEIÇÕES DE 2016 Com o rompimento dos partidos, cada um terá sua indicação para as eleições de 2016. O DEM já trabalha com o nome do Toninho do Ninico para candidato a Prefeito e como vice já possui três nomes fortes: Beto, atual presidente do partido, Miltinho e Alvrinho do Tarola. Já o PT, segundo seus membros, planeja entrar como uma terceira via na cidade. O partido trabalha com o nome de Itamar Piturrinha para Prefeito e o ex-prefeito Afonso Mayrink como vice. Afonso atualmente está sem partido, mas, segundo Marquinho, a intenção é que ele funde o Partido Verde (PV) na cidade para se coligar com o PT. Já o apoio do PSDB está sendo disputado pelos partidos que se romperam.
Prefeitura calça ruas da cidade Ao andar pelas ruas da cidade de Dores de Campos é possível perceber o grande número de buracos existentes. A Prefeitura Municipal de Dores de Campos começou, no mês de março, o calçamento de alguns locais com bloquetes. De início serão oito ruas pavimentadas com recursos próprios do executivo. O prazo estipulado para a realização da obra é de três meses. O calçamento está sendo realizado pela Construtora Pórticos, de Ritápolis. A empresa é a responsável por realizar a obra nas seguintes localidades: Rua Celestino Ferraz, no Centro; três Ruas Projetadas no Bairro Freitas; Rua Maria Sueli S. Melo, no Bairro Alto Cardoso; Rua Antônio Ferreira Neri, no Bairro Alto Cardoso; e uma Rua Projetada, no Bairro Paloma. Apesar da escolha destas oito ruas, muitas outras precisam de calçamento, como a rua Maria da Conceição Lopes e a Rua das Orquídeas que já foram citadas em outras matérias.
No entanto, segundo a Supervisora de Obras Míriam Ferreira, não se sabe ao certo quando as outras ruas serão calçadas. De acordo com Míriam, a escolha destas ruas foi feita pelo topógrafo da AMVER. “Foi pedido que eu mostrasse todas as ruas que precisavam ser calçadas. Eles escolheram e fizeram a topografia dessas ruas primeiro, dando entrada no processo de licitação”, comenta. Míriam acrescenta que a rua Juvêncio Silva foi escolhida pela AMVER, mas que o Prefeito Toninho do Ninico (DEM) preferiu deixála por último por questão de mudanças nas redes de esgoto e pluvial. “Vai ter que mudar tudo, trocar toda a rede de água, esgoto e pluvial”, diz Míriam. O executivo neste mandato também já havia pavimentado uma Rua Projetada, no Bairro Cohab, e a Rua Dom Helvécio, no Bairro Alto da Caixa D’Água. Outro trabalho realizado foram algumas operações tapa buracos.
Ruas estão sendo calçadas
Problema resolvido Parte dos quiosques, que eram assunto desde abril de 2013, foi desmanchada pela Prefeitura Municipal A história dos cinco quiosques de alvenaria na Praça Prefeito Ildefonso Silva chegou ao fim. Os pontos foram desmanchados, no mês de março, por decisão da Prefeitura Municipal de Dores de Campos. Segundo o Prefeito Toninho do Ninico (DEM), a decisão de demolir foi a melhor encontrada pelo executivo. “Os quiosques atrapalhavam o trânsito de
pedestres e veículos por estarem em cima do passeio”, comenta o Prefeito. No momento, a Prefeitura Municipal trabalha para refazer o passeio da praça, mas não possui nenhum outro projeto para o local. A decisão dividiu opiniões na cidade. A comerciante Wanderléia Terezinha de Freitas aprovou a decisão. “Tenho meu comércio
antes mesmo deles serem construídos, assim fica bem mais arejado, o espaço fica maior”, comenta. Quem também gostou foi a cabelereira Simone Graçano. “Por mim pode deixar sempre assim. Melhor coisa que fizeram”, diz. No entanto, outros cidadãos preferiam o modo como estava e optavam por uma licitação. “Todos deveriam ter o mesmo direito,
mas deveria ter continuado. A praçinha não tem mais movimento”, comenta a estudante Irféia Paula de Souza. Apesar de desmanchar todos os quiosques da Praça Prefeito Ildefonso Silva, os dois pontos da Praça José Cardoso permaneceram e, segundo o Prefeito Toninho, será feita licitação. No entanto, o Prefeito afirma que precisa fazer alguns ajustes
Cinco quiosques foram demolidos
para o procedimento. “Um dos quiosques precisa de acabamento e ainda não temos mão de obra para este serviço”, comenta Toninho, que não fixou data para iniciar a licitação. Os sete quiosques foram construídos na praça Prefeito Ildefonso Silva, durante a gestão do prefeito
Ilídio Neto (PMDB) e estão desocupados desde o dia 1 de agosto de 2014. A entrega dos pontos aconteceu após 15 meses do prazo determinado pelo ex-juiz da Comarca de Prados, Artur Eugênio de Souza, em acordo com o Promotor Antônio Melo, em abril de 2013.
