não pode ser vendido separadamente Domingo, 15 de setembro de 2019
PATRIMÔNIO CULTURAL DO AMAZONAS
O último herói da Amazônia
PUPUNHA UMA DELÍCIA DA AMAZÔNIA!
E SE FOR COM CAFÉ, HUMMMMM...
Nº117 SET/2019
Domingo, 15 de setembro de 2019
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Repórter Curumim
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Kibon lança Cornetto M&M’s A Kibon está trazendo uma série de lançamentos para o mercado brasileiro e um dos principais é o novo Cornetto M&M’s. Pois é o sorvete que já é amado pelo público acaba de ganhar uma versão com as drágeas de chocolate mais conhecidas do mundo. A novidade já pode ser encontrada em alguns estabelecimentos da cidade de São Paulo pelo valor de R$ 7,50 e também deve seguir o padrão de distribuição da marca pelos freezers espalhados por todo o país em breve.
Amazon Prime chega ao Brasil O “clube de assinatura” da Amazon, Amazon Prime, finalmente pousa em terras brasileiras e trazendo diversos benefícios para os seus clientes. Com 30 dias grátis para testar os serviços, o Amazon Prime custa R$ 9,90, possui uma opção de plano anual e estão inclusos em seu pacote 6 serviços. Entre os serviços oferecidos estão frete grátis, acesso a plataforma de streaming, músicas, e-books e outros. Quanto ao frete grátis, depois de se inscrever no “clube”, membros da Amazon Prime no Brasil possuem frete gratuito em produtos que possuírem o selo Prime, dentro do site da empresa. O valor mensal pela assinatura é R$ 9,90 e o plano anual sai por R$ 89,00 (que equivale à R$ 7,43/mês).
Curumim é uma publicação da
Amazônia O último herói da
Expediente Diretor Presidente Mário Adolfo
Diretor Executivo Mário Adolfo Filho
Diretor de Criação Marcus Vinícius
Desing e ilustração Carol Cavalcante
Editoração eletrônica Victor Costa (MTb-359/AM)
contatos:
99984-8570 Avenida Constantino Nery, edifício Empire Center, Chapada - Manaus
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3 É pra você, Argemiro Mota! Tucumã pode ser o preferido dos amazonenses. Puro, com farinha, café ou no pão. No entanto, tem outra maravilha da natureza amazônica que é de dar água na boca. Falo da pupunha que nosso leitor vai conhecer profundamente nesta edição do Curumim. Não há quem resista! Uma xícara de café quentinho, uma faquinha amolada para tirar a casca e um prato cheio de pupunha, quentinha, saída do fogo, vermelha e oleosa. Quando chega o mês de agosto, elas começam a aparecer nos cafés, na feita e até em sacolas de redinha vendida por ambulantes no trânsito. Mas, é preciso cuidado, alguns deles, malandramente, passa óleo de cozinha nos frutos para dar a ideia de que a “pupunha é oleosa”. Eu adoro pupunha. Até na floresta elas são lindas, porque dá em cachos coloridos, que podem ser verdes, vermelhos ou amarelos, contrastando com o verde da mata. Resolvi editar esse Curumim sobre a pupunha em homenagem ao meu amigo Argemiro Soares Mota, pesquisador agrônomo competente, um homem que dedicou 40 anos de sua
vida à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa pública de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que tantos serviços já prestou ao Brasil. Argemiro acaba de se aposentar. Mas, por respeito aos seus conhecimentos na área, ele está sendo citado como personagem na Pesquisa deste domingo no Curumim, explicando ao último herói da Amazônia a importância da pupunha. Argemiro é um homem urbano, mas tem o coração no campo. Na terra, árvores, flores, plantas, frutos. Talvez por isso o sentimento de solidariedade, justiça e bondade estejam sempre sendo cultivado em seu coração, para constantemente serem doados – como um cesto de frutos do quintal – , à sua família, à natureza, à vida! Este Curumim é dedicado a você, meu amigo Argemiro Mota. Bom domingo, curuminzada!