Dores EM DIA
Do fundo do baú S
egundo a Wikipédia, o táxi, propriamente dito, apareceu historicamente quando foram aplicadas taxas à sua utilização através de taxímetros. Contudo, o serviço de transportar pessoas numa grande cidade a qualquer pessoa que o solicite é quase tão antigo como a civilização. O primeiro serviço desse gênero apareceu com a invenção do riquexó — carro de duas rodas puxado por um só homem. Existia, embora em pouca abundância, nas principais cidades da Antiguidade, mas era exclusivo das elites, que possuiam escravos para puxar esses carros. Nas ruas da Roma Antiga, circulavam liteiras transportadas por dois ou quatro escravos que levavam quem quer que os solicitasse. Essa pessoa teria de pagar apenas o preço previamente estipulado pelo amo desses escravos. Apesar de já existirem veículos com rodas, os “táxis” romanos não os utilizavam devido às movimentadas vias de comunicação da metrópole. Depois da Queda do Império Romano do Ocidente, os carros e carruagens começaram a desaparecer das grandes metrópoles, tal como a sua população, que foi para o meio rural à procura de subsistência. Este acontecimento ditou o fim dos serviços de transporte público e privado. Na Idade Média o transporte de pessoas era assegurado por carruagens muito rudimentares de tração animal, que no Renascimento foram melhoradas tendo sido acrescentados ornamentos, cobertura e até cortinas. Em 1605, apareceram em Londres as primeiras carruagens de aluguel — as hackney. O sucesso foi tanto que, em 1634, o elevado número de carruagens de aluguel fazia com que as principais ruas da metrópole ficassem comple-
Zezé, filho de Luluca com Maria Bonita
tamente engarrafadas, o que levou o Parlamento a limitar o número de carruagens a circular. mas não só em Londres havia problemas de tráfego por causa de carruagens de aluguel; também em Paris, primeiro os corbillards e depois os sociables, fizeram um estrondoso sucesso no século XVII. Já nos finais do mesmo século, surgiram na Alemanha os inovadores landau e os landaulet (versão reduzida do Landau). Posteriormente, no século XVIII, foi criado o gig em França, que deu origem ao tilbury em Inglaterra e posteriormente ao cabriolet. No século XIX já qualquer grande cidade tinha centenas, ou mesmo milhares de carruagens de aluguer. Os primeiros táxis motorizados apareceram em 1896 na cidade alemã de Estugarda. No ano seguinte, Freidrich Greiner abriu uma empresa concorrente, na mesma cidade, mas os seus carros estavam equipadas com um sistema inovador de cobrança — o taxímetro. A implantação dos táxis foi generalizada em 1907. Nesse mesmo ano, em Paris, todos os carros de aluguel tinham de possuir um taxímetro obrigado por lei. Antes da Primeira Guerra Mundial já todas as grandes cidades europeias e americanas tinham serviço de táxis legais e pintados com esquemas de cores diferentes. Desde então as alterações foram poucas, apenas nos aparelhos possuídos pelos carros, tais como um rádio, ou ar condicionado. Como todo mês, fico a pensar no que vou escrever para “O Fundo do Baú”. Todo o meu estoque de fotos e histórias terminou, mas, na terceira semana do mês de março, a Sra. Maria Adélia Pinheiro, mais conhecida como “Delinha”, mãe do Emerson (Xororó), me contou um pouco da história de seu pai que foi pioneiro como taxista em Dores de Campos. Conhecido como Luluca Pinheiro (Geraldo Pinheiro), ele morava na Vila Zuzu e transportava crianças que precisavam de médicos especialistas e gestantes em trabalho de parto para as cidades de Barbacena e São João del Rei, isso na década de 50 e 60 do século XX. Nessa época as estradas não possuíam asfalto, a dificuldade para se fazer uma viagem era enorme. Depois de um certo tempo, o Sr. Luluca vendeu a Vila Zuzu, com-
Os irmãos Pinheiro: à direita, Luluca e à esquerda, Bebem
D. Adélia Isolina Pinheiro
Toninho, filho de Luluca
prou uma casa, à Rua Bernardo Francisco, e também adquiriu um caminhão para transportar carvão. Casou-se primeiro com uma moça chamada Maria Bonita (apelido que condizia com sua beleza), teve um filho com ela, o Zezé, que mais tarde tornou-se piloto de aviação. Depois casouse, pela segunda vez, com D. Adélia Isolina com quem teve três filhos: Carlinhos, Toninho e Delinha. Também motorista de ônibus, resolveu mudar-se para Volta Redonda e não retornou mais a Dores de Campos. Assim como o irmão, Bebem Pinheiro, foi pioneiro no serviço de hotelaria na cidade, casado com D. Edir com quem teve 5 filhos: Rômulo,
Ronaldo, Ricardo e Ramiro. Dessa forma, termino o texto com uma homenagem a esses dois pioneiros em prestação de serviços para a comunidade de Dores de Campos.
Delinha fantasiada para o carnaval
Primeira comunhão de Delinha
Por... Jane Arruda de Freitas
Luluca e o amigo Wilson Virgolino
Atua como professora de artes e gestora pedagógica no Centro Educacional Wanderley Arruda. Graduada em Pedagogia, tem especialização em “Arte e Educação” e “Práticas de Letramento e Alfabetização”, cursando “Artes Aplicadas com ênfase em cerâmica”, na UFSJ.
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Os Irmãos Pinheiro
Dores EM DIA
“Campanha da Fraternidade não termina com o fim da quaresma”, afirma Padre Paulo
A cada ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe um tema para ser refletido pela Campanha da Fraternidade durante o período da quaresma que termina com a chegada da Semana Santa, momento em que se tem oportunidade de vivenciar a história da nossa salvação. O pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, Padre Paulo Marcelo Daher Gomes Filho, falou para o jornal Dores EM DIA sobre o legado deixado pela Campanha da Fraternidade de 2015.
Dores EM DIA: O que motivou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a escolher o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e o lema “Eu vim para servir”? Padre Paulo: A Campanha da Fraternidade na maioria das vezes está ligada a temas polêmicos: droga, planeta, natureza, família. Esse ano a proposta foi unir a igreja e a sociedade, uma coisa está ligada à outra. Não tem como viver a igreja sem se ligar às questões sociais que o mundo enfrenta. Quando você anuncia alguma coisa, aquilo tem que ser vivido e praticado lá fora. Se você olhar bem as passagens dos Evangelhos, tudo o que Jesus fez foi uma forma de recuperar as pessoas e reintegrá-las na sociedade. Não adianta pregar sem apontar o caminho para os problemas que o povo vive. JDD: Como a paróquia de Nossa Senhora das Dores atuou dentro desta Campanha? Pe.: A Campanha não termina com o fim da quaresma, ela continua até a próxima Campanha. Nós envolvemos a questão da educação, trabalhando dentro e fora da igreja.Tivemos tam-
ley Arruda, Escola Municipal Randolfo Teixeira, Pré-escolar municipal Branca de Neve e as escolas da Zona Rural.