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Pupunha, uma delíc Manhã de domingo. Fazia friozinho na floresta e os passarinhos ainda faziam festa nas copas das árvores quando o Curumim aceitou o convite da indiazinha Murupi para caminhar pela floresta. Na saída da aldeia, sentiram um cheirinho gostoso. — Hummmm!.. Isso é pupunha cozida! E com café da manhã! – suspirou Murupi. — Tu gostas muito de pupunha, indiazinha? – perguntou o Curumim. — Acho que todo mundo que vive na Amazônia adora. Com certeza, tu também, indiozinho. — Gosto mesmo! E sei onde tem uma um cacho pronto para ser colhido! Vamos lá? Vinte minutos depois eles estavam contemplando a palmeira de Pupunha. — Aí está, Murupí. Esta é a pupunheira que, cientificamente se chama Bactris gasipaes. É uma palmeira elegante, domesticada pelos índios da Amazônia, com frutos de sabor agradável e de alto valor nutritivo! — Nossa Curumim, como tu, um indiozinho pequenininho, sabe de tudo isso?
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cia da Amazônia — Ora, meu amigo Argemiro Mota, um agrônomo lá da Embrapa do Amazonas, me explicou tudinho! — E o que é Embrapa, Curumim? – perguntou a índia. — A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária é uma Empresa Pública de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil. Foi criada em 26 de abril de 1973 e tem como objetivo o desenvolvimento de tecnologias, conhecimentos e informações técnicocientíficas voltadas para a agricultura e a pecuária brasileira. — E o que mais seo Argemiro Mota te explicou sobre a pupunha, Curumim? — Que a pupunheira se desenvolve bem aqui no nosso Amazonas, mesmo quando o solo não é lá essas coisas. Isto é, de baixa fertilidade. Por isso responde muito bem à adubação orgânica e química. Disse também que a palmeira da pupunheira chega a atingir 20 metros de altura. Seu tronco é dividido por anéis com espinhos (os entrenós) e anéis sem espinhos (os nós), que são cicatrizes deixadas pela queda das folhas. Os espinhos, geralmente largos e
pretos, aparecem tanto no tronco como nas folhas. Murupí olhou para o altura da pupunheira e perguntou: — Curumim, é verdade que todas as partes da pupunheira são aproveitadas, Até a palha? — De acordo com seo Argemiro Mota, da raiz se produz um vermicida; o tronco, que é chamado de “estípite”, pode ser usado como madeira para construção de casas, mobílias, artesanatos; as flores masculinas, depois de caírem, podem ser usadas como tempero; as folhas são ótimas para a confecção de cestos, coberturas para habitações e outros artigos; os caules secundários podem ser usados na alimentação, como palmito. — Caramba, vou plantar palmeiras de pupunha lá na reserva indígena! — E eu vou colher esse cacho de pupunha para gente tomar café com pupunha! – disse Curumim, pegando uma longa vara com uma faca amarrada na ponta para cortar o cacho de pupunha. — Humm, eu adoro café com pupunha! – vibrou Murupí.
O fruto da Pupunha Os frutos da pupunha são produzidos em cachos com peso médio de 3 quilos. O tamanho do fruto varia de 2 a 5 cm e cada cacho apresenta entre 50 e 100 frutos. A cor da casca do fruto pode ser amarelo, laranja ou vermelho e a da polpa varia do amarelo pálido ao laranja escuro. O fruto apresenta uma consistência amilácea e deve ser cozido antes de ser consumido por apresentar uma enzima que inibe a digestão de proteínas e um ácido (provavelmente oxálico) que irrita a mucosa da boca. O cozimento do fruto deixa a polpa mais saborosa e fácil de ingerir. Pupunhas com a polpa mais alaranjada possuem maior teor de vitamina A. O fruto da pupunha é consumido tradicionalmente cozido, descascado e acompanhado de um cafezinho. No entanto, do fruto pode se obter uma excelente farinha para fazer receitas caseiras, agregando um exótico e delicioso sabor a cozinha regional.