Padre fala sobre a Campanha da Fraternidade
bém outras propostas: no Domingo de Ramos, a coleta feita na missa é destinada à Campanha da Fraternidade e vai para a CNBB para que o dinheiro seja empregado em serviços com o tema da Campanha. Esse ano, na nossa Diocese de São João del Rei, o dinheiro que nós arrecadamos nas 40 paróquias será investido numa casa que será construída em Dores de Campos, na Zona Rural, para dependentes químicos. É um trabalho social da igreja. Trabalhamos também nos bairros. Temos uma via sacra própria para a Campanha.
JDD: Por que você escolheu as escolas? Pe.: Quando se começa um trabalho com as crianças e adolescentes, está se plantando uma coisa boa. É com as crianças que precisamos começar a desenvolver um trabalho bonito, porque assim se começa a plantar valores bons. Elas vão crescer e quem sabe não irão se voltar para caminhos ruins.
JDD: Foi aberto para cada paróquia escolher como queria atuar? Pe.: Sim. Tem paróquias que trabalharam com a questão da
JDD: Quais escolas participaram? Pe.: Apae, Creche Santa Edwiges, Escola Estadual Duque de Caxias, Centro Educacional Wander-
saúde. Nas grandes cidades procuraram trabalhar com pessoas discriminadas. O objetivo principal da Campanha é este: sair de dentro da igreja e ir até às pessoas.
JDD: A campanha da fraternidade em Dores atendeu às suas expectativas? Pe.: Sim. A semente foi plantada. Tem muita coisa que você planta e os outros irão colher e tem muita coisa que a gente colhe hoje, mas foi plantada no passado. Tem hora que a gente acha que não está dando fruto, mas não podemos pensar assim. Se a gente anuncia para 100 pessoas e duas pegarem alguma coisa, já está bom. Você acha que esta Campanha também serviu para aproximar a igreja da sociedade? Está havendo um distanciamento? Pe.: Em Dores não, mas no Cristianismo num todo está acontecendo um distanciamento sim. Nas grandes cidades existe um individualismo. As pessoas tem o seu Deus, mas não estão ligadas a nenhum vínculo religioso, acham que não precisam de igreja. Esse distanciar é muito sério pois as pessoas se fecham e não se preocupam com o todo.
Empresa poderá vir em meados de abril Prefeitura paga, desde janeiro, o aluguel do galpão para empresa de Divinópolis A Prefeitura Municipal de Dores de Campos está, desde janeiro de 2015, pagando aluguel de um galpão para que uma empresa se instale no município. No entanto, foi só no dia 12 de março que o Prefeito Toninho do Ninico (DEM) assinou o convênio 01/2015 com a empresa Cia Fiação e Tecelagem Divinópolis (FITEDI), da cidade de Divinópolis. Segundo o Prefeito, o convênio prevê inicialmente a geração de 50 empregos diretos para a população dorense. A previsão é de que a empresa seja instalada em meados do mês de abril, na rua Antônio Roque, 215, no bairro Capãozinho.