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VAMOS COLORIR
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7 CURI
SIDADES
Fatos divertidos que você nem imaginava
Por que o céu é azul? O que ocorre é que, quando a luz penetra na atmosfera, ela atinge os átomos de nitrogênio e oxigênio dando origem ao fenômeno do espalhamento. Como sabemos, a luz é uma onda que possui vários comprimentos. No entanto, a onda que possui o comprimento da cor azul é bem mais definida e eficiente do que as outras. É por esse motivo que vemos o Sol como um disco brilhante e o restante do céu todo azul, justamente em razão do efeito que a luz provoca sobre os átomos que compõem o ar.
Nova espécie de peixeelétrico é descoberta na Amazônia
SALV EO
Foram descobertas duas novas espécies de peixe elétrico - uma delas que capaz de dar uma descarga de até 860 volts, a maior voltagem já registrada em um animal. Até então, o recorde era de 650 volts. O poraquê é um peixe-elétrico que vive na América do Sul e pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Há cerca de 250 tipos de peixes-elétricos, que produzem descargas fracas, usadas para navegação e comunicação. Até agora acreditava-se que existisse apenas uma espécie de poraquê: a Electrophorus electricus, descrita em 1766 pelo naturalista sueco Carl Linnaeus. Mas duas novas espécies foram descobertas, diferenciadas pela voltagem das descargas elétricas emitidas e um processo de sequenciamento de DNA.
TA ANE L P
A PUPUNHA • Preferida dos Incas
• Cozida e com café
• Invasores malvados
• Madeira da boa
Curiosamente, a pupunha era um dos alimentos preferidos do povo Inca. Por ser bastante abundante e nutritivo, o fruto era considerado um dos alimentos mais importantes para a sobrevivência. Segundo relatos, com a chegada dos espanhóis ao Continente Americano, lá pelo século XVI, uma das estratégias para subjugar os povos indígenas era justamente destruir as palmeiras dessa fruta, prejudicando sua alimentação.
• Rica em Vitamina A
Costumam ser cozidos, apenas com água e sal, e consumidos no café da manhã e nos lanches da tarde, substituindo o pão, mas também podem servir na produção de sucos, mousses, sorvetes, óleos e farinha, que pode ser usada no preparo de bolos e pães. Além dos frutos deliciosos e do palmito, a planta ainda oferece uma madeira de ótima qualidade. O material lenhoso, de alta densidade e rigidez é excelente para a produção de móveis e artigos de decoração, apresentando uma superfície bastante lisa e resistente.
• Coquinho
Esse pequeno fruto colorido, que varia do amarelo para o vermelho, contém alta concentração de carotenoides, substâncias ricas em vitamina A, com propriedades antioxidantes e benéficas para visão e para a pele.
Após fervida a pupunha, dentro do seu caroço é encontrado um coquinho (coco em miniatura: na realidade é a semente do vegetal), que dizem provocar diarreia mas são bastante apreciados.
• Combate a fome
“Emburrece” nada
Carnudos, farinhentos e oleosos, são alimentos extremamente versáteis, nutritivos e calóricos, garantindo o sustento de milhares de famílias pobres da Amazônia.
Para evitar que as crianças comam este coquinho, os adultos de antigamente informavam (muitos inclusive acreditando ser verdade o que foi repassado a eles) que ele “emburrece” os seus consumidores eventuais.
APRESENTA
Domingo, 15 de setembro de 2019 O último herói da Amazônia
curumim, rapaz, o que é isso?
O ÚLTIMO HERÓI DA AMAZÔNIA
ora, jacaré thinga os caras do governo estão demorando muito...
então pra não ficar vendo tudo isso de braços cruzados...
...pra apagar os incêndios na floresta!
resolvi fazer a minha parte!
FIM.