No entanto, ainda não se sabe ao certo quantos empregos exatamente serão gerados. O Gestor de Consultoria da FITEDI, Valmor Geanesini, afirma que não sabe quanto de mão de obra será gerada inicialmente e que as contratações ainda não começaram a serem feitas. “A intenção é que em até três meses a empresa trabalhe com dois turnos, gerando cerca de 60 empregos para a população dorense, mas primeiro precisamos constituir firma. Compramos 20 máquinas e pretendemos começar em meados de abril”, afirma Valmor, que contou que a negociação foi longa para se instalar a em-
presa na cidade. A FITEDI foi fundada em 1937 e possui cerca de 800 empregados, que trabalham em quatro turnos. A sua linha de produção é formada por fios, malhas, tecidos e enxoval para bebês. Apesar da empresa vir em abril, a Prefeitura Municipal desde janeiro de 2015 arca com as despesas do aluguel de um galpão, no valor de R$ 2 mil e 700 reais por mês. “A empresa precisa ter o endereço para abrir a firma, por isso estamos pagando. Já era para ela estar aqui, mas depende de outros fatores, entre eles, a contratação de mão de obra”, comenta o Prefeito Toninho
(DEM). No entanto, a questão de que o aluguel já está sendo pago gerou discussões na Câmara Municipal, no dia 3 de março, após o vereador Marcinho do Tica (PMDB) ter denunciado o ocorrido. “É uma boa para o município ter uma empresa que gere cerca de 50 empregos para a população, mas eu acho que deveriam olhar para os empresários de Dores de Campos. Eles não são beneficiados como esta empresa que até hoje ainda não favoreceu nossa cidade e tem um galpão do qual está sendo pago o aluguel desde janeiro”, finaliza o vereador.
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Servidor Municipal ficou soterrado José Marques de Melo vive momentos de terror debaixo da terra
Raquel Lopes Repórter
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funcionário da Prefeitura Municipal de Dores de Campos, José Marques de Melo (58), conhecido popularmente como “Capa Bode”, ficou soterrado por cerca de 3 horas, nas proximidades Rua Francisco Cardoso de Melo, no dia 27 de março. Segundo Capa Bode, que trabalha há 22 anos no executivo, ele estava dentro de uma vala, para achar uma manilha que deveria ser trocada. Na hora que a localizou e estava prestes a sair para a entrada da
retroescavadeira, foi soterrado depois que parte da obra caiu por cima dele. O servidor municipal foi resgatado pelo SAMU de Barroso, o Corpo de Bombeiros de São João del Rei e a Polícia Militar de Dores de Campos. O paciente foi encaminhado para o Hospital Regional de Barbacena, tendo fraturado uma costela e sofrido um pequeno deslocamento de clavícula. “Foi um susto. Só meu rosto ficou descoberto. Lembro de tudo. A única coisa que eu queria era que se apressassem para me tirar de lá, mas mantive a calma”, comenta o funcionário do executivo que acredita ter nascido nova- Fraturou uma costela e teve mente. deslocamento da clavícula
Raio mata menino de 8 anos Fatalidade aconteceu na Zona Rural de Dores de Campos Um levantamento divulgado pelo eLAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica) aponta que 98 pessoas morrera após serem atingidas por raio no Brasil em 2014. Em 2015, os raios continuam fazendo vítimas, inclusive na cidade de Dores de Campos. O mês de março foi marcado por um fato que deixou a cidade em estado de choque. Um menino de oito anos, Cristian Ferreira Cruz, morreu após ser atingido por um raio, no dia 7 de março, por volta das 15h. O incidente aconteceu na Tenda, Zona Rural da cidade. Segundo o Clínico Geral Eduardo Sanches, que atendeu o menino, a criança foi levada pela família à Policlínica Municipal, chegando ela desacordada, em parada cardiorrespiratória. “Nós tentamos reanimá-lo, mas não conseguimos”. Segundo relato do pai ao médico, o pai, o primo e o menino estavam em um sítio e foram atingidos por um raio depois de se abrigarem da chu-
va em um barraco. Todos estariam descalços. O pai ainda conversou por cerca de dois minutos com o filho que saiu com vida do local, chegando a falecer no caminho à Policlínica Municipal. O Doutor Eduardo explica que a parada cardíaca é o caso mais grave de quando se é atingido por um raio. A pessoa precisa ser socorrida o mais rápido possível para ter maiores chances de vida. “O tempo que se leva para fazer a manobra de ressuscitação é o que vai dizer a facilidade e a dificuldade de salvar o menino. O pai disse que levou de 15 a 20 minutos para chegar aqui, 15 minutos é um espaço de tempo muito grande para começar a realizar os primeiros socorros,” comenta. O médico afirma que o menino não tinha queimaduras, apenas marcas, sendo assim o raio não atingiu diretamente a vítima, mas a corrente elétrica veio através do solo, atingindo os três.
O físico Ivan Maquiné explica que um raio pode atingir uma voltagem muito alta, podendo ir de 100 mil a até 10 bilhões de volts, sendo 110 ou 220 volts da rede elétrica o suficiente para matar alguém, dependendo da situação”, comenta. “Por causa dessa voltagem tão alta, onde o raio caiu, tudo foi carbonizado. Os três, por não apresentarem queimaduras, estavam na “zona de perigo”, área que fica em volta do raio a cerca de 30 metros de onde realmente o raio caiu. Como o menino foi atingido pela descarga vinda do solo, eles foram alcançados pela corrente elétrica do raio. O fato de estarem descalços agravou a situação. Eles não estavam isolados e funcionaram como um fio terra, aterrando a corrente no chão, através do corpo. “Caso eles estivessem com sapatos, que é considerado um isolante elétrico, a descarga poderia vir bem mais branda”, finaliza.
João Batista Ribeiro Todos os dias, ao passar pela praça José Cardoso, por volta das 13h, é possível avistar, assentado no bando da praça, um homem simples que guarda uma grande parte da história dorense, João Batista Ribeiro, conhecido popularmente como João do Gerson, um dos primeiros dentistas da cidade de Dores de Campos. Apenas com o primário, em que se formou aos 12 anos, aprendeu a profissão na prática com seu pai Gerson Ribeiro. O dentista prático, nome dado ao seu cargo na época, começou ajudando seu pai e, com o tempo, foi conquistando seus clientes. Na época, no entanto, não era nada fácil. Com poucos recursos, o dentista agia dentro das limitações. João comenta que existiam poucos instrumentos de trabalho e que as pessoas não tinham o conforto de hoje. Sabe como ele trabalhava? Em seu consultório, na rua Francisco Bernardes, onde permanecia em pé por horas durante o dia enquanto seus clientes ficavam assentados em uma cadeira. A profissão foi deixada há cerca de 20 anos. Ao se aposentar, com a chegada de novos profissionais, João decidiu dar um ponto final na carreira. Da profissão, ficaram as histórias que, entre um caso e outro, foram sendo contadas. João lembrou que além de dentista pre“Com toda essa cisava também ter outras habilidades. De forma vitalidade, espontânea, ele contaesperamos que va que tinham casos em o senhor João que clientes desmaiavam durante a extração dos permaneça por dentes. “A gente dava um muitos anos com jeitinho e eles voltavam”, os dorenses com comenta. Aos 88 anos, sua saúde e lucidez”. vida não se limitou apenas à vida profissional, mas também à pessoal que para ele representa o que há de mais importante na vida. Casado há 51 anos com Ilza Ribeiro, 74 anos, constituiu uma grande família. E coloca grande nisso! São oito filhos: Marcelo, Marilsa, Marília, Marilda, Márcio, Meire, Márcia e Maurício, sendo que os dois últimos já se foram e ficaram na lembrança de seu João. “A família é a principal coisa que existe. Eles estão sempre ao meu lado”, comenta. É com eles que seu João divide seu dia, passado grande parte em casa. Entre alguns de seus afazeres, são destacados por ele a leitura diária da folhinha do Sagrado Coração de Jesus, a televisão à noite, com destaque para o programa do Sílvio Santos e seu trabalho na horta, onde planta diversos tipos de verduras. Com toda essa vitalidade, esperamos que o senhor João permaneça por muitos anos com os dorenses com saúde e lucidez para que a idade que, ao longo da conversa o incomodou, se transforme ainda mais em conhecimento de vida para a população dorense e principalmente para os jovens, que como ele mesmo disse: “Estão muito diferentes de antigamente”.